terça-feira, 12 de outubro de 2010

Comando Nacional orienta pela aceitação das propostas da Fenaban, Caixa e Banco do Brasil

          A Fenaban, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal apresentaram ao Comando Nacional dos Bancários nesta segunda-feira, 13° dia da maior greve da categoria nos últimos 20 anos, novas propostas que contemplam aumento real de salário, valorização dos pisos (R$ 1.250 nos bancos privados e R$ 1.600 no BB e na Caixa), melhoria na PLR e definição de mecanismos de combate ao assédio moral.
          Reunido após as negociações, o Comando Nacional decidiu orientar os sindicatos a realizarem assembleias em separado nesta quarta-feira 13 em todo o país - e a defenderem a aprovação tanto da proposta geral apresentada pela Fenaban quanto das específicas do BB e da Caixa, por considerá-las com avanços importantes para os trabalhadores.
          Nesta segunda-feira, 13° dia da greve nacional, 8.187 agências foram fechadas em todo o país, de bancos públicos e privados, além de dezenas de centros administrativos de todos as instituições financeiras, conforme levantamento encaminhado pelos sindicatos à Contraf-CUT até as 20h10.
         O diretor da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional dos Bancários, Arnoni Hanke, diz que a greve da categoria atingiu seus principais objetivos. "Além dos avanços econômicos a negociação com os banqueiros levou à instituição de um mecanismo concreto de combate ao assédio moral no trabalho. Avaliamos todas as ações da Campanha Salarial de maneira positiva com destaque para adesão maciça dos bancários à greve. Os bancos sentiram a força da categoria", afirma Arnoni.
        A nova proposta da Fenaban
● Reajuste de 7,5% (o que representa aumento real de 3,1%) para quem ganha até R$ 5.250.
● R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação do período) para os salários superiores a R$ 5.250 - o que for mais vantajoso para os bancários.
● Reajuste de 16,33% (aumento real de 11,54%) nos pisos salariais, que ficariam assim:
- Portaria: R$ 870,84.
- Escritório: R$ 1.250,00.
- Caixa: R$ 1.250,00.
● PLR:
- Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181.
- Parcela adicional : 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.400,00.
- Isso significa que na regra básica o reajuste é de 7,5% e na parcela adicional de 14,28%. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados até chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 15.798.
- Antecipação da PLR: 60% da regra básica mais 50% da parcela adicional até 10 dias corridos após a assinatura da Convenção Coletiva.
● Gratificação de caixa: R$ 311,67.
● Outras verbas de caixa após 90 dias: R$ 147,38.
● Adicional tempo de serviço: R$ 17,83.
● Gratificação de compensador de cheques: R$ 101,56.
● Auxílio-refeição: R$ 18,15.
● Auxílio-cesta alimentação: R$ 311,08.
● 13ª cesta-alimentação: 311,08.
● Auxílio-creche/babá: Reajuste de 7,5% com adequação à nova legislação sobre o ensino fundamental (6 anos de idade a partir de 2011), passando o valor para R$ 261,33 por 71 meses. Haverá uma regra de transição para quem já recebe o auxílio, conforme a idade do filho, recebendo uma antecipação em parcelas pelo valor que receberia por 83 meses.
● Auxílio-funeral: R$ 599,61.
● Ajuda deslocamento noturno: R$ 62,59.
● Indenização por morte/incapacidade decorrente de assalto: R$ 89.413,79.
● Requalificação profissional: R$ 893,63.
● Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, que inclui definição de mecanismos de combate ao assédio moral, a serem implementados mediante adesão voluntária dos sindicatos e dos bancos por meio de acordo aditivo.
● Compensação dos dias parados no prazo entre a data da assinatura da Convenção Coletiva e 15 de dezembro de 2010, nos mesmos moldes do ano passado.
● Segurança bancária:
- No caso de assalto, atendimento médico ou psicológico logo após o ocorrido.
- O banco registrará BO em caso de assalto, tentativa e sequestro.
- Possibilidade de realocação para outra agência ao bancário vítima de sequestro.
- Apresentação semestral de estatísticas nacionais sobre assaltos e ataques na Comissão Bipartite de Segurança Bancária.
Fonte: Contraf/RS com edição da Fetrafi-RS

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Proposta Caixa 11/10/10

A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL acaba de apresentar sua contraproposta, que segue em linhas gerais a mesma contraproposta apresentada na manhã desta segunda-feira (11.10) pela Fenaban

Clicar aqui para ver 1ª parte proposta Caixa

Clicar aqui para ver 2ª parte proposta Caixa

Greve conquista 7,5% para todos, piso de R$ 1.600 e avanços no PCCS do BB

          Após a pressão da greve nacional da categoria, o Banco do Brasil apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, na noite desta segunda-feira, 11, proposta específica que garante reajuste salarial de 7,5% para todas as verbas salariais, incluindo comissões e VR (valores de referencia), sem o teto da proposta da Fenaban. O piso salarial será elevado para R$ 1.600,00, o que representa aumento real de 8,71%. O BB irá implantar Carreira de Mérito como parte de um Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) com efeitos retroativos ao ano de 2006. A reunião foi realizada em São Paulo, após a mesa unificada de negociação do Comando com a Fenaban.
           "A forte participação dos funcionários do BB na greve deste ano garantiu a conquista do que foi aprovado no 21º Congresso Nacional dos Funcionários do BB: valorização do piso, implantação de itens referentes ao PCCS, revisão do modelo de descomissionamento e manutenção do modelo de PLR, considerado o melhor da categoria", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), que assessora o Comando Nacional nas negociações com o banco.

         Veja os principais pontos da proposta do BB:
1) Reajuste salarial de 7,5% sobre todas as verbas salariais (SEM o teto de R$ 5.250,00 da Fenaban).
2) Elevação do piso salarial para R$ 1.600,00, o que representa um aumento real de 8,71%, com correção de todo o PCS.
3) Implantação da Carreira de Mérito do Plano de Carreiras e Remuneração (PCR), retroagindo seus efeitos ao ano de 2006. Mais detalhes do funcionamento dessa nova carreira serão disponibilizados em breve a todos os funcionários.
4) Alteração da IN 369 em seu item 1.16.4.2, aumentando de um (01) para três (03) ciclos negativos a quantidade de avaliação necessária para efeito de descomissionamento por desempenho.
5) Considerar o tempo de exercício na função de Atendente B nas Centrais de Atendimento, quando da promoção para Atendente A, no que diz respeito ao cumprimento da trava de dois anos.
6) Aplicação de interstício de 3% nas promoções do PCS no VCPI dos funcionários incorporados.
7) Pagamento de compensação pelo fim do benefício da Gratificação Variável existente anteriormente no Banco Nossa Caixa. O montante a ser dividido entre esses funcionários será equivalente a aplicação do mesmo por 5 anos.
8) PLR que contempla 17 mil novos funcionários em relação ao ano anterior, com s seguintes parâmetros:
- NRF Especial - 3,0 salários
- NRF 01 e 02 - 3,0 salários
- NRF 3 - 2,3 salários
- Primeiros Gestores Rede - 1,85 salários
- Primeiros Gestores Demais - 1,85 salários
- Demais Gestores Rede - 1,57 salários
- Demais Gestores BB - 1,57 salários
- Analistas e Assessores NRF 04 - 1,57 salários
- Gerência Média Rede - 1,55 salários
- Demais Gerências Médias - 1,55 salários
- Analistas e Assessores NRF 05 e 06 - 1,50 salários
- Demais Comissionados - 1,47 salários
- Escriturários - R$ 3.118,08
- Caixas Executivos - R$ 3.434,99
Fonte: Contraf-CUT

Fenaban apresenta nova proposta ao Comando Nacional dos Bancários

          A Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários na manhã desta segunda-feira 11, no 13° dia da greve nacional da categoria, uma nova proposta que inclui índice de reajuste de 7,5% (o que representa aumento real de 3,1%) para quem ganha até R$ 5.250. Para salários superiores, a proposta prevê um fixo de R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação do período) - o que for maior.
          A proposta também melhora a PLR e valoriza o piso salarial. A negociação foi interrompida para almoço. À tarde, o Comando Nacional retoma tanto as negociações gerais com a Fenaban quanto sobre as reivindicações específicas com o Banco do Brasil e com a Caixa. Ao final das negociações, o Comando se reunirá para avaliar as propostas dos bancos e definir orientações para as assembleias da quarta-feira em todo o país.
           Os bancários gaúchos estão representados na negciação pelo diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke e pelo presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo.
          Confira a proposta apresentada hoje:
  • Reajuste salarial: 7,5%.
  • Reajuste para salários acima de R$ 5.250: R$ 393,75 fixos, garantindo o mínimo da inflação do período, de 4,29%.
  • Novos pisos salariais:
         - Portaria: R$ 870,84 (era de 748,59).
         - Escritório: R$ 1.250,00 (era de 1.074,46).
         - Caixa: R$ 1.250,00 (era de 1.074,46).
  • PLR:
         - Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181.
         - Parcela adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.400,00.
         - Isso significa que na regra básica o reajuste é de 7,5% e na parcela adicional de 14,28%.
  • Gratificação de caixa: R$ 311,67.
  • Outras verbas de caixa após 90 dias: R$ 147,38.
  • Adicional tempo de serviço: R$ 17,83.
  • Gratificação de compensador de cheques: R$ 101,56.
  • Auxílio-refeição: R$ 18,15.
  • Auxílio-cesta alimentação: R$ 311,08.
  • 13ª cesta-alimentação: 311,08.
  • Auxílio-creche/babá: R$ 261,33 (até 71 meses).
  • Auxílio-funeral: R$ 599,61.
  • Ajuda deslocamento noturno: R$ 62,59.
  • Indenização por morte/incapacidade decorrente de assalto: R$ 89.413,79.
  • Requalificação profissional: R$ 893,63. 

Fonte: Imprensa Fetrafi-RS com informações da Contraf/CUT

ASSEMBLÉIA PARA AVALIAÇÃO DE PROPOSTA

Dia............: 13/11/10
Hora......... : 08:30 hs
Local.........: Sede do Sindicato

Greve Sindicato dos Bancários de Ijuí e Região

Caixa: Ag. Ijuí e Ag. Panambi

Banrisul: Ag. Ijuí, Pab. Forum, Pab Unijui, Pab Coronel Barros, Pab. Bozano, Ag. Catuipe, Ag. Augusto Pestana, Ag. Jóia, Ag, Panambi, Ag. Condor, Ag. Ajuricaba, Ag. Eugênio de Castro

Itaú: Ag. Praça da República Ijui, Ag. Ijuí

Bradesco: Ag. Ijuí

Hsbc: Ag. Ijuí

Fenaban apresenta contraproposta

          A FENABAN acaba de apresentar a nova contraproposta para os índices de reajustes.  A íntegra do documento segue em arquivo anexo para análise de todos. 
         O reajuste seria de 7,5% para os bancários que ganham até 5.250,00. Quem ganha acima desse valor, é oferecido um valor fixo de R$ 393,75, garantindo um reajuste mínimo de 4,29%.
        E a reunião segue em São Paulo. Em breve mais informações

Clicar aqui para ver proposta da Fenaban dia 11/10/10

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Avanço da greve dos bancários faz Fenaban, Caixa e BB chamarem negociações

        O Comando Nacional dos Bancários retomará as negociações com a Fenaban neste sábado, 9, às 11h, em São Paulo. A reunião foi agendada pelos bancos no final da tarde desta sexta-feira, décimo dia da greve nacional dos bancários, em resposta ao ofício enviado pela Contraf-CUT nesta quinta-feira. Às 9h, os membros do Comando se reúnem na sede da Contraf-CUT.
        As Comissões de Empregados da Caixa e de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil voltam às negociações específicas com as direções destes bancos na segunda-feira (11), às 10h, em São Paulo. Os locais onde ocorrerão as reuniões ainda serão confirmados.
         Desde sua deflagração, nas assembleias do último dia 28 de setembro, a greve nacional dos bancários cresceu a cada dia, passando de 3.864 agências fechadas no primeiro dia para 8.280 no nono dia de mobilização.
        Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, previdência complementar para todos, fim da precarização via correspondentes bancários e mais segurança.
Fonte: Contraf-CUT com edição da Fetrafi-RS

Banrisul propõe apenas adiantamento da PLR e frustra expectativas de proposta

Fotos: Marisane Pereira
Fotos: Marisane Pereira
          
         A direção do Banrisul está pagando pra ver a dimensão da greve dos banrisulenses. Na reunião de negociação desta sexta-feira, o banco se propôs apenas a adiantar o pagamento da PLR e dos 4,29% de reajuste, inicialmente oferecidos pela Fenaban nesta Campanha Salarial. A proposta foi rechaçada imediatamente pelo movimento sindical, que exige objetividade e boa vontade do banco para acabar com a greve.
          O Banrisul também propôs a criação de três comissões paritárias, com participação de representantes da instituição e dos banrisulenses, para discutir os seguintes temas: Quadro de Carreira; Saúde e Condições de Trabalho e Segurança Bancária. A proposta do Banrisul foi apresentada pelo diretor de Crédito, Bruno Fronza, um dos interlocutores do banco nas negociações específicas, que iniciaram na última quarta-feira (6).
         Os banrisulenses foram representados na negociação de hoje pelos diretores da Fetrafi-RS, Amaro Souza, Carlos Augusto Rocha e pelos diretores do SindBancários, Fábio Alves, Juberlei Baes Bacelo (presidente da entidade) e Lourdes Rossoni. Também integraram a mesa de negociação o diretor da Unidade de Gestão de Pessoas do Banrisul, César Antônio Cechinato, o superintendente de Gestão de Pessoas, Ademar Sartori e o gerente de Administração, Gaspar Saikoski.
        Para os dirigentes sindicais a proposta do Banrisul não representa qualquer novidade e não tira os funcionários da greve. “O que temos fora da Fenaban? O banco não quer dar um plus? O Banrisul tem um quadro qualificado que está trabalhando insatisfeito. Temos o menor piso da categoria (R$ 1.074,00), problemas sérios no quadro de carreira e na Fundação Banrisul. Estamos diante da maior greve no banco nos últimos tempos e a diretoria não se deu conta disso”, questiona o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha.
        “Se hoje o Banrisul fizesse uma proposta para o piso, quadro de carreira e priorizasse ganhos reais aos trabalhadores seria possível achar uma saída para a greve. Essa não é uma proposta nova, apenas adianta o que os trabalhadores já têm garantia, que é o cumprimento da Fenaban”, enfatiza o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo.
        Juberlei também lembra que hoje a maior preocupação do banco é dar retorno aos seus acionistas e investidores e não à sociedade gaúcha. “Queremos que o Banrisul se antecipe. Os funcionários precisam de estímulo para ter disposição de retornar ao trabalho”, argumenta.

         O diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza, reafirmou que os banrisulenses irão ampliar a greve. “Percorremos uma série de agências da Capital hoje pela manhã e os bancários deixaram claro, que sem avanços na pauta específica a greve continua a todo vapor”, salienta Amaro.
         Quanto à criação das comissões sugeridas pelo banco o movimento sindical esclareceu que tem reivindicado isto ao longo das últimas campanhas salariais e por isso concorda com a proposição.
         “As comissões são importantes, mas não resolvem a greve. O que resolve a greve está relacionado a ganho econômico. Hoje a folha do Banrisul está praticamente estática. Mesmo que os funcionários incorporem certas vantagens aos seus salários ao longo do tempo nada muda para o banco em termos de custo. Nós temos uma grande responsabilidade aqui, que é dar uma resposta para o povo que está lá fora, aguardando a negociação”, disse Fábio Alves, diretor do SindBancários.
          Ao longo da negociação, os dirigentes sindicais ainda questionaram a postura do banco em relação aos problemas da Fundação Banrisul, que acumula déficits há três anos; o quadro de carreira pelo qual um funcionário precisaria ter 60 anos de casa para chegar ao topo da carreira; a política de redução de custos da instituição que pressiona os funcionários de todas as formas e precariza as condições de trabalho entre outros temas.
        Contraproposta

        No fim da reunião o movimento sindical apresentou uma contraproposta à direção do banco. Confira:
        1 – Concessão de reajuste de 5% sobre todas as letras do Quadro de Carreira;
        2- Eliminação de uma letra do Quadro de Carreira a cada ano, até a letra E, no período de oito anos;
        3- Comissionamento dos Operadores de Negócios;
        4- Aumento de 20% nas verbas de caixa (gratificação e quebra);
        5- Pagamento de Prêmio Desempenho a todos os funcionários.
       Os representantes do Banrisul disseram que irão avaliar a contraproposta apresentada e darão retorno em breve ao movimento sindical.
       Assédio moral continua
       Durante a reunião foram relatados casos de assédio moral praticados pelos gerentes de duas agências do Banrisul, Otávio Rocha e Colise, ambas na Capital. A diretora do SindBancários, Lourdes Rossoni, ressaltou que a postura dos gerentes é inadmissível e exige a intervenção da Unidade de Gestão de Pessoas. “A atitude destes colegas é inaceitável. Além de coagir e intimidar de todas as maneiras possíveis, estes gerentes usam inclusive palavras de baixo calão para tentar desmoralizar os banrisulenses em greve”, afirmou a diretora.
        Segundo os dirigentes do SindBancários, estes são os casos mais graves de assédio registrados durante a greve do Banrisul e foram relatados por doze pessoas ao Sindicato.
        Orientação
        O movimento sindical avalia, que a direção do Banrisul mostrou falta de vontade para resolver os problemas que mantêm os trabalhadores na greve ainda criou falsas expectativas de que apresentaria uma proposta concreta nesta sexta-feira. A partir disso, a orientação é pela ampliação e fortalecimento da greve em toda a rede de atendimento do Banrisul até a vitória.

Fonte: Marisane Pereira - Fetrafi-RS

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

07/10/10 - 4º Quadro de Greve RS

Clicar aqui para ver o 4º Quadro de Greve RS - 07/10/10

SindBancários proíbe que segurança privada do HSBC faça filmagens da greve

          Não bastasse a tentativa de enfraquecer a greve dos bancários com o uso do interdito proibitório, os seguranças privados do HSBC foram para as agências e começaram a registrar imagens da movimentação desta quarta-feira, dia 6. Ao tomar conhecimento dos fatos, o SindBancários condenou tal atitude e não autorizou a filmagens dos piquetes.
         O diretor Jurídico do SindBancários e funcionário do HSBC, Lúcio Mauro Paz, entrou em contato com o banco proibindo a captação de imagens e sons dos grevistas. “A intenção é registrar nossa greve para buscar obter o interdito na Justiça. Não precisa filmar, uma vez que as salas de autoatendimento são equipadas com câmeras. Nossa greve é pacífica e não estamos obstruindo o ingresso de ninguém aos caixas eletrônicos”, informou o diretor.
         O interdito proibitório
         O expediente jurídico usado pelos bancos para atacar os bancários e seus sindicatos é da época da ditadura militar. É o chamado interdito proibitório. Não se baseia numa lei trabalhista, não tem a ver com relações entre empregados e empregadores, greves ou negociações. Apesar disto, vem sendo sistematicamente usado para tentar inibir as greves da categoria bancária.
        A finalidade verdadeira do interdito é outra. É geralmente concedido pela Justiça em conflitos da área rural para garantir aos proprietários a posse de terras ameaçadas de serem ocupadas. O interdito proíbe, ainda, grandes movimentações no entorno da propriedade, determinando, para isto, multas pesadas aos que desobedecerem à ordem judicial.
        Os bancos se utilizam de um artifício para inibir as greves, entrando com pedidos de interdito proibitório, como se a posse das agências estivesse ameaçada pela greve dos bancários. E solicita que os sindicatos sejam punidos com multas.
Fonte: Imprensa/SindBancários

Bancários derrubam liminar de Interdito Proibitório do Santander em Porto Alegre

Foto: Gabriel Marquez
          A greve dos bancários obteve mais uma vitória sobre as práticas antissindicais que os bancos vêm tomando nesta Campanha Nacional. A juíza do Trabalho da 8ª Vara de Porto Alegre, Lina Gorczevski, revogou na segunda (5) a liminar de interdito proibitório obtida pelo Banco Santander.
         O último despacho do processo de número 001088-67.2010.5.04.0008 determina que a ação movida pelo banco seja revogada, restabelecendo o direito de greve ao Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região. Também nesta semana, os sindicatos de Taquara e Rio Grande obtiveram a revogação de interditos apresentados pelos bancos Itaú e Bradesco em agências de suas bases territoriais.
         A coação dos bancos em Porto Alegre, porém, chegou a níveis intoleráveis na semana passada, quando advogados apresentaram interditos e a polícia foi chamada para acabar com piquetes em frente aos bancos, causando tumultos, agressões e a prisão de dirigentes sindicais de maneira abusiva.
         Sobre o Interdito Proibitório
         O interdito proibitório é uma ação jurídica relacionada a situações nas quais o direito de posse ou de propriedade está sendo ameaçado e está previsto no artigo 1.210 do Código Civil. Deve ser concedido quando “o possuidor direto ou indireto (...) tenha justo receio de ser molestado na posse” e quando houver ameaça de “turbação” (quando a posse é relativamente tomada) ou “esbulho” (quando a posse é totalmente tomada). É uma ação preventiva para quando o proprietário prove ter informações seguras sobre o risco a que estaria exposto.
         Este instrumento jurídico tem sido utilizado pelos bancos para tentar acabar com a greve da categoria, mas em boa parte dos casos as decisões da Justiça têm sido favoráveis aos sindicatos.
         Confira a íntegra do despacho da juíza sobre a revogação do Interdito do Santander:
         “Considerando que, em 24/09/2010, o requerente ajuizou ação idêntica, distribuída sob nº 000107-57.2010.5.04.0029, a qual no mesmo dia, foi extinta sem resolução do mérito, forte no inciso IV, do art. 267, do CPC, é prevento o juízo da 29ª Vara do Trabalho desta Comarca, nos termos do inciso I, do art. 37, da Consolidação de Provimentos da Corregedoria Regional do TRT4. Assim, por não competente este Juízo, fica revogada a liminar concedida. Intimem-se.
         Remetam-se os autos à Direção do Foro, para as providências cabíveis.
         Em 05/10/2010
         Lina Gorczevski
        Juíza do Trabalho Substituta”
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

TST condena Caixa a indenizar ex-empregado em R$ 718 mil por danos morais

          A Seção II Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou recurso ordinário da Caixa Econômica Federal e manteve condenação que obriga a Caixa a indenizar um ex-empregado perseguido pelo banco durante o contrato de trabalho.
          Segundo o autor da ação, após decisão da Justiça do Trabalho de enquadrá-lo na função de arquiteto, a Caixa passou a coagi-lo a aceitar o cargo de escriturário no Rio de Janeiro, sob ameaça de transferi-lo para outros estados.
         Diante disso, o arquiteto propôs nova ação trabalhista, requerendo indenização por danos morais. Ao analisar o caso, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) manteve decisão de primeiro grau, que condenou a Caixa a pagar ao empregado cem vezes o maior salário por ele percebido, a título de danos morais, o que equivaleria, em 2005, a R$ 718 mil. Para o TRT, a condenação foi justa diante das perseguições sofridas pelo trabalhador.
         A Caixa, insatisfeita, interpôs ação rescisória, buscando desconstituir a decisão ou diminuir o valor da condenação, com base no inciso V do artigo 485 do CPC, segundo o qual a sentença de mérito pode ser rescindida quando houver violação literal de lei.
        Segundo o banco, o dispositivo de lei violado seria o artigo 400 do Código Civil de 1916. Esse artigo dispõe que os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. Para a Caixa, esse artigo poderia ser aplicado analogicamente ao caso dos autos, para se questionar a proporcionalidade da condenação. Contudo, ao analisar a rescisória, o TRT considerou improcedente o pedido da Caixa.
        Novamente o banco recorreu, agora ao TST, por meio de recurso ordinário em ação rescisória. A Caixa argumentou não haver elementos que demonstrassem os prejuízos sofridos pelo arquiteto, bem como contestou o valor da indenização.
       O relator do recurso na SDI-2, ministro Guilherme Caputo Bastos, deu razão à empresa quanto ao valor da condenação, considerando-o excessivo. Segundo o ministro, embora o tratamento do Banco pudesse ensejar condenação por danos morais, a fixação do valor indenizatório mantido pelo TRT não foi razoável, quando comparado com os prejuízos alegados pelo trabalhador.
       Com isso, o relator aceitou o recurso ordinário para desconstituir o acórdão do TRT somente quanto ao valor da indenização, reduzindo-o para R$ 50 mil. Guilherme Caputo Bastos considerou essa quantia suficiente para desestimular a repetição do ato ilícito, bem como reparar o trabalhador, sem incorrer em enriquecimento indevido.
       Contudo, o ministro Emmanoel Pereira divergiu do voto do relator quanto à violação ao artigo 400 do Código de Civil de 1916, alegada pela Caixa. Para Emmanoel Pereira, o quadro fático para a aplicação do artigo 400 do CC/1916 refere-se à fixação de recursos alimentares entre parentes, diferente do caso em questão, que trata de reparação por dano moral entre empregador e empregado.
       Assim, destacou Emamnoel Pereira, não se poderia aplicar analogicamente o artigo 400 a esse caso da Caixa, impossibilitando o corte rescisório pela violação literal ao artigo 400 do Código Civil.
       Acompanhando a divergência, o ministro Vieira de Mello Filho acrescentou que a ação rescisória não é o meio adequado para alteração de indenização por danos morais. Por sua vez, a juíza convocada Maria Doralice também acompanhou a divergência, destacando que o verdadeiro pedido do banco seria o de reformar o julgado do TRT, buscando imprimir uma natureza recursal à ação rescisória, aspecto alheio à natureza dessa ação.
       Por fim, venceu a proposta do voto divergente do Ministro Emmanoel Pereira. Com isso, a SDI-2, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário da Caixa, mantendo-se a decisão do TRT que condenou o banco a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 718 mil ao arquiteto. Ficou como redator designado do acórdão, o ministro Emmanoel Pereira. (RO-109300-98.2007.5.01.0000)
Fonte: TST

07/10/10 - 3º Quadro de Greve RS

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07/10/10 - 2º Quadro de Greve RS

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Bancários fecham 7.723 agências e já é a maior greve dos últimos 20 anos

          Sem nenhuma nova proposta dos bancos às reivindicações da categoria, os bancários completaram nesta quarta-feira 6 oito dias da greve nacional, com a ampliação do movimento em todo o país. Agora já são 7.723 agências paradas nos 26 Estados e no Distrito Federal - um acréscimo de 286 em relação a ontem e praticamente dobrando (99,7%) desde o primeiro dia (3.864). Isso significa que essa já é a maior greve da categoria bancária nas últimas duas décadas.
         "O aumento contínuo da paralisação mostra a crescente indignação dos bancários com o desrespeito dos bancos. Mesmo com o lucro de mais de R$ 25 bilhões somente no primeiro semestre, só ofereceram de reajuste a reposição da inflação de 4,29% e rejeitaram todas as outras reivindicações dos trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
        Em outra demonstração de intransigência, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não respondeu à carta enviada na segunda-feira 5 pelo Comando Nacional dos Bancários, em que critica a adoção de práticas antissindicais por parte das instituições financeiras e reafirma a "disposição em negociar, para que possamos continuar buscando um acordo que atenda à expectativa dos bancários".
       Em nome dos bancários brasileiros, a Contraf-CUT recebeu a solidariedade da UNI Américas, integrante da UNI Sindicato Global, que representa os trabalhadores dos setores de serviços das Américas do Sul, Central e do Norte. A entidade também enviou ofício ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, propondo a retomada das negociações com o Comando Nacional dos Bancários.
       "Reforçamos o apoio internacional aos trabalhadores bancários no Brasil e defendemos a necessidade de retomar as negociações com os sindicatos, já que notoriamente os bancos brasileiros apresentam condições extremamente favoráveis para contribuir para o desenvolvimento social e econômico do Brasil através da valorização dos seus funcionários", afirma o documento da UNI Américas.
       Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, previdência complementar para todos, fim da precarização via correspondentes bancários e mais segurança.
       Pesquisa feita pela Contraf-CUT com base em informações da imprensa revela que 18 pessoas foram mortas em assaltos envolvendo bancos em todo país nos primeiros nove meses deste ano. São duas mortes por mês, em média. Entre as vítimas fatais, sete são vigilantes, um bancário e seis clientes, dentre outras pessoas. Os casos ocorreram em SP (3), RS (3), PA (2), RJ (2), PE (2), PR (2), MG, BA, MA e DF. "Essa estatística comprova que a proteção da vida das pessoas não está sendo colocada em primeiro lugar", critica o presidente da Contraf-CUT. 
Fonte: Contraf/CUT

07/10/10 - 1º Quadro de Greve RS

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Passeata reúne mais de 800 bancários em greve em Porto Alegre

          Caminhada iniciou em frente à Direção Geral do Banrisul e seguiu pelas ruas do Centro da Capital. Bancários encerraram ato em frente ao Palácio Piratini.
          Com cornetas, apitos e gritando palavras de ordem, mais de 800 bancários fizeram muito barulho e protestaram contra o silêncio da Fenaban e dos bancos públicos em um passeatão, que percorreu as principais ruas do Centro de Porto Alegre no fim da manhã desta quarta-feira. A marcha, iniciada na Caldas Júnior, em frente ao prédio da Direção Geral do Banrisul, culminou em um ato em frente ao Palácio Piratini, onde a categoria denunciou a truculência da Brigada Militar contra os grevistas.
          "Bancário, na rua / banqueiro a culpa é tua", cantavam os grevistas. À frente da passeata, dirigentes citavam as reivindicações e refutavam a postura gananciosa dos bancos. O barulho dos motores, buzinas de carros e gritos dos vendedores ambulantes eram abafados nos locais em que a marcha passava.
          Já em frente ao Palácio Piratini, os bancários condenaram a postura da Brigada Militar, que tem coagido os grevistas e agido de forma truculênta nos piquetes. Ao fim do ato, os participantes entoaram o hino do Rio Grande do Sul. Diversas entidades demonstraram apoio à greve, entre elas a CUT-RS e o Sindjus-RS. O deputado estadual Ronaldo Zulke também participou da manifestação e prestou sua solidariedade à paralisação dos bancários.

        Avaliação 
        O presidente do SindBancários, Juberlei Bacelo, louvou a disposição e a vontade dos bancários, que fizeram do passeatão desta quarta a maior manifestação da greve de 2010 até agora. “Os bancos nos deram o caminho da greve e estão vendo que cada vez mais trabalhadores aderem ao movimento. Eles estão perdendo tempo quando não apresentam novas propostas. Os bancários estão cada vez mais indignados e o movimento cresce diante dessa intransigência”, alertou.         Juberlei ainda condenou a posição dos bancos públicos, que suspenderam as negociações, enquanto poderiam estar evoluindo na discussão das pautas específicas. “A Fenaban está virando uma moita para os bancos públicos. Eles simplesmente se escondem atrás da mesa de negociação e não apresentam propostas aos bancários”, lamentou.
Fonte: Imprensa SindBancários com edição da Fetrafi-RS

Juíza indefere liminar de interdito proibitório ao Bradesco de Rio Grande

        A juíza Carolina Taoldo Duarte da Silva, da 2ª Vara do Trabalho de Rio Grande, indeferiu na última segunda-feira (4) uma liminar de interdito proibitório movida pelo Bradesco. Através da sentença, a juíza destaca que o Sindicato dos Bancários de Rio Grande utiliza meios legais de persuasão e convencimento com os bancários, observando os limites da lei de greve.
         Na semana passada o Bradesco determinou que os bancários que não estavam em greve aguardassem por um oficial de justiça no autoatendimento da agência. Na ocasião, os dirigentes sindicais convenceram os colegas, de forma pacífica, a esperar fora da agência.
        Veja o que diz a juíza sobre a situação: “A permanência dos empregados no setor de autoatendimento do banco, poderia importar em tumulto e, em conseqüência, ameaça ou dano à propriedade do autor e à pessoa dos empregados e clientes, razão pela qual a ação do dirigente sindical ao impedir que os colegas permanecessem no local, em verdade, vai ao encontro das determinações da lei de greve”.
        A magistrada destacou ainda em sua argumentação, que o Sindicato dos Bancários de Rio Grande empregou meios pacíficos para aliciar os colegas a aderirem à greve e que não está causando qualquer ameaça à propriedade do banco.
        A diretoria do Sindicato dos Bancários considerou o indeferimento da liminar ao Bradesco mais uma vitória contra a intransigência e o desrespeito dos bancos. “Os trabalhadores têm o direito de fazer greve para garantir melhores condições de remuneração e trabalho. Nossa luta é digna. Viva a greve nacional da categoria”, frisam os dirigentes sindicais.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Banrisul chama negociação, mas não apresenta proposta

          Apesar das expectativas dos banrisulenses de apresentação de uma possível proposta, a direção do Banrisul levou apenas boa vontade para a primeira rodada de negociação específica da Campanha Salarial 2010. O encontro entre o movimento sindical e representantes do banco ocorreu na manhã desta quarta-feira, na Direção Geral, em Porto Alegre.
        Durante toda a negociação, cerca de 800 banrisulenses que trabalham na DG e em agências em greve na Capital, fecharam a Rua Caldas Júnior, em frente ao prédio, numa manifestação de força e pressão para que o banco atenda à pauta específica dos trabalhadores.
         Enquanto isso, no 4º andar da DG, os dirigentes da Fetrafi-RS, Amaro Souza, Carlos Augusto Rocha e do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, Lourdes Rossoni e Fábio Alves negociavam com os diretores do banco, Bruno Fronza (Crédito) e César Antônio Cechinato (Gestão de Pessoas). Também participaram da reunião o gerente de Administração, Gaspar Saikoski e o superintendente de Gestão de Pessoas do Banrisul, Ademar Sartori.
        Durante a negociação, os dirigentes sindicais enfatizaram que a responsabilidade pelas dimensões da greve agora está nas mãos da direção do Banrisul.
        “Nós entregamos a pauta há 40 dias e estamos aqui para saber se a diretoria de fato está interessada em estabelecer uma negociação séria e resolver os problemas de maneira efetiva. Queremos discutir temas que representem ganhos para as pessoas”, salientou o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha.
        O diretor de Crédito do banco, Bruno Fronza, sugeriu a elaboração de uma pauta pontual para construir soluções. “O principal agora é voltar à normalidade”, disse Fronza.
        “A greve mostra que os problemas estão no organismo da empresa. São questões internas que a Fenaban não pode resolver. Os problemas das pessoas que estão lá fora devem ser resolvidos pela direção do Banrisul. Já tentamos negociar, mas o banco não quis. O banco forçou os banrisulenses à greve”, argumentou Fabio Alves.
        A diretora do SindBancários, Lourdes Rossoni destacou que a conjuntura econômica dos bancos estaduais, principalmente do Banrisul, permite o avanço nas negociações específicas. “Tivemos agora o exemplo do BRB e do Banpará, que apresentaram propostas mais vantajosas aos trabalhadores. No caso do BRB, os bancários aceitaram a proposta e saíram da greve. O Banrisul também pode fazer diferente nesta Campanha”, observou Lourdes.
        “O anúncio feito pelo banco, informando que irá cumprir o que for acordado com a Fenaban não representa nada. Isto nós já sabemos. A greve que está lá fora mostra que os banrisulenses querem mais e estão cansados da postura da direção do Banrisul. Vocês poderiam ter iniciado o processo negociação específica mais cedo, afinal há questões importantes e que não são de ordem econômica, que já poderiam ter sido resolvidas”, afirmou o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza.
        O diretor da área de Gestão de Pessoas, César Antônio Cechinato disse que demora na apresentação de uma proposta da Fenaban causa desconforto ao banco. “Precisamos saber os termos da proposta principal. Reconheço que os 4,29% oferecidos estão aquém dos reajustes do mercado”.
        Já o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, enfatizou que o Banrisul precisa dar uma demonstração de iniciativa. “Nós podemos achar uma saída para a greve do Banrisul. Agora isto depende da vontade da direção do banco de fazer uma proposta para tirar os banrisulenses da greve, como fizeram outros bancos”.
        Assédio moral contra grevistas
        Os dirigentes sindicais também relataram aos diretores do banco uma série de práticas de coação, pressão e ameaças feitas por superintendentes, na tentativa de obrigar os trabalhadores a retornarem ao trabalho.
        “Não vamos tolerar este tipo de assédio, a greve é um direito sagrado nosso e o banco tem que respeitar”, avisou o diretor Amaro Souza.
        Os representantes do banco negaram que este tipo de prática seja fruto de orientações da direção do Banrisul. “Tragam à direção os casos concretos de assédio moral. Todos os desvios de conduta dentro do banco devem ser investigados com rigor”, disse César Cechinato.
        Nova reunião
       Devido à ausência do presidente do banco, que está nos EUA, os representantes do Banrisul pediram um prazo ao movimento sindical, para dar retorno aos banrisulenses em greve. Uma nova reunião de negociação foi agendada para a sexta-feira, 8, às 10h30, na Direção Geral.
        Os dirigentes sindicais concederam o prazo solicitado, mas deixaram claro que a greve dos banrisulenses vai continuar até que haja uma proposta do banco. Os sindicalistas disseram ainda, que é preciso avançar em questões como a melhoria do piso, da quebra-de-caixa, quadro de carreira e aumento da RV para garantir avanços nas negociações específicas.
        Na saída da negociação, os dirigentes sindicais subiram no carro de som para dar informes da negociação aos banrisulenses e convocar todos os grevistas para a próxima negociação, que ocorre na sexta-feira, no mesmo local. A orientação geral para os banrisulenses é pela ampliação da greve em toda a rede do Banrisul. A pressão continua até a direção do Banrisul apresentar uma proposta concreta.
Fonte: Marisane Pereira - Fetrafi/RS

Greve dos bancários cresce, paralisa 7.437 agências e já é maior que 2009

          A greve nacional dos bancários de 2010 já superou o número de agências fechadas no movimento do ano passado. Conforme dados enviados pelos sindicatos e federações até as 18h para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), nesta terça-feira, 5, sétimo dia da paralisação, 7.437 agências de bancos públicos e privados não abriram suas portas nos 26 Estados e no Distrito Federal. Em 2009, os bancários paralisaram 7.222 unidades no dia de maior mobilização da greve.
         São 910 agências fechadas a mais do que nesta segunda-feira, um aumento de 14%. Em relação ao primeiro dia da greve, iniciada na última quarta-feira, 29 de setembro, o crescimento é de 92,5%. Ainda foram paralisados centros administrativos e outras dependências dos bancos em todo país.
         "O fechamento de agências cresceu todos os dias desde o início da greve, mostrando o aumento da adesão dos bancários e a força do movimento, apesar das práticas antissindicais adotadas pelos bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
        "Os bancos empurraram os bancários para a greve, com uma postura intransigente e uma proposta rebaixada de reajuste. Agora, eles não aguentam a pressão da categoria e apelam para práticas antissindicais, em vez de retomar as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria", destaca o dirigente sindical. "Com lucros bilionários, os bancos não têm motivos para não atender a pauta de reivindicações dos bancários", justifica.
        Ele denuncia a utilização de medidas autoritárias pelos bancos em todo país, como o interdito proibitório para impedir o convencimento dos trabalhadores, o uso da polícia para tentar abrir agências, a convocação de funcionários para entrar na madrugada nos locais de trabalho e a utilização de helicópteros para transporte de empregados, dentre outras. "O exercício da greve é um direito constitucional do trabalhador e não pode ser cerceado pelos bancos", aponta o dirigente sindical.
        "Mas a greve está crescendo cada vez mais, demonstrando a insatisfação dos bancários. A Fenaban deveria ouvir esse recado, acabar com o silêncio, aproveitar a disposição de negociar do Comando Nacional e apresentar uma proposta decente que atenda às reivindicações da categoria", sustenta Cordeiro.
        Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, mais segurança, previdência complementar para todos e fim da precarização via correspondentes bancários. Os bancos propuseram apenas reajuste de 4,29% (inflação do período) e rejeitaram as demais reivindicações.
        Disposição de negociar
        O Comando Nacional enviou nesta segunda-feira, 4, uma carta ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, reafirmando a disposição de negociar para buscar um acordo "que atenda à expectativa" da categoria e repudiando a postura das instituições financeiras, que apostam no confronto ao adotar práticas antissindicais para tentar enfraquecer o movimento dos trabalhadores. O documento foi remetido após a reunião do Comando Nacional, ocorrida em São Paulo.
       "Lembramos que a greve é instrumento legal e que a lei nº 7.783/89 prevê em seu artigo 6º a realização de piquetes como meio de convencimento dos trabalhadores frente à intransigência das instituições financeiras, que se recusam em apreciar com seriedade as reivindicações levadas pela categoria", destaca o ofício.
Fonte: Contraf-CUT

06/10/10 - Quadro de Greve RS

06/10/10 - Quadro de Greve RS

terça-feira, 5 de outubro de 2010

05/10/10 - 4º Quadro de Greve RS

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05/10/10 - 3 Quadro de Greve RS

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05/10/10 - 2º Quadro de Greve RS

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05/10/10 - 1º Quadro de Greve RS

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Banrisul tenta coibir greve da categoria com pressão e assédio moral

Foto: Gabriel Marquez

Foto: Gabriel Marquez

           A Fetrafi-RS recebeu nesta segunda-feira, 04, mais uma denúncia de que a direção do Banrisul está pressionando os funcionários da instituição a retornarem ao trabalho. A denúncia veio de um bancário paulista.
         Segundo o banrisulense, em São Paulo há cinco agências do Banrisul e desde o início da greve, três delas paralisaram as atividades, com destaque para a unidade da Lapa, onde 100% do quadro aderiu ao movimento. O bancário relata que desde segunda-feira, os gerentes geral e administrativo da agência, orientados pela Superintendência do banco, começaram a ligar para as residências dos bancários em greve, para pressionar pelo retorno imediato ao trabalho.
        Uma denúncia similar também foi encaminhada à Fetrafi-RS pelo Sindicato dos Bancários de Santo Ângelo, no Noroeste do Estado. Segundo os dirigentes sindicais, os gerentes das agências da base do Sindicato também foram instruídos pela direção do banco a pressionar os colegas em greve para o retorno ao trabalho nesta terça-feira.
        A diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa, salienta que todas as formas de constrangimento usadas pelo banco para tentar, de maneira inútil, sufocar a greve não serão aceitas. “A direção do Banrisul não pode cercear o direito de livre manifestação dos trabalhadores na luta por suas reivindicações. A greve é um direito garantido por lei. A direção do banco está apavorada com a dimensão da greve dos banrisulenses em todo o país. Não vamos recuar agora. A greve só termina com nova proposta da Fenaban e avanços na negociação da pauta específica dos banrisulenses”, afirma Denise.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Confira o vídeo sobre a prisão do diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre

         A greve dos bancários está forte e mobilizada. Na sexta-feira, dia 1º, o diretor Everton Gimenis foi detido pela Brigada Militar. Ele estava na agência Navegantes do Santander, paralisada em razão da greve dos bancários. No ato da prisão, um advogado do banco estava coagindo os trabalhadores e ameaçando o direito de greve - assegurado pela Constituição - com um interdito proibitório.
Clicar aqui para ver o Vídeo 

Greve dos bancários gaúchos atinge 597 unidades no sexto dia de movimento

         A greve nacional dos bancários continua a crescer em todo o país. No Rio Grande do Sul o movimento já é o maior registrado nos últimos anos, com adesão de 597 agências, postos de atendimento e departamentos de bancos públicos e privados. O Banrisul continua liderando o ranking de adesões, com 197 unidades paralisadas, seguido pela Caixa, com 155. A greve também cresceu no Banco do Brasil, atingindo 72 unidades. Os bancos privados somam 171 unidades em greve.
          A segunda-feira foi marcada pela ampliação do movimento de greve nas bases de 37 dos 38 sindicatos filiados à Fetrafi-RS. A novidade foi a adesão de agências na base do Sindicato dos Bancários de Soledade.
         No período da manhã, os bancários de Santa Maria deram uma grande manifestação de força e mobilização. O Sindicato dos Bancários realizou uma caminhada pelas principais ruas do Centro da cidade, que envolveu cerca de 200 trabalhadores em greve. A manifestação foi encerrada com mais um tradicional salchipão, em frente à Superintendência do Banrisul.
        Porto Alegre
        Em assembleia realizada na tarde desta segunda, no Clube do Comércio, os bancários da Capital mantiveram a greve por tempo indeterminado. Nesta terça-feira o SindBancários promove ato-show seguido de almoço na Praça da Alfândega, a partir das 12h. Já na quarta-feira, os bancários de Porto Alegre farão mais uma passeata pelas ruas do Centro.
        Reivindicações
        Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades para todos e mais segurança.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Banrisul marca negociação específica após grande participação dos banrisulenses na greve

          A adesão massiva dos banrisulenses à greve nacional da categoria, iniciada na última quarta-feira, 29, levou a direção do Banrisul a agendar a primeira rodada de negociação da pauta específica. A reunião foi marcada para quarta-feira, dia 6, às 10h30min, na Direção Geral do Banrisul, em Porto Alegre.
        O anúncio da negociação foi feito na tarde desta segunda-feira, pelo gerente de Administração do Banrisul, Gaspar Saikoski. A reunião da próxima quarta-feira deve envolver ainda o superintendente da Unidade de Gestão de Pessoas, Ademar Sartori e o diretor de Crédito do Banrisul, Bruno Fronza.
        Segundo o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza, a primeira negociação só foi obtida graças à mobilização dos banrisulenses, que entraram com toda força e disposição na greve nacional. "Temos certeza que este processo de negociação é fruto de toda a pressão que fizemos desde a entrega da pauta específica. Infelizmente, a direção do banco se fez de surda por um longo período da Campanha Salarial", enfatiza o diretor.
         O dirigente salienta que o movimento sindical sempre buscou o diálogo com o Banco. "Após a entrega da pauta, no dia 25 de agosto, buscamos espaços de negociação com a direção. Temos muitas questões a discutir e todas são importantes para os banrisulenses. Vamos continuar mobilizados para garantir avanços nas negociações. A caminhada rumo ao fechamento do acordo está apenas começando", conclui Amaro.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS