quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Itaú continua tratando funcionários como marionetes

Apesar de ter se comprometido de não demitir e de evitar transtornos aos funcionários durante o processo de integração das agências do Unibanco, o Itaú tem mantido estas práticas. O compromisso foi assumido pela direção do banco em negociação específica com a Comissão de Organização dos Empregados, mas não está sendo cumprido pela instituição.

Os sindicatos filiados à Fetrafi-RS têm recebido denúncias de demissões sem motivo e de realocações arbitrárias. “O Itaú obriga os funcionários a assumirem o trabalho em unidades onde houve dispensa de bancários. O banco simplesmente avisa que no dia seguinte o trabalhador deve se apresentar na agência tal, para suprir a falta de funcionários”, explica o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke.
De acordo com as denúncias, o banco não dá qualquer adiantamento para pagamento das despesas de transporte, alimentação e hospedagem dos funcionários realocados em caráter emergencial.
“O presente de grego se complementa quando o funcionário realocado é avisado que será obrigado a permanecer na agência temporária por mais dias do que o previsto. Se o trabalhador insistir em voltar para sua agência de origem será informado que não há mais vagas disponíveis no local”, observa Hanke.
A Fetrafi-RS enviou ofício em nome dos seus sindicatos filiados ao diretor de Recursos Humanos do Itaú, Gilberto Canteiras Trazze, solicitando uma reunião para debater os problemas enfrentados pelos funcionários da instituição. No documento os sindicatos foram unânimes ao apontar que o problema mais grave nas agências é a falta de funcionários, devido ao reduzido quadro disponibilizado pelo banco em sua orientação logística. Até o momento a diretoria do Itaú não se manifestou sobre o assunto.
 
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Contraf propõe na Câmara convocação de Conferência sobre Sistema Financeiro

O Brasil precisa de um novo sistema financeiro, que dê contrapartidas sociais a seus lucros exorbitantes e contribua com o desenvolvimento do país. O papel dos bancos deve ser definido pela sociedade brasileira, o que passa pela convocação de uma Conferência Nacional sobre o Sistema Financeiro e pela regulamentação do Artigo 192 da Constituição. As sugestões foram apresentadas nesta quarta-feira 24 pela Contraf-CUT no Seminário Propostas para um Sistema Financeiro Cidadão, promovido na Câmara dos Deputados, em Brasília.
A posição da Contraf-CUT foi levado ao seminário, realizado conjuntamente pelas Comissões de Defesa do Consumidor e de Finanças e Tributação da Câmara, pelo secretário-geral Marcel Barros. O dirigente fez questão de ler ao plenário o texto do Artigo 192 da Constituição:

"O Sistema Financeiro Nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, em todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas de crédito, será regulado por leis complementares que disporão, inclusive, sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram."

"Esse papel está sendo cumprido pelos bancos no país?", indagou Marcel Barros no seminário, coordenado pelo presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Roberto Santiago (PV-SP), que contou com a participação do deputado Valdivino de Oliveira (PSDB-GO), da Comissão de Finanças e Tributação.

'Taxa Selic é uma bolsa-banqueiro'

"Temos um sistema financeiro altamente concentrado, um verdadeiro cartel dos bancos, em que apenas as cinco maiores instituições detêm 82% dos ativos, 80% do crédito e 70% do patrimônio do setor. E cobram os juros, os spreads e as tarifas mais altas do mundo, sem oferecer nenhuma contrapartida social", acusou Marcel Barros.

A participação do crédito na economia brasileira, acrescentou Marcel, é de apenas 46% do PIB, muito menos que a totalidade das economias desenvolvidas. E dos seis grandes bancos que operam no país apenas 35,5% dos ativos são destinados a operações de crédito. "A maior parte dos ativos é utilizada em atividades especulativas, graças à taxa Selic, a mais alta do mundo, que é uma verdadeira bolsa-banqueiro", criticou o secretário-geral da Contraf-CUT.

O seminário, requerido pelos deputados Carlinhos Almeida (PT-SP), Roberto Santiago (PV-SP), João Dado (PDT-SP) e Arnaldo Jardim (PPS-SP), fixou como objetivos discutir e buscar soluções para o desrespeito aos usuários do sistema financeiro nos altos preços das tarifas e juros, no tempo nas filas, na discriminação aos cidadãos de menor pode aquisitivo, na insegurança nas agências e na exposição de dados pessoais a estranhos, via terceirização dos serviços.

Além da Contraf-CUT, participaram do debate o consultor do Departamento de Prevenção a Ilícitos Financeiros do Banco Central, Anselmo Pereira Araújo Netto; a coordenadora do Grupo de Trabalho do Sistema Financeiro Nacional da 3ª Câmara do Ministério Público Federal, Valquíria Oliveira Quixadá Nunes; Amaury Martins de Oliva, diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça; Gustavo Marrone, diretor de Autorregulação da Febraban; Victor Leonardo de Araújo, da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea); Sérgio Belsito, presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal); Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste); e Sílvio Giusti, representante da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

'É preciso promover a inclusão social'

Marcel disse que, em vez de contribuir com o desenvolvimento do Brasil, os bancos hoje transferem poupança das regiões pobres para as regiões ricas e acusou as instituições estrangeiras de cobrarem spreads e juros mais altos aqui do que em seus países de origem, enfatizando que as empresas financeiras pagam com sobras suas folhas de pagamento e parte das despesas administrativas somente com a receita de prestação de serviços.

O secretário-geral da Contraf-CUT defendeu ainda a suspensão das resoluções do Banco Central que ampliam a atuação dos correspondentes bancários, violando a Constituição Federal ao legislar em substituição ao Congresso Nacional. A Contraf-CUT apoia a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 214/2011, do deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), que suspende essas resoluções do BC.

"Existe uma diferença entre 'bancarização' e inclusão bancária. O que o BC e os bancos chamam de 'bancarização' é dar um cartão de crédito à pessoa, deixando-a à sua própria sorte. Normalmente o cidadão abre uma conta obrigado pelo empregador, que tem benesses do banco. Ele toma crédito e não tem noção do custo", criticou Marcel. "Para haver uma verdadeira inclusão bancária, precisamos ter orientação para o crédito, educação financeira para que o cidadão saiba o que e quanto está pagando."

Marcel cobrou do representante da Fenaban no seminário a assinatura da carta de intenções que foi apresentada junto com a pauta de reivindicações da campanha nacional deste ano, comprometendo-se com a venda ética de produtos.

Por isso, segundo ele, os bancos não querem abrir a conta simplificada, uma vez que não podem faturar com cobrança de tarifa. "Hoje, 90% desse atendimento é da Caixa", apontou Marcel.

As propostas da Contraf-CUT

Por fim, Marcel Barros apresentou as principais propostas da Contraf-CUT para a regulamentação do Artigo 192 da Constituição:

 Discutir papel do Banco Central.

 Destinação do crédito por áreas determinadas segundo as necessidades de desenvolvimento econômico nacional ou regional.

 Ampliação do Conselho Monetário Nacional.

 Exigência com relação a manutenção dos empregos a partir de qualquer incentivo ou socorro financeiro por parte do governo.

 Formulação de mecanismos de incentivo para o desenvolvimento das microfinanças - aprofundar o debate da importância do cooperativismo e a atuação dos correspondentes bancários no país.

 Realização da Conferência Nacional do Sistema Financeiro

Ipea confirma concentração bancária
O representante do Ipea no seminário, Victor Leonardo de Araújo, que é técnico de pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas, apresentou estudo mostrando que a concentração do atendimento bancário continua muito acentuada no Sudeste e Sul e que os bancos públicos, apesar de estarem mais presentes nos municípios mais pobres, não estão cumprindo o seu papel de fazer a inclusão bancária e promover o desenvolvimento regional.

O presidente do Sindicato dos Funcionários do BC (Sinal), Sérgio Belsito, também defendeu uma reorientação do papel do sistema financeiro nacional, de forma a contribuir para o desenvolvimento do país, e que é preciso o envolvimento do Congresso Nacional nesse debate.

A procuradora regional da República Valquíria Quixadá criticou a atuação dos correspondentes bancários, "que estão cometendo verdadeiros crimes contra aposentados e idosos país afora ao forçarem a venda de produtos indesejados ou ignorados", e pediu ao Banco Central que aumente a vigilância e puna esses abusos.

Maria Inês Dolci, da organização de defesa do consumidor Proteste, também defendeu investimentos em educação financeira da população, sobretudo das classes C, D e E emergentes, e denunciou "a picaretagem dos correspondentes financeiros, que aplicam golpes em relação ao crédito consignado e induzem as pessoas a assinarem contrato em branco, além de exercerem pressão para a compra de produtos".

Desrespeito do Banco Central
O deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que participou do debate após as apresentações, criticou a ausência do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, no seminário. "Mais uma vez o BC mostra que não respeita o Congresso e a população. Representa mais os bancos do que a sociedade", disse.

Para o parlamentar, o BC precisa tratar o cidadão de forma mais respeitosa e conter práticas abusivas das instituições financeiras. "O BC tem agido de uma maneira extremamente leniente em relação ao abuso dos bancos. Nenhum país tem taxas de juros ao consumidor tão altas quanto no Brasil. Precisamos ter taxas de juros em que o cidadão que pega um crédito não corra o risco de ir à falência", defendeu.

As acusações de Berzoini foram endossadas pelos deputados Francisco Araújo (PSL-RR) e Reguffe (PDT-DF), para quem o Banco Central "tem que ser órgão de Estado, e não atuar a favor dos banqueiros e contra a população".

O consultor do Banco Central afirmou que a inclusão financeira da população é um dos objetivos estratégicos da instituição para o período 2010-2014. Ao responder as críticas dos parlamentares e representantes das entidades, Anselmo Araújo surpreendeu ao reconhecer a competência dos municípios em fazer leis sobre atendimento bancário, na medida em que se trata de assunto de interesse local, como tem defendido os bancários, o que contraria a defesa da Febraban, que tem alegado que a competência para qualquer tema envolvendo o sistema financeiro é do Banco Central.


Fonte: Contraf-CUT 

Fetrafi-RS e SindFin fecham acordo com aumento de 7%

A Fetrafi-RS chegou a um acordo após várias rodadas de negociação com o Sindfin. A Campanha Salarial dos trabalhadores em sociedades de crédito, financiamento e investimento foi encerrada na última sexta-feira, após o Sistema Diretivo da Federação aprovar a proposta final apresentada pelo sindicato patronal. A última rodada de negociação ocorreu no dia 15 de agosto, na sede do Sindfin. Entre as principais cláusulas do acordo, estão o aumento de 7%, o reajuste dos pisos e o aumento do tíquete-alimentação e do cheque negocial sindical.
Pisos

O novo acordo prevê reajuste de 7% no piso geral, que passa a ser de R$ 733,72. Para o cargo de office boy, o aumento foi de 11,6%, o mesmo percentual aplicado ao piso regional, totalizando R$ 663,40 no piso.

Tíquete-alimentação

O benefício recebeu reajuste de 6,95%, sendo que agora os trabalhadores passarão a receber vale-refeição diário de R$ 20,00.
 
Cheque negocial
 
O benefício foi corrigido em 12,5%;  passando de R$ 80,00 para R$ 90,00; com aumento real de 5,63%.
 
Cláusulas Homoafetivas

Uma das novidades do novo acordo é a garantia de extensão dos benefícios a casais homoafetivos declarados e comprovados. Segundo a diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa, esta cláusula representa um grande avanço na busca pela igualdade de tratamento e para o fim da discriminação dos trabalhadores pela orientação sexual.
 
“Sempre lutamos pelo respeito à diversidade e pela garantia de direitos iguais a todos os trabalhadores e trabalhadoras. Com esta cláusula estamos dando mais um passo importante no combate a qualquer forma de exclusão”, destaca a dirigente.

PLR

A Participação nos Lucros e Resultados foi reajustada em 5%. Além disso, a cláusula de barreira da PLR, que limitava o valor pago pelo benefício em R$ 400 foi retirada da CCT. A partir do novo acordo, o valor pago a título de participação nos lucros e resultados será de 35% do salário.

O diretor da Fetrafi-RS, Luiz Carlos Barbosa, avalia as negociações de maneira positiva. “Diante das circunstâncias, obtivemos avanços consideráveis nas negociações com o sindicato patronal. Derrubamos a cláusula de barreira da PLR e adicionamos a cláusula de extensão dos benefícios a casais homoafetivos, que reafirma uma das bandeiras do movimento sindical”, declara o diretor.

Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Negociações entre Comando Nacional e Caixa começam dia 2

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e a Caixa Econômica Federal definiram o calendário para as negociações específicas da Campanha Nacional 2011, que serão realizadas concomitantes com a mesa unificada da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). 
Na Caixa, as rodadas começam no dia 2 de setembro, em Brasília (DF), quando os representantes dos bancários e da empresa irão debater temas como Funcef, Prevhab, aposentados e segurança bancária.

A segunda rodada, agendada para o dia 8 de setembro, também na capital da República, versará sobre condições de trabalho, com destaque para os itens de saúde do trabalhador e Saúde Caixa. O calendário prevê ainda reunião no dia 14 de setembro, dessa vez em São Paulo (SP), para tratar das cláusulas sobre carreira, jornada e isonomia de direitos entre os novos e antigos empregados.

Outras datas serão definidas de acordo com o andamento da campanha deste ano, tendo em vista que na Caixa as negociações específicas ocorrem concomitantes com as rodadas gerais de toda a categoria.

O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e vice-presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, avalia que a campanha já está nas ruas, com a entrega da pauta unificada para a Fenaban e da pauta de reivindicações específicas para a Caixa. E acrescenta: "Vamos precisar de muita mobilização e luta dos bancários para conseguirmos manter a trajetória de conquistas que marca a categoria nos últimos anos".

A CEE/Caixa assessora a Contraf-CUT nas negociações específicas com a Caixa.


Fonte: Fenae Net 

Negociações entre Comando Nacional e Fenaban começam dia 30

A primeira rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) será realizada na próxima terça e quarta-feira, dias 30 e 31 de agosto, sobre emprego e reivindicações sociais, em São Paulo. A data foi agendada nesta segunda-feira, dia 22, exatamente dez dias depois da entrega da pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários.
Também foram agendadas mais duas rodadas. A segunda acontecerá nos dias 5 e 6 de setembro, envolvendo saúde e condições de trabalho, e a terceira, no dia 13 de setembro, sobre remuneração.




Confira o calendário de negociações:

1ª rodada: 30 e 31 de agosto - emprego e reivindicações sociais
2ª rodada: 5 e 6 de setembro - saúde e condições de trabalho
3ª rodada: 13 de setembro - remuneração

Reunião do Comando Nacional
O Comando Nacional se reunirá na próxima segunda-feira, dia 29 de agosto, às 15 horas, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, para preparar o início das negociações com a Fenaban.

Intensificar a mobilização
A história de luta dos bancários revela que negociação só anda com mobilização. Para tanto, os sindicatos devem intensificar o lançamento da Campanha Nacional em todo país, chamando a categoria, os clientes e a sociedade.

"Vamos combinar mobilização e negociação, a fim de mostrar aos bancos a importância de atender as reivindicações da categoria, aprovadas na 13ª Conferência Nacional dos Bancários. Queremos emprego decente com aumento real, proteção contra demissões imotivadas, fim das metas abusivas e do assédio moral, segurança contra assaltos, igualdade de oportunidades e aposentadoria digna", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 12,8% (aumento real de 5% mais reposição da inflação projetada em 7,5%), PLR de três salários mais R$ 4.500, piso do Dieese (R$ 2.297,51 em junho), plano de cargos e salários para todos, mais contratações, fim da rotatividade, reversão das terceirizações e banco para todos, sem exclusão e sem precarização, dentre outras demandas.

Para Carlos Cordeiro, o Brasil vive um momento de crescimento econômico, reconhecimento internacional e já é sétima maior economia mundial. "Mas infelizmente o país está ainda entre as dez piores distribuições de renda do mundo. O sistema financeiro, que lucrou mais de R$ 23 bilhões no primeiro semestre deste ano, precisa fazer a sua parte e ajudar o país a transformar o crescimento econômico em desenvolvimento, com distribuição de renda", enfatizou.

"Precisamos realizar uma grande mobilização nacional para continuar avançando, a fim de incluir novas conquistas na convenção coletiva dos bancários", apontou o presidente da Contraf-CUT.

Principais reivindicações

Reajuste Salarial
12,8% (5% de aumento real mais a inflação projetada de 7,5%)

PLR - Três salários mais R$ 4.500

Pisos
Portaria - R$ 1.608,26
Escritório - R$ 2.297,51
Caixa - R$ 3.101,64
1º Comissionado - R$ 3.905,77
1º Gerente - R$ 5.169,40

Vales Alimentação e Refeição e auxílio-creche/babá - R$ 545 cada

PCCS - Plano de Cargos, Carreiras e Salários

Auxílio-educação - pagamento para graduação e pós

Emprego
Ampliação das contratações
Fim da rotatividade
Combate às terceirizações
Garantia contra dispensas imotivadas (Convenção 158 da OIT)
Banco para todos, sem precarização

Outras prioridades
Cumprimento da jornada de 6 horas
Fim das metas abusivas
Combate ao assédio moral e à violência organizacional
Segurança contra assaltos e adicional de 30% de risco de morte
Previdência complementar para todos os trabalhadores
Contratação da remuneração total
Igualdade de oportunidades


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Bancários aprovam minuta da Campanha Salarial 2011

Os bancários gaúchos estão prontos para a Campaha Salarial 2011. Através das assembleias realizadas nos sindicatos do interior, na última sexta-feira, dia 05, os trabalhadores autorizaram as diretorias das entidades sindicais a demandarem em Juízo a defesa dos interesses da categoria. Os bancários aprovaram as minutas de pré-acordo e de reivindicações, definida na 13ª Conferência Nacional dos Bancários, ocorria nos dias 29, 30 e 31 de julho.
Principais reivindicações Este ano os bancários reivindicam 5% de aumento real; valorização do emprego; Participação nos Lucros e Resultados de três salários, mais R$ 4.500 fixos; equiparação do piso da categoria ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.293,31 em maio) e combate às metas abusivas e ao assédio moral.
Entrega da minuta à Fenaban
A entrega da minuta de reivindicações à Federação Nacional dos Bancos ocorre na próxima sexta-feira, 12, em São Paulo. O diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza, integrará a comissão representativa dos trabalhadores em instituições financeiras no ato de entrega.

Pauta Banco do Brasil

Apresentamos abaixo as propostas dos funcionários ao Banco do Brasil com o propósito de estabelecer a jornada de seis horas aos comissionados e melhoria nas condições de trabalho. Esperamos pautar estes temas com o Banco durante nossos encontros.
- 6 horas para todos os comissionados sem redução de salários
- Contratação de mais 5 mil funcionários;
- Todos os aplicativos de trabalho no BB devem ser vinculados ao ponto eletrônico;
- Integração de 15 minutos de intervalo na jornada;
- CABB – Integração de 20 minutos de descanso na jornada;
- Caixas – pausa de 10 minutos a cada hora de trabalho;
- Concessão de um folga para provas de certificação;
- Garantir o estudo para certificações dentro do horário de expediente;
- Horas extras com pagamento de 125% da hora normal;
- Fim da compensação de banco de horas do SISBB e pagamento de 100% das horas extras para todos;
- Reclassificação de todos os dias de greve dos anos anteriores (2005 a 2010).

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Bancários retomam negociação específica com o Bradesco

A Contraf-CUT, federações e sindicatos reuniram-se nesta sexta-feira 29 com a área de recursos humanos do Bradesco, na Cidade de Deus, para discutir questões relacionadas à saúde dos trabalhadores e ao assédio moral. O representante dos bancários gaúchos na negociação foi diretor do SindBancários, Marcelo Paladin.
 
No item saúde, foram debatidas questões relacionadas ao Saúde Bradesco, principalmente na ampliação das coberturas para especialidades não atendidas, como nas áreas de psicologia, psiquiatria e fonoaudiologia, no aumento da rede credenciada, bem como a necessidade de garantir atendimento de qualidade a todas as cidades e regiões do país.
 
Os dirigentes sindicais também reivindicaram novamente a possibilidade de inclusão dos pais como dependentes no plano de saúde, uma vez que essas despesas comprometem boa parte da renda dos bancários, que assumem esses custos.

Os representantes do banco propuseram a criação de um grupo de trabalho para avaliar e acompanhar os encaminhamentos em todos os Estados, a partir de cada federação de bancários, que deverá apresentar um diagnóstico dos problemas relacionados ao atendimento e coberturas do plano.

Com relação à necessidade de inclusão de novas coberturas ficou acertado com a direção do Bradesco que será realizada uma apresentação onde serão demonstrados todos os efeitos que a organização, divisão do trabalho e a cobrança do cumprimento de metas tem provocado na saúde psíquica dos bancários. E, a partir daí, avançar nas definições das áreas e das necessidades para as novas coberturas.

Já no plano odontológico, foi cobrada a atualização dos procedimentos como o de implante dentário e a cobertura de gastos com despesas relativas a ortodontia.

A próxima rodada de negociação específica, com data a ser definida, debaterá auxílio-educação, emprego e plano de cargos, carreiras e salários (PCCS).

Combate ao assédio moral

O Instrumento de Combate ao Assédio Moral foi outro tema abordado na negociação. O banco afirmou que tem levado a sério o instrumento e chegou a citar o resultado de uma denúncia que, após checadas as informações e averiguados os fatos, resultou na reversão da demissão de um bancário. Ainda segundo a empresa, não interessa identificar o autor da denúncia de assédio e, sim, apurar o caso denunciado.

*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

HSBC tem lucro acima do esperado, mas corta 30 mil empregos


O HSBC eliminará 30 mil empregos, enquanto se retira de países onde está enfrentando dificuldades para competir, afirmou o maior banco da Europa nesta segunda-feira,01, após apresentar um surpreendente aumento no lucro do primeiro semestre.
A instituição teve lucro antes de impostos de US$ 11,5 bilhões entre janeiro e junho, acima dos US$ 11,1 bilhões apurados um ano antes e melhor que a média das estimativas de analistas, de US$ 10,9 bilhões, segundo pesquisa da Reuters.

O HSBC também informou que cortou 5.000 empregos em meio à reestruturação em andamento na América Latina, nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Oriente Médio, e que eliminará outros 25 mil postos até 2013.

"Haverá mais cortes de empregos", disse o presidente-executivo do banco, Stuart Gulliver, em teleconferência. "Será algo em torno de 25 mil vagas eliminadas entre agora e o final de 2013."
Os cortes equivalem a quase 10% do quadro de funcionários do HSBC e integram o programa de redução de custos da instituição, que planeja focar suas operações na Ásia.

"É um número grande (de cortes de empregos), mas faz sentido porque os custos do HSBC são razoavelmente altos", disse Daniel Tabbush, analista da CLSA em Bangkok.

No domingo, o HSBC anunciou que venderá 195 agências nos EUA ao First Niagara Financial por cerca de US$ 1 bilhão em dinheiro, além de fechar outras 13 das 470 filiais que possui naquele país.

O banco também planeja vender o portfólio de cartão de crédito nos EUA, que soma mais de 30 bilhões de dólares em ativos, como forma de levantar capital. Capital One Financial e Wells Fargo estariam entre os possíveis compradores, segundo fontes. O Barclays também pode estar entre os interessados.

Fonte: Reuters - Folha.com

Bancários querem aumento real de 5%, PLR e piso maiores e emprego decente

Os 695 delegados e observadores de todo o país aprovaram na plenária final da 13ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada neste domingo 31 em São Paulo, a pauta de reivindicações da Campanha de 2011, que inclui 5% de aumento real, emprego decente, PLR equivalente a três salários mais R$ 4.500 fixos, piso da categoria igual ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.293,31 em maio) e combate às metas abusivas e ao assédio moral.

Também definiram apoio total ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 214/2011, do deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), que revoga as resoluções do Banco Central que ampliaram o escopo de atuação dos correspondentes bancários, bem como reivindicar do governo a convocação de uma Conferência Nacional sobre o Sistema Financeiro. Decidiram ainda intensificar a campanha pela inclusão bancária, que assegure prestação de todos os serviços financeiros a toda a população, realizada em agências e PABs por profissionais bancários de forma a garantir atendimento de qualidade, respeitando as normas de segurança e protegendo o sigilo bancário.

A 13ª Conferência, que começou na sexta-feira 29, foi o ponto culminante de um processo de discussão democrática com a categoria em todo o país, que passou por assembleias, consultas dos sindicatos junto às suas bases, pesquisa nacional, encontros estaduais e conferências regionais.

'Queremos emprego e remuneração decente'

"Estamos iniciando uma grande campanha nacional pelo emprego decente, contra a violência do assédio moral e contra a pressão pelo cumprimento de metas abusivas", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "Exigimos ainda aumento do número de bancários nas agências e remuneração decente. Altos executivos ganham até 400 vezes mais do que o salário do bancário. Precisamos acabar com essa indecência."

Carlos Cordeiro também considera importante a carta, aprovada por unanimidade pela Conferência, que será enviada à presidenta Dilma Rousseff, pedindo a ratificação da Convenção 158 da OIT, que dificulta a demissão injustificada. "Queremos emprego com estabilidade, com segurança. Vamos denunciar a rotatividade promovida pelos bancos, como forma de aumentar a rentabilidade. Desde já estamos conclamando todos os bancários do país a fazer uma grande mobilização nacional para que tenhamos a melhor Campanha Nacional que já fizemos", acrescenta o presidente da Contraf-CUT.

Em relação ao sistema financeiro, Carlos Cordeiro avalia como fundamental a decisão aprovada pela 13ª Conferência Nacional de fazer "uma grande mobilização, levando o debate para toda a sociedade sobre o papel dos bancos no desenvolvimento econômico do país. Precisamos de um outro sistema financeiro".

Fortalecimento da unidade

"Como em anos anteriores, o formato de debates realizados pelas federações e sindicatos por todo o Brasil, que envolveram milhares de trabalhadores bancários, fez com que a conferência fosse coroada de êxito, uma vez que refletiu um pensamento que foi sendo cristalizado através de um debate democrático e amplo", avalia Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT. "O resultado da conferência é o fortalecimento da unidade e a reafirmação do desejo de vitórias e conquistas dos bancários de todo o Brasil."

Para Marcel, além as reivindicações sobre remuneração, emprego e saúde, um item fundamental da pauta aprovada é o apoio ao PDL 214/2011, que revoga as recentes resoluções do Banco Central sobre o funcionamento dos correspondentes bancários.

'Discussão feita em todos os sotaques do Brasil'

"A Conferência foi um sucesso. As correntes políticas apresentaram suas propostas para os delegados do país inteiro, avaliando e escolhendo as pautas mais representativas. A pauta de reivindicações foi discutida neste domingo em todos os sotaques do Brasil", destaca o Secretário de Finanças da Contraf-CUT, Roberto von der Osten (Betão).

Os delegados participaram de diversos painéis temáticos que enriqueceram a discussão da categoria. Segundo Betão, os debates sobre emprego decente foram bastante intensos durante toda a Conferência. "Além disso, conseguimos encontrar os eixos que vão nortear nossa Campanha Nacional 2011", afirma o dirigente.
 
*Rede de Comunicação dos Bancários

Bancários definem reivindicações para combater insegurança

A melhoria da assistência médica e psicológica aos bancários vítimas da insegurança nos bancos deverá ser uma das prioridades da categoria na Campanha Nacional que está começando. O assunto foi debatido profundamente neste sábado, dia 30, pelo grupo de trabalho que discutiu as reivindicações dos bancários sobre segurança, no segundo dia da 13ª Conferência Nacional, em São Paulo. A pauta final será fechada neste domingo.

Para o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr, as discussões no grupo de trabalho foram altamente qualificadas e serviram para atualizar por consenso a pauta de reivindicações. "A falta de segurança nos bancos é um tema que os bancários têm discutido há anos. Esse problema já deveria ter sido resolvido faz tempo, se não fosse o descaso dos bancos", comenta Ademir. 

A categoria também vai reivindicar que as instituições financeiras instalem mais equipamentos de prevenção contra assaltos, sequestros e extorsões. "Com lucros acima de R$ 12 bilhões somente no primeiro trimestre deste ano, os bancos têm recursos de sobra para colocar portas de segurança em todas as agências e antes do autoatendimento, além da implantação de mais câmeras de filmagem internas e externas e vidros blindados nas fachadas", diz Ademir.

Os bancários reafirmaram a proposta de instalação das portas individualizadas de segurança antes do autoatendimento, com pequeno recuo em relação à calçada para colocação de um guarda-volumes para evitar qualquer constrangimento aos clientes. "Queremos segurança em todos os espaços das agências, começando pelo autoatendimento, onde ocorrem cerca de 31% das operações dos clientes", destaca o diretor da Contraf-CUT.

Outra reivindicação importante dos bancários é o adicional de risco de morte no valor equivalente a 30% da remuneração total que o trabalhador recebe no mês. "O problema da insegurança está tão assustador que agora não estamos mais reivindicando um adicional por risco de vida, mas sim por risco de morte", salienta Ademir. Ele lembra que, no primeiro semestre deste ano, 20 pessoas foram assassinadas em assaltos envolvendo bancos em todo país.

Os debates contaram com a participação do presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura Santos. Ele destacou a importância da luta conjunta pela segurança. "Pesquisa nacional da CNTV e da Contraf-CUT revelou 838 ataques a bancos no primeiro semestre, sendo 537 arrombamentos e 301 assaltos, o que exige mobilização permanente dos vigilantes e bancários para mudar esta situação", afirma.

"Saidinha de banco"

O diretor executivo do Sindicato de São Paulo, Daniel Reis, destaca ainda que os bancários também estão preocupados com os crimes de "saidinha de banco". Foi reforçada a instalação de biombos entre a fila de espera e a bateria de caixas. "Essa proposta já é lei estadual em São Paulo, mas não está sendo cumprida pelos bancos", afirma o autor do projeto e ex-deputado Wanderlei Siraque (PT), que acompanhou os debates para saber mais sobre os problemas de segurança da categoria.

Outra reivindicação é a instalação de divisórias entre os caixas, inclusive os eletrônicos, para que os saques em dinheiro sejam feitos com privacidade. "Também foi reafirmada a necessidade de isenção das tarifas de transferência de recursos (TED, DOC e ordens de pagamento), o que, se aprovado pelos bancos, vai reduzir a circulação de dinheiro e combater a 'saidinha de banco'", explica Daniel.

Ainda foi proposta a instalação de caixas eletrônicos somente em locais seguros. "Avaliamos que a solução não é propor o uso de tinta rosa para manchar cédulas, o que já se mostrou ineficiente, ou mesmo incenerar cédulas diante da onda de explosões, mas sim melhorar as condições de segurança para evitar o ataque das quadrilhas", destaca Ademir. Além disso, a Contraf-CUT e a CNTV já cobraram maior controle e fiscalização do Ministério do Exército no comércio de explosivos em todo Brasil.

"Agora, vamos levar todas as propostas para aprovação na plenária final deste domingo. Além disso, como forma de pressão, o grupo de segurança vai propor ao Comando Nacional a realização de um Dia Nacional de Luta por mais segurança nos bancos durante o calendário de mobilização da Campanha Nacional, em parceria com a CNTV", finaliza Ademir.

Fonte: Rede de Comunicação dos Bancários

Grupo de saúde prioriza combate ao assédio moral e fim das metas abusivas

Os temas de combate ao assédio moral e fim das metas abusivas tiveram destaque na discussão do grupo de Saúde e Condições de Trabalho, realizado neste sábado, 30 de julho, durante a 13ª Conferência Nacional dos Bancários. Ambos os temas foram remetidos para plenária final que acontece neste domingo. Ao todo, foram aprovados 21 itens consensuais que serão referendados na plenária e deverão integrar a pauta de reivindicações.

"Os debates foram ótimos. Os participantes expuseram suas ideias com muita clareza, sendo a maior parte das propostas aprovadas por consenso", afirmou Plínio Pavão, secretário de saúde da Contraf-CUT e coordenador do grupo de Saúde e Condições de Trabalho.

Os 120 membros participantes do grupo discutiram o artigo que trata do "fim das metas abusivas", que será encaminhado para plenária final, assim como a discussão sobre o combate ao assédio moral e a violência organizacional, em especial a cláusula aditiva, assinada em janeiro deste ano que trata da prevenção de conflitos no ambiente de trabalho.

Foram debatidas questões como o reembolso de consultas médicas e do valor gasto na compra de medicamentos de uso contínuo e que os trabalhadores tenham direito de escolher em qual clínica irão realizar seus exames médicos periódicos. Além disso, vai para plenária final a proposta de elaboração de formulários para a avaliação das empresas de saúde que realizam estes exames, prevendo punição com rescisão contratual para as que forem reprovadas pelos usuários.

Outra novidade aprovada pelo grupo e que pode fazer parte da minuta deste ano é a inclusão do item de ausência remunerada para os bancários homoafetivos que firmarem a união civil estável, anteriormente concedido apenas a casais heterossexuais.

Direitos em favor das mulheres e dos aposentados também foram aprovados, como, por exemplo, o aumento do número de horas para a amamentação no caso de filhos gêmeos e a alteração da estabilidade de 24 meses para até o período da aposentadoria de funcionários que tiveram o benefício por invalidez revisto pelo INSS e retornaram ao trabalho.

Igualdade de Oportunidades

Os participantes também discutiram a igualdade de oportunidades, tema presente em todos os grupos. Todos os itens discutidos serão encaminhados para a plenária deste domingo. Foram tratadas questões como acessibilidade, promoção da igualdade de oportunidades para todos e todas, contratação, inclusão e capacitação de pessoas com deficiência.

"Promovemos um ótimo debate sobre o tema da igualdade de oportunidades e o processo das pessoas com deficiência. O assédio moral, metas abusivas e a igualdade de oportunidades são temas que atualmente muito tem chamado a atenção dos bancários", conclui Plínio.
Fonte: Rede de Comunicação dos Bancários

Trabalhadores vão cobrar compromisso com venda ética de serviços

A venda ética de produtos e serviços bancários e a orientação adequada aos clientes sobre as melhores opções para fazer investimentos estão entre as reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2011. Foi aprovada na 13ª Conferência Nacional cobrar dos bancos que assinem a Declaração sobre a Venda Responsável de Produtos Financeiros, documento elaborado pela UNI Finanças, que prevê, entre outros itens, o fim das metas abusivas e a garantia de uma "cultura interna de negócios e procedimentos operacionais que conduzam à venda responsável de produtos".

A carta foi aprovada pelo Comitê Diretivo da UNI Finanças, em junho de 2010, durante reunião realizada em Copenhague, na Dinamarca. Entre os pontos com os quais os trabalhadores querem que os bancos se comprometam, estão a garantia de que os sistemas de incentivo para os empregados "sejam realistas, justos e transparentes; baseados em objetivos sustentáveis e de longo prazo; e não prejudiquem os empregados". Além disso, os trabalhadores querem garantia de que os produtos financeiros sejam adequados para as necessidades dos consumidores.

"Os bancários querem acabar com as pressões que sofrem nos bancos, com remuneração vinculada a metas abusivas e assédio moral, para vender a qualquer custo", afirma Carlos Cordeiro, presidente da UNI Américas Finanças e da Contraf-CUT. "Queremos oferecer aos clientes um atendimento ético, esclarecendo as pessoas sobre os serviços, taxas de juros e tarifas de forma clara e transparente, e garantir que esses serviços atendam de fato às necessidades de cada cliente. Queremos acabar com procedimentos como a venda casada, que os bancos pressionam os trabalhadores a realizar", conclui.

O texto também cobra o fim das metas abusivas de produção, com o compromisso de que os objetivos, quando existirem, sejam razoáveis, alcançáveis e tenham remuneração determinada em negociações com as entidades sindicais. No mesmo sentido, os bancários reivindicam o fim do clima acirrado de competição e o estabelecimento de uma "cultura gerencial baseada na confiança, motivação e trabalho em equipe, sem controle abusivo e pressão sobre as vendas e sem ranqueamento individual de performance."

A UNI Finanças é o braço para o setor financeiro da UNI Sindicato Global, entidade internacional à qual a Contraf-CUT é filiada.

Fonte:Rede de Comunicação dos Bancários

BC funciona como verdadeiro sindicato de banqueiros, critica Berzoini

O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) defendeu durante palestra sobre análise de conjuntura neste sábado 30, na 13ª Conferência Nacional dos Bancários, a redução da taxa de juros como o principal elemento para estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento industrial brasileiro.

Em sua exposição, Berzoini criticou a atuação conservadora do Banco Central. Para o deputado, a forma como o BC vem conduzindo e aumentando, mês após mês, a taxa de juros vai contra a necessidade do país de continuar crescendo. "O Banco Central tem atuado como um verdadeiro sindicato dos banqueiros e não está interessado em defender os anseios da sociedade", criticou.

Berzoini afirmou que a atual taxa oficial de 12,5% de juros vem freando os investimentos estrangeiros. "Estamos vivendo um período de desindustralização, mesmo tendo potencial para avançar e expandir nosso parque industrial. O nosso atual sistema financeiro esfola a micro e pequena empresa, o cliente de baixa renda e enche o bolso dos banqueiros".

Bancários são exemplo para trabalhadores

O deputado elogiou a atuação dos bancários para pressionar e não permitir que a política nefasta do órgão monetário nacional continue prejudicando o desenvolvimento e os interesses da sociedade brasileira. Segundo ele, a categoria bancária serve como modelo de organização sindical e deve ter voz ativa no debate para garantir que o sistema financeiro apóie o desenvolvimento do país.

"Uma das formas de ajudar o governo federal é acirrar as disputas que não estão sendo conduzidas corretamente. Nós, da categoria bancária, temos a obrigação de ter a coragem de colocar as questões de médio e longo prazo no centro da Campanha 2011 e questionar qual sistema financeiro queremos que se relacione com a sociedade", garante.

Bancos públicos

A atuação dos bancos públicos no incentivo ao desenvolvimento social também foi criticada pelo parlamentar. Segundo ele, tanto a Caixa e o Banco do Brasil como o BNDES, estão devendo em uma política de atuação de crédito mais abrangente. "Os bancos públicos não realizam nem 20% do seu potencial. Falta no embate político a energia necessária pra fazer a condução desses bancos no incentivo de uma política que vá ao encontro do desenvolvimento tecnológico que o Brasil precisa. Não adianta um processo desenvolvimentista, se temos uma política instrumental de concentração de renda e riqueza".

Correspondentes são para reduzir custos

O deputado Ricardo Berzoini é também o autor do Projeto de Decreto Legislativo que susta a medida do Banco Central que permite a ampliação da terceirização do setor bancário, através dos correspondentes bancários. Na palestra da 13ª Conferência, ele criticou novamente a forma como o BC tem conduzido a questão. "A última função do corresponde bancário é universalizar os serviços. Os bancos querem única e exclusivamente reduzir custos e enfraquecer a categoria bancária. Não podemos permitir que isso aconteça", explica.

A atuação do BC, legislando através de medidas próprias e impondo regras sem passar pelo Congresso, como na questão dos correspondentes bancários, vai de encontro à existência de um governo popular e democrático. "Em uma democracia a autonomia se dá pelo voto popular e não pelo decreto de um órgão governamental", declarou.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, elogiou o PDL (Projeto de Lei) do deputado e convocou todos os bancários a participarem da audiência pública, no dia 16 de agosto, em Brasília, que vai debater o tema no Congresso Nacional. "É muito importante a participação massiva de todos nós na audiência pública. Temos de mostrar para a Febraban e para o BC que nós não vamos permitir que nos desmobilizem. Temos de lotar o auditório da Câmara e mostrar nossa força".

Otimismo para a Campanha Nacional

O deputado disse estar otimista com a Campanha Nacional 2011, mas alertou para que as discussões não se restrinjam apenas aos aspectos salariais. "Nós temos de trabalhar a curto prazo nas questões salariais, agindo com pressão e fazendo as mobilizações necessárias. E a médio e longo prazo acumular força com os movimentos sociais, sindicais, e através da relação com a sociedade criar um caldo de cultura para enfrentar essa linha do BC, que age mais como defensor dos banqueiros do que nos interesse sociais".

*Rede de Comunicação dos Bancários

Conferência dos Bancários destaca força da unidade nacional

A abertura oficial da 13ª Conferência Nacional dos Bancários reforçou a unidade da categoria e a necessidade de uma forte mobilização na busca por distribuição de renda e do trabalho decente.

Realizado na noite desta sexta-feira, 29, o evento reuniu o presidente da CUT Nacional, o chefe da UNI (Sindicato Global) Finanças, além de todas as federações e representantes das principais correntes políticas com representação na categoria.

Participam da conferência 695 delegados e observadores de todo o país, que neste sábado discutirão a conjuntura nacional e o sistema financeiro e se reunirão em quatros grupos na parte da tarde.

"No ano passado fizemos a maior greve em 20 anos, com grande participação dos trabalhadores de bancos públicos e privados. Muitas avaliações que ouvi depois disseram que nossa mobilização surpreendeu todo mundo, nossa marca estava em todo o país", lembrou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Esse ano, quando o presidente do Banco Central Alexandre] Tombini faz a mesma fala que os representantes da Fenaban, de que temos que olhar a inflação futura e não o acumulado passado, fica claro que temos que nos preparar para uma greve ainda mais forte e com mais unidade."

O dirigente destacou que vivemos um "momento especial", em que o Brasil está crescendo economicamente. "O Brasil era a nona maior economia do mundo, hoje passou a sétima maior e seremos a quinta em breve. Mas ainda somos o décimo pior colocado em distribuição de renda. Queremos transformar o crescimento em desenvolvimento, com distribuição de renda, e nossa campanha tem um papel nisso", afirma.

Conferência nacional do sistema financeiro

"Temos que aproveitar o momento para intervir no debate nacional. Fizemos uma consulta que ouviu mais de 20 mil bancários e mais de 80% responderam que as reformas política, tributária e do sistema financeiro são muito importantes para suas vidas. É importante que sejamos referência para os trabalhadores nesses debates", defende Cordeiro, com foco especial nas questões ligadas ao sistema financeiro. "Essa é uma reforma fundamental e os bancários têm obrigação de liderar os trabalhadores nesse debate. Por isso, aprovamos na CUT e vamos levar ao governo Dilma a proposta de realização de uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro, nos moldes das demais conferências setoriais que vêm sendo realizadas nacionalmente", avalia.

Para o presidente da Contraf-CUT, não é possível ter desenvolvimento com esse sistema financeiro que temos hoje. "É preciso baixar a taxa Selic e regular o sistema. Não podemos permitir que continue esse que o maior programa de transferência de renda do Brasil, o 'bolsa-banqueiro'", ironizou, lembrando ainda a importância da reforma do Conselho Monetário Nacional (CMN), para incluir representação dos trabalhadores e outros setores da sociedade.

Carlos Cordeiro destacou ainda a busca do emprego decente, nos termos defendidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), como meta da campanha de 2011. Essa agenda inclui, segundo Cordeiro, estabilidade no emprego, com a luta contra a rotatividade; garantia de segurança dentro das unidades bancárias; respeito à vida e à saúde, com combate ao assédio moral e fim das metas abusivas; remuneração decente, com valorização dos pisos e aumento real de salário; e previdência decente, pensando na qualidade de vida futura do trabalhador.

'Bancários são exemplo para outras categorias'

Artur Henrique da Silva, presidente da CUT, lembrou de quando, no ano passado, falava nas assembleias sobre aquela ser a campanha salarial "mais difícil da nossa vida. E a verdade é que nunca vai chegar a menos difícil porque essa é uma luta perene contra o sistema hegemônico capitalista, de mercado liberalizado". E ressaltou a volta, mais uma vez, do debate que diz que salário causa inflação. "Passamos oito anos distribuindo renda no governo Lula, com aumentos reais para os trabalhadores, e a inflação estava sob controle. Essa inflação que está aí é a da ganância do mercado financeiro. Salário não causa inflação. Estamos exigindo a nossa parte dos setores que mais ganharam nos últimos anos. Os ganhos de produtividade têm de ser repartidos com os trabalhadores."

O presidente da CUT parabenizou os bancários por incluir na campanha a agenda do trabalho decente que fala da luta pela redução da jornada, contra a terceirização que precariza as relações trabalhistas, contra a rotatividade. "Essa conferência é um exemplo do que chamamos de unidade, em que os debates, democraticamente, definem uma pauta unificada. Essa é uma categoria que dá o norte para várias outras do país."

'Construir a unidade'
 

A presidenta do Sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, fez coro e declarou "orgulho muito grande por fazer parte de uma categoria tão forte, fruto da luta de muitos companheiros que ajudaram a construir essa unidade".

A dirigente destacou que nos últimos 15 anos as instituições financeiras foram as mais rentáveis do Brasil. "No ano passado, das dez empresas mais lucrativas, cinco eram bancos. Resultados estratosféricos que representam uma extorsão à sociedade, já que o maior spread bancário do mundo é cobrado pelos bancos brasileiros. A riqueza da sociedade brasileira está se concentrando nas mãos dos banqueiros."

Por isso, disse Juvandia, os bancários têm obrigação de discutir temas importantíssimos como os altos juros, a concentração do Sistema Financeiro Nacional, as altas receitas com tarifas que cobrem quase duas folhas de pagamento dos maiores bancos do país. E também a reforma tributária.

'Sustentabilidade do sindicato'

O bancário Marcio Monzane, novo chefe mundial da UNI (Sindicato Global) Finanças, falou da sustentabilidade. "Como a gente mede a sustentabilidade de um sindicato? Com conquista de direitos e participação. A luta não é solitária", ressaltou dizendo que todos os bancários de São Paulo, do Brasil e do mundo estão juntos. "A UNI estará lado a lado com vocês fazendo a luta da campanha."

Adriana Ronsenzvaig, secretária regional da UNI Américas, parabenizou a Contraf-CUT e os bancários brasileiros pelo papel que vêm desempenhando na construção da organização mundial da categoria e dos trabalhadores me geral. "Não podemos ser nacionais neste estágio da história da humanidade. A solidariedade não pode ser só de palavra, ela tem que ser ativa. Quero destacar o papel importante da Contraf na solidariedade e na organização das lutas de outros sindicatos na América Latina e no mundo todo. Vocês devem sentir orgulho desse papel", avaliou. Ela destacou ainda a solidariedade das Américas aos companheiros do Itaú que estão sendo demitidos.

'I
deia do Estado mínimo está falida'
Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza de Jesus, a luta dos bancários não pode ser apenas por questões econômicas ou corporativas. "Temos de aproveitar a Campanha Nacional para pautar temas importantes para toda a sociedade, como a regulamentação do sistema financeiro nacional. Conquistamos muitos avanços no governo Lula, mas precisamos avançar em muitas outras questões. E só conseguiremos se os trabalhadores estiverem unidos", argumenta.

Augusto Sérgio Vasconcelos de Oliveira, vice-presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia e representante da CTB, focou a crise econômica mundial de 2008, que para ele revelou toda insuficiência do neoliberalismo. "Aquela ideia do estado mínimo e da autorregulamentação do mercado está falida. Hoje, a Europa e os Estados Unidos estão discutindo uma forma de controlar melhor os bancos. Aqui no Brasil, a regulamentação do artigo 192 da Constituição, que rege o sistema financeiro nacional, é condição sine qua non para resolvermos uma série de problemas."

'Luta necessária para toda a sociedade'

Para Juberlei Bacelo, presidente do Sindicato de Porto Alegre e diretor da Fetrafi-RS, "temos que colocar nas ruas uma campanha nacional que politize e que coloque em xeque esse modelo econômico hegemônico neoliberal. Nosso compromisso deve ser o de sair daqui preparados e animados para buscar a superação deste modelo. Esta luta é necessária não apenas para os bancários, mas para toda a sociedade brasileira".

 Nessa perspectiva, Juberlei considera fundamental que a campanha tenha como ponto de pauta fundamental a regulamentação do sistema financeiro. "Temos um Banco Central que regulamenta esse sistema por meio de suas circulares, sempre atuando em favor do capital financeiro, como foi a recente medida que beneficia os correspondentes bancários. Temos que atuar para mudar esta lógica", afirma.

'Trabalhadores não podem pagar pela crise'

Idelmar Casagrande, representante da Intersindical e diretor do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo, concorda. "Não podemos permitir que os trabalhadores continuem a pagar pela crise financeira global. Somos a categoria mais organizada deste país e ainda convivemos com problemas de assédio moral, baixos salários, discriminação por sexo, raça e deficiência, entre outras questões", afirma.

"Convocamos todos os bancários a não votarem nesta conferência em nada que desregulamente nossa relação com os patrões, como é o caso do Projeto de Lei (PL) nº 4330, de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PR-GO), que escancara a possibilidade de terceirização de qualquer processo e etapa do trabalho, sem distinguir entre atividade fim e meios. "Outro projeto que precisamos barrar são as resoluções do Banco Central que permitem aos bancos substituírem agências por correspondentes bancários. Não podemos colaborar com o início do fim desta categoria", concluiu.

Luiz Cláudio Marcolino, deputado estadual em São Paulo (PT) e ex-presidente do Sindicato de São Paulo, também destacou a forte mobilização da categoria. "Hoje essas conquistas são uma realidade. Também o aumento real permanente. Essas coisas se concretizam porque conseguimos construir na prática a unidade da categoria bancária em torno da melhor proposta para responder aos anseios dos trabalhadores".


Fonte: Rede de Comunicação dos Bancários
Foto: Jailton Garcia/Rede de Comunicação dos Bancários