quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Bancários e bancos definem calendário de debates sobre saúde

Próxima reunião ocorre em fevereiro de 2015

A retomada da mesa temática de Saúde do Trabalhador, envolvendo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), foi marcada pela elaboração de um calendário de reuniões, a começar em fevereiro e com término previsto para julho de 2015. A reunião ocorreu nesta terça-feira (18), em São Paulo (SP) e foi realizada depois da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2014/2015.

O acerto prevê ainda a retomada das atividades do GT do Adoecimento, com abordagem prioritária sobre os temas envolvendo a avaliação do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e o Acordo de Cooperação Técnica em Reabilitação Profissional. A mesa temática também debateu a cláusula 44ª da CCT, que sofreu alteração redacional, e que trata do programa de retorno ao trabalho.

A Contraf/CUT esclarece que ficou definido que a negociação para implementação da cláusula 44ª da CCT será feita através da comissão de representação dos empregados de cada banco que implantar o programa. De antemão, o Banco do Brasil, a Caixa, o HSBC, o Santander, o Bradesco e o Itaú, presentes na mesa da Fenaban, comprometeram-se a fazer esse diálogo com os trabalhadores.

A Fenaban também assumiu o compromisso de que qualquer desvio em relação à implantação do programa, que não vier a ser resolvido nesse fórum, será levado à negociação na mesa bipartite.

Combate ao assédio moral
Ficou definido também durante a reunião que a avaliação semestral do Programa de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, que inclui o instrumento de combate ao assédio moral e outras formas de violência nos bancos, será realizada no próximo dia 4 de dezembro.

A Contraf/CUT irá informar e orientar os sindicatos sobre os encaminhamentos que serão necessários.

Fonte: Contraf/CUT
 

Santander negocia e melhora proposta de aditivo e PPRS

Mobilização dos bancários garantiu avanços
Na sexta rodada de negociação específica da Campanha 2014, realizada nesta terça-feira (18) com a Contraf-CUT, federações e sindicatos, em São Paulo, o Santander melhorou a proposta para a renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O banco também apresentou proposta para o acordo de Programa de Participação nos Resultados do Santander (PPRS). O prazo de vigência é de dois anos, a exemplo dos acordos anteriores.

"A melhoria da proposta é resultado do dia nacional de luta, ocorrido no último dia 11, quando os bancários fizeram paralisações e protestos em todo o país e mandaram um recado para a direção do banco espanhol de que era preciso garantir avanços para os trabalhadores", afirma o secretário de Imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Avanços

A proposta do Santander garante a manutenção das cláusulas existentes do aditivo com algumas atualizações. O banco mantém as atuais 2.500 bolsas de estudo, sendo 2.000 para primeira graduação e 500 para pós-graduação, no valor de 50% da mensalidade, limitado a R$ 442,80, com a aplicação do reajuste de 8,5% conquistado este ano pela categoria a partir de janeiro de 2015 e do reajuste que vier a ser obtido em 2015 a partir de janeiro de 2016.

"Pela primeira vez, conquistamos bolsas para pós-graduação, o que representa um importante avanço, pois é uma demanda de muitos funcionários", destaca Ademir.

O banco mantém o grupo de trabalho do SantanderPrevi, criado nos acordos anteriores, com a finalidade de discutir um processo eleitoral democrático no fundo de pensão que possui mais de 44 mil participantes. A primeira reunião será realizada no próximo dia 4 de dezembro, com prazo de conclusão dos trabalhos no dia 30 de abril de 2015.

"Trata-se de um compromisso importante, pois hoje não há representantes eleitos democraticamente pelos participantes nos conselhos deliberativo e fiscal. A última eleição, ocorrida em 2011, foi suspensa por medidas judiciais em função de regras antidemocráticas", ressalta o diretor da Contraf-CUT.

Outro avanço é na cláusula de igualdade de oportunidades. O banco concordou com a formação de um grupo de trabalho para discutir, de forma conjunta, os dados estatísticos relacionados ao tema.

O banco assegura também ao empregado demitido que o período de continuidade do plano de saúde será iniciado após o término do prazo estipulado na convenção coletiva para assistência médica e hospitalar.

Condições de trabalho


Diante da cobrança dos dirigentes sindicais para a melhoria das condições de trabalho, que tem provocado sobrecarga, estresse, adoecimentos e afastamentos, o banco propõe a criação de uma nova cláusula para tratar das relações laborais e prestação de serviços financeiros, explicitando as práticas recomendadas aos gestores para uma gestão orientativa, práticas não permitidas e práticas recomendadas perante os clientes. O banco se compromete a realizar ampla divulgação das regras de conduta.

No texto, a ser anexado ao aditivo, consta que "as reuniões de planejamento das agências devem ser restritas ao horário da manhã e limitadas a 30 minutos, sempre durante a jornada de trabalho. Devem ser usadas para orientar e dar foco de maneira inspiradora e motivacional, sempre observando o respeito aos funcionários e sem caráter exclusivo de acompanhamento de produção".

Dentre as práticas não permitidas, o banco relaciona as proibições incluídas na convenção coletiva, como a "exposição de ranking nominal em qualquer ambiente público, mesmo áreas internas da agência" e a "cobrança de cumprimento de resultados, no telefone particular do funcionário".

PPRS

O banco apresentou também a proposta de PPRS. O valor de R$ 1.720 pago em fevereiro de 2014 será reajustado pelos índices de reajuste dos dois últimos anos. Com isso, o valor a ser pago em fevereiro de 2015 será corrigido em 8% da Campanha 2013 passando para R$ 1.858. Já o valor a ser creditado em fevereiro de 2016 será reajustado em 8,5% da Campanha 2014, ficando em R$ 2.016.

"O PPRS não é compensável com o pagamento da PLR", salienta o diretor da Contraf-CUT.

Folga-assiduidade

O Santander ficou de discutir internamente no prazo de 30 dias as medidas necessárias para se adequar ao cumprimento da cláusula 24ª da convenção coletiva que trata da folga-assiduidade. Esse direito não está vinculado à data de aniversário, como vem sendo feito equivocadamente pelo banco. Essa folga deve ser gozada no melhor dia a critério do funcionário em conjunto com o gestor.

Saúde do trabalhador


Foi agendada indicativamente para o próximo dia 28 uma nova reunião com o médico coordenador do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) do Santander, Gustavo Locatelli, para continuar a discussão sobre a denúncia de existência de um controle nos exames médicos para a caracterização do funcionário como inapto.

Os dirigentes sindicais esperam respostas para as medidas cobradas na reunião anterior, como o fim da utilização do prontuário da Micelli e a formação de um grupo de trabalho para aprofundar o debate sobre o problema.

Avaliação

Para a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, a proposta do banco melhorou e traz avanços significativos para os funcionários. Trata-se do único banco privado que possui um aditivo com várias conquistas além da convenção coletiva da categoria.

As reivindicações não atendidas continuarão na agenda de luta do movimento sindical e serão discutidas especialmente no Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) e no Fórum de Saúde e Condições de Trabalho.

A Contraf-CUT aguarda a redação final do aditivo e dos demais documentos, a fim de divulgar encaminhamentos aos sindicatos para a realização de assembleias dos funcionários do Santander e deliberação acerca da proposta do banco, o que deve ocorrer nos próximos dias.


Fonte: Contraf/CUT

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Explosivos falham em tentativa de arrombamento de caixas

Município fica na base do Sindicato de Horizontina

Os policiais militares de Independência encontraram por volta das 2h e 45min, do sábado (08) explosivos que seriam utilizados para arrombar os dois caixas eletrônicos do Bando do Brasil em Independência. Segundo informações o estopim chegou queimar, porém os explosivos não foram acionados. O município fica na base do Sindicato dos Bancários de Horizontina.

A PM encontrou a porta da agência entreaberta e os explosivos instalados nos caixas eletrônicos. Pelo menos dois homens foram avistados nas proximidades da agência. A Polícia Civil irá analisar as imagens do sistema de segurança para tentar identificar a quadrilha.

Na manhã de sábado os peritos do IGP estiveram na agência que fica na Avenida Três de Maio no centro de Independência.

A agência bancária permaneceu interditada durante o final de semana.

Fonte: No Ar Notícias

Justiça obriga Santander a reintegrar portador de necessidades especiais

Bancário voltou ao trabalho após nove meses
 



O Banco Santander teve que reintegrar um bancário portador de necessidades especiais, demitido há cerca de nove meses na agência de Horizontina. O desligamento ocorreu sem justa causa, por isso o empregado ajuizou uma reclamação trabalhista, com pedido de reintegração ao trabalho em sede de antecipação de tutela. A defesa do trabalhador foi baseada na Lei 8.213/91, que determina a contratação e manutenção de empregados nesta condição, em percentual de acordo com o número de empregados da empresa.

O juiz do trabalho titular da 1ª Vara de Santa Rosa, Cláudio Roberto Ost, determinou a reintegração do bancário ao trabalho por antecipação de tutela, especialmente porque o banco não provou que mantém em seu quadro de pessoal o percentual determinado por lei, de empregados em tal condição. Além disso, o Santander terá que pagar todos os benefícios devidos ao empregado, retroativos à data da dispensa imotivada.

O trabalhador foi representado legalmente pela Assessoria Jurídica do Sindicato dos Bancários de Horizontina. De acordo com a diretoria da entidade, esta foi mais uma vitória garantida aos bancários. "O Banco deve cumprir a lei e manter a cota de trabalhadores com necessidades especiais em seu quadro de funcionários", destacam os dirigentes sindicais".



Fonte: Comunicação/Fetrafi-RS

Contraf/CUT organiza encontro com parlamentares bancários

Objetivo é discutir pautas da categoria e dos trabalhadores
 

Depois de encerrada a campanha salarial 2014 e com a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, após uma duríssima disputa na qual o movimento sindical teve um papel primordial, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) organiza nesta quinta-feira (13), às 9h30, em Brasília (DF), um café da manhã com a bancada de bancários parlamentares, reunindo deputados e senadores da atual legislatura e os eleitos para a próxima.
O encontro tem o objetivo de discutir a pauta da categoria bancária e dos trabalhadores que tramita no Congresso Nacional. O evento contará ainda com a participação do ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, com quem será feito um debate a respeito da conjuntura neste cenário pós-eleitoral, assim como uma avaliação sobre as expectativas para 2015 com a nova composição do Poder Legislativo.

Na pauta dessa reunião constam também itens como avaliação da campanha salarial da categoria bancária, pauta dos trabalhadores no Congresso Nacional, bancos públicos e suas novas diretorias, calendário de mobilização e avaliação das mesas temáticas.

Essa iniciativa está sendo vista como um encontro ampliado do Comando Nacional dos Bancários, contando com a participação dos membros da Executiva da Contraf/CUT, com no máximo três representantes por federação.
 
Fonte: Contraf/CUT

Bancários participam da 103ª reunião da CCASP na próxima semana

Objetivo é julgar processos movidos contra bancos
 

A Polícia Federal (PF) marcou para o próximo dia 19 de novembro a 103ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos da Segurança Privada (CCASP), que conta com representações do governo, bancários (Contraf/CUT), vigilantes e entidades patronais (Febraban). O encontro acontece às 9h, em Brasília (DF).
Estarão em julgamento os processos movidos contra bancos, empresas de vigilância, transporte de valores e centros de formação de vigilantes, em razão do descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e das portarias da PF.

Essa será a quarta reunião em 2014. A CCASP é um fórum consultivo, e os processos contra bancos são abertos pelas Delegacias Estaduais da Polícia Federal (Delesp), a partir da fiscalização anual do plano de segurança dos estabelecimentos e das denúncias de irregularidades que podem ser também encaminhadas pelas entidades sindicais.

A Contraf/CUT orienta os sindicatos e as federações de bancários a verificar se a legislação federal de segurança está sendo cumprida ou não nas agências e postos de atendimento bancário. Caso negativo, as entidades devem encaminhar denúncias por escrito para a Delesp mais próxima, pedindo fiscalização para que as normas de segurança sejam respeitadas, como forma de proteger a vida de trabalhadores e clientes.

Fonte: Fenae

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Após lucro de R$ 5 bi, Itaú retoma reclamações contra governo

Neca Setubal receberá R$ 14 milhões em dividendos

Banco malha Petrobras em relatório após reajuste de 3% no preço da gasolina; ação da estatal "merece ser negociada com desconto, a despeito do crescimento da produção", diz texto do Itaú BBA distribuído hoje ao mercado. A instituição cobrou aumento, governo avisou que o daria antes do final do ano, mas gesto foi classificado como "vitória de Pirro a um custo devastador" no relatório do banco de Roberto Setubal. Com lucro líquido de R$ 5 bilhões no 3º trimestre, Itaú pagará à herdeira Neca Setubal, segundo a consultoria Economatica, R$ 14 milhões em dividendos este ano; mas, pelo Facebook, Neca reproduziu ontem artigo de Marina Silva atacando a política econômica. Choro de barriga cheia vale?

Durante a campanha eleitoral, debaixo de cobranças de diversas frentes por um aumento no preço dos combustíveis, o ministro da Fazenda, Guido Fazenda, e a presidente Dilma Rousseff, na condição de candidata à reeleição, deram a mesma resposta: até o final do ano, a exemplo do que ocorreu em anos anteriores, o reajuste seria dado. Agora, um dia após o anúncio da Petrobras de que os preços da gasolina e do óleo diesel subirão, respectivamente, 3% e 5% para os distribuidores, quem cobrava passou a criticar a medida pedida e atendida.
Nesse rol, em particular, se sobressai na crítica o banco Itaú BBA - braço de investimentos da instituição das família Setúbal. Em relatório ao mercado, o Itaú considera que a Petrobras não tem uma política "transparente" para preços dos combustíveis - apesar de o governo estar praticando, a cada final de ano, um índice de reajuste. Por esta e outras razão, prega o relatório um castigo à estatal, que deveria ter o preço de suas ações rebaixado para compra e venda.
- Na ausência de uma política de preços transparente e dos níveis de endividamento, a Petrobras merece ser negociada com desconto em relação a seus pares a despeito do aumento de produção, escreveu, em estilo bastante direto e reto, a analista Paula Kovarsky. Como resultado, o Itaú rebaixo o preço alvo da ações da estatal, orientando o mercado a pagar menos pelos papéis da companhia.
O contexto de mais essa crítica do Itaú é dos mais interessantes. Dois dias atrás, o banco presidido por Roberto Setubal apresentou o maior lucro líquido entre todas as instituições financeiras do País, chegando a R$ 5,4 bilhões apenas no 3º trimestre deste ano. Um resultado obtido à maior seletividade no crédito e ao aumento da próprias tarifas sobre os clientes.
Com este número reluzente, o Itaú poderá pagar fortunas em dividendos aos seus acionistas. Para ficar apenas na herdeira da instituição, Neca Setubal, dona de parte da Itausa, a holding que controla o banco e os negócios a ele ligados, a conta é de um rendimento, apenas este ano, de cerca de R$ 14 milhões. O cálculo foi feito pela renomada consultoria Economática.
Mesmo Neca, porém, continua sem encontrar motivo para comemorar. Depois de ter feito o papel de braço direito da candidata Marina Silva durante a eleição presidencial, ela continua fiel escudeira da ex-senadora. Em sua página no Facebook, ontem, Neca manifestou seu descontentamento com a política econômica reproduzindo artigo de Marina com críticas aos movimentos pós-eleitorais do governo.
É franqueado a todos reclamar da situação. Inclusive aos que estão, como diz o dito popular, chorando de barriga cheia. Ocorre, nesses casos, de o choro não ser levado a sério.

Fonte: Portal Brasil 247

APCEF-RS inaugura nova Colônia de Férias em Tramandaí

Estrutura conta com 40 apartamentos

A nova Colônia de Férias da APCEF, em Tramandaí, foi inaugurada no último sábado (8), às 11h. O prédio da Colônia de Férias de Tramandaí possui oito pavimentos, cinco de apartamentos, dois de garagem e um pavimento térreo. São 40 apartamentos, 30 com dois dormitórios e 10 com um dormitório. Destes apartamentos, dois deles foram construídos especialmente para portadores de necessidades especiais – PNEs (cadeirantes), com todo o planejamento e comodidade para este público.
O estacionamento é coberto, com uma vaga por apartamento. No piso térreo fica a recepção e área de convivência, com churrasqueira, salão de festas, sala de jogos, sala de TV, banheiros (também com banheiros para PNEs) e cafeteria. O prédio é atendido por dois elevadores.

Na área externa, junto à cafeteria, terá um deck pergolado, mini quadra esportiva de areia, jardim, quiosque, parque infantil e área para banho de sol.

Fonte: Comunicação APCEF/RS

Itaú e Bradesco economizam R$ 200 mi em impostos

Bancos usam Luxemburgo para reduzir lucro declarado em suas subsidiárias


Uma simples troca de papéis resultou numa economia de R$ 200 milhões nos impostos pagos pelo Bradesco e pelo Itaú-Unibanco, dois dos maiores bancos brasileiros. Essas operações foram concluídas em 2008 e 2009 em Luxemburgo, um pequeno paraíso fiscal europeu.

A prática é conhecida como elisão fiscal -deixar de pagar impostos usando ao máximo todas as brechas possíveis que a lei oferece. Não se trata, em princípio, de um crime. Tampouco é algo novo, mas desta vez tudo está comprovado e detalhado em 1.028 documentos inéditos que expõem essas operações de uma forma nunca antes vista.

Esses arquivos secretos foram obtidos pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), uma ONG com sede em Washington, capital dos Estados Unidos. O acervo contém informações de 343 empresas de diversos países. Os documentos foram produzidos pela consultoria internacional PwC (PricewaterhouseCoopers), que presta serviços de "assessoria tributária".

A PwC é a mesma empresa que faz a auditoria dos resultados financeiros da Petrobras. Tem assessorado a estatal brasileira em meio ao atual escândalo de corrupção descoberto neste ano pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

A Folha teve acesso aos documentos produzidos pela PwC em Luxemburgo por meio de uma parceria com o ICIJ. Durante cerca de seis meses, o jornal e veículos de comunicação de outros 25 países checaram e analisaram extensivamente as informações para publicar nesta quarta-feira (5) reportagens relatando como empresas pagam menos impostos por meio de operações contábeis em Luxemburgo. Trata-se de uma das mais amplas investigações jornalísticas internacionais a respeito desse tema. (Confira os documentos em link ao final desta reportagem).

O processo tem peculiaridades em cada país. No caso do Brasil, os bancos usam suas operações em Luxemburgo para reduzir o valor do lucro declarado em suas subsidiárias nesse paraíso fiscal.
*Uol
O lucro de bancos brasileiros obtido no exterior é taxado tanto fora, na sede de suas subsidiárias, como dentro do Brasil.

Em Luxemburgo, as instituições financeiras brasileiras recebem generosos descontos contábeis no momento de consolidar seus balanços. Registram assim lucros menores. O procedimento adotado está descrito nos documentos da PwC, mas tem uma linguagem hermética que dificulta a compreensão imediata.

O benefício que os bancos brasileiros têm em Luxemburgo é concedido por meio de um acordo de reconhecimento de "tax goodwill". Uma tradução mais aproximada para o português é "direito creditório sobre uma rentabilidade prevista no futuro", na explicação de Everardo Maciel, que ocupou o posto de secretário da Receita Federal do Brasil de 1995 a 2002.

Dentro desse acordo de "tax goodwill", os bancos são autorizados a lançar em seus balanços em Luxemburgo o que se chama, em inglês, "intangible tax asset". Em português: ativo fiscal intangível.

Nas cartas que a PwC envia ao governo luxemburguês formalizando propostas em nome dos bancos Bradesco, Itaú e Unibanco, há um pedido de reconhecimento de supostos ativos fiscais intangíveis. Os documentos analisados contêm um carimbo e uma assinatura da autoridade luxemburguesa aceitando o pedido. Dessa forma, o lucro da instituição bancária é reduzido. Em consequência, paga-se menos imposto -tanto em Luxemburgo como no Brasil.

IMPOSTO REDUZIDO

A lei brasileira impõe uma cobrança de 40% sobre o lucro bancário, assim divididos: 25% de IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e 15% de CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

Para calcular o quanto um banco deixa de pagar de impostos quando tem uma operação em Luxemburgo, é mais fácil observar uma situação hipotética.

Por exemplo, digamos que o lucro de um banco brasileiro em Luxemburgo tenha sido de 100 milhões de euros. Se o governo luxemburguês aceitar reduzir esse valor para 75 milhões de euros (por conta de um "ativo fiscal intangível"), a instituição financeira deixará de recolher impostos sobre a diferença, que foi de 25 milhões de euros.

Quando esse banco do exemplo acima declarar seus lucros no Brasil, deixará de pagar o equivalente a 10 milhões de euros (40% sobre 25 milhões de euros). Tudo com base no acordo tributário secreto entre a instituição financeira e o governo de Luxemburgo.

A Folha consultou técnicos da Receita Federal do Brasil que analisaram detalhadamente os contratos firmados separadamente por Bradesco, Itaú e Unibanco com o governo de Luxemburgo. A conclusão de todos, em entrevistas reservadas, é que foram operações contábeis para reduzir o pagamento de impostos no Brasil.

O subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Martins, também analisou os documentos da PwC a pedido da Folha. Eis sua avaliação:

"A Receita Federal não se manifesta sobre casos concretos. Esclarece, todavia, que tem identificado e autuado operações praticadas por empresas situadas no Brasil com empresas vinculadas ou pertencentes ao mesmo grupo no exterior quando essas operações são estruturadas para gerarem, de forma artificial, perdas no país e ganhos no exterior que não serão tributados, seja por ocorrerem em paraísos fiscais ou por estarem acobertadas por acordos de não tributação. Trata-se de mais um planejamento tributário internacional abusivo, com o único propósito de gerar redução dos impostos a serem pagos no Brasil".

Fonte: Folha Press

Itaú Unibanco tem lucro de R$ 5,4 bilhões no 3º trimestre

Resultado ficou 10% acima do registrado nos três meses anteriores


Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (4) ter registrado lucro líquido de R$ 5,404 bilhões no terceiro trimestre de 2014, 10,3% acima dos R$ 4,899 bilhõesatingidos nos três meses anteriores. No mesmo período do ano passado, o lucro havia atingido R$ 3,995 bilhões. No ano, de janeiro a setembro, os ganhos do banco somam R$ 14,722 bilhões.

No segmento de pessoas físicas, a carteira de crédito consignado cresceu 21,9% no terceiro trimestre e 77,1% no período de 12 meses, e a do crédito imobiliário subiu 4,9% e 22,4%,
respectivamente.
O índice de inadimplência ficou em 3,2%, sofrendo redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 0,7 ponto percentual frente a setembro de 2013. Segundo o Itaú, esse é o menor nível histórico desde a fusão entre Itaú e Unibanco em novembro de 2008.
O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa (proteção contra eventuais calotes) aumentou em R$ 711 milhões (2,9%), atingindo R$ 25,258 bilhões.
Na semana passada, oBradesco abriu a temporada de balanços das instituições financeirase anunciou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 3,875 bilhões no terceiro trimestre de 2014. O valor ficou 2,6% acima do registrado no trimestre anterior (R$ 3,778 bilhões) e 26,5% superior ao resultado do terceiro trimestre do ano passado.

Fonte: G1

Caixa pagará R$ 500 mil a gerente por demora para apurar denúncia

A demora de uma investigação contra um gerente nacional acusado de cometer atos ilícitos rendeu à Caixa Econômica Federal (CEF) uma condenação de R$ 500 mil por danos morais. O processo interno, que concluiu pela inocência do gerente, demorou seis anos e meio para ser finalizado. Para a Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, a morosidade na apuração causou ofensa à honra do bancário, que foi obrigado a conviver por anos com a imagem manchada pela suspeita de envolvimento nas denúncias.

Na ação, o gerente disse que foi afastado do cargo com o argumento de que houve uma denúncia contra ele por supostos atos improbidade administrativa e pagamentos de valores irregulares. Sem receber muitas informações, foi orientado a sair de férias "imediatamente" e procurar outra unidade de trabalho. Disse ainda que foi expulso do trabalho, obrigado a encerrar o expediente mais cedo e recolher os pertences pessoais sob os olhares dos colegas.
O caso aconteceu em julho de 2003, e, em dezembro de 2009, a CEF finalizou as investigações concluindo que o gerente não tinha cometido nenhuma irregularidade.
Falta de discrição
A Caixa foi condenada em primeiro grau em R$ 500 mil. O juízo entendeu que, na época das denúncias, o superior hierárquico do gerente não cuidou do tema com resguardo. Com base no depoimento de testemunhas, ficou comprovado que o assunto foi difundido a todos os empregados da unidade, com acusações levianas e sem provas.
Em recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 10º Região (DF), a CEF alegou que não houve nexo de causalidade entre o ato isolado e o dano alegado. E, ao questionar o valor da condenação, conseguiu reduzi-lo para R$ 100 mil. No recurso ao TST, o bancário conseguiu restabelecer o valor arbitrado em sentença.
Sessão de julgamento
Para o relator do processo, ministro Emmanoel Pereira,a conduta morosa da instituição financeira revelou descaso com o trabalhador, que sofreu durante anos as consequências das acusações infundadas. Durante a sessão de julgamento, realizada na última quarta-feira (5), o ministro foi questionado pela defesa da empresa sobre o valor da condenação, considerado elevado se comparado a indenizações arbitradas em decorrência da morte de trabalhadores. Em resposta, defendeu que a honra é um bem inatingível, que não morre nem com a morte. "Você morre, mas sua honra fica. Se sua honra foi maculada, ela restará maculada mesmo após sua morte," descreveu.
Para o ministro nada justifica a demora no andamento do processo, que rendeu ao trabalhador o estigma de desonesto e ladrão dentro do local de trabalho. "Não foram dias, nem meses. Foram seis anos para a empresa concluir que nada havia de desonesto na conduta do empregado, mas, mesmo assim, o retirou de uma função gratificada e o deixou dentro da empresa".
A decisão foi unânime.
Processo:ARR-1467-31.2010.5.10.0011


Fonte: TST

Santander frustra negociação do aditivo


Na quinta rodada de negociação específica da Campanha Nacional 2014 com a Contraf-CUT, federações e sindicatos, ocorrida nesta quinta-feira (6) em São Paulo, o Santander frustrou as expectativas ao fazer uma proposta insuficiente para atender a pauta de reivindicações dos funcionários. Nova rodada foi agendada para a próxima quinta-feira (13), quando também será discutido o Programa de Participação nos Resultados do Santander (PPRS).

Após a negociação, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) indicou para as entidades sindicais a realização de um dia nacional de luta na próxima terça-feira (11), visando pressionar o banco a apresentar uma proposta decente para os trabalhadores.

"Precisamos mandar um recado para o Santander, dizendo que essa proposta não está à altura do lucro gigantesco de R$ 4,3 bilhões até setembro, que representa 20% do resultado global do banco. Os trabalhadores brasileiros merecem ser respeitados e valorizados e isso se faz com uma proposta decente para o aditivo", afirma o secretário de Imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "A mobilização é a única linguagem que os bancos entendem", destaca.

Proposta insuficiente


O Santander reafirmou a proposta feita nas rodadas anteriores que traz somente adequações em cinco cláusulas do aditivo vigente. A única novidade foi a mudança na concessão das 2.500 bolsas de estudo para primeira graduação e pós.

Após a pressão dos dirigentes sindicais, o banco recuou do congelamento das bolsas e aceitou a aplicação do reajuste da categoria no valor de 50% da mensalidade, hoje limitada a R$ 442,80, o que vinha sendo feito ano a ano, exceto em 2013.

Os dirigentes sindicais cobraram também a melhoria da cláusula de igualdade de oportunidades, visando garantir que haja um grupo de trabalho, com reuniões em abril e novembro, para acompanhar o combate às práticas discriminatórias de gênero, raça, idade, orientação sexual e em relação às pessoas com deficiência. O banco ficou de analisar.

A proposta do banco nada possui para ampliar e proteger o emprego e melhorar as condições de trabalho, nem avanços na saúde e na previdência complementar, além de não atender às demais reivindicações econômicas e sociais dos funcionários", critica Ademir. "Nem a folga aniversário, independente da folga assiduidade prevista na convenção coletiva, o banco concorda em conceder".

Principais reivindicações
Os representantes dos trabalhadores ressaltaram a necessidade de o banco parar com as demissões, a rotatividade e as terceirizações, e fazer mais contratações e criar um centro de realocação para evitar dispensas em caso de fechamento de agências.

Há falta de funcionários, metas abusivas, sobrecarga de serviço e assédio moral, causando estresse, adoecimentos, uso de remédio tarja preta e afastamentos do trabalho. "Essa situação não pode continuar", salienta o diretor da Contraf-CUT.

Para garantir avanços no aditivo, os dirigentes sindicais defendem o atendimento das reivindicações da pauta específica, tais como:

- fim das metas abusivas;
- fim das reuniões diárias para cobrança de metas;
- fim das metas para a área operacional;
- manutenção do plano de saúde na aposentadoria nas mesmas condições vigentes quando na ativa;
- realização de eleições democráticas e transparentes no SantanderPrevi;
- PLR para funcionários afastados por licença médica;
- isenção de tarifas e a redução das taxas de juros para funcionários e aposentados;
- auxílio moradia;
- empréstimo de um salário nas férias com desconto em 10 vezes sem juros, a exemplo dos funcionários oriundos do Banespa;
- auxílio academia para todos;
- licença remunerada à mulher vítima da violência;
- mudança nos procedimentos da auditoria interna e externa;
- licença não remunerada para fins de estudo;
- ampliação das informações funcionais, a exemplo da Espanha.

Fonte: Contraf/CUT

Lucro do BB sobe 2,8% e atinge R$ 2,78 bilhões no terceiro trimestre

Margem financeira líquida do banco somou R$ 7,959 bilhões


O Banco do Brasil fechou o terceiro trimestre com lucro líquido contábil de R$ 2,780 bilhões, o que representou alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em termos recorrentes, o lucro foi de R$ 2,885 bilhões, com aumento de 10,5%. Esse resultado exclui itens extraordinários de R$ 248 milhões destinados a despesas ligadas aos planos econômicos. As informações são do jornal Valor Econômico.

Segundo a projeção média de analistas consultados pelo Valor, a expectativa era de lucro ajustado de R$ 2,845 bilhões. A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil cresceu 1,9% no trimestre e 12,3% em 12 meses, para R$ 732,719 bilhões.

O índice de inadimplência do banco acima de 90 dias atingiu 2,09% no terceiro trimestre ante 1,99% no segundo trimestre e 1,97% no terceiro trimestre de 2013. As despesas de provisão para devedores duvidosos também pioraram e somaram R$ 4,571 bilhões, com alta de 16,9% em 12 meses. A margem financeira líquida do banco somou R$ 7,959 bilhões, com aumento de 2,9% em 12 meses.

Na terça-feira (4), Itaú Unibanco e Santander Brasil divulgaram seus números. O maior banco privado brasileiro teve lucro líquido contábil de R$ 5,404 bilhões, o que representou alta de 35,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O Santander lucrou R$ 536,7 milhões. Na semana passada, o Bradesco divulgou lucro líquido contábil de R$ 3,875 bilhões, com alta de 26,5%.

Análise do Dieese


A Subseção do Dieese na Contraf-CUT já está analisando o balanço do terceiro trimestre do BB, cujos resultados como a evolução do emprego serão divulgados ao longo do dia.

Lucro dos três grandes bancos privados sobe 26,9% até setembro

Soma dos resultados alcançou R$ 9,8 bilhões


Até agora, o baixo crescimento da economia nem de longe abalou os números dos três maiores bancos privados do país. Juntos, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander lucraram R$ 27,4 bilhões nos primeiros nove meses do ano, 26,9% mais que em igual período de 2013. No terceiro trimestre, a soma dos resultados alcançou R$ 9,8 bilhões, 29,9% maior que o do mesmo trimestre do ano passado.

Até os ganhos com tesouraria se tornaram mais relevantes, contribuindo para os resultados na intermediação. O Itaú Unibanco, por exemplo, teve uma margem com o mercado de R$ 2,6 bilhões no acumulado do ano, mais que o dobro do valor registrado um ano atrás.
Também colaborou para o ganho financeiro uma concorrência menos acirrada com as principais instituições públicas - Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Depois de iniciarem em 2012 uma cruzada pelo corte dos juros nas operações de crédito, até os bancos controlados pelo governo reajustaram suas taxas neste ano. Com isso, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander também se sentiram mais livres para promover remarcações. E um impulso extra para os balanços veio da menor expansão das despesas administrativas.
No crédito - a linha do balanço mais afetada pela desaceleração econômica -, os bancos precisaram rever para baixo suas projeções de crescimento em 2014. Mesmo assim, o trio teve um desempenho que superou a média dos bancos privados. Somada, as carteiras de Itaú, Bradesco e Santander fecharam setembro com quase R$ 1 trilhão, alta de 8,5% em 12 meses e de 3% em relação a junho.

Fonte: Valor Econômico

CD da Funcef aprova metodologia de incorporação do REB

Proposta foi elaborada em conjunto com a Caixa


Mais um importante passo foi dado no sentido de incorporar o plano de benefício REB ao Novo Plano. Em reunião realizada nesta quarta-feira (5), em Brasília, o Conselho Deliberativo da Funcef aprovou a metodologia de incorporação que foi construída nos últimos seis meses por um grupo tripartite - integrado pela Funcef, Caixa e Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

"Estamos vivendo um momento histórico, porque desde 2009, quando aprovou-se a incorporação do REB, que vem sendo feito um esforço conjunto das entidades representativas dos participantes e assistidos, da Funcef e da Caixa para que o processo seja efetivado, buscando resguardar os direitos de todos os associados do plano de benefícios", destacou o conselheiro deliberativo eleito Antônio Luiz Fermino.

Para Fermino, como a proposta foi elaborada em conjunto com a Caixa, a efetivação do processo de incorporação depende dos órgãos controladores. "Estamos otimistas quanto à aprovação da metodologia nas instâncias competentes. Com a incorporação estará se promovendo a isonomia para esse grupo de empregados e assistidos que está no REB e que contratou um plano com direitos rebaixados", enfatizou.

Após passar por análise nas instâncias de deliberação da Funcef, a metodologia será apreciada pelo Conselho Diretor da Caixa e depois segue para o Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest). Com a manifestação favorável desse órgão, a proposta deverá ser divulgada aos participantes e assistidos dos planos REB e Novo Plano, para posterior apreciação pelo órgão regulador e fiscalizador, a Previc.

Conquista


Para as entidades representativas dos empregados e aposentados da Caixa, os avanços no processo de incorporação do REB são o resultado de anos de luta. Graças à pressão das representações destes dois segmentos, depois de ficar parado por quase cinco anos nos órgãos controladores, a discussão sobre como viabilizar a incorporação foi retomada em abril deste ano com a criação do grupo triparte.

Na Campanha Nacional 2014, a Caixa comprometeu-se a apresentar a metodologia para a Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco.

A apresentação aconteceu no dia 30 de outubro, durante a mesa de negociação permanente. "São quase 13 mil participantes que estão acumulando prejuízos, porque poderiam estar em um plano de benefício melhor", lembra a coordenadora da CEE/Caixa e diretora de Administração e Finanças da Fenae, Fabiana Matheus.

Comitês

Por conta de novo pedido de vistas e impasse dos eleitos no fechamento da composição dos comitês de assessoramento, o assunto, que estava na pauta da reunião do CD, não foi apreciado.

Criados em 2008, aos comitês de Auditoria, Benefícios, Ética e Investimentos estão previstos no Estatuto da Funcef. Estes órgãos representam avanço no processo de democratização da gestão da Funcef, ao assegurar maior acompanhamento por parte dos participantes.

Os comitês de Auditoria e Ética são compostos com seis membros cada, o de Benefícios com 10 e o de Investimentos com 12. Cada membro titular tem seu respectivo suplente. Ao todo, são 68 pessoas nos quatro comitês. A composição é paritária, com 50% dos membros (titulares e respectivos suplentes) indicados pelos conselheiros deliberativos eleitos e 50% pela Caixa e a Funcef.

Balancete

O Conselho Deliberativo aprovou o balancete da Fundação referente ao mês de agosto. Pelos números apresentados aos conselheiros, mantém-se a tendência de déficit durante o exercício de 2014.

Durante a reunião, também houve uma apresentação sobre o manual de governança corporativa a ser adotado pela Funcef. Nos últimos 11 anos, a Fundação tem obtido avanços significativos no tocante a governança. "É uma importante conquista ter um Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa", ressaltou o conselheiro Fermino.

Fonte: Contraf/CUT

Fenaban divulga dados completos do Censo da Diversidade


Setor financeiro não cumpre a cota de 5% de PCDs exigida por lei

Finalmente, depois de pressionada pelo movimento sindical bancário, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) divulgou os números completos do segundo Censo da Diversidade. Foi durante a reunião da mesa temática de Igualdade de Oportunidades com representantes da categoria bancária, realizada nesta segunda-feira, dia 3 de novembro, em São Paulo (SP).

A primeira parte do levantamento – respondido por 187.411 bancários, ou 41% da categoria, em março de 2014 – já havia sido divulgada pela Fenaban durante a campanha salarial 2014. Esses novos dados serão avaliados pela Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS) da Contraf/CUT, que reúne representantes do movimento sindical bancário de todo o país. De antemão, porém, dá para verificar que pouco se avançou desde o primeiro Censo (2008) para cá.

Os dados do segundo Censo apontam ainda que as mulheres continuam ganhando menos que os homens. Em seis anos, sobretudo entre o Censo de 2008 e o de 2014, a diferença entre o rendimento médio das mulheres e dos homens caiu somente 1,5%. O rendimento médio mensal delas em relação ao deles era de 76,4% em 2008 e agora é de 77,9%.

O Censo de 2014 mostra também um avanço de 5,6% no número de negros no setor bancário. Havia no primeiro Censo 77,4% de brancos e 19,3% de negros. Em 2014, a situação é de 71,4% de brancos e 24,9% de negros. O problema, nesse caso, é que o movimento sindical bancário não sabe quanto disso se deve a ações inclusivas dos bancos e quanto se deve aos concursos públicos promovidos pelos bancos públicos. Daí a reivindicação para que a Fenaban divulgue os dados por bancos, proposta prontamente recusada.

Na reunião da mesa temática de Igualdade de Oportunidades, os bancos também apresentaram os números de pessoas com deficiência (PCDs). Do total, o número de bancários com deficiência motora caiu de 61,4% em 2008 para 60,7% em 2014. Já o de trabalhadores com deficiência auditiva subiu de 12,2% para 22,8%, e os com deficiência visual aumentou de 3,9% para 11,8%. Os dados revelam, inclusive, que o setor financeiro não cumpre a cota de 5% de PCDs exigida por lei, tendo em vista que em 2008 havia 1,8% de bancários com deficiência, enquanto em 2014 esse contingente chega a 3,7%.

Na reunião com a Fenaban, os representantes da categoria bancária cobraram também a divulgação de dados mais claros a respeito da situação da mulher negra nos bancos. Os números disponíveis até agora não são suficientes para esse recorte.

Próximos passos

A categoria bancária pretende ainda convidar outros atores para discutir os resultados do Censo da Diversidade 2014. Serão chamados, por exemplo, o Ministério Público do Trabalho (MPT)), a Organização Internacional do Trabalho (OIT)) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também participaram da elaboração do I Censo.

Essas entidades podem ajudar o movimento sindical bancário a elaborar e desenvolver ações que mudem o quadro de discriminações e desigualdades nos bancos.

Fonte: Fenae

HSBC inicia onda de demissões em todo o País

Número de desligamentos poderá ser o maior da história do Banco

O HSBC iniciou nesta quinta-feira, 06, uma onda de demissões em todo o país. O movimento sindical está apurando os dados e ao mesmo tempo exigindo do banco inglês o fim dos desligamentos e que os despedidos sejam imediatamente reintegrados.


Em São Paulo, o sindicato paralisou o CASP, que abriga cerca de 1,2 mil funcionários, destes 15 empregados foram dispensados na quinta, e 45 nesta sexta. Há boatos de que existem listas de dispensa. O protesto também atinge diversos estabelecimentos do banco inglês na região do ABC paulista.
Em Curitiba, os funcionários dos centros administrativos Palácio Avenida (matriz do banco), Vila Hauer, Xaxim e Kennedy e também as agências André de Barros, Brasílio Itiberê, Ceasa, Hauer, João Negrão, Juvevê, Marechal Deodoro, Mercês e Orleans amanheceram fechados. Apenas na capital paranaense ocorreram cerca de 130 demissões. No interior do Paraná, estão fechadas agências de Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Guarapuava, Paranavaí, Marechal Cândido Rondon, Umuarama, Cruzeiro do Oeste e Douradina.
Em Porto Alegre e região metropolitana, já ocorreram 06 demissões. "Estamos levantando as informações em todo o Estado. A partir do quadro nacional vamos articular uma ação contundente na defesa dos trabalhadores do HSBC. Há informações não oficiais de que o número de desligamentos poderá ser o maior de toda a história do banco no país”, afirma o diretor da Fetrafi-RS e do SindBancários, Lúcio Paz, funcionário do HSBC e integrante da Comissão de Organização dos Empregados (COE-HSBC).
"Qualquer denúncia ou ameaça sofrida, qualquer informação, é preciso ser encaminhada ao sindicato, para que possamos atuar imediatamente”, declara o diretor financeiro em exercício do SindBancários, e funcionário do HSBC, Orlando Ribeiro, que também integra a COE-HSBC.
Em dezembro de 2013, apesar das várias reestruturações em curso, a direção do HSBC garantiu ao movimento sindical que não ocorreriam demissões em massa, nem o fechamento de agências.

Fonte: SindBancários com Fetrafi-RS