quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Bancário quer Cassi e Previ para todos, contratações e fim do assédio moral

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, abriu nesta quarta-feira 14 a mesa de negociação das reivindicações específicas com o BB, em Brasília, expressando o forte desejo dos trabalhadores de que as discussões sejam eficazes e que a empresa apresente propostas concretas para cada tema.

O Comando propôs que o primeiro eixo a ser debatido fosse sobre saúde, previdência e condições de trabalho, uma vez que grande parte das reivindicações entregues ao banco está relacionada ao assédio moral e violência organizacional e à cobrança de metas abusivas, que têm trazido sérias ameaças à saúde física e mental dos bancários, e também à carreira profissional.

"As condições de trabalho e o nível de adoecimento e afastamentos ou uso de remédios tarja preta nunca foram tão grandes na história do banco", disse na mesa de negociação William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e da Comissão de Empresa.

Lucro recorde permite atender reivindicações

A primeira rodada de negociação das reivindicações específicas ocorreu um dia depois de o BB anunciar o lucro líquido semestral de R$ 10 bilhões, o maior da história do sistema financeiro nacional.

"O cenário em que ocorrem as negociações de renovação dos direitos coletivos é extremamente positivo para que o banco apresente propostas e resolva os problemas do funcionalismo. O BB paga toda a sua despesa de pessoal somente com as receitas de tarifas e serviços e ainda sobra", afirma William. A relação entre receitas com prestação de serviços e as despesas de pessoal foi de 126% no primeiro semestre.

Fim da discriminação é possível com Cassi e Previ pra todos

O resultado mostra o quanto é injustificado o BB discriminar ainda cerca de 15 mil funcionários em relação ao direito de usufruir a assistência médica da Cassi, bem como de terem os mesmos direitos que os mais de 100 mil funcionários beneficiários da previdência complementar da Previ.

A Contraf-CUT demonstrou na revista O Espelho nº 269 (março/13) que um dos motivos para a direção do banco não incorporar os bancários egressos de outros bancos aos direitos da Cassi e Previ é economizar às custas de tratamento diferenciado aos funcionários.

Enquanto um bancário contratado diretamente pelo BB custaria 175 mil pela Cassi - cálculo feito com salário de R$ 5 mil, com 30 anos de banco e 30 anos de expectativa de vida após aposentadoria -, um bancário oriundo da Nossa Caixa paulista custaria R$ 87 mil e um do Besc R$ 58 mil pelas regras dos planos das instituições incorporadas.

"Essa é uma das questões. É inadmissível dois funcionários da mesma empresa, fazendo a mesma coisa, sob o mesmo regulamento e um deles não tendo direito ao plano de saúde Cassi durante a vida laboral e após a aposentadoria," critica William Mendes.

Plano de funções tem que ser revisto e gratificações aumentadas

O lucro do BB também demonstra o absurdo que foi a implantação unilateral do plano de funções em janeiro deste ano, que reduziu os salários e as gratificações de funções. O objetivo da direção do banco foi reduzir custos de pessoal à base de retirar direitos conquistados em campanhas salariais dos bancários. Enquanto isso, a direção do banco aumentou o passivo trabalhista em 14% nos últimos 12 meses, indo a três bilhões de reais.

"Esses números de demandas judiciais se referem à eficiência de gestão ou gestão temerária? E o passivo de demandas cíveis como, por exemplo, danos morais e ações semelhantes, que cresceu 44% no último ano, indo a 5,7 bilhões?", questiona o dirigente.

BB precisa focar mais programas sociais como o Pronaf

A carteira de crédito do banco chegou a R$ 638 bilhões, sendo que a fatia do agronegócio chegou a R$ 126 bilhões e o Pronaf somente a R$ 26 bilhões.

"Enquanto o governo federal se ocupa com a questão do controle da inflação, o principal banco público do país reserva 4,11% de sua carteira de crédito para o principal programa de agricultura familiar do Brasil, que fornece o alimento de grande parte da população brasileira", aponta William Mendes.

Funcionalismo exige mais contratações

O BB reduziu em 276 o número de funcionários no último ano e aumentou em quase três milhões a base de clientes. Enquanto isso, há um clamor de ponta a ponta no país, inclusive dos administradores, por contratação e revisão na dotação das unidades.

"Nem é preciso dizer da imoralidade de lesar milhares de cidadãos aprovados nos concursos do BB, que não são chamados e muitos vêem o prazo de validade do certame se esgotar. O banco prefere o inverso: dos poucos bancários que existem nas agências, a empresa permite que seus gestores retirem a maioria do atendimento ao público para escondê-los em falsas centrais de crédito, para cumprir metas de vendas de produtos. Perdem os clientes, perdem os bancários, perde o Brasil", denuncia o coordenador da CEBB.

Para ele, esses são alguns dados que demonstram a diferença de foco e de oposição entre as metas do acionista majoritário, o governo federal, e as metas da direção do BB. "É a questão da gestão do lucro e não da gestão da empresa pública com o foco na responsabilidade e no papel social da instituição."

Descumprimento de acordos e convenções

Na primeira mesa de negociação com a Fenaban, a entidade dos banqueiros foi enfática ao dizer que é inadmissível os bancos descumprirem a Convenção Coletiva. Mas os gestores do BB publicaram ranking expondo nomes de bancários durante os 12 meses de vigência do contrato de trabalho.

O BB ainda desrespeitou no primeiro semestre de 2013 a cláusula de folgas do acordo coletivo, pois não cumpriu o direito contratado na cláusula 39ª de os bancários manterem saldo de folgas e não fazerem mais trabalho extraordinário enquanto isso.

"O que nós pedimos para essas mesas de negociação e após a contratação dos direitos da categoria é que o banco, empresa pública de tão grande porte e com diversas áreas e diretorias, respeite os seus funcionários. O que o BB fez com relação ao saldo de folgas no primeiro semestre foi uma violência contra seus trabalhadores, que sempre atendem aos chamados do banco para trabalhos extraordinários", afirma William Mendes.

BB diz ter boa expectativa com negociações

Nesta primeira rodada, o banco comentou o bom resultado do semestre também. Afirmou que ele é fruto de sua força de trabalho e das estratégias corretas adotadas pela empresa e governo.
A empresa espera que as mesas de negociação tragam avanços sobre os temas debatidos.

Em relação à questão de incorporação dos funcionários egressos de outros bancos, acha que as partes têm que aprofundar estudos sobre os números dos fundos e reservas das entidades incorporadas de saúde e previdência.

Sobre a cobrança enfática das entidades sindicais sobre as metas abusivas e as formas de cobrança delas, o banco afirmou não concordar também com cobranças indevidas ou violentas. Disse que isso não é orientação da empresa. Mas sinalizou que a mesa pode aprofundar a questão.

Cláusulas de saúde e fim dos descomissionamentos

O tema saúde será retomado na próxima mesa de negociação, na próxima semana.

A cláusula 11 da minuta trata de diversos direitos sobre saúde ocupacional e a cláusula 32 refere-se à conquista contra os descomissionamentos imotivados.

"Todo ano o banco faz ameaças de retirar a cláusula, mas o que nós queremos são avanços e não retrocessos. Em relação à saúde ocupacional, deixamos claro que problemas de saúde e seus efeitos são responsabilidade do banco e não da Cassi", afirma William.

Demais questões

As entidades sindicais voltaram a cobrar a reclassificação das faltas de luta contra o plano de funções e o PL 4330, porque o banco está classificando como faltas não abonadas e não justificadas.

Também foi cobrado do BB que dê posse efetiva ao conselheiro representante dos trabalhadores no Conselho de Administração do banco porque o processo foi finalizado no semestre passado e o funcionalismo cobra pela agilidade no processo.

Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil: Lucro é construído às custas do adoecimento dos funcionários

Lucro de mais de R$10 bilhões do BB é construído às custas do adoecimento dos funcionários.
 
O Banco do Brasil, maior instituição financeira da América Latina, teve o maior lucro líquido da história dos bancos no país, com ganhos de R$ 10,03 bilhões no primeiro semestre. Com isso, o BB supera o Itaú Unibanco entre os maiores lucros de bancos privados no país.
 
O lucro de R$ 7,2 bilhões do Itaú Unibanco no primeiro semestre é, agora, o segundo maior entre os bancos do país.
 
Nos últimos quatro anos, o Itaú ocupou o topo do ranking dos maiores lucros da história dos bancos brasileiros no primeiro semestre.
 
O lucro do BB foi puxado pelo forte resultado do segundo trimestre, quando registrou lucro líquido de R$ 7,47 bilhões, cerca de duas vezes e meia acima do resultado positivo obtido um ano antes. Nos primeiros três meses de 2013, o banco teve lucro líquido de R$ 2,56 milhões. 
 
Avaliação

A partir dos dados divulgados, o diretor do SindBancários, Julio Vivian, critica a postura do BB tanto do ponto de vista da contrapartida que, com um lucro deste patamar, não tem moral para negar as reivindicações dos funcionários, quanto do ponto de vista da própria construção do resultado, que foi fruto do esforço e do adoecimento dos bancários.
 
"Está na hora de o BB cumprir seu papel de banco público e deixar de buscar o lucro acima de tudo. O banco deve começar a fomentar o desenvolvimento sustentável e tratar seus funcionários, clientes e população em geral, com mais respeito e ética. Até porque um lucro destes não deve ser construído com o adoecimento e até da morte de seus funcionários, fruto do assédio, das metas inexequíveis e da cobrança por resultados cada vez maiores e impossíveis de alcançar sem o adoecimento dos bancários e o desrespeito aos clientes", avalia Julio Vivian.
 
Flávio Pastoriz, diretor do SindBancários e funcionário do Banco do Brasil, diz que como instituição pública, o Banco do Brasil deve exercer o papel de fomentador no desenvolvimento do país, pressionando a queda das taxas de juros, atuando como “regulador” no sistema financeiro e, ao mesmo tempo, atendendo as demandas dos setores produtivos a favor da sociedade. "Com o resultado desse primeiro semestre de 2013, o banco pode atender as justas reivindicações dos funcionários na campanha deste ano", assegurou.
 
Outros números
 
O indicador de inadimplência do Banco do Brasil, com dívidas maiores que três meses, caiu para o menor patamar em 11 anos, segundo o balanço do banco. A carteira de crédito ampliada encerrou junho em R$ 638,628 bilhões, expansão de 7,7% ante março e de 25,7% em 12 meses.
 
Os destaques do período foram as carteiras pessoa jurídica e de agronegócios, que registraram aumentos em 12 meses de 28,8% e 32,8%, respectivamente.
 
Ao final de junho, o BB ampliou sua liderança em crédito no sistema financeiro nacional, atingindo 20,8% de participação de mercado.
 
Os empréstimos destinados à pessoa física totalizaram R$ 161,550 bilhões no segundo trimestre, aumento de 15,9% em doze meses e de 3,3% sobre março, respondendo por 25,3% da carteira de crédito do banco.
 
Já os recursos destinados às pessoas jurídicas somaram R$ 300,142 bilhões, com elevação de 28,8% e 5,4%, respectivamente. Esse segmento responde por 47,0% da carteira de crédito total do BB.
 
As despesas com provisões para calotes cresceram 14,8% na comparação com o mesmo período de 2012, para R$ 4,22 bilhões. Segundo o banco, as provisões aumentaram devido ao aumento da carteira de crédito e do maior montante de recuperação de perdas no segundo trimestre.
 
 Fonte: SindBancários com informações UOL

Terceirização: sem acordo na CCJ

O PL 4.330/04 está em fase final de discussão na Câmara. Nesta terça-feira (13), o relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Casa, deputado Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA) apresentou nova complementação de voto. E com já havíamos informado, no fundamental, o relator manteve os pressupostos empresariais do projeto.

Arthur Maia manteve a relação subsidiária na relação entre contratante e terceirizado, a terceirização na atividade fim e acrescentou a questão da organização sindical para essa modalidade de contratação da mão de obra, cuja proposta partiu do governo, já que essa forma de relação de trabalho – pode-se dizer – é inevitável.

Pressão sindical
O adiamento da votação se deu por duas razões básicas. A primeira é que não houve acordo para votação, segundo o deputado Vicentinho (PT-SP). E a segunda foi em razão da pressão sindical na Comissão da Câmara.

O movimento sindical compareceu, se fez presente, mostrou a cara e disse em voz uníssona que é contrário ao texto tal como está redigido pelo deputado relator. Seu conteúdo não pretende regulamentar a terceirização, como propalam os empresários.

“O que faz, isso sim, é uma reforma trabalhista, que inverte a lógica do Direito do Trabalho. A mudança dá proteção aos empresários e transfere o ônus do negócio aos empregados. Elimina direitos trabalhistas sem mexer numa vírgula da CLT ou da Constituição Federal”, denuncia Silvia Barbara, que é dirigente sindical da Federação dos Professores do estado São Paulo (Fepesp), em artigo intitulado Reforma trabalhista desonesta.

A batalha está em curso, mas a pressão dos trabalhadores deve aumentar para, se não for possível derrotar o texto de Arthur Maia, pelo menos modificá-lo de modo a torná-lo equilibrado para as partes que negociam – trabalhadores e patrões – pois tal como está formulado só interessa aos empregadores.

Fonte: DIAP

Segunda rodada entre Comando e Fenaban discute emprego nesta quinta

A segunda rodada de negociação da Campanha 2013 entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e a Fenaban acontece nesta quinta-feira (15), a partir das 10h, em São Paulo, sobre as reivindicações acerca de emprego. Os debates continuarão na manhã desta sexta (16), quando também serão discutidas as demandas de igualdade de oportunidades.

Estarão em discussão as propostas dos bancários, que incluem a proibição das demissões imotivadas, o fim da rotatividade, mais contratações, combate às terceirizações, ampliação do horário de atendimento para das 9h às 17h com dois turnos de trabalho e tempo máximo de permanência nas filas, dentre outras.

"Vamos cobrar o atendimento das propostas de emprego da categoria, pois é inaceitável que o sistema financeiro, que aufere lucros astronômicos, continue demitindo e cortando postos de trabalho, com exceção da Caixa e alguns bancos públicos. A criação de empregos precisa ser encarada pelos bancos como forma de melhorar as condições de trabalho e uma contrapartida social para garantir um atendimento de qualidade para a população e contribuir para transformar crescimento econômico em desenvolvimento", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Bancos cortam empregos, apesar dos lucros bilionários

Somente nos últimos 12 meses o Itaú, o Santander, o Bradesco e o BB cortaram 10.530 empregos. Entre os meses de junho de 2012 e de 2013, o Itaú eliminou 4.458 vagas. No mesmo período, o Santander cortou 3.216 postos; o Bradesco, 2.580; e o BB, 276. No primeiro semestre deste ano, eles obtiveram lucros gigantescos de R$ 26 bilhões.

A Caixa ainda não publicou o balanço do primeiro semestre, mas entre março de 2012 e março de 2013 contratou 7.423, bem diferente dos outros quatro grandes bancos. O HSBC também não divulgou os números dos primeiros seis meses deste ano.

Além da redução de postos de trabalho, os bancos demitiram milhares de funcionários, dentro da política de rotatividade, substituindo trabalhadores com salários maiores por outros com remunerações mais baixas. As instituições ainda mantêm empregados em desvio de função, numa lógica perversa de diminuir custos para turbinar os lucros.

Terceirização precariza relações de trabalho

A terceirização é outra estratégia dos bancos para redução dos custos. Eles transferem parte de suas atividades, que eram remuneradas de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários, para outras empresas, tendo como objetivo reduzir despesas de pessoal.

Os trabalhadores terceirizados recebem um quarto do salário dos bancários, não dispõem dos mesmos direitos, trabalham em condições degradantes, cumprem metas elevadas, sofrem pressão e assédio moral e têm jornadas extenuantes. Além disso, não se sentem enquanto uma categoria profissional.

Como se não bastasse, os bancos têm ampliado os correspondentes, onde não há bancários nem vigilantes, precarizando o atendimento aos clientes e à população. O número disparou nos últimos anos, sobretudo, nas grandes cidades. Já o total de agências e postos de atendimento está quase estagnado.

E os bancos estão na linha de frente da pressão dos empresários para a aprovação do PL 4330 na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) na Câmara dos Deputados, buscando terceirizar também caixas e gerentes.

"Queremos trabalho decente, a prevalência dos direitos humanos e uma nova ordem social pautada pelos princípios de justiça social e valorização do trabalho", salienta a resolução aprovada na segunda-feira (12) pela Executiva da Contraf-CUT.

Melhores condições de trabalho


O Comando Nacional vai cobrar também uma resposta dos bancos para as reivindicações sobre saúde do trabalhador e segurança bancária que foram discutidas na primeira rodada de negociação da Campanha 2013, ocorrida nos últimos dias 8 e 9, na capital paulista.

"As propostas de melhoria das condições de trabalho são prioritárias na campanha deste ano e não será possível firmar acordo se não houver avanços e uma solução para o problema das metas abusivas", reafirma Carlos Cordeiro. "Esperamos uma posição dos bancos", ressalta.

Calendário de luta

Agosto
15 e 16 - Segunda rodada de negociação entre Comando e Fenaban
19 - Segunda rodada de negociação entre Comando e Caixa
19 e 20 - Primeira rodada de negociação entre Comando e Banco da Amazônia
22 - Dia Nacional de Luta, com passeatas dos bancários
28 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização
30 - Paralisação nacional das centrais sindicais pela pauta da classe trabalhadora

Setembro
3 - Previsão de votação do PL 4330 da terceirização na CCJC da Câmara


Fonte: Contraf-CUT

1ª Rodada Negociação: Bancos negam reivindicações de saúde, condições de trabalho e segurança

Os bancos negaram todas as reivindicações sobre saúde, condições de trabalho e segurança bancária apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, na manhã desta sexta-feira (9), na conclusão da primeira rodada de negociações da Campanha 2013, em São Paulo.

"As negociações começaram muito mal. Os banqueiros só estão preocupados com a gestão dos lucros e não com a gestão das pessoas e a proteção da vida", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Mais uma vez deixamos claro aos bancos que as más condições de trabalho, responsáveis pela epidemia de adoecimentos que atinge a categoria, e a proteção à vida são prioritárias e precisam ser resolvidas nesta Campanha Nacional. A postura intransigente dos bancos na mesa de negociação não deixa outra alternativa do que o crescimento da mobilização dos bancários em todo o país", alerta Carlos Cordeiro.

Em 2012, segundo dados dos INSS, 21.144 bancários foram afastados do trabalho por adoecimento, dos quais 25,7% com estresse, depressão, síndrome de pânico, transtornos mentais relacionados diretamente ao trabalho. Outros 27% se afastaram em razão de lesões por esforços repetitivos (LER/Dort).

Somente nos primeiros três meses deste ano, 4.387 bancários já haviam se afastado por adoecimento, sendo 25,8% por transtornos mentais e 25,4% por LER/Dort.

Na recente consulta para a Campanha Nacional, 18% dos que responderam declararam ter se afastado do trabalho por motivos de doença nos 12 meses anteriores e 19% disseram usar medicação controlada.

E em relação aos problemas de saúde, 66,4% dos bancários responderam na mesma consulta que as metas abusivas são o mais grave problema enfrentado hoje pela categoria. Outros 58,2% pedem o combate ao assédio moral, enquanto 27,4% assinalaram a falta de segurança contra assaltos e sequestros.

Assédio moral/violência organizacional

O Comando Nacional cobrou mais empenho dos bancos para coibir a prática da violência organizacional nos locais de trabalho e defendeu a necessidade de aprimorar o instrumento de combate ao assédio moral, conquistado na Campanha Nacional 2011, que depende da adesão de sindicatos e bancos. Um dos problemas é que o prazo de apuração das denúncias encaminhadas aos bancos é hoje de até 60 dias. Foi proposta uma redução para até 30 dias.

Os dirigentes sindicais também reivindicaram que as empresas possibilitem que os sindicatos realizem palestras e reuniões nas agências e departamentos sobre prevenção ao assédio moral. E defenderam a garantia de estabilidade no emprego ao bancário ou bancária assediada durante o período de investigação da denúncia.

Os negociadores não deram resposta para as demandas e sugeriram que essas questões sejam remetidas para aprofundamento na mesa temática de saúde e condições de trabalho.

Retorno ao trabalho após licença-saúde

O Comando Nacional denunciou que alguns bancos estão descumprindo a 43ª da convenção coletiva, pois estão chamando de volta para o trabalho bancários que estão afastados por licença-médica com benefício no INSS.

"É importante que o banco tenha um programa de retorno ao trabalho, a partir da alta do INSS, buscando reinserir o funcionário no trabalho, com apoio de equipe multidisciplinar", destacou Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.

Além disso, os dirigentes sindicais apontaram a necessidade da prevenção. "Não concordamos que o trabalhador deve ser adaptado ao ambiente que o adoeceu. Queremos discutir a prevenção, de modo que o bancário retorne ao trabalho, seja acolhido e não volte a adoecer", destacou Carlos Cordeiro.

Foi proposto pelo Comando que seja realizado um estudo conjunto sobre o porquê do adoecimento no trabalho, a fim de discutir as causas do problema e buscar soluções eficazes para garantir um emprego saudável para todos. A Fenaban respondeu dizendo que não é possível assumir um compromisso de fazer esse estudo.

"Também foi defendido pelo Comando que seja garantida a manutenção do pagamento integral do salário e demais vantagens, sem perda da função e sem descomissionamento, para todo bancário que retorna ao trabalho após afastamento por motivo de saúde", salienta Walcir.

E foi ainda reivindicado o pagamento do salário até o retorno ao trabalho para o bancário que recebe alta do INSS, mas é considerado inapto pelo banco. Hoje o prazo vai até 120 dias. Os bancos não aceitaram as propostas.

Trabalhadores com deficiência


O Comando Nacional propôs que os bancários com deficiência tenham direito ao abono das faltas em todas as ocasiões em que houver necessidade de conserto, reparo ou aquisição de prótese. Os bancos não aceitaram, alegando que o pleito já vem sendo atendido em cada empresa.

Outras demandas de saúde


O Comando Nacional discutiu ainda problemas envolvendo a realização de exames médicos. "Há práticas inadequadas dos bancos, como preenchimento antecipado do ASO", disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Foi denunciada a realização de exames demissionais no local de trabalho no ato do dispensa, o que é um absurdo. A Feanban disse que essas questões também devem ser discutidas na mesa temática de saúde.

Os dirigentes sindicais ressaltaram também a necessidade de manutenção do plano de saúde para o bancário na aposentadoria nas mesmas condições vigentes quando na estava na ativa.

Abono-assiduidade

O Comando reivindicou novamente a concessão de um abono-assiduidade de cinco dias de ausências justificadas por ano, já praticado pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Segundo Eduardo Araújo, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, "esse abono trata dos cinco dias do ano que os trabalhadores não recebem para trabalhar". No HSBC, o dia do aniversário do bancário já é abonado.

A resposta da Fenaban, no entanto, foi outro "não", deixando indignados os dirigentes sindicais. Os bancos aumentam os lucros, mas não há contrapartidas sociais para os trabalhadores, responsáveis pelos resultados astronômicos das instituições. Pode?

Segurança Bancária

O Comando Nacional reafirmou a necessidade de proteger a vida das pessoas e cobrou prevenção contra assaltos e sequestros, bem como a melhoria da assistência às vítimas. Os bancos, no entanto, negaram o atendimento das reivindicações por mais segurança, mostrando que a gestão do lucro está acima da preservação da vida.

Foi ressaltada a necessidade de prevenção contra sequestros. O número de ocorrências vem crescendo assustadoramente. Nos últimos sete dias, segundo levantamento do Comando, dez bancários foram vítimas nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Pará, atingindo gerentes e tesoureiros, os que levam as chaves do banco para casa. Os bancos recusaram a proposta do fim da guarda das chaves pelos bancários, alegando que não é a causa dos sequestros.

"Defendemos a abertura das agências e postos de atendimento por empresas de segurança, como sendo feito por vários bancos, como a Caixa Econômica Federal. Também é possível utilizar novas tecnologias, como o controle remoto, mas infelizmente o foco dos bancos tem sido a gestão do lucro e não a proteção da vida", criticou Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.

Além da prevenção, o Comando defendeu estabilidade no emprego e maior assistência para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões. Foi proposta a emissão da CAT, a liberação dos funcionários do trabalho e o fechamento das agências e postos no dia da ocorrência, o custeio de remédios e segurança individual no reconhecimento de suspeitos na delegacia de polícia, dentre outras demandas.

Mas nada foi aceito pelos bancos. A Fenaban ainda sugeriu que os trabalhadores busquem a via judicial para discutir os problemas enfrentados em decorrência de assaltos e sequestros.

Os dirigentes sindicais denunciaram o descumprimento da cláusula 30ª da convenção coletiva, que determina a adoção de providências pela Fenaban, juntamente com os bancos, para coibir o transporte de valores feito por bancários.

"Na última reunião da CCASP na Polícia Federal, uma mesma agência do Bradesco em Rio Branco foi multada em 41 processos por ter mandado uma gerente transportar numerário, em vez de contratar um carro-forte", denuncia Ademir. "Outra agência do Bradesco, no Pará, utilizou este ano um bancário para levar dinheiro a um posto de atendimento e foi autuada pela Polícia Federal", completa.

Foi também abordado o projeto-piloto de segurança bancária em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. A lista das agências, onde serão instalados os equipamentos previstos, está sendo concluída e, depois, serão definidos os nomes do grupo de acompanhamento e agendada a primeira reunião de trabalho. "Trata-se de um importante avanço, fruto da Campanha Nacional 2012, e esperamos que os equipamentos de prevenção contra assaltos, ali previstos, sejam depois estendidos para todo o Brasil", salienta Ademir.

Só a mobilização garante avanços
"Deixamos claro nesta primeira rodada de negociação que as condições de trabalho são prioritárias na campanha deste ano e que não será possível acordo se não houver avanços e uma solução para o problema das metas abusivas", reforça Carlos Cordeiro. "Esperamos uma resposta dos bancos já próxima rodada", ressalta.

A segunda rodada de negociação foi marcada para quinta e sexta-feira, dias 15 e 16, quando será tratado o tema do emprego.

Mas para avançar a negociação, é preciso ter ousadia, unidade e mobilização. Por isso, além da pressão contra o PL 4330 da terceirização na próxima terça e quarta-feira, dias 13 e 14, em Brasília, onde é essencial a presença de dirigentes sindicais de todo Brasil, é necessário organizar desde já o dia nacional de luta, a ser realizado no dia 22, com passeatas em todo o país.

Vem pra luta, bancário e bancária!

Fonte: Contraf - CUT

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Lei Maria da Penha completa 7 anos com avanços e desafios

No dia em que a Lei Maria da Penha completou sete anos, na quarta-feira, 7 de agosto, a ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, destacou a importância da denúncia para a efetividade da lei e a punição aos agressores que cometem violência contra as mulheres.

"Se as mulheres não denunciarem, não existe crime. Como podemos acabar com a impunidade sem a denúncia? Quero aqui chamar as mulheres para denunciar a violência contra qualquer mulher, criança ou adolescente", disse a ministra que participou da 7ª Jornada Lei Maria da Penha, organizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Dados divulgados pelo Instituto Patrícia Galvão e Data Popular mostram que, após sete anos de vigência, 98% da população dizem conhecer a lei. Ao fazer um balanço do período, a ministra Eleonora Menicucci apontou a demora do Judiciário em expedir medidas protetivas em favor das mulheres como um dos gargalos a ser resolvido.

Ela lembrou que, em alguns casos, a medida para determinar que o agressor se mantenha à distância da vítima é expedida quando a mulher já foi agredida ou até morta. "A medida protetiva salva mulheres. E eu conclamo todos os juízes a olhar com cuidado e severidade, mas com determinação para a violência contra as mulheres expedindo, o mais rápido possível, as medidas protetivas."

O integrante do CNJ Ney José de Freitas avaliou que a redução da violência contra a mulher é um longo processo por não se tratar apenas de medidas legais, mas também de uma mudança de comportamento. "Não é necessário apenas a alteração legislativa, é necessário também uma mudança de comportamento. É um processo de mudança demorado".

Dados atualizados do Mapa da Violência 2012: Homicídio de Mulheres no Brasil apontam que é principalmente no ambiente doméstico que ocorrem as situações de violência contra a mulher. A taxa de ocorrência no ambiente doméstico é 71,8%, enquanto em vias públicas é 15,6%.

A violência física contra a mulher é predominante (44,2%), seguida da psicológica (20,8%) e da sexual (12,2%). No caso das vítimas que têm entre 20 e 50 anos de idade, o parceiro é o principal agente da violência física. Já nos casos em que as vítimas têm até nove anos de idade e a partir dos 60 anos, os pais e filhos são, respectivamente, os principais agressores, de acordo com dados do Mapa da Violência.

Para a secretária de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki, ainda há muito o que fortalecer no sistema de proteção à mulher. Ela citou as delegacias especializadas como um dos pontos a ser aprimorado. "A efetividade da lei caminha lenta. Não temos delegacias especializadas em todo o país. Temos delegacias especializadas que ficam fechadas nos finais de semana e à noite, horários em que as mulheres mais precisam ter referências sobre aonde ir", disse.

Fonte: Agência Brasil

Digitadora terceirizada consegue isonomia salarial como empregados da CEF

A contratação de empregado mediante empresa interposta não enseja a formação de vínculo de emprego com entidade integrante da administração pública. Com este fundamento, contido na Orientação Jurisprudencial 383 da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), e por concluir que isso não impede o reconhecimento de diferenças salariais decorrentes do princípio da isonomia, a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, em julgamento realizado na quarta-feira (7), manteve decisão que concedeu isonomia salarial a uma digitadora terceirizada que prestava serviços à Caixa Econômica Federal (CEF) com os empregados da instituição.

A digitadora foi contratada pela Probank S/A para prestar serviços para a CEF, e seu trabalho consistia na compensação de cheques e custódia de valores e montagem de processos de cobranças a clientes, com acesso aos sistemas da instituição. Ela alegou que, embora tenha sido contratada como digitadora, na verdade já trabalhava para a CEF há muito tempo, sendo apenas alterada a empresa prestadora de serviços. Por entender fraudulenta a terceirização, requereu na Justiça do Trabalho o direito ao enquadramento como economiária/bancária, ou, alternativamente, a isonomia salarial.

Em sua defesa, a CEF disse que a digitadora nunca foi bancária e exercia serviços inerentes a atividade meio. Alegou ainda que a equiparação salarial, prevista no artigo 461 da CLT, só é garantido a empregados da mesma empresa.

Com base em depoimentos e outros fatores, o Juízo de Primeiro Grau entendeu evidenciada a fraude e deferiu à trabalhadora os direitos trabalhistas referentes à categoria dos economiários e as diferenças salariais decorrentes da isonomia com os empregados da CEF. A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG).
 
O relator do recurso da CEF ao TST, ministro João Oreste Dalazen, destacou que a alegação de ausência de identidade das funções exercidas pela autora e seus empregados induzia ao reexame dos fatos e provas, procedimento vedado pela Súmula 126. Ele lembrou que o Regional decidiu em consonância com a jurisprudência do TST e afastou a alegação da CEF de que a decisão afrontava ao artigo 37, inciso II, da Constituição Federal (que exige a realização de concurso para cargos e empregos públicos), pois não foi reconhecido vínculo de emprego diretamente com a CEF. Por unanimidade, a Turma não conheceu do recurso.
 
Fonte: TST

Especialista defende repensar organização do trabalho para proteger a saúde

A organização e o sentido do trabalho precisam ser repensados para que as metas abusivas e o assédio moral sejam combatidos. A avaliação é do professor Laerte Idal Sznelwar, do Departamento de Engenharia da Produção da Escola Politécnica da USP, em entrevista concedida para a Contraf-CUT. Ele é médico do trabalho, doutor em ergonomia e pós-doutor em psicodinâmica do trabalho.


A preocupação inicial demonstrada pelo especialista sobre as condições de trabalho dos bancários e as questões que envolvem a saúde e segurança teve como foco a organização do trabalho. Para ele, é preciso pensar nas escolhas feitas pelos bancos sobre o que é fundamental para o trabalhador. "O bancário realiza uma atividade repetitiva, com tarefas que não lhe permitem dar um sentido maior ao seu conteúdo", diz.

Segundo Laerte, o pouco tempo de maturação que este profissional possui quando ingressa no serviço bancário é o que dificulta o aprimoramento da atividade e um maior sentido a função. "Ao entrar no mercado de trabalho, as pessoas participam de um processo contínuo de aprendizado, o que normalmente não acontece aos bancários. O que se observa neste setor é um número grande de trabalhadores na linha de frente e pouco tempo para que desenvolvam suas habilidades. Essa forma de organização acarreta uma grande competição entre todos e piora ainda mais o ambiente de trabalho", ressalta.


Trabalho coletivo
 
O professor defende uma participação mais ampla do trabalhador com o processo de trabalho e maior envolvimento com as tarefas num âmbito coletivo, priorizando a equipe e não o indivíduo. "A forma como o trabalho bancário está organizado leva a situações das mais absurdas. Os trabalhadores são exigidos pelo cumprimento de uma série de atividades, mas ao mesmo tempo são tarefas esvaziadas. Além disso, o profissional precisa atuar com um sistema informatizado, muitas vezes com duas ou três plataformas e, por outro lado, não tem autonomia para acompanhar todo o processo, o que reduz seu poder de argumentação e decisão", enfatiza.

Para ele, a falta de conhecimento do bancário com todo o processo de seu trabalho contribui decisivamente para o aumento das fraudes. "É um grande paradoxo porque sabemos que problemas desta ordem acontecem em meio ao silêncio e ao distanciamento técnico da própria atividade que se realiza. Quanto mais experiências forem trocadas, mais possibilidades se têm de criar um ambiente saudável e, de fato, integrado e coletivo", afirma.

Laerte ressalta que a individualização da atividade é uma das consequências mais trágicas do neoliberalismo. "Quando se joga tudo para o indivíduo você destrói o sistema porque nossa força enquanto pessoa é relacionada aos outros. Conseguimos fazer melhores coisas quando há cooperação", diz.


Metas abusivas
 
Ele considera que as metas não levam em conta a realidade e a influência dos trabalhadores em todo o processo. "O problema das metas está em como ela é definida. As metas abusivas são impostas de cima para baixo e o trabalhador que faz o contato com o cliente, que realiza a negociação, praticamente não é ouvido. A empresa em muitos casos tem uma determinada estratégia e não considera outras dimensões do trabalho revestidas de diferentes realidades. Sabemos que quando atingimos a meta, a tendência é que ela aumente", explica.

Assédio
 
O especialista destaca também que o excesso de individualização permite que o assédio moral e sexual apareça. "É neste tipo de ambiente que se consegue assediar mais as pessoas. Elas não cooperam, por outro lado estão sozinhas. E o adoecimento, por sua vez, 'bate a porta' porque a pessoa está fragilizada. O isolamento, seja no escritório ou em qualquer outro ambiente, possibilita o assédio das mais diferentes formas", conclui.

 
Campanha Nacional dos Bancários
Preocupado com essa organização do trabalho, o adoecimento e os efeitos na saúde do trabalhador, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, realiza nesta quinta e sexta-feira, dias 8 e 9, a primeira rodada de negociação com a Fenaban, em São Paulo, focando as demandas sobre condições de trabalho.

Estarão na mesa o bloco de reivindicações que envolvem saúde, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral e segurança bancária. "Queremos um emprego saudável e seguro, onde o bancário seja respeitado e valorizado no trabalho", salienta Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

TST aponta discriminação e condena Itaú a reintegrar bancária com lúpus

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, em julgamento realizado nesta quarta-feira (7), a reintegração de uma caixa do Itaú Unibanco portadora de lúpus. O entendimento foi o de que se tratou de "dispensa discriminatória de portadora de doença grave por estigma ou preconceito", circunstância que, conforme a Súmula 443 do TST, invalida o ato. A Turma considerou ainda que a dispensa contrariou os princípios da dignidade da pessoa humana e o da não discriminação (artigos 1º, inciso III, e 3º, inciso IV, da Constituição da República).


Ao pedir a reintegração em reclamação trabalhista, a bancária alegou que, na data de sua demissão, era portadora de doença gravíssima e incurável, mas não contagiosa e nem incapacitante para o trabalho. Afirmou que o rompimento do contrato de trabalho, além de ser discriminatório, a colocou em "absoluta exclusão social".

 





O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), apesar de reconhecer que a bancária era portadora de doença grave e incurável, manteve a sentença que negou o pedido. Fundamentou sua decisão no entendimento de que a doença havia sido diagnosticada em julho de 2003, e a bancária permaneceu trabalhando por quase um ano até ser dispensada, em maio de 2004. Para o TRT, este fato afastou a presunção da discriminação.



No exame do recurso no TST, o relator, ministro Alexandre Agra Belmonte, decidiu pela reforma da decisão regional, determinando, além da reintegração, o pagamento de todos os direitos e vantagens do período de afastamento. Ele lembrou que o lúpus é uma doença inflamatória crônica, que atinge vários órgãos ou sistemas, e tem como característica o desequilíbrio do sistema imunológico. "Trata-se de doença sem expectativas de cura", destacou.

Descreveu ainda que a doença tem momentos de inatividade ou atividade. No primeiro, o tratamento é feito à base de medicamentos (corticóides), acompanhamento médico e controle por quimioterapia. Nos momentos de atividade, o tratamento é específico e muitas vezes exige que o paciente se afaste de suas atividades normais.


Ausência de legislação




Agra Belmonte observou que, por ausência de legislação específica, os portadores de lúpus têm poucos direitos garantidos em leis, e muitas vezes conseguem benefícios somente em decorrência das sequelas, quando a doença atinge níveis a ponto de equiparar os portadores a deficientes físicos ou pessoas com mobilidade reduzida.

No caso analisado, o relator chamou atenção para o fato de que havia conhecimento de que a bancária se submetia a tratamento, pois se ausentava para comparecer a consultas médicas e quimioterapia. A dispensa, alegadamente em razão de uma "reestruturação do banco", segundo ele ocorreu no momento em que ela mais precisava de recursos para custear o tratamento.

"A única variável que descaracteriza a discriminação é o lapso de tempo entre a ciência da doença e a da demissão da bancária", observou, lembrando que a forma de proteger o trabalhador nestas situações de vulnerabilidade é a imposição de uma obrigação negativa como forma de assegurar a proteção da dispensa minimizar as dificuldades de sua reinserção no mercado de trabalho.

Fonte: TST

Sentença reconhece diferença de horas extras no Banrisul

Mais uma importante sentença em favor dos Banrisulense foi proferida. A decisão no processo 0001637-24.2012.5.04.0003 reconheceu diferença de horas extras para os funcionários do banco, considerando que elas deveriam ser calculadas com base na carga horária de 150 horas, para quem trabalha 6 horas diárias e, com base na carga horária de 200 horas, para quem trabalha 8 horas diárias.

O Banrisul sempre calculou o valor da hora extra com base em uma carga horária de 180 horas mensais, para quem trabalha seis horas diárias e, com base em uma carga horária de 220 horas mensais, para quem trabalha oito horas diárias.

A Dra. Aline Doral Stefani Fagundes adotou a tese do SindBancários de Porto Alegre e Região e reconheceu que há expressa previsão na norma coletiva, a qual estabelece que o sábado é dia de repouso e, portanto, deve ser desconsiderado para a base de cálculo do valor da hora extra paga pelo banco. As diferenças apontadas pela decisão, no entanto, não abrangem parcelas vincendas porque dependem da previsão da norma coletiva de que o sábado é dia de repouso.

A decisão judicial, mesmo que ainda possa ser objeto de recurso, deve ser comemorada pelos banrisulenses, pois ela fortalece o posicionamento da diretoria do Sindicato de que todos os direitos dos bancários precisam ser observados. O sábado sempre foi um dia de repouso para o trabalhador bancário.
"Nosso compromisso com a categoria é renovado diariamente, em cada ação judicial que patrocinamos na defesa dos nossos direitos. Por isso, ficaremos atentos e vamos agir com firmeza e celeridade, em caso de recurso do banco”, assegurou Mauro Salles, presidente do SindBancários.
 
 
Fonte: SindBancários com AVM Advogados

Jornada Internacional de Luta cobra respeito e valorização do Santander

Os bancários das Américas realizam nesta quarta-feira (7) uma Jornada Internacional de Luta no Santander, com manifestações em todos os países onde o banco espanhol atua. O objetivo é denunciar o desrespeito aos direitos dos funcionários, a pressão das metas abusivas para venda de produtos, o assédio moral e o uso de práticas antissindicais. A atividade foi definida pela Rede Sindical do Santander, durante reunião promovida pela UNI Américas Finanças e Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) no dia 9 de maio, em Assunção.

Uma edição especial do jornal Rede Global Bancária, elaborada em parceria com a Contraf-CUT, está sendo distribuída pelos sindicatos aos funcionários. A capa é igual em todos os países, com versões em português e espanhol, e o verso é específico para as demandas de cada país.

Clique aqui para ler a edição brasileira do jornal.

Os trabalhadores cobram respeito, diálogo social e valorização no trabalho, com direito de sindicalização, negociação coletiva, liberdade de expressão, igualdade de oportunidades e fim das perseguições e discriminações. É inaceitável a utilização de quaisquer medidas que afrontem a organização e a mobilização dos trabalhadores e violem normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

"Trata-se de mais uma jornada internacional, que visa fortalecer a unidade de ação das entidades sindicais nas Américas e reforça a luta por um acordo marco global, buscando garantir direitos básicos e fundamentais para os trabalhadores do Santander em todos os países do mundo", afirma Mário Raia, secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT.

A mobilização ocorre após o dia internacional de luta contra as práticas antissindicais, realizado no último dia 23 de maio. Na ocasião, foi denunciada principalmente a ação judicial movida pelo banco no Brasil contra entidades sindicais que fizeram protestos no dia da decisão da Copa Libertadores, em 2011. Novas ações foram ajuizadas posteriormente para tentar calar a voz dos trabalhadores.

"Houve também manifestações contra a repressão do Santander à organização sindical dos funcionários do Sovereign Bank nos Estados Unidos, onde até hoje não há sindicatos de bancários", destaca o dirigente da Contraf-CUT.

América Latina: 51% do lucro do Santander
O Santander lucrou 2,255 bilhões de euros no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. A América Latina participou com 51% do lucro mundial: Brasil (25%), México (12%), Chile (6%) e demais países - Argentina, Uruguai, Peru e Porto Rico (8%).

O restante veio do Reino Unido (13%), Estados Unidos (12%), Espanha (8%), Alemanha (5%), Polônia (5%), Portugal (1%) e Resto da Europa (5%).

"Se a maioria do lucro do banco vem da América Latina, os bancários daqui não podem continuar sendo tratados como se fossem de segunda classe", defende Mário Raia.

Lucros bilionários e corte de empregos no Brasil

O Santander Brasil obteve lucro líquido de R$ 2,929 bilhões no primeiro semestre de 2013. Apesar disso, o banco seguiu demitindo trabalhadores e eliminou 2.290 empregos. Nos últimos 12 meses, o corte foi de 3.216 postos de trabalho.

"A extinção de vagas não se justifica. Esse modelo de gestão, baseado na redução de custos, através da rotatividade e da extinção de vagas, piorou ainda mais as condições de trabalho, sobrecarregando e adoecendo muitos colegas e prejudicando o atendimento e a fidelização de clientes", frisa Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT. Não é à toa que o banco liderou pelo quinto mês consecutivo, em junho, o ranking de reclamações do Banco Central.

Os bancários reivindicam o fim das demissões e da rotatividade, mediante a aplicação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que proíbe dispensas imotivadas. "Cobramos também mais contratações para acabar com a sobrecarga de trabalho e garantir atendimento de qualidade aos clientes e à população, bem como a realocação dos funcionários atingidos por fusões de agências ou extinção de funções", salienta Ademir.

Os trabalhadores querem ainda o fim das terceirizações no banco e defendem igualdade de oportunidades na contratação, na remuneração e na ascensão profissional, sem quaisquer discriminações.

Milhões para altos executivos no Brasil

Enquanto corta empregos para reduzir custos, o Santander Brasil aprovou um aumento de 37,5% na previsão da remuneração global anual de 2013 para o alto escalão do banco na assembleia dos acionistas, realizada em 29 de abril, em São Paulo. Os 46 diretores estatutários ganharão este ano R$ 364,1 milhões e os 9 membros do Conselho de Administração, R$ 7,7 milhões. Dois acionistas minoritários votaram contra.

Segundo cálculos do Dieese, cada diretor vai receber, em média, R$ 5,6 milhões por ano, o que corresponde a 118,4 vezes o que vai ganhar um caixa no mesmo período.

Enquanto isso, os milhares de funcionários possuem salários que estão entre os menores do sistema financeiro e sem expectativas de carreira, diante da falta de um Plano de Cargos e Salários (PCS) e das distorções existentes nos cargos de mesma função. "Trata-se de uma tremenda injustiça no banco que precisa acabar", enfatiza Ademir.

Melhores condições de trabalho já!

"A situação nas agências está cada vez mais insustentável, diante da enorme falta de funcionários, das metas abusivas e do assédio moral. Os bancários estão estressados, muitos tomando remédios tarja preta e outros já adoeceram no trabalho e estão afastados", destaca Maria Rosani, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

"O quadro de pessoal das agências está reduzidíssimo. Tem agências fechando ao meio-dia para o almoço dos funcionários que restaram. Os funcionários não aguentam mais. Os bancários reivindicam mudança na gestão do banco", ressalta a dirigente sindical.

Caixas não podem ter metas individuais

Os bancários querem ainda o cumprimento do comunicado interno do banco sobre as atividades do caixa. No texto, encaminhado aos gerentes gerais e de atendimento na rede de agências, consta que os caixas "não podem estar sujeitos ao cumprimento de metas individuais de venda de produtos bancários. E a avaliação deve ser baseada pelo atendimento".

Para Rosani, "trata-se de um avanço importante, pois a função do caixa não é vender produtos, mas fazer um atendimento de qualidade aos clientes e à população". Caso algum caixa continue com metas individuais, ele deve fazer denúncia ao seu sindicato.

Os trabalhadores exigem emprego decente e aposentadoria digna. E que o Santander respeite o Brasil e os brasileiros.


Fonte: Contraf-CUT com UNI Américas Finanças e CCSCS

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

#vempralutaBANCÁRIO


Turma determina exame de motivos para BB suspender gratificação de bancário

A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho proveu recurso do Banco do Brasil S/A. e determinou o retorno de um processo ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) para que se manifeste sobre os motivos alegados para a supressão de gratificação de função recebida por um bancário por mais de dez anos.
O objeto da ação trabalhista ajuizada pelo bancário foi o reconhecimento do direito à incorporação ao vencimento dos valores pagos pelo exercício da função de gerente geral por mais de dez anos. Admitido no Banco em 1987, desde 1998 ele vinha exercendo funções comissionadas, mas disse que em julho de 2010 o banco, sem qualquer justo motivo, o destituiu da função, gerando redução de 70% no salário.
Em sua contestação, o banco defendeu a possibilidade de destituição do trabalhador do cargo de confiança e a reversão ao cargo efetivo, por entender que tal prática não constitui alteração contratual ilícita.
O juízo de primeiro grau deferiu a incorporação desde a data da supressão, com base na média das gratificações dos últimos dez anos, e não na gratificação de gerente geral, por ele não tê-la exercido por período suficiente para incorporar o valor total. O TRT manteve a sentença.
Omissão
Ao recorrer ao TST, o BB alegou que o Regional foi omisso quanto à razão de ter determinado a reversão do bancário ao cargo efetivo, uma vez que o item I da Súmula 372 do TST autoriza a supressão desde que haja justo motivo.
A omissão foi constatada pela ministra Kátia Arruda, relatora do recurso. Ela destacou que o Regional não analisou, mesmo após interposição de embargos de declaração, se o justo motivo alegado pelo banco seria suficiente para retirar do bancário a gratificação. Na sua avaliação, o Regional não fixou as premissas fáticas e jurídicas mínimas para análise e julgamento, pelo TST, do enquadramento ou não do bancário na hipótese do item I da Súmula 372. O Regional, portanto, deverá reexaminar o caso a fim de esclarecer este ponto.
 
Fonte: TST

Gigantes da telecomunicação estão envolvidas em espionagem

Novos documentos vazados revelados por Edward Snowden mostram que duas gigantes multinacionais britânicas da telecomunicação, uma estadunidense e quatro operadores de menor envergadura, são os “sócios da interceptação” da espionagem eletrônica britânica, o GCHQ, ao qual entregam o acesso às chamadas telefônicas, aos e-mails e redes sociais como o Facebook de seus clientes. Por Marcelo Justo, de Londres
Os véus que cobrem a espionagem britânica continuam caindo. Nos novos documentos vazados por essa inesgotável caixa de surpresas que é o ex-espião estadunidense Edward Snowden, mostram que duas gigantes multinacionais britânicas da telecomunicação, uma estadunidense e quatro operadores de menor envergadura, são os “sócios da interceptação” da espionagem eletrônica britânica, o Government Communication Headquarters (GCHQ), ao qual entregam o acesso às chamadas telefônicas, aos e-mails e redes sociais como o Facebook de seus clientes.

A intimidade deste vínculo é tal que as multinacionais tem virtuais nomes de guerra em seus contatos com o GCHQ, justificados em outro dos documentos porque o vazamento de seus nomes provocaria “uma tormenta política”. Neste mundo de miragens, as britânicas British Telecom e Vodafone Cable são “Remedy” e “Gerontic” respectivamente, a estadunidense Verizon Business é “Dracon”, Global Crossing “Pinnage”, Level 3 “Little”, Viatel “Vitreous” e Interoute “Streetcar”.

Estes virtuais nomes de guerra, marca privilegiada da clandestinidade, foram divulgados pelo jornal alemão “Suddeusche Zeitung” e reproduzidos pelo “The Guardian” que, em junho, noticiou pela primeira vez sobre o programa “Tempora” do GCHQ. O programa permite ao organismo de coleta de dados britânico penetrar os cabos de fibra ótica e armazenar informação por até 30 dias com acesso virtualmente ilimitado a e-mails, chamadas e publicações no Facebook.

No ano passado, o GCHQ teve acessou a cerca de 600 milhões de “eventos telefônicos”, interferiu em mais de 200 cabos de fibra ótica que transmitem informação equivalente a uns 10 gigabits por segundo, cerca de 192 vezes a informação contida em todos os livros da Biblioteca Britânica. A análise desta gigantesca informação é coordenada por um supercomputador que tem 54 mil GB de memória, mas a colaboração das sete empresas, que dominam a grande maioria dos cabos de fibra ótica submarinos, coluna vertebral do tráfego da internet, é essencial.

A identidade das empresas, revelada em uma apresentação interna de Power Point em 2009, era considerada mais secreta que a própria existência do programa Tempora. Este estava classificado como “top secret”, enquanto que o nome das empresas de cabo fazia parte da “informação excepcionalmente controlada” (“exceptionally controlled information” no peculiar jargão sintagmático da inteligência). Em outra mostra de sua importância, o GCHQ designou às empresas equipes especiais de ligação chamadas de “sensitive relationships teams” (equipes para relações delicadas).

Se o governo temia as “fortes consequências políticas” de uma revelação destes nomes, o temor das empresas se centra na reação de seus clientes ao saberem que o acesso a seus documentos privados e e-mails foi concedido sem sua autorização a uma agência de espionagem. Em uma cuidadosa estratégia midiática, as empresas disseram ao “Guardian” que sempre cumpriram a lei. “A informação midiática que há sobre esse tema não leva em conta os termos básicos da legislação europeia, alemã e britânica e as obrigações legais decorrentes de operar uma concessão na área de telecomunicação. Vodafone sempre cumpre com as leis dos países em que opera. Não revelamos a informação de nossos clientes a menos que a lei nos obrigue a fazê-lo”, disse ao “Guardian” um porta-voz da empresa. A Verizon e a Interroute se manifestaram na mesma linha, enquanto a BT respondeu com o clássico “no comment”.

A lei britânica de telecomunicações de 1984, aprovada pelo segundo governo de Margaret Thatcher, obriga as empresas a colaborar com os pedidos de informação realizados pelo governo, mas a “Privacy International”, uma OBG que defende o direito à privacidade, assinala que as empresas poderiam ter objetado uma operação da escala e alcance da Tempora. “Precisamos com urgência esclarecer a extensão e os limites da relação entre as empresas e o governo”, assinalou ao “Guardian” Eric King, chefe de investigação da “Privacy”.

Uma fonte próxima aos serviços de inteligência disse ao jornal que o GCHQ não olha a maioria das mensagens. “Se você acredita que estamos lendo milhões de e-mails a resposta é não. Não há nenhuma intenção de olhar o tráfico doméstico britânico”. Os analistas aplicam quatro critérios para distinguir entre mensagens possivelmente relevantes e as que não o são: segurança, terror, crime organizado e bem-estar econômico. “A maioria da informação é descartada sem que alguém se incomode em lê-la. Não poderiam fazê-lo nem com a melhor vontade do mundo. A verdade é que não tem recursos para uma passa informática desse tamanho”, disse a fonte.

O argumento tem sua lógica. É impossível que 300 analistas do GCHQ e os 250 de seu homólogo estadunidense, a NSA bastem para lidar com o incomensurável tráfego diário que circula pela internet. De fato, toda a informação é processada com Xkeyscore, um sistema secreto usado originalmente pela NSA norte-americana para interceptar as comunicações de estrangeiros no mundo, que permite aos analistas examinar a informação obtida com o programa Tempora.

É de se supor que as redes de terrorismo e crime organizado mais sofisticadas utilizem um complexo uso de códigos para evitar esses radares das agências de segurança. Em outras palavras, existe, em princípio, a possibilidade de que todo esse gigantesco operativo de inteligência signifique “muito ruído e poucos resultados”, uma imensa operação para ter acesso a toda a informação que deixa passar a mais importante, mas também, ao mesmo tempo, é certo que todo este episódio acabou para sempre com a “era da inocência na internet”, como escreveu Eduardo Febbro, em recente artigo para a Carta Maior.
 
Fonte: Carta Maior

Agência do Bradesco fecha em apoio a bancário sequestrado

A escalada de uma violência direta de criminosos contra os bancários e suas famílias e a insensibilidade dos bancos levaram ao fechamento de agência Moinhos de Vento, do Bradesco, durante toda a terça-feira, 6/8. Depois que um funcionário desta agência localizada na avenida Independência teve o filho sequestrado por horas e foi obrigado a entregar dinheiro do cofre, o Bradesco estava se negando a emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). A alegação absurda do Bradesco era que o bancário não teria sido alvo direto da ação dos criminosos, apenas seu filho.

O funcionário do Bradesco se dirigia para o trabalho, na manhã da segunda-feira, 5/8, quando os assaltantes o abordaram. Anunciaram que só queriam o dinheiro do cofre. Disseram conhecer a rotina do trabalhador, que ele obedecesse e que ficariam com seu filho. Caso o dinheiro não fosse entregue, o filho do bancário seria executado.

Insensível com o sofrimento do empregado, o Bradesco avisou que não iria emitir a CAT. Esse documento é fundamental num caso de sinistro como é um assalto com refém. Isso porque serve de prova para algum dano futuro à saúde do trabalhador. “Nesses casos de assalto com refém, costumamos encontrar trabalhadores que só sentem o trauma causado pelo sequestro uma e até duas semanas depois. A CAT é garantia de que o banco está ciente de que um de seus empregados passou por um sofrimento muito grande e que pode precisar de algum atendimento mais adiante”, diz o diretor do SindBancários e funcionário do Bradesco, Everton Gimenis.

Outra reivindicação dos bancários foi em relação a apoio psicológico. O Bradesco demorou muito a prestar auxílio de especialista ao bancário. Apenas ao final da manhã desta terça-feira, 6/8, o banco comunicou ao SindBancários que estava enviando uma psicóloga à casa do bancário. Outra profissional esteve na agência e atendeu os outros funcionários por volta das 11h.

 “Estamos vivendo um surto de assalto a banco com refém. Este é um tipo de ação, pois deixa uma sequela muito grande. O bancário que é sequestrado ou tem algum familiar em poder dos bandidos fica muito traumatizado. Precisa de ajuda do banco. E numa hora dessas o banco nega ou dificulta a recuperação de um trabalhador. Não admitimos que isso aconteça dessa maneira e não vamos deixar essa agência se o caso do nosso colega não for tratado da forma que deve ser tratado: com humanidade”, disse o presidente do SindBancários, Mauro Salles.

Mais reféns nos bancos

As quadrilhas costumam desenvolver estratégias para enfrentar as ações que as instituições de segurança pública desenvolvem para conter a violência bancária. Os assaltos com reféns são a estratégia que mais cresceu no primeiro semestre de 2013. Em relação aos primeiros seis meses de 2012 (gráfico) os assaltos com reféns cresceram seis vezes, passando de três para 21 (aumento de 600% dos casos). Este volume é maior do que todas as ocorrências com bancários como reféns em todo o ano de 2012 (9), segundo o levantamento do SindBancários.

O gráfico mostra claramente que os roubos com reféns em que os assaltantes levantam informações detalhadas sobre a vida dos bancários, chantageiam e o obrigam a entregar determinado valor tem levado os bancários ao desespero e contrabalançam as ações contra caixas eletrônicos com uso de explosivos (-50%) e até mesmo o volume total de ataques, incluindo arrombamentos, em todo o primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período de 2012 (-9,2%).
 A tendência é que esses crimes se mantenham em alta no começo do segundo semestre. Em julho, dos 10 ataques a bancos em todo o Estado, um teve bancário como refém. Em agosto, dos quatro que ocorreram até o dia 6, três tiveram reféns. Depois que o bancário do Bradesco teve seu filho refém, em Porto Alegre, dois outros ficaram em poder direta ou indiretamente de assaltantes.
Tiroteio e prisões
Na madrugada de 6 de agosto, um bancário teve a família mantida como refém, na cidade de Gentil, Norte do Estado. Eles ficaram em poder do bando durante toda a madrugada na própria casa da família. Os assaltantes obrigaram o bancário a ir até Santo Antônio do Palma, seis quilômetros adiante, para entregar dinheiro da agência do Sicredi.
Em São Paulo das Missões, outro bancário foi levado como refém de assaltantes que atacaram o Banco do Brasil na manhã desta terça-feira, 6/8. O trabalhador foi feito de refém quando, ao iniciar a fuga, os assaltantes foram interceptados pela Brigada Militar. Houve troca de tiros. A fuga continuou até que os reféns tiveram seu caminho bloqueado por um trator.
Fugiram a pé. O bancário conseguiu escapar. Os ladrões escaparam para Roque Gonzales, na divisa com São Paulo das Missões, e se esconderam em um matagal. Cerca de três horas depois, a Brigada, com reforço da Polícia Civil, prendeu o trio.

Fonte: SindBancário, com informações da Zero Hora

Lucro mundial do HSBC sobe 22% no 1º semestre, mas no Brasil cai 70%

O HSBC registrou lucro líquido atribuível aos acionistas da companhia controladora de US$ 10,284 bilhões no primeiro semestre, em comparação com um lucro líquido de US$ 8,438 no mesmo período de 2012, o que corresponde a uma alta de 21,8%. Já o lucro líquido no período, que inclui a parte dos minoritários, subiu 24,5%, para US$ 11,346 bilhões, de US$ 9,108 bilhões na mesma comparação. O resultado foi divulgado na segunda-feira (5), em Londres. Já a receita reportada do HSBC caiu 7% no primeiro semestre de 2013 para US$ 34,372 bilhões, de US$ 36,897 bilhões nos mesmos seis meses de 2012.

O CEO do HSBC, Stuart Gulliver, emitiu uma nota de cautela sobre o crescimento econômico da China. "A nova ênfase na qualidade em vez de quantidade de crescimento está mudando o equilíbrio da política para longe de estímulo e em direção a reforma. Acreditamos que isso deve limitar o ritmo de crescimento da China para 7,4% em 2013 e 2014, o que já está sendo refletido em números de crescimento mais modestos em outros mercados, particularmente na Ásia", disse, no comunicado.

Desde 2011, o HSBC reorienta-se nos principais mercados. Até agora, a empresa vendeu por volta de 54 negócios. Gulliver disse que a velocidade das vendas agora se abrandará.

O balanço diz, ainda, que as receitas relacionadas às taxas de juros caíram na América Latina, especialmente no Brasil. No mercado brasileiro, o HSBC cita como causa a queda da taxa de juros no médio e longo prazo, observada desde o início de 2012.

Lucro no Brasil cai 70%

O lucro do banco inglês no Brasil caiu 70% no primeiro semestre de 2013 na comparação com igual período do ano passado. Conforme o anúncio em Londres, a filial brasileira gerou lucro antes dos impostos de US$ 153 milhões de janeiro a junho de 2013, cerca de um terço dos US$ 505 milhões observados em igual período de 2012. O balanço do primeiro semestre ainda não foi publicado no Brasil.

O resultado nos primeiros seis meses deste ano foi sustentado pelo banco de atacado e de investimentos, que teve um lucro de US$ 290 milhões. Já o segmento de varejo registrou um prejuízo de US$ 117 milhões, conforme o jornal Valor Econômico.

Contraf-CUT rebate explicações do banco

O chefe-executivo do HSBC citou que o desempenho aqui é uma reação à situação macroeconômica do País. "O Brasil está crescendo menos e o consumo está crescendo menos", explicou, ao comentar que, apesar disso, o desempenho do País "não é um tema de preocupação particular", disse Gulliver.

No balanço, a instituição britânica explica que o desempenho econômico do Brasil "ficou abaixo das expectativas no período". "No primeiro trimestre de 2013, em especial, o Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou pelo fraco consumo diante de consumidores brasileiros que parecem cortar gastos como uma resposta à inflação, alto nível de endividamento e queda da confiança", diz o documento.

Para Miguel Pereira, secretário de Organização da Contraf-CUT, os argumentos para a queda dos lucros no Brasil que estão relacionados ao fraco desempenho da economia brasileira e a queda do consumo não podem ser aceitos de maneira alguma.

"Estão utilizando uma cortina de fumaça para tentar encobrir os reais problemas que o banco inglês enfrenta no Brasil, que basicamente estão ligados às péssimas condições de trabalho dos funcionários, que são submetidos a metas escorchantes sem terem as reais condições de cumprimento, que associadas às milhares de demissões levam a um sentimento de desvalorização dos funcionários e obviamente dificulta a geração de novas receitas. Não basta apenas focar nas despesas e, muito pior, quando essas são diretamente ligadas a mais demissões, pois só deterioram as condições de competitividade do banco", avalia Miguel.

"Se realmente os problemas fossem relacionados apenas ao cenário macroeconômico, como seus demais concorrentes, públicos e privados, não só mantiveram, como vem apresentando aumentos expressivos nos seus resultados?", indaga o dirigente sindical.

Mudança nas provisões para devedores duvidosos

O CEO do HSBC afirmou ainda que houve "mudança de portfólio no Brasil", o que também prejudicou o desempenho. O banco explica que foram revistos e alterados parâmetros para o cálculo de perdas relacionadas aos empréstimos. Ao todo, o ajuste fez com que as provisões aumentassem em US$ 242 milhões. Segundo o banco, o ajuste foi especialmente nos segmentos de varejo e pequenas empresas.

"Teremos que olhar com muita atenção os altos provisionamentos para devedores duvidosos (PDD) que o banco realiza", alerta Miguel. A cada semestre o banco consegue a proeza de aumentar, e muito, esse provisionamento.

"Tínhamos informações, que avaliávamos como seguras até então, de que os resultados seriam muito melhores e que inclusive o lucro líquido não seria mais impactado pela questão dos provisionamentos, pois os já realizados davam conta do montante de crédito emprestado. E novamente vemos o banco usar a alegação de que foram alterados parâmetros para o cálculo de perdas relacionadas aos empréstimos. Ao todo, o ajuste fez com que as provisões aumentassem em U$ 242 milhões", observa o diretor da Contraf-CUT.

"Ora, como isso é possível se a carteira de crédito não teve essa evolução e as taxas de inadimplência também se mantiveram estáveis?", questiona.

Impactos no pagamento da PLR

"Com esses resultados, além de dificultar a pauta de negociação em curso, compromete, e muito, o pagamento da PLR da convenção coletiva dos bancários, que sempre fica na regra básica, além de praticamente inviabilizar novamente o pagamento dos programas próprios de remuneração variável. É mais um balde de água fria, apesar de todo empenho e esforço no cumprimento dos objetivos do banco", aponta Miguel.

Outras perguntas permanecem sem resposta até o momento. Quem formula esses programas de performance e define as metas? Quando faz isso, está em que mundo, que não dialoga com a realidade? O banco, apesar de trimestralmente revisitar o programa, tem feito quais ações para corrigir os rumos, ou não faz nada para acertar as coisas?

"Parece que isso que sucessivamente vem ocorrendo e, apesar dos funcionários apresentarem resultados positivos, ao final dos semestres, quando da divulgação do lucro líquido, esses desaparecem e os bancários ficam no prejuízo quando o banco não apresenta o cumprimento da meta de lucro (PBT)", analisa o dirigente sindical.

"Com a publicação do balanço no Brasil, vamos ter que estudar direitinho esses dados e cobrar muitas explicações da diretoria do banco", ressalta Miguel.

CEO do HSBC ganha mais de R$ 60 mil por dia

Enquanto isso, o CEO do HSBC ganha entre salários e bônus mais de R$ 60 mil por dia, o que representa R$ 22 milhões por ano, conforme reportagem da revista Época em março deste ano.

O anúncio ocorreu poucos meses depois de uma multa recorde por lavagem de dinheiro de quase US$ 2 bilhões. O caso despertou a fúria do sindicato britânico. "Isso é um absurdo e tem de acabar", enfatiza Miguel.

Multas bilionárias por lavagem de dinheiro

Além disso, o HSBC continua pagando multas bilionárias por condenações de lavagem de dinheiro, como os U$ 2 bilhões nos EUA e México. Também acaba de ser denunciado pelo mesmo crime na Argentina.

"Aí o banco diz que precisa demitir mais 10 mil funcionários em todo o mundo para cobrir os prejuízos advindos dos pagamentos dessas multas. Isso sai de onde? Do trabalho, suor, lágrimas e adoecimento dos bancários também do Brasil e isso é revoltante", conclui o dirigente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT com Estadão e Valor Econômico

terça-feira, 6 de agosto de 2013


SindBancários lança campanha de combate a assédio moral e sofrimento nas agências

Uma campanha publicitária do SindBancários e da Fetrafi-RS está na rua para denunciar e combater a violência corporativa. A ideia é mostrar aos bancários e bancárias que eles não estão sozinhos na luta contra uma chaga que não é considerada e, muitas vezes, sequer reconhecida, em seu ambiente de trabalho. O assédio moral é o mote da Campanha cuja concepção foi da Veraz Comunicação.
Além de um spot de rádio, peças publicitárias estão sendo veiculadas em ônibus pelas ruas de Porto Alegre, em cartazes e banners de redes sociais. A peça inspira-se naqueles prêmios de gestão que as empresas, os bancos também, costumam dar para os empregados que se destacam nas vendas ou em seu desempenho a cada mês.
Assim, em vez das distinções do “funcionário do mês”, o conteúdo da campanha procura mostrar o sofrimento que as metas abusivas e a pressão por atingi-las causa em termos de doença e sofrimento. Os busdoor (cartazes de tamanho grande colados na traseira dos ônibus) trazem fotos de um homem e uma mulher, tendo em seu rosto uma tarja que refere “O explorado(a) do mês”, “O humilhado(a) do mês”.


“Há muito tempo entre os bancários o assédio moral e a pressão por metas viraram ferramentas de gestão. Essas pressões dentro das agências deixam as pessoas doentes. São cada vez mais corriqueiros casos de bancários afastados do trabalho por problemas físicos, como Lesões por Esforço Repetitivo (LER), e por sofrimento psíquico. É um problema que muitas vezes o trabalhador nem sabe que está passando. O objetivo da nossa campanha é dar visibilidade a essa chaga”, diz o presidente do SindBancários, Mauro Salles.

Denuncie! O SindBancários coloca o endereço de email tudotemlimite@sindbancarios.org.br à disposição. Se você estiver sofrendo algum tipo de pressão do banco ou as suas metas de vendas crescem de forma abusiva, você está sob assédio moral. Não deixe isso acontecer. Seguidamente, depois dessas ameaças as pessoas costumam dizer que "é assim mesmo" que aquele ambiente "é de trabalho, não de brincadeira" e que "só os fortes sobrevivem".
Não é assim. O seu ambiente de trabalho deve ser um lugar decente e que lhe dê prazer de ir diariamente. Afinal, é do seu ambiente de trabalho que você tira o seu sustento. O ambiente de trabalho não deve ser um local de geração de doenças, mas sim de saúde.
Todas as quartas-feiras, às 15h, na Casa dos Bancários, o Grupo de Ação Solidária (GAS) se reúne para que os trabalhadores possam se manifestar livremente e em um ambiente seguro o sofrimento por que passam e buscar soluções com ajuda mútua. Ligue para 3433-1200 e se informe.

Fonte: SindBancários

Jornal da CUT mostra as precárias condições de trabalho dos terceirizados

A edição número 42 doJornal da CUT, que chega às estaduais nesta semana, mostra a realidade da terceirização a partir da visão dos próprios trabalhadores e discute como o Projeto de Lei 4330, de 2004 pode amplia a precarização no país.
Neste número, conversamos com operadores de telemarketing, bancários e petroleiros terceirizados para mostrar as dificuldades com as quais lidam diariamente. Em todos os casos, situações como a desigualdade de direitos e salários, péssimas condições de segurança e treinamento e a forte pressão imposta pelas terceirizadas estão presentes.

A publicação lembra ainda da Emenda 3, projeto que também atacava direitos trabalhistas e acabou derrotado em 2007.

Às vésperas do 6 de Agosto, Dia Nacional de Mobilização, o Jornal da CUT traz ainda um balanço das mobilizações do 11 de julho e mostra a cara de quem não sai das ruas em defesa da classe trabalhadora

Clique aqui para ler.
 
*CUT

Capturado trio suspeito de assaltar BB e fazer gerente refém em São Paulo das Missões

Assaltantes invadiram a agência do Banco do Brasil deSão Paulo das Missões, na região das Missões, por volta das 11h desta terça-feira. Segundo informações preliminares, eles teriamtrocado tiroscom a Brigada Militar e pelo menos um PMteria sidobaleado na cabeça. O muniípio pertence à base do Sindicato dos Bancários de São Luiz Gnzaga.

Na fuga, o grupo teria ogerentedo banco como refém, maseles foi libertado logo depois. Os assaltantes teriam fugido de carro, levando dinheiro, em direção à cidade vizinha deRoque Gonzales.

Uma força-tarefa da BM conseguiuprender, por volta das 13h40min, três homens suspeitos do assalto, no interior de Roque Gonzales. O valor roubado, cuja quantia ainda não foi calculada,também teria sido recuperado.

OPM atingidopor disparo foi encaminhado ao hospital, mas já foi medicado eliberado. Aperíciafoi acionada para analisar a agência assaltada.
 
 
Fonte: Zero Hora com edição da Fetrafi-RS

Filho de gerente do Bradesco é sequestrado no caminho do trabalho

Um caso que já está se tornando uma ameaça aos bancários se repetiu nesta segunda-feira, dia 5. O gerente de uma agência do Bradesco foi atacado no início da manhã de hoje em Porto Alegre, quando se dirigia ao trabalho junto com o filho. Os bandidos sequestraram o rapaz e obrigaram o bancário a seguir até a agência para retirar dinheiro e pagar o resgate. O filho do bancário foi liberado em Sapucaia, após saberem que o valor exigido havia sido pago.

O SindBancários soube do caso somente no meio da tarde, quando uma bancária enviou uma mensagem para um diretor da entidade. O Bradesco tenta ocultar o caso de insegurança em que é alvo para não prejudicar sua imagem, mostrar a insegurança a que os bancários são submetidos ou a precariedade do sistema de segurança de suas agências.

A agência do gerente fica no bairro Moinhos de Vento, na Avenida Independência, nº 1325.

Os bancários cobram mais investimentos dos bancos há muito tempo. Está na pauta de reivindicações que os bancários não podem carregar chaves de cofres, de agências, abrir ou fechar cofres ou mesmo possuir senha para a abertura e fechamento de cofres e prédios. A categoria indica que este serviço deve ser feito por empresa especializada em segurança, para que todos possam trabalhar protegidos.


Banco omite ataque em unidade do bairro Sarandi

No dia 28 de julho, uma unidade do Bradesco foi arrombada no bairro Sarandi. Os bandidos quebraram as paredes, ingressaram na agência e abriram o cofre, com uso de maçarico. Na segunda-feira, o banco chamou uma empresa para consertar o estrago e ignorou seus trabalhadores. Enquanto os técnicos consertavam os buracos, os bancários trabalhavam com barulho, fumaça, poeira, ruídos e odores de cimento e outros casos que prejudicaram o bom desenvolvimento das atividades. Neste caso, o banco também pressionou os funcionários a não comunicarem o fato ao Sindicato.



Estatística do medo - Agosto de 2013


1. Dia 4: Santander (Cavalhada) - arrombamento de caixa eletrônico
2. Dia 5: Bradesco (Moinhos de Vento) - assalto com refém
 
Fonte: SindBancários

Pauta específica dos funcionários do Banco do Brasil

Plano de Carreira

> Valores maiores e prazos menores nas promoções por mérito e percentual de 6% nas promoções por tempo, aumentando a
amplitude de remuneração entre o piso e o último nível salarial;

> Piso do Dieese;

> PCR para os caixas desde o primeiro dia na função.
> Piso do Dieese;

> PCR para os caixas desde o primeiro dia na função.


Ascensão profissional e comissionamentos

> VR para caixas;

> Jornada de 6 horas sem a redução salarial;

> Todos os comissionamentos através de provas e títulos;

> Recomposição das verbas das funções que foram reduzidas pelo Plano de Funções;

> Garantia da aplicação de todos os reajustes sobretodas as verbas salariais do Plano de Funções


Condições de trabalho

> Fim do monitoramento individual do GAT;

> Mais contratações;

> Cumprimento da NR-17 nas CABB;

> Fim das metas intradia;

> Fim dos rankings;

> Fim da cobrança individual de metas;

> Retirada das metas individuais da GDP;


Previ

> Previ para todos;

> Fim do voto de minerva no Conselho Deliberativo da Previ;

> Direito de aposentadoria antecipada para mulheres aos 45 anos;

> Contribuição do BB à Previ sobre a PLR;

> Volta da eleição do diretor de Participações;

> Redução da Parcela Previ;

> Direito de resgate de contribuições patronais aos associados do Previ Futuro;

> Aumento dos benefícios de risco;

> Criação de teto remuneratório no benefício pago pela Previ;

> Manutenção do pagamento do BET, suspensão das
contribuições e teto de benefícios para 100%


Saúde e Cassi

> Cassi para todos;

> Fortalecimento dos conselhos de usuários e Cipas;

> Plano odontológico administrado pela Cassi com custeio pelo banco;

> Ampliação das Clinicassi;

> Promoção do Programa de Estratégia de Saúde do Trabalhador;

> Redenciamentos de qualidade e ampliação de unidades próprias e melhor aparelhadas;

> Cumprimento de legislação trabalhista através da ação conjunta de ESMT, Cipas e sindicatos;

> Defesa do modelo de prevenção da Equipe de Saúde da Família; aumentar e melhorar os credenciamentos



Fonte: Seeb São Paulo

Vigilantes e Bancários debatem segurança e empresas prestadoras de serviços

Na manhã de quarta-feira, 31 de julho, na Sede Fetrafi-RS, o presidente do SindVigilantes do Sul, Loreni dos Santos Dias, e o seu Secretário de Políticas Públicas e Sociais, Marlon Celso da Costa se reuniram com os vigilantes e bancários para discutirem temas de interesse das duas categorias.


Participaram o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke, o diretor Jurídico do SindBancários, Lúcio Paz, que integra o Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT, além de Carlos Augusto Rocha e Luiz Carlos Barbosa, também da Federação.

Os vigilantes denunciaram aos representantes dos bancários que o Sindicato Patronal das Empresas de Vigilância ameaçam parar as suas atividades em face do não pagamento do adicional de 30% do risco de vida que deve ser pago pelas empresas tocadoras de serviços e, entre elas, os bancos.

"Há uma preocupação muito grande dos vigilantes com uma decisão como essa das empresas de vigilância. O certo que é um problema de responsabilidade das empresas patronais e das tocadoras de serviços. Os vigilantes e a sociedade em geral não podem sofrer consequências disso", afirma Loreni Dias, presidente do SindVigilantes.
"Indubitavelmente, os trabalhadores vigilantes e também os bancários, clientes e usuários não podem ser afetados por um impasse entre a categoria econômica. O adicional do risco de vida é uma conquista dos vigilantes e que precisa ser respeitado e cumprido", destaca Lúcio Paz, diretor Jurídico do SindBancários.
"O movimento sindical bancário é parceiro dos vigilantes e atuará em conjunto em tudo o que for necessário para garantir o direito dos trabalhadores e dos cidadãos", complementa Arnoni Hanke, diretor da Fetrafi-RS.
Vigilantes e bancários acertaram um calendário de ações conjuntas para fortalecer a luta dos trabalhadores, integrando o Calendário de Lutas e Mobilização da CUT e da Contraf.
 
Fonte: SindBancários

Unidos e preparados pra luta - 21º Encontro Nacional dos Banrisulenses ocorreu no sábado, 03

Os participantes do 21º Encontro Nacional dos Banrisulenses, ocorrido no último domingo, 03, no hotel Embaixador, em Porto Alegre, aprovaram a pauta de reivindicações específicas dos trabalhadores do banco, referendaram o calendário de mobilização nacional dos bancários e elegeram o novo Comando e as Comissões de Saúde e de Segurança.


Salário do Dieese como piso, valorização das funções através de remuneração, fim das metas individuais, além da suspensão de quaisquer projetos de terceirização e o fim da trava de 2 anos para participação em novos processos seletivos, entre outros pontos, estão contemplados na pauta especifica. Os banrisulenses querem, também, que o banco adote políticas mais incisivas contra o racismo, o machismo, a homofobia e demais formas de discriminação e estabeleça mecanismo de punição exemplar aos assediadores. Por consenso, as reivindicações para melhorar a proposta de Plano de Carreira apresentada pelo banco foram agregadas à pauta específica.
Consenso na composição do novo Comando
Os debates no plenário se deram em um clima fraternal entre os participantes. Nesta atmosfera, os banrisulenses definiram suas pedidas, a maioria por unanimidade, e selaram o compromisso de conduzir a campanha salarial de 2013 com unidade política e sintonia nas ações de mobilização com a categoria bancária. Assim, as novas composições do Comando Nacional, assim como das comissões de Saúde e Segurança,contemplaram todas as correntes de pensamento existentes no movimento do Banrisul. “A nossa unidade foi construída em bases políticas sólidas e na perspectiva da luta. Não tenho dúvidas, saímos deste Encontro Nacional organizados e bem preparados pra tocar uma grande campanha salarial”, projetou Carlos Augusto Oliveira Rocha, Diretor da Área de Formação da Fetrafi RS.
Sintonizados com o movimento nacional
Os banrisulenses, evidenciando sintonia com as mobilizações que sacudiram o país, irão se integrar ao movimento nacional, articulado pelas principais centrais sindicais, que exige o atendimento das reivindicações dos trabalhadores e o aprofundamento das mudanças sociais no Brasil. Nesse sentido, uma das moções aprovadas, foi de apoio às ações do Bloco de Lutas, que batalha nas ruas por um transporte de qualidade, gratuito e 100% público. Também recebeu o apoio dos banrisulenses, a nota de repúdio contra a perseguição política que a empregada da Caixa Econômica Federal, Claudia dos Santos, que é Diretora sobre a Mulher Trabalhadora da Fetrafi-RS, vem sofrendo na instituição.
“Foi um encontro vitorioso. Avançamos muito na composição da pauta, que expressa à capilaridade do banco. Também avançamos na exigência e na defesa de um banco público e mostramos que não estamos desvinculados do movimento e das lutas gerais da classe trabalhadora”, sustentou Denise Falkenberg Corrêa, diretora da Área da Saúde da Fetrafi RS.
Fonte: SindBancários

Comando Nacional dos Bancários inicia negociação da campanha salarial 2013 com a Caixa


Nesta sexta-feira, dia 9 de agosto, às 15h, em Brasília, o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal iniciam as negociações da pauta específica de reivindicações da campanha salarial 2013. Estarão em pauta temas como saúde e condições de trabalho.

A minuta com os pontos definidos durante o 29º Congresso Nacional dos Empregados (Conecef), realizado entre os dias 17 e 19 de maio, em São Paulo, foi entregue à direção da empresa, na terça-feira da semana passada (30), em São Paulo, ao mesmo tempo em que foi protocolada a pauta geral de reivindicações dos bancários para a Fenaban.
A pauta específica dos empregados da Caixa possui itens relacionados à saúde do trabalhador, condições de trabalho, Funcef e aposentados, fim do assédio moral, Saúde Caixa, jornada de seis horas e isonomia, entre outros.
Campanha unificada
A negociação da pauta geral começa nesta quinta-feira, dia 8, com a discussão das reivindicações de saúde, condições de trabalho e segurança bancária.
Outras prioridades da categoria bancária são reajuste salarial de 11,93% (aumento real de 5% mais a inflação projetada do período), elevação do piso salarial ao valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), PLR de três salários mais R$ 5.553,15, defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral.
Fonte: Fenae