| As negociações específicas da campanha nacional 2015 com a Caixa Econômica Federal vão começar no dia 27 de agosto. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários, na primeira reunião serão tratados os itens referentes à saúde do trabalhador e segurança bancária. As negociações ocorrem simultaneamente aos debates da pauta da categoria na mesa da Fenaban. |
| A entrega da pauta específica da Caixa ocorreu no dia 11 de agosto. O documento reúne itens que serão negociados durante a campanha nacional e, posteriormente, na mesa de negociações permanentes. Todos foram aprovados no 31º Conecef, realizado em junho, em São Paulo. Já a minuta geral, entregue à Fenaban no mesmo dia, é fruto da Conferência Nacional dos Bancários, que ocorreu de 31 de julho a 2 de agosto, também na capital paulista. "As pautas geral e específica expressam os principais anseios dos bancários, principalmente no que diz respeito às condições de trabalho”, destaca a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Matheus. Em relação à Caixa, ela acrescenta: "Esperamos que a Caixa esteja disposta a negociar. Nesse sentido, a mobilização da categoria será fundamental para alcançarmos o máximo de avanço na campanha nacional”. A pauta geral tem como pontos centrais o reajuste de 16%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.299,66 em junho), PLR de três salários mais R$ 7.246,82, defesa do emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, melhores condições de trabalho, fim da terceirização e vales-alimentação e refeição maiores. Já entre os itens específicos da Caixa, destacam-se: contratação de mais empregados; fim do GDP; combate ao assédio moral; fim das metas abusivas; garantia do Saúde Caixa na aposentadoria, inclusive os que saíram pelo PADV; fim do voto de Minerva na Funcef; imediata incorporação do REB ao Novo Plano; fim da restrição de dotação orçamentária para horas extras; e extensão da licença-prêmio e do anuênio para todos os admitidos a partir de 1998. Os locais e horários das negociações com a Caixa Econômica Federal serão divulgados posteriormente pela CEE/Caixa. Confira o calendário de reuniões: 27/08- Saúde do trabalhador e segurança bancária 04/09- Saúde Caixa, Funcef e aposentados 11/09- Carreira, isonomia e organização do movimento 18/09- Contratação, condição de funcionamento das agências e jornada/Sipon *Agência Fenae com edição da Fetrafi-RS |
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Negociações específicas com a Caixa começam no dia 27 de agosto
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Bancários e bancos definem calendário de debates sobre saúde
Próxima reunião ocorre em fevereiro de 2015
A retomada da mesa temática de Saúde do Trabalhador, envolvendo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), foi marcada pela elaboração de um calendário de reuniões, a começar em fevereiro e com término previsto para julho de 2015. A reunião ocorreu nesta terça-feira (18), em São Paulo (SP) e foi realizada depois da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2014/2015.
O acerto prevê ainda a retomada das atividades do GT do Adoecimento, com abordagem prioritária sobre os temas envolvendo a avaliação do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e o Acordo de Cooperação Técnica em Reabilitação Profissional. A mesa temática também debateu a cláusula 44ª da CCT, que sofreu alteração redacional, e que trata do programa de retorno ao trabalho.
A Contraf/CUT esclarece que ficou definido que a negociação para implementação da cláusula 44ª da CCT será feita através da comissão de representação dos empregados de cada banco que implantar o programa. De antemão, o Banco do Brasil, a Caixa, o HSBC, o Santander, o Bradesco e o Itaú, presentes na mesa da Fenaban, comprometeram-se a fazer esse diálogo com os trabalhadores.
A Fenaban também assumiu o compromisso de que qualquer desvio em relação à implantação do programa, que não vier a ser resolvido nesse fórum, será levado à negociação na mesa bipartite.
Combate ao assédio moral
Ficou definido também durante a reunião que a avaliação semestral do Programa de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, que inclui o instrumento de combate ao assédio moral e outras formas de violência nos bancos, será realizada no próximo dia 4 de dezembro.
A Contraf/CUT irá informar e orientar os sindicatos sobre os encaminhamentos que serão necessários.
Fonte: Contraf/CUT
A retomada da mesa temática de Saúde do Trabalhador, envolvendo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), foi marcada pela elaboração de um calendário de reuniões, a começar em fevereiro e com término previsto para julho de 2015. A reunião ocorreu nesta terça-feira (18), em São Paulo (SP) e foi realizada depois da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2014/2015.
O acerto prevê ainda a retomada das atividades do GT do Adoecimento, com abordagem prioritária sobre os temas envolvendo a avaliação do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e o Acordo de Cooperação Técnica em Reabilitação Profissional. A mesa temática também debateu a cláusula 44ª da CCT, que sofreu alteração redacional, e que trata do programa de retorno ao trabalho.
A Contraf/CUT esclarece que ficou definido que a negociação para implementação da cláusula 44ª da CCT será feita através da comissão de representação dos empregados de cada banco que implantar o programa. De antemão, o Banco do Brasil, a Caixa, o HSBC, o Santander, o Bradesco e o Itaú, presentes na mesa da Fenaban, comprometeram-se a fazer esse diálogo com os trabalhadores.
A Fenaban também assumiu o compromisso de que qualquer desvio em relação à implantação do programa, que não vier a ser resolvido nesse fórum, será levado à negociação na mesa bipartite.
Combate ao assédio moral
Ficou definido também durante a reunião que a avaliação semestral do Programa de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, que inclui o instrumento de combate ao assédio moral e outras formas de violência nos bancos, será realizada no próximo dia 4 de dezembro.
A Contraf/CUT irá informar e orientar os sindicatos sobre os encaminhamentos que serão necessários.
Fonte: Contraf/CUT
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Rodada específica: Banrisul propõe retirada de direitos de afastados
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A segunda rodada de negociações da pauta específica dos banrisulenses, iniciada nesta quarta-feira, 17, se resumiu na disposição do Comando de avançar e na tática defensiva da diretoria do Banrisul. Aliás, os negociadores do banco só mudaram de postura quando o assunto foi retirar direitos dos trabalhadores. Sem propostas ou acenar com avanços, a diretoria veio para a negociação, ocorrida na Associação dos Bancos do RS não só para enrolar, mas para condicionar a renovação do Acordo Coletivo do ano passado à exclusão dos banrisulenses afastados do trabalho por motivo de doença do pagamento da PLR Banrisul e outros benefícios, como a 13ª cesta alimentação e vale-refeição.
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A diretoria propôs ainda que o Acordo fosse prorrogado até 2 de outubro. O Comando rechaçou, de forma indignada, as propostas do banco, destacando que só assinaria a prorrogação com a manutenção das cláusulas que o Banrisul queria suprimir e com prazo fixado no término da negociação. Os temas saúde e condições de trabalho foram debatidos no período da tarde diante do impasse a prorrogação do Acordo Coletivo 2013. Por cerca de seis horas, os debates seguiram acirrados, com muitas discussões sobre pontos específicos e sob a intransigência da diretoria. Na avaliação do Comando, o Banrisul enrola para ganhar tempo e esperar a proposta de índice que a Fenaban promete apresentar nesta sexta-feira, 19. Os negociadores querem empurrar para depois do dia 2 de outubro, quando se encerram as negociações, a apresentação de uma proposta global. "O banco está propondo retirar PLR e outras conquistas que os banrisulenses tiveram depois de lutar por muitos anos. A falta de sensibilidade pode ser medida pelo momento que a diretoria propõe atacar os afastados por doenças. Eles querem tirar benefícios como vales e cesta alimentação que já estão consagrados como conquista e direito por seis meses no caso de afastamento por doença, no dia em que estamos debatendo saúde e condições de trabalho. Ninguém pode perder nada”, apontou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis. Para o integrante do Comando Nacional, diretor da Contraf-CUT e funcionário do Banrisul, Antonio Pirotti, a estratégia dos negociadores do Banrisul foi atacar o movimento sindical e transferir a responsabilidade por uma eventual perda de direitos. "É lamentável que, quando temos uma mesa de debates sobre saúde, o Banrisul venha tentar tirar direitos dos afastados porque estão doentes. O banco traz uma situação para inviabilizar o acordo. Depois, eles vão dizer que as entidades sindicais não aceitaram os avanços que eles propuseram. Não temos como aceitar algo que foi tirado para depois ser reposto. Não vamos aceitar que as conquistas do ano passado sejam usadas como barganha na Campanha Salarial”, avisou Pirotti. O Banrisul não pode alegar motivos econômicos para retirar direitos dos afastados. É consenso que o impacto do pagamento de alguns benefícios – como a cesta alimentação e vale refeição - é relevante. "Estão discriminando os afastados. Se estiver afastado cinco meses agora, no próximo mês já não receberia. Não aceitaremos retroceder. O banco não quer negociar e agora propõe retirar direitos. Ainda por cima, quer usar isso para dizer, no fim da negociação, que o retorno do que se retirou é o avanço”, acrescenta o diretor da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo. Plano de Carreira Mesmo que a estratégia da diretoria tenha sido empurrar com a barriga a negociação, trazendo para o debate a assinatura da prorrogação do Acordo Coletivo do ano passado e esquivando-se de debater Plano de Carreira, o Comando Nacional dos Banrisulenses cobrou o cumprimento de Acordo Coletivo anterior em que ficara acertado acordo que previa a implantação do Plano de Carreira. O argumento do banco é que o Acordo Coletivo do ano passado foi cumprido, sobretudo no que respeita a manutenção da Comissão Paritária, formada por representantes dos trabalhadores e da diretoria, para negociar e implantar o Plano de Carreira, porém sem compromisso de implantar sequer para o Quadro Básico. O Comando Nacional pressionou no início da reunião para debater agora o Plano de Carreira e buscou compromisso do banco com o anúncio de uma data de implantação. O banco quer debater Plano de Carreira em 2 de outubro. PLR A PLR Banrisul esteve em pauta na rodada de negociação desta quarta-feira. Para ganhar tempo, os negociadores propuseram a suspensão do benefício como condição para assinar prorrogação de vigência do Acordo Coletivo do ano passado. No início da reunião, propuseram o dia 30 de setembro como prazo final de vigência da renovação. Com isso, a proposta era renovar um conjunto de conquistas da categoria por apenas 13 dias. Mais adiante, aceitaram ampliar o prazo para 2 de outubro. A assessoria jurídica e o Comando entendem que não é possível assinar um documento que gere perda de direitos. Segurança Outra tática do Banrisul é tergiversar. Ante as propostas dos banrisulenses, eles praticamente mudam de assunto e apresentam as "soluções” que estão em andamento. Chegaram a levar o gerente de segurança para enumerar programas de treinamento e investimentos voltados para a segurança patrimonial não para a defesa da integridade e da vida dos trabalhadores. No que diz respeito à segurança, os integrantes do Comando Nacional cobraram a instalação de biombos perto dos caixas e dos terminais de autoatendimento, de portas-giratórias antes dos caixas-eletrônicos, de vidros blindados, câmeras. O Comando entendeu que o banco precisa avançar muito nos investimentos em segurança. O discurso dos diretores e especialistas do banco aponta para a direção de estratégias que visam à proteção do dinheiro. Os banrisulenses querem que os investimentos em segurança sejam feitos para a defesa da vida dos trabalhadores. O Comando também toma como inaceitável o fato de o Banrisul ainda exigir de seus funcionários que fiquem com as chaves e abram as agências. Isso expõe os trabalhadores a sequestros por quadrilhas cada vez mais bem informadas sobre as rotinas dos bancários e de seus familiares. Saúde Um dos mantras do Departamento de Saúde do SindBancários costuma referir que, para combater o adoecimento no ambiente de trabalho, é preciso conhecer a realidade e a causa das doenças. O Banrisul não tem fornecido dados sobre número de trabalhadores afastados e tipo de doença que os afastou. Aliás, o Departamento de Saúde costuma pedir dados e não vem. O banco alega que não pode fornecer dados de bancários doentes, porque isso seria ilegal. O Comando esclareceu que não solicita dados médicos pessoais de trabalhadores, mas dados estatísticos com volume de afastamentos por tipo de doença, como LER/DORT e sofrimento mental. Quem não conhece, não previne. A partir das 9h desta quinta-feira, os debates sobre saúde serão retomados. Calendário de mesas de negociação 1ª rodada Quinta-feira, 11/9, na Sede da Fetrafi-RS, diretoria frustrou Comando Nacional dos Banrisulenses ao não renovar Acordo Coletivo de 2013. A pressão do Comando arrancou calendário de negociação. 2ª rodada Quarta, 17/9, na sede da Associação dos Bancos, o Comando Nacional dos Banrisulenses rechaçou a proposta da diretoria do Banrisul de cortar benefícios de Banrisulenses afastados por doença, suspender a PLR Banrisul para renovar Acordo Coletivo de Trabalho específico do ano passado. Também foram debatidos os temas saúde, segurança e condições de trabalho. Quinta-feira 18 de setembro | Associação dos Bancos (Rua dos Andradas, 1234, Centro – PoA) Temas:Saúde e Cabergs 3ª rodada Quarta e quinta-feira, 1º e 2 de outubro | Sede da Fetrafi-RS Temas:Sistema de valorização profissional; prêmios; auxílios e Plano de Carreira Pauta específica do Banrisul > Adicional mensal de R$ 1.126,20 para caixas que desempenharem funções de tesoureiro e que não seja comissionado. > Gratificação mensal de R$ 1.260,00 para funcionários do Call-Center, Operadores de Negócio (ONs) e plataformistas que não exerçam as funções de caixa e ONs. > Criação de uma RV4, com a formação de um fundo mensal, que será dividido entre os plataformistas. > Negociação permanente sobre todo e qualquer assunto relacionado com os objetivos de produtividade do Banrisul. > Criação de remuneração complementar a partir da distribuição de percentual de 10% do total da venda de todos os produtos financeiros e 5% dos serviços prestados e distribuídos linearmente a todos os empregados. > Fim das metas abusivas. > Retorno das férias antiguidades. > Mais contratações. > Estratégias de gestão com a participação dos Banrisulenses. > Não às terceirizações. > Reposição especial de R$ 557,48 para o quadro de TI-II e um incentivo de Vantagem de Nível para funcionários do Quadro A que exerçam atividades de TI nas unidades de TI. > Pagamento aos Banrisulenses que trabalham com vendas de produtos dos mesmos 1% pagos aos correspondentes imobiliários. > Reformulação do artigo 59 do Regulamento de Pessoal para tornar perene o Plano Desempenho, com pagamento de metade no primeiro semestre e metade no segundo. > Implementação imediata do novo Plano de Carreira. > 13ª Cesta Alimentação no valor de R$ 1.125,00. > Isenção de pagamentos de tarifas pelo Banrisulenses em empréstimos e taxas de juros abaixo do mercado extensiva ao cheque especial e ao crédito consignado. >Pagamento pelo Banco a todos os Banrisulenses das perdas salariais de 1999 e 2000 pelo não cumprimento de acordo com a Fenaban. > PLR Banrisul de 2,5% sobre o lucro líquido e distribuição linear.
> Pagamento do mesmo 1% pago aos correspondentes imobiliários aos banrisulenses que trabalham com venda de produtos de crédito imobiliário.
Fonte: Imprensa/SindBancários com edição da Fetrafi-RS
Fotos: Marisane Pereira - Mtb/RS9519 |
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Comissão da Câmara amplia doenças incapacitantes
A
Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou, na última
quarta-feira (4), o PL 4.082/12 que aumenta a lista de doenças
incapacitantes, que dão direito à aposentadoria por invalidez. "A
proposta se baseia em pesquisas efetuadas em unidades de juntas médicas e
em consultas a especialistas que atestam tratar-se de doenças que
comprometem seriamente a capacidade laboral", sustenta o relator na
comissão, deputado Chico Lopes (PCdoB-CE).
O texto inclui hepatologia
grave; doença pulmonar crônica com insuficiência respiratória; amputação
de membros inferiores ou superiores; miastenia (perturbação da junção
neuromuscular) grave; acuidade visual, igual ou inferior a 0,20 em um ou
nos dois olhos, quando ambos forem comprometidos e esclerose sistêmica.
"Como cabe a essa comissão analisar apenas o mérito, votamos pela
aprovação", reiterou Lopes, chamando a atenção para um possível vício de
iniciativa em relação à parte que trata dos servidores públicos, uma
vez que a iniciativa deveria ser do Poder Executivo e não do
Legislativo.
Pelo projeto, ficam isentos do Imposto de Renda os valores do
benefício recebido a título de aposentadoria ou pensão por doença
incapacitante de caráter permanente. A isenção aplica-se também a planos
de previdência complementar e seguro de vida.
Ainda segundo a proposta, havendo sequelas físicas ou psicológicas, o
segurado continuará recebendo o benefício mesmo após tratamento que
afaste os sintomas da doença.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será ainda analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
Situação atual
Atualmente, duas leis definem as doenças graves, contagiosas ou
incuráveis que dão direito à aposentadoria: a 8.112/90, que se refere
aos funcionários públicos, e a 8.213/91, que regulamenta os planos da
Previdência Social para o setor privado.
A Lei 8.112/90 relaciona como incapacitantes as seguintes doenças:
tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia
maligna, cegueira posterior ao ingresso no serviço público, hanseníase,
cardiopatia grave, doença de Parkinson, paralisia irreversível e
incapacitante, espondiloartrose anquilosante (lesão entre as vértebras
da coluna), nefropatia grave, estados avançados do mal de Paget (osteíte
deformante) e Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (aids).
A lei que regula o setor privado traz praticamente as mesmas doenças.
Exclui apenas tuberculose ativa e hanseníase, mas inclui contaminação
por radiação.
Fonte: Diap e Agência Câmara
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Passeatão dos Bancários mostra, sob chuva, a força da luta contra a exploração dos bancos
Uma
frase que costuma resumir a força de um movimento ou de uma categoria
ecoou pelas ruas do Centro de Porto Alegre na tarde desta quinta-feira,
22 de agosto. Nem a chuva torrencial que desabou sob a Capital dos
gaúchos diminui o ímpeto de centenas de bancários. Os trabalhadores
foram às ruas levar sua Campanha Salarial aos companheiros e anunciar
que estão dispostos a levar o movimento às últimas consequências para
avançar na conquista de direitos históricos. A frase aquela da primeira
linha deste texto é esta: "Nem a chuva nem o vento esfriam o movimento".
E muito menos os banqueiros que só dizem não nas mesas de negociação.
A campanha salarial dos
bancários já teve duas rodadas de negociações. Diante da rejeição de
todas as reivindicações apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários
em São Paulo, a Campanha Nacional deliberou a organização do Dia
Nacional de Mobilização para lançar a Campanha Salarial. Aqui em Porto
Alegre, o tradicional Passeatão dos Bancários tomou conta das ruas do
centro da capital. Com palavras de ordem, jingle, faixas, cartazes e
balões, a categoria não se intimidou, encarou a chuva e botou o bloco
dos bancários na rua. A partir desse dia, as palavras de ordem são
mobilização e unidade para avançar na luta.
Os bancários saíram da Praça da Alfândega e seguiram o trajeto previsto até chegar na Esquina Democrática. Durante todo o caminho, dirigentes denunciavam para a sociedade as péssimas condições de trabalho, a exploração dos bancários, as demissões, a imposição de metas abusivas, os assédios moral e sexual e a falta de segurança.
Uma das reivindicações dos bancários foi a luta contra o PL 4330. É nesse item que a campanha dos bancários que se funde com as outras categorias e com as reivindicações que vêm das ruas. Suspender a implantação de quaisquer projetos de terceirização é mais do que necessário. O PL 4330 é uma ameaça à carteira assinada de trabalhadores de bancos, pois permite a terceirização até mesmo das atividades fim das empresas. No caso dos bancários, a terceirização pode atingir as funções das áreas de concessão de crédito aos caixas, do RH à tesouraria.
O presidente do SindBancários, Mauro Salles, também fez ecoar sua voz, reforçando que a pauta dos bancários segue conectada com a luta nacional dos trabalhadores, mas também focada no sofrimento dos bancários no seu ambiente de trabalho. “Precisamos garantir a retirada imediata do projeto de lei 4330, que trata das terceirizações. Os bancos têm muito interesse em aprovar este PL porque utilizariam a terceirização da mão de obra e de serviços com o objetivo de reduzir custos, substituindo trabalhadores contratados diretamente por outros contratados geralmente de forma temporária e, sobretudo, com salários e benefícios menores e em condições de trabalho precárias”, alertou Mauro.
A saúde dos bancários também foi defendida pelo presidente. “Não podemos aceitar os nossos colegas adoecendo pelo simples fato de trabalhar. Queremos um ambiente de trabalho decente. Se continuarmos sem avanço nas negociações, não teremos outra alternativa a não ser a greve.”
Segundo Mauro, a precarização do trabalho do bancário repercute diretamente no atendimento ao cliente, assim como a falta de investimento em segurança bancária, que acaba tendo efeito em toda a sociedade.
Isis Garcia Marques, diretora da Fetrafi-RS, destacou a necessidade de as mulheres bancárias terem os seus salários equiparados aos homens nos bancos. Além disso, defendeu o combate às discriminações, ao assédio moral e sexual que há nas instituições bancárias. “As mulheres já são mais de 50% dos trabalhadores dos bancos. Mas nossos salários ainda são, em média, muito menor do que o dos homens. Por isso a gente tem que vir para a rua”, avaliou Isis.
O diretor do SindBancários, Everton Gimenis, parabenizou a união dos bancários nas ruas da capital gaúcha. “A chuva não impediu a nossa passeata que busca denunciar à sociedade a real situação a que os bancários estão submetidos para que os bancos aumentem seus lucros ainda mais”, analisou.
Segundo o diretor do SindBancários, Sandro Artur Ferreira Rodrigues, há uma mobilização nacional para conter a violência. “É inadmissível não termos uma lei estadual que garanta a segurança dos bancários e vigilantes, mas também dos clientes e usuários. Nós, os bancários, temos trabalhado para aprovar esta lei que vai obrigar o bancos a investir na defesa da vida dos bancários e não só na defesa do dinheiro como eles fazem hoje”, alertou Sandro.
O diretor Luciano Fetzner exaltou a participação do SindBancários nas manifestações que exigem mudanças profundas na política do país. Luciano participa do Bloco de Lutas pelo Transporte 100% Público. “Os bancários e bancárias, como de costume, estão nas ruas com a juventude e com os movimentos sociais desde o início deste ano lutando pela ampliação dos direitos de todos os trabalhadores. Vamos continuar nesta luta que é de todos, mas também reafirmar o nosso compromisso de lutar contra a exploração da categoria pelos banqueiros”, concluiu o diretor do SindBancários.
Principais reivindicações
• Reajuste de 11,93%, 5% de aumento real e a inflação do período.
• PLR: três salários mais R$ 5.553,15.
• Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).
• Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
• Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.
• Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão
bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que
precariza as condições de
trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
• Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
• Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes.
Calendário de mobilização
Agosto
- 23 - Segunda rodada das negociações específicas do Banco do Brasil
- 26 e 27 - Terceira rodada de negociações entre Comando e Fenaban
- 28 - Dia do Bancário - Atos de comemoração e de mobilização
- 29 - Terceira rodada de negociação específica entre Comando e BB
- 30 - Paralisação nacional das centrais sindicais pela pauta da classe trabalhadora
Setembro
- 3 - Data prevista para a votação do PL 4330 da terceirização na CCJC da Câmara
Fonte: Imprensa/SindBancários
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Empregados e Caixa iniciam negociações da pauta específica da campanha salarial 2013
Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal iniciaram
na tarde da última sexta-feira (9), em Brasília, as negociações acerca
da pauta de reivindicações especificas para a campanha salarial 2013. A
representação dos trabalhadores tem coordenação da Confederação Nacional
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e participação de
integrantes da Comissão Executiva Nacional dos Empregados (CEE/Caixa).
A rodada de negociações abordou cláusulas relativas à saúde do trabalhador, ao plano Saúde Caixa e às condições de trabalho.
Porém, antes de iniciar o debate dos itens da pauta, o Comando cobrou
da empresa solução para questões ainda pendentes, a exemplo dos casos
de descomissionamentos de dirigentes sindicais ocorridos em Santa
Catarina e no Rio Grande do Sul e de empecilhos colocados à distribuição
de material das entidades associativas e sindicais em determinadas
unidades da cidade de São Paulo, todos tidos como prática antissindical.
Os representantes dos empregados cobraram ainda que a Caixa reveja
sua posição de considerar como falta o dia não trabalhado em 11 de julho
último, em razão da greve nacional convocada pelas centrais sindicais.
Saúde do trabalhador
Nos debates sobre saúde, o Comando defendeu a criação de unidades
específicas para Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa, com estruturas
técnica e administrativa compatíveis com suas atribuições, sendo, no
mínimo, uma por estado. Cobrou o reconhecimento das atividades de
tesoureiro, avaliador de penhor e caixa como insalubres, a extensão da
pausa de 10 minutos a cada 50 trabalhadores a todos os bancários que
atendem público ou trabalham com entrada de dados e a manutenção da
titularidade e complementação salarial referente ao CTVA para afastados
por motivo de saúde, enquanto perdurar o afastamento.
Os representantes dos empregados argumentaram ainda em favor do
custeio integral pela Caixa do tratamento das doenças do trabalho,
inclusive para aposentados por invalidez por acidente de trabalho, e em
defesa da extensão da licença-aleitamento para mães com crianças de até
um ano.
O Comando cobrou da Caixa procedimentos de efetivo combate a todas as
formas de violência organizacional, sobretudo no que se refere ao
assédio moral e ao assédio sexual. A imposição de metas e as pressões
por resultados foram taxadas pelos representantes dos empregados como
exercício do assédio moral.
Saúde Caixa
Nos debates sobre Saúde Caixa, os representantes dos empregados
propuseram a utilização do resultado anual para melhorias no plano, bem
como o ressarcimento do valor integral dos procedimentos, em localidades
em que não haja profissionais credenciados.
O Comando reforçou a cobrança de transformação do caráter do Conselho
de Usuários de consultivo para deliberativo e defendeu a o
fortalecimento dos comitês de acompanhamento da rede credenciada.
A defesa da extensão do Saúde Caixa para as pessoas que se
aposentaram por PADV foi feita, uma vez mais, pelo presidente da
Federação Nacional dos Aposentados, Décio de Carvalho, representante do
segmento na mesa de negociação. Na oportunidade, o dirigente cobrou
ainda informação da empresa sobre a busca de solução para os mais de
quinze anos de congelamento dos benefícios pagos pelo INSS aos
aposentados pelo chamado Plano de Melhoria de Proventos e Pensões
(PMPP).
Os representantes da Caixa asseguraram que a extensão do plano aos
aposentados por PADV está sendo avaliada e que a conclusão deve sair
ainda em agosto. Sobre o PMPP, a informação é de que a Caixa adotou como
procedimento acionar a Câmara de Arbitragem da Advocacia Geral da União
(AGU), para trazer o INSS para a discussão do assunto.
Condições de trabalho
As representações dos empregados apresentaram à Caixa e exigência de que
a abertura de novas unidades se dê somente com a estrutura física, de
segurança e ergonomia necessárias ao atendimento adequado da população.
Cobraram também o fortalecimento das estruturas das Gilogs para o
atendimento das demandas existentes.
Para o Comando Nacional, a melhoria das condições de trabalho exige o
aumento do número mínimo de empregados por agência. Foram reivindicados
também dois tesoureiros por unidade, em dois turnos de trabalho, e no
mínimo um TBN na retaguarda, por unidade.
A segunda rodada de negociação da pauta de reivindicações específicas
para a campanha salarial 2013 dos empregados da Caixa ficou agendada
para o dia 19 de agosto. “Essa mesa sobre temas específicos é importante
porque temos muitas coisas para resolver com a Caixa e a hora de
começar a pressão é agora, com mobilização por todo o país”, ressaltou
Fabiana Uehara Proscholdt, representante da Contraf/CUT nas negociações.
Fonte: Fenae
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Banco do Brasil: Lucro é construído às custas do adoecimento dos funcionários
Lucro de mais de R$10 bilhões do BB é construído às custas do adoecimento dos funcionários.
O Banco do Brasil,
maior instituição financeira da América Latina, teve o maior lucro
líquido da história dos bancos no país, com ganhos de R$ 10,03 bilhões
no primeiro semestre. Com isso, o BB supera o Itaú Unibanco entre os
maiores lucros de bancos privados no país.
O lucro de R$ 7,2 bilhões do Itaú Unibanco no primeiro semestre é, agora, o segundo maior entre os bancos do país.
Nos últimos quatro
anos, o Itaú ocupou o topo do ranking dos maiores lucros da história dos
bancos brasileiros no primeiro semestre.
O lucro do BB foi
puxado pelo forte resultado do segundo trimestre, quando registrou lucro
líquido de R$ 7,47 bilhões, cerca de duas vezes e meia acima do
resultado positivo obtido um ano antes. Nos primeiros três meses de
2013, o banco teve lucro líquido de R$ 2,56 milhões.
Avaliação
A partir dos dados divulgados, o diretor do SindBancários, Julio Vivian,
critica a postura do BB tanto do ponto de vista da contrapartida que,
com um lucro deste patamar, não tem moral para negar as reivindicações
dos funcionários, quanto do ponto de vista da própria construção do
resultado, que foi fruto do esforço e do adoecimento dos bancários.
"Está na hora de o BB cumprir seu papel de banco público e deixar
de buscar o lucro acima de tudo. O banco deve começar a fomentar o
desenvolvimento sustentável e tratar seus funcionários, clientes e
população em geral, com mais respeito e ética. Até porque um lucro
destes não deve ser construído com o adoecimento e até da morte de seus
funcionários, fruto do assédio, das metas inexequíveis e da cobrança por
resultados cada vez maiores e impossíveis de alcançar sem o adoecimento
dos bancários e o desrespeito aos clientes", avalia Julio Vivian.
Flávio Pastoriz, diretor
do SindBancários e funcionário do Banco do Brasil, diz que como
instituição pública, o Banco do Brasil deve exercer o papel de
fomentador no desenvolvimento do país, pressionando a queda das taxas de
juros, atuando como “regulador” no sistema financeiro e, ao mesmo
tempo, atendendo as demandas dos setores produtivos a favor da
sociedade. "Com o resultado desse primeiro semestre de 2013, o banco
pode atender as justas reivindicações dos funcionários na campanha deste
ano", assegurou.
Outros números
O indicador de inadimplência do Banco do Brasil, com dívidas
maiores que três meses, caiu para o menor patamar em 11 anos, segundo o
balanço do banco. A carteira de crédito ampliada encerrou junho em R$
638,628 bilhões, expansão de 7,7% ante março e de 25,7% em 12 meses.
Os destaques do período foram as carteiras pessoa jurídica e de
agronegócios, que registraram aumentos em 12 meses de 28,8% e 32,8%,
respectivamente.
Ao final de junho, o BB ampliou sua liderança em crédito no sistema
financeiro nacional, atingindo 20,8% de participação de mercado.
Os empréstimos destinados à pessoa física totalizaram R$ 161,550
bilhões no segundo trimestre, aumento de 15,9% em doze meses e de 3,3%
sobre março, respondendo por 25,3% da carteira de crédito do banco.
Já os recursos destinados às pessoas jurídicas somaram R$ 300,142
bilhões, com elevação de 28,8% e 5,4%, respectivamente. Esse segmento
responde por 47,0% da carteira de crédito total do BB.
As despesas com provisões para calotes cresceram 14,8% na
comparação com o mesmo período de 2012, para R$ 4,22 bilhões. Segundo o
banco, as provisões aumentaram devido ao aumento da carteira de crédito e
do maior montante de recuperação de perdas no segundo trimestre.
Fonte: SindBancários com informações UOL
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Especialista defende repensar organização do trabalho para proteger a saúde
A
organização e o sentido do trabalho precisam ser repensados para que as
metas abusivas e o assédio moral sejam combatidos. A avaliação é do
professor Laerte Idal Sznelwar, do Departamento de Engenharia da
Produção da Escola Politécnica da USP, em entrevista concedida para a
Contraf-CUT. Ele é médico do trabalho, doutor em ergonomia e pós-doutor
em psicodinâmica do trabalho.
A preocupação inicial
demonstrada pelo especialista sobre as condições de trabalho dos
bancários e as questões que envolvem a saúde e segurança teve como foco a
organização do trabalho. Para ele, é preciso pensar nas escolhas feitas
pelos bancos sobre o que é fundamental para o trabalhador. "O bancário
realiza uma atividade repetitiva, com tarefas que não lhe permitem dar
um sentido maior ao seu conteúdo", diz.
Segundo Laerte, o pouco
tempo de maturação que este profissional possui quando ingressa no
serviço bancário é o que dificulta o aprimoramento da atividade e um
maior sentido a função. "Ao entrar no mercado de trabalho, as pessoas
participam de um processo contínuo de aprendizado, o que normalmente não
acontece aos bancários. O que se observa neste setor é um número grande
de trabalhadores na linha de frente e pouco tempo para que desenvolvam
suas habilidades. Essa forma de organização acarreta uma grande
competição entre todos e piora ainda mais o ambiente de trabalho",
ressalta.
Trabalho coletivo
O
professor defende uma participação mais ampla do trabalhador com o
processo de trabalho e maior envolvimento com as tarefas num âmbito
coletivo, priorizando a equipe e não o indivíduo. "A forma como o
trabalho bancário está organizado leva a situações das mais absurdas. Os
trabalhadores são exigidos pelo cumprimento de uma série de atividades,
mas ao mesmo tempo são tarefas esvaziadas. Além disso, o profissional
precisa atuar com um sistema informatizado, muitas vezes com duas ou
três plataformas e, por outro lado, não tem autonomia para acompanhar
todo o processo, o que reduz seu poder de argumentação e decisão",
enfatiza.
Para ele, a falta de conhecimento do bancário com todo o
processo de seu trabalho contribui decisivamente para o aumento das
fraudes. "É um grande paradoxo porque sabemos que problemas desta ordem
acontecem em meio ao silêncio e ao distanciamento técnico da própria
atividade que se realiza. Quanto mais experiências forem trocadas, mais
possibilidades se têm de criar um ambiente saudável e, de fato,
integrado e coletivo", afirma.
Laerte ressalta que a
individualização da atividade é uma das consequências mais trágicas do
neoliberalismo. "Quando se joga tudo para o indivíduo você destrói o
sistema porque nossa força enquanto pessoa é relacionada aos outros.
Conseguimos fazer melhores coisas quando há cooperação", diz.
Metas abusivas
Ele
considera que as metas não levam em conta a realidade e a influência
dos trabalhadores em todo o processo. "O problema das metas está em como
ela é definida. As metas abusivas são impostas de cima para baixo e o
trabalhador que faz o contato com o cliente, que realiza a negociação,
praticamente não é ouvido. A empresa em muitos casos tem uma determinada
estratégia e não considera outras dimensões do trabalho revestidas de
diferentes realidades. Sabemos que quando atingimos a meta, a tendência é
que ela aumente", explica.
Assédio
O
especialista destaca também que o excesso de individualização permite
que o assédio moral e sexual apareça. "É neste tipo de ambiente que se
consegue assediar mais as pessoas. Elas não cooperam, por outro lado
estão sozinhas. E o adoecimento, por sua vez, 'bate a porta' porque a
pessoa está fragilizada. O isolamento, seja no escritório ou em qualquer
outro ambiente, possibilita o assédio das mais diferentes formas",
conclui.
Campanha Nacional dos Bancários
Preocupado
com essa organização do trabalho, o adoecimento e os efeitos na saúde
do trabalhador, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela
Contraf-CUT, realiza nesta quinta e sexta-feira, dias 8 e 9, a primeira
rodada de negociação com a Fenaban, em São Paulo, focando as demandas
sobre condições de trabalho.
Estarão na mesa o bloco de
reivindicações que envolvem saúde, fim das metas abusivas, combate ao
assédio moral e segurança bancária. "Queremos um emprego saudável e
seguro, onde o bancário seja respeitado e valorizado no trabalho",
salienta Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da
Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
SindBancários lança campanha de combate a assédio moral e sofrimento nas agências
| Uma campanha publicitária do SindBancários e da Fetrafi-RS está na rua para denunciar e combater a violência corporativa. A ideia é mostrar aos bancários e bancárias que eles não estão sozinhos na luta contra uma chaga que não é considerada e, muitas vezes, sequer reconhecida, em seu ambiente de trabalho. O assédio moral é o mote da Campanha cuja concepção foi da Veraz Comunicação. |
Além de um spot de rádio, peças publicitárias estão sendo veiculadas em ônibus pelas ruas de Porto Alegre, em cartazes e banners de redes sociais. A peça inspira-se naqueles prêmios de gestão que as empresas, os bancos também, costumam dar para os empregados que se destacam nas vendas ou em seu desempenho a cada mês.
Assim, em vez das distinções do “funcionário do mês”, o conteúdo da campanha procura mostrar o sofrimento que as metas abusivas e a pressão por atingi-las causa em termos de doença e sofrimento. Os busdoor (cartazes de tamanho grande colados na traseira dos ônibus) trazem fotos de um homem e uma mulher, tendo em seu rosto uma tarja que refere “O explorado(a) do mês”, “O humilhado(a) do mês”.
“Há muito tempo entre os bancários o assédio moral e a pressão por metas viraram ferramentas de gestão. Essas pressões dentro das agências deixam as pessoas doentes. São cada vez mais corriqueiros casos de bancários afastados do trabalho por problemas físicos, como Lesões por Esforço Repetitivo (LER), e por sofrimento psíquico. É um problema que muitas vezes o trabalhador nem sabe que está passando. O objetivo da nossa campanha é dar visibilidade a essa chaga”, diz o presidente do SindBancários, Mauro Salles.
Denuncie! O SindBancários coloca o endereço de email tudotemlimite@sindbancarios.org.br à disposição. Se você estiver sofrendo algum tipo de pressão do banco ou as suas metas de vendas crescem de forma abusiva, você está sob assédio moral. Não deixe isso acontecer. Seguidamente, depois dessas ameaças as pessoas costumam dizer que "é assim mesmo" que aquele ambiente "é de trabalho, não de brincadeira" e que "só os fortes sobrevivem".
Não é assim. O seu ambiente de trabalho deve ser um lugar decente e que lhe dê prazer de ir diariamente. Afinal, é do seu ambiente de trabalho que você tira o seu sustento. O ambiente de trabalho não deve ser um local de geração de doenças, mas sim de saúde.
Todas as quartas-feiras, às 15h, na Casa dos Bancários, o Grupo de Ação Solidária (GAS) se reúne para que os trabalhadores possam se manifestar livremente e em um ambiente seguro o sofrimento por que passam e buscar soluções com ajuda mútua. Ligue para 3433-1200 e se informe.
Fonte: SindBancários
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
BB ataca greve com norma que permite demissão sumária e adoecimento ético
Depois
de mostrar-se pequeno na mesa de negociação, o Banco do Brasil passou a
utilizar o truque do constrangimento e da ameaça para tentar reduzir o
efeito da greve em suas agências. No mês de agosto, com a paralisação
iminente, o banco publicou a Instrução Normativa 379 para atacar a
estabilidade do servidor do BB e instituir a demissão e o
descomissionamento por ato de gestão.
Na prática, qualquer gestor do
banco pode agora demitir qualquer funcionário por qualquer motivo. Na
manhã da quarta-feira, 19 de setembro, um ato em frente à
Superintendência Varejo, em Porto Alegre, denunciou a manobra. O efeito
dela é ampliar a pressão por metas e o adoecimento ético entre os
bancários.
Por cerca de três horas, funcionários da própria Superintendência, de
outras agências fechadas durante a greve e representantes do
SindBancários percorreram os quatro andares do prédio da administração
geral do RS. Em frente ao endereço da sede, na Rua Honório da Silveira
Dias, 1.830, sucederam-se manifestações de sindicalistas e funcionários
indignados com a ameaça do BB em tempos de greve.
“Essa instrução é um retrocesso. Os bancários e o próprio banco têm
uma história de construção de normas para proteger o trabalhador e o
banco agora desconstrói isto. Não precisa mais de inquérito para
demitir. O BB agora, mais do que nunca, vai ficar igual a banco
privado”, analisou o presidente do SindBancários, Mauro Salles.
A norma, na prática, deixa de exigir que seja instaurado um inquérito
para apurar suspeitas de ilícito e extingue a investigação por período
entre 90 a 120 para fundamentar alguma decisão administrativa, como
demissão ou punição. Um dos efeitos é aumentar a injustiça, uma vez que,
não são raros os casos em que chefes acusam funcionários de erros e, na
verdade, o erro é de funcionamento do sistema de gestão.
O efeito da mudança não será sentido apenas na visão empresarial, que
prioriza os lucros dos acionistas. A IN 379 vai incidir diretamente na
saúde do trabalhador. “A norma elimina o inquérito administrativo. A
demissão por ato de gestão dá poder aos chefes e tem por objetivo
fragilizar a condição do bancário e a saúde. O banco pensa a sua gestão
como orientada por uma violência organizacional de banco privado”,
avaliou a diretora de saúde do SindBancários, Karen D’Ávila.
O SindBancários tem orientado a categoria a enfrentar a pressão
contra a greve com mobilização. “Estamos pressionados. Todo mundo tem
família, precisa trabalhar e do seu salário. Não estamos fazendo greve
contra os gestores, mas contra a administração do banco”, disse a
diretora do SindBancários Cris Garbinatto.
Para o diretor do SindBancários, Julio Vivian, essa IN reedita uma
das práticas de pressão e assédio mais duras da época do neoliberalismo,
durante a gestão FHC. “Demonstra claramente a truculência e desrespeito
do BB com seus funcionários. Numa empresa que adota práticas pouco
éticas na sua relação, tanto com clientes e funcionários, é comum casos
que os estudiosos têm chamado de adoecimento ético.”, disse o dirigente.
Segundo ele, esse tipo de doença é fruto da cobrança “ truculenta de
metas abusivas e inatingíveis. A introdução de mais essa ferramenta de
intimidação nos expõe a condições de trabalho cada vez mais desumanas, o
que é inadmissível em um governo eleito pelos trabalhadores, ainda mais
às vésperas da deflagração de uma greve", acrescenta Júlio Vivian.
“Agora é a hora de lutar pela saúde”
Durante ao ato da manhã desta quarta-feira, uma colega de uma
agência do BB de Porto Alegre pediu espontaneamente o microfone e fez o
seguinte depoimento. O nome dela é Margarete. É uma funcionária do Banco
do Brasil que está em greve e na ativa, mas sofreu muito com o
adoecimento ético. Confira o depoimento dela:
“Sou funcionária do Banco do
Brasil há muitos anos. Muitos dos colegas que aqui estão me conhecem.
Sempre cumpri minha função de funcionária pública, que é cuidar bem do
nosso cliente e do banco público. Mas chegou uma hora que a minha
dedicação começou a comprometer a minha saúde. A dedicação que eu tinha
ao meu trabalho e que era exigida passou a ser maior do que aquilo que
eu podia oferecer. Então comecei a tomar antidepressivos e remédio para
dormir. E, mesmo tomando remédio para dormir, eu acordava no meio da
noite, preocupada e pensando: ‘Não consegui fazer aquilo para aquele
cliente’. Penso que esta greve é o momento de lutarmos pela nossa saúde.
Inclusive, botei isto na minha carta de descomissionamento: 'Essa
situação não está me agradando. Vou cuidar da minha saúde’. Claro que a
gente tem a família, os filhos e precisa do salário para viver, mas
também tem a saúde. O dinheiro é muito importante sim, mas a saúde é
mais. Pensem nisso. Agora é a hora de lutar por isso. É hora de lutar
pela nossa saúde.”
Fonte: SindBancários
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Trabalhador afastado pelo INSS tem direito a plano de saúde
O
TST (Tribunal Superior do Trabalho) decidiu nesta sexta-feira (14) que o
trabalhador afastado do emprego por auxílio-doença ou aposentadoria por
invalidez tem direito à manutenção de seu plano de saúde ou assistência
médica pago pelo empregador.
O entendimento está em nova súmula do TST e vale para trabalhadores com seus contratos suspensos e afastados pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Outra decisão do TST publicada nesta sexta-feira garante a extensão do direito à estabilidade à gestante e ao trabalhador vítima de acidente de trabalho mesmo em caso de contrato por tempo determinado.
Além das duas decisões, foram feitas diversas alterações na jurisprudência do tribunal, com a atualização da redação de súmulas e orientações jurisprudenciais e a edição de novos verbetes.
CELULAR CORPORATIVO
A Justiça trabalhista brasileira decidiu também que usar o celular fora do expediente só dá direito a hora extra quando o trabalhador estiver de sobreaviso - quando a pessoa tem de ficar aguardando um possível chamado durante seu período de descanso.
Nesses casos, o funcionário terá direito a receber o correspondente a um terço da hora extra normal quando estiver à disposição por meio de telefone ou dispositivos eletrônicos.
MUDANÇAS DE JURISPRUDÊNCIA
Ao todo, foram examinados 43 temas da jurisprudência. Foram alteradas 13 súmulas, canceladas duas e editadas oito novas, entre elas a que garante validade à jornada de trabalho de 12 horas por 36 horas descansadas.
Duas orientações jurisprudenciais foram canceladas, três foram convertidas em súmula e outras quatro foram alteradas.
Veja aqui todas as alterações feitas pelo TST.
SEMANA DO TST
As revisões vinham sendo discutidas desde segunda-feira (10), durante 2ª Semana do TST. "O TST realizou, ao longo desta semana, uma detida reflexão sobre sua jurisprudência e sobre medidas de cunho normativo visando ao aperfeiçoamento da instituição", disse o presidente do tribunal, ministro João Oreste Dalazen, na sessão que oficializou as alterações.
"Recebemos inúmeras sugestões, centenas de propostas, sugestões e críticas dirigidas à jurisprudência, mas, dada a exiguidade de tempo, não foi possível examiná-las todas, ainda que muitas delas tenham a maior importância e mereçam toda a nossa consideração", disse Dalazen.
Fonte: Folha Online
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Saúde: Banrisul nega reivindicações com impacto econômico
O
debate específico sobre questões de saúde no Banrisul ocorreu na manhã
desta sexta-feira, na sede da Direção Geral, simultaneamente à
negociação das reivindicações de segurança. Durante a reunião os
representantes do banco negaram todas as reivindicações com algum
impacto financeiro para a instituição.
Embora concorde com diversos
itens da pauta apresentada, o Banrisul nega a isonomia de tratamento
para bancários afastados para tratamento de saúde tais como
vale-refeição, RVs e demais prêmios pagos a funcionários da ativa. O
banco remeteu algumas reivindicações para o âmbito da Comissão Paritária
de Saúde, que é um fórum permanente de discussão, integrado por
representantes do Banrisul e do movimento sindical. Ainda ficou acertado
de que as reuniões da Comissão terão um calendário prévio, a ser
definido paritariamente.
Emissão de CAT - O banco concordou em providenciar a emissão de
Comunicação de Acidente do Trabalho para todos os funcionários que
presenciarem assaltos ou forem vítimas de sequestro, com avaliação
médica simultânea.
CIPAs - Os representantes do Banrisul também aceitaram a realização
de eleição de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes em todas as
unidades da instituição com mais de cinco (5) funcionários.
Veja todas as reivindicações de saúde e condições de trabalho defendidas pelo Comando na negociação:
1. O Banrisul divulgará periodicamente as doenças ocupacionais,
detalhando seus sintomas, principalmente as LER/DORT e as psicológicas,
pelo alto risco na categoria, fazendo com que os bancários possam
identificar esses sintomas precocemente, procurando o auxílio médico
necessário.
Resposta: Direção acolheu a reivindicação.
2. Isonomia de tratamento ao bancário afastado por motivo de saúde ou
acidente de trabalho com os da ativa, garantindo o pagamento de Cesta
Alimentação, Vale Refeição, PLR, RVs e demais prêmios enquanto durar o
afastamento.
Resposta: Fica como está, ou seja, PLR e cesta alimentação até 12 meses de afastamento.
3. O Banrisul assumirá o pagamento do salário do bancário que tiver
alta do INSS e que seja considerado inapto no exame de retorno ao
trabalho. Este pagamento será garantido até que se esgotem todos os
processos administrativos ou judiciais contra o INSS.
Resposta: Seguirá a Fenaban
4. O Banrisul dará as condições necessárias para a reabilitação dos
portadores de doenças ocupacionais, que tenham sido ou não afastados do
trabalho.
Resposta: Direção acolheu a reivindicação
5. O Banco se compromete a realizar eleições diretas para CIPA nas
unidades com mais de 5 (cinco) funcionários, garantindo à CIPA e aos
seus integrantes todas as prerrogativas previstas na NR 5, realizando o
treinamento adequado, com participação do movimento sindical na
elaboração dos temas.
Resposta: Tem acordo
6. O Banco cumprirá a realização de pausas conforme previstas na NR 17, item 6.4.d., ou seja: a cada 50 minutos trabalhados um mínimo de 10 minutos de pausa, atinja todas as funções, que em análise ergonômica da atividade, tiverem exigência de sobrecarga dinâmica e estática na sua execução.
Resposta: Não tem acordo, mas se compromete a fazer a ginástica laboral direcionada para a função de caixa.
7. O Banrisul cumprirá um Programa de Controle Médico em saúde
ocupacional (PCMSO-NR 7) que visará à preservação da saúde do
trabalhador em todos os seus aspectos, incluindo os problemas de saúde
de ordem não ocupacional, mas com ênfase especial do diagnóstico dos
problemas de saúde relacionados ao trabalho. Desta forma, conforme
redação da própria NR7, deverá ter prioridade na prevenção, rastreamento
e diagnóstico preventivo dos aspectos de saúde relacionados ao
trabalho, inclusive de natureza subclínica, além da constatação da
existência de doenças ocupacionais e levantamento estatístico dos/as
adoecidos/as.
Resposta: Tem acordo. O banco diz que já tem projeto e apresentará nas próximas reuniões.
8. Deverão os profissionais do SESMT visitar continuamente os locais
de trabalho e conhecer em profundidade as rotinas de trabalho e os
riscos delas decorrentes, dando enfoque à prevenção.
Resposta: Tem acordo
9. O Banrisul cobrirá as despesas de tratamento de saúde dos empregados(as) enquanto estiverem afastados por acidente de trabalho ou doença, sem prazo para encerramento da cobertura.
Resposta: Fica como está, ou seja, 180 dias.
10. Sempre que for necessária a realização de exames médicos
específicos, os mesmos serão custeados pelo banco e realizados em local
escolhido pelo trabalhador, sendo que os resultados serão fornecidos
exclusivamente a ele, independente da existência de médicos, clínicas ou
laboratórios credenciados à Cabergs.
Resposta: Disse que paga nas localidades onde não há convênio com a Cabergs
11. O Banco cumprirá a legislação que prevê que nenhum trabalhador poderá ser dispensado sem o exame médico demissional, a ser realizado até a data da homologação, que observará, além de doenças não relacionadas ao trabalho, fundamentalmente, a possibilidade de existência de doença de origem ocupacional. Em hipótese alguma o Banrisul utilizará exame periódico como demissional.
Resposta: O banco disse que utilizará o exame médico periódico preventivo
12. Além da relação de CAT´s emitidas mensalmente, o Banrisul fornecerá mensalmente às entidades sindicais listagem com os nomes dos empregados que retornaram de licença médica, indicando o local a que voltaram a desempenhar suas tarefas.
Resposta: Tem acordo
13. Permanentemente os sindicatos/federação realizarão vistorias nos
locais de trabalho, independentemente da presença dos órgãos
competentes, para verificação do cumprimento da legislação sobre saúde e
condições de trabalho. As irregularidades constatadas serão
encaminhadas primeiramente ao banco para serem solucionadas.
Resposta: Tem acordo
14. A Comissão Paritária de Saúde será mantida com o intuito de
encaminhar e negociar as reivindicações do funcionalismo para a
construção de uma Política Permanente e Integral de Saúde, em conjunto
com as entidades sindicais e o comando dos banrisulenses.
Resposta: Tem acordo
14.1. O calendário de reuniões será pré-definido por todo o ano, não
cabendo a nenhuma das representações paritárias desmarcar/faltar as
reuniões sem justificativa relevante, comunicada por escrito a outra
parte antes da data agendada.
Resposta: Tem acordo
15. O Banco deverá cumprir lei federal que garanta acessibilidade nos
locais de trabalho e condições de trabalho para pessoas com
deficiência.
Resposta: Tem acordo
16. O Banco efetivará análise ergonômica que deverá ser realizada
pelo SESMT na rede de agências e Direção Geral com acompanhamento das
entidades sindicais, visando resolver os problemas de inadequação de
mobiliário e de organização do trabalho.
Resposta: Tem acordo
17. Retorno imediato do projeto de Ginástica Laboral sem critérios numéricos para participação.
Resposta: Tem acordo parcial, pois o banco fará levantamento da participação dos colegas no projeto.
18. O Banco deverá complementar a remuneração dos empregados(as) já
aposentados(as) pelo INSS que vierem a ausentar-se do local de trabalho
após 15 dias por motivo de doença.
Resposta: Não tem acordo
19. O Banco complementará o salário do empregado(a) considerado(a)
incapaz para o trabalho em razão de doença comum ou acidentária, que já
estiver aposentado pelo INSS.
Resposta: Não tem acordo
20. O pagamento dessa complementação salarial deverá ser efetuado
considerando a diferença entre o salário pago (verbas fixas percebidas) e
o valor recebido a título de aposentadoria, enquanto durar a
incapacidade.
Resposta: Tem acordo
21. Emissão de CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho):
Resposta: Tem acordo
21.1. Será emitida a CAT a todos os empregados(as) da
agência/departamento em caso de assalto ou tentativa deste, independente
de avaliação médica.
Banrisul nega reivindicações de saúde com impacto econômico
Resposta: Ficou acordado que a redação terá a troca de independente, por conjuntamente de avaliação médica
21.2. O banco deverá emitir a CAT sempre que o bancário apresentar atestado que indique suspeita/diagnóstico de doença relacionada ao trabalho, firmada por médico assistente.
Resposta: O banco irá cumprir a lei
Fonte: Fetrafi-RS e SindBancários
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Bancários criticam projeto que amplia horário de agências do Itaú
Em
reunião com a direção do Itaú nesta quinta-feira 13, a Contraf-CUT,
assessorada pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú,
criticaram duramente a forma unilateral e sem transparência como o banco
está implantando o projeto de ampliação do horário de atendimento de
agências. Os dirigentes sindicais apontaram os inúmeros prejuízos que o
programa está trazendo aos bancários no país todo e advertiram que,
somados com os outros problemas que ocorrem no Itaú, principalmente as
demissões, será o banco onde a greve nacional da categoria terá o maior
êxito, em razão do descontentamento dos trabalhadores.
A reunião, realizada na sede da
Contraf-CUT, foi marcada depois das manifestações e paralisações da
semana passada em várias capitais. Representando os bancários
participaram o presidente da Contraf-CUT e as seguintes federações
representadas na COE Itaú: Fetec São Paulo, Feeb RJ/ES, Feeb SP/MS,
Fetrafi NE, Fetraf Minas, Fetrafi- RS, Fetec PR, Feeb BA/SE e Fetec
Centro-Norte. Pelo banco, compareceram Marcelo Orticelli, diretor de
Cultura, Gente e Relações de Trabalho (representante do Itaú na mesa de
negociação da Fenaban), e a equipe responsável pela implantação do
projeto de expansão do horário de atendimento de agências em shopping
centers e corredores de grandes cidades.
Os representantes do banco informaram que 167 agências (66 em shoppings e 101 em corredores) já estenderam o horário. Nos shoppings, o horário passou das 12h às 20h. Nos corredores, as agências do Itaú têm agora dois horários diferentes: umas das 9h às 16h, outras das 12h às 19h. A medida está em vigor desde o dia 27 de agosto e o objetivo do banco é chegar a 1.500 agências com horários ampliados em todo o país.
'Projeto é imposto no pior momento possível'
"Queremos manifestar muita estranheza com o projeto. Não somos contra a ampliação do horário de atendimento das agências. Temos um projeto antigo para estender o horário das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho e mais contratações de bancários, para atender melhor a população. Essa proposta está com a Fenaban há anos. Por que não começamos a discussão a partir daí? E agora somos surpreendidos com a decisão unilateral do Itaú de ampliar o atendimento, sem consultar o movimento sindical e implantando o projeto sem transparência", protestou o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
"Além do mais, o Itaú impõe o projeto no pior momento possível. No meio da campanha nacional dos bancários, em que os bancos se recusam a atender nossas reivindicações, no momento em que demite quase 10 mil bancários, apresenta um lucro astronômico e maquia o balanço com a PDD exagerada para diminuir a PLR, enquanto aumenta para mais de R$ 8 milhões a remuneração de seus altos executivos, os mesmos que definem as demissões, fixam as metas abusivas e incentivam o assédio moral", criticou ainda Carlos Cordeiro.
O diretor do SindBancários e titular da Comissão de Organização dos Empregados do Itaú, Antonio Augusto Borges de Borges, enfatiza a falta de respeito do banco com os funcionários, que agora terão que reestruturar suas vidas em função das mudanças de horário impostas. “O Itaú diz que os bancários têm liberdade para pedir transferência para outras agências, mas isso é uma falácia. Os colegas estão sendo obrigados a cumprir o novo horário”, garante.
Os representantes do banco informaram que 167 agências (66 em shoppings e 101 em corredores) já estenderam o horário. Nos shoppings, o horário passou das 12h às 20h. Nos corredores, as agências do Itaú têm agora dois horários diferentes: umas das 9h às 16h, outras das 12h às 19h. A medida está em vigor desde o dia 27 de agosto e o objetivo do banco é chegar a 1.500 agências com horários ampliados em todo o país.
'Projeto é imposto no pior momento possível'
"Queremos manifestar muita estranheza com o projeto. Não somos contra a ampliação do horário de atendimento das agências. Temos um projeto antigo para estender o horário das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho e mais contratações de bancários, para atender melhor a população. Essa proposta está com a Fenaban há anos. Por que não começamos a discussão a partir daí? E agora somos surpreendidos com a decisão unilateral do Itaú de ampliar o atendimento, sem consultar o movimento sindical e implantando o projeto sem transparência", protestou o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
"Além do mais, o Itaú impõe o projeto no pior momento possível. No meio da campanha nacional dos bancários, em que os bancos se recusam a atender nossas reivindicações, no momento em que demite quase 10 mil bancários, apresenta um lucro astronômico e maquia o balanço com a PDD exagerada para diminuir a PLR, enquanto aumenta para mais de R$ 8 milhões a remuneração de seus altos executivos, os mesmos que definem as demissões, fixam as metas abusivas e incentivam o assédio moral", criticou ainda Carlos Cordeiro.
O diretor do SindBancários e titular da Comissão de Organização dos Empregados do Itaú, Antonio Augusto Borges de Borges, enfatiza a falta de respeito do banco com os funcionários, que agora terão que reestruturar suas vidas em função das mudanças de horário impostas. “O Itaú diz que os bancários têm liberdade para pedir transferência para outras agências, mas isso é uma falácia. Os colegas estão sendo obrigados a cumprir o novo horário”, garante.
Guto também observa que o banco não paga as horas extras executadas, obrigando os trabalhadores a fazerem a compensação através de banco de horas, o que é completamente ilegal no caso dos bancários. “As práticas de gestão do Itaú não são coerentes. O banco demite de maneira desenfreada, expondo os funcionários a condições adversas de trabalho. Em muitos casos os bancários sequer conseguem ir ao banheiro durante as seis horas de expediente porque não há quem os substitua. Os intervalos para almoço também estão sendo descumpridos. É inaceitável que haja ampliação do atendimento nestas condições”, afirma o sindicalista.
Problemas em todo o país
Os representantes das federações de bancários na COE expuseram aos representantes do Itaú todos os problemas que a implementação do projeto está trazendo para os trabalhadores, contradizendo a visão rósea que o banco tenta vender.
Os principais problemas são: os bancários estão sendo forçados a aderir ao projeto, com medo de demissões e por autoritarismo dos gestores, ao contrário do que diz o banco de que a adesão é voluntária; é frequente a extrapolação da jornada de trabalho, chegando a dez horas por dia, sem pagamento de horas extras; com as jornadas maiores, muitos estão abandonando faculdades, outros deixando os filhos em tempo integral em creches; alguns não conseguem mais ver os filhos; os bancários estão pagando para trabalhar, seja porque subiu o valor da creche ou para pagar estacionamento nos shoppings; pioraram as condições de segurança, principalmente nos horários de saída nos corredores bancários; o banco está tirando caixas de agências para colocar nas unidades envolvidas no projeto, agravando os problemas da extrapolação do horário e da falta de funcionários.
"Ou seja, enquanto mais os altos executivos ganham para aumentar o índice de eficiência, mais os bancários trabalham e perdem qualidade de vida, diminuindo o tempo para lazer e para ficar com os filhos e com a família. A sociedade não quer esse tipo de serviço. E nós vamos lutar por melhor qualidade de vida dos bancários. Por isso o nosso projeto é que o horário de atendimento vá só até as 17h", concluiu Carlos Cordeiro.
Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Banrisul: iniciam debates sobre saúde e segurança
As mesas de saúde e segurança, que debatem os temas nas negociações da
pauta específica do Banrisul, se reuniram nesta quarta, dia 5, no 4º
andar da DG. Nesta quinta, 6, às 14h, os banrisulenses dão continuidade
aos debates da Campanha Salarial de 2012, tendo na pauta as cláusulas
econômica, de emprego e democratização da gestão.
Na reunião desta quarta-feira,05, foram repassadas um a um os itens que envolvem saúde e segurança, sendo esclarecidas dúvidas dos representantes do banco. Os dirigentes sindicais também defenderam as reivindicações dos funcionários, definidas de forma democrática no 20º Encontro Nacional dos Banrisulenses.
Na sexta, dia 14, a mesa de saúde se reúne pela manhã e a de segurança na parte da tarde.
Fonte: Imprensa/SindBancários
Na reunião desta quarta-feira,05, foram repassadas um a um os itens que envolvem saúde e segurança, sendo esclarecidas dúvidas dos representantes do banco. Os dirigentes sindicais também defenderam as reivindicações dos funcionários, definidas de forma democrática no 20º Encontro Nacional dos Banrisulenses.
Na sexta, dia 14, a mesa de saúde se reúne pela manhã e a de segurança na parte da tarde.
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Após protesto, presidente do INSS recebeu comissão do FSST
A
reunião aconteceu na última sexta-feira, 31, onde uma comissão do Fórum
Sindical de Saúde do Trabalhador (FSST) foi recebida pelo presidente
nacional do INSS, Mauro Hauschild. A pauta da reunião foi a manifestação
contra o desrespeito nas perícias e a falta de humanização no
atendimento prestado aos trabalhos , em frente ao prédio do INSS, na
manhã de quinta-feira, 30.
Durante o protesto, o gerente da
unidade do INSS, de forma irresponsável, interrompeu as perícias que
estavam agendadas. Além disso, diversos jornais divulgaram que os
manifestantes estavam ofendendo os médicos peritos e impedindo a entrada
de trabalhadores no prédio. O que, de forma alguma, aconteceu.
O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, e o secretário da Saúde da
entidade, Mário Reis, relataram a situação para Hauschild. “Não é
segredo para ninguém que o atendimento é muito ruim. Além disso, todos
os representantes que estão aqui são de sindicatos que trabalham muita a
questão de saúde do trabalhador, até porque há categoria que são
acometidas pelas doenças de trabalho, como a LER, e merecem um
tratamento mais humanizado quando necessitam de perícia”, afirmou
Nespolo.
Representante do FSST, Alfredo Gonçalves, garantiu que em nenhum
momento foi pensado em prejudicar o trabalho dos peritos, por isso o ato
foi feito na calçada, longe do portão de entrada do prédio. Ele também
questionou o sistema de perícias em Porto Alegre. “O trabalhador já é
maltratado na empresa e chega na hora da perícia, é maltratado pelo
médico também. Se continuar assim, o movimento sindical vai continuar
agindo”, afirmou o dirigente.
Após ouvir os trabalhadores, Hauschild relatou a situação precária do
INSS, com a falta de 1.338 médicos. “Falta de perito é um problema e
não tem mágica para isso. Com isso vem a demora no atendimento e a má
qualidade, só para citar alguns transtornos”, relatou.
Segundo ele, no último concurso para perito médico do INSS, 46% não
compareceram na prova e dos 250 candidatos nomeados, apenas 83 tomaram
posse. “Infelizmente, o salário e a jornada de trabalho são responsáveis
por isso”, acredita.
Quanto ao ato do FSST em frente ao INSS, Hauschild salientou que o
gerente da unidade foi recém empossado, ainda está formando a sua
equipe, por isso pode ter optado por interromper o atendimento por
alguns minutos. Ele também garantiu que todas as perícias marcadas foram
realizadas e lamentou o que foi divulgado nos jornais.
Fonte: CUT/RS
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Trabalho escravo agora pode ser denunciado no estado
Central para denúncias de
trabalho escravo foi criada através da iniciativa da Comissão Estadual
para Erradicação do Trabalho Escravo no Rio Grande do Sul (Coetrae-RS)
Desde a última quinta-feira
(30), quem tiver informações sobre ocorrências de trabalho escravo no
estado poderá denunciar. O número para quem o denunciante deve ligar é o
181. Não é necessário se identificar para efetuar a denúncia.
A central foi criada através de uma iniciativa da Comissão Estadual
para Erradicação do Trabalho Escravo no Rio Grande do Sul (Coetrae-RS). A
criação foi efetuada durante solenidade na Secretaria da Justiça e dos
Direitos Humanos.
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Ministério da Saúde institui Política Nacional de Saúde do Trabalhador
A portaria que institui a Política e o
Plano Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora foi publicada
na sexta-feira (24), no Diário Oficial da União (DOU). Com este
instrumento, o Ministério da Saúde (MS) passa a regulamentar, de maneira
técnica e legal, a garantia dos direitos à qualidade salutar no
ambiente profissional de todos os trabalhadores, independentemente de
sua localização (urbana ou rural), de sua forma de inserção no mercado
de trabalho (formal ou informal), de seu vínculo empregatício (público
ou privado, assalariado, autônomo, avulso, temporário, cooperativados,
aprendiz, estagiário, doméstico, aposentado) ou desempregado.
A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora se articula com a Política e o Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho, que integra ações do Ministério da Saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e de outros dois ministérios: Trabalho e Emprego e da Previdência Social.
"Chegamos num novo momento para a saúde do trabalhador no país. Com a publicação desta portaria - que traz as diretrizes e estratégias a serem observados nas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde no que se referem à saúde do trabalhador - todos os níveis de gestão estão fortalecidos pela definição desses princípios", explica Carlos Augusto Vaz de Souza, coordenador geral da Saúde do Trabalhador.
A Política Nacional de Saúde do Trabalhador foi elaborada por meio de sete princípios e diretrizes, sete objetivos e seis estratégias. E está alinhada com o conjunto de políticas de saúde no âmbito do SUS, considerando a transversalidade das ações de saúde do trabalhador e o trabalho como um dos determinantes do processo saúde-doença.
"Sempre tivemos várias normativas, mas não havia uma política que determinasse a vigilância, a atenção integral, entre outros aspectos. Agora, temos a organização das diversas legislações em uma única fonte", reitera Carlos Augusto Vaz de Souza.
DEFINIÇÕES
A política observa os seguintes princípios e diretrizes: universalidade; integralidade; participação da comunidade, dos trabalhadores e do controle social; descentralização; hierarquização; equidade e precaução.
Já os objetivos desta política são os de fortalecer a Vigilância em Saúde do Trabalhador e a integração com os demais componentes; promover a saúde e ambientes e processos de trabalhos saudáveis; garantir a integralidade na atenção à saúde do trabalhador; ampliar o entendimento de que a saúde do trabalhador deve ser concebida como uma ação transversal; incorporar a categoria "trabalho" como determinante do processo saúde-doença dos indivíduos e da coletividade, incluindo-a nas análises de situação de saúde e nas ações de promoção em saúde.
Além disso, está previsto assegurar que a identificação da situação do trabalho dos usuários seja considerada nas ações e serviços de saúde do SUS e que a atividade de trabalho realizada pelas pessoas, com as suas possíveis consequências para a saúde, seja considerada no momento de cada intervenção em saúde; e certificar a qualidade da atenção à saúde do usuário do SUS.
Fonte: Agência Saúde
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Comando cobra avanços nos itens de saúde do trabalhador e Saúde Caixa
Durante a segunda rodada de negociações
específicas da Campanha Nacional 2012, realizada na sexta-feira (17),
em Brasília, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela
Contraf-CUT, cobrou da Caixa Econômica Federal o atendimento às
reivindicações sobre saúde do trabalhador e Saúde Caixa. Os
representantes dos empregados frisaram a necessidade de avanços no trato
dos problemas existentes nessa área, não priorizados pelas Gipes. A
diretora do SinBancários e representante da Fetrafi-RS na Comissão
Executiva dos Empregados da Caixa, Rachel Weber participou da reunião.
Foi destaque entre as propostas apresentadas pelo Comando a de criação de unidades específicas para Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa, no mínimo uma por estado, com estruturas técnica e administrativa compatíveis com suas atribuições, eliminando-se a terceirização de atividades e garantindo a qualificação dos empregados, com a criação de representações dessa nova área em todas as Superintendências Regionais. Também é visto como essencial para melhorar a gestão a formação de equipes treinadas para atender as diversas demandas.
Em resposta a essa reivindicação, a Caixa afirmou não ter clareza se o caminho mais adequado para solucionar os gargalos passa por aumento de estrutura. Hoje, segundo a empresa, há 16 Gipes e 13 representações espalhadas pelo país, alegando dificuldades em ampliar esse contingente para todos os estados da Federação, por causa de custo muito alto. Para os representantes do banco, a melhoria do atendimento em saúde poderá ser alcançada pela adoção de outras alternativas.
Foi lembrado aos representantes da empresa que a falta de uma gestão eficiente potencializa os problemas, dado que a questão da saúde não se resume a equipes, mas também tem a ver com acompanhamento e negociação. "O aumento na estrutura é importante e a questão do custo precisa ser avaliada como investimento", frisou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e vice-presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.
Combate ao assédio moral
Os representantes do Comando reivindicaram o fim do assédio moral e sexual, assim como de todas as formas de violência organizacional, com a inclusão de punição normativa aos gestores e demais empregados que comprovadamente pratiquem qualquer forma de violência moral contra colegas, subordinados e demais pessoas.
No caso do acordo específico de combate ao assédio moral nos bancos, conhecido como Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, que conta com a adesão da Caixa, o Comando defendeu ajustes para melhorar a sua aplicação.
Em geral, no âmbito da empresa, os resultados do programa têm sido de péssima qualidade, com respostas padrões. Quando as denúncias são levadas adiante, por exemplo, as situações costumam ficar do mesmo jeito, piorando em alguns casos.
O acordo específico de combate ao assédio moral prevê que os bancos acolham as denúncias, abram processos de investigação e, no prazo de 60 dias, informem os resultados aos sindicatos com as providências adotadas.
Com base nisso, a solicitação é para que haja mudança de ritos nos procedimentos da Caixa, de modo a permitir que os casos denunciados sejam devidamente encaminhados. Os representantes da empresa se limitaram a dizer que há interesse em combater o assédio moral ou qualquer tipo de violência ocupacional.
Cipas
O Comando defendeu ainda a participação dos sindicatos nas comissões eleitorais das Cipas e na organização dos cursos de cipeiros, assim como na organização das Semanas Internas de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipats), com infraestrutura assegurada pelo banco.
Para os representantes dos empregados, a educação à distância talvez seja a melhor solução para os cursos de Cipas, devendo as entidades sindicais participar da definição de seus conteúdos. E mais: o que for negociado sobre o tema precisa constar em acordo coletivo.
Afastamento por problemas de saúde
A Caixa recusou-se a atender a proposta de incorporação da função, do valor da comissão do cargo e de Complemento Temporário Variável de Ajustes de Mercado (CTVA), para empregados que forem obrigados a afastar-se de determinada atividade em razão de problemas de saúde.
Também esteve em debate a disponibilização ao movimento nacional dos empregados de dados estatísticos de programas de saúde do trabalhador, como PCMSO, PPRA e PRO.
O Comando reivindicou a divulgação dos casos de doenças ocupacionais, inclusive em relação aos empregados aposentados por invalidez por acidente de trabalho. Há a suspeita de que a empresa apresenta os piores números do sistema financeiro em acidentes de trabalho, sobretudo por não emitir CAT.
A Caixa se negou ainda a assumir compromisso de analisar a reivindicação de custeio do tratamento de doenças de trabalho, inclusive para aposentados por acidente de trabalho, negando-se a abarcar terapias alternativas e também tratamentos psicológicos.
Outro item não atendido pela Caixa diz respeito à mudança temporária de instalações de unidades que estejam sendo submetidas à reforma. Também foi negada a reposição do trabalhador licenciado no caso de afastamento por Licença para Tratamento de Saúde (LTS) ou Licença por Acidente de Trabalho (LAT) superior a 30 dias, assim como não houve concordância em estabelecer quantitativo mínimo de empregados para abertura de unidade.
Saúde Caixa
No tocante ao Saúde Caixa, o Comando defendeu, entre outras medidas, a utilização do superávit anual para a melhoria do plano, com o devido aporte de 70% por parte da Caixa. O objetivo, nesse caso, é melhorar a qualidade dos serviços para ampliar o atendimento.
Diante dessa reivindicação, a Caixa propôs a criação de grupo específico para discutir os assuntos pertinentes ao plano de saúde, ficando a mesa de negociações permanentes como instância decisória dessa questão. Foi lembrado à empresa que, independentemente da criação de um grupo específico, o debate sobre o Saúde Caixa precisa fluir com a celeridade necessária.
O Comando voltou a questionar as alterações unilaterais feitas no RH 043, que disciplina os procedimentos operacionais do Saúde Caixa, assim como em outras situações. Devido a isso, a representação nacional dos empregados reafirmou o entendimento de que norma negociada só pode ser novamente alterada mediante negociação, princípio com a qual a representação da Caixa concordou.
Medicamento de uso contínuo
Foi solicitada a concessão de descontos nas despesas com medicamento de uso contínuo não fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Caixa se comprometeu a analisar o assunto, para eventuais atendimentos da demanda.
Ranking
No debate sobre a proibição do uso de mecanismos de competição entre agências, como concessão de medalhas, ranking e pódio, entre outras medidas, o Comando cobrou o fim das metas abusivas. Ocorre que essa situação vem provocando aumento na sobrecarga de trabalho, com adoecimento dos trabalhadores e precário atendimento à população.
Foi reivindicado, nesse particular, o fim dos processos de ranqueamento, tanto os casos individuais quanto os relativos a equipes ou unidades.
Em resposta aos questionamentos, a Caixa afirmou que não estimula o ranking e acrescentou que a distribuição de metas entre as unidades é feita com base em três pilares: histórico de venda de produtos, questão de mercado (potencial externo) e situação interna. Alegou também que os cálculos são técnicos e a meta cobrada no trimestre nunca é mudada.
Situações insalubres
Quanto ao pagamento de remuneração-base para fins de cálculo dos adicionais de insalubridade e periculosidade, a Caixa lembrou que procede conforme a legislação, acrescentando que busca evitar situações insalubres nas unidades.
Como a condição de insalubridade se arrasta há anos em algumas unidades, o Comando frisou que a empresa precisa efetuar o pagamento de Adicional de Periculosidade aos empregados que trabalham em locais considerados como áreas de risco de assalto e sequestro.
No caso de agências que passam por reforma com pessoal dentro, situação que vem provocando um sem-número de doenças e acidentes de trabalho, a reivindicação do Comando é para que haja um protocolo de procedimento que envolva todas as áreas.
A Caixa ficou de avaliar a demanda, com o propósito de buscar resolver as diversas situações.
Nova rodada
Os temas pertinentes às condições de trabalho, com destaque para a discussão sobre jornada e Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), serão tratados em rodada prevista para a próxima quinta-feira, dia 23, às 14h, em Brasília.
Avaliação
Até agora, ocorreram duas rodadas de negociações específicas da Campanha Nacional 2012, mas a Caixa sequer apresentou uma proposta global para as reivindicações de seus trabalhadores.
Na rodada do dia 10, por exemplo, foram negados itens como isonomia, questões relativas à Funcef, pagamento do tíquete-alimentação aos aposentados, carreira e definição de critérios para descomissionamento.
Diante dessa intransigência, a hora, portanto, é de ampliar a mobilização. Para Jair, a mobilização é o caminho mais adequado para forçar a direção da empresa a avançar nas negociações específicas. Ele convoca todos os trabalhadores da Caixa a participarem das atividades da campanha deste ano.
Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS
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Encontro Estadual debate saúde no Banco do Brasil
O Encontro Estadual sobre Saúde do
Banco do Brasil ocorreu no último sábado, 18, na sede da Fetrafi-RS. A
realização do evento, que reuniu cerca de 30 participantes, foi
deliberada no Encontro Estadual dos Funcionários do BB, no dia 02 de
junho deste ano. Os bancários, principalmente vindos do interior, tinham
muitas dúvidas em relação ao atendimento da Cassi e relataram a falta
de informações concretas sobre o plano de saúde. A mesa dos trabalhos
foi coordenada pelo diretor da Federação, Ronaldo Zeni, e contou com as
presenças da diretora de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes,
Mirian Fochi e do vice-presidente do Conselho Deliberativo da Cassi,
Antônio Cladir Tremarin, além da diretora de Saúde do SindBancários
Karen D’ Ávila.
Os bancários fizeram muitas
queixas sobre a Cassi, como a falta de médicos credenciados, a demora
nos atendimentos, a falta de cobertura do plano, sendo que tudo isso
acontece principalmente nos municípios do interior do estado. Na busca
por um atendimento decente, muitos associados optam por pagar outro
plano de saúde ou por consultas particulares.
“Há cinco anos falamos de problemas que ainda persistem na Cassi.
Entre eles estão a falta de credenciamento, de cobertura e de
procedimentos que não são cobertos pelos planos”, analisou o diretor da
Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni.
“A saúde do trabalhador não pode ser vista somente do ponto de vista do tratamento das doenças. Precisamos agir nas causas e combater o assédio moral e as más condições de trabalho que estão na origem do problema e isto é responsabilidade do Banco do Brasil", acrescentou Ronaldo.
“Este encontro sobre saúde do trabalhador uniu representantes do banco, da Cassi, do movimento sindical e funcionários do BB, o que revela a importância do tema para todos os envolvidos. Um fato relevante entre tantos apontados é a necessidade da criação de um programa preventivo de saúde mental para a categoria, visto que as estatísticas do INSS comprovam que 40% dos bancários já entraram em licença saúde por algum tipo de doença”, analisou Karen.
“Acompanhamos a Cassi faz muito tempo e há muitos problemas internos a
serem resolvidos. É um plano de saúde modelo porque os sindicatos
sempre lutaram por isso”, comentou Tremarin.
Para a diretora da Cassi, Mirian Fochi, há questões que não dependem
apenas da Cassi para serem resolvidas, deve haver acordo entre o banco e
os usuários do plano. “Temos um plano que é o melhor do país, mas
precisamos do apoio do Banco do Brasil, que é o maior interessado em
manter a saúde dos funcionários. Os associados por sua vez, precisam
entender que o plano é coletivo e não individual”, analisa Mirian.
Mirian comentou a importância da Resolução nº254, assinada pelo BB no
final de junho. “A resolução garante a entrada de novos associados ao
plano. Se o banco não assinasse o termo aditivo em alguns anos o nosso
plano desapareceria, pois temos uma grande quantidade de associados com
idade avançada”, observa.
O diretor da Federação, Ronaldo Zeni, criticou a omissão de
informações fornecidas pela Cassi. “A Cassi está proibida pelo Banco do
Brasil de expor os dados sobre saúde dos bancários porque são muito
negativos. Se os resultados fossem positivos o banco estaria exibindo a
qualidade da saúde dos funcionários”, analisou Zeni.
Credenciamento e falta de cobertura
Os grandes problemas encontrados pelos bancários são a falta de
profissionais credenciados e a cobertura insuficiente do plano. Essas
situações ocorrem com mais frequência nos municípios do interior do
estado, onde os associados recorrem a médicos particulares ou a outras
cidades para conseguir atendimento.
“A falta de médicos não acontece apenas no interior do Rio Grande do
Sul, mas sim em todo o país. Estamos com dificuldade de cadastrar
profissionais porque ninguém quer fazer carreira em pequenos municípios.
Vamos tentar oferecer junto ao BB algum tipo de benefício aos possíveis
credenciados”, analisa.
Vacinação
Os funcionários do Banco do Brasil também reivindicam que a vacina
contra a Gripe H1N1 seja incluída no plano de saúde da Cassi. Os
bancários já tiveram duas reuniões com a GEPES-RS para tratar do
assunto.
“A vacina para H1N1 é ocupacional, deve ser fornecida e paga pelo
banco, que é o maior interessado. A despesa não pode ser arcada pela
Cassi porque não é assistencial. Neste sentido, o que podemos fazer é
tratar com os fornecedores da vacina”, explica a diretora.
Plano odontológico
A Cassi elaborou um estudo para o plano odontológico que foi feito
pela antiga gestão, que exclui do benefício os bancários aposentados.
“Faremos um novo estudo para implantar um novo plano odontológico
na Cassi, que inclua tanto funcionários da ativa quanto aposentados do
banco”, conclui Mirian.
Fonte: Fetrafi-RS
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