| A atuação do Comitê de Ética do Banco do Brasil tem sido para inglês ver. A expressão usada para representar a falta de efetividade sobre determinada situação se aplica com perfeição ao fórum criado pelo banco com o objetivo de discutir e resolver conflitos no ambiente de trabalho. A nova composição do Comitê tomou posse no dia 27 de agosto, em Brasília, com a participação do representante dos funcionários gaúchos, César Augusto Simões Santos |
Ex-diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, César retornou ao banco em 2011 e obteve o maior número de votos entre os representantes eleitos em todo o país para o Comitê de Ética, de maneira proporcional ao número de funcionários.
O ex-sindicalista destaca, que o maior desafio dos novos representantes eleitos é tirar o caráter efetivo do Comitê de Ética do papel. "A nossa perspectiva é que os comitês estaduais realmente funcionem para a resolução dos problemas relacionados ao ambiente de trabalho no Banco do Brasil. Na gestão anterior houve apenas duas reuniões do fórum, sendo que as questões debatidas não foram solucionadas pelo banco”, explica.
Os funcionários que tiverem denúncias a fazer sobre condições de trabalho, assédio moral e outros problemas relacionados à ética no BB podem enviá-las por e-mail ao representante gaúcho no fórum: cesara_ssantos@bb.com.br.
*Imprensa Fetrafi-RS
|
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Representante cobra caráter efetivo de Comitê de Ética do BB
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Sindicato do Litoral Norte paralisa atividades em PAB do Banrisul
O
Sindicato dos Bancários do Litoral Norte/RS realizou nesta quarta-feira
(4) uma manifestação contra as precárias condições de trabalho que são
acometidos funcionários e clientes do PAB do Banrisul, localizado na
Vila São João em Torres.
O
protesto aconteceu após a constatação, por parte do Sindicato dos
Bancários da Região, das diversas irregularidades do PAB, sendo seu
ambiente insalubre pela falta de segurança, uma vez que fios de alta
tensão ficam expostos além dos mobiliários serem inadequados para o
trabalho no local.
Segundo os diretores do Sindicato dos Bancários do Litoral, essa
situação de descaso, que possa colocar em risco a saúde e segurança de
funcionários e clientes do banco, não é admissível nesta gestão dos
representantes dos bancários, que objetivam com a realização destas
ações e manifestações, que o banco assuma a responsabilidade e
providencie uma solução imediata para todos os problemas apresentados.
Fonte: Assessoria de Imprensa Sindicato dos Bancários do Litoral Norte/RS
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terça-feira, 3 de setembro de 2013
BB: Bancários cobram piso, avanços no plano de funções e na carreira
| Terceira negociação específica foi realizada no dia 29 |
| O Comando Nacional dos Bancários
e a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB se reuniram com o Banco
do Brasil na quinta-feira, dia 29, em Brasília, para a terceira rodada
de negociações específicas e concomitantes à mesa geral da Fenaban para
discutir as reivindicações de remuneração, carreira e ascensão
profissional. |
Na abertura, os dirigentes sindicais cobraram do BB explicações em relação às mudanças na empresa Cobra que estaria se preparando para receber grande volume de processamento de serviços de diversos departamentos do banco, como a CSI e CENOP, em flagrante aumento da terceirização. Recentemente, na reestruturação da DIRAO, o principal banco público do país deu o péssimo exemplo de ampliar a terceirização de importante setor de recuperação de ativos financeiros. Também foi questionada a postura de um diretor do banco, que esteve dias atrás fazendo palestra no interior de São Paulo e teria ameaçado os bancários dizendo que faltas de eventual greve seriam descontadas. A ameaça já seria absurda por se tratar de prática antissindical e por não haver previsão alguma de desconto no acordo coletivo nem na convenção coletiva em vigor. Entretanto, se um diretor do banco já está dizendo isso durante processo negocial com os bancários, ele estaria revelando aos trabalhadores que o banco não está tratando com seriedade a pauta de reivindicações e que o BB estaria apostando no conflito e na greve e não o contrário, como a empresa vive anunciando em seus boletins internos. Os funcionários desejam um outro comportamento da empresa nos próximos dias e que ela traga propostas efetivas para a solução dos problemas apresentados pelo funcionalismo. Além de questionar a postura indevida, foi cobrado mais uma vez que o banco mude o código de falta não abonada não justificada dos dias de luta realizados em 2013 contra o Plano de Funções e contra o PL 4330 da terceirização total. Carreira e remuneração As propostas de remuneração do funcionalismo do BB foram apresentadas e o resultado do banco neste primeiro semestre (R$ 10 bilhões) e nos anteriores mostra ser plenamente possível o seu atendimento, inclusive porque o banco está cobrindo com sobras sua folha de pagamento somente com receitas de tarifas: - piso de R$ 2.860; interstício de 6% entre os 12 níveis da tabela de antiguidade; 25 letras de mérito de R$ 217 possibilitando que o funcionalismo tenha uma boa perspectiva de incorporação de verbas salariais de caráter pessoal ao longo de uma vida dedicada ao banco. - inclusão de todos os escriturários e caixas na primeira faixa da Carreira de Mérito, pontuando 1,5 ponto por dia, para que a cada dois anos uma letra de mérito seja incorporada ao salário pessoal. - foram feitas diversas propostas para correção das mudanças no Plano de Funções implantado unilateralmente em janeiro de 2013. É necessário aumentar os Valores de Referência das funções (VRs), tanto as gratificadas de 6h quanto aquelas que o banco considera como de "confiança" e com jornada maior. - as gratificações de funções devem ter seus valores aumentados para que equivalham aos valores anteriores, pois independente da jornada que o banco determinou, as gratificações remuneravam as responsabilidades das funções e elas não mudaram. Os adicionais de função (AFG 256 e AFC 257) devem equivaler ao somatório anterior à implantação unilateral, ou seja, (ABF + ATFC + 25% de Grat. Sem). - pagamento de anuênio para o conjunto do funcionalismo, pois o BB retirou unilateralmente o direito em 1999, diferentemente do ocorrido no restante da categoria, que foi perguntada em plebiscito e para aqueles que aceitaram o fim do direito foi paga uma indenização. Ascensão profissional e comissionamento Outras reivindicações importantes foram apontadas e estão relacionadas ao tema Ascensão Profissional: - fim da trava de dois anos para a concorrência às funções comissionadas; - pagamento das substituições nas funções, tanto pelo caráter formativo e pelo fim do desvio de função quanto para a solução de diversos problemas em setores do banco como PSO e gerência média. Também é uma proposta dos bancários para o fim da perda de função e de vínculo com as unidades no caso de afastamentos por questões de saúde após 90 dias; - instituição de processo de seleção interna para o preenchimento das funções comissionadas, acabando com o subjetivismo e compadrio nas nomeações e estabelecendo regras claras e objetivas para todos. Também é necessário que todos tenham acesso aos certificados e cursos internos, e não somente os chamados "públicos alvo" definidos pelo banco porque a discriminação já começa nisso. - melhoria na cláusula de proteção contra descomissionamentos imotivados. Além de estabelecer um conceito mais claro para as avaliações satisfatórias e insatisfatórias, é necessária a inclusão dos primeiros gestores das unidades na cláusula, porque de 2012 adiante pioraram absurdamente o assédio e as ameaças aos gestores com a implantação do Novo Sinergia BB e a falta de gestão coerente das metas, onde metas individuais e diárias ameaçam a vida profissional de milhares de comissionados que percorreram longo caminho até a posição que ocupam na carreira e estão sendo "convidados" ou forçados a sofrer reduções salariais. Condições de trabalho Também foram reforçadas as demandas apresentadas nas mesas anteriores e que têm relação direta com os eixos debatidos com o banco sobre remuneração, saúde e previdência, fim do assédio moral e das metas abusivas, fim das reestruturações e terceirizações, mudanças nas PSO, SAC, CABB e demais departamentos do banco e que se somam às principais reivindicações do funcionalismo no BB: - a contratação de mais cinco mil bancários dos concursos em aberto, com a revisão urgente das dotações insuficientes das unidades de trabalho; - fim da exploração dos estagiários como interposição fraudulenta de mão de obra e revisão dos valores das bolsas recebidas por eles. A reivindicação é que o BB cumpra a Convenção Coletiva de Trabalho que prevê valores baseados no piso da categoria, adequadas às jornadas do estágio; - fim das metas diárias, proibição do envio de torpedos, emails e demais formas de assédio e ameaças na cobrança de metas, e fim das metas individuais inclusive na nova GDP; - aumento na dotação das PSO e nomeação dos milhares de caixas substitutos, pagamento das substituições dos gerentes de serviços, solução para os delegados sindicais eleitos que atuam nos caixas e estão vinculados aos prefixos das plataformas, criação de gratificação de caixa líder ou de supervisor de caixa. Além de avançar na pontuação do mérito dos caixas e retroagir ao histórico de cada um; - solução imediata, com definição de prazo, para a inclusão de todos os funcionários de bancos incorporados nos direitos da Cassi e da Previ. Também foram citadas várias discriminações no dia a dia e nos locais de trabalho no uso de direitos coletivos do ACT pelo fato de alguns funcionários terem origem em bancos incorporados; - fim da perda de função e vínculo com a unidade de trabalho para as pessoas que se afastarem por motivo de doenças, sejam elas ocupacionais, acidente de trabalho ou por outras origens; - melhoria no plano odontológico e extensão para os aposentados; - criação de direito novo de complemento de aposentadoria na Previ relacionado à pagamentos de PLR e auxílio alimentação. Bancários devem intensificar mobilização A Fenaban se comprometeu a apresentar proposta global na quinta-feira, dia 5 de setembro. Foi cobrado que o BB faça o mesmo com relação à pauta de reivindicações específicas. “Terminamos de apresentar ao BB nossa pauta. Entendemos que nossas reivindicações são factíveis de atendimento, basta olharmos os resultados apresentados pelo banco. Caso não tenha condições de apresentar uma proposta justa, que afirme que os lucros não são reais”, afirmou o diretor do SindBancários Julio Cesar Vivian, presente nas negociações como representante gaúcho. “Também cobramos igualdade de oportunidades, sem discriminação de raça, gênero ou orientação sexual”, completou. A partir de agora está na mão do BB resolver os problemas apresentados pelos bancários e justificar seu discurso de responsabilidade sócio ambiental e de grande referência no setor bancário brasileiro. Calendário de luta Setembro 3 e 4 - Mobilização em Brasília para pressionar deputados contra PL 4330 na CCJC da Câmara 5 - Quarta rodada de negociação entre o Comando e a Fenaban *Contraf/CUT e SindBancários |
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Nova pesquisa nacional de ataques a bancos repercute em todo país
A 5ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pela Confederação
Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Contraf-CUT, repercutiu em todo país. O
levantamento apontou que 1.484 ocorrências no primeiro semestre de
2013, uma média assustadora de 8,24 por dia, o que representa um
crescimento de 17,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
Desses casos, 431 foram assaltos (inclusive com sequestro de bancários e vigilantes), consumados ou não, e 1.053 arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos. No primeiro semestre de 2012, foram registrados 1.261 ataques, sendo 377 assaltos e 884 arrombamentos.
> Clique aqui para acessar a pesquisa completa.
A pesquisa, com o apoio técnico do Dieese, é feita a partir de notícias da imprensa, estatísticas de Secretarias de Segurança Pública (SSP) e informações de sindicatos e federações de vigilantes e bancários.
São Paulo é o estado que mais uma vez lidera o ranking, com 334 ataques. Em segundo lugar aparece de novo Minas Gerais, com 170, em terceiro o Paraná, com 118, em quarto a Bahia, com 117, e em quinto a Paraíba, com 95.
A região Sudeste segue com o maior número de ataques (550), seguida do Nordeste (524), Sul (258), Centro-Oeste (123) e Norte (29).
Confira abaixo algumas das notícias veiculadas em todo o país
Agência Brasil
Bancos registram mais de 1,4 mil ataques no primeiro semestre deste ano
O Estado de São Paulo
Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa
Agência Brasil
Confederações cobram medidas para melhorar segurança em bancos
Band
Bancos registram mais de 1,4 mil ataques
DCI
Primeiro semestre teve mais de oito ataques a agências por dia, mostra CUT
Clica Brasília
Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa
G1 - Paraíba
Triplica número de ataques a bancos e PB é 5º lugar no país, diz pesquisa
IBahia
Bahia é o quarto estado com mais ataques a bancos, diz sindicato
Zero Hora
Oito agências bancárias são alvos de ataque diariamente, diz pesquisa
Click PB
Pesquisa nacional aponta aumento de 196,9% em assaltos a bancos em 2013 na Paraíba
Terra
Bancos registram mais de 1,4 mil ataques em todo País no 1º semestre
O Povo online - CE
Em média, oito agências bancárias são assaltadas por dia no País
Exame.com
Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa
Gazeta do Povo - PR
Bancos registram mais de 1,4 mil ataques no primeiro semestre deste ano
Estado de Minas
Oito bancos são alvos de ataque por dia, diz pesquisa
BOL Notícias
Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa.
Gazeta do Interior - SP
Um banco é assaltado por dia no Estado; na Capital um a cada três dias
Fonte: Contraf-CUT
Desses casos, 431 foram assaltos (inclusive com sequestro de bancários e vigilantes), consumados ou não, e 1.053 arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos. No primeiro semestre de 2012, foram registrados 1.261 ataques, sendo 377 assaltos e 884 arrombamentos.
> Clique aqui para acessar a pesquisa completa.
A pesquisa, com o apoio técnico do Dieese, é feita a partir de notícias da imprensa, estatísticas de Secretarias de Segurança Pública (SSP) e informações de sindicatos e federações de vigilantes e bancários.
São Paulo é o estado que mais uma vez lidera o ranking, com 334 ataques. Em segundo lugar aparece de novo Minas Gerais, com 170, em terceiro o Paraná, com 118, em quarto a Bahia, com 117, e em quinto a Paraíba, com 95.
A região Sudeste segue com o maior número de ataques (550), seguida do Nordeste (524), Sul (258), Centro-Oeste (123) e Norte (29).
Confira abaixo algumas das notícias veiculadas em todo o país
Agência Brasil
Bancos registram mais de 1,4 mil ataques no primeiro semestre deste ano
O Estado de São Paulo
Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa
Agência Brasil
Confederações cobram medidas para melhorar segurança em bancos
Band
Bancos registram mais de 1,4 mil ataques
DCI
Primeiro semestre teve mais de oito ataques a agências por dia, mostra CUT
Clica Brasília
Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa
G1 - Paraíba
Triplica número de ataques a bancos e PB é 5º lugar no país, diz pesquisa
IBahia
Bahia é o quarto estado com mais ataques a bancos, diz sindicato
Zero Hora
Oito agências bancárias são alvos de ataque diariamente, diz pesquisa
Click PB
Pesquisa nacional aponta aumento de 196,9% em assaltos a bancos em 2013 na Paraíba
Terra
Bancos registram mais de 1,4 mil ataques em todo País no 1º semestre
O Povo online - CE
Em média, oito agências bancárias são assaltadas por dia no País
Exame.com
Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa
Gazeta do Povo - PR
Bancos registram mais de 1,4 mil ataques no primeiro semestre deste ano
Estado de Minas
Oito bancos são alvos de ataque por dia, diz pesquisa
BOL Notícias
Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa.
Gazeta do Interior - SP
Um banco é assaltado por dia no Estado; na Capital um a cada três dias
Fonte: Contraf-CUT
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Passeatão dos Bancários mostra, sob chuva, a força da luta contra a exploração dos bancos
Uma
frase que costuma resumir a força de um movimento ou de uma categoria
ecoou pelas ruas do Centro de Porto Alegre na tarde desta quinta-feira,
22 de agosto. Nem a chuva torrencial que desabou sob a Capital dos
gaúchos diminui o ímpeto de centenas de bancários. Os trabalhadores
foram às ruas levar sua Campanha Salarial aos companheiros e anunciar
que estão dispostos a levar o movimento às últimas consequências para
avançar na conquista de direitos históricos. A frase aquela da primeira
linha deste texto é esta: "Nem a chuva nem o vento esfriam o movimento".
E muito menos os banqueiros que só dizem não nas mesas de negociação.
A campanha salarial dos
bancários já teve duas rodadas de negociações. Diante da rejeição de
todas as reivindicações apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários
em São Paulo, a Campanha Nacional deliberou a organização do Dia
Nacional de Mobilização para lançar a Campanha Salarial. Aqui em Porto
Alegre, o tradicional Passeatão dos Bancários tomou conta das ruas do
centro da capital. Com palavras de ordem, jingle, faixas, cartazes e
balões, a categoria não se intimidou, encarou a chuva e botou o bloco
dos bancários na rua. A partir desse dia, as palavras de ordem são
mobilização e unidade para avançar na luta.
Os bancários saíram da Praça da Alfândega e seguiram o trajeto previsto até chegar na Esquina Democrática. Durante todo o caminho, dirigentes denunciavam para a sociedade as péssimas condições de trabalho, a exploração dos bancários, as demissões, a imposição de metas abusivas, os assédios moral e sexual e a falta de segurança.
Uma das reivindicações dos bancários foi a luta contra o PL 4330. É nesse item que a campanha dos bancários que se funde com as outras categorias e com as reivindicações que vêm das ruas. Suspender a implantação de quaisquer projetos de terceirização é mais do que necessário. O PL 4330 é uma ameaça à carteira assinada de trabalhadores de bancos, pois permite a terceirização até mesmo das atividades fim das empresas. No caso dos bancários, a terceirização pode atingir as funções das áreas de concessão de crédito aos caixas, do RH à tesouraria.
O presidente do SindBancários, Mauro Salles, também fez ecoar sua voz, reforçando que a pauta dos bancários segue conectada com a luta nacional dos trabalhadores, mas também focada no sofrimento dos bancários no seu ambiente de trabalho. “Precisamos garantir a retirada imediata do projeto de lei 4330, que trata das terceirizações. Os bancos têm muito interesse em aprovar este PL porque utilizariam a terceirização da mão de obra e de serviços com o objetivo de reduzir custos, substituindo trabalhadores contratados diretamente por outros contratados geralmente de forma temporária e, sobretudo, com salários e benefícios menores e em condições de trabalho precárias”, alertou Mauro.
A saúde dos bancários também foi defendida pelo presidente. “Não podemos aceitar os nossos colegas adoecendo pelo simples fato de trabalhar. Queremos um ambiente de trabalho decente. Se continuarmos sem avanço nas negociações, não teremos outra alternativa a não ser a greve.”
Segundo Mauro, a precarização do trabalho do bancário repercute diretamente no atendimento ao cliente, assim como a falta de investimento em segurança bancária, que acaba tendo efeito em toda a sociedade.
Isis Garcia Marques, diretora da Fetrafi-RS, destacou a necessidade de as mulheres bancárias terem os seus salários equiparados aos homens nos bancos. Além disso, defendeu o combate às discriminações, ao assédio moral e sexual que há nas instituições bancárias. “As mulheres já são mais de 50% dos trabalhadores dos bancos. Mas nossos salários ainda são, em média, muito menor do que o dos homens. Por isso a gente tem que vir para a rua”, avaliou Isis.
O diretor do SindBancários, Everton Gimenis, parabenizou a união dos bancários nas ruas da capital gaúcha. “A chuva não impediu a nossa passeata que busca denunciar à sociedade a real situação a que os bancários estão submetidos para que os bancos aumentem seus lucros ainda mais”, analisou.
Segundo o diretor do SindBancários, Sandro Artur Ferreira Rodrigues, há uma mobilização nacional para conter a violência. “É inadmissível não termos uma lei estadual que garanta a segurança dos bancários e vigilantes, mas também dos clientes e usuários. Nós, os bancários, temos trabalhado para aprovar esta lei que vai obrigar o bancos a investir na defesa da vida dos bancários e não só na defesa do dinheiro como eles fazem hoje”, alertou Sandro.
O diretor Luciano Fetzner exaltou a participação do SindBancários nas manifestações que exigem mudanças profundas na política do país. Luciano participa do Bloco de Lutas pelo Transporte 100% Público. “Os bancários e bancárias, como de costume, estão nas ruas com a juventude e com os movimentos sociais desde o início deste ano lutando pela ampliação dos direitos de todos os trabalhadores. Vamos continuar nesta luta que é de todos, mas também reafirmar o nosso compromisso de lutar contra a exploração da categoria pelos banqueiros”, concluiu o diretor do SindBancários.
Principais reivindicações
• Reajuste de 11,93%, 5% de aumento real e a inflação do período.
• PLR: três salários mais R$ 5.553,15.
• Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).
• Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
• Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.
• Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão
bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que
precariza as condições de
trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
• Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
• Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes.
Calendário de mobilização
Agosto
- 23 - Segunda rodada das negociações específicas do Banco do Brasil
- 26 e 27 - Terceira rodada de negociações entre Comando e Fenaban
- 28 - Dia do Bancário - Atos de comemoração e de mobilização
- 29 - Terceira rodada de negociação específica entre Comando e BB
- 30 - Paralisação nacional das centrais sindicais pela pauta da classe trabalhadora
Setembro
- 3 - Data prevista para a votação do PL 4330 da terceirização na CCJC da Câmara
Fonte: Imprensa/SindBancários
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Empregados e Caixa iniciam negociações da pauta específica da campanha salarial 2013
Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal iniciaram
na tarde da última sexta-feira (9), em Brasília, as negociações acerca
da pauta de reivindicações especificas para a campanha salarial 2013. A
representação dos trabalhadores tem coordenação da Confederação Nacional
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e participação de
integrantes da Comissão Executiva Nacional dos Empregados (CEE/Caixa).
A rodada de negociações abordou cláusulas relativas à saúde do trabalhador, ao plano Saúde Caixa e às condições de trabalho.
Porém, antes de iniciar o debate dos itens da pauta, o Comando cobrou
da empresa solução para questões ainda pendentes, a exemplo dos casos
de descomissionamentos de dirigentes sindicais ocorridos em Santa
Catarina e no Rio Grande do Sul e de empecilhos colocados à distribuição
de material das entidades associativas e sindicais em determinadas
unidades da cidade de São Paulo, todos tidos como prática antissindical.
Os representantes dos empregados cobraram ainda que a Caixa reveja
sua posição de considerar como falta o dia não trabalhado em 11 de julho
último, em razão da greve nacional convocada pelas centrais sindicais.
Saúde do trabalhador
Nos debates sobre saúde, o Comando defendeu a criação de unidades
específicas para Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa, com estruturas
técnica e administrativa compatíveis com suas atribuições, sendo, no
mínimo, uma por estado. Cobrou o reconhecimento das atividades de
tesoureiro, avaliador de penhor e caixa como insalubres, a extensão da
pausa de 10 minutos a cada 50 trabalhadores a todos os bancários que
atendem público ou trabalham com entrada de dados e a manutenção da
titularidade e complementação salarial referente ao CTVA para afastados
por motivo de saúde, enquanto perdurar o afastamento.
Os representantes dos empregados argumentaram ainda em favor do
custeio integral pela Caixa do tratamento das doenças do trabalho,
inclusive para aposentados por invalidez por acidente de trabalho, e em
defesa da extensão da licença-aleitamento para mães com crianças de até
um ano.
O Comando cobrou da Caixa procedimentos de efetivo combate a todas as
formas de violência organizacional, sobretudo no que se refere ao
assédio moral e ao assédio sexual. A imposição de metas e as pressões
por resultados foram taxadas pelos representantes dos empregados como
exercício do assédio moral.
Saúde Caixa
Nos debates sobre Saúde Caixa, os representantes dos empregados
propuseram a utilização do resultado anual para melhorias no plano, bem
como o ressarcimento do valor integral dos procedimentos, em localidades
em que não haja profissionais credenciados.
O Comando reforçou a cobrança de transformação do caráter do Conselho
de Usuários de consultivo para deliberativo e defendeu a o
fortalecimento dos comitês de acompanhamento da rede credenciada.
A defesa da extensão do Saúde Caixa para as pessoas que se
aposentaram por PADV foi feita, uma vez mais, pelo presidente da
Federação Nacional dos Aposentados, Décio de Carvalho, representante do
segmento na mesa de negociação. Na oportunidade, o dirigente cobrou
ainda informação da empresa sobre a busca de solução para os mais de
quinze anos de congelamento dos benefícios pagos pelo INSS aos
aposentados pelo chamado Plano de Melhoria de Proventos e Pensões
(PMPP).
Os representantes da Caixa asseguraram que a extensão do plano aos
aposentados por PADV está sendo avaliada e que a conclusão deve sair
ainda em agosto. Sobre o PMPP, a informação é de que a Caixa adotou como
procedimento acionar a Câmara de Arbitragem da Advocacia Geral da União
(AGU), para trazer o INSS para a discussão do assunto.
Condições de trabalho
As representações dos empregados apresentaram à Caixa e exigência de que
a abertura de novas unidades se dê somente com a estrutura física, de
segurança e ergonomia necessárias ao atendimento adequado da população.
Cobraram também o fortalecimento das estruturas das Gilogs para o
atendimento das demandas existentes.
Para o Comando Nacional, a melhoria das condições de trabalho exige o
aumento do número mínimo de empregados por agência. Foram reivindicados
também dois tesoureiros por unidade, em dois turnos de trabalho, e no
mínimo um TBN na retaguarda, por unidade.
A segunda rodada de negociação da pauta de reivindicações específicas
para a campanha salarial 2013 dos empregados da Caixa ficou agendada
para o dia 19 de agosto. “Essa mesa sobre temas específicos é importante
porque temos muitas coisas para resolver com a Caixa e a hora de
começar a pressão é agora, com mobilização por todo o país”, ressaltou
Fabiana Uehara Proscholdt, representante da Contraf/CUT nas negociações.
Fonte: Fenae
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Funcionários do BB ficam sem refrigeração no PAB da UFRGS
Após
passarem um período sem sistema de refrigeração, os funcionários e
clientes do BB no PAB da UFRGS acreditavam que teriam um verão mais
agradável a partir da terça-feira, 22, quando o ar-condicionado foi
consertado. Mero engano. Dois dias depois, na quinta, o equipamento
novamente parou de funcionar.
“Estava tão abafado que não consegui ficar muito tempo no lugar”, lamentou a diretora do SindBancários e funcionária do BB, Cristiana Garbinatto,que está grávida de oito meses e estava no local para uma visita de rotina.Ao mesmo problema, estão expostos os bancários e clientes. Nem mesmo as janelas, lacradas por motivos de segurança, podem ser abertas, deixando a situação ainda pior.
Cristiana chama a atenção para o fato de que outras agências apresentaram problemas semelhantes. Com equipamentos de refrigeração defasados, dias após consertados já estão novamente com problemas. “O BB está gastando em manutenção o que poderia ser utilizado para comprar um ar-condicionado novo e resolver o problema de uma única vez”, analisa a diretora.
O SindBancários está pedindo junto a direção do banco a troca do sistema de refrigeração e segue atento aos problemas enfrentados no trabalho. Casos de falta de condições de trabalho ou outras irregularidades devem ser denunciadas através do Tudo Tem Limite, pelo telefone 3433 1225, e-mail tudotemlimite@sindbancarios.org.br ou pelo site http://www.tudotemlimite.org.br/.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Bancários vão à greve por melhores salários, PLR e condições de trabalho
Os bancários fazem
assembléia nesta quarta-feira 12 em todo o país para deflagrar greve por tempo
indeterminado a partir do dia 18 porque os bancos, apesar de formarem o setor
mais sólido e lucrativo da economia, não apresentaram até agora uma proposta decente
que contemple as reivindicações da categoria.
A quase totalidade dos acordos salariais assinados no primeiro semestre em setores econômicos menos lucrativos que o financeiro teve aumentos reais. Os ganhos dos trabalhadores desses segmentos chegaram a mais de 5% acima da inflação. É um gritante contraste com o 0,58% de aumento real proposto pela Fenaban aos bancários.
Os seis maiores bancos, que empregam mais de 90% da categoria, lucraram R$ 25,2 bilhões somente no primeiro semestre. E ainda provisionaram R$ 39,15 bilhões para devedores duvidosos (PDD), 64,3% a mais que o lucro líquido. É um disparatado truque contábil para uma inadimplência que cresceu apenas 0,7 pontos percentuais no mesmo período.
Com essa maquiagem nos balanços, diminuindo artificialmente os lucros, as instituições financeiras apresentaram proposta que reduz a PLR da categoria. Para fugir dessa armadilha, os bancários reivindicam uma nova forma de cálculo da PLR, equivalente a três salários mais R$ 4.961 fixos. Mas os banqueiros rejeitam.
Ao também negarem reajuste decente no piso, os bancos mais uma vez demonstram ganância excessiva e falta de respeito em relação àqueles que produzem os seus resultados fantásticos.
Pesquisa realizada pela Contraf-CUT junto a entidades sindicais sul-americanas mostra que o piso salarial dos bancários brasileiros é um dos mais baixos no continente. Enquanto os bancos pagam piso de 1.090 dólares no Uruguai e de 1.200 dólares na Argentina, aqui no Brasil é de apenas 681 dólares (ou seja, R$ 1.400). Isso significa que o piso do bancário hoje é 58% do salário mínimo do Dieese de R$ 2.416, o que está sendo reivindicado.
Os banqueiros recusam-se ainda a discutir o emprego e mecanismos que dificultem as demissões imotivadas, além do fim da rotatividade, política deliberada que eles empregam para fechar postos de trabalho e reduzir a massa salarial da categoria.
Nos últimos oito anos, os bancários conquistaram com grandes mobilizações e greves 13,9% de aumento real nos salários e 31,7% no piso. Mas a média salarial da categoria cresceu apenas 3,6% nesse período, em razão da rotatividade, pelo qual bancários com salários mais altos são demitidos para a contratação de outros com remuneração mais baixa, principalmente nos bancos privados. É preciso pôr um fim a esse mecanismo nefasto, que não existe em outros países, só no Brasil.
Ao contrário desse tratamento de arrocho para com os trabalhadores, os bancos aumentam de forma desproporcional a remuneração já milionária de seus altos executivos. É uma premiação àqueles encarregados de promover a redução de custos com enxugamentos de salário e emprego, de fixar as metas abusivas, incentivar o assédio moral e investir pouco em segurança.
Segundo dados fornecidos pelas próprias instituições financeiras à CVM, a remuneração média dos diretores estatutários de quatro dos maiores bancos em 2012 será 9,7% superior à do ano passado, o que significa um aumento real de 4,17%. Assim, cada um desses diretores do BB receberá este ano mais de R$ 1 milhão, os do Bradesco embolsarão R$ 4,43 milhões, os do Santander R$ 6,2 milhões e os do Itaú R$ 8,3 milhões cada um.
É essa diferença de tratamento entre a base e o topo da pirâmide social que dá ao Brasil papel de destaque em um vergonhoso ranking: é um dos 12 países mais desiguais do planeta e o quarto com a pior distribuição de renda na América Latina.
Agindo com essa irresponsabilidade, os banqueiros boicotam o novo
Brasil que queremos construir - um país desenvolvido, mais justo e solidário.
Como sempre, estamos abertos ao diálogo e apostamos na valorização do processo de negociação. Mas a Fenaban, em quatro rodadas duplas de negociação, apresentou uma única proposta, com a provocação do 0,58% de aumento real e nada mais no piso, na PLR e no emprego - contrastando com a gorda remuneração dos altos executivos.
No dia 5 de setembro o Comando Nacional enviou carta à Fenaban informando sobre o calendário de mobilização e reafirmando a importância de se buscar um acordo negociado. Mas até agora os bancos não deram nenhuma resposta.
Assim como nos colocamos abertos ao diálogo, estamos também preparados para defender nossos direitos e nossa dignidade, recorrendo à greve a partir do dia 18 se continuarmos sendo tratados com esse desrespeito.
Para isso, é fundamental agora que a categoria bancária mantenha a unidade nacional. Precisamos caminhar juntos, nos bancos públicos e privados, para buscarmos o aumento real e ampliarmos as conquistas. Nossa unidade e mobilização são as principais armas contra os banqueiros.
Foi com essa estratégia que os bancários fizeram em 1985 a maior greve da história da categoria, abrindo caminho para a conquista da Convenção Coletiva de Trabalho, que está completando 20 anos. Foi com o mesmo espírito de unidade que a categoria conquistou aumento real nos últimos oito anos. Mais uma vez a união será decisiva para a nossa mobilização e para as novas conquistas.
Carlos Cordeiro,
Presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários
A quase totalidade dos acordos salariais assinados no primeiro semestre em setores econômicos menos lucrativos que o financeiro teve aumentos reais. Os ganhos dos trabalhadores desses segmentos chegaram a mais de 5% acima da inflação. É um gritante contraste com o 0,58% de aumento real proposto pela Fenaban aos bancários.
Os seis maiores bancos, que empregam mais de 90% da categoria, lucraram R$ 25,2 bilhões somente no primeiro semestre. E ainda provisionaram R$ 39,15 bilhões para devedores duvidosos (PDD), 64,3% a mais que o lucro líquido. É um disparatado truque contábil para uma inadimplência que cresceu apenas 0,7 pontos percentuais no mesmo período.
Com essa maquiagem nos balanços, diminuindo artificialmente os lucros, as instituições financeiras apresentaram proposta que reduz a PLR da categoria. Para fugir dessa armadilha, os bancários reivindicam uma nova forma de cálculo da PLR, equivalente a três salários mais R$ 4.961 fixos. Mas os banqueiros rejeitam.
Ao também negarem reajuste decente no piso, os bancos mais uma vez demonstram ganância excessiva e falta de respeito em relação àqueles que produzem os seus resultados fantásticos.
Pesquisa realizada pela Contraf-CUT junto a entidades sindicais sul-americanas mostra que o piso salarial dos bancários brasileiros é um dos mais baixos no continente. Enquanto os bancos pagam piso de 1.090 dólares no Uruguai e de 1.200 dólares na Argentina, aqui no Brasil é de apenas 681 dólares (ou seja, R$ 1.400). Isso significa que o piso do bancário hoje é 58% do salário mínimo do Dieese de R$ 2.416, o que está sendo reivindicado.
Os banqueiros recusam-se ainda a discutir o emprego e mecanismos que dificultem as demissões imotivadas, além do fim da rotatividade, política deliberada que eles empregam para fechar postos de trabalho e reduzir a massa salarial da categoria.
Nos últimos oito anos, os bancários conquistaram com grandes mobilizações e greves 13,9% de aumento real nos salários e 31,7% no piso. Mas a média salarial da categoria cresceu apenas 3,6% nesse período, em razão da rotatividade, pelo qual bancários com salários mais altos são demitidos para a contratação de outros com remuneração mais baixa, principalmente nos bancos privados. É preciso pôr um fim a esse mecanismo nefasto, que não existe em outros países, só no Brasil.
Ao contrário desse tratamento de arrocho para com os trabalhadores, os bancos aumentam de forma desproporcional a remuneração já milionária de seus altos executivos. É uma premiação àqueles encarregados de promover a redução de custos com enxugamentos de salário e emprego, de fixar as metas abusivas, incentivar o assédio moral e investir pouco em segurança.
Segundo dados fornecidos pelas próprias instituições financeiras à CVM, a remuneração média dos diretores estatutários de quatro dos maiores bancos em 2012 será 9,7% superior à do ano passado, o que significa um aumento real de 4,17%. Assim, cada um desses diretores do BB receberá este ano mais de R$ 1 milhão, os do Bradesco embolsarão R$ 4,43 milhões, os do Santander R$ 6,2 milhões e os do Itaú R$ 8,3 milhões cada um.
É essa diferença de tratamento entre a base e o topo da pirâmide social que dá ao Brasil papel de destaque em um vergonhoso ranking: é um dos 12 países mais desiguais do planeta e o quarto com a pior distribuição de renda na América Latina.
Agindo com essa irresponsabilidade, os banqueiros boicotam o novo
Brasil que queremos construir - um país desenvolvido, mais justo e solidário.
Como sempre, estamos abertos ao diálogo e apostamos na valorização do processo de negociação. Mas a Fenaban, em quatro rodadas duplas de negociação, apresentou uma única proposta, com a provocação do 0,58% de aumento real e nada mais no piso, na PLR e no emprego - contrastando com a gorda remuneração dos altos executivos.
No dia 5 de setembro o Comando Nacional enviou carta à Fenaban informando sobre o calendário de mobilização e reafirmando a importância de se buscar um acordo negociado. Mas até agora os bancos não deram nenhuma resposta.
Assim como nos colocamos abertos ao diálogo, estamos também preparados para defender nossos direitos e nossa dignidade, recorrendo à greve a partir do dia 18 se continuarmos sendo tratados com esse desrespeito.
Para isso, é fundamental agora que a categoria bancária mantenha a unidade nacional. Precisamos caminhar juntos, nos bancos públicos e privados, para buscarmos o aumento real e ampliarmos as conquistas. Nossa unidade e mobilização são as principais armas contra os banqueiros.
Foi com essa estratégia que os bancários fizeram em 1985 a maior greve da história da categoria, abrindo caminho para a conquista da Convenção Coletiva de Trabalho, que está completando 20 anos. Foi com o mesmo espírito de unidade que a categoria conquistou aumento real nos últimos oito anos. Mais uma vez a união será decisiva para a nossa mobilização e para as novas conquistas.
Carlos Cordeiro,
Presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Trabalho escravo agora pode ser denunciado no estado
Central para denúncias de
trabalho escravo foi criada através da iniciativa da Comissão Estadual
para Erradicação do Trabalho Escravo no Rio Grande do Sul (Coetrae-RS)
Desde a última quinta-feira
(30), quem tiver informações sobre ocorrências de trabalho escravo no
estado poderá denunciar. O número para quem o denunciante deve ligar é o
181. Não é necessário se identificar para efetuar a denúncia.
A central foi criada através de uma iniciativa da Comissão Estadual
para Erradicação do Trabalho Escravo no Rio Grande do Sul (Coetrae-RS). A
criação foi efetuada durante solenidade na Secretaria da Justiça e dos
Direitos Humanos.
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Condições de Trabalho,
Saúde do Trabalhador
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Bancários do HSBC realizam Dia Continental de Lutas nesta quarta
Os bancários do HSBC nas Américas realizam nesta quarta-feira (29) um
Dia Continental de Lutas. A mobilização foi aprovada na 8ª Reunião
Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais (Santander, HSBC,
Banco do Brasil e Itaú), ocorrida em Montevidéu, no Uruguai, no mês de
julho.
Os trabalhadores protestam por mais respeito aos direitos e às leis
dos países em que atuam, por mais empregos e por melhores condições de
trabalho, sem terceirizações nem substituições de funcionários por
máquinas, e pelo fim imediato das práticas antissindicais. O jornal Rede
Global Bancária está sendo distribuído pelos sindicatos aos bancários.
> Clique aqui para ler o jornal da Rede Global Bancária.
Segundo Miguel Pereira, secretário de Organização da Contraf-CUT e funcionário do HSBC, a mobilização dos trabalhadores no Brasil terá como foco principal a cobrança por mais empregos e melhores condições de trabalho. Também discute os problemas com os programas de remuneração variável e as questões referente a provisões para créditos em liquidação duvidosa (PDD), que comprometem a PLR e o PPR/PSV. "Além disso, também serão tratadas as inúmeras denúncias em que o banco está envolvido atualmente", afirma o dirigente sindical.
PDD
Os valores destinados para PDD aumentaram em 63,4% no primeiro semeste deste ano, atingindo a cifra de R$ 1,8 bilhão, ou seja, três vezes o valor do lucro. A PDD é um velho truque contábil usado pelos banqueiros para maquiar resultados.
No mesmo período o índice de inadimplência aumentou apenas 1,2 ponto percentual, atingindo 4,8% no semestre.
Para o Dieese, fica claro que o HSBC está usando a PDD para reduzir seus lucros no Brasil, não mantendo qualquer relação com a carteira de créditos em atraso, que deveria ser a referência para a formação destas reservas.
"É vergonhoso ver o banco se utilizar dessa possibilidade legal para diminuir o seus lucros e dos esforços sobre-humanos dos bancários para atingir metas irem para o ralo. Se isso não ocorresse, somente os valores pagos a título de PLR poderiam ser muito maiores, atingindo o teto de 2,2 salários", critica Miguel.
Emprego e condições de trabalho
Quanto ao emprego, os dados do balanço mostram que, apesar do exorbitante lucro no Brasil de R$ 602,5 milhões no primeiro semestre deste ano, o banco eliminou 1.836 postos de trabalho entre junho de 2011 e junho deste ano, na contramão da economia brasileira que gerou empregos.
"Não é à toa que as condições de trabalho estão péssimas, beirando o insuportável e a cada dia o nível de adoecimento é maior. E quando isso acontece, os funcionários ainda são discriminados e perseguidos pelo banco, como apontou a recente denúncia feita pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba ao Ministério Público do Trabalho", aponta Miguel.
O fato de a PDD ser uma das contas de despesas dos balanços, além de baixar o lucro líquido, compromete não só o pagamento da PLR da categoria bancária prevista na Convenção Coletiva de Trabalho, como pode até inviabilizar o pagamento dos programas próprios de remuneração variável, como o PPR e o PSV.
Apesar das mudanças paliativas feitas pelo HSBC para o PPR/PSV 2012, como a não compensação apenas para os gerentes entre a PLR e o seu programa próprio (PSV) e o pagamento diferenciado aos funcionários da área de atendimento das agências, com esse volume de provisionamento corre-se o risco de ao final do programa ninguém ganhar nada.
Denúncias
Somente no último mês, um número enorme de denúncias em diversas partes do mundo levou o HSBC a ser manchete de forma negativa nos principais jornais.
Nos EUA, o Senado americano apura o envolvimento do HSBC em crimes de lavagem de dinheiro do narcotráfico mexicano e ligações com o terrorismo internacional, por ocultação de operações com o Irã no montante de U$ 16 bilhões. O Banco já reservou U$ 700 milhões para pagamento de multas que serão aplicadas. Especialistas dizem que esse valor poderá atingir U$ 1 bilhão.
No México, foi aplicada multa de U$ 28 milhões, a maior da história daquele país, pelo HSBC ter sido o maior canal de transferência de dólares do México para os Estados Unidos em meados dos anos 2000.
Na Inglaterra, o banco reservou U$ 1,3 bilhão para compensar clientes pela venda enganosa de seguro de empréstimos a indivíduos e produtos de hedge de juros a pequenas empresas.
No Brasil, o HSBC é apontado como provável banco em que se movimentavam a maior parte dos recursos das empresas citadas no escândalo político ligado ao contraventor Carlinhos Cachoeira. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara já solicitou averiguação ao Banco Central.
"Ainda no Brasil, temos a espionagem feita pelo banco inglês com 164 trabalhadores afastados para tratamento de saúde, cuja apuração se encontra no Ministério Público do Trabalho do Paraná", ressalta Miguel.
Para o dirigente sindical, muitos são os episódios em que o banco se encontra totalmente fora da lei. "Não basta o executivo-chefe do HSBC, Stuart Gulliver, se lamentar ou pedir desculpas. O fato é que ninguém foi punido até o momento", conclui Miguel.
> Clique aqui para ler o jornal da Rede Global Bancária.
Segundo Miguel Pereira, secretário de Organização da Contraf-CUT e funcionário do HSBC, a mobilização dos trabalhadores no Brasil terá como foco principal a cobrança por mais empregos e melhores condições de trabalho. Também discute os problemas com os programas de remuneração variável e as questões referente a provisões para créditos em liquidação duvidosa (PDD), que comprometem a PLR e o PPR/PSV. "Além disso, também serão tratadas as inúmeras denúncias em que o banco está envolvido atualmente", afirma o dirigente sindical.
PDD
Os valores destinados para PDD aumentaram em 63,4% no primeiro semeste deste ano, atingindo a cifra de R$ 1,8 bilhão, ou seja, três vezes o valor do lucro. A PDD é um velho truque contábil usado pelos banqueiros para maquiar resultados.
No mesmo período o índice de inadimplência aumentou apenas 1,2 ponto percentual, atingindo 4,8% no semestre.
Para o Dieese, fica claro que o HSBC está usando a PDD para reduzir seus lucros no Brasil, não mantendo qualquer relação com a carteira de créditos em atraso, que deveria ser a referência para a formação destas reservas.
"É vergonhoso ver o banco se utilizar dessa possibilidade legal para diminuir o seus lucros e dos esforços sobre-humanos dos bancários para atingir metas irem para o ralo. Se isso não ocorresse, somente os valores pagos a título de PLR poderiam ser muito maiores, atingindo o teto de 2,2 salários", critica Miguel.
Emprego e condições de trabalho
Quanto ao emprego, os dados do balanço mostram que, apesar do exorbitante lucro no Brasil de R$ 602,5 milhões no primeiro semestre deste ano, o banco eliminou 1.836 postos de trabalho entre junho de 2011 e junho deste ano, na contramão da economia brasileira que gerou empregos.
"Não é à toa que as condições de trabalho estão péssimas, beirando o insuportável e a cada dia o nível de adoecimento é maior. E quando isso acontece, os funcionários ainda são discriminados e perseguidos pelo banco, como apontou a recente denúncia feita pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba ao Ministério Público do Trabalho", aponta Miguel.
O fato de a PDD ser uma das contas de despesas dos balanços, além de baixar o lucro líquido, compromete não só o pagamento da PLR da categoria bancária prevista na Convenção Coletiva de Trabalho, como pode até inviabilizar o pagamento dos programas próprios de remuneração variável, como o PPR e o PSV.
Apesar das mudanças paliativas feitas pelo HSBC para o PPR/PSV 2012, como a não compensação apenas para os gerentes entre a PLR e o seu programa próprio (PSV) e o pagamento diferenciado aos funcionários da área de atendimento das agências, com esse volume de provisionamento corre-se o risco de ao final do programa ninguém ganhar nada.
Denúncias
Somente no último mês, um número enorme de denúncias em diversas partes do mundo levou o HSBC a ser manchete de forma negativa nos principais jornais.
Nos EUA, o Senado americano apura o envolvimento do HSBC em crimes de lavagem de dinheiro do narcotráfico mexicano e ligações com o terrorismo internacional, por ocultação de operações com o Irã no montante de U$ 16 bilhões. O Banco já reservou U$ 700 milhões para pagamento de multas que serão aplicadas. Especialistas dizem que esse valor poderá atingir U$ 1 bilhão.
No México, foi aplicada multa de U$ 28 milhões, a maior da história daquele país, pelo HSBC ter sido o maior canal de transferência de dólares do México para os Estados Unidos em meados dos anos 2000.
Na Inglaterra, o banco reservou U$ 1,3 bilhão para compensar clientes pela venda enganosa de seguro de empréstimos a indivíduos e produtos de hedge de juros a pequenas empresas.
No Brasil, o HSBC é apontado como provável banco em que se movimentavam a maior parte dos recursos das empresas citadas no escândalo político ligado ao contraventor Carlinhos Cachoeira. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara já solicitou averiguação ao Banco Central.
"Ainda no Brasil, temos a espionagem feita pelo banco inglês com 164 trabalhadores afastados para tratamento de saúde, cuja apuração se encontra no Ministério Público do Trabalho do Paraná", ressalta Miguel.
Para o dirigente sindical, muitos são os episódios em que o banco se encontra totalmente fora da lei. "Não basta o executivo-chefe do HSBC, Stuart Gulliver, se lamentar ou pedir desculpas. O fato é que ninguém foi punido até o momento", conclui Miguel.
Fonte: Contraf/CUT
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