Mostrando postagens com marcador Segurança Bancária. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Segurança Bancária. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Caixa mantém intransigência quanto ao GDP na primeira negociação

A Caixa Econômica Federal se manteve intransigente na primeira negociação da pauta específica da campanha salarial 2015, realizada nesta quinta-feira (27), em Brasília (DF). A empresa rejeitou a reivindicação das representações dos trabalhadores de suspender o programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), informando que a posição é a de mantê-lo e até ampliá-lo. Na avaliação do movimento sindical o programa institucionaliza a cobrança de metas individuais e causa adoecimento aos trabalhadores.

A negociação específica com a Caixa ocorre concomitantemente com a mesa unificada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Além do fim do GDP, os representantes dos empregados reivindicam que o banco concorde com o artigo 71 da minuta geral da campanha salarial 2015, que estabelece que os bancos deverão "garantir a participação de todos os seus trabalhadores na estipulação de metas e respectivos mecanismos de aferição, estabelecendo-se que as mesmas serão obrigatoriamente de caráter coletivo e definidas por departamentos e agências”.

Outro ponto reforçado quanto à saúde do trabalhador, foi o combate ao assédio moral e sexual. Os representantes dos empregados cobraram da Caixa celeridade na apuração das denúncias. A empresa alegou que tem procurado cumprir o prazo de 45 dias estabelecido na cláusula 56 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2014/2015.

Segurança bancária

Um representante da Gerência Nacional de Segurança Física (GESFI) apresentou as medidas que a Caixa tem adotado na área, como compra de equipamentos, campanhas de orientação dos empregados, medidas de gerenciamento de crise, entre outras.

Para os representantes dos trabalhadores, as ações da empresa priorizam a preservação do patrimônio físico. Dentre os pontos reivindicados pela CEE/Caixa – Contraf/CUT, estão a instalação de biombos que impeçam a visualização das operações efetuadas nos caixas pelo público, sem impedir a visão dos empregados e adequando a posição dos vigilantes.

A Caixa argumentou que foi definido um modelo padrão e que as divisórias já começaram a ser instaladas. A Comissão Executiva dos Empregados cobrou informações sobre o quantitativo de unidades já contempladas e a previsão de prazo para conclusão da instalação em todas as agências.

Outra reivindicação diz respeito à garantia de vigilantes em todas as unidades do banco. A CEE/Caixa – Contraf/CUT denunciou casos de prédios que estão sem o serviço, devido a contratos não renovados com a prestadora de serviço. Os representantes da empresa confirmaram que a medida foi adotada para reduzir custos eque a recomendação da GESFI é de que os locais afetados adotem outras medidas como colocação de recepcionistas ou porteiros, além do controle do acesso. Para o movimento sindical, esse posicionamento é inadmissível.

A próxima reunião de negociação específica da campanha salarial 2015 com a Caixa está agendada para o dia 4 de setembro, com a continuidade dos debates sobre saúde do trabalhador, Saúde Caixa, Funcef e aposentados. A pauta de reivindicações foi entregue à direção da empresa no dia 11 de agosto.

Prorrogação do ACT


A CEE/Caixa – Contraf/CUT reivindicou a prorrogação do Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2014/2015, que expira na próxima segunda-feira, dia 31 de agosto, até a conclusão das negociações deste ano. A Caixa se comprometeu a atender à reivindicação.


Avaliação

De acordo com o representante dos empregados gaúchos na negociação, Gilmar Aguirre, a Caixa já demonstrou sua intransigência desde o início da rodada. "Na abertura dos trabalhos a representação dos empregados frisou a necessidade da boa fé e a valorização das negociações específicas para os empregados, mas a empresa se manteve irredutível quanto a vários pontos abordados pelos sindicalistas”.

"Sobre o tema segurança, avaliamos que a Caixa investe na parte patrimonial e deixa a desejar na segurança física dos seus empregados, responsáveis pelo lucro divulgado recentemente de R$ 3.5 bilhões no primeiro semestre do ano. Quanto à saúde do trabalhadores, a CEE/CAIXA é enfática ao pedir a assinatura do artigo 71 do ACT além do combate a todas as formas de assédio. O GPD também é um tema importante, pois afeta diretamente a saúde dos empregados da Caixa, pela maneira de como o programa está sendo implantado”, critica o dirigente sindical da Contraf/CUT e do SindBancários.

Para o sindicalista, o sucesso da negociação específica, assim como ocorreu em campanhas anteriores, depende da participação dos empregados nas diversas atividades convocadas pelos sindicatos e federações. "Precisamos integrar de maneira massiva as mobilizações da categoria. Sem pressão sobre a Caixa não haverá negociações efetivas”, finaliza Gilmar Aguirre.

Fonte: Fenae com edição da Fetrafi-RS

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Mulher é assaltada dentro da agência central do Banrisul de Ijuí

No início da noite desta segunda-feira (24/8), uma mulher de 37 anos foi assaltada dentro da agência central do Banrisul, em Ijuí. A vítima sacava dinheiro em um caixa eletrônico quando o bandido entrou armado de faca,usando boné escuro e jaqueta preta.

Ele se aproximou da mulher e sob forte ameaça exigiu os R$ 270 que havia sacado. A vítima não sofreu ferimentos.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de Ijuí a agência do Banrisul não possui sistema de câmeras de vigilância.
"Tramita projeto na Câmara de Vereadores de Ijuí desde 2013, que obrigará as agências bancárias a disponibilizar vigilância ostensiva durante todo o horário de funcionamento dos terminais de autoatendimento e caixas eletrônicos. Cobramos agilidade do Legislativo para aprovação do projeto", destaca o dirigente do Sindicato dos Bancários, Moacir Scheuer Deves.

Fonte: IjuíNews com edição da Fetrafi-RS

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Negociações específicas com a Caixa começam no dia 27 de agosto

As negociações específicas da campanha nacional 2015 com a Caixa Econômica Federal vão começar no dia 27 de agosto. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários, na primeira reunião serão tratados os itens referentes à saúde do trabalhador e segurança bancária. As negociações ocorrem simultaneamente aos debates da pauta da categoria na mesa da Fenaban.

A entrega da pauta específica da Caixa ocorreu no dia 11 de agosto. O documento reúne itens que serão negociados durante a campanha nacional e, posteriormente, na mesa de negociações permanentes. Todos foram aprovados no 31º Conecef, realizado em junho, em São Paulo. Já a minuta geral, entregue à Fenaban no mesmo dia, é fruto da Conferência Nacional dos Bancários, que ocorreu de 31 de julho a 2 de agosto, também na capital paulista.
"As pautas geral e específica expressam os principais anseios dos bancários, principalmente no que diz respeito às condições de trabalho”, destaca a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Matheus. Em relação à Caixa, ela acrescenta: "Esperamos que a Caixa esteja disposta a negociar. Nesse sentido, a mobilização da categoria será fundamental para alcançarmos o máximo de avanço na campanha nacional”.
A pauta geral tem como pontos centrais o reajuste de 16%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.299,66 em junho), PLR de três salários mais R$ 7.246,82, defesa do emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, melhores condições de trabalho, fim da terceirização e vales-alimentação e refeição maiores.
Já entre os itens específicos da Caixa, destacam-se: contratação de mais empregados; fim do GDP; combate ao assédio moral; fim das metas abusivas; garantia do Saúde Caixa na aposentadoria, inclusive os que saíram pelo PADV; fim do voto de Minerva na Funcef; imediata incorporação do REB ao Novo Plano; fim da restrição de dotação orçamentária para horas extras; e extensão da licença-prêmio e do anuênio para todos os admitidos a partir de 1998.
Os locais e horários das negociações com a Caixa Econômica Federal serão divulgados posteriormente pela CEE/Caixa. Confira o calendário de reuniões:
27/08- Saúde do trabalhador e segurança bancária
04/09- Saúde Caixa, Funcef e aposentados
11/09- Carreira, isonomia e organização do movimento
18/09- Contratação, condição de funcionamento das agências e jornada/Sipon
*Agência Fenae com edição da Fetrafi-RS

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Explosivos falham em tentativa de arrombamento de caixas

Município fica na base do Sindicato de Horizontina

Os policiais militares de Independência encontraram por volta das 2h e 45min, do sábado (08) explosivos que seriam utilizados para arrombar os dois caixas eletrônicos do Bando do Brasil em Independência. Segundo informações o estopim chegou queimar, porém os explosivos não foram acionados. O município fica na base do Sindicato dos Bancários de Horizontina.

A PM encontrou a porta da agência entreaberta e os explosivos instalados nos caixas eletrônicos. Pelo menos dois homens foram avistados nas proximidades da agência. A Polícia Civil irá analisar as imagens do sistema de segurança para tentar identificar a quadrilha.

Na manhã de sábado os peritos do IGP estiveram na agência que fica na Avenida Três de Maio no centro de Independência.

A agência bancária permaneceu interditada durante o final de semana.

Fonte: No Ar Notícias

Bancários participam da 103ª reunião da CCASP na próxima semana

Objetivo é julgar processos movidos contra bancos
 

A Polícia Federal (PF) marcou para o próximo dia 19 de novembro a 103ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos da Segurança Privada (CCASP), que conta com representações do governo, bancários (Contraf/CUT), vigilantes e entidades patronais (Febraban). O encontro acontece às 9h, em Brasília (DF).
Estarão em julgamento os processos movidos contra bancos, empresas de vigilância, transporte de valores e centros de formação de vigilantes, em razão do descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e das portarias da PF.

Essa será a quarta reunião em 2014. A CCASP é um fórum consultivo, e os processos contra bancos são abertos pelas Delegacias Estaduais da Polícia Federal (Delesp), a partir da fiscalização anual do plano de segurança dos estabelecimentos e das denúncias de irregularidades que podem ser também encaminhadas pelas entidades sindicais.

A Contraf/CUT orienta os sindicatos e as federações de bancários a verificar se a legislação federal de segurança está sendo cumprida ou não nas agências e postos de atendimento bancário. Caso negativo, as entidades devem encaminhar denúncias por escrito para a Delesp mais próxima, pedindo fiscalização para que as normas de segurança sejam respeitadas, como forma de proteger a vida de trabalhadores e clientes.

Fonte: Fenae

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Rodada específica: Banrisul propõe retirada de direitos de afastados

A segunda rodada de negociações da pauta específica dos banrisulenses, iniciada nesta quarta-feira, 17, se resumiu na disposição do Comando de avançar e na tática defensiva da diretoria do Banrisul. Aliás, os negociadores do banco só mudaram de postura quando o assunto foi retirar direitos dos trabalhadores. Sem propostas ou acenar com avanços, a diretoria veio para a negociação, ocorrida na Associação dos Bancos do RS não só para enrolar, mas para condicionar a renovação do Acordo Coletivo do ano passado à exclusão dos banrisulenses afastados do trabalho por motivo de doença do pagamento da PLR Banrisul e outros benefícios, como a 13ª cesta alimentação e vale-refeição.

A diretoria propôs ainda que o Acordo fosse prorrogado até 2 de outubro. O Comando rechaçou, de forma indignada, as propostas do banco, destacando que só assinaria a prorrogação com a manutenção das cláusulas que o Banrisul queria suprimir e com prazo fixado no término da negociação.
Os temas saúde e condições de trabalho foram debatidos no período da tarde diante do impasse a prorrogação do Acordo Coletivo 2013. Por cerca de seis horas, os debates seguiram acirrados, com muitas discussões sobre pontos específicos e sob a intransigência da diretoria. Na avaliação do Comando, o Banrisul enrola para ganhar tempo e esperar a proposta de índice que a Fenaban promete apresentar nesta sexta-feira, 19. Os negociadores querem empurrar para depois do dia 2 de outubro, quando se encerram as negociações, a apresentação de uma proposta global.
"O banco está propondo retirar PLR e outras conquistas que os banrisulenses tiveram depois de lutar por muitos anos. A falta de sensibilidade pode ser medida pelo momento que a diretoria propõe atacar os afastados por doenças. Eles querem tirar benefícios como vales e cesta alimentação que já estão consagrados como conquista e direito por seis meses no caso de afastamento por doença, no dia em que estamos debatendo saúde e condições de trabalho. Ninguém pode perder nada”, apontou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.
Para o integrante do Comando Nacional, diretor da Contraf-CUT e funcionário do Banrisul, Antonio Pirotti, a estratégia dos negociadores do Banrisul foi atacar o movimento sindical e transferir a responsabilidade por uma eventual perda de direitos. "É lamentável que, quando temos uma mesa de debates sobre saúde, o Banrisul venha tentar tirar direitos dos afastados porque estão doentes. O banco traz uma situação para inviabilizar o acordo. Depois, eles vão dizer que as entidades sindicais não aceitaram os avanços que eles propuseram. Não temos como aceitar algo que foi tirado para depois ser reposto. Não vamos aceitar que as conquistas do ano passado sejam usadas como barganha na Campanha Salarial”, avisou Pirotti.
O Banrisul não pode alegar motivos econômicos para retirar direitos dos afastados. É consenso que o impacto do pagamento de alguns benefícios – como a cesta alimentação e vale refeição - é relevante. "Estão discriminando os afastados. Se estiver afastado cinco meses agora, no próximo mês já não receberia. Não aceitaremos retroceder. O banco não quer negociar e agora propõe retirar direitos. Ainda por cima, quer usar isso para dizer, no fim da negociação, que o retorno do que se retirou é o avanço”, acrescenta o diretor da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo.

Plano de Carreira

Mesmo que a estratégia da diretoria tenha sido empurrar com a barriga a negociação, trazendo para o debate a assinatura da prorrogação do Acordo Coletivo do ano passado e esquivando-se de debater Plano de Carreira, o Comando Nacional dos Banrisulenses cobrou o cumprimento de Acordo Coletivo anterior em que ficara acertado acordo que previa a implantação do Plano de Carreira. O argumento do banco é que o Acordo Coletivo do ano passado foi cumprido, sobretudo no que respeita a manutenção da Comissão Paritária, formada por representantes dos trabalhadores e da diretoria, para negociar e implantar o Plano de Carreira, porém sem compromisso de implantar sequer para o Quadro Básico. O Comando Nacional pressionou no início da reunião para debater agora o Plano de Carreira e buscou compromisso do banco com o anúncio de uma data de implantação. O banco quer debater Plano de Carreira em 2 de outubro.

PLR
A PLR Banrisul esteve em pauta na rodada de negociação desta quarta-feira. Para ganhar tempo, os negociadores propuseram a suspensão do benefício como condição para assinar prorrogação de vigência do Acordo Coletivo do ano passado. No início da reunião, propuseram o dia 30 de setembro como prazo final de vigência da renovação. Com isso, a proposta era renovar um conjunto de conquistas da categoria por apenas 13 dias. Mais adiante, aceitaram ampliar o prazo para 2 de outubro. A assessoria jurídica e o Comando entendem que não é possível assinar um documento que gere perda de direitos.

Segurança

Outra tática do Banrisul é tergiversar. Ante as propostas dos banrisulenses, eles praticamente mudam de assunto e apresentam as "soluções” que estão em andamento. Chegaram a levar o gerente de segurança para enumerar programas de treinamento e investimentos voltados para a segurança patrimonial não para a defesa da integridade e da vida dos trabalhadores. No que diz respeito à segurança, os integrantes do Comando Nacional cobraram a instalação de biombos perto dos caixas e dos terminais de autoatendimento, de portas-giratórias antes dos caixas-eletrônicos, de vidros blindados, câmeras.
O Comando entendeu que o banco precisa avançar muito nos investimentos em segurança. O discurso dos diretores e especialistas do banco aponta para a direção de estratégias que visam à proteção do dinheiro. Os banrisulenses querem que os investimentos em segurança sejam feitos para a defesa da vida dos trabalhadores. O Comando também toma como inaceitável o fato de o Banrisul ainda exigir de seus funcionários que fiquem com as chaves e abram as agências. Isso expõe os trabalhadores a sequestros por quadrilhas cada vez mais bem informadas sobre as rotinas dos bancários e de seus familiares.

Saúde
Um dos mantras do Departamento de Saúde do SindBancários costuma referir que, para combater o adoecimento no ambiente de trabalho, é preciso conhecer a realidade e a causa das doenças. O Banrisul não tem fornecido dados sobre número de trabalhadores afastados e tipo de doença que os afastou. Aliás, o Departamento de Saúde costuma pedir dados e não vem. O banco alega que não pode fornecer dados de bancários doentes, porque isso seria ilegal. O Comando esclareceu que não solicita dados médicos pessoais de trabalhadores, mas dados estatísticos com volume de afastamentos por tipo de doença, como LER/DORT e sofrimento mental. Quem não conhece, não previne. A partir das 9h desta quinta-feira, os debates sobre saúde serão retomados.
Calendário de mesas de negociação

1ª rodada
Quinta-feira, 11/9, na Sede da Fetrafi-RS, diretoria frustrou Comando Nacional dos Banrisulenses ao não renovar Acordo Coletivo de 2013. A pressão do Comando arrancou calendário de negociação.
2ª rodada
Quarta, 17/9, na sede da Associação dos Bancos, o Comando Nacional dos Banrisulenses rechaçou a proposta da diretoria do Banrisul de cortar benefícios de Banrisulenses afastados por doença, suspender a PLR Banrisul para renovar Acordo Coletivo de Trabalho específico do ano passado. Também foram debatidos os temas saúde, segurança e condições de trabalho.

Quinta-feira 18 de setembro | Associação dos Bancos (Rua dos Andradas, 1234, Centro – PoA)
Temas:Saúde e Cabergs

3ª rodada
Quarta e quinta-feira, 1º e 2 de outubro | Sede da Fetrafi-RS
Temas:Sistema de valorização profissional; prêmios; auxílios e Plano de Carreira

Pauta específica do Banrisul
> Adicional mensal de R$ 1.126,20 para caixas que desempenharem funções de tesoureiro e que não seja comissionado.

> Gratificação mensal de R$ 1.260,00 para funcionários do Call-Center, Operadores de Negócio (ONs) e plataformistas que não exerçam as funções de caixa e ONs.

> Criação de uma RV4, com a formação de um fundo mensal, que será dividido entre os plataformistas.

> Negociação permanente sobre todo e qualquer assunto relacionado com os objetivos de produtividade do Banrisul.

> Criação de remuneração complementar a partir da distribuição de percentual de 10% do total da venda de todos os produtos financeiros e 5% dos serviços prestados e distribuídos linearmente a todos os empregados.

> Fim das metas abusivas.

> Retorno das férias antiguidades.

> Mais contratações.

> Estratégias de gestão com a participação dos Banrisulenses.

> Não às terceirizações.

> Reposição especial de R$ 557,48 para o quadro de TI-II e um incentivo de Vantagem de Nível para funcionários do Quadro A que exerçam atividades de TI nas unidades de TI.

> Pagamento aos Banrisulenses que trabalham com vendas de produtos dos mesmos 1% pagos aos correspondentes imobiliários.

> Reformulação do artigo 59 do Regulamento de Pessoal para tornar perene o Plano Desempenho, com pagamento de metade no primeiro semestre e metade no segundo.

> Implementação imediata do novo Plano de Carreira.

> 13ª Cesta Alimentação no valor de R$ 1.125,00.

> Isenção de pagamentos de tarifas pelo Banrisulenses em empréstimos e taxas de juros abaixo do mercado extensiva ao cheque especial e ao crédito consignado.

>Pagamento pelo Banco a todos os Banrisulenses das perdas salariais de 1999 e 2000 pelo não cumprimento de acordo com a Fenaban.

> PLR Banrisul de 2,5% sobre o lucro líquido e distribuição linear.

> Pagamento do mesmo 1% pago aos correspondentes imobiliários aos banrisulenses que trabalham com venda de produtos de crédito imobiliário.

Fonte: Imprensa/SindBancários com edição da Fetrafi-RS
Fotos: Marisane Pereira - Mtb/RS9519

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Insuficiente, proposta dos bancos não inclui emprego e fim de metas abusivas

O Comando Nacional dos Bancários considera insuficientes as propostas para as reivindicações não econômicas da categoria, apresentadas pela Fenaban nesta quarta-feira 17, em São Paulo, na sexta rodada de negociações da Campanha 2014. Nesta sexta-feira 19, os bancos apresentam propostas para as demandas econômicas da pauta, o que inclui índice de reajuste e PLR.

"Embora contenha alguns pontos positivos, as propostas estão muito aquém das expectativas dos bancários, porque desprezam algumas das mais importantes reivindicações, como garantias de preservação do emprego e medidas para melhorar as condições de trabalho, a segurança e a igualdade de oportunidades", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Não há como fechar um acordo sem solução para os problemas da categoria, principalmente as metas abusivas e a rotatividade."

As propostas dos bancos

A redação das propostas será entregue nesta sexta-feira, junto com as cláusulas econômicas. Mas os conteúdos têm o seguinte teor:

Certificação CPA 10 e CPA 20 - Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.

Adiantamento de 13º salário para os afastados. Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.

Reabilitação profissional - Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical. 

Monitoramento de resultados - Terá redação mais abrangente. Além do SMS, a cobrança de resultados passará a ser proibida também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.

Gestantes - As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente. 

Casais homoafetivos - Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações.

Novas tecnologias - Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias.

Segurança bancária - Realização de mais dois projetos-piloto de segurança em cidades diferentes, uma a ser escolhida pelo Comando Nacional e outra pela Fenaban, nos mesmos moldes da experiência desenvolvida em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

As reivindicações ignoradas pelos bancos

O Comando Nacional condenou na mesa de negociação a ausência de propostas para várias reivindicações discutidas com os bancos, tais como:

Fim das metas abusivas - "Não há como fechar um acordo sem solução para o problema das metas abusivas", reitera Carlos Cordeiro.

Emprego - O Comando insistiu na necessidade de mais contratações, na adoção de medidas para preservar o emprego, como a proibição de demissões imotivadas (Convenção 158 da OIT),e o fim da rotatividade e das terceirizações.

Segurança - Os bancários querem estender a todo o país as medidas de segurança testadas e aprovadas no projeto-piloto de Recife, Olinda e Jaboatão. Para o Comando, a proposta de criar novos projetos-pilotos só deve ser implementada com mais medidas de segurança, buscando testar outros equipamentos. "Queremos continuar salvando vidas", disse o presidente da Contraf-CUT.

Igualdade - O Comando refirmou a necessidade de instituir mecanismos para acabar com a diferença salarial entre homens e mulheres, como demonstrou o II Censo da Diversidade. Uma dessas medidas deve ser a implementação de PCS em todos os bancos. Mas a Fenaban diz que PCS é um problema de cada banco e se recusa a incluir o tema na Convenção Coletiva.

PCMSO - Instituir avaliação da qualidade dos exames médicos de retorno, de mudança de função e periódico. Os bancos disseram que o assunto deve ser debatido na mesa temática sobre saúde do trabalhador. 

Ampliação da cesta-alimentação para afastados.

Fim da revalidação de atestados médicos. A Fenaban alega que pode ser feito pelos médicos do trabalho de cada banco e que não tem acordo.

Pausas e revezamentos no auto-atendimento. Após pressão do Comando, os bancos ficaram de rediscutir a concessão de rodízio para quem trabalha no auto-atendimento.

Calendário

18 - Segunda rodada de negociação específica com o Banrisul
19 - Sétima rodada de negociação com a Fenaban 


Fonte: Contraf

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Comando cobra mais segurança, mas bancos não priorizam proteção à vida

Apesar da sensação de insegurança, dos sequestros e do aumento das mortes em assaltos envolvendo bancos, a Fenaban tratou com profundo descaso as reivindicações de segurança bancária defendidas pelo Comando Nacional dos Bancários nesta quarta-feira 27, na segunda rodada de negociação da Campanha 2014, em São Paulo. A rodada continua nesta quinta-feira 28, a partir das 9h, para discutir igualdade de oportunidades.

Insegurança


O Comando apresentou os dados da Pesquisa Nacional de Mortes em Assaltos envolvendo Bancos, feita pela Contraf-CUT e CNTV,

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Contraf-CUT e CNTV apresentam pesquisa ao Ministério da Justiça

Pesquisa nacional aponta mortes em assaltos a bancos
 
A Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) levou nesta quinta-feira (30) ao Ministério da Justiça, em Brasília, os números da nova Pesquisa Nacional de Mortes em Assaltos envolvendo Bancos. O levantamento, elaborado pelas duas entidades, com base em notícias da imprensa e apoio técnico do Dieese, foi lançado na quarta (29) e foi apresentado para a secretária nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça, Regina Miki. 
A pesquisa apontou 65 assassinatos em 2013, atingindo clientes, vigilantes, policiais, bancários, transeuntes e vítimas de balas perdidas em tiroteios.

As principais ocorrências (49%) foram o crime de "saidinha de banco", que provocou 32 mortes, o assalto a correspondentes bancários (22%), que matou 14 pessoas, e o assalto a agências (12%), que tirou a vida de 8 pessoas. Houve também mortes em assaltos a caixas eletrônicos (6), abastecimento de caixas eletrônicos (3) e assaltos a postos de atendimento (2).

"Queremos chamar a atenção do Ministério da Justiça para essas mortes e discutir o problema da insegurança no atendimento bancário, diante do enorme descaso dos bancos que tratam a segurança como custo que pode ser reduzido para aumentar ainda mais os seus lucros bilionários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

"Além das mortes, essa violência ainda deixa inúmeros feridos e traumatizados pelo Brasil afora, acabando com os sonhos e as esperanças de muita gente", alerta José Boaventura, presidente da CNTV.

"Vamos discutir medidas urgentes para mudar essa realidade, pois a vida das pessoas tem que ser colocada em primeiro lugar", ressalta Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT com CNTV

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Arrombados dois caixas eletrônicos do Banco do Brasil em Ijuí


O fato foi detectado por um cliente que foi à agência para sacar dinheiro. Populares que passavam pelo estabelecimento viram a presença de fumaça e de forte cheiro que exalava do interior da agência. - See more at: http://www.ijui.com/seguranca/56697-arrombados-dois-caixas-eletronicos-do-banco-do-brasil-em-ijui.html#sthash.

wSdFCzff.dpuf
O fato foi detectado por um cliente que foi à agência para sacar dinheiro. Populares que passavam pelo estabelecimento viram a presença de fumaça e de forte cheiro que exalava do interior da agência.

Foram arrombados na madrugada desta sexta-feira, 20, dois caixas eletrônicos do Banco do Brasil, agência situada no centro de Ijuí.

O fato foi detectado por um cliente que foi à agência para sacar dinheiro. Populares que passavam pelo estabelecimento viram a presença de fumaça e de forte cheiro que exalava do interior da agência. - See more at: http://www.ijui.com/seguranca/56697-arrombados-dois-caixas-eletronicos-do-banco-do-brasil-em-ijui.html#sthash.wSdFCzff.dpuf
Pelas primeiras informações, três criminosos encapuçados ficaram do lado de fora monitorando o local, enquanto outros perpetraram o ato criminoso, que deve ter ocorrido em torno das 04h15 desta madrugada.

A suspeita do arrombamento foi detectada por um cliente da agência que foi ao local para sacar dinheiro e se deparou com o ato delituoso, avisando imediatamente as autoridades policiais.

Populares que também passavam diante da agência no início desta manhã constataram a presença de fumaça e forte cheiro que exalava do interior da agência.

O Corpo de Bombeiros foi chamado quando seus integrantes se depararam com o arrombamento dos dois caixas eletrônicos, com o uso de maçarico.

Pelas primeiras constatações, é bem provável que os criminosos lograram êxito em sua empreitada.

Estão também no local integrantes da Brigada Militar e agentes da Polícia Civil de Ijuí, que isolaram o local para a perícia técnica.

O gerente do agência está no local mas não quis se pronunciar sobre o arrombamento.


É provável que os caixas eletrônicos estavam abastecidos por se estar às vésperas das festas de fim de ano, quando há uma movimentação maior de dinheiro no comércio e mesmo porque muitas pessoas viajam.

Fonte: ijui.com

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Bancos são multados em R$ 6,526 milhões por falhas na segurança

A Polícia Federal (PF) multou nesta terça-feira (1º) 15 bancos em R$ 6,526 milhões por falhas na segurança de agências e postos de atendimento bancário, durante a 98ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), em Brasília. O campeão foi o Bradesco, com multas de R$ 2,363 milhões, seguido do Banco do Brasil com R$ 1,646 milhão, do Itaú com R$ 1,080 milhão e do Santander com R$ 748 mil.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Santa Maria registra primeiro assalto a banco em 2013

O que seria a princípio um roubo de malote foi verificado como sendo na verdade o primeiro assalto a banco registrado este ano em Santa Maria. Por volta das 10h da última quinta-feira, 05, a Brigada Militar foi avisada de um possível roubo de malote em uma agência na Avenida Rio Branco, no Centro. Uma pessoa na frente da agência teria sido roubada, mas o que houve foi uma ação muito mais complexa e planejada.

Segundo a Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), assim que a agência abriu ao público, pelo menos cinco pessoas entraram e se dirigiram a um setor a princípio de acesso restrito a funcionários. O bando entrou no que seria uma das tesourarias do estabelecimento, calmamente. No local, teriam furtado uma quantia significativa de dinheiro.

Os ladrões saíram da sala caminhando, sem despertar suspeitas, sem uso de violência e sem a segurança perceber, e fugiram a pé. Logo depois, funcionários perceberam o furto. A Polícia Federal, Brigada Militar e a Polícia Civil foram avisadas. A BM chegou a fazer buscas, mas nada encontrou. Populares disseram ter visto pessoas saindo rapidamente do local, o que na hora gerou a confusão sobre o possível roubo de malote.

Segundo o delegado Sandro Meinerz, titular da Defrec, pelo comportamento demonstrado, os bandidos sabiam exatamente como proceder, "foi uma ação foi planejada”, disse. Câmeras internas teriam registrado o assalto, mas até a tarde de sexta-feira, a Polícia Civil ainda não tinha acesso ao material. A gerência do banco não revelou a quantia furtada. Foi o primeiro assalto de banco neste ano em Santa Maria.

*A Razão/Santa Maria

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Sindicato do Litoral Norte paralisa atividades em PAB do Banrisul

O Sindicato dos Bancários do Litoral Norte/RS realizou nesta quarta-feira (4) uma manifestação contra as precárias condições de trabalho que são acometidos funcionários e clientes do PAB do Banrisul, localizado na Vila São João em Torres.

O protesto aconteceu após a constatação, por parte do Sindicato dos Bancários da Região, das diversas irregularidades do PAB, sendo seu ambiente insalubre pela falta de segurança, uma vez que fios de alta tensão ficam expostos além dos mobiliários serem inadequados para o trabalho no local.

Segundo os diretores do Sindicato dos Bancários do Litoral, essa situação de descaso, que possa colocar em risco a saúde e segurança de funcionários e clientes do banco, não é admissível nesta gestão dos representantes dos bancários, que objetivam com a realização destas ações e manifestações, que o banco assuma a responsabilidade e providencie uma solução imediata para todos os problemas apresentados.

Fonte: Assessoria de Imprensa Sindicato dos Bancários do Litoral Norte/RS

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Nova pesquisa nacional de ataques a bancos repercute em todo país

A 5ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Contraf-CUT, repercutiu em todo país. O levantamento apontou que 1.484 ocorrências no primeiro semestre de 2013, uma média assustadora de 8,24 por dia, o que representa um crescimento de 17,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Desses casos, 431 foram assaltos (inclusive com sequestro de bancários e vigilantes), consumados ou não, e 1.053 arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos. No primeiro semestre de 2012, foram registrados 1.261 ataques, sendo 377 assaltos e 884 arrombamentos.

> Clique aqui para acessar a pesquisa completa.

A pesquisa, com o apoio técnico do Dieese, é feita a partir de notícias da imprensa, estatísticas de Secretarias de Segurança Pública (SSP) e informações de sindicatos e federações de vigilantes e bancários.

São Paulo é o estado que mais uma vez lidera o ranking, com 334 ataques. Em segundo lugar aparece de novo Minas Gerais, com 170, em terceiro o Paraná, com 118, em quarto a Bahia, com 117, e em quinto a Paraíba, com 95.

A região Sudeste segue com o maior número de ataques (550), seguida do Nordeste (524), Sul (258), Centro-Oeste (123) e Norte (29).

Confira abaixo algumas das notícias veiculadas em todo o país

Agência Brasil

Bancos registram mais de 1,4 mil ataques no primeiro semestre deste ano

O Estado de São Paulo

Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa

Agência Brasil

Confederações cobram medidas para melhorar segurança em bancos

Band

Bancos registram mais de 1,4 mil ataques

DCI

Primeiro semestre teve mais de oito ataques a agências por dia, mostra CUT

Clica Brasília

Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa

G1 - Paraíba

Triplica número de ataques a bancos e PB é 5º lugar no país, diz pesquisa

IBahia

Bahia é o quarto estado com mais ataques a bancos, diz sindicato

Zero Hora

Oito agências bancárias são alvos de ataque diariamente, diz pesquisa

Click PB

Pesquisa nacional aponta aumento de 196,9% em assaltos a bancos em 2013 na Paraíba

Terra

Bancos registram mais de 1,4 mil ataques em todo País no 1º semestre

O Povo online - CE

Em média, oito agências bancárias são assaltadas por dia no País

Exame.com

Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa

Gazeta do Povo - PR

Bancos registram mais de 1,4 mil ataques no primeiro semestre deste ano

Estado de Minas

Oito bancos são alvos de ataque por dia, diz pesquisa

BOL Notícias

Oito bancos por dia são alvos de ataque, diz pesquisa.

Gazeta do Interior - SP

Um banco é assaltado por dia no Estado; na Capital um a cada três dias


Fonte: Contraf-CUT

Bancário e vigilante mortos foram vítimas do descaso com segurança

PAB do Santander era novo e já havia sido assaltado, mas nada mudou

O assalto ao PAB da usina nuclear de Angra dos Reis (RJ), na tarde de quarta-feira, dia 21, que terminou com as mortes da vigilante Verônica Soares, de 24 anos, e do bancário Igor Henrique Batista Alves da Silva, de 22, expõe uma variada gama de irregularidades no funcionamento da unidade. O posto, vinculado à agência de Praia Brava, tinha apenas quatro meses de funcionamento e operava somente com um bancário e um vigilante.

Clique aqui para saber mais sobre o assalto.

As irregularidades são muitas. "O erro começa já no layout do posto, que tinha porta voltada para fora da usina. Além de atender aos funcionários da empresa - como determina a norma de funcionamento dos PABs - o posto atendia também a clientes comuns", destaca Paulo Garcez, diretor da Federação dos Bancários do Rio e Espírito Santo.

Outra irregularidade dizia respeito ao acesso do bancário morto às informações. "O Igor era caixa, não era gerente, nem coordenador. Ele não podia ter senha do cofre. Mas, como ele era o único bancário que trabalhava no local, tinha acesso ao código", acrescenta o dirigente sindical.

A circulação de pessoas no local também já havia mudado neste curto período de funcionamento. Inicialmente, o PAB serviria somente aos funcionários da própria usina.

"Os trabalhadores de construção civil que atuam na obra da usina de Angra 3 seriam pagos na agência de Praia Brava. Mas houve uma mudança e eles passaram a receber pelo PAB também. No dia do pagamento, o movimento era enorme, lembra Jorge Raimundo, diretor do Sindicato dos Bancários de Angra dos Reis, que acompanha o desdobramento dos fatos.

Segundo a assessoria de imprensa da Eletronuclear, como o PAB fica dentro do terreno da usina, mas a porta é voltada para fora, a empresa não responsabiliza pela segurança, que seria encargo da polícia militar. Em curtíssima nota, a direção da Eletronuclear lamenta o ocorrido, mas ressalta que o estabelecimento bancário fica fora de seu perímetro de segurança nuclear.

Novo, mas já violado

Mesmo novo, o PAB já havia sofrido outra ação de ladrões, há cerca de 20 dias, quando malotes contendo R$ 150 mil foram levados. A ação aconteceu durante o procedimento de abastecimento do caixa eletrônico que fica dentro da usina, fora do PAB.

Como a Eletronuclear não permitia o ingresso do carro forte em suas dependências, um bancário tinha que pegar os malotes no PAB, colocá-los em seu carro e entrar nas dependências da empresa para levar o dinheiro até o caixa eletrônico. Neste trajeto, foi rendido pelos assaltantes.

Na ocasião, o vigilante que atuava no PAB se queixou da segurança precária para Jorge Raimundo. "O rapaz me disse que a visibilidade era muito ruim, por causa dos vidros e das persianas. De dentro do PAB ele não conseguia ver o que se passava fora, e isso o deixava inseguro. Ele me disse que, se alguém tentasse assaltar o posto, seria pego de surpresa", relata o sindicalista.

O Sindicato fez a sua parte, mas o banco, não. "Quando ocorreu o assalto anterior comunicamos ao Santander as péssimas condições de segurança. A porta não é giratória nem tem detector de metais. A unidade é vulnerável, fica do lado de fora de Angra 3. Então é uma área de livre acesso. Os assaltantes entraram sem dificuldades e mataram os dois", lamentou o presidente do Sindicato, Rogério Salvador.

Difícil investigar

A falta de segurança no local não só facilita a ação dos bandidos, mas também dificulta as investigações. "É fácil entrar numa agência que só tem uma vigilante e sem porta giratória com detector de metais. Mas, como não há câmeras, é muito difícil identificar os assaltantes. A polícia esteve no PAB até tarde no dia do crime, fazendo perícia e colhendo impressões digitais. Agora temos que esperar o resultado das investigações", informa Jorge Raimundo.

Quanto ao plano de segurança do PAB, sem o qual a nenhum estabelecimento bancário pode funcionar, ninguém sabe dizer ao certo. O Santander afirma que existe, mas o sindicato nunca o viu. Só o que a entidade ouviu foram promessas.

"Quando houve o roubo do malote, a segurança do banco esteve aqui e disse que instalaria mais dispositivos de segurança. Mas isso não aconteceu ainda e, infelizmente, a consequência foi a morte de dois trabalhadores", lastima Jorge Raimundo.

Luto e luta

Em sinal de respeito pela morte de Verônica e Igor, agências do Santander do centro de Angra, de Praia Brava e de Mambucaba não abriram na quinta-feira, dia 22.

"O PAB também ficou fechado, não há nenhuma condição da unidade funcionar", informa Rogério Salvador. Acompanhando o luto da Costa Verde, os Sindicatos da Baixada Fluminense e Petrópolis também concentraram as ações do Dia Nacional de Luta dos bancários a unidades do Santander.

O sepultamento de Verônica deve ocorrer no cemitério da Vila Histórica de Mambucaba, onde a vigilante morava. O corpo de Igor será trasladado para Volta Redonda, cidade onde reside sua família, e deverá ser sepultado nesta sexta-feira, dia 23.

O Santander emitiu uma nota de três linhas lamentando o ocorrido e informando que está prestando assistência às famílias das vítimas e colaborando com as investigações.


Fonte: Contraf-CUT com Fetraf RJ-ES

Bancário e vigilante são mortos em assalto a posto do Santander em Angra

O funcionário do Santander, Igor Henrique Batista Alves da Silva, de 22 anos, e a vigilante Verônica Soares, de 24, foram mortos nesta quarta-feira (21), por volta das 15h30, durante um assalto ao posto de atendimento do Santander, localizado na área externa, próximo ao restaurante e o estacionamento da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro.

O bancário era de Volta Redonda. Ele passava os fins de semana na casa da família, no bairro Minerlândia, enquanto nos dias úteis residia numa república na cidade do litoral carioca.

Igor tinha sido contratado pelo banco em janeiro deste ano. Ele foi morto com um tiro no peito depois que os bandidos ordenaram que o cofre fosse aberto. A polícia acredita que os assaltantes tenham se irritado com a demora, pois o sistema eletrônico aciona um temporizador, que só efetiva a abertura cerca de dez minutos depois de digitada a senha.

O trabalhador do Santander - ele não era gerente, como inicialmente divulgado - ficava no posto apenas em companhia de um vigilante de uma empresa contratada, que nesta quarta-feira era Verônica, também morta pelos bandidos. Ela foi amarrada com uma corda e levou um tiro na cabeça.

Sindicato dos Bancários denuncia insegurança

O presidente do Sindicato dos Bancários de Angra dos Reis, Rogério Salvador, afirmou que os dois foram mortos perto um do outro, próximos do cofre. Ele antecipou que o posto não abrirá nesta quinta-feira. "Não há condições de segurança", disse.

Um operário denunciou que há 15 dias foi roubado um malote contendo dinheiro. Rogério confirmou que o posto foi assaltado recentemente. "Quando ocorreu o assalto anterior comunicamos ao Santander as péssimas condições de segurança. A porta não é giratória nem tem detector de metais. A unidade é vulnerável, fica do lado de fora de Angra 3. Então é uma área de livre acesso. Os assaltantes entraram sem dificuldades e mataram os dois", lamentou o dirigente sindical.

Cadê a proteção da vida?

O secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr, ficou triste com as mortes e indignado com a total insegurança do estabelecimento. "Além de falta de porta giratória e câmeras internas e externas, o posto só tinha uma vigilante", criticou.

A Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) defendem no mínimo dois vigilantes para agências e postos, assim como os mesmos equipamentos de prevenção, pois ambos estão expostos ao mesmo risco de assaltos. "Esperamos que o projeto de estatuto de segurança privada, em fase final de elaboração no Ministério da Justiça, não faça distinção e garanta a mesma segurança para todos os estabelecimentos financeiros", destacou Ademir.

"Também cobramos medidas de segurança dos bancos na mesa de negociações da Campanha Nacional dos Bancários, a fim de proteger a vida de trabalhadores, clientes e usuários", enfatizou.

"Quantos trabalhadores e clientes ainda serão mortos até que os bancos, como o Santander, invistam mais em segurança e coloquem a vida das pessoas em primeiro lugar?", questionou o dirigente da Contraf-CUT.

O delegado de Angra dos Reis, Francisco Benitez, disse que a investigação dos crimes ficará a cargo de DRF (Delegacia de Roubos e Furtos). Segundo ele, a falta de câmeras de segurança dificulta a polícia até mesmo ter ideia de quantos bandidos participaram da ação.

Santander lamenta

Em nota, a assessoria de comunicação do Santander lamentou o ocorrido, mas não deu detalhes da ação criminosa. "O Santander lamenta profundamente o ocorrido e informa que está prestando toda a assistência às famílias dos funcionários. O banco acrescenta que está colaborando com as investigações policiais", diz o comunicado.

A assessoria de comunicação da Eletronuclear também divulgou nota, salientando que o crime ocorreu fora do perímetro de controle nuclear. "A Eletronuclear lamenta profundamente o falecimento dos dois funcionários do banco, que tão bem atendiam aos empregados da empresa sediados em Angra dos Reis".


Fonte: Contraf-CUT com G1 e Fco Regional

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Agência do Bradesco de Santa Rosa é furtada

Um grupo de pessoas entrou na agência, distraiu funcionários e acessou o cofre, subtraindo um valor não informado. Ao evadir-se do local, um dos criminosos chegou a ser abordado, mas reagiu calmamente e, sem despertar maiores suspeitas, saiu da agência.

Imediatamente funcionários perceberam a falta de numerário e acionaram a polícia.

Todos ficaram muito abalados com o ocorrido, principalmente pelo "profissionalismo" demonstrado pelos bandidos.

Destacamos que o fato só foi possível pela falta de segurança da agência, já que a área de acesso restrito aos funcionários não possui nem mesmo uma porta com fechadura que a separe da área acessível ao público. Além disso, também não possui câmeras, que poderiam ter filmado a ação.
O sindicato fechou a agência durante o dia e providenciou assistência psicológica para os funcionários.
*SEEB Santa Rosa

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Agência do Bradesco fecha em apoio a bancário sequestrado

A escalada de uma violência direta de criminosos contra os bancários e suas famílias e a insensibilidade dos bancos levaram ao fechamento de agência Moinhos de Vento, do Bradesco, durante toda a terça-feira, 6/8. Depois que um funcionário desta agência localizada na avenida Independência teve o filho sequestrado por horas e foi obrigado a entregar dinheiro do cofre, o Bradesco estava se negando a emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). A alegação absurda do Bradesco era que o bancário não teria sido alvo direto da ação dos criminosos, apenas seu filho.

O funcionário do Bradesco se dirigia para o trabalho, na manhã da segunda-feira, 5/8, quando os assaltantes o abordaram. Anunciaram que só queriam o dinheiro do cofre. Disseram conhecer a rotina do trabalhador, que ele obedecesse e que ficariam com seu filho. Caso o dinheiro não fosse entregue, o filho do bancário seria executado.

Insensível com o sofrimento do empregado, o Bradesco avisou que não iria emitir a CAT. Esse documento é fundamental num caso de sinistro como é um assalto com refém. Isso porque serve de prova para algum dano futuro à saúde do trabalhador. “Nesses casos de assalto com refém, costumamos encontrar trabalhadores que só sentem o trauma causado pelo sequestro uma e até duas semanas depois. A CAT é garantia de que o banco está ciente de que um de seus empregados passou por um sofrimento muito grande e que pode precisar de algum atendimento mais adiante”, diz o diretor do SindBancários e funcionário do Bradesco, Everton Gimenis.

Outra reivindicação dos bancários foi em relação a apoio psicológico. O Bradesco demorou muito a prestar auxílio de especialista ao bancário. Apenas ao final da manhã desta terça-feira, 6/8, o banco comunicou ao SindBancários que estava enviando uma psicóloga à casa do bancário. Outra profissional esteve na agência e atendeu os outros funcionários por volta das 11h.

 “Estamos vivendo um surto de assalto a banco com refém. Este é um tipo de ação, pois deixa uma sequela muito grande. O bancário que é sequestrado ou tem algum familiar em poder dos bandidos fica muito traumatizado. Precisa de ajuda do banco. E numa hora dessas o banco nega ou dificulta a recuperação de um trabalhador. Não admitimos que isso aconteça dessa maneira e não vamos deixar essa agência se o caso do nosso colega não for tratado da forma que deve ser tratado: com humanidade”, disse o presidente do SindBancários, Mauro Salles.

Mais reféns nos bancos

As quadrilhas costumam desenvolver estratégias para enfrentar as ações que as instituições de segurança pública desenvolvem para conter a violência bancária. Os assaltos com reféns são a estratégia que mais cresceu no primeiro semestre de 2013. Em relação aos primeiros seis meses de 2012 (gráfico) os assaltos com reféns cresceram seis vezes, passando de três para 21 (aumento de 600% dos casos). Este volume é maior do que todas as ocorrências com bancários como reféns em todo o ano de 2012 (9), segundo o levantamento do SindBancários.

O gráfico mostra claramente que os roubos com reféns em que os assaltantes levantam informações detalhadas sobre a vida dos bancários, chantageiam e o obrigam a entregar determinado valor tem levado os bancários ao desespero e contrabalançam as ações contra caixas eletrônicos com uso de explosivos (-50%) e até mesmo o volume total de ataques, incluindo arrombamentos, em todo o primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período de 2012 (-9,2%).
 A tendência é que esses crimes se mantenham em alta no começo do segundo semestre. Em julho, dos 10 ataques a bancos em todo o Estado, um teve bancário como refém. Em agosto, dos quatro que ocorreram até o dia 6, três tiveram reféns. Depois que o bancário do Bradesco teve seu filho refém, em Porto Alegre, dois outros ficaram em poder direta ou indiretamente de assaltantes.
Tiroteio e prisões
Na madrugada de 6 de agosto, um bancário teve a família mantida como refém, na cidade de Gentil, Norte do Estado. Eles ficaram em poder do bando durante toda a madrugada na própria casa da família. Os assaltantes obrigaram o bancário a ir até Santo Antônio do Palma, seis quilômetros adiante, para entregar dinheiro da agência do Sicredi.
Em São Paulo das Missões, outro bancário foi levado como refém de assaltantes que atacaram o Banco do Brasil na manhã desta terça-feira, 6/8. O trabalhador foi feito de refém quando, ao iniciar a fuga, os assaltantes foram interceptados pela Brigada Militar. Houve troca de tiros. A fuga continuou até que os reféns tiveram seu caminho bloqueado por um trator.
Fugiram a pé. O bancário conseguiu escapar. Os ladrões escaparam para Roque Gonzales, na divisa com São Paulo das Missões, e se esconderam em um matagal. Cerca de três horas depois, a Brigada, com reforço da Polícia Civil, prendeu o trio.

Fonte: SindBancário, com informações da Zero Hora

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Capturado trio suspeito de assaltar BB e fazer gerente refém em São Paulo das Missões

Assaltantes invadiram a agência do Banco do Brasil deSão Paulo das Missões, na região das Missões, por volta das 11h desta terça-feira. Segundo informações preliminares, eles teriamtrocado tiroscom a Brigada Militar e pelo menos um PMteria sidobaleado na cabeça. O muniípio pertence à base do Sindicato dos Bancários de São Luiz Gnzaga.

Na fuga, o grupo teria ogerentedo banco como refém, maseles foi libertado logo depois. Os assaltantes teriam fugido de carro, levando dinheiro, em direção à cidade vizinha deRoque Gonzales.

Uma força-tarefa da BM conseguiuprender, por volta das 13h40min, três homens suspeitos do assalto, no interior de Roque Gonzales. O valor roubado, cuja quantia ainda não foi calculada,também teria sido recuperado.

OPM atingidopor disparo foi encaminhado ao hospital, mas já foi medicado eliberado. Aperíciafoi acionada para analisar a agência assaltada.
 
 
Fonte: Zero Hora com edição da Fetrafi-RS

Filho de gerente do Bradesco é sequestrado no caminho do trabalho

Um caso que já está se tornando uma ameaça aos bancários se repetiu nesta segunda-feira, dia 5. O gerente de uma agência do Bradesco foi atacado no início da manhã de hoje em Porto Alegre, quando se dirigia ao trabalho junto com o filho. Os bandidos sequestraram o rapaz e obrigaram o bancário a seguir até a agência para retirar dinheiro e pagar o resgate. O filho do bancário foi liberado em Sapucaia, após saberem que o valor exigido havia sido pago.

O SindBancários soube do caso somente no meio da tarde, quando uma bancária enviou uma mensagem para um diretor da entidade. O Bradesco tenta ocultar o caso de insegurança em que é alvo para não prejudicar sua imagem, mostrar a insegurança a que os bancários são submetidos ou a precariedade do sistema de segurança de suas agências.

A agência do gerente fica no bairro Moinhos de Vento, na Avenida Independência, nº 1325.

Os bancários cobram mais investimentos dos bancos há muito tempo. Está na pauta de reivindicações que os bancários não podem carregar chaves de cofres, de agências, abrir ou fechar cofres ou mesmo possuir senha para a abertura e fechamento de cofres e prédios. A categoria indica que este serviço deve ser feito por empresa especializada em segurança, para que todos possam trabalhar protegidos.


Banco omite ataque em unidade do bairro Sarandi

No dia 28 de julho, uma unidade do Bradesco foi arrombada no bairro Sarandi. Os bandidos quebraram as paredes, ingressaram na agência e abriram o cofre, com uso de maçarico. Na segunda-feira, o banco chamou uma empresa para consertar o estrago e ignorou seus trabalhadores. Enquanto os técnicos consertavam os buracos, os bancários trabalhavam com barulho, fumaça, poeira, ruídos e odores de cimento e outros casos que prejudicaram o bom desenvolvimento das atividades. Neste caso, o banco também pressionou os funcionários a não comunicarem o fato ao Sindicato.



Estatística do medo - Agosto de 2013


1. Dia 4: Santander (Cavalhada) - arrombamento de caixa eletrônico
2. Dia 5: Bradesco (Moinhos de Vento) - assalto com refém
 
Fonte: SindBancários