Na primeira rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2015, entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, nesta quarta-feira (19), no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, os representantes dos bancos não assumiram compromisso com a manutenção dos empregos da categoria.
Os bancários reivindicam também o fim da rotatividade, o combate à terceirização, inclusive via correspondentes bancários, e a criação de um grupo de trabalho para discutir a automação, entre outros pontos da pauta. Os representantes dos bancos, no entanto, alegaram que não podem dar garantia de emprego aos bancários de todo o País.
Somente de janeiro a junho deste ano, de acordo com dados do Caged, o setor bancário cortou 2.795 empregos. Esse número aumenta para 22 mil quando analisado o período de janeiro de 2012 a junho de 2015. No início dos anos 1990, o Brasil tinha 732 mil bancários. Em 2013, esse número caiu para 511 mil, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego. No momento, 21 mil bancários do HSBC, adquirido pelo Bradesco, ainda correm risco de demissão.
"A negociação hoje tratou de um tema essencial para os trabalhadores, mas o sistema financeiro não tem interesse em negociar a garantia no emprego. Os bancos insistem em dizer que demitem pouco, mas se utilizam dos correspondentes bancários, que retiram o emprego da categoria e o transfere para outros lugares mais precarizados e com menores salários. A rotatividade e terceirização servem para eles aumentarem cada vez mais seus lucros", disse Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e um dos coordenadores do Comando Nacional.
"No momento em que o emprego é uma preocupação geral, inclusive com o governo anunciando linhas de créditos mais baratas para empresas que não demitam, os bancos, com lucro crescendo 20% somente no semestre, não se comprometem em garantir o emprego dos trabalhadores", disse Juvandia Moreira, vice-presidenta da Contraf-CUT e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, uma das coordenadoras do Comando Nacional. "Cobramos mais responsabilidade social do setor, para contribuir com a geração de empregos do País e eles podem fazer isso contratando mais e oferecendo taxas de juros mais baixas para o setor produtivo."
A Fenaban negou haver demissões no momento e seus dirigentes também se mostraram contrários à Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que disciplina o término de contrato de trabalho pelo empregador e determina a necessidade de justificativas para a dispensa. "Isso nunca deu certo", alegou Magnus Ribas Apostólico, diretor de Relações Trabalhistas da entidade patronal.
Roberto von der Osten argumentou que o trabalho é um direito social fundamental do homem e tem por finalidade melhorar as condições de vida das pessoas, buscar a igualdade social e atribuir dignidade à pessoa humana. Lembrou ainda que o artigo 6° da Constituição elenca como direitos sociais o direito ao trabalho, entre outros, como a educação, saúde, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e infância e assistência aos desamparados.
"A Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU de 1948 e o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966 elevaram esses direitos sociais ao nível de direitos humanos, com vigência universal", ressaltou o presidente da Contraf-CUT.
Roberto observou ainda que uma consulta realizada junto aos bancários e a conferência nacional da categoria deixaram claro que o tema emprego é muito importante nessa campanha. "E no momento o Congresso Nacional está debatendo a terceirização indiscriminada, existe a possibilidade de ampliação dos correspondentes bancários, a automação vem crescendo e um dos seis grandes bancos, o HSBC, foi vendido para um outro grande banco, o Bradesco", explicou Roberto.
CONTESTACÃO
Para Magnus Apostólico, o superintendente de Relações do Trabalho da Fenaban, o sistema bancário teria um quadro de trabalhadores estável, se comparado ao de anos atrás.
O dirigente patronal acentuou que não haveria motivos para preocupação com demissões. As fusões entre bancos também não estariam causando demissões, na avaliação do diretor da Fenaban.
As respostas dos bancos repetem postura dos anos anteriores. Eles negam a redução de postos de trabalho, dizem que mantém o nível de emprego, amenizam os problemas da terceirização e a rotatividade, contestam o descumprimento da jornada de trabalho e ainda insistem no descumprimento do acordo coletivo dos bancários, que determina seis horas ao dia.
"Eles ainda deixaram bem claro na negociação que são a favor do projeto de terceirização que tramita no Senado. Eles são a favor e nós somos radicalmente contra", lembrou o presidente da Contraf-CUT.
A entrega da pauta de reivindicações dos bancários ocorreu no dia 11 de agosto. A segunda rodada de negociações acontecerá nos dias 2 e 3 de setembro, com os temas saúde e condições de trabalho.
Lucro - O lucro líquido dos cinco maiores bancos atuantes no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander), nos três primeiros meses do ano, atingiu a marca de R$ 16,3 bilhões, com crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os principais itens do balanço desses bancos comprovam o sólido desempenho do setor. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancarias cresceram 12% atingindo o valor de R$ 27 bilhões. Neste primeiro semestre, os balanços já divulgados (Itaú, Bradesco, Santander e BB) somaram R$ 29,8 bilhões, crescimento de 20% em relação a mesmo período do ano passado. Para os empregos, no entanto, curva descendente: 5.004 postos a menos em 2014 e 2.795 no primeiro semestre de 2015.
Reivindicações -Entre os itens principais da pauta dos bancários estão o índice de 16% (reposição da inflação mais aumento real de 5,7%, acima da inflação), o piso salarial no valor de R$ R$ 3.299,66 e a PLR (três salários base mais parcela adicional fixa de mais R$ 7.246,82). E reivindicam ainda melhores condições de trabalho, com o fim das metas individuais e abusivas.
Dados da Categoria - Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São mais de 500 mil bancários no Brasil, sendo 142 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o maior do país. Nos últimos onze anos, a categoria conseguiu aumento real acumulado entre 2004 e 2014 de 20,07%: sendo 1,50% em 2009; 3,08% em 2010; 1,50% em 2011, 2% em 2012, 1,82% em 2013 e 2,02% em 2014.
Fonte: Contraf-CUT
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Emprego será o tema da primeira negociação da Campanha Salarial
| O Comando Nacional dos Bancários se reúne nesta quarta-feira, 19 de agosto, a partir das 9h, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, com a Fenaban. Será a primeira negociação da campanha nacional 2015 e o tema emprego estará em discussão. O representante da Fetrafi-RS na negociação será o diretor Juberlei Baes Bacelo. |
| Além desse item, a pauta de reivindicações da categoria, definida na Conferência Nacional dos Bancários de 31 de julho a 2 de agosto, em São Paulo, consta reajuste de 16%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3299,66 em junho), fim da terceirização, PLR de três salários mais R$ 7.246,82, combate às metas abusivas e ao assédio moral, entre outros pontos. A entrega da minuta com as reivindicações da categoria aconteceu no dia 11 de agosto. O Comando Nacional dos Bancários realiza reunião preparatória nesta terça-feira, 18 de agosto, a partir das 14h, na sede da Contraf-CUT. Clique aqui e confira a íntegra da pauta de reivindicações. Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS |
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terça-feira, 11 de agosto de 2015
Comando Nacional entrega reivindicações e marca negociação para o dia 19
| O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, entregou nesta terça-feira (11), na sede da Federação dos Bancos (Fenaban), em São Paulo, a minuta de reivindicações da categoria da campanha 2015. A primeira reunião de negociação foi marcada para o próximo dia 19, sobre o tema emprego. |
| A pauta tem como pontos centrais o reajuste de 16%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3299,66 em junho), PLR de três salários mais R$ 7.246,82, defesa do emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, melhores condições de trabalho, fim da terceirização e vales alimentação e refeição maiores. Também foram entregues as pautas específicas dos bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. As reivindicações gerais foram definidas em votação por 667 delegados, durante a 17ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre 31 de julho e 2 de agosto, em São Paulo. As pautas especificas da Caixa foram definidas durante o Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Federal (Conecef), entre 12 e 14 de junho, e a do Banco do Brasil no 26º. Congresso Nacional dos Funcionários do BB, na mesma data. Principais reivindicações: Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real) PLR: 3 salários mais R$7.246,82 Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último). Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional). Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários. Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas. Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários. Auxílio educação: pagamento para graduação e pós. Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs). *Contraf-CUT |
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sábado, 4 de outubro de 2014
Comando Nacional orienta aceitação da proposta da Fenaban
| No quarto dia da greve nacional, nesta sexta-feira (3), que paralisou 10.355 agências e centros administrativos nos 26 estados e no Distrito Federal, a Fenaban retomou as negociações com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e apresentou uma nova proposta para a categoria. |
| Durante a 9ª rodada de negociação da Campanha Salarial, ocorrida no início da noite desta sexta-feira, em São Paulo, a Fenaban apresentou uma nova proposta aos bancários. Os bancos elevaram o reajuste de 7,% para 8,5% (aumento real de 2,02%) sobre todas as verbas de natureza salarial. Além disso, a Federação Nacional dos Bancos também aumentou o reajuste de 8% para 9% nos pisos e ofereceu o percentual de 12,2% para correção do vale-refeição. Combate às metas abusivas Os bancos incluirão também na Convenção Coletiva o compromisso de que "o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho". Trata-se de mais um passo no combate às metas abusivas, que tem provocado adoecimento e afastamento de bancários. Dias parados A Fenaban propõe a compensação dos dias parados durante a greve, na forma de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para quem trabalha seis horas, e uma hora por dia no período entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha oito horas. Além disso, a cobrança de metas passará a ser proibida não somente por SMS, mas também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital. Outros avanços nas negociações com a Fenaban A proposta inclui ainda os avanços apresentados pelos bancos ao longo das negociações sobre saúde e condições de trabalho, tais como: Certificação CPA 10 e CPA 20 - Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação. Adiantamento de 13º salário para os afastados - Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados. Reabilitação profissional - Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical. Gestantes - As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente. Casais homoafetivos - Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações. Novas tecnologias - Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias. Campanha sobre assédio sexual - Os bancos assumiram o compromisso de realizar uma campanha junto com os bancários para combater o assédio sexual no trabalho. Conquista no HSBC O HSBC apresentou a proposta de pagamento de R$ 3 mil, sob forma de participação nos resultados (PPR), através de uma antecipação de R$ 2 mil em outubro e R$ 1 mil em fevereiro de 2015. A proposta é resultado da pressão da greve e das negociações com o banco inglês, uma vez que a instituição teve prejuízo no balanço do primeiro semestre. Conforme o modelo de distribuição de lucros, o pagamento aos trabalhadores ficaria prejudicado. Avaliação da nova proposta da Fenaban em assembleias Na sequência da rodada com a Fenaban, houve também negociações específicas com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, que trouxeram igualmente novas propostas. O Comando Nacional, reunido logo após a negociação, avaliou de forma positiva as novas propostas apresentadas e decidiu por ampla maioria orientar a sua aprovação nas assembleias dos bancários a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (6) em todo o país. "O aumento da proposta dos bancos é resultado da forte greve dos bancários em todo o país, que cresceu nesses primeiros quatro dias e superou o número de agências paralisadas no ano passado", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Consideramos a proposta positiva, conquistada com muita mobilização. No Banco do Brasil e na Caixa Federal, os 9% de reajuste no piso vão impactar nas curvas dos planos de cargos e salários. Por isso, o Comando está indicando a aceitação das propostas nas assembleias." A nova proposta econômica dos bancos Reajuste - 8,5% (2,02% de aumento real). Piso portaria após 90 dias - 1.252,38 (9,00% ou 2,49% de aumento real). Piso escritório após 90 dias - R$ 1.796,45 (2,49% acima da inflação). Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.426,76 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando reajuste de 8,37% e 2,37% de aumento real). PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.837,99, limitado a R$ 9.859,93. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82. PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.675,98. ................................................................... Antecipação da PLR Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015. Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro. Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.837,99. ................................................................... Auxílio-refeição - R$ 26,00 (R$ 572,00 ao mês), reajuste de 12,2%. Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 431,16. (Somados, os auxílios refeição e cesta-alimentação resultam em R$ 1.003,13 por mês, o que representa reajuste de 10,76%). Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 358,82. Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 306,96. Gratificação de compensador de cheques - R$ 139,44. Requalificação profissional - R$ 1.227,00. Auxílio-funeral - R$ 823,30. Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 122.770,20. Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,94. *Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS |
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sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Comando Nacional avalia nova proposta da Fenaban
Durante
a 9ª rodada de negociação da Campanha Salarial, ocorrida no início da
noite desta sexta-feira, em São Paulo, a Fenaban apresentou uma nova
proposta aos bancários. Os bancos elevaram o reajuste de 7,% para 8,5%
(aumento real de 2,02%) sobre todas as verbas de natureza salarial. Além
disso, a Federação Nacional dos Bancos também aumentou o reajuste de 8%
para 9% nos pisos e ofereceu o percentual de 12,2% para correção do
vale-refeição.
Os bancos anunciaram a inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho de um compromisso para que "o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva, a fim de prevenir conflitos nas relações de trabalho".
Em relação aos dias parados, a Fenaban propõe a compensação de uma hora por dia, no período de 15 de outubro a 31 de outubro para quem trabalha 6h. No caso de quem trabalha 8h diárias, a compensação deverá ocorrer entre 15 de outubro e 7 de novembro.
A proposta é a seguinte:
Reajuste de 8,50% (2,02% de aumento real).
Piso portaria após 90 dias - 1.252,38 (9,00% ou 2,49% de aumento real).
Piso escritório após 90 dias - R$ 1.796,45 (2,49% acima da inflação).
Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.426,76 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando reajuste de 8,37% e 2,37% de aumento real).
PLR regra básica - 90% do salário mais R$, limitado a R$ 9.859,93. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82. PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.675,98. ...................................................................
Antecipação da PLR
Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.
Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,96 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.
Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 2.205,59. ...................................................................
Auxílio-refeição - R$ 26,00 (R$ 572,00 ao mês), reajuste de 12,2%.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 431,13. Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 358,82.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 306,95. Gratificação de compensador de cheques - R$ 139,44. Requalificação profissional - R$ 1.227,00.
Auxílio-funeral - R$ 823,29. Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 122.770,20.
Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,94.
*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS
Os bancos anunciaram a inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho de um compromisso para que "o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva, a fim de prevenir conflitos nas relações de trabalho".
Em relação aos dias parados, a Fenaban propõe a compensação de uma hora por dia, no período de 15 de outubro a 31 de outubro para quem trabalha 6h. No caso de quem trabalha 8h diárias, a compensação deverá ocorrer entre 15 de outubro e 7 de novembro.
A proposta é a seguinte:
Reajuste de 8,50% (2,02% de aumento real).
Piso portaria após 90 dias - 1.252,38 (9,00% ou 2,49% de aumento real).
Piso escritório após 90 dias - R$ 1.796,45 (2,49% acima da inflação).
Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.426,76 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando reajuste de 8,37% e 2,37% de aumento real).
PLR regra básica - 90% do salário mais R$, limitado a R$ 9.859,93. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82. PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.675,98. ...................................................................
Antecipação da PLR
Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.
Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,96 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.
Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 2.205,59. ...................................................................
Auxílio-refeição - R$ 26,00 (R$ 572,00 ao mês), reajuste de 12,2%.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 431,13. Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 358,82.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 306,95. Gratificação de compensador de cheques - R$ 139,44. Requalificação profissional - R$ 1.227,00.
Auxílio-funeral - R$ 823,29. Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 122.770,20.
Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,94.
*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
EDITAL DE CONVOCAÇÃO GREVE
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Assembléia Geral Extraordinária
(Resumo do
Edital publicado no Correio do Povo do dia 20/09/2014)
A
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio
Grande do Sul e o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de IJUÍ,
com sede na Rua Sete de Setembro, 345, sala 28, na cidade de Ijuí, por seus
representantes legais, CONVOCAM todos os empregados em estabelecimentos
bancários (sindicalizados ou não), inclusive empregados dos bancos públicos
(Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banrisul, Badesul e Banco da
Amazônia) das cidades que integram as concernentes bases territoriais dos
Sindicatos, para reunirem-se em assembleia geral no respectivo endereço supra
mencionado, no dia 25 de setembro de 2014, às 18:00 (dezoito) horas, em
primeira convocação, ou às 19:00 (dezenove) horas no mesmo dia, em segunda e
última convocação, para discutir e decidir acerca da seguinte Ordem do Dia:
1. Avaliar eventual contraproposta das Mesas de
Negociações com a Fenaban e com as demais Instituições financeiras específicas.
2. Deliberar sobre ratificação do indicativo do Comando
Nacional de deflagração de greve a contar do dia 30/09/2014, tendo em vista
inexistir qualquer contraproposta razoável às reivindicações dos trabalhadores.
3. Deliberar sobre a suspensão da assembleia para ser
reconvocada a qualquer momento, mediante simples boletim interno do sindicato.
Porto
Alegre, 20 de setembro de 2014
P/ Sindicato Convocante
ARNONI HANKE DENISE FALKENBERG CORRÊA
Diretoria
Administrativa Diretoria de Política Sindical
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Bancários fazem assembleias no dia 25, próxima quinta-feira
| Após a apresentação de proposta insuficiente da Fenaban, o Comando Nacional definiu os encaminhamentos da Campanha Salarial para a próxima semana. No dia 25 de setembro, quinta-feira, os sindicatos promovem assembleias gerais da categoria para deliberar pela greve por tempo indeterminado a partir do dia 30 de setembro. Novas assembleias ocorrem no dia 29 de setembro, para organização do início do movimento paredista. |
| Após cinco rodadas de negociações com o Comando Nacional sem resultados relevantes para os bancários, a Fenaban apresentou proposta global na manhã desta sexta-feira (19), composta pelo reajuste de 7% sobre as verbas de natureza salarial e de 7,5% no piso. Clique aqui para ver a proposta na íntegra! O diretor da Fetrafi-RS e representante no Comando Nacional, Juberlei Bacelo, salienta que o descaso dos bancos leva a categoria a ampliar a mobilização em todas as bases sindicais, preparando os bancários para mais uma greve nacional. "Além de não trazer qualquer avanço nas negociações, a Fenaban repete a mesma tática de campanhas anteriores com a apresentação de uma proposta rebaixada, que gera grande indignação na categoria. Convocamos os bancários para a luta por melhores condições de trabalho e um reajuste digno”, salienta o sindicalista. Juberlei enfatiza a importância da pressão sobre a Fenaban. "O embate com os bancos exige força e organização da categoria. Graças a nossa consciência coletiva e unidade foi possível manter a Convenção Coletiva de Trabalho, avançando na conquista de direitos. Os bancários tem uma trajetória de luta que forjou parte da história dos trabalhadores no Brasil. A cada ano reafirmamos esta tradição através da realização de grandes greves com resultados efetivos”, destaca o dirigente da Fetrafi-RS. Bancos públicos também enrolam nas negociações específicas Seguindo o exemplo da Fenaban, as direções da Caixa, Banco do Brasil e Banrisul também causaram indignação nas negociações das pautas específicas de cada segmento. Após diversas mesas, não houve avanços ou apresentação de propostas da parte dos bancos, sendo que os negociadores das instituições evidenciam - pela postura displicente nos debates - que apenas querem ganhar tempo. Principais reivindicações dos bancários: - Reajuste salarial de 12,5%. - PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247. - 14º salário. - Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional). - Gratificação de caixa: R$ 1.042,74. - Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo. - Vale-cultura: R$ 112,50 para todos. Fonte: Comunicação/Fetrafi-RS |
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Fenaban apresenta proposta e Comando reúne para definir orientações
| Após cinco rodadas de negociações com o Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban apresentou proposta global na manhã desta sexta-feira, composta pelo reajuste de 7% sobre as verbas de natureza salarial e de 7,5% no piso. |
| O Comando reúne neste momento para definir os encaminhamentos da Campanha Salarial. Mais informações serão divulgadas a qualquer instante. Principais reivindicações dos bancários: - Reajuste salarial de 12,5%. - PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247. - 14º salário. - Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional). - Gratificação de caixa: R$ 1.042,74. - Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo. - Vale-cultura: R$ 112,50 para todos. Clique para ver a proposta na íntegra. Fonte: Comunicação/Fetrafi-RS |
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Passeatão marca início da mobilização para a greve da categoria
| O Passeatão Estadual dos Bancários do Rio Grande do Sul marcou o início da mobilização para a greve da categoria, que pode ser deflagrada nesta sexta-feira (19), caso as negociações da 5ª Rodada da Mesa de Negociação da Campanha Salarial 2014 não avancem com a Federação Brasileira de Bancos (Fenaban). |
Cerca de 500 bancários e representantes de sindicatos de todas as sete regionais do Rio Grande do Sul tomaram as ruas da capital gaúcha na tarde desta quinta-feira (18). A atividade já é uma tradição histórica da Campanha Salarial. Organizada pela Fetrafi-RS e pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre (SindBancários), a manifestação também conta com o apoio e a participação de todas as entidades filiadas à Federação.
A concentração ocorreu na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre, em frente à agência central do Banrisul. Os bancários seguiram pelas principais ruas que contam com a presença de agências, até a Esquina Democrática. Mais do que reajuste salarial, a Campanha Salarial dos Bancários, com o lema “Mais, Mais, Queremos Mais”, busca o apoio da sociedade gaúcha para as reivindicações da categoria de mais segurança, condições de trabalho, saúde, igualdade, manutenção do emprego e novos postos de trabalho, além do atendimento de qualidade nas agências, a partir da luta contra a terceirização do trabalho.
O diretor de Política Sindical da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional dos Bancários, Juberlei Baes Bacelo, um diferencial da Campanha Salarial deste ano é uma maior intervenção da classe patronal nas escolhas políticas, pautando candidaturas com atitudes contra os trabalhadores. “O projeto da terceirização é um verdadeiro ataque à nossa categoria, por meio do Supremo Tribunal Federal (STF). Nessa campanha, além das nossas reivindicações, vamos às ruas para lutar contra esse ataque dos bancos.”
Juberlei Bacelo ressaltou ainda que o passeatão é a largada para a tradicional movimentação de setembro e para a greve nacional da categoria, prevista para ser anunciada nesta sexta (19), pelo Comando Nacional. “Vamos chamar a atenção da sociedade e desgastar a imagem deste setor até sermos ouvidos e conquistarmos ainda mais avanços necessários a toda sociedade.”
Entidades unidas na luta pelas reivindicações
Faixas, cartazes, apitos e outros materiais visuais identificaram os sindicatos e os eixos da Campanha. A Fetrafi-RS destaca a importância da participação massiva de dirigentes sindicais e colegas bancários no Passeatão para mostrar a força e a organização dos trabalhadores do sistema financeiro.
O ato contou também com a presença do Secretário de Estudos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e funcionário do Banrisul, Antonio Pirotti, que ressaltou a presença unificada da Federação, SindBancários e dos demais sindicatos do Estado. “A necessidade é cada vez mais intensificarmos as mobilizações dos bancários em busca não apenas de uma Campanha Salarial, mas também dialogar com a sociedade gaúcha sobre o papel das financeiras, sobre as taxas de juros abusivas que a população paga, mas que não apresentam contrapartida em políticas públicas para a sociedade”. Pirotti também ressaltou a importância da busca pela segurança nas instituições financeiras. “Não podemos mais admitir que bancários e clientes sejam assaltados e até mesmo mortos dentro dos bancos”.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS), Claudir Nespolo, também ressaltou a importância da união das entidades em uma grande campanha salarial, que busca um reajuste digno, a melhoria das cláusulas sociais da convenção coletiva, em prol de uma realidade mais digna para os bancários. “Esse trabalhador cumpre uma função fundamental na sociedade e os donos dos bancos não atendem como deveriam ao que chamamos de valorização da categoria à altura da responsabilidade que os bancários têm.”
Frente aos cidadãos que se reuniram na Esquina Democrática, também o presidente do SindBancários de Porto Alegre, Everton Gimenis, ressaltou que essa foi a mobilização de rua de uma Campanha Salarial que iniciou há cinco rodadas de negociação, quando a categoria entregou a pauta de reivindicações específicas. “Amanhã, ou nos apresentam uma proposta decente ou vamos marcar a data da greve”, anunciou.
Principais reivindicações dos bancários:
- Reajuste salarial de 12,5%.
- PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.
- 14º salário.
- Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
- Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.
- Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.
- Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.
Fonte: Fetrafi/RS
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Insuficiente, proposta dos bancos não inclui emprego e fim de metas abusivas
O Comando Nacional dos Bancários considera insuficientes as propostas para as reivindicações não econômicas da categoria, apresentadas pela Fenaban nesta quarta-feira 17, em São Paulo, na sexta rodada de negociações da Campanha 2014. Nesta sexta-feira 19, os bancos apresentam propostas para as demandas econômicas da pauta, o que inclui índice de reajuste e PLR.
"Embora contenha alguns pontos positivos, as propostas estão muito aquém das expectativas dos bancários, porque desprezam algumas das mais importantes reivindicações, como garantias de preservação do emprego e medidas para melhorar as condições de trabalho, a segurança e a igualdade de oportunidades", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Não há como fechar um acordo sem solução para os problemas da categoria, principalmente as metas abusivas e a rotatividade."
As propostas dos bancos
A redação das propostas será entregue nesta sexta-feira, junto com as cláusulas econômicas. Mas os conteúdos têm o seguinte teor:
> Certificação CPA 10 e CPA 20 - Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.
> Adiantamento de 13º salário para os afastados. Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.
> Reabilitação profissional - Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical.
> Monitoramento de resultados - Terá redação mais abrangente. Além do SMS, a cobrança de resultados passará a ser proibida também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.
> Gestantes - As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente.
> Casais homoafetivos - Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações.
> Novas tecnologias - Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias.
> Segurança bancária - Realização de mais dois projetos-piloto de segurança em cidades diferentes, uma a ser escolhida pelo Comando Nacional e outra pela Fenaban, nos mesmos moldes da experiência desenvolvida em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.
As reivindicações ignoradas pelos bancos
O Comando Nacional condenou na mesa de negociação a ausência de propostas para várias reivindicações discutidas com os bancos, tais como:
> Fim das metas abusivas - "Não há como fechar um acordo sem solução para o problema das metas abusivas", reitera Carlos Cordeiro.
> Emprego - O Comando insistiu na necessidade de mais contratações, na adoção de medidas para preservar o emprego, como a proibição de demissões imotivadas (Convenção 158 da OIT),e o fim da rotatividade e das terceirizações.
> Segurança - Os bancários querem estender a todo o país as medidas de segurança testadas e aprovadas no projeto-piloto de Recife, Olinda e Jaboatão. Para o Comando, a proposta de criar novos projetos-pilotos só deve ser implementada com mais medidas de segurança, buscando testar outros equipamentos. "Queremos continuar salvando vidas", disse o presidente da Contraf-CUT.
> Igualdade - O Comando refirmou a necessidade de instituir mecanismos para acabar com a diferença salarial entre homens e mulheres, como demonstrou o II Censo da Diversidade. Uma dessas medidas deve ser a implementação de PCS em todos os bancos. Mas a Fenaban diz que PCS é um problema de cada banco e se recusa a incluir o tema na Convenção Coletiva.
> PCMSO - Instituir avaliação da qualidade dos exames médicos de retorno, de mudança de função e periódico. Os bancos disseram que o assunto deve ser debatido na mesa temática sobre saúde do trabalhador.
> Ampliação da cesta-alimentação para afastados.
> Fim da revalidação de atestados médicos. A Fenaban alega que pode ser feito pelos médicos do trabalho de cada banco e que não tem acordo.
> Pausas e revezamentos no auto-atendimento. Após pressão do Comando, os bancos ficaram de rediscutir a concessão de rodízio para quem trabalha no auto-atendimento.
Calendário
18 - Segunda rodada de negociação específica com o Banrisul
19 - Sétima rodada de negociação com a Fenaban
Fonte: Contraf
"Embora contenha alguns pontos positivos, as propostas estão muito aquém das expectativas dos bancários, porque desprezam algumas das mais importantes reivindicações, como garantias de preservação do emprego e medidas para melhorar as condições de trabalho, a segurança e a igualdade de oportunidades", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Não há como fechar um acordo sem solução para os problemas da categoria, principalmente as metas abusivas e a rotatividade."
As propostas dos bancos
A redação das propostas será entregue nesta sexta-feira, junto com as cláusulas econômicas. Mas os conteúdos têm o seguinte teor:
> Certificação CPA 10 e CPA 20 - Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.
> Adiantamento de 13º salário para os afastados. Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.
> Reabilitação profissional - Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical.
> Monitoramento de resultados - Terá redação mais abrangente. Além do SMS, a cobrança de resultados passará a ser proibida também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.
> Gestantes - As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente.
> Casais homoafetivos - Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações.
> Novas tecnologias - Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias.
> Segurança bancária - Realização de mais dois projetos-piloto de segurança em cidades diferentes, uma a ser escolhida pelo Comando Nacional e outra pela Fenaban, nos mesmos moldes da experiência desenvolvida em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.
As reivindicações ignoradas pelos bancos
O Comando Nacional condenou na mesa de negociação a ausência de propostas para várias reivindicações discutidas com os bancos, tais como:
> Fim das metas abusivas - "Não há como fechar um acordo sem solução para o problema das metas abusivas", reitera Carlos Cordeiro.
> Emprego - O Comando insistiu na necessidade de mais contratações, na adoção de medidas para preservar o emprego, como a proibição de demissões imotivadas (Convenção 158 da OIT),e o fim da rotatividade e das terceirizações.
> Segurança - Os bancários querem estender a todo o país as medidas de segurança testadas e aprovadas no projeto-piloto de Recife, Olinda e Jaboatão. Para o Comando, a proposta de criar novos projetos-pilotos só deve ser implementada com mais medidas de segurança, buscando testar outros equipamentos. "Queremos continuar salvando vidas", disse o presidente da Contraf-CUT.
> Igualdade - O Comando refirmou a necessidade de instituir mecanismos para acabar com a diferença salarial entre homens e mulheres, como demonstrou o II Censo da Diversidade. Uma dessas medidas deve ser a implementação de PCS em todos os bancos. Mas a Fenaban diz que PCS é um problema de cada banco e se recusa a incluir o tema na Convenção Coletiva.
> PCMSO - Instituir avaliação da qualidade dos exames médicos de retorno, de mudança de função e periódico. Os bancos disseram que o assunto deve ser debatido na mesa temática sobre saúde do trabalhador.
> Ampliação da cesta-alimentação para afastados.
> Fim da revalidação de atestados médicos. A Fenaban alega que pode ser feito pelos médicos do trabalho de cada banco e que não tem acordo.
> Pausas e revezamentos no auto-atendimento. Após pressão do Comando, os bancos ficaram de rediscutir a concessão de rodízio para quem trabalha no auto-atendimento.
Calendário
18 - Segunda rodada de negociação específica com o Banrisul
19 - Sétima rodada de negociação com a Fenaban
Fonte: Contraf
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Fenaban deve apresentar proposta global no dia 19
No
encerramento da quarta rodada de negociação da Campanha 2014 com a
Fenaban, o Comando Nacional dos Bancários defendeu nesta quinta-feira 11
a reivindicação de PLR equivalente a três salários mais parcela
adicional de R$ 6.247,26, o que significa uma mudança na fórmula de
cálculo do modelo atual, que simplifica e recompensa de forma mais justa
para os trabalhadores o aumento dos lucros dos bancos. A exemplo do que
ocorreu nas rodadas anteriores, os negociadores da Fenaban disseram que
vão discutir o tema com os presidentes dos bancos e o incluirão na
proposta global que apresentarão ao Comando na próxima semana,
provavelmente na sexta-feira 19.
Antes disso, serão realizadas mais duas rodadas de negociação. Na terça-feira 16, os bancos apresentarão o resultado do II Censo da Diversidade, realizado entre 17 de março e 9 de maio deste ano, seguido da discussão dos dados solicitados pela Contraf-CUT sobre os afastamentos de bancários no trabalho. E na quarta-feira 17 serão retomados os debates dos temas pendentes sobre saúde e condições de trabalho, emprego, segurança bancária e igualdade de oportunidades.
O II Censo da Diversidade foi uma conquista dos bancários na Campanha Nacional 2012. Ele agora permitirá verificar o que mudou e o que não avançou em termos de igualdade de oportunidades para os bancários e as bancárias desde 2008, quando foi realizado o I Censo.
"Esperamos que essas novas rodadas tragam novos dados e informações para a categoria e que finalmente os bancos apresentem uma proposta concreta e decente para as reivindicações econômicas e sociais que foram aprofundadas na mesas de negociações", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Participação mais justa nos lucros
Na mesa de negociação desta quinta-feira, o Comando Nacional defendeu a reivindicação de um novo modelo de PLR (três salários de cada bancário mais valor fixo de R$ 6.247,26) por considerar que a atual fórmula é muito complexa, pouco transparente e não remunera os bancários de forma adequada. A PLR foi uma conquista da campanha de 1995.
"O lucro dos bancos cresceu tanto que o modelo atual da PLR não acompanhou a distribuição desse lucro. O crescimento da PLR dos caixas, por exemplo, foi em média de 338% entre 1995 e 2013, enquanto o lucro dos bancos aumentou 1.067% nesse período. Queremos aumentar o percentual a ser distribuído e indexar a PLR à evolução do lucro", destaca Cordeiro.
"Além disso, é preciso simplificar o atual modelo, que é muito complexo e difícil de ser entendido pelos bancários", acrescenta Cordeiro.
O Comando propôs ainda que o pagamento da PLR não deve ser compensado com os programas próprios de remuneração variável dos bancos.
Os negociadores da Fenaban defenderam o atual modelo de PLR, mas disseram que a reivindicação dos bancários será levada aos presidentes dos bancos e trarão a resposta junto com a proposta global que apresentarão ao Comando, provavelmente na sexta-feira que vem, 19.
Dia Nacional de Luta
Na próxima segunda-feira 15, o Comando orienta os sindicatos e federações a realizarem um dia nacional de luta, conforme deliberação da 16ª Conferência Nacional dos Bancários, ocorrida de 25 a 27 de julho em Atibaia (SP), buscando pressionar os bancos a atender a pauta de reivindicações da categoria.
"Vamos realizar protestos em defesa do emprego, contra os projetos de terceirização, pelo fim das metas abusivas e do assédio moral, por mais segurança para trabalhadores e clientes, e por igualdade de oportunidades", salienta Cordeiro. "Trata-se um momento oportuno também para mostrar que não queremos a independência do Banco Central, pois só favorece aos bancos e é prejudicial para a sociedade brasileira", conclui.
Calendário
15 - Dia Nacional de Luta.
16 - Quinta rodada de negociação com a Fenaban
17 - Sexta rodada de negociação com a Fenaban
Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS
Antes disso, serão realizadas mais duas rodadas de negociação. Na terça-feira 16, os bancos apresentarão o resultado do II Censo da Diversidade, realizado entre 17 de março e 9 de maio deste ano, seguido da discussão dos dados solicitados pela Contraf-CUT sobre os afastamentos de bancários no trabalho. E na quarta-feira 17 serão retomados os debates dos temas pendentes sobre saúde e condições de trabalho, emprego, segurança bancária e igualdade de oportunidades.
O II Censo da Diversidade foi uma conquista dos bancários na Campanha Nacional 2012. Ele agora permitirá verificar o que mudou e o que não avançou em termos de igualdade de oportunidades para os bancários e as bancárias desde 2008, quando foi realizado o I Censo.
"Esperamos que essas novas rodadas tragam novos dados e informações para a categoria e que finalmente os bancos apresentem uma proposta concreta e decente para as reivindicações econômicas e sociais que foram aprofundadas na mesas de negociações", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Participação mais justa nos lucros
Na mesa de negociação desta quinta-feira, o Comando Nacional defendeu a reivindicação de um novo modelo de PLR (três salários de cada bancário mais valor fixo de R$ 6.247,26) por considerar que a atual fórmula é muito complexa, pouco transparente e não remunera os bancários de forma adequada. A PLR foi uma conquista da campanha de 1995.
"O lucro dos bancos cresceu tanto que o modelo atual da PLR não acompanhou a distribuição desse lucro. O crescimento da PLR dos caixas, por exemplo, foi em média de 338% entre 1995 e 2013, enquanto o lucro dos bancos aumentou 1.067% nesse período. Queremos aumentar o percentual a ser distribuído e indexar a PLR à evolução do lucro", destaca Cordeiro.
"Além disso, é preciso simplificar o atual modelo, que é muito complexo e difícil de ser entendido pelos bancários", acrescenta Cordeiro.
O Comando propôs ainda que o pagamento da PLR não deve ser compensado com os programas próprios de remuneração variável dos bancos.
Os negociadores da Fenaban defenderam o atual modelo de PLR, mas disseram que a reivindicação dos bancários será levada aos presidentes dos bancos e trarão a resposta junto com a proposta global que apresentarão ao Comando, provavelmente na sexta-feira que vem, 19.
Dia Nacional de Luta
Na próxima segunda-feira 15, o Comando orienta os sindicatos e federações a realizarem um dia nacional de luta, conforme deliberação da 16ª Conferência Nacional dos Bancários, ocorrida de 25 a 27 de julho em Atibaia (SP), buscando pressionar os bancos a atender a pauta de reivindicações da categoria.
"Vamos realizar protestos em defesa do emprego, contra os projetos de terceirização, pelo fim das metas abusivas e do assédio moral, por mais segurança para trabalhadores e clientes, e por igualdade de oportunidades", salienta Cordeiro. "Trata-se um momento oportuno também para mostrar que não queremos a independência do Banco Central, pois só favorece aos bancos e é prejudicial para a sociedade brasileira", conclui.
Calendário
15 - Dia Nacional de Luta.
16 - Quinta rodada de negociação com a Fenaban
17 - Sexta rodada de negociação com a Fenaban
19 - Sétima rodada de negociação com a Fenaban (a ser confirmada)
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Bancos negam que haja demissões e defendem terceirização sem limites
| Na abertura da terceira rodada de negociações da Campanha 2014 com a Fenaban, realizada nesta quarta-feira 3 em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários apresentou os números dos estudos do Dieese e fez uma discussão conceitual sobre emprego e terceirização na categoria. Os bancos questionaram os dados sobre fechamento de postos de trabalho e defenderam a regulamentação da terceirização de forma ampla, coincidentemente com o mesmo enfoque apresentado pelo programa econômico da candidata Marina Silva. As discussões prosseguem nesta quinta-feira 4, primeiro sobre emprego e depois sobre remuneração. |
| O Comando apresentou o estudo do Dieese com base na Rais do Ministério do Trabalho, mostrando que os bancos privados fecharam 18.023 postos de trabalho em 2013. E que outros 3.600 empregos foram cortados de janeiro a julho de 2014, segundo a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) que a Contraf-CUT faz desde 2009 em parceria com o Dieese com base nos dados do Caged. O comportamento do sistema financeiro vai na contramão dos outros setores da economia, que são menos rentáveis e nesse mesmo período criaram 1,75 milhão de postos de trabalho, contribuindo para que o Brasil tenha o menor nível de desemprego da história. O Comando também criticou a rotatividade no sistema financeiro. Além do fechamento dos postos de trabalho, segundo a pesquisa Contraf-CUT/Dieese os bancos privados desligaram 66.567 trabalhadores entre janeiro de 2013 e julho de 2014. "Essa rotatividade faz parte do negócio do sistema financeiro e é um mecanismo para reduzir salário e aumentar lucros", diz Carlos Cordeiro. Os representantes dos bancos negaram que haja demissões em massa no sistema, alegando que há apenas ajustes pontuais e que o Comando Nacional "está torturando os números". E disseram ironicamente que a diferença de 63,3% entre a média salarial dos admitidos e desligados é uma "boa notícia" porque mostra que os bancários ficam bastante tempo no emprego e têm progressão salarial na carreira. Terceirização O Comando também apresentou a Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (Pnad/IBGE) de 2002 segundo a qual havia naquele ano 586.765 trabalhadores no sistema financeiro. Já em 2011, a mesma pesquisa mostrou que esse número saltou para 1,004 milhão. No entanto, apenas 512 mil bancários eram formalmente contratados pelos bancos em 2012, sob a proteção da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. "Ou seja, para cada bancário formal existe pelo menos outro informal trabalhando no sistema financeiro, recebendo salários inferiores, cumprindo jornadas de trabalho maiores e sem os mesmos direitos da categoria, aumentando os lucros bilionários dos bancos", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização da Contraf-CUT. Entre 1999 e 2013, as instituições financeiras aumentaram 319% as despesas com trabalhadores terceirizados, tendência que vem se acelerando nos últimos anos, segundo Relatório Social da Febraban. Se considerarmos os diversos tipos de correspondentes bancários (banco postal, lotéricos, pastinhas, SUPERMERCADOS Outro fator que dificulta o mapeamento adequado do número de trabalhadores terceirizados é que os bancos contratam empresas para realização do mesmo tipo de serviço que são classificados em múltiplas CNAES (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Por isso certamente o número de trabalhadores terceirizados prestando serviços aos bancos é muito maior. Quanto a isso a Fenaban informou novamente que também não tem os números exatos porque isso fica a cargo de cada empresa. "Porém, ao analisarmos os dados dos balanços dos bancos não encontramos essas informações", afirma Carlos Cordeiro. Risco operacional Daí decorre outro problema sério, com previsão inclusive pela Resolução 3380/2006 do Bacen, que estabelece normas de previsão para o risco operacional, em decorrência dos contratos de terceiros. "Mas como todos dizem que ninguém tem essas informações de forma precisa, o que justificaria a aplicação dos termos da resolução, a palavra está com o Banco Central", acrescenta Cordeiro. Essa ameaça se agrava com a tentativa do setor empresarial, tendo os bancos à frente, de legalizar a terceirização total no Brasil com a aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF. "Por último, é extremamente preocupante o fato de o programa econômico da candidata Marina Silva incorporar expressamente o compromisso de regulamentar a terceirização precarizante em todos os setores da economia", adverte Miguel Pereira. Mesmo com as ameaças mencionadas, o debate precisa ser retomado com os bancos, uma vez que um grande processo de terceirização das atividades bancárias, ligadas ao processamento de documentos, retaguarda bancaria, contabilização, tesouraria. Na verdade, não se trata de terceirização e sim intermediação ilegal de mão de obra. E o vínculo de emprego deve ser estabelecido diretamente com o banco contratante ou no caso dos bancos públicos devem ser pagas as indenizações como se bancários fossem. Os negociadores da Fenaban defenderam a regulamentação já e total das terceirizações, o que coincide com a proposta da candidata Marina Silva apresentada no dia 29 de agosto último. Problemas nos dados de afastamento de bancários Ao final da negociação, o Comando cobrou esclarecimentos dos bancos acerca dos dados encaminhados pela Fenaban sobre o afastamento de bancários por motivos de saúde. Segundo análise do Dieese, há grandes diferenças entre os números enviados para a Contraf-CUT. Os bancos ficaram de verificar as divergências apontadas. Calendário de negociações 4 - Terceira rodada de negociação com a Fenaban 10 e 11 - Quarta rodada de negociação com a Fenaban Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS |
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Bancos negam haver discriminações e relegam reivindicações sobre igualdade
Assim como aconteceu com os temas de saúde, condições de trabalho e segurança bancária, os bancos também não fizeram propostas para as reivindicações sobre igualdade de oportunidades defendidas nesta quinta-feira 28 pelo Comando Nacional dos Bancários, no encerramento da segunda rodada de negociações da Campanha 2014. Os bancos voltaram a negar que haja discriminações de gênero, raça e orientação sexual nos locais de trabalho e protelaram mais uma vez a apresentação dos resultados do II Censo da Diversidade realizado entre 17 de março e 9 de maio.
Os negociadores da Fenaban disseram que o resultado do Censo ainda não foi concluído e que se reunirão na próxima semana com a consultoria que coordenou a pesquisa, comprometendo-se a trazer os resultados na primeira quinzena de setembro.
"Essas informações são fundamentais porque permitirão comparar com os dados do primeiro Censo, de 2008, e avaliar se as discriminações foram corrigidas ao longo desses cinco anos", afirma Andrea Vasconcelos, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS).
Em 2008, as mulheres ganhavam 78% dos salários dos homens e encontravam mais obstáculos para a ascensão profissional. Além disso, apenas 19,5% dos bancários eram negros ou pardos, com ganho médio de 84,1% do salário dos brancos. E a categoria tinha somente 8% de mulheres negras.
Dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2012 revelam que a presença de pretos e pardos na categoria bancária era de 17,1%, o que demonstra que houve uma redução da população negra trabalhando nos bancos.
Cota de 20% para negros
Por conta dessa discriminação, o Comando Nacional cobrou a reivindicação de um percentual mínimo de 20% de negros nas contratações dos bancos. Os negociadores da Fenaban, no entanto, foram enfáticos em afirmar que não gostam e não aceitam nenhuma política de cotas.
Mulheres são discriminadas
As mulheres são metade da categoria há vários anos e possuem escolaridade superior aos homens, mas ganham menos e enfrentam barreiras na ascensão profissional.
Contra as alegações dos bancos de que não há discriminações, o Comando apresentou na mesa os dados do Caged do primeiro semestre deste ano, mostrando que as mulheres já entram no banco ganhando 24% menos que os homens, na média.
Se pegarmos os cargos de auxiliares e assistentes administrativos, a diferença aumenta para 29%. E na gerência de marketing, por exemplo, as mulheres ganham 22% menos que os homens contratados.
Os dirigentes sindicais também apontaram a ausência de mulheres nos altos cargos executivos de quase todos os bancos. Os negociadores da Fenaban não contestaram as informações, mas não apontaram soluções para combater as discriminações.
PCS
Os bancários reivindicam que os bancos disponibilizem a relação de cargos na empresa com suas definições técnicas, assim como os critérios necessários para essas funções.
Os negociadores da Fenaban disseram que os grandes bancos já disponibilizam suas "trilhas" na intranet e estão à disposição dos bancários e que, portanto, não haveria necessidade de incluir esse tema na Convenção Coletiva dos Bancários.
Assédio sexual
Diante da gravidade desse problema na categoria, a Contraf-CUT relançou em julho a cartilha Combate ao Assédio Sexual, com informações e orientações sobre como enfrentar situações que violem a Lei 10.224/2001, que alterou o Código Penal de 1940 e passou a considerar o assédio sexual como crime, com pena de detenção de um a dois anos.
Os bancos concordaram que essa é uma prática inaceitável e que deve ser combatida, porque prejudica o ambiente de trabalho. No entanto, se recusaram a incluir qualquer aspecto desse tema na Convenção Coletiva. Concordaram apenas em fazer uma campanha conjunta com os sindicatos de combate ao assédio sexual.
Equidade
A adesão dos bancos ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça da Secretaria de Políticas para as Mulheres foi cobrada pelo Comando. O programa federal busca "garantia da autonomia econômica e social das mulheres como condição estruturante para a transformação das condições de vida e das desigualdades, especialmente daquelas que vivem as discriminações decorrentes da desigualdade social, de gênero e racial".
Os representantes dos bancos informaram desconhecer o programa e disseram que levarão a questão para debate na mesa temática de Igualdade de Oportunidades.
Licença parental
O Comando reivindicou a concessão da licença maternidade, hoje chamada de licença parental, para o prazo de seis meses consecutivos ao pai ou adotante em caso de nascimento de filho. A medida seria extensiva para os casos de relações homoafetivas.
Os negociadores dos bancos, porém, disseram mais uma vez não, alegando que isso deve ser tratado com a Previdência Social.
Os dirigentes sindicais aproveitaram o debate para solicitar o número de bancários e bancárias que utilizam a cláusula 49ª da CCT que trata da extensão de vantagens nas relações homoafetivas.
PCD
Os bancos rejeitaram ainda a reivindicação apresentada pelo Comando de abono das ausências para reparo, conserto, manutenção e aquisição de órtese e prótese dos trabalhadores com deficiência (PCD).
Os dirigentes sindicais consideraram essa posição uma discriminação contra os trabalhadores com deficiência, uma vez que qualquer bancário que sofra alguma contusão e necessite ir ao médico, por exemplo, terá a ausência abonada via atestado médico, ao passo que os PCD não possuem nenhum instrumento similar que os proteja.
"Os banqueiros alegam que não é necessário incluir o assunto na Convenção Coletiva porque não existe demanda, uma vez que, segundo eles, quando algum trabalhador com deficiência necessita se ausentar ele tem a anuência. Mas nós queremos garantir isso na Convenção para se tornar um direito e não um favor do gestor", diz Andrea Vasconcelos.
Mobilização para o plebiscito
Na reunião de avaliação, que fez ao final da rodada de negociação com a Fenaban, o Comando Nacional reforçou a orientação às entidades sindicais de todo o país para que intensifiquem a mobilização e realizem em todos os locais de trabalho o plebiscito popular pela reforma política que acontecerá de 1º a 7 de setembro.
O Comando sugere que as entidades utilizem para o plebiscito as mesmas urnas e os mesmos roteiros das eleições sindicais.
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