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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Lucro líquido da Caixa atinge R$ 3,5 bilhões no primeiro semestre

A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (27) que registrou lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no primeiro semestre, aumento de 2,8% quando comparado com o mesmo período de 2014. De acordo com a instituição financeira, no segundo trimestre do ano (abril, maio e junho), o lucro líquido foi R$ 1,9 bilhão, crescimento de 25% sobre o primeiro trimestre do ano (janeiro, fevereiro e março).

O banco informou que, entre outras operações, a carteira de crédito ampliada atingiu saldo de R$ 648,1 bilhões, o que representa 20,7% do mercado e evolução de 17,4% em 12 meses. O crédito habitacional manteve-se em destaque, com crescimento de 20,8%, alcançando saldo de R$ 366,6 bilhões e 67,9% na participação do mercado. As operações de empréstimos nas áreas de saneamento e de infraestrutura apresentaram, no final de junho de 2015, saldo de R$ 63,3 bilhões, crescimento de 36,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os números divulgados pela Caixa indicam que as operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$ 196,1 bilhões, alta de 4,9% em 12 meses.
A Caixa informou que, no primeiro semestre, injetou R$ 363,2 bilhões na economia do país por meio de contratações de crédito, distribuição de benefícios sociais, investimentos em infraestrutura própria, remuneração de pessoal, destinação social das loterias, entre outros programas. A base de clientes do banco alcançou 80,8 milhões de correntistas e poupadores, alta de 6,7% em 12 meses.
A instituição tem 65,7 mil pontos de atendimento. Há 4,2 mil agências e postos de atendimento, 29,4 mil correspondentes e lotéricos e 32,1 mil máquinas distribuídas nos postos e salas de autoatendimento.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Após lucro de R$ 5 bi, Itaú retoma reclamações contra governo

Neca Setubal receberá R$ 14 milhões em dividendos

Banco malha Petrobras em relatório após reajuste de 3% no preço da gasolina; ação da estatal "merece ser negociada com desconto, a despeito do crescimento da produção", diz texto do Itaú BBA distribuído hoje ao mercado. A instituição cobrou aumento, governo avisou que o daria antes do final do ano, mas gesto foi classificado como "vitória de Pirro a um custo devastador" no relatório do banco de Roberto Setubal. Com lucro líquido de R$ 5 bilhões no 3º trimestre, Itaú pagará à herdeira Neca Setubal, segundo a consultoria Economatica, R$ 14 milhões em dividendos este ano; mas, pelo Facebook, Neca reproduziu ontem artigo de Marina Silva atacando a política econômica. Choro de barriga cheia vale?

Durante a campanha eleitoral, debaixo de cobranças de diversas frentes por um aumento no preço dos combustíveis, o ministro da Fazenda, Guido Fazenda, e a presidente Dilma Rousseff, na condição de candidata à reeleição, deram a mesma resposta: até o final do ano, a exemplo do que ocorreu em anos anteriores, o reajuste seria dado. Agora, um dia após o anúncio da Petrobras de que os preços da gasolina e do óleo diesel subirão, respectivamente, 3% e 5% para os distribuidores, quem cobrava passou a criticar a medida pedida e atendida.
Nesse rol, em particular, se sobressai na crítica o banco Itaú BBA - braço de investimentos da instituição das família Setúbal. Em relatório ao mercado, o Itaú considera que a Petrobras não tem uma política "transparente" para preços dos combustíveis - apesar de o governo estar praticando, a cada final de ano, um índice de reajuste. Por esta e outras razão, prega o relatório um castigo à estatal, que deveria ter o preço de suas ações rebaixado para compra e venda.
- Na ausência de uma política de preços transparente e dos níveis de endividamento, a Petrobras merece ser negociada com desconto em relação a seus pares a despeito do aumento de produção, escreveu, em estilo bastante direto e reto, a analista Paula Kovarsky. Como resultado, o Itaú rebaixo o preço alvo da ações da estatal, orientando o mercado a pagar menos pelos papéis da companhia.
O contexto de mais essa crítica do Itaú é dos mais interessantes. Dois dias atrás, o banco presidido por Roberto Setubal apresentou o maior lucro líquido entre todas as instituições financeiras do País, chegando a R$ 5,4 bilhões apenas no 3º trimestre deste ano. Um resultado obtido à maior seletividade no crédito e ao aumento da próprias tarifas sobre os clientes.
Com este número reluzente, o Itaú poderá pagar fortunas em dividendos aos seus acionistas. Para ficar apenas na herdeira da instituição, Neca Setubal, dona de parte da Itausa, a holding que controla o banco e os negócios a ele ligados, a conta é de um rendimento, apenas este ano, de cerca de R$ 14 milhões. O cálculo foi feito pela renomada consultoria Economática.
Mesmo Neca, porém, continua sem encontrar motivo para comemorar. Depois de ter feito o papel de braço direito da candidata Marina Silva durante a eleição presidencial, ela continua fiel escudeira da ex-senadora. Em sua página no Facebook, ontem, Neca manifestou seu descontentamento com a política econômica reproduzindo artigo de Marina com críticas aos movimentos pós-eleitorais do governo.
É franqueado a todos reclamar da situação. Inclusive aos que estão, como diz o dito popular, chorando de barriga cheia. Ocorre, nesses casos, de o choro não ser levado a sério.

Fonte: Portal Brasil 247

Itaú Unibanco tem lucro de R$ 5,4 bilhões no 3º trimestre

Resultado ficou 10% acima do registrado nos três meses anteriores


Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (4) ter registrado lucro líquido de R$ 5,404 bilhões no terceiro trimestre de 2014, 10,3% acima dos R$ 4,899 bilhõesatingidos nos três meses anteriores. No mesmo período do ano passado, o lucro havia atingido R$ 3,995 bilhões. No ano, de janeiro a setembro, os ganhos do banco somam R$ 14,722 bilhões.

No segmento de pessoas físicas, a carteira de crédito consignado cresceu 21,9% no terceiro trimestre e 77,1% no período de 12 meses, e a do crédito imobiliário subiu 4,9% e 22,4%,
respectivamente.
O índice de inadimplência ficou em 3,2%, sofrendo redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 0,7 ponto percentual frente a setembro de 2013. Segundo o Itaú, esse é o menor nível histórico desde a fusão entre Itaú e Unibanco em novembro de 2008.
O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa (proteção contra eventuais calotes) aumentou em R$ 711 milhões (2,9%), atingindo R$ 25,258 bilhões.
Na semana passada, oBradesco abriu a temporada de balanços das instituições financeirase anunciou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 3,875 bilhões no terceiro trimestre de 2014. O valor ficou 2,6% acima do registrado no trimestre anterior (R$ 3,778 bilhões) e 26,5% superior ao resultado do terceiro trimestre do ano passado.

Fonte: G1

Lucro do BB sobe 2,8% e atinge R$ 2,78 bilhões no terceiro trimestre

Margem financeira líquida do banco somou R$ 7,959 bilhões


O Banco do Brasil fechou o terceiro trimestre com lucro líquido contábil de R$ 2,780 bilhões, o que representou alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em termos recorrentes, o lucro foi de R$ 2,885 bilhões, com aumento de 10,5%. Esse resultado exclui itens extraordinários de R$ 248 milhões destinados a despesas ligadas aos planos econômicos. As informações são do jornal Valor Econômico.

Segundo a projeção média de analistas consultados pelo Valor, a expectativa era de lucro ajustado de R$ 2,845 bilhões. A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil cresceu 1,9% no trimestre e 12,3% em 12 meses, para R$ 732,719 bilhões.

O índice de inadimplência do banco acima de 90 dias atingiu 2,09% no terceiro trimestre ante 1,99% no segundo trimestre e 1,97% no terceiro trimestre de 2013. As despesas de provisão para devedores duvidosos também pioraram e somaram R$ 4,571 bilhões, com alta de 16,9% em 12 meses. A margem financeira líquida do banco somou R$ 7,959 bilhões, com aumento de 2,9% em 12 meses.

Na terça-feira (4), Itaú Unibanco e Santander Brasil divulgaram seus números. O maior banco privado brasileiro teve lucro líquido contábil de R$ 5,404 bilhões, o que representou alta de 35,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O Santander lucrou R$ 536,7 milhões. Na semana passada, o Bradesco divulgou lucro líquido contábil de R$ 3,875 bilhões, com alta de 26,5%.

Análise do Dieese


A Subseção do Dieese na Contraf-CUT já está analisando o balanço do terceiro trimestre do BB, cujos resultados como a evolução do emprego serão divulgados ao longo do dia.

Lucro dos três grandes bancos privados sobe 26,9% até setembro

Soma dos resultados alcançou R$ 9,8 bilhões


Até agora, o baixo crescimento da economia nem de longe abalou os números dos três maiores bancos privados do país. Juntos, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander lucraram R$ 27,4 bilhões nos primeiros nove meses do ano, 26,9% mais que em igual período de 2013. No terceiro trimestre, a soma dos resultados alcançou R$ 9,8 bilhões, 29,9% maior que o do mesmo trimestre do ano passado.

Até os ganhos com tesouraria se tornaram mais relevantes, contribuindo para os resultados na intermediação. O Itaú Unibanco, por exemplo, teve uma margem com o mercado de R$ 2,6 bilhões no acumulado do ano, mais que o dobro do valor registrado um ano atrás.
Também colaborou para o ganho financeiro uma concorrência menos acirrada com as principais instituições públicas - Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Depois de iniciarem em 2012 uma cruzada pelo corte dos juros nas operações de crédito, até os bancos controlados pelo governo reajustaram suas taxas neste ano. Com isso, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander também se sentiram mais livres para promover remarcações. E um impulso extra para os balanços veio da menor expansão das despesas administrativas.
No crédito - a linha do balanço mais afetada pela desaceleração econômica -, os bancos precisaram rever para baixo suas projeções de crescimento em 2014. Mesmo assim, o trio teve um desempenho que superou a média dos bancos privados. Somada, as carteiras de Itaú, Bradesco e Santander fecharam setembro com quase R$ 1 trilhão, alta de 8,5% em 12 meses e de 3% em relação a junho.

Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Fenaban deve apresentar proposta global no dia 19

No encerramento da quarta rodada de negociação da Campanha 2014 com a Fenaban, o Comando Nacional dos Bancários defendeu nesta quinta-feira 11 a reivindicação de PLR equivalente a três salários mais parcela adicional de R$ 6.247,26, o que significa uma mudança na fórmula de cálculo do modelo atual, que simplifica e recompensa de forma mais justa para os trabalhadores o aumento dos lucros dos bancos. A exemplo do que ocorreu nas rodadas anteriores, os negociadores da Fenaban disseram que vão discutir o tema com os presidentes dos bancos e o incluirão na proposta global que apresentarão ao Comando na próxima semana, provavelmente na sexta-feira 19.



Antes disso, serão realizadas mais duas rodadas de negociação. Na terça-feira 16, os bancos apresentarão o resultado do II Censo da Diversidade, realizado entre 17 de março e 9 de maio deste ano, seguido da discussão dos dados solicitados pela Contraf-CUT sobre os afastamentos de bancários no trabalho. E na quarta-feira 17 serão retomados os debates dos temas pendentes sobre saúde e condições de trabalho, emprego, segurança bancária e igualdade de oportunidades. 

O II Censo da Diversidade foi uma conquista dos bancários na Campanha Nacional 2012. Ele agora permitirá verificar o que mudou e o que não avançou em termos de igualdade de oportunidades para os bancários e as bancárias desde 2008, quando foi realizado o I Censo.

"Esperamos que essas novas rodadas tragam novos dados e informações para a categoria e que finalmente os bancos apresentem uma proposta concreta e decente para as reivindicações econômicas e sociais que foram aprofundadas na mesas de negociações", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Participação mais justa nos lucros


Na mesa de negociação desta quinta-feira, o Comando Nacional defendeu a reivindicação de um novo modelo de PLR (três salários de cada bancário mais valor fixo de R$ 6.247,26) por considerar que a atual fórmula é muito complexa, pouco transparente e não remunera os bancários de forma adequada. A PLR foi uma conquista da campanha de 1995.

"O lucro dos bancos cresceu tanto que o modelo atual da PLR não acompanhou a distribuição desse lucro. O crescimento da PLR dos caixas, por exemplo, foi em média de 338% entre 1995 e 2013, enquanto o lucro dos bancos aumentou 1.067% nesse período. Queremos aumentar o percentual a ser distribuído e indexar a PLR à evolução do lucro", destaca Cordeiro.

"Além disso, é preciso simplificar o atual modelo, que é muito complexo e difícil de ser entendido pelos bancários", acrescenta Cordeiro.

O Comando propôs ainda que o pagamento da PLR não deve ser compensado com os programas próprios de remuneração variável dos bancos.

Os negociadores da Fenaban defenderam o atual modelo de PLR, mas disseram que a reivindicação dos bancários será levada aos presidentes dos bancos e trarão a resposta junto com a proposta global que apresentarão ao Comando, provavelmente na sexta-feira que vem, 19.

Dia Nacional de Luta

Na próxima segunda-feira 15, o Comando orienta os sindicatos e federações a realizarem um dia nacional de luta, conforme deliberação da 16ª Conferência Nacional dos Bancários, ocorrida de 25 a 27 de julho em Atibaia (SP), buscando pressionar os bancos a atender a pauta de reivindicações da categoria.

"Vamos realizar protestos em defesa do emprego, contra os projetos de terceirização, pelo fim das metas abusivas e do assédio moral, por mais segurança para trabalhadores e clientes, e por igualdade de oportunidades", salienta Cordeiro. "Trata-se um momento oportuno também para mostrar que não queremos a independência do Banco Central, pois só favorece aos bancos e é prejudicial para a sociedade brasileira", conclui.

Calendário

15 - Dia Nacional de Luta.
16 - Quinta rodada de negociação com a Fenaban
17 - Sexta rodada de negociação com a Fenaban
19 - Sétima rodada de negociação com a Fenaban (a ser confirmada)
 
Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

domingo, 27 de outubro de 2013

Santander Brasil tem queda de 6,8% no lucro do 3º trimestre

O banco Santander registrou lucro líquido de R$ 1,407 bilhão no terceiro trimestre, resultado 6,8% menor do que no mesmo período de 2012, na contabilidade internacional.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Apesar do lucro de R$ 9 bi até setembro, Bradesco corta 1.975 empregos

Mesmo com o estrondoso lucro líquido ajustado de R$ 9,003 bilhões nos nove primeiros meses de 2013, o Bradesco fechou 1.975 empregos no mesmo período, andando na contramão da economia brasileira que gerou 1.323.461 postos de trabalho
O número total de empregados da Holding em setembro de 2013 foi de 101.410, com fechamento de 2.690 vagas em relação a setembro de 2012 (queda de 2,6% no quadro de funcionários).

Conforme análise do balanço feita pela subseção Contraf-CUT do Dieese, o corte de 1.975 empregos em 2013 colaborou para que as despesas de pessoal crescessem apenas 6,1% em 12 meses e a cobertura dessas despesas pelas receitas de prestação de serviços mais renda de tarifas aumentasse de 138,2% para 149,1%.

O lucro astronômico apurado significou um crescimento de 4,6% com relação ao mesmo período de 2012 (R$ 3,082 bilhões no 3º trimestre, com alta de 3,5% em relação ao trimestre anterior).

O retorno sobre o patrimônio líquido médio foi de 18,4% (1,5 ponto percentual abaixo da rentabilidade em setembro de 2012 e 0,4 ponto percentual abaixo do retorno no 2º trimestre de 2013).

A carteira de crédito expandida cresceu 11,0% em doze meses, atingindo um montante de R$ 412,6 bilhões (2,5% no trimestre). As operações com pessoas físicas cresceram 10,9%, em 12 meses, chegando a R$ 127,1 bilhões.

Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 285,5 bilhões, com elevação de 11,0% comparado a setembro de 2012. O Índice de Inadimplência superior a 90 ficou em 3,6%, com quedas de 0,5 ponto percentual em relação ao 3º trimestre de 2012 e 0,1 no trimestre.

Com a segunda queda consecutiva nas taxas de inadimplência, as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) atingiram um montante de R$ 10,3 bilhões, com redução de 1,5% em relação a setembro de 2012 (-9,6% no trimestre).

A partir deste trimestre, os bancos passarão a divulgar (anualmente) um relatório de gerenciamento de riscos, de modo a atender as exigências do BC e do Acordo de Basileia.

O Índice de Basileia do banco em setembro de 2013 foi de 16,4% (0,4 ponto percentual maior do que em setembro de 2012) - o mínimo exigido no país é de 11%.

Fonte: Contraf/CUT com Dieese

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Lucro do Bradesco cresce e acumula R$ 8,9 bilhões até setembro

O Bradesco teve lucro líquido de R$ 3,064 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 7,1% sobre o mesmo período do ano passado, informou a instituição nesta segunda-feira (21).
Com isso, o banco já acumula ganhos de R$ 8,924 bilhões no ano. No 1º semestre, o Bradesco registrou lucro líquido de R$ 5,86 bilhões, o maior da história do banco para o período.

Em bases recorrentes, o lucro do segundo maior banco privado do país foi de R$ 3,082 bilhões no período, ligeiramente acima das expectativas do mercado.

Redução da inadimplência

Segundo o relatório divulgado pelo Bradesco o resultado trimestral se deve a alguns fatores, como menores despesas com provisão para devedores duvidosos, em razão da redução dos níveis de inadimplência; maiores receitas com a margem financeira, e maior resultado operacional de seguros, previdência e capitalização.

Segundo a análise, o resultado só não foi maior em razão de "maiores despesas de pessoal, reflexo, principalmente, da convenção coletiva".

A carteira de crédito expandida cresceu 11% na mesma base de comparação, chegando a R$ 412,56 bilhões no final de setembro deste ano.

A inadimplência ficou em 3,6% no terceiro trimestre deste ano, com queda de 0,1 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 2012 e de 0,5 ponto percentual em comparação ao segundo trimestre deste ano.

As despesas com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) somaram R$ 2,88 bilhões, baixa de 6,9% sobre o segundo trimestre deste ano.

Banco mantém projeções de crescimento

O Bradesco manteve inalteradas praticamente todas as projeções de crescimento para 2013 divulgadas no segundo trimestre deste ano.

A única alteração foi feita em relação à perspectiva de crescimento na margem financeira de juros. O intervalo caiu significativamente de 4% a 8% para 1% a 3%.

A perspectiva de crescimento da carteira de crédito do Bradesco foi mantida no intervalo entre 11% e 15% tanto no que se refere a pessoas físicas quanto jurídicas.

O crescimento do ganho com prestação de serviços deve ser entre 12% e 16%.

A perspectiva de avanço das despesas operacionais ficou no intervalo entre 2% e 6%.

Fonte: UOL com Valor e Reuters

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Lucro dos bancos permanece "robusto", aponta relatório do BC

O lucro líquido dos bancos manteve-se estável no período de 12 meses, encerrado em junho, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado na última quinta-feira (26) pelo Banco Central (BC). O valor chegou a R$ 59,7 bilhões, com acréscimo de R$ 4,7 bilhões em relação ao resultado de dezembro.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Banco do Brasil: Lucro é construído às custas do adoecimento dos funcionários

Lucro de mais de R$10 bilhões do BB é construído às custas do adoecimento dos funcionários.
 
O Banco do Brasil, maior instituição financeira da América Latina, teve o maior lucro líquido da história dos bancos no país, com ganhos de R$ 10,03 bilhões no primeiro semestre. Com isso, o BB supera o Itaú Unibanco entre os maiores lucros de bancos privados no país.
 
O lucro de R$ 7,2 bilhões do Itaú Unibanco no primeiro semestre é, agora, o segundo maior entre os bancos do país.
 
Nos últimos quatro anos, o Itaú ocupou o topo do ranking dos maiores lucros da história dos bancos brasileiros no primeiro semestre.
 
O lucro do BB foi puxado pelo forte resultado do segundo trimestre, quando registrou lucro líquido de R$ 7,47 bilhões, cerca de duas vezes e meia acima do resultado positivo obtido um ano antes. Nos primeiros três meses de 2013, o banco teve lucro líquido de R$ 2,56 milhões. 
 
Avaliação

A partir dos dados divulgados, o diretor do SindBancários, Julio Vivian, critica a postura do BB tanto do ponto de vista da contrapartida que, com um lucro deste patamar, não tem moral para negar as reivindicações dos funcionários, quanto do ponto de vista da própria construção do resultado, que foi fruto do esforço e do adoecimento dos bancários.
 
"Está na hora de o BB cumprir seu papel de banco público e deixar de buscar o lucro acima de tudo. O banco deve começar a fomentar o desenvolvimento sustentável e tratar seus funcionários, clientes e população em geral, com mais respeito e ética. Até porque um lucro destes não deve ser construído com o adoecimento e até da morte de seus funcionários, fruto do assédio, das metas inexequíveis e da cobrança por resultados cada vez maiores e impossíveis de alcançar sem o adoecimento dos bancários e o desrespeito aos clientes", avalia Julio Vivian.
 
Flávio Pastoriz, diretor do SindBancários e funcionário do Banco do Brasil, diz que como instituição pública, o Banco do Brasil deve exercer o papel de fomentador no desenvolvimento do país, pressionando a queda das taxas de juros, atuando como “regulador” no sistema financeiro e, ao mesmo tempo, atendendo as demandas dos setores produtivos a favor da sociedade. "Com o resultado desse primeiro semestre de 2013, o banco pode atender as justas reivindicações dos funcionários na campanha deste ano", assegurou.
 
Outros números
 
O indicador de inadimplência do Banco do Brasil, com dívidas maiores que três meses, caiu para o menor patamar em 11 anos, segundo o balanço do banco. A carteira de crédito ampliada encerrou junho em R$ 638,628 bilhões, expansão de 7,7% ante março e de 25,7% em 12 meses.
 
Os destaques do período foram as carteiras pessoa jurídica e de agronegócios, que registraram aumentos em 12 meses de 28,8% e 32,8%, respectivamente.
 
Ao final de junho, o BB ampliou sua liderança em crédito no sistema financeiro nacional, atingindo 20,8% de participação de mercado.
 
Os empréstimos destinados à pessoa física totalizaram R$ 161,550 bilhões no segundo trimestre, aumento de 15,9% em doze meses e de 3,3% sobre março, respondendo por 25,3% da carteira de crédito do banco.
 
Já os recursos destinados às pessoas jurídicas somaram R$ 300,142 bilhões, com elevação de 28,8% e 5,4%, respectivamente. Esse segmento responde por 47,0% da carteira de crédito total do BB.
 
As despesas com provisões para calotes cresceram 14,8% na comparação com o mesmo período de 2012, para R$ 4,22 bilhões. Segundo o banco, as provisões aumentaram devido ao aumento da carteira de crédito e do maior montante de recuperação de perdas no segundo trimestre.
 
 Fonte: SindBancários com informações UOL

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Lucro mundial do HSBC sobe 22% no 1º semestre, mas no Brasil cai 70%

O HSBC registrou lucro líquido atribuível aos acionistas da companhia controladora de US$ 10,284 bilhões no primeiro semestre, em comparação com um lucro líquido de US$ 8,438 no mesmo período de 2012, o que corresponde a uma alta de 21,8%. Já o lucro líquido no período, que inclui a parte dos minoritários, subiu 24,5%, para US$ 11,346 bilhões, de US$ 9,108 bilhões na mesma comparação. O resultado foi divulgado na segunda-feira (5), em Londres. Já a receita reportada do HSBC caiu 7% no primeiro semestre de 2013 para US$ 34,372 bilhões, de US$ 36,897 bilhões nos mesmos seis meses de 2012.

O CEO do HSBC, Stuart Gulliver, emitiu uma nota de cautela sobre o crescimento econômico da China. "A nova ênfase na qualidade em vez de quantidade de crescimento está mudando o equilíbrio da política para longe de estímulo e em direção a reforma. Acreditamos que isso deve limitar o ritmo de crescimento da China para 7,4% em 2013 e 2014, o que já está sendo refletido em números de crescimento mais modestos em outros mercados, particularmente na Ásia", disse, no comunicado.

Desde 2011, o HSBC reorienta-se nos principais mercados. Até agora, a empresa vendeu por volta de 54 negócios. Gulliver disse que a velocidade das vendas agora se abrandará.

O balanço diz, ainda, que as receitas relacionadas às taxas de juros caíram na América Latina, especialmente no Brasil. No mercado brasileiro, o HSBC cita como causa a queda da taxa de juros no médio e longo prazo, observada desde o início de 2012.

Lucro no Brasil cai 70%

O lucro do banco inglês no Brasil caiu 70% no primeiro semestre de 2013 na comparação com igual período do ano passado. Conforme o anúncio em Londres, a filial brasileira gerou lucro antes dos impostos de US$ 153 milhões de janeiro a junho de 2013, cerca de um terço dos US$ 505 milhões observados em igual período de 2012. O balanço do primeiro semestre ainda não foi publicado no Brasil.

O resultado nos primeiros seis meses deste ano foi sustentado pelo banco de atacado e de investimentos, que teve um lucro de US$ 290 milhões. Já o segmento de varejo registrou um prejuízo de US$ 117 milhões, conforme o jornal Valor Econômico.

Contraf-CUT rebate explicações do banco

O chefe-executivo do HSBC citou que o desempenho aqui é uma reação à situação macroeconômica do País. "O Brasil está crescendo menos e o consumo está crescendo menos", explicou, ao comentar que, apesar disso, o desempenho do País "não é um tema de preocupação particular", disse Gulliver.

No balanço, a instituição britânica explica que o desempenho econômico do Brasil "ficou abaixo das expectativas no período". "No primeiro trimestre de 2013, em especial, o Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou pelo fraco consumo diante de consumidores brasileiros que parecem cortar gastos como uma resposta à inflação, alto nível de endividamento e queda da confiança", diz o documento.

Para Miguel Pereira, secretário de Organização da Contraf-CUT, os argumentos para a queda dos lucros no Brasil que estão relacionados ao fraco desempenho da economia brasileira e a queda do consumo não podem ser aceitos de maneira alguma.

"Estão utilizando uma cortina de fumaça para tentar encobrir os reais problemas que o banco inglês enfrenta no Brasil, que basicamente estão ligados às péssimas condições de trabalho dos funcionários, que são submetidos a metas escorchantes sem terem as reais condições de cumprimento, que associadas às milhares de demissões levam a um sentimento de desvalorização dos funcionários e obviamente dificulta a geração de novas receitas. Não basta apenas focar nas despesas e, muito pior, quando essas são diretamente ligadas a mais demissões, pois só deterioram as condições de competitividade do banco", avalia Miguel.

"Se realmente os problemas fossem relacionados apenas ao cenário macroeconômico, como seus demais concorrentes, públicos e privados, não só mantiveram, como vem apresentando aumentos expressivos nos seus resultados?", indaga o dirigente sindical.

Mudança nas provisões para devedores duvidosos

O CEO do HSBC afirmou ainda que houve "mudança de portfólio no Brasil", o que também prejudicou o desempenho. O banco explica que foram revistos e alterados parâmetros para o cálculo de perdas relacionadas aos empréstimos. Ao todo, o ajuste fez com que as provisões aumentassem em US$ 242 milhões. Segundo o banco, o ajuste foi especialmente nos segmentos de varejo e pequenas empresas.

"Teremos que olhar com muita atenção os altos provisionamentos para devedores duvidosos (PDD) que o banco realiza", alerta Miguel. A cada semestre o banco consegue a proeza de aumentar, e muito, esse provisionamento.

"Tínhamos informações, que avaliávamos como seguras até então, de que os resultados seriam muito melhores e que inclusive o lucro líquido não seria mais impactado pela questão dos provisionamentos, pois os já realizados davam conta do montante de crédito emprestado. E novamente vemos o banco usar a alegação de que foram alterados parâmetros para o cálculo de perdas relacionadas aos empréstimos. Ao todo, o ajuste fez com que as provisões aumentassem em U$ 242 milhões", observa o diretor da Contraf-CUT.

"Ora, como isso é possível se a carteira de crédito não teve essa evolução e as taxas de inadimplência também se mantiveram estáveis?", questiona.

Impactos no pagamento da PLR

"Com esses resultados, além de dificultar a pauta de negociação em curso, compromete, e muito, o pagamento da PLR da convenção coletiva dos bancários, que sempre fica na regra básica, além de praticamente inviabilizar novamente o pagamento dos programas próprios de remuneração variável. É mais um balde de água fria, apesar de todo empenho e esforço no cumprimento dos objetivos do banco", aponta Miguel.

Outras perguntas permanecem sem resposta até o momento. Quem formula esses programas de performance e define as metas? Quando faz isso, está em que mundo, que não dialoga com a realidade? O banco, apesar de trimestralmente revisitar o programa, tem feito quais ações para corrigir os rumos, ou não faz nada para acertar as coisas?

"Parece que isso que sucessivamente vem ocorrendo e, apesar dos funcionários apresentarem resultados positivos, ao final dos semestres, quando da divulgação do lucro líquido, esses desaparecem e os bancários ficam no prejuízo quando o banco não apresenta o cumprimento da meta de lucro (PBT)", analisa o dirigente sindical.

"Com a publicação do balanço no Brasil, vamos ter que estudar direitinho esses dados e cobrar muitas explicações da diretoria do banco", ressalta Miguel.

CEO do HSBC ganha mais de R$ 60 mil por dia

Enquanto isso, o CEO do HSBC ganha entre salários e bônus mais de R$ 60 mil por dia, o que representa R$ 22 milhões por ano, conforme reportagem da revista Época em março deste ano.

O anúncio ocorreu poucos meses depois de uma multa recorde por lavagem de dinheiro de quase US$ 2 bilhões. O caso despertou a fúria do sindicato britânico. "Isso é um absurdo e tem de acabar", enfatiza Miguel.

Multas bilionárias por lavagem de dinheiro

Além disso, o HSBC continua pagando multas bilionárias por condenações de lavagem de dinheiro, como os U$ 2 bilhões nos EUA e México. Também acaba de ser denunciado pelo mesmo crime na Argentina.

"Aí o banco diz que precisa demitir mais 10 mil funcionários em todo o mundo para cobrir os prejuízos advindos dos pagamentos dessas multas. Isso sai de onde? Do trabalho, suor, lágrimas e adoecimento dos bancários também do Brasil e isso é revoltante", conclui o dirigente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT com Estadão e Valor Econômico

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lucro do Bradesco cresce 3% em 2012 e chega a R$ 11,38 bi

O Bradesco abriu a temporada de balanços dos bancos nesta segunda-feira (28) e reportou um lucro de R$ 11,381 bilhões no ano passado, valor 3% superior ao registrado em 2011.
O lucro ajustado, que descarta eventos extraordinários, ficou em R$ 11,523 bilhões, cerca de 3% acima da cifra registrada um ano antes.
No quarto trimestre, o banco registrou uma aceleração dos negócios em relação aos três meses anteriores e conseguiu apurar um crescimento de 5,3% no lucro ajustado do período, para R$ 2,9 bilhões.
O valor ficou levemente abaixo da expectativa dos analistas, que esperavam um lucro de R$ 2,95 bilhões.
A carteira de crédito avançou em ritmo superior ao do terceiro trimestre. Nos três últimos meses do ano, a alta foi de 3,7%, ante 1,8% no período anterior. Apesar disso, o crescimento nas operações de crédito ficou abaixo do previsto pelo próprio Bradesco.
Puxado principalmente por empréstimos às empresas, o volume de crédito total alcançou R$ 385,529 bilhões, alta de 11,5% em relação a 2011. A expectativa inicial era alcançar uma variação de ao menos 14%.
O crescimento menor refletiu a combinação de baixa atividade econômica do Brasil e elevação dos calotes, o que levou os bancos do país a serem mais prudentes na concessão de crédito.
Para 2013, o Bradesco prevê que sua carteira de crédito total crescerá de 13% a 17%, faixa válida tanto para pessoas físicas quanto jurídicas

CALOTES
O índice de inadimplência do Bradesco, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias em relação à carteira total, ficou em 4,1%, 0,2 ponto percentual maior que no final de 2011.
As despesas do Bradesco com provisões para perdas com crédito de baixa qualidade, no entanto, caíram 2,8% sobre o trimestre imediatamente anterior, para R$ 3,21 bilhões, embora tenham crescido 20,6% ano a ano.
 
Fonte: Agência Reuters

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

BB AUMENTOU TARIFAS DE 7 SERVIÇOS EM 2012



O Banco do Brasil aumentou, do começo do ano até setembro, o valor de sete tarifas cobradas entre produtos e serviços bancários mais usados pelos correntistas. Em apenas um deles a taxa caiu na mesma comparação. Os dados são do Banco Central.

Desses sete aumentos, quatro foram feitos antes de abril, quando o governo começou a forçar as instituições financeiras a baixar os juros das operações de crédito. Três elevações foram posteriores a abril - o que mostra que, em parte, o ajuste das tarifas precedeu o cortes nos juros de empréstimos.

A taxa que mais subiu no período foi a da "Exclusão do Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo", que ganhou um incremento de R$ 3, chegando a R$ 39,18. O BB subiu também três taxas relativas à emissão de extratos bancários, que agora custam até R$ 2,00. Duas modalidades de extratos foram encarecidas em R$ 0,20 e a terceira, em R$ 0,40. A taxa cobrada em depósitos identificados subiu R$ 0,40 e ficou em R$ 3,10. Em dois tipos de saque, a taxa subiu R$ 0,10 e passou a ser de R$ 1,70.

A única modalidade em que houve queda na tarifa foi no inusitado "Pagamento de contas utilizando a função crédito em espécie". A tarifa cobrada pelo BB por esse serviço era de R$ 15,00 em janeiro e encolheu para R$ 3,00 em setembro.

O BB vai anunciar hoje a redução das tarifas de sete produtos que foram reajustadas no início do ano. A medida segue decisão do Ministério da Fazenda, que tem o objetivo de forçar os bancos privados a seguir o exemplo e fazer o mesmo. É a mesma estratégia adotada pelo governo quando passou a pressionar os bancos a reduzir as taxas de juros das operações de crédito. A queda começou pelo BB e pela Caixa Econômica Federal e, apesar das queixas iniciais, os bancos privados seguiram o mesmo caminho.

Em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, dirigentes do BB alegaram que o banco não corrigia suas tarifas desde 2008. A instituição explicou que os reajustes, em alguns casos, não chegaram sequer a repor a inflação do período. No entanto, Mantega argumentou que este não é o melhor momento para elevar tarifas, já que o aumento destoaria do esforço do governo para reduzir as taxas de juros ao consumidor.

Números disponíveis nas demonstrações financeiras do Banco do Brasil indicam que as tarifas estão ajudando a impulsionar a instituição neste ano. Se no início de 2012 a instituição projetava que as rendas de tarifas cresceriam entre 13% e 18% neste ano, até junho o banco já estava acima da meta, com alta de 21% na comparação com igual mês de 2011.

"As receitas com tarifas encerraram o primeiro semestre de 2012 com montante de R$ 10,3 bilhões, desempenho 21,3% superior ao observado no primeiro semestre de 2011. O bom desempenho desta linha foi impulsionado pelo aumento da oferta de crédito, a reformulação da estrutura de atendimento, a estratégia em rentabilizar a atual base de clientes do BB e o programa 'BomPraTodos'", disse o banco em relatório a investidores.

As receitas provenientes das tarifas bancárias cresceram significativamente mais que a base de clientes do Banco do Brasil, o que mostra que são, em boa parte, fruto de reajustes.

O BB terminou junho com 57,5 milhões de clientes, o que representa aumento de 4,2% frente a igual mês do ano passado. Se considerado apenas o número de correntistas, a expansão foi ainda mais modesta: o total passou de 35,6 milhões em dezembro do ano passado para 36,7 milhões seis meses mais tarde, com alta de 3,1%.

No relatório que acompanha o balanço, o BB atribui o crescimento na receita de tarifas ao aumento do volume de negócios da instituição. "A expansão da oferta de crédito, a forte atuação do banco no segmento de varejo, com foco no atendimento e rentabilização da base de clientes, e o programa BomPraTodos favoreceram a expansão do volume de negócios, contribuindo para o crescimento e a diversificação das receitas de tarifas", afirma.

Fonte: Valor Econômico

Tarifas bancárias crescem até 191% desde janeiro

Dos cinco maiores bancos, Bradesco foi o que mais reajustou taxas de produtos e serviços no período.

Enquanto são pressionados pelo governo para reduzir as taxas de juros, os bancos têm elevado suas tarifas. De janeiro para cá, as tarifas máximas cobradas pelos bancos públicos e privados pelos produtos e serviços mais comuns tiveram aumento de até 191% na pessoa física.

Desde abril, os bancos sucessivamente anunciam redução de juros em diversas linhas de crédito. Segundo divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira, o juro médio cobrado nas operações de crédito livre, inclusive, atingiu seu menor patamar da série histórica iniciada em 2000 e ficou em 30,1% ao ano.

Questionadas, as instituições financeiras não comentam se o aumento de tarifas tem por objetivo compensar a queda de juros.

Variação
No compilado dos dados dos bancos públicos e privados, a maior variação foi verificada no serviço de compra e venda de moeda estrangeira em cartão pré-pago, que na média passou de R$ 18,33 para R$ 53,44 entre janeiro e setembro deste ano, uma variação de 191%. Todas as tarifas de operações de câmbio tiveram reajuste no período.

O fornecimento de extrato mensal também sofreu um dos maiores aumentos, de 49,5%, passando de uma média de R$ 2,48 para R$ 3,71.

Os dados das tarifas são informados pelas instituições financeiras ao Banco Central. A comparação foi realizada entre as tarifas disponíveis nos dias 2 de janeiro e 19 de setembro deste ano no segmento pessoa física.

Maiores bancos
Dentro os cinco maiores bancos de varejo, o Bradesco foi o que mais apresentou reajustes. De 45 tarifas, dez cresceram. O serviço de pagamento de contas utilizando a função crédito em espécie passou de R$ 7,9 para R$ 15, uma variação de 89,8% - a maior. Uma tarifa diminuiu no período: anuidade do cartão básico nacional.

O Bradesco afirma que a tabela de serviços reflete os valores máximos e não os efetivamente praticados, pois variam de acordo com o relacionamento do cliente com o banco. "De um modo geral os preços dos pacotes de tarifas do Bradesco estão em patamares inferiores à média de mercado", diz o banco em nota.

O Banco do Brasil foi o segundo que mais fez reajustes no período. De 42 tarifas, oito delas aumentaram e uma diminuiu. A tarifa cobrada nos depósitos identificados cresceu mais e passou de R$ 2,7 para R$ 3,1, uma variação de 14,8%. A tarifa de fornecimento de extratos passou de R$ 1,6 para R$ 1,8 e ficou 12,5% maior.

O Banco do Brasil informa que manteve inalteradas as tarifas bancárias no período de 2008 a 2011, mas que no ano passado e neste realizou dois movimentos de correção dos preços praticados em percentuais, em média, inferiores a índices de inflação observados no período, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 5,24% no acumulado dos últimos 12 meses terminados em agosto.

No entanto, das oito tarifas que sofreram aumento no Banco do Brasil, conforme os dados do Banco Central, somente uma delas teve reajuste abaixo do IPCA, no serviço de concessão de adiantamento a depositante (aumento de 2%).

Das 43 tarifas informadas pelo Santander, duas sofreram reajuste entre janeiro e setembro. A maior variação, de 13,3%, foi no serviço de avaliação emergencial de crédito, que passou de R$ 15 para R$ 17. O serviço de pagamento de contas utilizando a função crédito em espécie também foi reajustado, em 6,6%. O banco confirma os reajustes e afirma que as duas tarifas não eram alteradas há muito tempo.

Já no Itaú Unibanco, de 38 taxas, duas cresceram e uma caiu. O serviço de concessão de adiantamento a depositante foi reajustado em 12,8%, de R$ 39 para R$ 44, já a exclusão do cadastro de emitentes de cheques sem fundo aumentou 11,6%. A taxa de cadastro para início de relacionamento com o banco caiu de R$ 50 para R$ 30. Procurado, o Itaú Unibanco não comentou os reajustes.

A Caixa Econômica Federal manteve suas tarifas inalteradas no período, exceto para o serviço de fornecimento de extrato, cuja taxa caiu pela metade, de R$4 para R$2.

Fonte: Estadão