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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

CAMPANHA SALARIAL 2014: Reunião de negociação da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Nesta sexta-feira (05/09), em Brasília, a Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação - CEBNN/CONTEC se reuniu com a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL para  a terceira reunião de negociação da Campanha Salarial 25014. A comissão Caixa teve a coordenação do empregado Almir Márcio Miguel e a Comissão CONTEC teve a coordenação da Diretora de Finanças da entidade, Rumiko Tanaka.
A abertura da reunião feita pelo Presidente da CONTEC Lourenço do Prado com o registro de que espera objetividade e celeridade nas negociações, e que a CAIXA reconheça e valorize o trabalho dos empregados e, atenda as justas reivindicações apresentadas na pauta de reivindicações.
Infelizmente, mais uma vez, a CAIXA se manifestou contrária a todos os avanços da pauta construída pelos seus empregados, e, com repetidos "NÃOS", frustou mais uma vez a representação dos empregados que esperava avanços nas negociações.      
SAÚDE CAIXA
A CAIXA manifestou apenas pela renovação das cláusulas existentes. O único ponto que ficou para estudo foi o aumento da renda para os dependentes entre 21 e 27 anos para usufruírem do Saúde Caixa. A reivindicação para dotar as GIPES de mais empregados visando atender a demanda de novos credenciamentos e melhoria dos processos foi negada pela empresa, demonstrando a falta de prioridade da empresa na qualidade de atendimento à saúde de seus empregados.
INTERVALO PARA DESCANSO
A CAIXA concordou em especificar o cargo de CAIXA PV nesta cláusula, atendendo solicitação da representação dos empregados.
ISONOMIA
A CAIXA mais uma vez se nega a discutir os temas da isonomia, alegando mais uma vez problemas de restrição legal. O banco aguarda a tramitação do PL 6529 do Congresso Nacional. Essa é uma das prioridades da campanha salarial 2014, o que vai exigir de todos nós uma grande mobilização para avançarmos no atendimento desse pleito.
NOVAS CONTRATAÇÕES
A CAIXA negou a reivindicação de contratação de 15 mil empregados, alegando que em 2014 efetuou 1771 novas contratações. Ainda informou que novas contrações somente ocorrerão para suprir demissões, aposentadorias e abertura de novas agências. Se nega ainda a reconhecer a flagrante falta de empregados nas unidades da CAIXA.
ADEQUAÇÃO DE PESSOAL NAS UNIDADES
A CAIXA não atendeu a reivindicação constante na pauta, manifestando que já possui metodologia adequada para o assunto. Se comprometeu a apresentar essa metodologia para a representação dos empregados com a maior brevidade possível.
VACINAÇÃO/EXAMES PREVENTIVOS
Em princípio, a CAIXA rejeitou a proposta. Porém, depois de ponderações e argumentações feitas pela representação dos empregados, a CAIXA se comprometeu a envidar esforços no sentido de antecipar a vacinação contra a gripe. Quanto à vacina HPV, a CAIXA ficou de pesquisar junto ao Ministério da Saúde sobre a eficácia da vacinação após os 13 anos de idade (atendido pela saúde pública), que é a reivindicação dos empregados.
PDG
Após denúncia da Comissão CONTEC, realizada na reunião anterior, de que a implantação do PDG foi efetuada de forma unilateral, sem qualquer discussão com a representação dos empregados, a CAIXA recuou e manifestou que vai apresentar o programa para avaliação e discussão com a representação dos empregados.
AVALIAÇÃO: Avaliamos a reunião de negociação em relação às reivindicações apresentadas de forma negativa, visto que a CAIXA continua negando todos as reivindicações. Se limitando a renovar algumas cláusulas já existentes.
ORIENTAÇÃO: As Federações devem orientar seus Sindicatos a reforçarem sua mobilização, pois somente com muita luta conseguiremos avançar nas conquistas dos bancários da CAIXA.




Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação - CEBNN/CONTEC

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Encontro dos empregados da Caixa reforça mobilização por isonomia

A realização de um Dia Nacional de Luta por Isonomia em 11 de setembro, na quinta-feira da próxima semana, foi uma das propostas aprovadas pelos 110 delegados de todo o país que participaram da terceira edição do Encontro Nacional de Isonomia, realizado neste sábado (30), em Brasília (DF), por decisão do 30º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), ocorrido no início de junho, em São Paulo (SP). Esse encontro foi convocado pela CEE/Caixa – Contraf/CUT e contou com a participação de 77 homens e 33 mulheres, além de nove observadores: 4 homens e 5 mulheres.
Outro resultado importante foi a criação de calendário permanente de luta, com previsão de encontros estaduais, regionais e nacionais, durante todo o ano. Também foi definida a divulgação nas redes sociais da lista dos parlamentares que votaram e vierem a votar contra a aprovação do projeto de lei nº 6.259/2005, de autoria dos parlamentares Daniel Almeida (PCdoB/BA) e Inácio Arruda (PCdoB/CE), que prevê isonomia entre os empregados da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste/BNB e Banco da Amazônia/Basa.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Sem solução para carreira e isonomia, negociação específica na Caixa não avança. Mobilização é a resposta à intransigência

O Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal realizaram nesta quinta-feira (29), em Brasília, a terceira rodada de negociação da pauta específica da campanha salarial 2013. No entanto, apesar de cobrado, o banco não apresentou qualquer contraproposta para solucionar demandas em relação à contratação de pessoal, carreira e isonomia de direitos entre novos e antigos empregados.

“Desde a primeira rodada de negociações, em 9 de agosto, temos apresentado propostas detalhadas para cada reivindicação da pauta específica e tínhamos a expectativa de que os negociadores da Caixa trouxessem soluções para itens como isonomia, contratação de mais empregados, Saúde Caixa, condições de trabalho, carreira, jornada/Sipon, segurança bancária e questões relativas à Funcef, entre as quais a incorporação do REB pelo Novo Plano e a extensão do auxílio e da cesta-alimentação a todos os aposentados e pensionistas”, afirma Jair Pedro Ferreira, vice-presidente da Fenae e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).
Ele lembra que isto não só aconteceu, como a Caixa limitou-se a afirmar, após o fim da terceira rodada de negociações específicas, que irá esperar os resultados da negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em 5 de setembro, para só depois apresentar uma proposta global aos trabalhadores da empresa. Diante disso, Jair Ferreira observa que o resultado da negociação desta quinta-feira foi frustrante, sobretudo por não registrar nenhum avanço.

No início da reunião, a Caixa comunicou ao Comando Nacional, coordenado pela Contraf/CUT e assessorado pela CEE/Caixa, que o acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2012/2013 fica prorrogado até a data de 30 de setembro, com a expectativa de que, até lá, a campanha salarial deste ano esteja concluída.
Foi informado ainda aos representantes dos empregados que serão feitas as alterações necessárias no estatuto da Caixa, com publicação do edital do calendário eleitoral em novo formato, o que significará a efetivação do fim das restrições para participação de qualquer empregado na escolha do representante dos trabalhadores no Conselho de Administração.

Nesse sentido, segundo os negociadores da empresa, a nova redação do estatuto assegurará a exclusão do requisito da experiência gerencial para as candidaturas de conselheiro representante, que impedia a participação de 80% do quadro dos empregados. Com isso ficará permitida a inscrição de qualquer bancário. Não ficou estabelecido, porém, nenhum prazo para que isto ocorra, ficando a discussão sobre o assunto para os próximos dias.
Por outro lado, o movimento sindical bancário ficou de indicar os nomes de seus representantes para compor a comissão eleitoral para o Conselho de Administração.

Contratação de pessoal 
Os primeiros pontos discutidos foram relacionados à contratação de pessoal. Nesse quesito, os dirigentes sindicais voltaram a cobrar maior rapidez no processo de convocação de concursados para melhorar as condições de trabalho, principalmente na rede de agências. Foi lembrado, por outro lado, que a empresa continua insistindo com a política de abrir unidades sem estrutura adequada e com número insuficiente de trabalhadores, situação essa que vem sobrecarregando o pessoal lotado nas unidades.


Os dirigentes sindicais criticaram o fato de o nível de contratações não vir acompanhando o ritmo de abertura de novas agências em todo o país, estrangulando a saúde dos trabalhadores.

Para resolver situações esdrúxulas provocadas pela carência de pessoal, o Comando Nacional propôs na mesa de negociação, entre outras medidas, a contratação de novos empregados, chegando ao quantitativo de 120 mil bancários até o final de 2014. Foi reivindicada ainda quantidade mínima de 20 empregados por agência, além de reposição de empregado no caso de afastamento por mais de seis meses, sem prejuízo deste no seu retorno. Foram feitas também duas outras cobranças: a contratação permanente para reposição de empregados aposentados, demitidos ou afastados e o fim das discriminações no estágio probatório, tendo em vista que muitos empregados são desligados compulsoriamente tão logo esse processo esteja concluído.

A empresa, no entanto, negou o atendimento dessas reivindicações. Alegou, para isso, necessidade de respeitar os limites impostos pelo controlador. Até o fim de 2013, a autorização é para que o quantitativo de empregados chegue a 103 mil, podendo alcançar o patamar de 105 mil até dezembro de 2014. Para 2015, a meta é de 112 mil trabalhadores, no máximo. Hoje, chega a 99.024 o número total de empregados.

No tocante à reposição de empregados em unidades com carência de mão de obra, a Caixa argumentou que esse trabalho já está sendo feito, principalmente nas agências em estado de maturação, cujo tempo é de dois anos por unidade. Nesse caso, segundo a empresa, o redimensionamento ocorre seis meses depois de abertura da agência. A Caixa informou ainda que, hoje, é de 9,1 a média de empregado nas unidades que estão sendo abertas.

Isonomia
O Comando Nacional cobrou equiparação de direitos de todos os empregados em relação à licença-prêmio e ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Ambas as reivindicações foram consideradas complexas pela Caixa, que alegou duas razões para não atendê-las: dificuldades orçamentárias e resistência por parte do controlador. Há hoje, segundo o banco, apenas 28 mil empregados que ainda usufruem do benefício do ATS.


Houve protesto contra a recusa da Caixa. O Comando Nacional argumentou que a tabela salarial na empresa está muito distante da remuneração global. “Para fazer frente a essa defasagem, os empregados estão correndo atrás de novas saídas. Nesse caso, a Caixa precisa urgentemente encerrar o ciclo vicioso dos anos 90”, alerta Jair Ferreira.

Carreira/PSI
Os representantes dos trabalhadores cobraram ajustes no formato do Processo Seletivo Interno (PSI). Há o reconhecimento sobre a importância desse instrumento para o encarreiramento, mas a reivindicação é de que haja transparência nos critérios e universalização das participações.


Uma das reivindicações mais urgentes é a criação de Comitê de Acompanhamento dos PSIs e do Banco de Oportunidades (Bancop), com participação dos empregados e um membro da Gipes. Dois outros itens reivindicados foram a criação de função gratificada de assistente no Atendimento Social, para quem trabalha no setor social da empresa, e criação de banco de reserva de avaliadores de penhor, na medida de 50% das funções existentes.
Foi cobrada ainda a valorização da função de avaliadores de penhor, com revisão do piso do mercado.

Os dirigentes sindicais criticaram o fato de a Caixa não deixar claro para os trabalhadores os critérios utilizados para descomissionar. Ocorre que essa medida vem sendo adotada de forma unilateral, deixando a cargo do gestor a retirada da função.

O Comando Nacional cobrou também atenção especial para a área de tecnologia, com criação de cargos e funções específicas de TI com remuneração compatível com o mercado e outros órgãos públicos, além de implantação da proposta de carreira de TI que mantenha a possibilidade de seis horas nas funções técnica e técnico-gerencial. Ainda nesse quesito, outra reivindicação é a migração para as novas funções sem PSI.

A empresa informou que continua desenvolvendo uma proposta de reestruturação da carreira de TI, mas não estabeleceu um prazo para a conclusão desse trabalho.

Avaliação
A representação nacional dos empregados avalia que a ausência de proposta decente, para o desfecho das negociações específicas da campanha salarial 2013, deve ser respondida com mobilização. Isto é visto como fundamental para que sejam atendidas as expectativas dos trabalhadores, tanto em relação às suas reivindicações específicas como quanto aos itens gerais tratados na mesa da Fenaban.


Segundo Jair Pedro Ferreira, da Fenae e da CEE/Caixa, “os empregados estão dispostos a seguir com a luta na campanha salarial deste ano, não só por aumento real e PLR digna, mas também por valorização do piso, isonomia, contratação de pessoal, saúde e condições de trabalho, Funcef/Prevhab, tíquete dos aposentados, respeito à jornada de seis horas, Sipon e por medidas efetivas de segurança bancária. O momento, segundo ele, “é de mostrar nossa força”.

Nova rodada
Os temas pertinentes à Funcef, jornada e Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) serão tratados na rodada de terça-feira da próxima semana, dia 3 de setembro, às 15h, em Brasília.

Fonte: Agência Fenae

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Digitadora terceirizada consegue isonomia salarial como empregados da CEF

A contratação de empregado mediante empresa interposta não enseja a formação de vínculo de emprego com entidade integrante da administração pública. Com este fundamento, contido na Orientação Jurisprudencial 383 da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), e por concluir que isso não impede o reconhecimento de diferenças salariais decorrentes do princípio da isonomia, a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, em julgamento realizado na quarta-feira (7), manteve decisão que concedeu isonomia salarial a uma digitadora terceirizada que prestava serviços à Caixa Econômica Federal (CEF) com os empregados da instituição.

A digitadora foi contratada pela Probank S/A para prestar serviços para a CEF, e seu trabalho consistia na compensação de cheques e custódia de valores e montagem de processos de cobranças a clientes, com acesso aos sistemas da instituição. Ela alegou que, embora tenha sido contratada como digitadora, na verdade já trabalhava para a CEF há muito tempo, sendo apenas alterada a empresa prestadora de serviços. Por entender fraudulenta a terceirização, requereu na Justiça do Trabalho o direito ao enquadramento como economiária/bancária, ou, alternativamente, a isonomia salarial.

Em sua defesa, a CEF disse que a digitadora nunca foi bancária e exercia serviços inerentes a atividade meio. Alegou ainda que a equiparação salarial, prevista no artigo 461 da CLT, só é garantido a empregados da mesma empresa.

Com base em depoimentos e outros fatores, o Juízo de Primeiro Grau entendeu evidenciada a fraude e deferiu à trabalhadora os direitos trabalhistas referentes à categoria dos economiários e as diferenças salariais decorrentes da isonomia com os empregados da CEF. A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG).
 
O relator do recurso da CEF ao TST, ministro João Oreste Dalazen, destacou que a alegação de ausência de identidade das funções exercidas pela autora e seus empregados induzia ao reexame dos fatos e provas, procedimento vedado pela Súmula 126. Ele lembrou que o Regional decidiu em consonância com a jurisprudência do TST e afastou a alegação da CEF de que a decisão afrontava ao artigo 37, inciso II, da Constituição Federal (que exige a realização de concurso para cargos e empregos públicos), pois não foi reconhecido vínculo de emprego diretamente com a CEF. Por unanimidade, a Turma não conheceu do recurso.
 
Fonte: TST

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Encontro Nacional reforça luta por isonomia nos bancos públicos federais

Os empregados gaúchos foram representados no encontro por uma delegação integrada por 18 dirigentes do SindBancários e dos sindicatos de Santa Maria, Novo Hamburgo e Litoral Norte.
 
O encontro ocorreu para dar desdobramento às discussões em torno da luta pela igualdade de direitos e benefícios entre novos e antigos trabalhadores, buscando assim intensificar a pressão sobre o Congresso Nacional – deputados federais e senadores – pela aprovação do projeto de lei 6.295/2005, que tramita na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados e prevê isonomia entre os trabalhadores da Caixa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste/BNB e Banco da Amazônia/Basa. Isonomia, aliás, é uma das prioridades da campanha salarial unificada 2011 da categoria bancária, sendo considerada imprescindível para corrigir uma grave injustiça da era Fernando Henrique Cardoso.

O propósito de conquistar a isonomia como exigência de valorização e respeito aos trabalhadores da Caixa e dos demais bancos públicos federais, tendo por base um forte processo de mobilização nacional, foi manifestado na abertura do encontro de Brasília por Fabiana Matheus, diretora de Administração e Finanças da Fenae e conselheira deliberativa eleita na Funcef. Ela destacou, na ocasião, a importância do envolvimento de todos os segmentos dos empregados da Caixa na mobilização para sustentar a reivindicação por isonomia em mesa de negociação, de modo a eliminar de vez todas as formas de discriminações. No encontro nacional pela isonomia, Fabiana reafirmou ainda o compromisso da Fenae com essa luta.

Na parte da manhã, o debate no encontro nacional dos empregados da Caixa por isonomia contou com a participação do advogado Paulo Roberto Alves da Silva, do escritório Crivelli Advogados Associados (que presta assessoria jurídica ao movimento sindical bancário), e da deputada federal Érika Kokay (PT/DF), que também é empregada da Caixa.

Paulo Roberto, por exemplo, levou a notícia de que a 10ª Região do Tribunal Regional do Trabalho do Distrito Federal (TRT/DF) julgou inconstitucional as resoluções 10/95 e 9/96 do então Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (CCE/Dest), com base no entendimento de que essas normas estão em conflito com a liberdade de negociação coletiva. A ação que levou à sentença da TRT/DF da 10ª Região foi impetrada pela Federação Nacional dos Portuários.

Tendo como parâmetro a decisão do TRT/DF, o advogado do escritório Crivelli Advogados Associados afirmou não ser possível estabelecer previamente uma lista de temas que não podem ser negociados com o movimento sindical, como faz a Caixa ao se negar sequer a discutir a extensão aos novos empregados da licença-prêmio e do Adicional por Tempo de Serviço (ATS), um procedimento que tolhe a negociação coletiva. Ele criticou ainda a incongruência de uma mesma norma ser inconstitucional para os portuários, e constitucional para os bancários.

A deputada Érika Kokay também foi veemente na critica à falta de isonomia entre os trabalhadores novos e antigos dos bancos públicos federais. Segundo ela, os direitos dos bancários foram usurpados dentro da lógica de destruição das empresas estatais, sempre contestada pelo movimento dos trabalhadores. Nesse caso, segundo a parlamentar, o objetivo era implantar a terceirização indiscriminada no serviço público, com a consequente flexibilização do trabalho.

Ela defendeu a tese de que o Brasil precisa do Estado para acabar com as injustiças sociais, citando como exemplo a situação do Japão, onde a boa remuneração, o emprego vitalício e a promoção por antiguidade fazem parte da relação de fidelização entre a empresa e seus trabalhadores, “realidade rompida no Brasil pelo governo FHC, para dificultar sobremaneira o processo de mobilização dos trabalhadores”.

Érika Kokay salientou a importância da imediata revogação da norma do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), que fere a Constituição Federal e cerceia a livre negociação. Ele disse que pretende entrar na Câmara com Projeto de Decreto Legislativo para sustar ou revogar essas resoluções, dado o seu caráter abusivo. E acrescentou: “O fim dessas medidas não significa a conquista da isonomia, mas sim que essa questão passará a ser definida em mesa de negociação, sem o aval de qualquer entrave burocrático. Não é mais possível, sob qualquer hipótese, permanecer entulhos que foram construídos sob a lógica de privatização da Caixa e de outras empresas estatais”.

Depois dos debates com Paulo Roberto e Érika Kokay, os empregados da Caixa discutiram e aprovaram um manifesto em defesa da isonomia, no qual solicitam aos parlamentares da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara apoio à aprovação do projeto de isonomia, com tramitação acelerada desse processo, “haja vista os prejuízos causados aos trabalhadores dos bancos públicos federais, enfraquecendo por consequência as próprias instituições estatais”.

O manifesto afirma que o fortalecimento das empresas públicas é condição sine qua non para a consolidação de um projeto nacional de desenvolvimento, mas isto esbarra na desvalorização sofrida pelos trabalhadores da Caixa e de outras instituições públicas ao longo da década de 90. Segundo o documento, entregue para o presidente e para o relator da Comissão de Finanças e Tributação, respectivamente, Cláudio Puty (PT/PA) e André Vargas (PT/PR), as resoluções do Dest foram adotadas como parte da política de privatização do patrimônio público, “implicando na retirada de direitos para os que ingressaram a partir de 1998 nos bancos públicos federais”.

O manifesto, por fim, observa ser inconcebível a diferença de tratamento entre trabalhadores de uma mesma e única empresa, sobretudo em um banco público como a Caixa, acrescentando: “Essa discriminação, além de inoportuna, não cabe em um projeto político que tem como objetivo a valorização e a promoção da cidadania. Por isso nossa luta não ocorre só no âmbito da Caixa, mas em conjunto com os trabalhadores de outras estatais”.

Ato na Matriz cobra fim das discriminações
Realizado no início da tarde, o ato na Matriz da Caixa cobrou da direção da empresa a valorização e o respeito aos trabalhadores. A tônica dos protestos estava expressa em faixas que reivindicavam o fim das discriminações e isonomia já, além de salário digno, deixando claro que os bancários estavam mobilizados na campanha salarial 2011.

Foi dito, por exemplo, que chegou a hora do governo federal e da direção da Caixa oferecerem a sua contrapartida ao esforço despendido pelos trabalhadores na construção de um banco cada vez mais público e social. Relevante, nesse caso, é que os empregados precisam ser mais valorizados. O ato na Matriz, além de defender isonomia para os novos bancários, exigiu também o fim da discriminação para o pessoal do REG/Replan não-saldado.

Ponto alto foi a visita ao Congresso Nacional

Como parte da programação do encontro nacional por isonomia, a visita aos parlamentares da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara foi um dos pontos altos das atividades protagonizadas pelos empregados da Caixa. Na conversa com o deputado Cláudio Puty (PT/PA), presidente dessa comissão, uma caravana de trabalhadores da empresa conseguiu arrancar dele o compromisso de convocar uma audiência pública para formar opinião e debater o tema da isonomia. Requerimento com este objetivo será encaminhado na próxima semana, devendo ser convocados para a audiência representantes do Dest e dos bancos públicos federais, além da representação nacional dos trabalhadores dessas empresas.

O manifesto aprovado pelo encontro nacional por isonomia também foi entregue para Puty, que se mostrou receptivo ao pleito dos empregados da Caixa. Outra conversa foi estabelecida com o deputado André Vargas (PT/PR), relator do projeto de lei 6.295/05 na Comissão de Finanças e Tributação. Ele disse que, no caso da isonomia nos bancos públicos federais, existem dificuldades de entendimento para as questões que tiverem impactos econômicos e financeiros nas planilhas do governo federal.

Por outro lado, André Vargas afirmou que, enquanto não forem concluídas as negociações entre as empresas e o movimento sindical, não pretende dar parecer nenhum sobre isonomia, cuja ausência, segundo ele, “é sempre uma injustiça”. Ele defendeu, por fim, um ambiente menos conflituoso entre as partes, alegando ainda que a ferramenta mais decisiva para conquistar isonomia é a mobilização e a negociação sindical.

Ao parlamentar paranaense, o movimento sindical bancário esclareceu que o esforço para superar o imbróglio da isonomia vem desde 1998, época em que os bancos públicos federais estavam sendo preparados para a privatização pelo governo neoliberal de FHC.

Foi dito ainda a André Vargas que, de 2003 para cá e à revelia do Dest, o movimento nacional dos empregados conseguiu, através de diversas lutas, protestos e greves, avançar em pontos como as Apips, o parcelamento do adiantamento de férias, o desconto proporcional ao salário de contribuição mensal do Saúde Caixa, a mudança do REB para o Novo Plano da Funcef e a unificação das tabelas do Plano de Cargos e Salários (PCS), faltando conquistar ainda o ATS, também conhecido como anuênio, e a licença-prêmio.

Fica do encontro nacional por isonomia dos empregados da Caixa a certeza de que essa reivindicação deve ser deflagrada de forma coletiva, com o envolvimento dos trabalhadores de outros bancos públicos federais e de outras empresas estatais, sendo esta a única forma de eliminar os obstáculos que ainda travam a sua efetiva conquista.

A avaliação é de que, diante das circunstâncias, o balanço das atividades dos 90 bancários que se reuniram em Brasília, durante o encontro nacional por isonomia na Caixa, foi bastante positivo. Uma unanimidade: a tramitação de um projeto de lei no Congresso Nacional é sempre tortuosa, sendo preciso trilhar vários caminhos para viabilizá-lo.

Fonte: Agência Fenae com edição da Fetrafi-RS

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Isonomia: Encontros em Florianópolis, Salvador e SP ampliam mobilização

          No último sábado, dia 11 de setembro, foram realizados Encontros Interestaduais pela Isonomia: em Florianópolis, organizado conjuntamente pela APCEF/RS, APCEF/SC, Fetrafi-RS, SindBancários e Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região/; em Salvador, organizado pela Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e sindicatos filiados; e em São Paulo, organizado pela Oposição Bancária/MNOB e pela Intersindical, com apoio da CSD e da CTB e com participação de colegas do Distrito Federal, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
          A proposta das atividades seguiu à risca as deliberações do II Encontro Estadual pela Isonomia, buscando contribuir para a criação de um grande movimento nacional pela aprovação do PL 6259 e reparar uma injustiça que já dura 12 anos.
          No encontro de Florianópolis, o Rio Grande do Sul levou dois ônibus: um com empregados de Porto Alegre e Região e outro de Santa Maria. Representando a APCEF/RS, estavam presentes o vice-presidente Marcos Todt e o diretor de Relações de Trabalho, Marcello Carrión e o presidente da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), Pedro Eugênio, que também marcou sua presença. Representando o SindBancários, estava presente o diretor Ronaldo Zeni, e, pela Fetrafi-RS, participaram o diretor Amaro Silva e Jéssica Molina. O Sindicato de Passo Fundo e Região também marcou presença no encontro, assim como Idelmar Casagrande, dirigente do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo.
           Também participaram como convidados o conselho consultivo pela isonomia da ANABB (Associação Nacional dos Antigos Funcionários do Banco do Brasil) para os novos empregados do BB, endossando o debate.
           Os três encontros aprovaram o documento "Carta de Florianópolis, Salvador e São Paulo" falando um pouco da história da luta e da proposta de um grande Movimento Nacional pela Isonomia, bandeira fundamental dos empregados da Caixa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, para fortalecer os bancos públicos, instrumentos essenciais para o desenvolvimento do país.
          > Confira a íntegra da carta AQUI.
          Também foi aprovada nos três encontros uma moção de repúdio às discriminações sofridas pelos colegas do Reg/Replan não-saldado da Caixa e também Nossa Caixa e BESC, exigindo o fim das discriminações e um tratamento igualitário entre todos empregados de bancos públicos.
          > Confira a íntegra da moção de repúdio AQUI.
          Como deliberações do encontro, também foi aprovada a constituição de um comitê de Santa Catarina, de mobilização permanente pela Isonomia, que trabalhe em conjunto com o comitê do Rio Grande do Sul e a realização de um abaixo-assinado virtual.
         No encontro, também foi aprovado um manifesto da função pública no Banco do Brasil.
         > Confira a íntegra do manifesto.
         A presença gaúcha no encontro em São Paulo
         Representando as entidades gaúchas no encontro em São Paulo, estava presente a diretora do Sindbancários Rachel Weber, que comenta que o Rio Grande do Sul reafirmou a unidade consolidada da luta, integrando os diversos Estados nessa pauta: "Reafirmamos nossa posição de vanguarda, em um encontro com visibilidade nacional, ampliando a luta nacionalmente e dando mais força para o movimento."
          Em São Paulo, foi deliberada a formação de um comitê nacional pela isonomia, que deverá levar esse debate em frente, organizar um encontro nacional, preparar atividades de mobilização, acompanhar a tramitação do projeto de lei e consolidar a isonomia como principal bandeira das negociações.
           Por iniciativa dos gaúchos, foi deliberado que 2010 é o ano da isonomia. A proposta surgiu no Encontro Estadual de Dirigentes e Delegados Sindicais da Caixa, realizado em dezembro de 2009. Por isso, hoje o tema isonomia é destaque na pauta de reivindicações dos trabalhadores.
Fonte: Imprensa APCEF/RS com edição da Fetrafi-RS

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Encontro conjunto pela Isonomia reunirá trabalhadores da Caixa e do BB em Florianópolis


          De acordo com as deliberações do II Encontro Estadual pela Isonomia e buscando contribuir para a criação de um grande movimento nacional pela aprovação do PL 6229, que repara uma injustiça que já dura 12 anos, a APCEF/RS, ao lado da APCEF/SC, Fetrafi-RS e SindBancários, convida para um grande Encontro Interestadual pela Isonomia. O evento será realizado no dia 11 de setembro (sábado) em Florianópolis.
           O encontro unirá empregados da Caixa e do BB pela igualdadade de direitos. Será colocado um ônibus à disposição que levará os gaúchos e gaúchas para fazer avançar a luta ao lado dos colegas catarinenses. O retorno está previsto para domingo, dia 12 de setembro.
                   Fonte: Imprensa APCEF/RS com edição da Fetrafi-RS e Seeb Ijuí