quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Gigantes da telecomunicação estão envolvidas em espionagem

Novos documentos vazados revelados por Edward Snowden mostram que duas gigantes multinacionais britânicas da telecomunicação, uma estadunidense e quatro operadores de menor envergadura, são os “sócios da interceptação” da espionagem eletrônica britânica, o GCHQ, ao qual entregam o acesso às chamadas telefônicas, aos e-mails e redes sociais como o Facebook de seus clientes. Por Marcelo Justo, de Londres
Os véus que cobrem a espionagem britânica continuam caindo. Nos novos documentos vazados por essa inesgotável caixa de surpresas que é o ex-espião estadunidense Edward Snowden, mostram que duas gigantes multinacionais britânicas da telecomunicação, uma estadunidense e quatro operadores de menor envergadura, são os “sócios da interceptação” da espionagem eletrônica britânica, o Government Communication Headquarters (GCHQ), ao qual entregam o acesso às chamadas telefônicas, aos e-mails e redes sociais como o Facebook de seus clientes.

A intimidade deste vínculo é tal que as multinacionais tem virtuais nomes de guerra em seus contatos com o GCHQ, justificados em outro dos documentos porque o vazamento de seus nomes provocaria “uma tormenta política”. Neste mundo de miragens, as britânicas British Telecom e Vodafone Cable são “Remedy” e “Gerontic” respectivamente, a estadunidense Verizon Business é “Dracon”, Global Crossing “Pinnage”, Level 3 “Little”, Viatel “Vitreous” e Interoute “Streetcar”.

Estes virtuais nomes de guerra, marca privilegiada da clandestinidade, foram divulgados pelo jornal alemão “Suddeusche Zeitung” e reproduzidos pelo “The Guardian” que, em junho, noticiou pela primeira vez sobre o programa “Tempora” do GCHQ. O programa permite ao organismo de coleta de dados britânico penetrar os cabos de fibra ótica e armazenar informação por até 30 dias com acesso virtualmente ilimitado a e-mails, chamadas e publicações no Facebook.

No ano passado, o GCHQ teve acessou a cerca de 600 milhões de “eventos telefônicos”, interferiu em mais de 200 cabos de fibra ótica que transmitem informação equivalente a uns 10 gigabits por segundo, cerca de 192 vezes a informação contida em todos os livros da Biblioteca Britânica. A análise desta gigantesca informação é coordenada por um supercomputador que tem 54 mil GB de memória, mas a colaboração das sete empresas, que dominam a grande maioria dos cabos de fibra ótica submarinos, coluna vertebral do tráfego da internet, é essencial.

A identidade das empresas, revelada em uma apresentação interna de Power Point em 2009, era considerada mais secreta que a própria existência do programa Tempora. Este estava classificado como “top secret”, enquanto que o nome das empresas de cabo fazia parte da “informação excepcionalmente controlada” (“exceptionally controlled information” no peculiar jargão sintagmático da inteligência). Em outra mostra de sua importância, o GCHQ designou às empresas equipes especiais de ligação chamadas de “sensitive relationships teams” (equipes para relações delicadas).

Se o governo temia as “fortes consequências políticas” de uma revelação destes nomes, o temor das empresas se centra na reação de seus clientes ao saberem que o acesso a seus documentos privados e e-mails foi concedido sem sua autorização a uma agência de espionagem. Em uma cuidadosa estratégia midiática, as empresas disseram ao “Guardian” que sempre cumpriram a lei. “A informação midiática que há sobre esse tema não leva em conta os termos básicos da legislação europeia, alemã e britânica e as obrigações legais decorrentes de operar uma concessão na área de telecomunicação. Vodafone sempre cumpre com as leis dos países em que opera. Não revelamos a informação de nossos clientes a menos que a lei nos obrigue a fazê-lo”, disse ao “Guardian” um porta-voz da empresa. A Verizon e a Interroute se manifestaram na mesma linha, enquanto a BT respondeu com o clássico “no comment”.

A lei britânica de telecomunicações de 1984, aprovada pelo segundo governo de Margaret Thatcher, obriga as empresas a colaborar com os pedidos de informação realizados pelo governo, mas a “Privacy International”, uma OBG que defende o direito à privacidade, assinala que as empresas poderiam ter objetado uma operação da escala e alcance da Tempora. “Precisamos com urgência esclarecer a extensão e os limites da relação entre as empresas e o governo”, assinalou ao “Guardian” Eric King, chefe de investigação da “Privacy”.

Uma fonte próxima aos serviços de inteligência disse ao jornal que o GCHQ não olha a maioria das mensagens. “Se você acredita que estamos lendo milhões de e-mails a resposta é não. Não há nenhuma intenção de olhar o tráfico doméstico britânico”. Os analistas aplicam quatro critérios para distinguir entre mensagens possivelmente relevantes e as que não o são: segurança, terror, crime organizado e bem-estar econômico. “A maioria da informação é descartada sem que alguém se incomode em lê-la. Não poderiam fazê-lo nem com a melhor vontade do mundo. A verdade é que não tem recursos para uma passa informática desse tamanho”, disse a fonte.

O argumento tem sua lógica. É impossível que 300 analistas do GCHQ e os 250 de seu homólogo estadunidense, a NSA bastem para lidar com o incomensurável tráfego diário que circula pela internet. De fato, toda a informação é processada com Xkeyscore, um sistema secreto usado originalmente pela NSA norte-americana para interceptar as comunicações de estrangeiros no mundo, que permite aos analistas examinar a informação obtida com o programa Tempora.

É de se supor que as redes de terrorismo e crime organizado mais sofisticadas utilizem um complexo uso de códigos para evitar esses radares das agências de segurança. Em outras palavras, existe, em princípio, a possibilidade de que todo esse gigantesco operativo de inteligência signifique “muito ruído e poucos resultados”, uma imensa operação para ter acesso a toda a informação que deixa passar a mais importante, mas também, ao mesmo tempo, é certo que todo este episódio acabou para sempre com a “era da inocência na internet”, como escreveu Eduardo Febbro, em recente artigo para a Carta Maior.
 
Fonte: Carta Maior

Agência do Bradesco fecha em apoio a bancário sequestrado

A escalada de uma violência direta de criminosos contra os bancários e suas famílias e a insensibilidade dos bancos levaram ao fechamento de agência Moinhos de Vento, do Bradesco, durante toda a terça-feira, 6/8. Depois que um funcionário desta agência localizada na avenida Independência teve o filho sequestrado por horas e foi obrigado a entregar dinheiro do cofre, o Bradesco estava se negando a emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). A alegação absurda do Bradesco era que o bancário não teria sido alvo direto da ação dos criminosos, apenas seu filho.

O funcionário do Bradesco se dirigia para o trabalho, na manhã da segunda-feira, 5/8, quando os assaltantes o abordaram. Anunciaram que só queriam o dinheiro do cofre. Disseram conhecer a rotina do trabalhador, que ele obedecesse e que ficariam com seu filho. Caso o dinheiro não fosse entregue, o filho do bancário seria executado.

Insensível com o sofrimento do empregado, o Bradesco avisou que não iria emitir a CAT. Esse documento é fundamental num caso de sinistro como é um assalto com refém. Isso porque serve de prova para algum dano futuro à saúde do trabalhador. “Nesses casos de assalto com refém, costumamos encontrar trabalhadores que só sentem o trauma causado pelo sequestro uma e até duas semanas depois. A CAT é garantia de que o banco está ciente de que um de seus empregados passou por um sofrimento muito grande e que pode precisar de algum atendimento mais adiante”, diz o diretor do SindBancários e funcionário do Bradesco, Everton Gimenis.

Outra reivindicação dos bancários foi em relação a apoio psicológico. O Bradesco demorou muito a prestar auxílio de especialista ao bancário. Apenas ao final da manhã desta terça-feira, 6/8, o banco comunicou ao SindBancários que estava enviando uma psicóloga à casa do bancário. Outra profissional esteve na agência e atendeu os outros funcionários por volta das 11h.

 “Estamos vivendo um surto de assalto a banco com refém. Este é um tipo de ação, pois deixa uma sequela muito grande. O bancário que é sequestrado ou tem algum familiar em poder dos bandidos fica muito traumatizado. Precisa de ajuda do banco. E numa hora dessas o banco nega ou dificulta a recuperação de um trabalhador. Não admitimos que isso aconteça dessa maneira e não vamos deixar essa agência se o caso do nosso colega não for tratado da forma que deve ser tratado: com humanidade”, disse o presidente do SindBancários, Mauro Salles.

Mais reféns nos bancos

As quadrilhas costumam desenvolver estratégias para enfrentar as ações que as instituições de segurança pública desenvolvem para conter a violência bancária. Os assaltos com reféns são a estratégia que mais cresceu no primeiro semestre de 2013. Em relação aos primeiros seis meses de 2012 (gráfico) os assaltos com reféns cresceram seis vezes, passando de três para 21 (aumento de 600% dos casos). Este volume é maior do que todas as ocorrências com bancários como reféns em todo o ano de 2012 (9), segundo o levantamento do SindBancários.

O gráfico mostra claramente que os roubos com reféns em que os assaltantes levantam informações detalhadas sobre a vida dos bancários, chantageiam e o obrigam a entregar determinado valor tem levado os bancários ao desespero e contrabalançam as ações contra caixas eletrônicos com uso de explosivos (-50%) e até mesmo o volume total de ataques, incluindo arrombamentos, em todo o primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período de 2012 (-9,2%).
 A tendência é que esses crimes se mantenham em alta no começo do segundo semestre. Em julho, dos 10 ataques a bancos em todo o Estado, um teve bancário como refém. Em agosto, dos quatro que ocorreram até o dia 6, três tiveram reféns. Depois que o bancário do Bradesco teve seu filho refém, em Porto Alegre, dois outros ficaram em poder direta ou indiretamente de assaltantes.
Tiroteio e prisões
Na madrugada de 6 de agosto, um bancário teve a família mantida como refém, na cidade de Gentil, Norte do Estado. Eles ficaram em poder do bando durante toda a madrugada na própria casa da família. Os assaltantes obrigaram o bancário a ir até Santo Antônio do Palma, seis quilômetros adiante, para entregar dinheiro da agência do Sicredi.
Em São Paulo das Missões, outro bancário foi levado como refém de assaltantes que atacaram o Banco do Brasil na manhã desta terça-feira, 6/8. O trabalhador foi feito de refém quando, ao iniciar a fuga, os assaltantes foram interceptados pela Brigada Militar. Houve troca de tiros. A fuga continuou até que os reféns tiveram seu caminho bloqueado por um trator.
Fugiram a pé. O bancário conseguiu escapar. Os ladrões escaparam para Roque Gonzales, na divisa com São Paulo das Missões, e se esconderam em um matagal. Cerca de três horas depois, a Brigada, com reforço da Polícia Civil, prendeu o trio.

Fonte: SindBancário, com informações da Zero Hora

Lucro mundial do HSBC sobe 22% no 1º semestre, mas no Brasil cai 70%

O HSBC registrou lucro líquido atribuível aos acionistas da companhia controladora de US$ 10,284 bilhões no primeiro semestre, em comparação com um lucro líquido de US$ 8,438 no mesmo período de 2012, o que corresponde a uma alta de 21,8%. Já o lucro líquido no período, que inclui a parte dos minoritários, subiu 24,5%, para US$ 11,346 bilhões, de US$ 9,108 bilhões na mesma comparação. O resultado foi divulgado na segunda-feira (5), em Londres. Já a receita reportada do HSBC caiu 7% no primeiro semestre de 2013 para US$ 34,372 bilhões, de US$ 36,897 bilhões nos mesmos seis meses de 2012.

O CEO do HSBC, Stuart Gulliver, emitiu uma nota de cautela sobre o crescimento econômico da China. "A nova ênfase na qualidade em vez de quantidade de crescimento está mudando o equilíbrio da política para longe de estímulo e em direção a reforma. Acreditamos que isso deve limitar o ritmo de crescimento da China para 7,4% em 2013 e 2014, o que já está sendo refletido em números de crescimento mais modestos em outros mercados, particularmente na Ásia", disse, no comunicado.

Desde 2011, o HSBC reorienta-se nos principais mercados. Até agora, a empresa vendeu por volta de 54 negócios. Gulliver disse que a velocidade das vendas agora se abrandará.

O balanço diz, ainda, que as receitas relacionadas às taxas de juros caíram na América Latina, especialmente no Brasil. No mercado brasileiro, o HSBC cita como causa a queda da taxa de juros no médio e longo prazo, observada desde o início de 2012.

Lucro no Brasil cai 70%

O lucro do banco inglês no Brasil caiu 70% no primeiro semestre de 2013 na comparação com igual período do ano passado. Conforme o anúncio em Londres, a filial brasileira gerou lucro antes dos impostos de US$ 153 milhões de janeiro a junho de 2013, cerca de um terço dos US$ 505 milhões observados em igual período de 2012. O balanço do primeiro semestre ainda não foi publicado no Brasil.

O resultado nos primeiros seis meses deste ano foi sustentado pelo banco de atacado e de investimentos, que teve um lucro de US$ 290 milhões. Já o segmento de varejo registrou um prejuízo de US$ 117 milhões, conforme o jornal Valor Econômico.

Contraf-CUT rebate explicações do banco

O chefe-executivo do HSBC citou que o desempenho aqui é uma reação à situação macroeconômica do País. "O Brasil está crescendo menos e o consumo está crescendo menos", explicou, ao comentar que, apesar disso, o desempenho do País "não é um tema de preocupação particular", disse Gulliver.

No balanço, a instituição britânica explica que o desempenho econômico do Brasil "ficou abaixo das expectativas no período". "No primeiro trimestre de 2013, em especial, o Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou pelo fraco consumo diante de consumidores brasileiros que parecem cortar gastos como uma resposta à inflação, alto nível de endividamento e queda da confiança", diz o documento.

Para Miguel Pereira, secretário de Organização da Contraf-CUT, os argumentos para a queda dos lucros no Brasil que estão relacionados ao fraco desempenho da economia brasileira e a queda do consumo não podem ser aceitos de maneira alguma.

"Estão utilizando uma cortina de fumaça para tentar encobrir os reais problemas que o banco inglês enfrenta no Brasil, que basicamente estão ligados às péssimas condições de trabalho dos funcionários, que são submetidos a metas escorchantes sem terem as reais condições de cumprimento, que associadas às milhares de demissões levam a um sentimento de desvalorização dos funcionários e obviamente dificulta a geração de novas receitas. Não basta apenas focar nas despesas e, muito pior, quando essas são diretamente ligadas a mais demissões, pois só deterioram as condições de competitividade do banco", avalia Miguel.

"Se realmente os problemas fossem relacionados apenas ao cenário macroeconômico, como seus demais concorrentes, públicos e privados, não só mantiveram, como vem apresentando aumentos expressivos nos seus resultados?", indaga o dirigente sindical.

Mudança nas provisões para devedores duvidosos

O CEO do HSBC afirmou ainda que houve "mudança de portfólio no Brasil", o que também prejudicou o desempenho. O banco explica que foram revistos e alterados parâmetros para o cálculo de perdas relacionadas aos empréstimos. Ao todo, o ajuste fez com que as provisões aumentassem em US$ 242 milhões. Segundo o banco, o ajuste foi especialmente nos segmentos de varejo e pequenas empresas.

"Teremos que olhar com muita atenção os altos provisionamentos para devedores duvidosos (PDD) que o banco realiza", alerta Miguel. A cada semestre o banco consegue a proeza de aumentar, e muito, esse provisionamento.

"Tínhamos informações, que avaliávamos como seguras até então, de que os resultados seriam muito melhores e que inclusive o lucro líquido não seria mais impactado pela questão dos provisionamentos, pois os já realizados davam conta do montante de crédito emprestado. E novamente vemos o banco usar a alegação de que foram alterados parâmetros para o cálculo de perdas relacionadas aos empréstimos. Ao todo, o ajuste fez com que as provisões aumentassem em U$ 242 milhões", observa o diretor da Contraf-CUT.

"Ora, como isso é possível se a carteira de crédito não teve essa evolução e as taxas de inadimplência também se mantiveram estáveis?", questiona.

Impactos no pagamento da PLR

"Com esses resultados, além de dificultar a pauta de negociação em curso, compromete, e muito, o pagamento da PLR da convenção coletiva dos bancários, que sempre fica na regra básica, além de praticamente inviabilizar novamente o pagamento dos programas próprios de remuneração variável. É mais um balde de água fria, apesar de todo empenho e esforço no cumprimento dos objetivos do banco", aponta Miguel.

Outras perguntas permanecem sem resposta até o momento. Quem formula esses programas de performance e define as metas? Quando faz isso, está em que mundo, que não dialoga com a realidade? O banco, apesar de trimestralmente revisitar o programa, tem feito quais ações para corrigir os rumos, ou não faz nada para acertar as coisas?

"Parece que isso que sucessivamente vem ocorrendo e, apesar dos funcionários apresentarem resultados positivos, ao final dos semestres, quando da divulgação do lucro líquido, esses desaparecem e os bancários ficam no prejuízo quando o banco não apresenta o cumprimento da meta de lucro (PBT)", analisa o dirigente sindical.

"Com a publicação do balanço no Brasil, vamos ter que estudar direitinho esses dados e cobrar muitas explicações da diretoria do banco", ressalta Miguel.

CEO do HSBC ganha mais de R$ 60 mil por dia

Enquanto isso, o CEO do HSBC ganha entre salários e bônus mais de R$ 60 mil por dia, o que representa R$ 22 milhões por ano, conforme reportagem da revista Época em março deste ano.

O anúncio ocorreu poucos meses depois de uma multa recorde por lavagem de dinheiro de quase US$ 2 bilhões. O caso despertou a fúria do sindicato britânico. "Isso é um absurdo e tem de acabar", enfatiza Miguel.

Multas bilionárias por lavagem de dinheiro

Além disso, o HSBC continua pagando multas bilionárias por condenações de lavagem de dinheiro, como os U$ 2 bilhões nos EUA e México. Também acaba de ser denunciado pelo mesmo crime na Argentina.

"Aí o banco diz que precisa demitir mais 10 mil funcionários em todo o mundo para cobrir os prejuízos advindos dos pagamentos dessas multas. Isso sai de onde? Do trabalho, suor, lágrimas e adoecimento dos bancários também do Brasil e isso é revoltante", conclui o dirigente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT com Estadão e Valor Econômico

terça-feira, 6 de agosto de 2013


SindBancários lança campanha de combate a assédio moral e sofrimento nas agências

Uma campanha publicitária do SindBancários e da Fetrafi-RS está na rua para denunciar e combater a violência corporativa. A ideia é mostrar aos bancários e bancárias que eles não estão sozinhos na luta contra uma chaga que não é considerada e, muitas vezes, sequer reconhecida, em seu ambiente de trabalho. O assédio moral é o mote da Campanha cuja concepção foi da Veraz Comunicação.
Além de um spot de rádio, peças publicitárias estão sendo veiculadas em ônibus pelas ruas de Porto Alegre, em cartazes e banners de redes sociais. A peça inspira-se naqueles prêmios de gestão que as empresas, os bancos também, costumam dar para os empregados que se destacam nas vendas ou em seu desempenho a cada mês.
Assim, em vez das distinções do “funcionário do mês”, o conteúdo da campanha procura mostrar o sofrimento que as metas abusivas e a pressão por atingi-las causa em termos de doença e sofrimento. Os busdoor (cartazes de tamanho grande colados na traseira dos ônibus) trazem fotos de um homem e uma mulher, tendo em seu rosto uma tarja que refere “O explorado(a) do mês”, “O humilhado(a) do mês”.


“Há muito tempo entre os bancários o assédio moral e a pressão por metas viraram ferramentas de gestão. Essas pressões dentro das agências deixam as pessoas doentes. São cada vez mais corriqueiros casos de bancários afastados do trabalho por problemas físicos, como Lesões por Esforço Repetitivo (LER), e por sofrimento psíquico. É um problema que muitas vezes o trabalhador nem sabe que está passando. O objetivo da nossa campanha é dar visibilidade a essa chaga”, diz o presidente do SindBancários, Mauro Salles.

Denuncie! O SindBancários coloca o endereço de email tudotemlimite@sindbancarios.org.br à disposição. Se você estiver sofrendo algum tipo de pressão do banco ou as suas metas de vendas crescem de forma abusiva, você está sob assédio moral. Não deixe isso acontecer. Seguidamente, depois dessas ameaças as pessoas costumam dizer que "é assim mesmo" que aquele ambiente "é de trabalho, não de brincadeira" e que "só os fortes sobrevivem".
Não é assim. O seu ambiente de trabalho deve ser um lugar decente e que lhe dê prazer de ir diariamente. Afinal, é do seu ambiente de trabalho que você tira o seu sustento. O ambiente de trabalho não deve ser um local de geração de doenças, mas sim de saúde.
Todas as quartas-feiras, às 15h, na Casa dos Bancários, o Grupo de Ação Solidária (GAS) se reúne para que os trabalhadores possam se manifestar livremente e em um ambiente seguro o sofrimento por que passam e buscar soluções com ajuda mútua. Ligue para 3433-1200 e se informe.

Fonte: SindBancários

Jornal da CUT mostra as precárias condições de trabalho dos terceirizados

A edição número 42 doJornal da CUT, que chega às estaduais nesta semana, mostra a realidade da terceirização a partir da visão dos próprios trabalhadores e discute como o Projeto de Lei 4330, de 2004 pode amplia a precarização no país.
Neste número, conversamos com operadores de telemarketing, bancários e petroleiros terceirizados para mostrar as dificuldades com as quais lidam diariamente. Em todos os casos, situações como a desigualdade de direitos e salários, péssimas condições de segurança e treinamento e a forte pressão imposta pelas terceirizadas estão presentes.

A publicação lembra ainda da Emenda 3, projeto que também atacava direitos trabalhistas e acabou derrotado em 2007.

Às vésperas do 6 de Agosto, Dia Nacional de Mobilização, o Jornal da CUT traz ainda um balanço das mobilizações do 11 de julho e mostra a cara de quem não sai das ruas em defesa da classe trabalhadora

Clique aqui para ler.
 
*CUT

Capturado trio suspeito de assaltar BB e fazer gerente refém em São Paulo das Missões

Assaltantes invadiram a agência do Banco do Brasil deSão Paulo das Missões, na região das Missões, por volta das 11h desta terça-feira. Segundo informações preliminares, eles teriamtrocado tiroscom a Brigada Militar e pelo menos um PMteria sidobaleado na cabeça. O muniípio pertence à base do Sindicato dos Bancários de São Luiz Gnzaga.

Na fuga, o grupo teria ogerentedo banco como refém, maseles foi libertado logo depois. Os assaltantes teriam fugido de carro, levando dinheiro, em direção à cidade vizinha deRoque Gonzales.

Uma força-tarefa da BM conseguiuprender, por volta das 13h40min, três homens suspeitos do assalto, no interior de Roque Gonzales. O valor roubado, cuja quantia ainda não foi calculada,também teria sido recuperado.

OPM atingidopor disparo foi encaminhado ao hospital, mas já foi medicado eliberado. Aperíciafoi acionada para analisar a agência assaltada.
 
 
Fonte: Zero Hora com edição da Fetrafi-RS

Filho de gerente do Bradesco é sequestrado no caminho do trabalho

Um caso que já está se tornando uma ameaça aos bancários se repetiu nesta segunda-feira, dia 5. O gerente de uma agência do Bradesco foi atacado no início da manhã de hoje em Porto Alegre, quando se dirigia ao trabalho junto com o filho. Os bandidos sequestraram o rapaz e obrigaram o bancário a seguir até a agência para retirar dinheiro e pagar o resgate. O filho do bancário foi liberado em Sapucaia, após saberem que o valor exigido havia sido pago.

O SindBancários soube do caso somente no meio da tarde, quando uma bancária enviou uma mensagem para um diretor da entidade. O Bradesco tenta ocultar o caso de insegurança em que é alvo para não prejudicar sua imagem, mostrar a insegurança a que os bancários são submetidos ou a precariedade do sistema de segurança de suas agências.

A agência do gerente fica no bairro Moinhos de Vento, na Avenida Independência, nº 1325.

Os bancários cobram mais investimentos dos bancos há muito tempo. Está na pauta de reivindicações que os bancários não podem carregar chaves de cofres, de agências, abrir ou fechar cofres ou mesmo possuir senha para a abertura e fechamento de cofres e prédios. A categoria indica que este serviço deve ser feito por empresa especializada em segurança, para que todos possam trabalhar protegidos.


Banco omite ataque em unidade do bairro Sarandi

No dia 28 de julho, uma unidade do Bradesco foi arrombada no bairro Sarandi. Os bandidos quebraram as paredes, ingressaram na agência e abriram o cofre, com uso de maçarico. Na segunda-feira, o banco chamou uma empresa para consertar o estrago e ignorou seus trabalhadores. Enquanto os técnicos consertavam os buracos, os bancários trabalhavam com barulho, fumaça, poeira, ruídos e odores de cimento e outros casos que prejudicaram o bom desenvolvimento das atividades. Neste caso, o banco também pressionou os funcionários a não comunicarem o fato ao Sindicato.



Estatística do medo - Agosto de 2013


1. Dia 4: Santander (Cavalhada) - arrombamento de caixa eletrônico
2. Dia 5: Bradesco (Moinhos de Vento) - assalto com refém
 
Fonte: SindBancários

Pauta específica dos funcionários do Banco do Brasil

Plano de Carreira

> Valores maiores e prazos menores nas promoções por mérito e percentual de 6% nas promoções por tempo, aumentando a
amplitude de remuneração entre o piso e o último nível salarial;

> Piso do Dieese;

> PCR para os caixas desde o primeiro dia na função.
> Piso do Dieese;

> PCR para os caixas desde o primeiro dia na função.


Ascensão profissional e comissionamentos

> VR para caixas;

> Jornada de 6 horas sem a redução salarial;

> Todos os comissionamentos através de provas e títulos;

> Recomposição das verbas das funções que foram reduzidas pelo Plano de Funções;

> Garantia da aplicação de todos os reajustes sobretodas as verbas salariais do Plano de Funções


Condições de trabalho

> Fim do monitoramento individual do GAT;

> Mais contratações;

> Cumprimento da NR-17 nas CABB;

> Fim das metas intradia;

> Fim dos rankings;

> Fim da cobrança individual de metas;

> Retirada das metas individuais da GDP;


Previ

> Previ para todos;

> Fim do voto de minerva no Conselho Deliberativo da Previ;

> Direito de aposentadoria antecipada para mulheres aos 45 anos;

> Contribuição do BB à Previ sobre a PLR;

> Volta da eleição do diretor de Participações;

> Redução da Parcela Previ;

> Direito de resgate de contribuições patronais aos associados do Previ Futuro;

> Aumento dos benefícios de risco;

> Criação de teto remuneratório no benefício pago pela Previ;

> Manutenção do pagamento do BET, suspensão das
contribuições e teto de benefícios para 100%


Saúde e Cassi

> Cassi para todos;

> Fortalecimento dos conselhos de usuários e Cipas;

> Plano odontológico administrado pela Cassi com custeio pelo banco;

> Ampliação das Clinicassi;

> Promoção do Programa de Estratégia de Saúde do Trabalhador;

> Redenciamentos de qualidade e ampliação de unidades próprias e melhor aparelhadas;

> Cumprimento de legislação trabalhista através da ação conjunta de ESMT, Cipas e sindicatos;

> Defesa do modelo de prevenção da Equipe de Saúde da Família; aumentar e melhorar os credenciamentos



Fonte: Seeb São Paulo

Vigilantes e Bancários debatem segurança e empresas prestadoras de serviços

Na manhã de quarta-feira, 31 de julho, na Sede Fetrafi-RS, o presidente do SindVigilantes do Sul, Loreni dos Santos Dias, e o seu Secretário de Políticas Públicas e Sociais, Marlon Celso da Costa se reuniram com os vigilantes e bancários para discutirem temas de interesse das duas categorias.


Participaram o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke, o diretor Jurídico do SindBancários, Lúcio Paz, que integra o Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT, além de Carlos Augusto Rocha e Luiz Carlos Barbosa, também da Federação.

Os vigilantes denunciaram aos representantes dos bancários que o Sindicato Patronal das Empresas de Vigilância ameaçam parar as suas atividades em face do não pagamento do adicional de 30% do risco de vida que deve ser pago pelas empresas tocadoras de serviços e, entre elas, os bancos.

"Há uma preocupação muito grande dos vigilantes com uma decisão como essa das empresas de vigilância. O certo que é um problema de responsabilidade das empresas patronais e das tocadoras de serviços. Os vigilantes e a sociedade em geral não podem sofrer consequências disso", afirma Loreni Dias, presidente do SindVigilantes.
"Indubitavelmente, os trabalhadores vigilantes e também os bancários, clientes e usuários não podem ser afetados por um impasse entre a categoria econômica. O adicional do risco de vida é uma conquista dos vigilantes e que precisa ser respeitado e cumprido", destaca Lúcio Paz, diretor Jurídico do SindBancários.
"O movimento sindical bancário é parceiro dos vigilantes e atuará em conjunto em tudo o que for necessário para garantir o direito dos trabalhadores e dos cidadãos", complementa Arnoni Hanke, diretor da Fetrafi-RS.
Vigilantes e bancários acertaram um calendário de ações conjuntas para fortalecer a luta dos trabalhadores, integrando o Calendário de Lutas e Mobilização da CUT e da Contraf.
 
Fonte: SindBancários

Unidos e preparados pra luta - 21º Encontro Nacional dos Banrisulenses ocorreu no sábado, 03

Os participantes do 21º Encontro Nacional dos Banrisulenses, ocorrido no último domingo, 03, no hotel Embaixador, em Porto Alegre, aprovaram a pauta de reivindicações específicas dos trabalhadores do banco, referendaram o calendário de mobilização nacional dos bancários e elegeram o novo Comando e as Comissões de Saúde e de Segurança.


Salário do Dieese como piso, valorização das funções através de remuneração, fim das metas individuais, além da suspensão de quaisquer projetos de terceirização e o fim da trava de 2 anos para participação em novos processos seletivos, entre outros pontos, estão contemplados na pauta especifica. Os banrisulenses querem, também, que o banco adote políticas mais incisivas contra o racismo, o machismo, a homofobia e demais formas de discriminação e estabeleça mecanismo de punição exemplar aos assediadores. Por consenso, as reivindicações para melhorar a proposta de Plano de Carreira apresentada pelo banco foram agregadas à pauta específica.
Consenso na composição do novo Comando
Os debates no plenário se deram em um clima fraternal entre os participantes. Nesta atmosfera, os banrisulenses definiram suas pedidas, a maioria por unanimidade, e selaram o compromisso de conduzir a campanha salarial de 2013 com unidade política e sintonia nas ações de mobilização com a categoria bancária. Assim, as novas composições do Comando Nacional, assim como das comissões de Saúde e Segurança,contemplaram todas as correntes de pensamento existentes no movimento do Banrisul. “A nossa unidade foi construída em bases políticas sólidas e na perspectiva da luta. Não tenho dúvidas, saímos deste Encontro Nacional organizados e bem preparados pra tocar uma grande campanha salarial”, projetou Carlos Augusto Oliveira Rocha, Diretor da Área de Formação da Fetrafi RS.
Sintonizados com o movimento nacional
Os banrisulenses, evidenciando sintonia com as mobilizações que sacudiram o país, irão se integrar ao movimento nacional, articulado pelas principais centrais sindicais, que exige o atendimento das reivindicações dos trabalhadores e o aprofundamento das mudanças sociais no Brasil. Nesse sentido, uma das moções aprovadas, foi de apoio às ações do Bloco de Lutas, que batalha nas ruas por um transporte de qualidade, gratuito e 100% público. Também recebeu o apoio dos banrisulenses, a nota de repúdio contra a perseguição política que a empregada da Caixa Econômica Federal, Claudia dos Santos, que é Diretora sobre a Mulher Trabalhadora da Fetrafi-RS, vem sofrendo na instituição.
“Foi um encontro vitorioso. Avançamos muito na composição da pauta, que expressa à capilaridade do banco. Também avançamos na exigência e na defesa de um banco público e mostramos que não estamos desvinculados do movimento e das lutas gerais da classe trabalhadora”, sustentou Denise Falkenberg Corrêa, diretora da Área da Saúde da Fetrafi RS.
Fonte: SindBancários

Comando Nacional dos Bancários inicia negociação da campanha salarial 2013 com a Caixa


Nesta sexta-feira, dia 9 de agosto, às 15h, em Brasília, o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal iniciam as negociações da pauta específica de reivindicações da campanha salarial 2013. Estarão em pauta temas como saúde e condições de trabalho.

A minuta com os pontos definidos durante o 29º Congresso Nacional dos Empregados (Conecef), realizado entre os dias 17 e 19 de maio, em São Paulo, foi entregue à direção da empresa, na terça-feira da semana passada (30), em São Paulo, ao mesmo tempo em que foi protocolada a pauta geral de reivindicações dos bancários para a Fenaban.
A pauta específica dos empregados da Caixa possui itens relacionados à saúde do trabalhador, condições de trabalho, Funcef e aposentados, fim do assédio moral, Saúde Caixa, jornada de seis horas e isonomia, entre outros.
Campanha unificada
A negociação da pauta geral começa nesta quinta-feira, dia 8, com a discussão das reivindicações de saúde, condições de trabalho e segurança bancária.
Outras prioridades da categoria bancária são reajuste salarial de 11,93% (aumento real de 5% mais a inflação projetada do período), elevação do piso salarial ao valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), PLR de três salários mais R$ 5.553,15, defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral.
Fonte: Fenae

Comando Nacional dos Bancários entrega reivindicações à Fenaban

Negociações iniciam na quinta-feira, 08 de agosto

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, entregou na terça-feira 30 à Fenaban, em São Paulo, a pauta de reivindicações da Campanha 2013, aprovada pela 15ª Conferência Nacional dos Bancários realizada de 19 a 21 de julho. A primeira rodada de negociações já está marcada para o dia 8 de agosto, sobre o bloco condições de trabalho, que envolve saúde do trabalhador, metas abusivas, assédio moral e segurança bancária. Os bancários gaúchos foram representados pelo diretor do SindBancários, Mauro Salles e Armindo Kohler, o Bino, do Sindicato ds Bancários do Litoral Norte.


Na sequência da reunião com a Fenaban, o Comando Nacional também entregou nesta terça-feira as pautas de reivindicações específicas às direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A primeira rodada de negociações com o BB foi marcada para 14 de agosto, às 13h, em Brasília, também sobre o tema saúde e condições de trabalho. Com a Caixa, o calendário de negociações será definido nos próximos dias.

A Campanha Nacional dos Bancários deste ano tem como eixos centrais reajuste de 11,93% (inflação projetada do período mais aumento real de 5%), elevação do piso salarial ao valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.860,21), defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral.

"O envolvimento da categoria é determinante para desde já pressionarmos os banqueiros para que atendam nossas reinvindicações. A Campanha Nacional é o momento de mostramos nossa unidade e ampliarmos nossas conquistas, pois a saúde financeira dos bancos é a mostra que o setor reúne todas condições para atender as demandas das trabalhadoras e trabalhadores."afirma Bino.

Veja aqui as principais reivindicações.

'Sociedade está indignada com injustiças'

"A campanha nacional deste ano ocorre em um momento importante e rico de significados, em que a sociedade vem manifestando sua indignação com toda forma de injustiça, está indo às ruas e obtendo importantes conquistas", disse na abertura da reunião o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro. A mesa da Fenaban foi coordenada pelo presidente Murilo Portugal.

"A conjuntura também é favorável para a campanha dos bancários por conta dos balanços dos bancos, mostrando que a situação do sistema financeiro é muito sólida. Os resultados são invejáveis, com aumento dos lucros e rentabilidade na casa dos 18%, acima dos outros setores da economia e do sistema financeiro internacional", acrescentou Carlos Cordeiro.

"Os bancos precisam dar a sua contribuição para transformar o Brasil num país menos injusto. É, portanto, um momento favorável para que ousemos e avancemos nas conquistas dos bancários, com o fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, aumento real de salário e valorização do piso e da PLR, melhores condições de trabalho e combate ao assédio moral e às metas abusivas", reivindicou o presidente da Contraf-CUT.

Ele avisou ainda a Fenaban que os bancários estão mobilizados por outros temas da conjuntura nacional, que não tem relação direta com a campanha nacional mas sim com o futuro da categoria, como o combate ao PL 4330, que legaliza a terceirização e aumenta a precarização do trabalho no Brasil.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, disse esperar "que haja uma boa dinâmica das negociações e que o processo negocial seja rápido, positivo e traga bons resultados aos bancários".

Negociação começa dia 8 de agosto

Por sugestão da Contraf-CUT, a primeira rodada de negociação, no dia 8 de agosto, será sobre condições de trabalho. Por julgar que um dia é pouco, a Confederação propôs que as negociações sobre o tema continuem no dia 9. O coordenador da mesa da Fenaban disse que vai consultar os bancos e dará retorno.

O calendário geral das negociações será acertado na reunião do dia 8.

Banco do Brasil e Caixa

Após a reunião com a direção da Fenaban, o Comando Nacional entregou separadamente as pautas de reivindicações dos funcionários do BB e dos empregados da Caixa aos representantes dos dois bancos públicos federais.

A primeira rodada de negociações com o BB foi marcada para 14 de agosto, começando pelo tema saúde e condições de trabalho. A reunião começa às 13h, em Brasília.

A pauta específica do BB foi aprovada pelo 24º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado de 17 a 19 de maio, e está centrada no combate ao plano de funções comissionadas, ao assédio moral, às práticas antissindicais e às péssimas condições de trabalho.

Veja aqui as principais reivindicações específicas do funcionalismo do BB

Já a pauta específica da Caixa foi aprovada pelo 29º Congresso Nacional dos Empregados (Conecef), também realizado de 17 a 19 de maio, e tem como eixos principais saúde do trabalhador, condições de trabalho e Saúde Caixa, segurança bancária, carreira e condições de funcionamento das agências, papel social da Caixa, contratação, isonomia, Sipon e jornada de trabalho, e questões que tratam da Funcef e aposentados.

O calendário de negociações da pauta específica da Caixa será definido nos próximos dias.

Conheça aqui a pauta específica de reivindicações dos empregados da Caixa.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 25 de julho de 2013

País gera 123.836 empregos com carteira assinada em junho

Os dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) demonstram que no mês de junho o país gerou 123.836 empregos com carteira assinada, o que representou um crescimento de 0,31% em relação ao estoque do mês anterior. No ano, o total acumulado de empregos foi de 826.168 postos de trabalho, uma expansão de 2,09% no nível de emprego. No período entre janeiro de 2011 a junho de 2013 já foi criado um total de 4.428.220 empregos, um crescimento de 10,05%. Nos últimos 12 meses, foram abertas 1.016.432 vagas, correspondendo à elevação de 2,58% no nível de emprego

Para o ministro Manoel Dias, o resultado do mês mantém a tendência de crescimento do emprego, visto que a geração de vagas no mês supera ligeiramente o registrado em junho do ano passado e o número de empregos do maio desse ano, quando foram geradas 72.028 vagas formais.

"Foi um bom resultado para o mês, se considerarmos as condições do emprego no atual momento. A expectativa é que esse comportamento seja a continuidade da trajetória de crescimento", afirmou.

Expansão

O comportamento do mês de junho originou-se da expansão de todos os oito setores de atividade econômica. O total de admissões no mês foi de 1.772.194, o segundo maior para o mês e o de desligamentos atingiu 1.648.358, o maior para o período.

Em termos setoriais, merece destaque a Agricultura com geração de 59.019 postos, e o setor Serviços com geração de 44.022 postos, saldo superior à média de 2003 a 2012, quando foram gerados 42.706 postos, mostrando uma reação, se comparado com os resultados do mesmo mês do ano anterior (+30.141 postos) e com relação ao mês de maio de 2013, quando foram gerados 21.154 empregos formais.

O recorte geográfico mostra que todas as grandes regiões elevaram o nível de emprego, com destaque para o Sudeste (+68.826), seguido do Nordeste (+20.561), Centro Oeste (+16.007), Sul (+14.101) e Norte (+4.341).

Dentre as 27 Unidades da Federação os destaques positivos couberam aos estados de São Paulo, com 33.896 postos gerados, Minas Gerais, com 28.064 postos e Ceará que gerou 11.126 postos.

As maiores reduções de empregos ocorreram em Alagoas (-982 postos), devido principalmente ao desempenho negativo da Construção Civil, que perdeu 841 postos de trabalho e da Indústria de Produtos Alimentícios com redução de 769 empregos no mês.

Salário de admissão No primeiro semestre de 2013,os salários de admissão apresentaram um aumento real de 1,70%, passando de um valor de R$ 1.072,33 em 2012 para R$ 1.090,52 em 2013. Este resultado dá continuidade à tendência de crescimento verificada nos últimos anos.

Numa análise por gênero verificou-se que o salário médio de admissão dos homens apontou um aumento de 1,94%, percentual superior ao obtido pelas mulheres, que foi de 1,50%.


Fonte: MTE

Após cobrança dos bancários, Santander marca negociação

Após cancelamento unilateral, o que foi contestado pela Contraf-CUT, sindicatos e federações, o Santander remarcou nesta segunda-feira (22) a reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) para a próxima segunda-feira (29), às 14 horas, no prédio do ex-Banespa, em São Paulo. A negociação ocorrerá no mesmo horário e local da reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Call Center. "A expectativa dos bancários é a discussão da pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais e entregue ao banco espanhol no dia 26 de junho, que não chegou a ser debatida na reunião do CRT no último dia 4", afirma o funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

A pauta contém reivindicações de emprego, condições de trabalho, remuneração, saúde suplementar e previdência complementar, além de várias pendências de reuniões anteriores do CRT.

Demissões e reestruturaçãoSegundo informações da maioria dos sindicatos para a Contraf-CUT, o banco demitiu 2.604 bancários no 1º semestre deste ano, dos quais 1.820 sem justa causa. Isso piorou as condições de trabalho, pois faltam ainda mais funcionários e aumentou a sobrecarga de serviços, a pressão das metas abusivas e o adoecimento de muitos colegas.

As precárias condições de trabalho também afetam o atendimento. Não é à toa que o Santander liderou em junho, pelo quinto mês consecutivo, o ranking de reclamações de clientes junto ao Banco Central.

Outra preocupação dos bancários é com o reestruturação que se encontra em andamento no banco. A dispensa de coordenadores das agências menores sobrecarregou caixas e gerentes que, além de não darem conta do próprio trabalho, ainda são obrigados a acumular mais uma função.

Expectativas dos bancários"Esperamos que novo negociador do Santander traga respostas que garantam o atendimento das demandas dos funcionários, principais responsáveis por 26% do lucro mundial do banco espanhol, o melhor resultado em todos os países onde atua", ressalta o dirigente sindical.

"Também aguardamos a retirada das ações judiciais movidas pelo banco contra a Contraf-CUT, sindicatos, federações e Afubesp para tentar calar a voz dos trabalhadores", reitera Ademir. "Trata-se de uma prática antissindical e uma agressão inaceitável ao direito de liberdade de expressão do movimento sindical", salienta.

Outra demanda apresentada ao banco é o fim da recente terceirização dos prepostos nas homologações das rescisões junto aos sindicatos. Trata-se de atividade-fim da empresa e que, portanto, não deve ser exercida por terceiros.

Fórum de Saúde e Condições de Trabalho
Já o Fórum de Saúde e Condições do Trabalho ocorre nesta quinta-feira (25), às 14 horas, igualmente no prédio do ex-Banespa, na capital paulista. Trata-se de importante espaço de debates, também previsto no acordo aditivo à convenção coletiva, e o banco ficou de apresentar um projeto de programa de reabilitação profissional.

Reuniões da COE do SantanderPara preparar os debates, a Contraf-CUT reunirá a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander antes das duas reuniões agendadas com o banco, no mesmo dia de cada uma delas, às 10 horas, na sede da Confederação (Rua Líbero Badaró, 158 - 1º andar), no centro de São Paulo.

SantanderPrevi
O banco ainda não agendou reunião para a retomada do GT sobre o processo eleitoral do SantanderPrevi, previsto no acordo aditivo à convenção coletiva. Trata-se do fundo de pensão com mais de 44 mil participantes, o maior do banco. No entanto, eles não podem participar de eleições democráticas para a escolha dos seus representantes nos conselhos, como acontece no Banesprev e Bandeprev.

"A proposta dos bancários já está nas mãos do banco desde o ano passado e não há justificativa que sustente essa baita enrolação", destaca Ademir.


Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Eleitos candidatos para Fundação Itaú Unibanco

Quase todos os candidatos apoiados pela Contraf-CUT, sindicatos e federações foram eleitos para a Fundação Itaú Unibanco, que abriga os diversos planos de previdência complementar do banco. A votação, que definiu a nova representação dos participantes no Conselho Deliberativo, no Conselho Fiscal e nos Comitês de Gestão dos Planos, encerrou nesta segunda-feira (22) e os resultados foram anunciados no início da noite.

ATIVOS

A Contraf-CUT e demais entidades sindicais apoiaram a Chapa 1 - Convicção e Experiência, que foi eleita com 2.256 votos.

Veja os nomes dos representantes eleitos:

Conselho Deliberativo

Efetivos

Érica Monteiro de Godoy
André Luís Rodrigues

Suplentes
Carlos Maurício de Oliveira
Cesar Gomes Caldana

Conselho Fiscal

Efetivos

Mauri Sérgio Martins de Souza
Ted Silvino Ferreira

Suplentes
José Ribamar Don Pacheco
Onísio Paulo Machado

Para os comitês de gestão dos planos, os candidatos apoiados pelo movimento sindical foram eleitos para:

Franprev- Adriano Campos Rodrigues, 58 votos

Plano Itaubanco CD- Darci Torres Medina (Lobão), 864 votos

PAC- Marcelo Abrahão, 145 votos

Futuro Inteligente e Itaubank- José do Egito Sombra, 166 votos

Prebeg- José Geraldo Martins, 65 votos

Também foi eleito como suplente o candidato Antônio Guimarães de Oliveira (Magaiver), apoiado pelas entidades sindicais, para o plano Benefícios 002, com 111 votos

APOSENTADOS

A Chapa 1 - União e Determinação, apoiada pelo movimento sindical, venceu a eleição com 2.396 votos, enquanto a chapa 2 obteve 1.892 votos. Confira os representantes eleitos:

Conselho Deliberativo

Efetivos

Messias Caetano Neto
Eurípedes Arantes Freitas (Arantes)

Suplentes
Cleide Xavier Rocha Foureaux
Luiz Fernando Pinheiro

Conselho Fiscal

Efetivos

Pedro Armando de Araújo Faria
Silvio Caitano da Fonseca

Suplentes
Aguinaldo José do Crato
Luiz Fernando da Silva Telles

Os aposentados apoiados pelas entidades sindicais foram eleitos para os seguintes comitês de gestão dos planos:

Franprev- Antonio Romano Ferrari, 76 votos

Futuro Inteligente e Itaubank- Henrique José Medeiros da Silva, 138 votos

Prebeg- Antonio Eustáquio Vieira, 574 votos

Benefícios 002- João da Motta Moreira Filho, 833 votos.

AVALIAÇÃO
"Agradecemos o imenso apoio que recebemos, especialmente dos dirigentes sindicais, e que se transformou em votos para os nossos candidatos, quase todos eleitos, o que valoriza e reconhece o enorme trabalho do movimento sindical para a melhoria da gestão da previdência complementar no banco", avalia Jair Alves, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco.

"Alguns participaram da eleição pela primeira vez, enquanto outros já têm experiência na direção da Fundação Itaú Unibanco e são os principais responsáveis pelas mudanças positivas dos últimos oito anos que melhoraram os benefícios dos participantes", destaca.

Fonte: Contraf-CUT

Caixa e Santander são alvo dos bandidos

Agências do Santander e da Caixa Econômica Federal foram alvo dos ataques dos bandidos durante o final de semana. Na madrugada de sábado, dia 20, uma unidade do banco espanhol foi arrombada na Ramiro Barcelos. O segundo ataque foi contra a Caixa Federal, localizada na Avenida Sertório, no bairro Sarandi.
Segundo a Polícia Militar, o terminal atacado na Rua Ramiro Barcelos, bairro Independência, teria sido arrombado com a utilização de um maçarico.Não há informações sobre os assaltantes nem a quantia levada do banco.

Um grupo de cinco homens arrombaram a agência da Caixa Econômica Federal na zona norte de Porto Alegre na noite de sábado, dia 20. De acordo com informações do 20º Batalhão da Brigada Militar, os ladrões entraram no prédio, situado na Sertório, por volta das 21h30.

Ele saíram em cerca de quatro minutos levando um cofre. Não há informações sobre o conteúdo do cofre e nem sobre o paradeiro do bando.


Estatística do medo - Julho de 2013
1. Dia 2: Bradesco (Pinhal) - assalto com bancários reféns
2. Dia 2: Banrisul (Lagoa Vermelha) - arrombamento
3. Dia 3: Crenor (Nova Boa Vista) - arrombamento
4. Dia 6: Sicredi (Santa Cecília do Sul) - assalto com bancários reféns
5. Dia 20: Santander (Ramiro Barcelos) - arrombamento
6. Dia 20: Caixa Econômica Federal (Sertório) - arrombamento
 
Fonte: SindBancários

Mídia da Campanha Nacional aposta no humor para mobilizar bancários

A proposta de mídia para a Campanha Nacional dos Bancários 2013 foi apresentada na manhã de domingo (21), último dia da 15ª Conferência, realizada no final de semana, em São Paulo. O material é fruto de cinco reuniões específicas com a participação de diretores de imprensa e jornalistas de vários sindicatos e federações de todo o país. O material usa o mote "vem pra luta" e está em sintonia com as manifestações de rua que vêm acontecendo desde junho. O conceito foi construído coletivamente e as peças escolhidas foram criadas pela equipe de comunicação do Sindicato dos Bancários de Pernambuco. O material é colorido e traz muita irreverência e bom humor. A arte final foi feito pela Fermento Design.

A apresentação foi feita pelo secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. O material foi recebido com muitos aplausos do plenário.

"Acreditamos que essa proposta tem tudo para ajudar a mobilizar a categoria, dialogar com os clientes e a sociedade e potencializar a campanha em todo país, buscando o atendimento da pauta de reivindicações junto aos bancos", destaca Ademir.

Nova concepção de mídia
"Nas últimas campanhas, o material de mídia procurou atingir a imagem dos banqueiros. Nós apresentamos a ideia de mudar o foco para dialogar com os bancários e as bancárias e fazer com que se sintam parte da mobilização", afirma a secretária de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Anabele Silva.

"Optamos pelo tom mais leve porque, apesar da seriedade das reivindicações, o brasileiro sempre tem humor. E também porque as condições de trabalho são tão ruins que pensamos em fazer uma campanha para cima", explica Anabele.

"Escolhemos fazer um desenho moderno, para que tanto a ideia quanto a forma fossem lúdicas. O objetivo foi envolver cada bancário e cada bancária na campanha", acrescenta a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello.

Uso das mídias sociais
Além de apresentar a proposta de mídia, Ademir anunciou que haverá a realização de uma oficina em agosto sobre a utilização das mídias sociais. O objetivo é capacitar dirigentes sindicais e profissionais de comunicação para multiplicarem o conhecimento e montarem equipes em todas as entidades para divulgar a Campanha Nacional nas redes sociais.

Lançamento da mídia

As peças serão disponibilizadas para as entidades nesta terça-feira (23), através da seção de download na área restrita do site da Contraf-CUT, mas somente começarão a ser divulgadas em todo país a partir do dia 30, quando acontece a entrega da pauta nacional de reivindicações para a Fenaban.

Democratização da mídia

Outra proposta apresentada pelo diretor da Contraf-CUT foi a de realizar um Seminário Nacional de Comunicação depois da Campanha 2013. "Precisamos aprofundar os debates sobre a luta pela democratização da mídia e contribuir para fortalecer a batalha por um marco regulatório das comunicações no Brasil", ressalta Ademir.


Fonte: Contraf-CUT

15ª Conferência dos Bancários aprova reivindicações da Campanha 2013

 A 15ª Conferência Nacional dos Bancários aprovou na plenária final, realizada neste domingo 21 em São Paulo, a estratégia, o calendário e a pauta de reivindicações da Campanha 2013, que terá como eixos centrais reajuste de 11,93% (inflação projetada do período mais aumento real de 5%), valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Diesse (R$ 2.860,21), defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral. A pauta de reivindicações será entregue à Fenaban no dia 30 de julho.
 
Participaram da Conferência, aberta na sexta-feira 19 no hotel Holiday Inn, 629 delegados de todo o país, dos quais 422 homens e 207 mulheres.

Para o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, a Campanha Nacional deste ano será muito forte. "Os bancários estão mais mobilizados que na greve do ano passado, inclusive pelo momento em que estamos vivendo. Esta Campanha não será apenas por questões corporativas, vamos lutar contra o PL 4330 da terceirização e por toda a pauta colocada pelas centrais sindicais. Também batalharemos pelas reformas que o país precisa, sobretudo a política e a tributária. E, claro, vamos continuar lutando pela realização da Conferência Nacional do Sistema Financeiro, pois temos de discutir que bancos queremos para o país. Agora, vamos à luta, pois todas as nossas conquistas só vieram com mobilização", resumiu Carlão.

Ousadia, unidade e mobilização

O presidente da Contraf-CUT destacou que a Conferência Nacional dos Bancários foi marcada pela unidade e participação. "Todas as forças que compõem o movimento sindical bancário participaram da Conferência, que foi bastante plural e produziu um debate muito rico", comentou.

Sobre as reivindicações dos bancários, Carlão destacou a valorização dos salários e do piso, a garantia de emprego e a importância de se melhorar as condições de trabalho. "Os bancários não aguentam mais as demissões e as péssimas condições de trabalho. Aliás, este ano, a luta contra o assédio moral e as metas abusivas terá um peso maior. Não podemos admitir que nossa categoria continue adoecendo física e psicologicamente por causa dos bancos", disse.

Principais reivindicações
  • Reajuste salarial de 11,93%: 5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%;
  • PLR: três salários mais R$ 5.553,15;
  • Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese);
  • Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional);
  • Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários;
  • Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que libera geral e precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;
  • Prevenção contra assaltos e sequestros, com fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;
  • Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes;

Agenda política


Os 629 delegados que participaram da conferência também aprovaram uma agenda política, com temas importantes da conjuntura nacional que precisam ser discutidos com os bancários e com a população. São eles:

* Combate sem tréguas ao PL 4330, que precariza as relações de trabalho.
* Reforma política, para democratizar o Estado.
* Reforma tributária, para corrigir injustiças.
* Marco regulatório da mídia visando democratizar as comunicações.
* Conferência Nacional do Sistema Financeiro.
* Investir 10% do PIB na educação.
* Investir 10% do orçamento em saúde.
* Transporte público de qualidade.

Calendário de luta

A 15ª Conferência aprovou ainda um calendário de luta que mescla o engajamento da categoria tanto na Campanha Nacional dos Bancários quanto na pauta de reivindicações da CUT e demais centrais sindicais. Confira:

Até 29/7- Realização de assembléias para aprovar a pauta definida na 15ª Conferência.

30/7- Entrega da pauta de reivindicações à Fenaban.

6/8- Dia Nacional de Luta contra o PL 4330.

12 e 13/8- Mobilizações em Brasília para convencer os parlamentares a rejeitarem o PL 4330.

22/8- Dia Nacional de Luta dos Bancários, com passeatas no final do dia.

28/8- Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização.

30/8- Greve de 24 horas, em defesa da pauta geral dos trabalhadores apresentada ao governo e ao Congresso Nacional apresentada pela CUT e demais centrais sindicais.
 
Fonte: Rede de Comunicação dos Bancários

terça-feira, 25 de junho de 2013

15ª Conferência dos Bancários(as) do Rio Grande do Sul

Com a participação de 488 delegados e delegadas de todo o estado, a 15ª Conferência dos Bancários(as) do Rio Grande do Sul terminou no início da tarde deste domingo. A plenária final foi dividida em seis eixos deliberativos, e as definições serão encaminhadas à Conferência Nacional Bancária.

O primeiro tema foi "emprego". Nesse tópico, a questão mais lembrada foi a necessidade de fotalecer a luta contra o PL 4330, que regulamenta as terceirizações.
 
No tema "reestruturação produtiva", uma gama de subtemas foi pautada: regulamentação do sistema financeiro e realização de conferência para promover esse debate; a questão da implementação de tecnologia que permite efetivação de pagamentos via celular e o combate à MP 615; a questão dos correspondentes bancários; entre outros. 
 
Em "remuneração", a principal discussão foi sobre o índice a ser exigido na Campanha Salarial 2013. A proposta mais votada foi a de 18%. 
 
Em "condições de trabalho", discutiu-se a saúde do trabalhador, e os ataques a ela por meio do assédio moral. A plenária atribuiu esse assédio, principalmente, à imposição de metas abusivas, e entendeu que essa deve continuar sendo pauta central para o movimento sindical.
 
Sobre estratégias para a campanha salarial, de forma unânime, os delegados e delegadas votaram que a negociação deve ser unificada, com mesas concomitantes.
 
Por fim, foram eleitos(as) os(as) 38 delegados(as) que representarão os bancários e bancárias gaúchos na Conferência Nacional que será realizada em São Paulo nos dias 19 a 21 de Julho.
 
Fonte: Fetrafi

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Estatuto a ser aprovado na assembléia extraordinaria do dia 25/06/2013

 Companheiros

Para consultar o Estatuto a ser votado na assembléia de Ratificação dos Atos Constitutivos do Sindicato dos Bancários de Ijuí a ser realizada no  dia 25/06/2013 clique no link abaixo

Estatuto com alterações

Edital ASSEMBLÉIA EXTRAORDINÁRIA DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS CONSTITUTIVOS DO SINDICATO



EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS CONSTITUTIVOS DO SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE IJUÍ

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Ijuí, CNPJ: 89.651.533/0001-47, por sua Diretoria, CONVOCA todos os associados, lotados nos municípios de Ijuí, Augusto Pestana, Jóia, Catuípe, Ajuricaba, Panambi, Condor, Chiapetta e Santo Augusto, para Assembléia Geral Extraordinária a realizar-se no dia 25 de junho de 2013 às 17:30h em primeira convocação, e, em segunda e última chamada às 18:00 horas, na Sede do sindicato, situado à rua Sete de Setembro, 345, sala 21, Ijuí/RS, tendo como objetivo deliberar sobre os seguintes assuntos: 1. Ratificar os Atos Constitutivos do Sindicato; 2. Alterar artigos da Norma Estatutária original, conforme proposta divulgada na página eletrônica da entidade, www.sindicatodosbancarios.blogspot.com.br 3. Suspender a assembléia e delegar poderes para a Mesa Coordenadora dos Trabalhos percorrer os principais locais de trabalho dos bancários, e convidar os associados ausentes a exercerem o seu direito de voto, por meio de urna coletora. 4. Data, local e horário da reinstalação da assembléia para apuração dos votos e proclamação do resultado.

Ijuí/RS 21 de junho de 2013.

_______________________________
Moacir Scheuer Deves
Coordenador Diretoria de Política Sindical

quarta-feira, 5 de junho de 2013

15ª Conferência Estadual dos Trabalhadoras e Trabalhadores em Instituições Financeiras do RS

Bancários!

Dando continuidade as atividades de preparação de nossa campanha salarial 2013 a nossa Federação realizará nos dias 22 e 23 de junho (sábado e domingo), no Hotel Embaixador em Porto Alegre/RS a Conferência Estadual dos Trabalhadores em Instituições Financeiras.
Neste encontro são estabelecidas as propostas do Rio Grande do Sul, inclusive nossa proposta de índice de recomposição salarial e a escolha dos nossos negociadores. Também é eleita a delegação gaúcha que participa da Conferência Nacional em Julho, onde estes dados são finalizados.
Esta atividade é aberta a participação dos colegas que tenham interesse em debater nossas pautas de reivindicações da próxima Campanha Salarial.
Desta forma estamos enviando este convite a todas e todos os colegas da nossa base que tenham interesse em participar da Conferência, nestes dois dias, para organizarmos a nossa delegação.
Caso queiram participar, contatem com o Sindicato, através dos telefones 3332 8310 ou 3332 8390 ou pelo e-mail seebijui@gmail.com, preferencialmente até o dia 17 de junho (segunda-feira).