segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Banrisulenses promovem Dia do Amarelo nesta quarta-feira


          Mobilização marca o início da Campanha Salarial para os banrisulenses, com reivindicação de questões específicas. Entrega na pauta à direção ocorre no mesmo dia.
          Nesta quarta-feira os banrisulenses farão uma manifestação diferente. Em vez de vestirem roupas de cor preta, usarão peças amarelas para trabalhar. O objetivo é reivindicar da direção do banco o pagamento imediato das promoções, o retorno da ginástica laboral e o fim das metas abusivas. A mobilização está sendo convocada pela Fetrafi-RS, SindBancários e Comando dos Banrisulenses.
        

          Fim das metas 
          Na última edição do informativo Nossa Voz, veiculada no mês de julho, o movimento sindical bancário denunciou a rotina de metas abusivas imposta aos funcionários do Banrisul, principalmente aos Caixas, Plataformistas e Operadores de Negócios.
          Promoções atrasadas
          A direção do Banrisul ainda não divulgou aos funcionários a abertura do processo das promoções regulamentares 2010. O movimento sindical reivindica a divulgação imediata e o pagamento em folha suplementar.
           Ginástica Laboral
           O Dia do Amarelo também irá cobrar o retorno do Programa de Ginástica Laboral, suspenso pelo banco em 2009, sob alegação de baixa freqüência dos banrisulenses. Entretanto, de acordo com uma consulta feita pelo SESMT, com a participação de representantes dos trabalhadores na Comissão Paritária de Saúde, cerca de 90% dos funcionários querem o retorno do programa o mais breve possível.
           Entrega da pauta
           A entrega da pauta de reivindicações específicas dos banrisulenses, inicialmente agendada para o dia 26, quinta-feira, foi remarcada após solicitação da direção do banco, para o mesmo dia da mobilização (25), às 16h30. A entrega será feita pelo Comando dos Banrisulenses, na Direção Geral do Banrisul.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Calendário de negociação específica com a Caixa será definido nesta quarta-feira

          Nesta quarta-feira, dia 25 de agosto, às 16 horas, em Brasília (DF), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e a Caixa Econômica Federal se reúnem para definir o calendário de negociações da pauta específica da campanha salarial 2010.
           Nessa reunião, além de tratar de questões pendentes na mesa permanente, como a instauração dos comitês de prevenção de conflitos (combate ao assédio moral), negociado na campanha salarial do ano passado, a Contraf/CUT – Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) irá entregar documento para a empresa, no qual aponta os itens prioritários para as discussões da mesa específica da campanha salarial deste ano. Também, na ocasião, será estabelecido calendário para as negociações entre os representantes dos trabalhadores e da empresa.
           Para as negociações específicas com a Caixa, entre as principais resoluções aprovadas pelo 26º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), ocorrido entre os dias 28 e 30 de abril, em São Paulo, estão a valorização dos salários, a isonomia de direitos entre novos e antigos empregados, as condições de trabalho, o fim das metas abusivas, a melhoria da prevenção e da assistência à saúde e contratação de mais empregados.
Fonte: Fenae

Comando Nacional negocia nesta terça com a Fenaban e orienta mobilizações

          A primeira rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2010 será realizada nesta terça-feira, dia 24, às 15h, em São Paulo. O Comando Nacional dos Bancários vai discutir com a Fenaban as reivindicações de saúde e condições de trabalho, com foco no combate ao assédio moral e às metas abusivas. Também será definido o calendário das próximas negociações. Os representantes dos bancários gaúchos na negociação serão os diretores, Amaro Souza da Fetrafi-RS e Éverton Gimenis, do Sindbancários.
           Ao mesmo tempo, a Contraf-CUT está orientando os sindicatos a realizarem atividades para mobilizar os bancários e pressionar os bancos. "A melhoria da qualidade de vida está entre as prioridades dos bancários nesta campanha. Os trabalhadores não aguentam mais o ambiente de trabalho estressante e as metas inatingíveis dos modelos de gestão dos bancos, que favorecem o assédio moral", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando. "O fechamento da Campanha Nacional deste ano vai passar pela construção de alternativas que modifiquem essa realidade, garantindo melhores condições de trabalho e mais saúde para os bancários", completa.
Veja as principais reivindicações dos bancários sobre Saúde do Trabalhador:
- Combate ao assédio moral.
- Fim das metas abusivas.
- manutenção de todos os direitos aos afastados por problemas de saúde.
- Assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa.
Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

Bancários do Santander são enganados com falso pagamento da renda variável

          Os funcionários do Santander estão indignados e se sentindo enganados pelo banco. De acordo com denúncias que chegaram para a Contraf-CUT e aos sindicatos, diversos gestores do banco teriam feito reuniões em agências e incitado os trabalhadores a vender mais e mais produtos e bater as metas abusivas, com a promessa de que receberiam a renda variável do primeiro semestre em agosto, o que não ocorreu na sexta-feira, dia 20, quando foi creditada a folha deste mês.
            Na realidade, os bancários foram ludibriados por esses gestores, alimentaram falsas expectativas e agora estão muito frustrados. Os valores dos programas de remuneração variável dos primeiros seis meses do ano serão pagos juntamente com a primeira parcela da PLR, o que deve ocorrer logo após a assinatura da convenção coletiva entre as entidades sindicais e a Fenaban. Os valores do segundo semestre serão creditados junto com a segunda parcela da PLR.
           O assunto foi discutido na negociação sobre o trabalho no Call Center do Santander, ocorrida na tarde da última sexta-feira, em São Paulo. Os dirigentes sindicais reclamaram da postura do banco, cujos representantes não souberam explicar o que aconteceu. "É inadmissível a falta de responsabilidade desses gestores do banco, que agiram sem ética e nenhum compromisso com a verdade", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.
           "Solicitamos uma nota de esclarecimento do banco para a rede de agências, pois uma instituição, que quer ser a melhor empresa para se trabalhar, não pode tolerar esse comportamento inaceitável", ressalta o dirigente sindical.
           "Os gestores levaram os bancários a uma falsa interpretação e agora os trabalhadores estão indignados, com razão", destaca a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa. "O que causa estranheza é que não é um problema localizado, mas que está em toda a rede de agências."
          O diretor da Federação dos Bancários do RJ-ES, Paulo Garcez, considerou um enorme desrespeito do Santander. "Não é possível que esses gestores ignorem as regras dos programas de renda variável e enganem os trabalhadores para bater as metas abusivas do banco", denunciou.
         "Um banco, que fala tanto em fazer as coisas juntos, deveria respeitar mais seus funcionários e construir junto com os trabalhadores uma lógica de gestão que realmente funcione para todos", conclui Rita Berlofa.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb SP

Assembleia Estadual Unificada aprova ação coletiva contra a discriminação aos integrantes do Reg/Replan

Foto: Marisane Pereira - Fetrafi/RS
          A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do RS, e seus sindicatos filiados, segundo edital de convocação, promoveram no último sábado, 21,  a Assembléia Estadual Unificada dos participantes do Reg/Replan. O evento, realizado na Casa dos Bancários, em Porto Alegre, discutiu formas de enfrentar a discriminação sofrida por estes trabalhadores, que inicialmente foram impedidos pela Caixa de ingressar no novo Plano de Funções Gratificadas, implantado pela empresa no início de julho.
Foto: Marisane Pereira - Fetrafi/RS
          No Rio Grande do Sul, graças à liminar concedida pela juíza Simone Oliveira Paese, sobre a Ação Civil Pública nº 000818.61.2010.5.04.0002, da 2º Vara do Trabalho de Porto Alegre, os empregados vinculados ao Reg/Replan não-saldado, que possuem cargo em comissão no PCC98, obtiveram o direito de aderir ao novo PFG, sem restrição, de forma retroativa a 1º de julho.
          Entretanto, a discriminação não para por aí. Os empregados que optaram por permanecer no Reg/Replan, também foram impedidos de aderir à tabela salarial unificada (PCS) e, no caso daqueles que não possuem cargos em comissão, ainda foram tolhidos do direito de participar de processos de seleção interna executados pela Caixa.
          “Estamos aqui para ouvir, tirar dúvidas e deliberar encaminhamentos dos colegas da Caixa. As entidades sindicais e associativas continuam na luta contra a discriminação ao lado dos trabalhadores”, enfatizou o vice-presidente da APCEF/RS, Marcos Todt.
Origens da discriminação
          Todt explica que houve uma grande quebra no Acordo quando a Caixa criou a nova tabela salarial em 2008. “Aqui no estado nós tivemos um ano de estudo do GT PCS/Caixa sobre o tema com a assessoria da UFRGS. Nós construímos um plano de carreira sob a ótica dos trabalhadores, mas não conseguimos implementá-lo porque a Caixa não aceitou a proposta”.
          O dirigente lembra que por um período o movimento sindical teve que avaliar as possibilidades para entrar com ações judiciais contra a discriminação. Segundo ele, isto ocorreu porque a proposta de unificação de tabelas foi aprovada pela maior parte das assembléias realizadas pelo país.
          “A Caixa implementou o PFG com grandes discriminações. A discussão que temos que fazer é essa. Temos que ser solidários sem qualquer dúvida. Não é questão de definir qual plano é o melhor, a questão é que a Caixa não pode cometer discriminação. Isto é ilegal”, finalizou Todt.
          O vice-presidente da APCEF/RS salientou ainda que a ação inicial, elaborada pela Assessoria Jurídica da Fetrafi-RS, foi enviada para todas as entidades sindicais do país após a concessão da liminar em Porto Alegre. Inicialmente, os empregados gaúchos tentaram agregar outras entidades do país para ingressar com uma ação em Brasília, de abrangência nacional, mas não tiveram apoio.
Avaliação jurídica
          O assessor Jurídico da Fetrafi-RS, o advogado Milton Fagundes, observa que a discriminação começou em julho de 2008 quando a Caixa divulgou uma Circular Interna determinando que os sindicatos realizassem assembleias para aprovar ou não, a nova estrutura salarial imposta pela empresa.
           “Tratava-se de uma proposta que não permitia o ingresso para aqueles que eram do Reg/Replan. Na época nós alertamos que esta atitude da Caixa estava à margem da legalidade”.
          O advogado diz que a Caixa adotou uma antiga estratégia e conseguiu dividir os interesses dos empregados. Com isso, implantou uma nova medida através da norma coletiva, com o pressuposto de que a maior parte dos trabalhadores a aprovariam.
          Fagundes destacou que o Encontro Estadual, convocado por todos os sindicatos e com caráter deliberativo, é a instância correta que vai se contrapor à parte decisão da assembléia realizada em 2008 que viabiliza a discriminação.
         “Se vocês deliberarem que as entidades de vocês estão autorizadas, a partir de uma sistemática que veio crescendo, elas estarão autorizadas a fazer esta nova ação e com novos pedidos.
Deliberação
          Ao final do Encontro, os empregados da Caixa e integrantes do Reg/Replan presentes no evento aprovaram por unanimidade a autorização às entidades sindicais, para que os representem legalmente em ações contra a discriminação gerada pela Caixa.
          A Fetrafi-RS também disponibilizou um endereço eletrônico exclusivo para que os integrantes do Reg/Replan esclareçam suas dúvidas diretamente com a Assessoria Jurídica da entidade: regreplan@feebrs.org.br
Fonte: Imprensa Fetrafi/RS

sábado, 21 de agosto de 2010

Bancários lançam Campanha Salarial 2010 com grande mobilização em Porto Alegre

          Passeata integrada por dirigentes sindicais e bancários de todo o estado percorreu as principais ruas do centro da Capital.
Fotos: Marisane Pereira - Fetrafi/RS
          Os bancários deram a largada para mais uma Campanha Salarial nesta sexta-feira, em Porto Alegre. No fim da manhã centenas de dirigentes, delegados sindicais e bancários participaram de uma passeata pelas principais ruas do centro da Capital para o lançamento da campanha deste ano: É hora de enfrentar o medo!
           A passeata foi animada por uma bateria de escola de samba e um grupo teatral, que dramatizou o enfrentamento ao dragão banqueiro, uma alusão à Federação Nacional dos Bancos. Por onde passou a manifestação chamou a atenção da população. A atividade manteve a tradição dos bancários de realizar amplas manifestações de rua para marcar o início da Campanha.
           Através do carro de som, os dirigentes sindicais destacaram as reivindicações e objetivos da Campanha Salarial 2010. Mais uma vez a categoria parte para a campanha unificada com negociações concomitantes com os bancos públicos. A estratégia dos bancários é agilizar as negociações com os banqueiros, mantendo a mobilização da categoria nos locais de trabalho.
           O diretor da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional, Arnoni Hanke, salienta que os bancários estão preparados para encarar as negociações com a Fenaban. “Temos objetivos claros como o aumento real nos salários, a valorização dos pisos, a melhoria da PLR e das condições de trabalho. Vamos organizar e  e mobilizar os trabalhadores para atingir estes objetivos ".
Foto: Marisane Pereira - Fetrafi/RS
          Já o presidente do SindBancários, Juberlei Bacelo, diz que a categoria não aceita a ganância dos bancos e vai enfrentar o medo para garantir uma Campanha Salarial vitoriosa. “Os bancos têm condições de contemplar as nossas reivindicações. É hora de enfrentar o medo e os banqueiros em mais este embate. Com a nossa mobilização vamos ter sucesso nesta campanha”.
          A diretora do SindBancários e funcionária do Banrisul, Lourdes Rossoni, ressaltou a importância do diálogo com a sociedade durante a Campanha Salarial. “Não estamos reivindicando apenas melhores salários, mas a qualificação do atendimento e a redução dos juros e tarifas, o que beneficia os usuários e clientes”.
          O diretor  de Saúde da Fetrafi-RS, Amaro Souza diz que uma das prioridades desta campanha é enfrentar o assédio moral e todos os problemas relacionados à violência organizacional . "Estamos propondo uma campanha de enfrentamento com os banqueiros para melhorar as condições de trabalho e de saúde dos bancários. É hora de superar o medo para lutar e arrancar avanços".
Reivindicações
           Os bancários querem reajuste de 11%, valorização dos pisos salariais, PLR maior, mais contratações, garantia de emprego, fim do assédio moral e das metas abusivas, plano de cargos e salários, segurança contra assaltos, e previdência complementar e igualdade de oportunidades para todos, dentre outros itens.
Primeira negociação com a Fenaban
          
A primeira rodada de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), ocorre na próxima terça-feira, 24, às 15h, em São Paulo. Os representantes dos bancários gaúchos na negociação serão o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza e o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo.
Entrega da Minuta ao Sindicato dos Bancos
          A Fetrafi-RS protocolou nesta sexta-feira a entrega da Minuta de Reivindicações da Categoria Bancária 2010 ao Sindicato dos Bancos dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O documento agrega todos os temas que serão negociados na Campanha Salarial.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Lançada campanha 'Menos Metas, Mais Saúde' em seminário sobre assédio moral

           Diretor da Fetrafi-RS fez nova apresentação da campanha Tudo Tem Limite: tolerância zero com a violência dos bancos.
          Contraf-CUT promoveu o lançamento nacional, ao vivo, da campanha "Menos Metas, Mais Saúde", nesta quarta-feira, 18 de agosto, no auditório da entidade, em São Paulo, com a realização de um seminário sobre o assédio moral. Os palestrantes Roberto Heloani, doutor em Psicologia Social, professor e pesquisador da Unicamp e da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), e Margarida Barreto, especialista, pesquisadora e médica do trabalho, debateram as novas formas de gestão e a cobrança por produtividade que tanto têm afetado a saúde mental e a dignidade dos bancários.
           A mesa de abertura foi coordenada pelo secretário de saúde da Contraf-CUT e membro da comissão do Instituto Nacional de Saúde do Trabalhador da CUT (Inst-CUT), Plínio Pavão. Também participaram o secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros, e a assessora da Secretaria Nacional de Organização da CUT, Cláudia Rejane de Lima, representando Manoel Messias Melo, secretário de Saúde do Trabalhador da CUT.
            Para Plínio, é fundamental difundir a campanha e discuti-la na mesa de negociação com os banqueiros. "Temos insistido na importância de se debater a organização do trabalho e, para isso, é preciso que o bancário se conscientize, uma vez que as metas estão inseridas neste contexto", destaca Plínio.
            "O trabalho deve nos ajudar a viver melhor, e não o contrário. Por isso, é essencial debater o tema do assédio moral entre os bancários. Precisamos discutir a violência organizacional, entre outros temas, para definir o rumo que tomaremos em defesa dos direitos dos trabalhadores", ressalta Marcel.
            Para Claudia Rejane, os bancários têm participado ativamente da política de Saúde do Trabalhador da CUT, colaborando para que fosse criada a Secretaria Nacional de Saúde do Trabalhador da CUT. "Também foi brilhante a abertura de espaço para os bancários denunciarem a lógica perversa de trabalho no qual estão inseridos, assim como a discussão dos limites físicos, psíquicos e o sofrimento que passa o trabalhador. Temos que lutar pela saúde, satisfação e para que a dimensão política do trabalho esteja sempre em evidência", frisa Claudia.
          O diretor de Saúde da Fetrafi-RS, Amaro Souza, apresentou novamente a campanha Tudo Tem Limite: tolerância zero com a violência dos bancos à Contraf/CUT. “Destacamos a necessidade da Contraf ter um olhar mais próximo dos sindicatos que têm ações concretas na área da saúde bancária. A Fertrafi-RS e o SindBancários já desenvolvem desde 2009 um projeto de vanguarda, que evidencia as contradições e as formas de violência nos bancos e aponta soluções para o problema. Tudo isto com a participação efetiva da categoria. Nosso objetivo é coibir e abolir todas as formas violência organizacional. Reiteramos que a Contraf deve fazer um projeto nacional nos mesmos moldes para aplicação em todo o país”, afirma Amaro.
Metas na lógica da luta de classes
           Para Heloani, as metas fazem parte de uma lógica não somente da organização do trabalho, mas também da luta de classes. "São questões centrais obscurecidas pela tecnologia e que trazem a impossibilidade do trabalhador se indignar por si e pelos outros".
           Heloani apresentou um histórico da evolução do trabalho no setor bancário, enfatizando o processo de reestruturação ocorrido na década de 1990, quando foi intensificada a automação dos serviços, o enxugamento dos postos de trabalho e os programas de demissões voluntárias (PDV´s), que propiciaram o aumento exorbitante nos lucros dos bancos. "Havia naquele período número maior que o dobro de bancários que há atualmente. Este foi o resultado de um conceito gerido pelo 'Deus Mercado', que se apresenta como racional, não é corrupto e que ainda diz que dialoga de igual para igual com todos atores sociais. Ou seja, sempre estará direcionado para aquele que oferece mais lucros", ironiza Heloani.
           Na avaliação de Margarida Barreto, as metas são um desafio que diz respeito a todos os trabalhadores e não somente aqueles que tem o problema manifestado. "O assédio moral faz parte da organização coletiva. Não podemos cair na indiferença com quem está ao nosso lado. Quando isso acontece, se banaliza e se caminha para a barbárie. A violência organizacional é um problema que diz respeito a todos nós", afirma a especialista.
Metas insanas e inalcansáveis
           A médica do trabalho classifica as metas como insanas e inalcansáveis, criticando as empresas que estimulam o trabalhador em muitos casos com brindes e presentes. "As políticas de metas são pensadas e analisadas pelos superiores de forma autoritária, unilateral e inatingível. Trata-se de um modelo de gestão baseado na 'excelência' que tem uma única mensagem: 'vender, vender, vender'. O trabalhador tem a obrigação de ser forte, produzir melhor que o concorrente, atender todas as demandas e canalizar as energias individualmente", ressalta Margarida Barreto.
           Para ela, a forma como o trabalho está organizado mexe na estrutura da nossa cabeça. "Desestrutura nossa forma de pensar, agir, de se relacionar com o outro, com nossa família, amigos. Se o trabalho é ensandecido, nós também ficamos. Nosso corpo responde com adoecimento através da depressão, irritação, alteração constante de humor, sensação de pânico, medo, falta de estímulo para se locomover ao trabalho, e até mesmo com o suicídio. Aquele que está sofrendo, imagina que o único modo de se livrar de todos os problemas é acabando com a própria vida. Assim se livra de tudo", alerta a pesquisadora.
           Heloani ainda contesta o modo como as empresas fazem a política de metas sem consultar os trabalhadores. "Como é possível estabelecer metas sem contar com a opinião daquele que a pratica?", questiona Heloani.
           Para ele, uma política de metas aceitável seria aquela compatível com os limites do trabalhador e que não ocasione um desgaste na saúde de uma forma geral. Ou seja, metas com anuência daquele que trabalha. "É como diz o médico francês Christophe Dejours: 'quem conhece o limite é o trabalhador'. É o bancário que sabe os limites físicos e psíquicos no qual atua e sofre. Da forma como acontece, não só se escraviza, como também compromete a saúde e a relação do trabalhador com a família, amigos etc", conclui Heloani.
           Ao final do evento, que contou com mais de 70 participantes, houve debates sobre os temas expostos. Logo após, o presidente da Contraf-CUT promoveu o lançamento do primeiro volume dos Cadernos Contraf-CUT, coletânea temática que será publicada periodicamente para aprofundar assuntos como: saúde, emprego, ramo financeiro e igualdade de oportunidades, dentre outros.
Fonte: Contraf-CUT com edição da Fetrafi-RS

Fetrafi-RS e sindicatos filiados lançam Campanha Salarial em Porto Alegre

          Ato público será realizado nesta sexta-feira, às 12h, na Praça da Alfândega, no Centro da Capital. Primeira negociação com a Fenaban ocorre no dia 24 de agosto, próxima terça-feira.
          A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do RS realiza um grande ato público nesta sexta-feira, 20 de agosto, para lançar a Campanha Salarial 2010 no estado. A manifestação contará com a participação de bancários e sindicalistas oriundos das bases territoriais dos 38 sindicatos filiados à Fetrafi-RS. Também marcarão presença na atividade delegados e delegadas sindicais da Caixa, Banco do Brasil e Banrisul, que participam no mesmo dia da programação do projeto Diálogos para Ação, na Casa dos Bancários.
           Segundo o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke, os bancários já estão mobilizados e no clima da Campanha Salarial 2010. “O tema da mídia da campanha deste ano dá o recado aos banqueiros e incentiva a unidade da categoria: É hora de enfrentar o medo! Vamos lutar pela valorização da categoria, por uma remuneração justa e por melhores condições de trabalho. Temos muito a conquistar do setor que mais lucra no país”, destaca Hanke.
Minuta de Reivindicações 
          Os bancários querem reajuste de 11%, valorização dos pisos salariais, PLR maior, mais contratações, garantia de emprego, fim do assédio moral e das metas abusivas, plano de cargos e salários, segurança contra assaltos, e previdência complementar e igualdade de oportunidades para todos, dentre outros itens.
Primeira negociação com a Fenaban
           A primeira rodada de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), ocorre na próxima terça-feira, 24, às 15h, em São Paulo. Os representantes dos bancários gaúchos na negociação serão o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza e o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo.
Bancos públicos

           Este ano a estratégia de campanha aprovada pela Conferência Nacional dos Bancários, realizada no fim de julho no Rio de Janeiro, manteve a realização de mesas de negociações concomitantes com os bancos públicos. Isto significa que os bancários também terão um calendário para negociar reivindicações específicas com as direções destes bancos.
Banrisul

           A pauta de reivindicações específicas dos funcionários do Banrisul, aprovada pelo 18º Encontro Nacional dos Banrisulenses, será entregue à direção do banco na próxima quinta-feira, 26, às 16h. O movimento sindical pretende estabelecer um calendário de negociação específico com o Banrisul para a discussão das reivindicações.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Café da Manhã dos aposentados Caixa em Ijuí

          Aconteceu na última terça-feira, dia 17 de agosto, na sala de reuniões do Edifício Hass Center, um café da manhã de confraternização dos aposentados da Caixa da base do Sindicato dos Bancários de Ijuí.

         Durante o encontro foram tratados de temas de interesse dos aposentados: ações judiciais (ticket alimentação) e rede credenciada Saúde Caixa.
          Ficou definido que a partir de agora os colegas aposentados se reunirão a cada dois meses.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lucro do Banco do Brasil sobe 26,5% e atinge R$ 5,1 bi no semestre

           O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no primeiro semestre de 2010, crescimento de 26,5% em relação ao mesmo período de 2009, de acordo com o balanço financeiro divulgado na manhã desta segunda-feira.
           A instituição aponta o aumento do crédito e a queda da inadimplência como os principais fatores que proporcionaram o resultado positivo do período.
           No segundo trimestre, o resultado líquido foi de R$ 2,7 bilhões, alta 15,9% sobre o primeiro trimestre, cujo resultado foi de R$ 2,35 bilhões. Em relação ao segundo trimestre de 2009, o crescimento foi de 16,1%.
           O lucro do BB, maior instituição financeira do país, foi o segundo maior reportado pelos bancos no semestre, atrás apenas do Itaú Unibanco, cujo lucro líquido registrado foi de R$ 6,4 bilhões.
          Os ativos totais da instituição alcançaram R$ 755,7 bilhões ao final de junho, crescimento de 26,2% em relação a junho de 2009 e de 4,3% sobre o final do trimestre anterior, consolidando-se como o maior banco da América Latina em ativos totais.
CRÉDITO
           No segmento de crédito para empresas, a carteira evoluiu 31,2% em 12 meses e 5,9% sobre o trimestre anterior, totalizando R$ 135,6 bilhões em junho de 2010. Destaque para o capital de giro que cresceu 41,8% em 12 meses e 11,1% no trimestre, registrando saldo de R$ 67,5 bilhões.
           O crédito às pessoas físicas chegou a R$ 101,1 bilhões ao final do segundo trimestre de 2010, crescimento de 47,7% em um ano e de 6,3% no trimestre. Segundo o banco, este montante representa 31% da carteira total do BB contra os 27,1% observados no mesmo período do ano anterior.
           Entre as linhas de crédito mais relevantes, destaque para o crescimento do crédito consignado que atingiu R$ 40,5 bilhões, expansão de 37,1% em 12 meses. Esse desempenho garantiu ao Banco do Brasil 32,8% de participação de mercado o que reforça a posição de liderança do BB no segmento.
As operações de financiamento a veículos cresceram 178,4% em relação ao segundo semestre de 2009, totalizando R$ 22,8 bilhões ao final de junho de 2010, resultado reforçado pela parceria com o Banco Votorantim, conferindo ao BB 13,6% de participação de mercado.
           O crédito imobiliário continua em alta, registrando R$ 2,1 bilhões no semestre, expansão de 84,9% em 12 meses.
           A carteira de crédito em conceito ampliado, que inclui garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, registrou R$ 349,8 bilhões no final do primeiro semestre, crescimento de 6,8% no trimestre e de 41,1% em 12 meses.
INADIMPLÊNCIA
           No trimestre, os índices de inadimplência do BB observaram uma tendência de queda intensificada, aproximando-se dos patamares observados em 2008. As operações vencidas há mais de 90 dias atingiram 2,7% da carteira de crédito, melhora de 40 pontos base no trimestre e de 60 pontos base em relação a junho de 2009, enquanto o SFN registrou índice de inadimplência de 3,7%.
           "Trata-se do menor patamar desde dezembro de 2008", ressalta o comunicado do banco. 
Fonte: Folha.com

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Fetrafi-RS lançará Campanha Salarial 2010 no estado no dia 20 de agosto

          Datas foram definidas na reunião Comando Nacional, ocorrida na última quarta-feira, 11. Primeira rodada de negociações ocorrerá no dia 24 de agosto.
          Em reunião ocorrida na tarde da última quarta-feira, dia 11, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários definiu a semana de 16 a 20 de agosto para fazer o lançamento da Campanha Nacional 2010 nos estados. A pauta de reivindicações foi entregue na manhã desta quarta-feira para a Fenaban e a primeira rodada de negociações ocorrerá no dia 24 de agosto.
           “As negociações devem começar logo na mesa da Fenaban e também, concomitantemente, nos bancos públicos. Esperamos que este ano estre processo seja mais ágil e os resultados positivos para a categoria bancária”, declara o diretor da Fetrafi-RS e integrante do Comando Nacional dos Bancários, Arnoni Hanke.
           Arnoni ressalta ainda que os bancários devem participar ativamente da Campanha para que os avanços sejam consolidados. “Os lucros das intituições financeiras, atingidos através de muito esforço dos trabalhadores, mostra que existem condições de avançarmos em conquistas importantes para a categoria bancária, como na área da reunreação e das condições de saúde e segurança no local de trabalho”, finaliza Arnoni.
           Os bancários querem reajuste de 11%, valorização dos pisos salariais, PLR maior, mais contratações, garantia de emprego, fim do assédio moral e das metas abusivas, plano de cargos e salários, segurança contra assaltos, e previdência complementar e igualdade de oportunidades para todos, dentre outros itens.
          A Fetrafi-RS lançará a Campanha Salarial no Rio Grande do Sul no dia 20 de agosto. Além disso, mais três grandes sindicatos já definiram as datas de lançamento: São Paulo, dia 16; Rio de Janeiro e Brasília, dia 17.

Negociações com bancos públicos 
         
O Comando Nacional também definiu o agendamento de datas para a entrega das pautas de reivindicações específicas e o início das negociações com os bancos federais (BB, Caixa, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste do Brasil) e estaduais (Banrisul, Banpará, Banese, Banestes, e Banco Regional de Brasília). A estratégia da campanha unificada prevê negociações simultâneas com os bancos públicos.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS com informações da Contraf-CUT

Primeira negociação entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban acontece dia 24

         Primeira reunião discutirá as reivindicações de saúde e condições de trabalho e irá definir o calendário das próximas negociações.
          A primeira rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2010 será realizada no dia 24 de agosto, às 15h, em São Paulo. A data foi definida entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Na primeira reunião, serão discutidas as reivindicações de saúde e condições de trabalho. Também será definido o calendário das próximas negociações da campanha. A marcação da primeira rodada ocorre um dia após a entrega da pauta de reivindicações para os banqueiros.
           "A melhoria da qualidade de vida é uma das maiores preocupações dos bancários, que sofrem com um modelo de negócios que impõe metas abusivas e abre espaço para o assédio moral, levando ao adoecimento. Os debates dessa primeira reunião serão fundamentais para mudar essa situação e buscar um ambiente de trabalho saudável para os trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
           Antes da negociação, os sindicatos e as federações promovem o lançamento da campanha unificada nos estados. Conforme orientação do Comando Nacional, as atividades serão realizadas na próxima semana, em todo país.

Principais reivindicações sobre Saúde do Trabalhador:
- Fim das metas abusivas
- Combate ao assédio moral
- Prevenção contra os riscos de adoecimentos
- Programa de Reabilitação Profissional em todos os bancos
- Promoção da saúde da mulher
- Assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa
- Manutenção de todos os direitos aos afastados por problemas de saúde

Lançamento nacional da campanha Menos metas, mais saúde
          Para fomentar o debate sobre o tema, a Contraf-CUT realizará no próximo dia 18 o seminário "Como as novas formas de gestão e a cobrança por produtividade têm afetado a saúde mental e a dignidade do trabalhador bancário". O evento marcará o lançamento nacional da campanha "Menos metas, mais saúde" e terá participação da médica do trabalho Margarida Barreto, e de Roberto Heloani, doutor em Psicologia Social e professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas.
           Fonte: Contraf-CUT

Lucro da Caixa sobe 44% para R$ 1,7 bi no 1º semestre

          A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (12) lucro líquido de R$ 890 milhões no segundo trimestre, alta de 26,1% ante o mesmo período de 2009. No primeiro semestre, o lucro foi de R$ 1,7 bilhão, expansão de 44,1% na comparação com igual período do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido médio alcançou 25 8%, o mais elevado até agora entre os grandes bancos brasileiros.
          O resultado do banco foi puxado pela forte expansão do crédito, principalmente o imobiliário. O saldo total da carteira alcançou R$ 86,9 bilhões no final de junho, avanço de 58%. Com esse desempenho, a participação do banco no crédito imobiliário do País cresceu 3,4 pontos porcentuais e chegou a 75,9%.
          No total, o saldo de empréstimos do banco chegou a R$ 149,152 bilhões, expansão de 50,3%. Na carteira comercial (que exclui os setores imobiliário e de infraestrutura) para pessoa física, o saldo de final de junho foi de R$ 24,9 bilhões, expansão de 35 4%, enquanto para pessoas jurídicas houve alta de 47,4%, para R$ 27 bilhões.
          O vice-presidente de Finanças da Caixa, Marcio Percival, prevê que os empréstimos vão continuar aquecidos até o final do ano, por conta da expansão da economia. O banco trabalha com previsão de crescimento de 45% para a carteira de crédito total em 2010.

Menor inadimplência          
          Assim como nos bancos privados, a Caixa registrou queda dos calotes e ficou com o menor indicador de inadimplência do mercado (o Banco do Brasil só divulgará seus números na segunda-feira). A taxa total de inadimplência, considerando os atrasos superiores a 90 dias, terminou o semestre em 2,3%, abaixo do indicador de junho do ano passado, de 2,6%. "O crescimento da economia ajudou a melhorar esses números. Estamos crescendo com melhora da qualidade de ativos e com menor inadimplência", destaca Percival.
          No crédito imobiliário, a taxa de inadimplência ficou em 1,7%, também com queda na comparação com junho do ano passado, quando estava em 2%. Para efeito de comparação, o Bradesco fechou junho com 4% e o Itaú, com 4,6%. Na carteira comercial (que inclui os empréstimos para pessoas físicas), a inadimplência da Caixa foi de 3%.
         O índice de Basileia, indicador que mede quanto o banco pode crescer no crédito sem comprometer seu capital, terminou em 17 1%, ante 18,8% no mesmo período do ano passado. O Banco Central exige índice mínimo de 11%.
        As receitas com prestação de serviços cresceram 17,6%, para R$ 5 bilhões. Com o crescimento dos empréstimos, foram as tarifas ligadas ao crédito que mais cresceram, com expansão de 41,6%.

Crescimento orgânico
         A Caixa fechou junho com ativos de R$ 380,5 bilhões, crescimento de 11,3% no semestre. O banco teve crescimento orgânico. No semestre, ampliou sua base de clientes, que aumentou 5,7%, para 51 milhões, considerando correntistas e poupadores.
         Em entrevista à imprensa no início desta semana, quando anunciou a entrada da Caixa na bandeira de cartões Elo, a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, destacou que a instituição está abrindo 15 mil contas por dia, graças à expansão para a baixa renda. Desde 2003, quando começou seu programa de inclusão bancária, abriu 8 milhões de contas. 
Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Lucro do Banrisul cresce 44,7% no primeiro semestre

          Na comparação com o primeiro semestre de 2009, o lucro líquido do Banrisul cresceu de R$ 210,8 milhões para R$ 305 milhões, anunciou na manhã desta quarta-feira o presidente da instituição, Mateus Bandeira.
         Em cerimônia realizada no auditório do 4º andar da direção geral do banco, Bandeira destacou o aumento das receitas de créditos e a redução no nível de inadimplência, agora em 3,2%. Conforme o presidente, essa perfomance está melhor do que a média do mercado, em grande parte graças à estratégia do banco de crescer em crédito consignado, inclusive com a compra de carteiras de outros Estados.
          Em junho deste ano, o Banrisul atingiu um valor de ativos — principal indicador do porte das institutições financeiras — de R$ 31,1 bilhões, um crescimento de 12% em relação ao primeiro semestre de 2009.
          Bandeira destacou o aumento da presença do Banrisul em Santa Catarina, onde só no primeiro semestre foram abertas três agências, completando 40 fora do Estado. No Rio Grande do Sul, o banco fechou o semestre com 398 agências.
Assédio moral e abusos
          Para o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, embora o lucro obtido seja expressivo, é de se lamentar que o resultado tenha sido alcançado às custas do esforço desmedido do quadro de funcionários do banco. “Os trabalhadores são submetido a intenso assédio moral e constrangimentos. Em muitos casos, trabalhando literalmente às escuras nos locais de trabalho, para atingir as absurdas metas de contenção de custos” diz o diretor. “Esperamos que a contrapartida pelo resultado obtido seja na mesma proporção. A expectativa dos funcionários é por um pagamento imediato das promoções e uma RV decente”, declara Rocha.
Qualificação dos funcionários
          A cada balanço publicado pelo banco fica caracterizado o esforço, dedicação e a importância dos banrisulenses para obtenção destes resultados. Mesmo assim, a diretoria da instituição não demonstra o interesse em reconhecer esta dedicação, negando subsídios e custeios à qualificação do seu quadro funcional.
        O diretor da Fetrafi Amaro Souza alerta que este é o momento de avançar na luta dos banrisulenses. “Estamos começando novamente a Campanha Salarial. Sábado (14) será realizado o Encontro dos Banrisulenses onde estaremos também discutindo o resultado do balanço do primeiro semestre. Convidamos os funcionários a participarem da luta para garantir que este lucro resulte em aumento salarial digno, aumento significativo na PLR e para viabilizar melhores condições de saúde e trabalho e a democratização e melhoria dos benefícios na Fundação e Cabergs. A participação dos banrisulenses é essencial para avançar nestas conquistas”, completa Amaro.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS com informações ZH.com

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Febraban divulga nota à imprensa com número de assaltos a bancos desde o começo da década

          A Febraban, que resiste em dar transparência à estatística da violência nas instituições financeiras, enviou na última sexta-feira, dia 6, uma nota à imprensa, onde divulga os dados de assaltos a bancos no País desde 2000. A Diretoria de Comunicação Social registrou que "em decorrência dos investimentos em segurança realizados pelos bancos nos últimos anos o número de assaltos vem diminuindo gradualmente".

Veja os dados da Febrabran:
  • 2000 - 1.903 assaltos
  • 2001 - 1.302 assaltos
  • 2002 - 1.009 assaltos
  • 2003 - 886 assaltos
  • 2004 - 743 assaltos
  • 2005 - 585 assaltos
  • 2006 - 674 assaltos
  • 2007 - 529 assaltos
  • 2008 - 509 assaltos
  • 2009 - 430 assaltos
Avaliação dos bancários
          "A redução das ocorrências desde 2000 ocorre em função da instalação das portas de segurança com detectores de metais nas agências e postos a partir do final dos anos 90", avalia o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr.
          "Essa porta é um equipamento que troxe mais segurança para bancários, vigilantes e clientes e precisa ser mantida e estendida para as unidades que ainda não a possuem, além da implantação de outras medidas, como câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real, vidros blindados nas fachadas, divisórias individualizadas entre os caixas, e biombos entre as filas de espera e os caixas", destaca o dirigente sindical.
          "Entretanto, os números divulgados são ainda muito preocupantes e têm trazido uma sensação de medo e insegurança para os trabalhadores e a sociedade, além de deixar vítimas com mortes, feridos e pessoas traumatizadas", ressalta Ademir. No primeiro semestre deste ano, segundo levantamento da Contraf-CUT com base em notícias da imprensa, 11 pessoas foram mortas em ataques a bancos no País.

Aumento de roubos a bancos em São Paulo
         Conforme dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os roubos a bancos aumentaram no primeiro semestre deste ano. Houve 120 casos no Estado, um crescimento de 4,34% em comparação ao mesmo período de 2009, quando foram registradas 115 ocorrências.
          Na cidade de São Paulo, foram contabilizados no primeiro semestre 86 assaltos a bancos, um aumento de 13,15% diante dos 76 ataques verificados nos primeiros seis meses do ano passado.
 
Acesso às estatísticas de assaltos a bancos
          O acesso permanente aos números de assaltos é uma das reivindicações dos bancários que integra a pauta da Campanha Nacional 2010, a ser entregue nesta quarta-feira, dia 11, às 11h30, para a Fenaban, em São Paulo. A proposta já foi discutida com os representantes dos bancos, durante as reuniões da Mesa Temática de Segurança Bancária.
          "Queremos que os bancos apresentem esses dados a cada três meses para as entidades sindicais, a fim de podermos acompanhar a evolução da violência e buscar soluções para proteger a vida de trabalhadores e clientes", defende o diretor da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT

Caixa: Encontro Estadual reúne integrantes do REG/Replan em 21 de agosto


         A Decisão Antecipatória proferida pela juíza Simone Oliveira Paese, sobre a Ação Civil Pública nº 0000818.61.2010.5.04.0002, da 2º Vara do Trabalho de Porto Alegre garantiu aos empregados vinculados ao Reg/Replan não-saldado, que possuem cargo em comissão no PCC98, o direito de aderir ao novo PFG, sem restrição, de forma retroativa a 1º de julho.
        Porém, outras discrimações são impostas aos colegas que optaram por permanecer no Reg/Replan, em especial, a impossibilidade de aderir à tabela salarial unificada (PCS) e, caso o empregado não possua cargo em comissão, o impedimento de participar de PSI.
       Por conta disso, o Sindicato dos Bancários, em parceria com a Apcef-RS e a Fetrafi/RS, convida para o Encontro Estadual dos participantes do Reg/Replan, a ser realizado no dia 21 de agosto, sábado, a partir das 9h30, na Casa dos Bancários.
       No encontro, além de mobilização política, será apresentado pela assessoria jurídica proposta de ação judicial que possibilite fazer um apanhado geral de todas as discriminações que vêm sendo impostas por parte da Caixa.

Fonte: Apcef/Rs com edição Sindicato dos Bancários

STJ reconhece direito à desaposentação para obter benefício mais vantajoso

          Desaposentação é a possibilidade de abrir mão da aposentadoria e tentar receber outra com valor maior.
          O STJ (Superior Tribunal de Justiça) inovou na possibilidade da desaposentação. A situação típica é quando a pessoa se aposenta proporcionalmente, mas continua trabalhando e contribuindo para o INSS e, posteriormente, usa esse tempo para conseguir aposentadoria integral.
           Desaposentação é a possibilidade de abrir mão da aposentadoria e tentar receber outra com valor maior. Pode se candidatar a um novo benefício quem já se aposentou e continuou a trabalhar e a contribuir com a Previdência Social.
           Na primeira e segunda instância, tem sido admitida essa possibilidade, mas é exigida a devolução dos benefícios já pagos.
          Já o STJ tem entendido que, como a pessoa já contribuiu com a seguridade, não haveria por que devolver os benefícios pagos.
           O ministro Hamilton Carvalhido considerou que abdicar da aposentadoria é um direito do beneficiado que depende apenas de sua própria deliberação.
           "A aposentadoria é um direito patrimonial disponível [a pessoa pode abrir mão] e o interessado pode escolher o sistema que melhor lhe assiste", afirmou o magistrado.
           A ministra Laurita Vaz também entendeu nesse sentido, admitindo que um aposentado abrisse mão do benefício que recebia como trabalhador rural para poder receber outro mais vantajoso como trabalhador urbano.
Fonte: Agência DIAP com STJ

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Nova Legislação: Assédio moral pode virar acidente de trabalho

          PL observa que a ofensa moral vem sendo cada vez mais reconhecida como fator de risco nos ambientes de trabalho.
Foto: Divulgação
          A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei (PL 7202/10) que equipara o assédio moral à categoria de acidente de trabalho, para efeito da concessão de benefícios da Previdência Social. A legislação atual prevê apenas a lesão física contra o trabalhador – e desde que motivada por fato relacionado ao emprego – como hipótese de equiparação a acidente de trabalho.
           O projeto, de autoria dos deputados Ricardo Berzoini (PT-SP), Pepe Vargas (PT-RS), Jô Moraes (PC do B-MG), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Roberto Santiago (PV-SP), observa que a ofensa moral vem sendo cada vez mais reconhecida como fator de risco nos ambientes de trabalho, com destaque para o assédio moral.
          “Essas práticas podem causar danos à saúde física e mental não só daquele que é atingido, mas de todos que testemunham o ato”, afirma a justificativa da proposta. “Entendemos que, independentemente de ser ou não por motivo de disputa relacionada ao trabalho, a ofensa física ou moral intencional no ambiente de trabalho deve ser considerada acidente de trabalho”, argumentam os parlamentares.
          O deputado Ricardo Berzoini acrescenta que é importante ampliar a proteção aos trabalhadores contra qualquer tipo de agressão, seja física ou psicológica, daí a necessidade de alterar o conceito previsto na lei que regulamenta a concessão dos benefícios da Previdência (8.213/1991), que a define as situações em que a ofensa pode ser equiparada a acidente de trabalho.
           Transtornos - De 2006 a 2009 houve uma disparada nos auxílios-doença acidentários para trabalhadores com transtornos mentais e comportamentais, o que inclui o assédio moral. A concessão do benefício saltou de 612 para 13.478, levando os técnicos do Ministério da Previdência a considerar a atualização da lista de doenças classificadas como acidente de trabalho para incluir o assédio moral.
Fonte:Agência Sindical

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Bancários aprovam, em assembléia do Sindicato, minuta de reivindicações à Campanha Nacional

e         Em assembleia geral realizada no início da noite desta quarta-feira, dia 4, na Sala de Reuniões do Edifício Hass Center, no centro de Ijuí, foi referendada, por maioria, a minuta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2010, definida na 12ª Conferência Nacional, ocorrida de 23 a 25 de julho, no Rio de Janeiro, após várias conferências estaduais e regionais.
          Também foram debatidos e aprovados que a diretoria realize negociações coletivas, celebre convenção coletiva de trabalho, convenções/acordos coletivos aditivos, bem como acordos de PLR e frustradas as negociações, defender-se e/ou instaurar dissídio coletivo de trabalho, bem como delegar poderes para tanto.
           Esteve ainda na pauta a autorização de desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada; a delegação de poderes à instância estatutária para deliberar sobre autorização à entidade para demandar em Juízo na defesa dos direitos e interesses dos associados e da categoria profissional e outros assuntos de interesse da categoria profissional.
           No link a seguir a Minuta de Reivindicações da Categoria Bancária 2010/2011: Donwload Minuta

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Projeto de lei inclui assédio moral entre os tipos de acidentes de trabalho

          Medida pode elevar os custos das empresas com tributos e ações judiciais.
          Enquanto o governo estuda a possibilidade de atualizar a lista de doenças classificadas como acidente de trabalho, tramita na Câmara o Projeto de Lei n.º 7.202/2010, que inclui o assédio moral como acidente de trabalho. A medida pode elevar os custos das empresas com tributos e ações judiciais.
          Para justificar o projeto, os autores - deputados Ricardo Berzoini (PT-SP), Pepe Vargas (PT-RS), Jô Moraes (PC do B-MG), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Roberto Santiago (PV-SP) - alegam que a ofensa moral cada vez mais vem sendo reconhecida como fator de risco nos ambientes de trabalho, com destaque para o assédio moral. Por isso, a necessidade de estender o conceito previsto na Lei 8.213/1991, que prevê que ofensa física só pode ser equiparada a acidente quando o motivo da disputa for relacionada ao trabalho.
          "Entendemos que, independentemente de ser ou não por motivo de disputa relacionada ao trabalho, a ofensa física ou moral intencional no ambiente de trabalho deve ser considerada acidente de trabalho", dizem os parlamentares na justificativa do projeto de lei, que já teve parecer favorável do deputado Vicentinho, mas depende de aprovação na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.
          Técnicos do Ministério da Previdência Social concordam que é necessário atualizar a lista de doenças classificadas como acidente de trabalho para incluir, por exemplo, o assédio moral.
          A última revisão ocorreu em 1999. De lá para cá, o mercado mudou bastante.
          Pedidos. De 2006 a 2009, houve uma disparada nos auxílios-doença acidentários para trabalhadores com transtornos mentais e comportamentais, o que inclui o assédio moral.
          No período, a concessão do benefício saltou de 612 para 13.478 trabalhadores. Segundo o diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social, Remigio Todeschini, a ofensa física é um dos principais motivos para a ampliação da concessão dos benefícios para doenças como transtornos mentais e comportamentais.
          Atualmente, o trabalhador que sofreu assédio moral e passa pelo perito do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) se tiver o benefício liberado receberá o auxílio-doença acidentário - que corresponde a 91% do salário benefício (80% da média dos maiores salários) e é concedido sem a necessidade de tempo mínimo de contribuição.
          O trabalhador tem estabilidade de 12 meses no emprego. Após cessar o auxílio-doença acidentário, ainda pode ser solicitado o auxílio acidente de trabalho - que é um tipo de indenização, correspondente a 50% do salário benefício. A mudança maior no processo será a classificação da doença de forma diferente.
          Mais despesas. A possibilidade de inclusão do assédio como acidente de trabalho pode elevar as despesas das empresas. Isso porque a quantidade de acidente de trabalho é considerada no cálculo do Seguro Acidente de Trabalho (SAT). Segundo o especialista em direito do trabalho, advogado Otávio Pinto e Silva, considerar assédio moral como acidente de trabalho pode causar mais custos para as empresas.
          Isso porque os peritos do Instituto Nacional de Seguro Social é que darão o diagnóstico de assédio, que poderá ser utilizado como prova em ações judiciais.
          Na avaliação do advogado, quem deve avaliar se houve ou não assédio é a Justiça do Trabalho. "Isso pode virar um mecanismo de vingança e falsas denúncias. O INSS vai apurar isso?", questionou o advogado. "O juiz do trabalho busca coletar provas olhando as duas partes", ressaltou.
          REFLEXO NO AMBIENTE DE TRABALHO
- Transtornos mentais
- Concessão de auxílio-doença acidentário para esses trabalhadores passou de 612 em 2006, para 13.478, em 2009.
- Seguro mais salgado
- Mudança pode exigir das empresas mudança de comportamento para impedir aumento de Seguro Acidente de Trabalho.
Fonte: O Estado de São Paulo

Chega a 66 o total de ataques a bancos e caixas eletrônicos no ano no RS

           Trinta por cento dos crimes foram em cidades com menos de 30 mil habitantes. A média é superior a nove ataques a instituições financeiras por mês.
Foto: Letícia Mendes - ZH online
          Assaltos quase simultâneos a agências bancárias em dois pequenos municípios gaúchos hoje elevaram para 66 os ataques a bancos e caixas eletrônicos desde o início do ano no Estado. É uma média superior a nove por mês. No mesmo período do ano passado, foram 76 ataques. O levantamento é da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul.
          Trinta por cento desses crimes ocorreram em cidades consideradas pequenas, com menos de 30 mil habitantes.
          Em Vale do Sol, no Vale do Rio Pardo, a Polícia ainda faz buscas para localizar os criminosos que tentaram arrombar o cofre do Banco do Brasil. Como a ação foi frustrada, o titular da Delegacia de Roubos, Juliano Ferreira, acredita que um novo ataque pode ocorrer nos próximos dias.
          O outro assalto aconteceu hoje em Erebango, no norte gaúcho. Criminosos atacaram a agência do banco cooperativista Cresol e uma loja de roupas. Levaram R$ 6 mil em dinheiro e cheques do banco, e cerca de R$ 50 mil em roupas da loja. Também continuam as buscas aos assaltantes.
Fonte: Zero Hora online com edição da Fetrafi-RS

terça-feira, 3 de agosto de 2010

18º Encontro Nacional reúne banrisulenses no dia 14 de agosto

          Evento vai debater estratégias de mobilização para a Campanha Salarial 2010 com ênfase para a pauta de reivindicações específica dos bancários do Banrisul.
          A 18ª edição do Encontro Nacional dos Banrisulenses será realizada no dia 14 de agosto, sábado, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre. O evento é aberto e vai reunir bancários do Banrisul oriundos das bases dos 38 sindicatos filiados à Fetrafi-RS. 
         A Campanha Salarial 2010 será o principal tema em debate no Encontro, que também irá debater os seguintes assuntos: Remuneração; Participação nos Lucros e Resultados; Quadro de Carreira; Cabergs e Fundação; Saúde e Condições de Trabalho; organização das lutas para o próximo período e a reafirmação da defesa do Banrisul público. 
           O credenciamento para o Encontro será realizado das 8h30 às 12h no Hotel. Já os banrisulenses que tiverem filhos e desejarem utilizar o serviço de recreação disponibilizado pela Fetrafi-RS, deverão informar o nome e a idade das crianças através do endereço eletrônico feebrs@feebrs.org.br, até o dia 12 de agosto, quinta-feira. 

Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Assembleia delibera sobre reivindicações da Campanha Salarial 2010

Pauta aprovada na 12ª edição da Conferência Nacional dos Bancários será submetida à avaliação dos bancários de Ijuí e Região. A assembleia será na próxima quarta-feira, 4 de agosto, às 18 horas.

A convocação inclui todos os bancários da base territorial, sócios ou não do Sindicato, incluindo os bancários das instituições públicas, como a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banrisul.

O objetivo das assembleias é deliberar sobre a pauta de reivindicações aprovada pela 12ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada no último fim de semana no Rio de Janeiro. O evento reuniu 628 delegados e delegadas de todo o país em amplos debates sobre os principais temas que serão abordados na Campanha Salarial 2010.

Aumento real
Após muitos debates e o confronto de duas propostas - uma de 17,89% e outra de 11% - os bancários aprovaram a reivindicação do reajuste salarial de 11% (inflação do período mais aumento real de 5%); PLR de três salários mais R$ 4 mil; piso salarial do Dieese (R$ 2.157,88); garantia de emprego, combate ao assédio moral; fim das metas abusivas; igualdade na contratação e na remuneração; adicional de risco de vida de 30% e previdência complementar para todos.

A minuta

A minuta já está em fase de redação e deverá ser disponibilizada para as entidades até o final desta semana. A entrega da pauta para a Fenaban ocorre na primeira quinzena de agosto.

Confira a pauta da assembleia:
1. Autorizar a diretoria a realizar negociações coletivas, celebrar convenção coletiva de trabalho, convenções/acordos coletivos aditivos, bem como convenção/acordos de PLR e, frustradas as negociações, defender-se e/ou instaurar dissídio coletivo de trabalho, bem como delegar poderes para tanto;

2. Discussão e deliberação sobre aprovação ou ratificação da minuta de pré-acordo de negociação e minuta de reivindicações da categoria bancária 2010 aprovada na 12ª Conferência Nacional dos Bancários;

3. Deliberar sobre desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada;

4. Delegação de poderes à instância estatutária Diretoria, para deliberar sobre autorização à entidade para demandar em Juízo na defesa dos direitos e interesses dos associados e da categoria profissional;

5. Outros assuntos de interesse da categoria profissional.

Conheça as principais reivindicações aprovadas na 12º Conferência Nacional dos Bancários

Emprego

Mais contratações;
Ampliar a contratação de mulheres, negros e pessoas com deficiência, garantindo igualdade de oportunidades;
Garantia de emprego;
Qualificação e requalificação profissional.

Remuneração e Previdência

Reajuste salarial de 11% (inflação do período mais 5% de aumento real);
Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil para cada funcionário;
Piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88).
Elevação do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá para o valor de um salário mínimo para cada item;
Previdência Complementar para todos os bancários.

Sistema Financeiro

Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal;
Regulamentação da remuneração dos executivos;
Democratização e ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN);
Regulamentação do papel social dos bancos;
Fim dos correspondentes bancários.

Saúde do Trabalhador

Fim das metas abusivas;
Combate ao assédio moral;
Proteção contra os riscos de acidente de trabalho ou doença ocupacional;
Programa de Reabilitação Profissional;
Prevenção de adoecimento e promoção da saúde da mulher;
Assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa.

Segurança Bancária

Assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros ou extorsões;
Ampliação dos equipamentos de prevenção;
Adicional de risco de vida de 30% para agências, postos e tesouraria;
Proibição de transporte de valores e guarda das chaves pelos bancários;
Estabilidade provisória para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões.

Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Lucro do Itaú Unibanco no 1º semestre é recorde no Brasil

Instituição superou sua própria marca de R$ 4,586 bilhões registrada em 2009.

O lucro de R$ 6,4 bilhões no primeiro semestre de 2010 divulgado pelo Itaú Unibanco nesta terça-feira é o maior da história dos bancos brasileiros de capital aberto. Segundo levantamento na consultoria Economatica, a instituição superou sua própria marca de R$ 4,586 bilhões registrada em 2009. 

O Bradesco, que anunciou na última semana ganhos de R$ 4,508 bilhões nos primeiros seis meses do ano, aparece na terceira posição do ranking. Os dois bancos se revezam nas primeiras posições e o Banco do Brasil mantém apenas o oitavo melhor resultado, em 2009. 

Confira os maiores lucros de bancos do Brasil nos primeiros semestres: 

1. Itaú Unibanco - R$ 6,4 bi (2010)
2. Itaú Unibanco - R$ 4,586 bi (2009)
3. Bradesco - R$ 4,508 bi (2010)
4. Bradesco - R$ 4,105 bi (2008)
5. Itaú Unibanco - R$ 4,084 (2008)
6. Bradesco - R$ 4,02 bi (2009)
7. Itaú - R$ 4,016 bi (2007)
8. Banco do Brasil - R$ 4,014 bi (2009)
9. Bradesco - R$ 4,007 (2007)
10. Banco do Brasil - R$ 3,992 bi (2008) 

*Terra Economia

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Bradesco encerra semestre com lucro 16% maior, de R$ 4,6 bilhões


Empréstimos para pessoa física cresceram 20,7% no período, enquanto os créditos para empresas tiveram aumento de 12.
Terceiro maior banco brasileiro, o Bradesco abriu nesta quarta-feira a temporada de resultados financeiros do primeiro semestre do setor bancário com lucro líquido ajustado de R$ 4,602 bilhões. O resultado é 16,4% maior do que o apurado no mesmo período do ano passado, período subsequente à crise global em que os bancos brasileiros foram mais seletivos no crédito.

O crescimento do lucro se deve à expansão das operações de crédito, cuja carteira somou R$ 244,788 bilhões, volume 15% maior do que no primeiro semestre de 2009.

De acordo com informações do balanço financeiro, o lucro líquido ajustado é composto por R$ 3,198 bilhões provenientes das atividades financeiras, correspondendo a 69% do total, e por R$ 1,404 bilhão gerados pelas atividades de seguros, previdência e capitalização, representando 31% do total.

Segundo o Bradesco, os empréstimos para pessoa física cresceram 20,7% no período, enquanto os créditos para empresas tiveram aumento de 12%.

Em 30 de junho de 2010, o valor de mercado do banco era de R$ 87,9 bilhões, ressaltando que as ações preferenciais valorizaram-se 10,3% nos últimos 12 meses.

Os ativos totais em junho registraram saldo de R$ 558,100 bilhões, crescimento de 15,7% em relação ao mesmo período de 2009. O retorno sobre os ativos totais médios foi de 1,7%.

*Folha Online

Lucro do Santander no Brasil dobra no 1º semestre e atinge R$ 2 bi


Como no caso do Bradesco, o aumento do lucro do Santander se deve basicamente à retomada das operações de crédito.
O banco Santander Brasil, que engloba as operações do antigo Banco Real, terminou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 2,02 bilhões, o dobro do apurado no mesmo período do ano passado.

Como no caso do Bradesco, o aumento do lucro do Santander se deve basicamente à retomada das operações de crédito, que cresceram 9,9% na comparação com o primeiro semestre de 2009, com destaque para o aumento no crédito pessoal (23,6%) e no cartão de crédito (24,8%).

O acréscimo na carteira de crédito para consumidores (13,2%) foi superior ao contabilizado para empresas (8,9%). O semestre foi marcado por forte expansão do crédito nos bancos privados, que reduziram a concessão de empréstimos por conta da crise no ano passado.

Maior banco da zona do euro, o Santander teve lucro líquido de 4,445 bilhões de euros no mundo, valor 1,6% menor do que o registrado no primeiro semestre de 2009.

*Folha online

HSBC duplica lucro para US$ 6,7 bi no primeiro semestre de 2010


As cifras foram mais moderadas na América do Norte ( alta de 4,4%, US$ 492 milhões), na América Latina ( acréscimo de 8%, US$ 883 milhões.

O banco britânico HSBC anunciou nesta segunda-feira que duplicou seu lucro líquido no primeiro semestre de 2010, com ganhos de US$ 6,763 bilhões, e reduziu quase na mesma proporção seus encargos para créditos de risco, a US$ 7,523 bilhõe.

Estas cifras superaram as expectativas dos analistas, que esperavam lucros antes dos impostos (Ebitda, na sigla em inglês) no valor de US$ 9,3 bilhões, ao invés dos US$ 11,1 bilhões anunciados pelo HSBC.

O HSBC indicou que sua atividade na América do Norte obteve um benefício antes do imposto no primeiro semestre, saindo desse modo de um período de três anos de perdas vinculadas à crise de créditos "subprime" nos Estados Unidos.

As cifras foram mais moderadas na América do Norte (alta de 4,4%, US$ 492 milhões), na América Latina (acréscimo de 8%, US$ 883 milhões) e Oriente Médio ( elevação de 3,1%, US$ 346 milhões).

*France Presse