sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Primeira negociação entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban acontece dia 24

         Primeira reunião discutirá as reivindicações de saúde e condições de trabalho e irá definir o calendário das próximas negociações.
          A primeira rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2010 será realizada no dia 24 de agosto, às 15h, em São Paulo. A data foi definida entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Na primeira reunião, serão discutidas as reivindicações de saúde e condições de trabalho. Também será definido o calendário das próximas negociações da campanha. A marcação da primeira rodada ocorre um dia após a entrega da pauta de reivindicações para os banqueiros.
           "A melhoria da qualidade de vida é uma das maiores preocupações dos bancários, que sofrem com um modelo de negócios que impõe metas abusivas e abre espaço para o assédio moral, levando ao adoecimento. Os debates dessa primeira reunião serão fundamentais para mudar essa situação e buscar um ambiente de trabalho saudável para os trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
           Antes da negociação, os sindicatos e as federações promovem o lançamento da campanha unificada nos estados. Conforme orientação do Comando Nacional, as atividades serão realizadas na próxima semana, em todo país.

Principais reivindicações sobre Saúde do Trabalhador:
- Fim das metas abusivas
- Combate ao assédio moral
- Prevenção contra os riscos de adoecimentos
- Programa de Reabilitação Profissional em todos os bancos
- Promoção da saúde da mulher
- Assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa
- Manutenção de todos os direitos aos afastados por problemas de saúde

Lançamento nacional da campanha Menos metas, mais saúde
          Para fomentar o debate sobre o tema, a Contraf-CUT realizará no próximo dia 18 o seminário "Como as novas formas de gestão e a cobrança por produtividade têm afetado a saúde mental e a dignidade do trabalhador bancário". O evento marcará o lançamento nacional da campanha "Menos metas, mais saúde" e terá participação da médica do trabalho Margarida Barreto, e de Roberto Heloani, doutor em Psicologia Social e professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas.
           Fonte: Contraf-CUT

Lucro da Caixa sobe 44% para R$ 1,7 bi no 1º semestre

          A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (12) lucro líquido de R$ 890 milhões no segundo trimestre, alta de 26,1% ante o mesmo período de 2009. No primeiro semestre, o lucro foi de R$ 1,7 bilhão, expansão de 44,1% na comparação com igual período do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido médio alcançou 25 8%, o mais elevado até agora entre os grandes bancos brasileiros.
          O resultado do banco foi puxado pela forte expansão do crédito, principalmente o imobiliário. O saldo total da carteira alcançou R$ 86,9 bilhões no final de junho, avanço de 58%. Com esse desempenho, a participação do banco no crédito imobiliário do País cresceu 3,4 pontos porcentuais e chegou a 75,9%.
          No total, o saldo de empréstimos do banco chegou a R$ 149,152 bilhões, expansão de 50,3%. Na carteira comercial (que exclui os setores imobiliário e de infraestrutura) para pessoa física, o saldo de final de junho foi de R$ 24,9 bilhões, expansão de 35 4%, enquanto para pessoas jurídicas houve alta de 47,4%, para R$ 27 bilhões.
          O vice-presidente de Finanças da Caixa, Marcio Percival, prevê que os empréstimos vão continuar aquecidos até o final do ano, por conta da expansão da economia. O banco trabalha com previsão de crescimento de 45% para a carteira de crédito total em 2010.

Menor inadimplência          
          Assim como nos bancos privados, a Caixa registrou queda dos calotes e ficou com o menor indicador de inadimplência do mercado (o Banco do Brasil só divulgará seus números na segunda-feira). A taxa total de inadimplência, considerando os atrasos superiores a 90 dias, terminou o semestre em 2,3%, abaixo do indicador de junho do ano passado, de 2,6%. "O crescimento da economia ajudou a melhorar esses números. Estamos crescendo com melhora da qualidade de ativos e com menor inadimplência", destaca Percival.
          No crédito imobiliário, a taxa de inadimplência ficou em 1,7%, também com queda na comparação com junho do ano passado, quando estava em 2%. Para efeito de comparação, o Bradesco fechou junho com 4% e o Itaú, com 4,6%. Na carteira comercial (que inclui os empréstimos para pessoas físicas), a inadimplência da Caixa foi de 3%.
         O índice de Basileia, indicador que mede quanto o banco pode crescer no crédito sem comprometer seu capital, terminou em 17 1%, ante 18,8% no mesmo período do ano passado. O Banco Central exige índice mínimo de 11%.
        As receitas com prestação de serviços cresceram 17,6%, para R$ 5 bilhões. Com o crescimento dos empréstimos, foram as tarifas ligadas ao crédito que mais cresceram, com expansão de 41,6%.

Crescimento orgânico
         A Caixa fechou junho com ativos de R$ 380,5 bilhões, crescimento de 11,3% no semestre. O banco teve crescimento orgânico. No semestre, ampliou sua base de clientes, que aumentou 5,7%, para 51 milhões, considerando correntistas e poupadores.
         Em entrevista à imprensa no início desta semana, quando anunciou a entrada da Caixa na bandeira de cartões Elo, a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, destacou que a instituição está abrindo 15 mil contas por dia, graças à expansão para a baixa renda. Desde 2003, quando começou seu programa de inclusão bancária, abriu 8 milhões de contas. 
Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Lucro do Banrisul cresce 44,7% no primeiro semestre

          Na comparação com o primeiro semestre de 2009, o lucro líquido do Banrisul cresceu de R$ 210,8 milhões para R$ 305 milhões, anunciou na manhã desta quarta-feira o presidente da instituição, Mateus Bandeira.
         Em cerimônia realizada no auditório do 4º andar da direção geral do banco, Bandeira destacou o aumento das receitas de créditos e a redução no nível de inadimplência, agora em 3,2%. Conforme o presidente, essa perfomance está melhor do que a média do mercado, em grande parte graças à estratégia do banco de crescer em crédito consignado, inclusive com a compra de carteiras de outros Estados.
          Em junho deste ano, o Banrisul atingiu um valor de ativos — principal indicador do porte das institutições financeiras — de R$ 31,1 bilhões, um crescimento de 12% em relação ao primeiro semestre de 2009.
          Bandeira destacou o aumento da presença do Banrisul em Santa Catarina, onde só no primeiro semestre foram abertas três agências, completando 40 fora do Estado. No Rio Grande do Sul, o banco fechou o semestre com 398 agências.
Assédio moral e abusos
          Para o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, embora o lucro obtido seja expressivo, é de se lamentar que o resultado tenha sido alcançado às custas do esforço desmedido do quadro de funcionários do banco. “Os trabalhadores são submetido a intenso assédio moral e constrangimentos. Em muitos casos, trabalhando literalmente às escuras nos locais de trabalho, para atingir as absurdas metas de contenção de custos” diz o diretor. “Esperamos que a contrapartida pelo resultado obtido seja na mesma proporção. A expectativa dos funcionários é por um pagamento imediato das promoções e uma RV decente”, declara Rocha.
Qualificação dos funcionários
          A cada balanço publicado pelo banco fica caracterizado o esforço, dedicação e a importância dos banrisulenses para obtenção destes resultados. Mesmo assim, a diretoria da instituição não demonstra o interesse em reconhecer esta dedicação, negando subsídios e custeios à qualificação do seu quadro funcional.
        O diretor da Fetrafi Amaro Souza alerta que este é o momento de avançar na luta dos banrisulenses. “Estamos começando novamente a Campanha Salarial. Sábado (14) será realizado o Encontro dos Banrisulenses onde estaremos também discutindo o resultado do balanço do primeiro semestre. Convidamos os funcionários a participarem da luta para garantir que este lucro resulte em aumento salarial digno, aumento significativo na PLR e para viabilizar melhores condições de saúde e trabalho e a democratização e melhoria dos benefícios na Fundação e Cabergs. A participação dos banrisulenses é essencial para avançar nestas conquistas”, completa Amaro.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS com informações ZH.com

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Febraban divulga nota à imprensa com número de assaltos a bancos desde o começo da década

          A Febraban, que resiste em dar transparência à estatística da violência nas instituições financeiras, enviou na última sexta-feira, dia 6, uma nota à imprensa, onde divulga os dados de assaltos a bancos no País desde 2000. A Diretoria de Comunicação Social registrou que "em decorrência dos investimentos em segurança realizados pelos bancos nos últimos anos o número de assaltos vem diminuindo gradualmente".

Veja os dados da Febrabran:
  • 2000 - 1.903 assaltos
  • 2001 - 1.302 assaltos
  • 2002 - 1.009 assaltos
  • 2003 - 886 assaltos
  • 2004 - 743 assaltos
  • 2005 - 585 assaltos
  • 2006 - 674 assaltos
  • 2007 - 529 assaltos
  • 2008 - 509 assaltos
  • 2009 - 430 assaltos
Avaliação dos bancários
          "A redução das ocorrências desde 2000 ocorre em função da instalação das portas de segurança com detectores de metais nas agências e postos a partir do final dos anos 90", avalia o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr.
          "Essa porta é um equipamento que troxe mais segurança para bancários, vigilantes e clientes e precisa ser mantida e estendida para as unidades que ainda não a possuem, além da implantação de outras medidas, como câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real, vidros blindados nas fachadas, divisórias individualizadas entre os caixas, e biombos entre as filas de espera e os caixas", destaca o dirigente sindical.
          "Entretanto, os números divulgados são ainda muito preocupantes e têm trazido uma sensação de medo e insegurança para os trabalhadores e a sociedade, além de deixar vítimas com mortes, feridos e pessoas traumatizadas", ressalta Ademir. No primeiro semestre deste ano, segundo levantamento da Contraf-CUT com base em notícias da imprensa, 11 pessoas foram mortas em ataques a bancos no País.

Aumento de roubos a bancos em São Paulo
         Conforme dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os roubos a bancos aumentaram no primeiro semestre deste ano. Houve 120 casos no Estado, um crescimento de 4,34% em comparação ao mesmo período de 2009, quando foram registradas 115 ocorrências.
          Na cidade de São Paulo, foram contabilizados no primeiro semestre 86 assaltos a bancos, um aumento de 13,15% diante dos 76 ataques verificados nos primeiros seis meses do ano passado.
 
Acesso às estatísticas de assaltos a bancos
          O acesso permanente aos números de assaltos é uma das reivindicações dos bancários que integra a pauta da Campanha Nacional 2010, a ser entregue nesta quarta-feira, dia 11, às 11h30, para a Fenaban, em São Paulo. A proposta já foi discutida com os representantes dos bancos, durante as reuniões da Mesa Temática de Segurança Bancária.
          "Queremos que os bancos apresentem esses dados a cada três meses para as entidades sindicais, a fim de podermos acompanhar a evolução da violência e buscar soluções para proteger a vida de trabalhadores e clientes", defende o diretor da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT

Caixa: Encontro Estadual reúne integrantes do REG/Replan em 21 de agosto


         A Decisão Antecipatória proferida pela juíza Simone Oliveira Paese, sobre a Ação Civil Pública nº 0000818.61.2010.5.04.0002, da 2º Vara do Trabalho de Porto Alegre garantiu aos empregados vinculados ao Reg/Replan não-saldado, que possuem cargo em comissão no PCC98, o direito de aderir ao novo PFG, sem restrição, de forma retroativa a 1º de julho.
        Porém, outras discrimações são impostas aos colegas que optaram por permanecer no Reg/Replan, em especial, a impossibilidade de aderir à tabela salarial unificada (PCS) e, caso o empregado não possua cargo em comissão, o impedimento de participar de PSI.
       Por conta disso, o Sindicato dos Bancários, em parceria com a Apcef-RS e a Fetrafi/RS, convida para o Encontro Estadual dos participantes do Reg/Replan, a ser realizado no dia 21 de agosto, sábado, a partir das 9h30, na Casa dos Bancários.
       No encontro, além de mobilização política, será apresentado pela assessoria jurídica proposta de ação judicial que possibilite fazer um apanhado geral de todas as discriminações que vêm sendo impostas por parte da Caixa.

Fonte: Apcef/Rs com edição Sindicato dos Bancários

STJ reconhece direito à desaposentação para obter benefício mais vantajoso

          Desaposentação é a possibilidade de abrir mão da aposentadoria e tentar receber outra com valor maior.
          O STJ (Superior Tribunal de Justiça) inovou na possibilidade da desaposentação. A situação típica é quando a pessoa se aposenta proporcionalmente, mas continua trabalhando e contribuindo para o INSS e, posteriormente, usa esse tempo para conseguir aposentadoria integral.
           Desaposentação é a possibilidade de abrir mão da aposentadoria e tentar receber outra com valor maior. Pode se candidatar a um novo benefício quem já se aposentou e continuou a trabalhar e a contribuir com a Previdência Social.
           Na primeira e segunda instância, tem sido admitida essa possibilidade, mas é exigida a devolução dos benefícios já pagos.
          Já o STJ tem entendido que, como a pessoa já contribuiu com a seguridade, não haveria por que devolver os benefícios pagos.
           O ministro Hamilton Carvalhido considerou que abdicar da aposentadoria é um direito do beneficiado que depende apenas de sua própria deliberação.
           "A aposentadoria é um direito patrimonial disponível [a pessoa pode abrir mão] e o interessado pode escolher o sistema que melhor lhe assiste", afirmou o magistrado.
           A ministra Laurita Vaz também entendeu nesse sentido, admitindo que um aposentado abrisse mão do benefício que recebia como trabalhador rural para poder receber outro mais vantajoso como trabalhador urbano.
Fonte: Agência DIAP com STJ

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Nova Legislação: Assédio moral pode virar acidente de trabalho

          PL observa que a ofensa moral vem sendo cada vez mais reconhecida como fator de risco nos ambientes de trabalho.
Foto: Divulgação
          A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei (PL 7202/10) que equipara o assédio moral à categoria de acidente de trabalho, para efeito da concessão de benefícios da Previdência Social. A legislação atual prevê apenas a lesão física contra o trabalhador – e desde que motivada por fato relacionado ao emprego – como hipótese de equiparação a acidente de trabalho.
           O projeto, de autoria dos deputados Ricardo Berzoini (PT-SP), Pepe Vargas (PT-RS), Jô Moraes (PC do B-MG), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Roberto Santiago (PV-SP), observa que a ofensa moral vem sendo cada vez mais reconhecida como fator de risco nos ambientes de trabalho, com destaque para o assédio moral.
          “Essas práticas podem causar danos à saúde física e mental não só daquele que é atingido, mas de todos que testemunham o ato”, afirma a justificativa da proposta. “Entendemos que, independentemente de ser ou não por motivo de disputa relacionada ao trabalho, a ofensa física ou moral intencional no ambiente de trabalho deve ser considerada acidente de trabalho”, argumentam os parlamentares.
          O deputado Ricardo Berzoini acrescenta que é importante ampliar a proteção aos trabalhadores contra qualquer tipo de agressão, seja física ou psicológica, daí a necessidade de alterar o conceito previsto na lei que regulamenta a concessão dos benefícios da Previdência (8.213/1991), que a define as situações em que a ofensa pode ser equiparada a acidente de trabalho.
           Transtornos - De 2006 a 2009 houve uma disparada nos auxílios-doença acidentários para trabalhadores com transtornos mentais e comportamentais, o que inclui o assédio moral. A concessão do benefício saltou de 612 para 13.478, levando os técnicos do Ministério da Previdência a considerar a atualização da lista de doenças classificadas como acidente de trabalho para incluir o assédio moral.
Fonte:Agência Sindical

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Bancários aprovam, em assembléia do Sindicato, minuta de reivindicações à Campanha Nacional

e         Em assembleia geral realizada no início da noite desta quarta-feira, dia 4, na Sala de Reuniões do Edifício Hass Center, no centro de Ijuí, foi referendada, por maioria, a minuta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2010, definida na 12ª Conferência Nacional, ocorrida de 23 a 25 de julho, no Rio de Janeiro, após várias conferências estaduais e regionais.
          Também foram debatidos e aprovados que a diretoria realize negociações coletivas, celebre convenção coletiva de trabalho, convenções/acordos coletivos aditivos, bem como acordos de PLR e frustradas as negociações, defender-se e/ou instaurar dissídio coletivo de trabalho, bem como delegar poderes para tanto.
           Esteve ainda na pauta a autorização de desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada; a delegação de poderes à instância estatutária para deliberar sobre autorização à entidade para demandar em Juízo na defesa dos direitos e interesses dos associados e da categoria profissional e outros assuntos de interesse da categoria profissional.
           No link a seguir a Minuta de Reivindicações da Categoria Bancária 2010/2011: Donwload Minuta

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Projeto de lei inclui assédio moral entre os tipos de acidentes de trabalho

          Medida pode elevar os custos das empresas com tributos e ações judiciais.
          Enquanto o governo estuda a possibilidade de atualizar a lista de doenças classificadas como acidente de trabalho, tramita na Câmara o Projeto de Lei n.º 7.202/2010, que inclui o assédio moral como acidente de trabalho. A medida pode elevar os custos das empresas com tributos e ações judiciais.
          Para justificar o projeto, os autores - deputados Ricardo Berzoini (PT-SP), Pepe Vargas (PT-RS), Jô Moraes (PC do B-MG), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Roberto Santiago (PV-SP) - alegam que a ofensa moral cada vez mais vem sendo reconhecida como fator de risco nos ambientes de trabalho, com destaque para o assédio moral. Por isso, a necessidade de estender o conceito previsto na Lei 8.213/1991, que prevê que ofensa física só pode ser equiparada a acidente quando o motivo da disputa for relacionada ao trabalho.
          "Entendemos que, independentemente de ser ou não por motivo de disputa relacionada ao trabalho, a ofensa física ou moral intencional no ambiente de trabalho deve ser considerada acidente de trabalho", dizem os parlamentares na justificativa do projeto de lei, que já teve parecer favorável do deputado Vicentinho, mas depende de aprovação na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.
          Técnicos do Ministério da Previdência Social concordam que é necessário atualizar a lista de doenças classificadas como acidente de trabalho para incluir, por exemplo, o assédio moral.
          A última revisão ocorreu em 1999. De lá para cá, o mercado mudou bastante.
          Pedidos. De 2006 a 2009, houve uma disparada nos auxílios-doença acidentários para trabalhadores com transtornos mentais e comportamentais, o que inclui o assédio moral.
          No período, a concessão do benefício saltou de 612 para 13.478 trabalhadores. Segundo o diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social, Remigio Todeschini, a ofensa física é um dos principais motivos para a ampliação da concessão dos benefícios para doenças como transtornos mentais e comportamentais.
          Atualmente, o trabalhador que sofreu assédio moral e passa pelo perito do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) se tiver o benefício liberado receberá o auxílio-doença acidentário - que corresponde a 91% do salário benefício (80% da média dos maiores salários) e é concedido sem a necessidade de tempo mínimo de contribuição.
          O trabalhador tem estabilidade de 12 meses no emprego. Após cessar o auxílio-doença acidentário, ainda pode ser solicitado o auxílio acidente de trabalho - que é um tipo de indenização, correspondente a 50% do salário benefício. A mudança maior no processo será a classificação da doença de forma diferente.
          Mais despesas. A possibilidade de inclusão do assédio como acidente de trabalho pode elevar as despesas das empresas. Isso porque a quantidade de acidente de trabalho é considerada no cálculo do Seguro Acidente de Trabalho (SAT). Segundo o especialista em direito do trabalho, advogado Otávio Pinto e Silva, considerar assédio moral como acidente de trabalho pode causar mais custos para as empresas.
          Isso porque os peritos do Instituto Nacional de Seguro Social é que darão o diagnóstico de assédio, que poderá ser utilizado como prova em ações judiciais.
          Na avaliação do advogado, quem deve avaliar se houve ou não assédio é a Justiça do Trabalho. "Isso pode virar um mecanismo de vingança e falsas denúncias. O INSS vai apurar isso?", questionou o advogado. "O juiz do trabalho busca coletar provas olhando as duas partes", ressaltou.
          REFLEXO NO AMBIENTE DE TRABALHO
- Transtornos mentais
- Concessão de auxílio-doença acidentário para esses trabalhadores passou de 612 em 2006, para 13.478, em 2009.
- Seguro mais salgado
- Mudança pode exigir das empresas mudança de comportamento para impedir aumento de Seguro Acidente de Trabalho.
Fonte: O Estado de São Paulo

Chega a 66 o total de ataques a bancos e caixas eletrônicos no ano no RS

           Trinta por cento dos crimes foram em cidades com menos de 30 mil habitantes. A média é superior a nove ataques a instituições financeiras por mês.
Foto: Letícia Mendes - ZH online
          Assaltos quase simultâneos a agências bancárias em dois pequenos municípios gaúchos hoje elevaram para 66 os ataques a bancos e caixas eletrônicos desde o início do ano no Estado. É uma média superior a nove por mês. No mesmo período do ano passado, foram 76 ataques. O levantamento é da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul.
          Trinta por cento desses crimes ocorreram em cidades consideradas pequenas, com menos de 30 mil habitantes.
          Em Vale do Sol, no Vale do Rio Pardo, a Polícia ainda faz buscas para localizar os criminosos que tentaram arrombar o cofre do Banco do Brasil. Como a ação foi frustrada, o titular da Delegacia de Roubos, Juliano Ferreira, acredita que um novo ataque pode ocorrer nos próximos dias.
          O outro assalto aconteceu hoje em Erebango, no norte gaúcho. Criminosos atacaram a agência do banco cooperativista Cresol e uma loja de roupas. Levaram R$ 6 mil em dinheiro e cheques do banco, e cerca de R$ 50 mil em roupas da loja. Também continuam as buscas aos assaltantes.
Fonte: Zero Hora online com edição da Fetrafi-RS

terça-feira, 3 de agosto de 2010

18º Encontro Nacional reúne banrisulenses no dia 14 de agosto

          Evento vai debater estratégias de mobilização para a Campanha Salarial 2010 com ênfase para a pauta de reivindicações específica dos bancários do Banrisul.
          A 18ª edição do Encontro Nacional dos Banrisulenses será realizada no dia 14 de agosto, sábado, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre. O evento é aberto e vai reunir bancários do Banrisul oriundos das bases dos 38 sindicatos filiados à Fetrafi-RS. 
         A Campanha Salarial 2010 será o principal tema em debate no Encontro, que também irá debater os seguintes assuntos: Remuneração; Participação nos Lucros e Resultados; Quadro de Carreira; Cabergs e Fundação; Saúde e Condições de Trabalho; organização das lutas para o próximo período e a reafirmação da defesa do Banrisul público. 
           O credenciamento para o Encontro será realizado das 8h30 às 12h no Hotel. Já os banrisulenses que tiverem filhos e desejarem utilizar o serviço de recreação disponibilizado pela Fetrafi-RS, deverão informar o nome e a idade das crianças através do endereço eletrônico feebrs@feebrs.org.br, até o dia 12 de agosto, quinta-feira. 

Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Assembleia delibera sobre reivindicações da Campanha Salarial 2010

Pauta aprovada na 12ª edição da Conferência Nacional dos Bancários será submetida à avaliação dos bancários de Ijuí e Região. A assembleia será na próxima quarta-feira, 4 de agosto, às 18 horas.

A convocação inclui todos os bancários da base territorial, sócios ou não do Sindicato, incluindo os bancários das instituições públicas, como a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banrisul.

O objetivo das assembleias é deliberar sobre a pauta de reivindicações aprovada pela 12ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada no último fim de semana no Rio de Janeiro. O evento reuniu 628 delegados e delegadas de todo o país em amplos debates sobre os principais temas que serão abordados na Campanha Salarial 2010.

Aumento real
Após muitos debates e o confronto de duas propostas - uma de 17,89% e outra de 11% - os bancários aprovaram a reivindicação do reajuste salarial de 11% (inflação do período mais aumento real de 5%); PLR de três salários mais R$ 4 mil; piso salarial do Dieese (R$ 2.157,88); garantia de emprego, combate ao assédio moral; fim das metas abusivas; igualdade na contratação e na remuneração; adicional de risco de vida de 30% e previdência complementar para todos.

A minuta

A minuta já está em fase de redação e deverá ser disponibilizada para as entidades até o final desta semana. A entrega da pauta para a Fenaban ocorre na primeira quinzena de agosto.

Confira a pauta da assembleia:
1. Autorizar a diretoria a realizar negociações coletivas, celebrar convenção coletiva de trabalho, convenções/acordos coletivos aditivos, bem como convenção/acordos de PLR e, frustradas as negociações, defender-se e/ou instaurar dissídio coletivo de trabalho, bem como delegar poderes para tanto;

2. Discussão e deliberação sobre aprovação ou ratificação da minuta de pré-acordo de negociação e minuta de reivindicações da categoria bancária 2010 aprovada na 12ª Conferência Nacional dos Bancários;

3. Deliberar sobre desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada;

4. Delegação de poderes à instância estatutária Diretoria, para deliberar sobre autorização à entidade para demandar em Juízo na defesa dos direitos e interesses dos associados e da categoria profissional;

5. Outros assuntos de interesse da categoria profissional.

Conheça as principais reivindicações aprovadas na 12º Conferência Nacional dos Bancários

Emprego

Mais contratações;
Ampliar a contratação de mulheres, negros e pessoas com deficiência, garantindo igualdade de oportunidades;
Garantia de emprego;
Qualificação e requalificação profissional.

Remuneração e Previdência

Reajuste salarial de 11% (inflação do período mais 5% de aumento real);
Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil para cada funcionário;
Piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88).
Elevação do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá para o valor de um salário mínimo para cada item;
Previdência Complementar para todos os bancários.

Sistema Financeiro

Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal;
Regulamentação da remuneração dos executivos;
Democratização e ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN);
Regulamentação do papel social dos bancos;
Fim dos correspondentes bancários.

Saúde do Trabalhador

Fim das metas abusivas;
Combate ao assédio moral;
Proteção contra os riscos de acidente de trabalho ou doença ocupacional;
Programa de Reabilitação Profissional;
Prevenção de adoecimento e promoção da saúde da mulher;
Assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa.

Segurança Bancária

Assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros ou extorsões;
Ampliação dos equipamentos de prevenção;
Adicional de risco de vida de 30% para agências, postos e tesouraria;
Proibição de transporte de valores e guarda das chaves pelos bancários;
Estabilidade provisória para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões.

Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Lucro do Itaú Unibanco no 1º semestre é recorde no Brasil

Instituição superou sua própria marca de R$ 4,586 bilhões registrada em 2009.

O lucro de R$ 6,4 bilhões no primeiro semestre de 2010 divulgado pelo Itaú Unibanco nesta terça-feira é o maior da história dos bancos brasileiros de capital aberto. Segundo levantamento na consultoria Economatica, a instituição superou sua própria marca de R$ 4,586 bilhões registrada em 2009. 

O Bradesco, que anunciou na última semana ganhos de R$ 4,508 bilhões nos primeiros seis meses do ano, aparece na terceira posição do ranking. Os dois bancos se revezam nas primeiras posições e o Banco do Brasil mantém apenas o oitavo melhor resultado, em 2009. 

Confira os maiores lucros de bancos do Brasil nos primeiros semestres: 

1. Itaú Unibanco - R$ 6,4 bi (2010)
2. Itaú Unibanco - R$ 4,586 bi (2009)
3. Bradesco - R$ 4,508 bi (2010)
4. Bradesco - R$ 4,105 bi (2008)
5. Itaú Unibanco - R$ 4,084 (2008)
6. Bradesco - R$ 4,02 bi (2009)
7. Itaú - R$ 4,016 bi (2007)
8. Banco do Brasil - R$ 4,014 bi (2009)
9. Bradesco - R$ 4,007 (2007)
10. Banco do Brasil - R$ 3,992 bi (2008) 

*Terra Economia

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Bradesco encerra semestre com lucro 16% maior, de R$ 4,6 bilhões


Empréstimos para pessoa física cresceram 20,7% no período, enquanto os créditos para empresas tiveram aumento de 12.
Terceiro maior banco brasileiro, o Bradesco abriu nesta quarta-feira a temporada de resultados financeiros do primeiro semestre do setor bancário com lucro líquido ajustado de R$ 4,602 bilhões. O resultado é 16,4% maior do que o apurado no mesmo período do ano passado, período subsequente à crise global em que os bancos brasileiros foram mais seletivos no crédito.

O crescimento do lucro se deve à expansão das operações de crédito, cuja carteira somou R$ 244,788 bilhões, volume 15% maior do que no primeiro semestre de 2009.

De acordo com informações do balanço financeiro, o lucro líquido ajustado é composto por R$ 3,198 bilhões provenientes das atividades financeiras, correspondendo a 69% do total, e por R$ 1,404 bilhão gerados pelas atividades de seguros, previdência e capitalização, representando 31% do total.

Segundo o Bradesco, os empréstimos para pessoa física cresceram 20,7% no período, enquanto os créditos para empresas tiveram aumento de 12%.

Em 30 de junho de 2010, o valor de mercado do banco era de R$ 87,9 bilhões, ressaltando que as ações preferenciais valorizaram-se 10,3% nos últimos 12 meses.

Os ativos totais em junho registraram saldo de R$ 558,100 bilhões, crescimento de 15,7% em relação ao mesmo período de 2009. O retorno sobre os ativos totais médios foi de 1,7%.

*Folha Online

Lucro do Santander no Brasil dobra no 1º semestre e atinge R$ 2 bi


Como no caso do Bradesco, o aumento do lucro do Santander se deve basicamente à retomada das operações de crédito.
O banco Santander Brasil, que engloba as operações do antigo Banco Real, terminou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 2,02 bilhões, o dobro do apurado no mesmo período do ano passado.

Como no caso do Bradesco, o aumento do lucro do Santander se deve basicamente à retomada das operações de crédito, que cresceram 9,9% na comparação com o primeiro semestre de 2009, com destaque para o aumento no crédito pessoal (23,6%) e no cartão de crédito (24,8%).

O acréscimo na carteira de crédito para consumidores (13,2%) foi superior ao contabilizado para empresas (8,9%). O semestre foi marcado por forte expansão do crédito nos bancos privados, que reduziram a concessão de empréstimos por conta da crise no ano passado.

Maior banco da zona do euro, o Santander teve lucro líquido de 4,445 bilhões de euros no mundo, valor 1,6% menor do que o registrado no primeiro semestre de 2009.

*Folha online

HSBC duplica lucro para US$ 6,7 bi no primeiro semestre de 2010


As cifras foram mais moderadas na América do Norte ( alta de 4,4%, US$ 492 milhões), na América Latina ( acréscimo de 8%, US$ 883 milhões.

O banco britânico HSBC anunciou nesta segunda-feira que duplicou seu lucro líquido no primeiro semestre de 2010, com ganhos de US$ 6,763 bilhões, e reduziu quase na mesma proporção seus encargos para créditos de risco, a US$ 7,523 bilhõe.

Estas cifras superaram as expectativas dos analistas, que esperavam lucros antes dos impostos (Ebitda, na sigla em inglês) no valor de US$ 9,3 bilhões, ao invés dos US$ 11,1 bilhões anunciados pelo HSBC.

O HSBC indicou que sua atividade na América do Norte obteve um benefício antes do imposto no primeiro semestre, saindo desse modo de um período de três anos de perdas vinculadas à crise de créditos "subprime" nos Estados Unidos.

As cifras foram mais moderadas na América do Norte (alta de 4,4%, US$ 492 milhões), na América Latina (acréscimo de 8%, US$ 883 milhões) e Oriente Médio ( elevação de 3,1%, US$ 346 milhões).

*France Presse

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Segunda rodada de negociações entre bancários e banqueiros será nesta quinta-feira

A questão do emprego é o destaque da pauta. Calendário prevê ainda rodadas nos dias 2 e 9 de setembro.

Está confirmada para o dia 27 de agosto, quinta-feira, às 15h, em São Paulo (SP), a segunda rodada de negociações da campanha salarial de 2009. O encontro será entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), estando na pauta o tema do emprego.

Para preservar e ampliar os postos de trabalho nos bancos, a minuta mínima unificada aprovada pela 11ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro reivindica quatro medidas: garantia de emprego nos processos de fusões e aquisições, mais contratação de bancários para atender à crescente demanda por trabalho, fim das terceirizações e compromisso dos bancos de respeitar a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas.

As próximas rodadas previstas acontecem no dia 2 de setembro (remuneração e cláusulas econômicas) e no dia 9 de setembro (saúde, condições de trabalho e cláusulas sociais).

O representante dos bancários gaúchos na negociação desta quinta será o diretor da Feeb/RS e membro do Comando Nacional, Arnoni Hanke.

*Fonte: Fenae com edição da Feeb/RS