terça-feira, 28 de setembro de 2010

Confira as assembleias que deliberaram pela greve no RS a partir desta quarta

Resultados Assembleias RS de 28/09/2010
Recebidos pela Fetrafi-RS até as 21h04min do dia 28/09/2010

1. Alegrete
Foi aprovado o fechamento de todos os Bancos na cidade: Banrisul, BB, CEF, Santander, Itaú, HSBC, Bradesco.
2. Bento Gonçalves
Encerrada assembléia às 18:55 h deflagrada greve na Caixa Federal Ag. Centro Bento Gonçalves.

3. Carazinho
Aprovada a GREVE por tempo indeterminado e que no dia de amanhã 29/09/2010 as Agências dos Bancos Privados de Carazinho/RS estarão fechadas o dia inteiro.
Banco Santander - Carazinho
Banco Itaú - Carazinho
Banco Itaú |Unibanco - Carazinho
Banco Bradesco - Carazinho
HSBC - Carazinho/RS
4. Caxias do Sul
Bancos privados, Banrisul, Banco do Brasil e Caixa estarão em greve a partir do dia 29.

5. Cruz Alta
A assembleia geral da categoria aprovou por unanimidade greve por tempo indeterminado a partir da zero hora de 29/09/2010.
6. Ijuí
Os bancários da base territorial do Sindicato dos Bancários de Ijuí reunidos em assembléia hoje 28/09 decidiram pela greve por tempo indeterminado. Os bancários da Caixa Federal da Ag. Ijuí entram em greve a partir de amanhã 29/09.

7. Litoral Norte
Aprovada Greve nas agências:
BB, CEF, Banrisul: Ag. Torres - 100%
Banrisul: Ag. Imbé - 100%
Banrisul: Ag. Balneário Pinhal - 80%
CEF: Ag. Tramandaí - 100%
8. Novo Hamburgo
A assembleia sinalizou para paralisação das agências da Caixa (Canudos e Vale dos Sinos) com reunião nas agências para a manhã de quarta-feira 29/09.

9. Passo Fundo
Haverá greve no BB e na CEF e nos bancos privados.
10. Pelotas
Aprovada greve na Caixa e alguns privados (Real, HSBC e Itaú).

11. Porto Alegre
Aprovada por unanimidade greve em todos os bancos.
12. Rosário do Sul
Banrisul e Caixa: Greve a partir de 29/09.
BB e Bradesco: Greve a partir de 30/09.
13. Santa Cruz do Sul
Caixa aprovou greve, Banrisul reúne amanhã (29/9) às 9:30 em frente à agência centro e Banco do Brasil não irão paralisar.
14. Santa Maria
Foi deflagrada greve a partir da 0h00min do dia 29/09/2010 por tempo indeterminado nos bancos na base sindical de SANTA MARIA e REGIÃO.

15. Santiago
Banco do Brasil- Greve a partir de amanhã 4ª feira (29/09)
Caixa Econômica- Greve a partir de 5ª feira (30/09)
Demais bancos em estado de greve.
16. Santo Ângelo
Haverá greve em todos os bancos, inclusive BANRISUL.

17. São Gabriel
Bancários da Caixa Econômica Federal de São Gabriel decidiram pela greve a partir do dia 29/09/2010.
18. Vale do Caí
Deliberada greve na assembleia de hoje, a partir da zero hora de 29/09.

19. Vale do Paranhana
Aprovada a greve a partir da 00:00h(zero hora) do dia 29/09.

Fonte:Imprensa Fetrafi-RS
Resultado Assembléias outros Estados com Deflagração de GREVE
Recebidos pela Contraf/CUT até as 20h40min do dia 28/09/2010

São Paulo
Rio de Janeiro
Brasília
Belo Horizonte
Curitiba
Mato Grosso
Alagoas
Niterói
Campinas (SP)
Bragança Paulista
Angra dos Reis (RJ)
Baixada Fluminense
Três Rios (RJ)
Araraquara (SP)
Campina Grande (PB)
Guarapuava (PR)
Juiz de Fora (MG)
Limeira (SP)
Vitória da Conquista
Dourados (MS)

Fonte: Contraf-CUT 

Bancários fazem greve para arrancar proposta da Fenaban

Foto: Sindicato dos Bancários de Ijuí
          Os bancários estão em greve a partir desta quarta-feira, 29. A decisão veio das assembleias gerais da categoria realizadas no fim da tarde desta terça, em todo o estado. A greve é o meio encontrado pelos bancários para pressionar a Fenaban a apresentar uma proposta decente para as reivindicações dos trabalhadores na Campanha Salarial 2010. Após cinco rodadas de negociação entre banqueiros e Comando Nacional dos Bancários sem qualquer avanço, foram convocadas assembleias para deliberar pela greve.
           Em Porto Alegre, mais de 500 bancários, que participaram da assembleia convocada pelo SindBancários, aprovaram por unanimidade a greve por tempo indeterminado em todos os bancos públicos e privados. A assembleia ocorreu no Clube do Comércio, no Centro da Capital.
           No Rio Grande do Sul, os sindicatos filiados à Fetrafi-RS já promoveram assembleias nos dias 21 e 23 de setembro, cumprindo os prazos exigidos por lei, deliberando pela a greve. As assembleias ficaram suspensas e foram reabertas nesta terça para referendar a deliberação da categoria e organizar o primeiro dia de greve.
          De acordo com as expectativas da Fetrafi-RS, o movimento deve ser amplo tanto nos bancos públicos quanto privados devido ao descontentamento dos bancários. Embora a lucratividade dos bancos continue crescendo a cada semestre a passos largos, os banqueiros ofereceram apenas a inflação do período (4,29%) de reajuste aos trabalhadores do setor.
          A proposta da Fenaban foi uma afronta à categoria, que estava levando a sério o processo de negociação com os bancos. Por outro lado, as negociações específicas com as direções da Caixa e do Banco do Brasil também ficaram estagnadas, sem qualquer indicação de avanço quanto aos temas discutidos ao longo da Campanha.
         Quadro de greve
         O primeiro quadro da greve no Rio Grande do Sul será divulgado pela Fetrafi-RS, às 10h desta quarta-feira, através do site da entidade.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Assembleias decisivas para a greve ocorrem nesta terça-feira em todo Brasil

Imagem: Fetrafi/RS
          Os bancários devem iniciar mais uma greve nacional nesta quarta-feira, 29, em todo o Brasil, porque os banqueiros não apresentaram proposta para as reivindicações dos trabalhadores até o momento. A deliberação pelo movimento ocorre em assembleias gerais, agendadas para o fim da tarde desta terça-feira, 28. No Rio Grande do Sul, os sindicatos filiados à Fetrafi-RS já promoveram assembleias nos dias 21 e 23 de setembro, cumprindo os prazos exigidos por lei, deliberando pela a greve. As assembleias ficaram suspensas e serão reabertas hoje para referendar a deliberação da categoria e organizar o primeiro dia de greve no RS.
          A maior assembleia do estado será promovida pelo SindBancários, às 19h, no Clube do Comércio (Rua dos Andradas, nº 1085), no Centro de Porto Alegre. O Sindicato dos Bancários de Ijuí e Região realiza sua assembleia às 18h.
         Confira os horários das assembleias em outros estados:
         Alagoas – 18h30
        Bahia - 19h
        Belo Horizonte - 18h30
        Brasília - 19h
        Curitiba - 18h30
        Espírito Santo - 18h
        Florianópolis - 18h
        Para/Amapá - 19h
        Pernambuco - 19h
        Rio de Janeiro - 18h30
        São Paulo - 19h
        Expectativas
        “Temos uma perspectiva muito boa quanto à mobilização da categoria para a greve", explica o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke. “Há quadros diferentes por banco, de acordo com a realidade de cada instituição e as especificidades de bancos públicos e privados. Sem dúvida alguma, de acordo com as informações repassadas por dirigentes sindicais da capital e do interior, os bancários e bancárias estão indignados com esta desconsideração da Fenaban. Os bancos não levam em conta nas negociações da Campanha Salarial o desgaste, o trabalho, o esforço e a dedicação dos bancários para garantir a alta lucratividade do setor”, justifica o sindicalista.
        Reivindicações
        A greve da categoria bancária tem o objetivo de reivindicar aumento real de salário, PLR mais justa, valorização dos pisos e das verbas salariais, Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) em todos os bancos, mais segurança contra assaltos e sequestros, mais contratações, reversão das terceirizações, fim dos correspondentes bancários e melhores condições de trabalho e preservação da saúde, com adoção de políticas pelo fim das metas abusivas e ao assédio moral, além de medidas que preservem o emprego e protejam a vida.

        Na quinta-feira, dia 23 de setembro, o Comando Nacional dos Bancários enviou documento para a Fenaban, no qual solicitava o agendamento de nova negociação para segunda-feira (27 de setembro), oferecendo assim aos banqueiros mais uma oportunidade para que apresentassem uma proposta decente para a categoria bancária. Como não há qualquer novidade até agora, a greve por tempo indeterminado a partir de amanhã (quarta-feira – 29 de setembro) deverá ser aprovada no início da noite de hoje pelas assembleias sindicais, conforme orientação do Comando Nacional.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Campanha Salarial 2010: Sem proposta, banqueiros levam bancários à greve

         Após a frustração inicial nas tentativas de negociação com a Fenaban e as direções dos bancos públicos, os bancários preparam mais uma greve nacional da categoria a partir da próxima semana. Sindicatos filiados à Fetrafi-RS de todo o Estado realizaram assembleias na quinta-feira, 23, que deliberaram pela greve. As assembleias serão reabertas no dia 28, terça-feira, para avaliar possível proposta e manter ou não a deliberação da greve que inicia no dia seguinte em todo o país. A única possibilidade de evitar a greve é a apresentação de uma nova proposta da Fenaban até a próxima semana, de acordo com as expectativas da categoria.
         Veja o que leva os bancários à greve
         A quinta rodada de negociação com os banqueiros foi suspensa na quarta-feira, 22, após os bancos apresentarem a proposta de reajuste de 4,29%. O Comando Nacional dos Bancários rechaçou qualquer possibilidade de negociar no patamar proposto pela Fenaban e se reuniu após a negociação para definir as orientações aos sindicatos e federações, para organização dos bancários para a greve.
        Aviso de Greve
        A Fetrafi-RS publicou na edição do Jornal Zero Hora, veiculada nesta sexta-feira, 24, o edital de aviso de greve da categoria. Através do edital, a entidade e seus sindicatos filiados comunicam toda a população usuária dos serviços bancários e à representação legal dos Bancos no Estado, que, caso não haja solução para as reivindicações da categoria e, por deliberação das assembleias gerais dos sindicatos, a GREVE POR TEMPO INDETERMINADO iniciará à zero hora do dia 29 de setembro de 2010. Tal comunicação tem por finalidade cumprir os dispositivos da Lei 7.783/89.
        Fenaban recebe ultimato
        O Comando Nacional encaminhou nesta quinta-feira, dia 23, um documento ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, comunicando que os sindicatos estão sendo orientados a realizar assembléias rejeitando essa proposta e apontando greve por tempo indeterminado a partir da zero hora da próxima quarta-feira, dia 29.
        No documento, o Comando Nacional reafirmou que, mantendo a cultura de apostar no processo negocial, aguarda manifestação da Fenaban com uma nova proposta até segunda-feira, dia 27, para que possa ser submetida à apreciação das assembleias dos sindicatos que ocorrerão na terça-feira, dia 28, em todo país.
        Caixa e BB seguem o caminho da intransigência
       
As direções da Caixa e do Banco do Brasil mantiveram a mesma postura da Fenaban na mesa de negociação. Os bancos públicos negaram as reivindicações das comissões Executiva de Empregados da Caixa e de Empresa dos Funcionários do BB e não apresentaram propostas específicas para fechamento dos acordos coletivos. Com isso, a orientação para estes segmentos também é pela deliberação de greve a partir do dia 29 de setembro.
        Direção do Banrisul foge da negociação
        O Banrisul ainda não se manifestou quanto à negociação da pauta específica entregue à Direção de Gestão de Pessoas do banco no dia 25 de agosto. Embora a Fetrafi-RS já tenha enviado diversos ofícios solicitando o início das negociações específicas com a direção, o banco não deu qualquer retorno. No fim da manhã os banrisulenses fizeram um grande ato público em frente à Direção Geral, quando lavaram a entrada do local em protesto à postura omissa da direção da instituição, quanto ao escândalo de corrupção no Departamento de Marketing.
         Nesta quinta-feira houve paralisações em todo o Estado, principalmente em agências do Banrisul, com destaque para a Capital, onde o atendimento foi paralisado até às 12h em 21 unidades. Também ocorreram paralisações em agências do Banrisul em Passo Fundo, Santa Rosa e Chapecó (SC).
         Bancos privados
         Cerca de 20 agências de bancos privados também tiveram o atendimento paralisado até às 12h nesta quinta-feira, em Porto Alegre. O movimento foi deliberado pela assembleia geral promovida pelo SindBancários. No interior, o Sindicato dos Bancários de Santa Maria paralisou o atendimento de uma agência do Itaú Unibanco, no Centro da cidade, até às 12h.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Sem propostas do BB e da Caixa, comissões orientam pela greve a partir do dia 29

          As reuniões de negociação específica com as direções da Caixa e do Bando do Brasil, ocorridas nesta quinta-feira, seguiram o mesmo rumo das tratativas com a Fenaban: a frustração. De acordo com os representantes dos bancários gaúchos nas negociações, Marcello Husek Carrion (Caixa) e Ronaldo Zeni (BB), a orientação para os trabalhadores é pela deliberação da greve por tempo indeterminado, juntamente com os demais segmentos da categoria, a partir do dia 29, próxima quarta-feira. Confira abaixo os detalhes das reuniões realizadas nesta quinta-feira, em São Paulo.
         Caixa
        A Caixa Econômica Federal manteve a posição intransigente das últimas reuniões e não apresentou nenhuma novidade na negociação com o Comando Nacional dos Bancários nesta quinta-feira, 23, em São Paulo. O banco apresentou um documento, afirmando que irá cumprir os itens econômicos da Fenaban e propondo a renovação de algumas cláusulas do atual Acordo Coletivo.
         Assim, os representantes da empresa seguiram o reajuste da Fenaban de 4,29% e mantiveram o posicionamento das negociações anteriores, que foi de total rejeição às reivindicações específicas dos trabalhadores.
        A Caixa está com a pauta há mais de 30 dias e mesmo assim não formulou qualquer proposta concreta para reivindicações como saúde e condições de trabalho, contratação de mais trabalhadores, Saúde Caixa, carreira, jornada de trabalho, questões relativas aos aposentados, Funcef/Prevhab, segurança bancária e democratização da gestão.
        Os representantes do banco negaram-se a discutir os temas relativos à isonomia, afirmando que irá acompanhar as decisões do governo federal e seguir a legislação em discussão no Congresso Nacional. Os negociadores da Caixa também mantiveram sua intransigência e reafirmaram a manutenção da discriminação dos empregados que permanecem no REG/Replan não saldado. Para o movimento sindical, a intransigência da empresa deve ser combatida com mobilização ampla em todas as bases sindicais.
       Banco do Brasil
      Imediatamente após o encontro, os representantes do Comando e da Comissão de Empresa se reuniram e decidiram conclamar os funcionários do BB à greve a partir do dia 29, caso os banqueiros não apresentem nada de novo que atenda a categoria até segunda-feira, dia 27.
       “Com este posicionamento não há qualquer possibilidade de continuar a negociação e a reunião foi suspensa. O banco diz que tem disposição de discutir piso e mérito no PCS, mas não aceita critérios de descomissionamento e comissionamento no âmbito do acordo”, analisa o diretor de Formação do SindBancários, Ronaldo Zeni.
      “Sobre as CABB o banco diz que aceitaria somente a redução da trava para que não recomece a contagem de B para A”, continua Zeni. O diretor ainda esclarece que as cláusulas sindicais estão em discussão na diretoria, que não aceita apresentar qualquer proposta agora. “O único avanço da tarde foi a suspensão da retirada das portas giratórias até que o tema seja debatido com a Comissão de Empresa”, afirma.
        "Precisamos intensificar nossa mobilização pois com esta posição do BB, fica claro que a proposta vai ser proporcional à nossa mobilização. Vamos todos à assembleia do dia 28 e agora nossa resposta será a greve", conclui o diretor.
        Segurança bancária e portas giratórias
       
No início da negociação, Ademir Wiederkehr, coordenador da Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT e diretor do SindBancários, apresentou as reivindicações específicas do setor, como assistência e estabilidade no emprego e na função às vítimas de assaltos e sequestros, proibição à guarda das chaves e ao transporte de numerário pelos bancários, ampliação dos equipamentos de prevenção e acessos às estatísticas de ocorrências no banco.
        "Embora essas demandas estejam sendo discutidas nas mesa da Fenaban, o BB como importante regulador do sistema financeiro deveria se comprometer a adotá-las para proteger a vida dos trabalhadores e melhorar as condições de segurança dos estabelecimentos, incluindo-as no aditivo do banco à convenção coletiva", propôs o diretor da Contraf-CUT. O BB ficou de analisar essas propostas com a área de segurança do banco.
        Sobre o projeto-piloto de retirada das portas giratórias de segurança com detectores de metais em algumas agências, que tem sido objeto de protestos dos sindicatos, o BB afirmou que suspenderá essa medida até a discussão final de todas as reivindicações, prometendo realizar uma reunião específica sobre segurança bancária.
        Trava e comissões nas CABBs
       
O banco apresentou um pequeno avanço na discussão relativa às travas nas CABBs, mas manifestou ainda que quer fazer novos estudos e discussões sobre as comissões nas centrais de atendimento. Os representantes do funcionalismo reiteraram o pedido para retirada da trava de relacionamento, considerando a especificidade do trabalho desenvolvido nesses locais.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS com informações da Contraf/CUT

SindBancários e Fetrafi-RS exigem destituição da diretoria da Cabergs

         Diretores do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e da Fetrafi-RS realizaram na tarde desta quinta-feira, dia 23, em mais uma atividade do Dia de Lutas, uma manifestação de protesto em frente ao prédio da Cabergs e da Fundação Banrisul. No local, a partir das 14h30, o Conselho Deliberativo teria reunião e o ato teve o objetivo de incluir na pauta do encontro a destituição da diretoria.
         O protesto contra a atual diretoria da Cabergs, liderada pelo Paulo Ricardo Fernandes Gomes, deve-se à má administração, falta de convênios e atendimento médico (principalmente no interior do Estado), incapacidade de negociar com o movimento sindical, de dar respostas às reivindicações e à falta de democracia na gestão. Os dirigentes ainda pedem a eleição para diretores e a seleção pública para preenchimento de vagas.
        “Estamos aqui para cobrar uma decisão do conselho contra os desmandos que acontecem na Cabergs. Não tem médicos e a diretoria ainda anuncia que plano é superavitário, sem falar na falta de respeito aos funcionários. Que este conselho efetive a demissão da diretoria, que nada tem feito para os trabalhadores”, cobrou o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha.
        “Enquanto ocorre a reunião do conselho, estamos aqui na rua para cobrar a limpeza da Cabergs, que tem que atuar com ética, transparência, sem déficit , sem assédio e sem acatar o voto de cabresto da direção do banco”, acrescentou o secretário Geral do SindBancários, Fábio Soares Alves, o Fabinho.
        Seguindo a linha de protesto do Dia de Luta, a diretora da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Correa, afirmava que o movimento sindical estava voltando à rua para cobrar o cumprimento da pauta de negociações, que até agora não teve reunião. “Os conselheiros têm que prestar contas de seus votos e atitudes.”
        “Estamos em mais um protesto neste Dia de Luta. Há dois anos que a Fundação apresenta déficit. Isto significa falta de condições para administrar. Exigimos a destituição da diretoria, que não dá conta de suas demandas”, denunciou a diretora de Saúde do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Lourdes Rossoni.
        Por fim, o diretor de Saúde da Fetrafi-RS, Amaro Silva de Souza, condenou a postura de austeridade da direção para com seus contribuintes. “A atual direção não demonstra condições de administrar nossa caixa de saúde. Se o conselho tiver compromisso com os banrisulenses vai pautar esse tema na reunião. Falta capacidade de administrar. É hora de mudar!”, completou.
       O conselho, presidido por João Simioni, tem ainda como integrantes efetivos João Carlos Malheiros Cunha, Carlos Aluísio Vaz Malafaia, Ubirajara Carvalho Rodrigues, Gaspar Saikoski e Zelar Eckert.
Fonte: Imprensa Sindicato dos Bancários de Porto Alegre

Ganho dos bancos com tarifas paga salários dos bancários com muita sobra

          A receita que os maiores bancos do Brasil acumulam somente com os valores que são cobrados com a prestação de serviços, as tarifas, cobre toda a folha de pagamento e ainda sobra. Em 1994, os ganhos representavam apenas um quarto das despesas com pessoal.
          Segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base nos balanços dos bancos, a relação entre os dois indicadores foi de 130,4% em 2009. Em outras palavras, o arrecadado com tarifas pagou a folha completa e ainda sobrou o equivalente a 30% dela nos cofres dos banqueiros.
           Essa relação aumenta desde 1994, ano em que os banqueiros pararam de ganhar com a inflação. Naquele ano, a receita de prestação de serviços pagava 25,4% da folha. No ano seguinte, saltou para 38,9% e se aproximou da metade (47,8%) em 1996.
          O crescimento continuou forte até que, em 2004, superou pela primeira vez o total, chegando aos 104%: ou seja, o que foi arrecadado com as tarifas pagou sozinho a folha completa e ainda sobrou 4%.
          Má vontade
          Muito deste fenômeno pode ser explicado pela má-vontade que os banqueiros têm de contratar mais bancários e, em contrapartida, o olho gordo para cobrar altas tarifas.
           No mesmo período analisado (de 1994 a 2009), o número de bancários pouco mudou, indo de 403 mil para 436 mil, variação de 8%. Já o arrecadado com tarifas saltou de R$ 4,1 bilhões para R$ 58,8 bilhões. Aumento de mais de 1.300%. 
Fonte: Seeb São Paulo

AVISO DE GREVE

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de IJUÍ e a Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Rio Grande do Sul (em transição para denominar-se Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul – FETRAFI-RS) COMUNICAM a toda a população usuária dos serviços bancários e à representação legal dos Bancos no Estado, que, caso não haja solução para as reivindicações da categoria profissional e, por deliberação da assembléia geral do sindicato acima nominado, a GREVE POR TEMPO INDETERMINADO iniciará à zero hora do dia 29 de setembro de 2010. Tal comunicação tem por finalidade cumprir os dispositivos da Lei 7.783/89.
Porto Alegre, 24 de setembro de 2010.

                 JORGE VIEIRA DA COSTA                                            ARNONI HANKE
                Diretoria de Política Sindical                                                Diretoria Administrativa

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Muita água e sabão contra a corrupção: banrisulenses lavam entrada da Direção Geral do banco

Fotos: Marisane Pereira - Fetrafi/RS
          Os banrisulenses mostraram mais uma vez que são inflexíveis quanto à corrupção. Os trabalhadores literalmente lavaram na manhã desta quinta-feira, 23, a entrada do edifício da Direção Geral, localizado na Rua Caldas Júnior, no Centro de Porto Alegre. O ato público mobilizou funcionários da DG, das agências Central, João Pessoa, União, Otávio Rocha, Rua da Praia e Menino Deus, que tiveram o atendimento paralisado e dirigentes sindicais da fetrafi-RS e SindBancários.
           A manifestação chamou atenção da população que transitava pelo local e foi registrada pela imprensa. Munidos de vassouras, baldes, água e muito sabão, banrisulenses fizeram uma lavagem completa em frente à DG. Durante a manifestação a rua foi fechada pela Brigada Militar e tomada pelos banrisulenses.
         Através do carro de som, dirigentes sindicais rechaçaram a omissão da direção do banco diante do recente escândalo de corrupção no Departamento de Marketing da instituição. Os sindicalistas também denunciaram a atitude antidemocrática do Banrisul, que ainda não iniciou o processo de negociação específica pela Campanha Salarial 2010.
        “Este ato é uma manifestação de força dos banrisulenses e também do nosso descontentamento com esta direção que está aí. Exigimos o afastamento de todos os envolvidos no escândalo de corrupção no Departamento de Marketing, a investigação aprofundada do caso e a punição dos culpados”, enfatiza a diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa.
        Já o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, questionou a postura do presidente do banco, que ignora as reivindicações do quadro de funcionários e protege envolvidos em alta corrupção. “Este não é o Banrisul que queremos. É lamentável que a direção do banco não queira negociar a nossa pauta. As condições de trabalho no banco são muito ruins, os trabalhadores sofrem um assédio moral bárbaro pelo cumprimento de metas e temos, vergonhosamente o menor piso da categoria”, lembra Rocha.
       “A hora de mobilizar é agora”, convoca o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza. “A direção do Banrisul deve ter um olhar próximo às necessidades dos trabalhadores. Entregamos a nossa pauta no dia 25 de agosto, mas a direção se faz de surda e muda, evitando o processo de negociação específica e o diálogo com os bancários. Hoje é muito ruim trabalhar no Banrisul. Os banrisulenses sofrem com a sobrecarga de trabalho cada vez maior e acabam adoecendo”.
       O presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, disse que o ato público de hoje foi uma resposta à altura dos ataques da direção do Banrisul. “O Banrisul só continuará público se continuarmos vigilantes. Nós não compactuamos com nenhum tipo de desvio de dinheiro ou corrupção. É dever da direção agir com transparência e esclarecer este episódio no Departamento de Marketing para que a imagem da instituição não seja manchada”, salienta Juberlei.
       Saída de fininho
        Enquanto os banrisulenses preparavam a lavagem das escadarias da Direção Geral, o diretor da área de Gestão de Pessoas, César Antônio Cechinato - o mesmo que garantiu em agosto, que haveria diálogo com os trabalhadores durante a Campanha Salarial - saiu de fininho e passou quase despercebido entre os manifestantes. Ele foi flagrado e fotografado pela Imprensa da Fetrafi-RS. Confira foto ao lado.
Fonte: Marisane Pereira - Imprensa Fetrafi-RS

Banqueiros apontam apenas 4,29% de reajuste e Comando prepara greve da categoria

          A quinta rodada de negociação entre os bancários e Fenaban foi encerrada nesta quarta-feira, em São Paulo, em clima de frustração. Na semana passada, os banqueiros se comprometeram de apresentar uma proposta global às reivindicações de remuneração nesta semana, mas hoje se limitaram a indicar um reajuste de 4,29%.
          O Comando Nacional dos Bancários considera essa postura dos bancos um desrespeito aos bancários e orienta os sindicatos a reforçarem a convocação das assembleias gerais da categoria, para a deflagração da greve por tempo indeterminado, a partir do dia 29 de setembro, quarta-feira da próxima semana.
         Segundo o diretor da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional, Arnoni Hanke, a Fenaban já foi informada sobre as assembleias gerais da categoria e da possível deliberação de greve por tempo indeterminado, caso os bancos não apresentem uma proposta concreta até a próxima semana.
         “Não estamos jogando como fazem os banqueiros na mesa de negociação. Desde o início deixamos evidente que o nosso objetivo era negociar de acordo com as possibilidades reais dos bancos. A indicação de um reajuste que apenas repõe a inflação do período é uma afronta à categoria”, afirma o dirigente sindical.
          Paralisações darão troco à Fenaban
          A Fetrafi-RS orienta aos seus sindicatos filiados que se aliem ao Sindicato dos Bancários de Porto Alegre nesta quinta-feira, 23, promovendo manifestações e paralisações em agências de bancos públicos e privados. A paralisação de agências na Capital nesta quinta, foi aprovada ontem (21), em assembleia geral, promovida pelo SindBancários.
        Assembleias gerais
         Nesta quinta-feira, 23, os sindicatos realizam assembleias gerais da categoria para avaliar a proposta dos bancos e deliberar ou não pela greve por tempo indeterminado, a partir do dia 29.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sindicatos promovem mobilizações nesta quarta e quinta-feira

          O calendário de atividades da Campanha Salarial 2010 foi intensificado esta semana devido à 5ª rodada de negociação com os banqueiros, agendada para esta quarta-feira, 22, à tarde, às 15h, no Maksoud Plaza Hotel, em São Paulo. Os representantes dos bancários gaúchos nesta rodada serão os diretores da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke e do Sindbancários, Mauro Salles. Há expectativa de que a Fenaban apresente na reunião de hoje uma proposta às reivindicações de remuneração da categoria.
         Desde o início da manhã desta quarta, sindicatos do interior do estado promovem atividades junto aos locais de trabalho para mobilizar os colegas. Na quinta-feira, 23, continuam as manifestações e mobilizações. Em Porto Alegre haverá paralisações das unidades da capital até às 12h no Banco do Brasil, privados e Banrisul. Já os empregados da Caixa realizarão somente um ato público no mesmo dia na Praça da Alfândega às 12 horas.
         Assembleias
        
Nesta quinta-feira os sindicatos promovem assembleias gerais para avaliar uma possível proposta da Fenaban, BB e Caixa e deliberar ou não pela greve por tempo indeterminado a partir do dia 29 de setembro, quarta-feira da próxima semana. Com exceção do sindicato de Porto Alegre que far sua assembleia no dia 28/09, porque já definiu o dia indicativo de greve na assembleia desta terça-feira, 21, acompanhando o calendário nacional.
         Negociações com a Caixa e BB 
         Ainda na quinta-feira serão realizadas r
odadas de negociação específicas com as direções da Caixa e do Banco do Brasil. Até agora os dois maiores bancos públicos do país não apresentaram propostas às Comissões Executiva dos Empregados da Caixa e de Empresa dos Funcionários do BB alegando que primeiro irão aguardar a manifestação da Fenaban.
         Veja o calendário da Campanha Salarial no RS:
        - 22/09/2010 – quarta-feira: Dia de Luta no Interior RS
        - 23/09/2010 - quinta–feira: Assembleia Geral para avaliar as possíveis propostas da Fenaban, BB e CAIXA. Caso as propostas sejam rejeitadas deve-se deliberar greve a partir do dia 29/09/2010, quarta-feira.
        - 24/09/2010 – sexta-feira: AVISO DE GREVE: Publicação na imprensa e comunicado aos bancos do AVISO DE GREVE, constando que a categoria entrará em greve por tempo indeterminado a partir do dia 29 de setembro de 2010, quarta-feira.
       - 28/09/2010 – terça-feira: ASSEMBLEIAS: Reabertura da assembleia do dia 23/09 para organizar a greve a partir do dia 29.
       - 29/09/2010 – quarta-feira: GREVE POR TEMPO INDETERMINADO.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Bancários são obrigados a entrar para trabalhar de madrugada em São Paulo

          Madrugada do dia 21 de setembro no Centro velho de São Paulo. Faz frio. As ruas, que durante o dia ficam lotadas de pedestres e carros, estão vazias. Embaixo de marquises, centenas de moradores de rua tentam dormir.
           Por volta das 4h, começa um movimento de carros. São táxis trazendo bancários para trabalhar nos prédios da Rua Boa Vista, do Itaú Unibanco, da Aymoré Financiamentos, controlada pelo Santander, que fica na Rua 15 de Novembro.
          "Estávamos lá na hora e é triste ver a forma constrangida como esse pessoal chega ao local de trabalho. A gente percebe que o trabalhador está com vergonha, se sentindo humilhado e revoltado por ter sido obrigado pelo banqueiro a sair de casa no meio da madrugada para trabalhar", diz a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Raquel Kacelnikas.
          O contingenciamento este ano está começando mais cedo, antes mesmo de confirmada a possibilidade de greve. As denúncias deste tipo de crime não param de chegar no Sindicato e atingem todos os grandes bancos. A maior parte das reclamações, porém, vem de bancários do CAU e do ITM, ambos do Itaú Unibanco.
         "Os bancos estão coagindo estes trabalhadores a não participar de manifestações. Mas a Constituição Federal garante o direito de exigir melhores salários e condições de trabalho, com paralisações e greve, se necessário. Trata-se de prática antissindical explícita, e há punição prevista em lei para este crime", lembra a dirigente sindical.
Fonte: Seeb São Paulo

Sem bancários e segurança, correspondentes crescem 70% em três anos

Divulgação
          O número de correspondentes bancários cresceu 70,6% em três anos, segundo dados do Banco Central (BC). A quantidade passou de 95.849, no final de 2007, quando a instituição começou a registrar os dados, para 163.569, em 1° de setembro deste ano.
           Correspondentes bancários são agências lotéricas, lojas e posto dos Correios autorizados pelo BC a fazer operações, como recepção e encaminhamento de propostas de abertura de contas e de pedidos de crédito e recebimentos de pagamentos, visando levar serviços bancários para locais onde não há agências.
          Essa função, entretanto, não é seguida ao pé da letra. Isso porque o estado com o maior número de correspondentes no Brasil (42.176) é São Paulo, onde já existem 6.633 agências. Já em Roraima, estado com apenas 24 agências, há apenas 218 correspondentes bancários. Ou seja, são 276 vezes mais agências e 193 vezes mais correspondentes em São Paulo. Todos os dados são do Banco Central. Importante citar, ainda, que a população paulista (cerca de 40 milhões) é aproximadamente de 100 vezes maior que a de Roraima (395 mil), segundo dados dos governos estaduais.
          "Os números mostram claramente que os banqueiros não usam os correspondentes com a função social de levar os serviços bancários para locais onde não há agências", afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. "Eles se aproveitam dos correspondentes para expandir ainda mais seus lucros às custas dos direitos dos trabalhadores, já que os funcionários das lotéricas e dos Correios não estão sob regime da Convenção Coletiva de Trabalho", completa.
          Os correspondentes são, assim, uma forma descarada de precarização do atendimento e do processo de bancarização, sem bancários e sem segurança, tirando empregos da categoria e colocando em risco a vida de trabalhadores e clientes. Só os bancos ganham. Perdem os bancários e a sociedade.
         O fim da precarização dos correspondentes é uma das reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2010. O tema já foi debatido nas negociações sobre emprego, mas a Fenaban não apresentou proposta.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo e Agência Brasil

Polícia Federal multa bancos em R$ 2,2 mi por descumprirem leis de segurança

Foto: Augusto Coelho
          Os bancos foram multados em R$ 2,250 milhões por descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e normas de segurança, durante a 87ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP) do Ministério da Justiça, sob coordenação da Polícia Federal (PF), realizada na terça-feira, dia 21, em Brasília. O campeão de multas foi o Bradesco, com R$ 504 mil, seguido pelo Santander com R$ 490 mil, o Banco do Brasil com R$ 416 mil e o Itaú Unibanco com R$ 346 mil.
          Veja os bancos multados:

  • Bradesco - R$ 504 mil
  • Santander - R$ 490 mil
  • Banco do Brasil - R$ 416 mil
  • Itaú Unibanco - R$ 346 mil
  • Caixa Econômica Federal - R$ 271 mil
  • HSBC - R$ 65 mil
  • Banco Regional de Brasília - R$ 65 mil
  • Banco Indusval - R$ 29 mil
  • Banco KDB do Brasil - R$ 23 mil
  • Banco Industrial e Comercial - R$ 21 mil
  • Safra - R$ 10 mil
  • Banco da Amazônia - R$ 10 mil
         Total: R$ 2,250 milhões
         Foi a terceira reunião da CCASP em 2010, um fórum tripartite criado em 1985 e que conta com representantes do governo federal e de entidades patronais e dos trabalhadores (bancários e vigilantes). A Contraf-CUT representa os bancários. A CCASP se reúne em média a cada três meses, tem caráter opinativo e julga processos abertos pelos fiscais das Delegacias Estaduais de Segurança Privada (Delesp) da PF.
         Dos 312 processos envolvendo bancos, foram aplicadas 183 multas. Houve também vários processos arquivados e outros foram retirados de pauta para apreciação na próxima reunião. Na sua maioria, os bancos foram punidos por problemas em relação à validade do plano de segurança de agências e postos, número insuficiente de vigilantes e falhas no sistema de alarme.
        "Chamou a atenção que mais uma vez o Bradesco foi punido por fazer transporte de valores, usando ilegalmente bancários para essa atividade, que deve ser feita somente por vigilantes, de acordo com a legislação e a portaria da PF", destaca o diretor do SindBancários, secretário de imprensa e representante da Contraf-CUT na CCASP, Ademir Wiederkehr. O Bradesco foi multado em R$ 296,8 mil em 20 processos movidos em diversos estados do país.
         Também foram punidas empresas de vigilância e transportes de valores, bem como centros e escolas de formação profissional de vigilantes, com aplicação de multas e outras penalidades como advertência e cancelamento de registro. Ao todo, incluindo bancos e empresas, estiveram em pauta 785 processos, mostrando o descaso com as normas de segurança.
         Assim como os bancários, os vigilantes tiveram outra vez forte presença na CCASP, sob a liderança do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV), José Boaventura Santos, que alertou os bancos para o golpe da saidinha de banco. "Esse crime, que começa dentro dos bancos, tem deixado mortes, feridos e pessoas traumatizadas em todo país", aponta o dirigente da CNTV. O coordenador da CCASP, delegado Adelar Anderle, pautou o assunto para ser discutido na próxima reunião, em dezembro.
          Ademir enfatizou ainda a necessidade de estender a obrigatoriedade dos planos de segurança para as cooperativas de crédito, lotéricas, agências do banco postal e demais correspondentes bancários, que já totalizam mais de 160 mil em todo Brasil, segundo dados do Banco Central. "Trata-se de prestação de serviços dos bancos, mas feito sem bancários e sem segurança", advertiu o diretor.
        Ao final da reunião, Ademir e Boaventura distribuíram aos integrantes da CCASP o segundo número do Jornal dos Bancários e Vigilantes do Brasil, elaborado pela Contraf-CUT e CNTV, com notícias sobre as atividades dos trabalhadores pela proteção da vida. Um dos destaques é a reportagem sobre a estatística de vítimas fatais em ataques envolvendo bancos no primeiro semestre deste ano. Onze pessoas, quase duas por mês, perderam suas vidas em assaltos, entre vigilantes, clientes, transeuntes e um bancário.
         "Os bancos precisam ter responsabilidade social e destinar parte de seus lucros para investir mais em segurança. Eles preferem descumprir as normas e pagar uma série de multas, do que aumentar os investimentos em medidas eficazes e equipamentos preventivos para evitar assaltos e sequestros", enfatiza Copi. "Vamos continuar atuando na CCASP, assim como na Campanha Nacional dos Bancários, pois a vida está acima do patrimônio", concluiu. 

Fonte: Contraf-CUT

Quadrilha que desviou R$ 500 mil de correntistas do Banrisul é indiciada pela Polícia

Divulgação
          A 5ª DP da Capital concluiu hoje o inquérito sobre o desvio de R$ 500 mil de correntistas do Banrisul e envia à tarde para o Foro do Partenon. Ao todo, sete pessoas foram indiciadas por furto qualificado e formação de quadrilha: um cracker (termo usado para quem pratica a quebra de um sistema de segurança de forma ilegal) da Bahia e sua esposa, além de um detento do Presídio Central e quatro mulheres da família dele. Todos estavam presos no final de agosto, mas apenas o apenado continua na cadeia. Devido a isso, o delegado Lauro Santos está também pedindo a prisão preventiva de seis acusados.
          Entenda o caso
          Investigado desde maio de 2009, o grupo criminoso se articulou no Presídio Central logo após o cracker ter sido preso pela Polícia Federal por suspeita do mesmo tipo de crime no Estado. No local, ele fez amizade com um detento e tramou o golpe. Eles capturaram dados de contas das vítimas por meio de uma página falsa do banco na Internet ou por vírus espiões que se instalavam nos computadores dos correntistas. Para isso, ele enviava e-mails por meio de spams.
          O cracker transferia dinheiro dessas contas para os mais de 50 laranjas recrutados pelas mulheres da família do preso. Após a transferência, o saque era feito no caixa. As retiradas de dinheiro eram sempre de R$ 1 mil. O cracker ficava com 50% do valor e o restante era dividido entre laranjas e aliciadores. Por enquanto, os laranjas não foram responsabilizados.
        O Banrisul informou que todos os clientes lesados foram ressarcidos. Para garantir a segurança, o banco também informou que basta o correntista solicitar na agência um cartão chipado e o leitor que poderá ser conectado ao computador. Com isso, os dados são criptografados dentro do chip antes de serem enviados, e não pelo computador.
Fonte: Zero Hora Online

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Metalúrgicos do ABC conquistam 10,81% de aumento salarial mais abono de R$ 2,2 mil

           Os metalúrgicos do ABC conquistaram neste domingo (19) o maior aumento salarial da história da categoria: 9% da data-base mais 1,66% de correção da tabela salarial, num total de 10,8%, mais R$ 2.200,00 de abono.
         O índice total será pago integralmente na data base, 1º de setembro, e o abono quitado totalmente em 20 de outubro.
          As montadoras (Ford, Scania, Mercedes-Benz e Volkswagen) responderam positivamente à reivindicação feita pelos trabalhadores em assembleia realizada no sábado (18).
        Eles reivindicaram a unificação das datas de pagamento do aumento salarial e da correção da tabela (os 10,8%) e também que abono fosse pago de uma única data. Originalmente, a proposta era de pagar o 1,66% somente em agosto de 2011 e o abono parcelado em duas vezes.
         Segundo ele, os 10,8 % representam 6,26% além da inflação acumulada no período, que foi de 4,29%. "Um índice extraordinário, à altura da categoria e compatível com o bom momento econômico vivido pelas montadoras e também pelo país", disse hoje o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, ao comemorar o maior aumento salarial da história da categoria.
         ACORDOS
        Na segunda, os metalúrgicos da GM em São José dos Campos e São Caetano aprovaram reajuste salarial de 9%, retroativo a 1º de setembro. Desse total, 4,52% serão de aumento real e outros 4,29% de reposição da inflação, pelo INPC.
       O acordo também prevê abono de R$ 2.200. O teto para aplicação do reajuste é R$ 7.630 e os salários acima contarão com fixo de R$ 686.
       Segundo o Dieese, a quase totalidade (97%) de 290 categorias profissionais conseguiu reajustes de salário igual ou superior à inflação em negociações ocorridas no primeiro semestre.
       A taxa de 97% é mais alta que a verificada nos anos de 2008 e 2009, quando 87% e 93% dos grupos de trabalhadores tiveram sucesso semelhante.
Fonte: Folha.com  

Fetrafi-RS e Sindfin assinam CCT dos trabalhadores em Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento

          Após quase oito meses de reuniões, foram concluídas na última sexta-feira as negociações entre a Fetrafi-RS e o Sindfin pela Campanha Salarial dos Trabalhadores em Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento. A assinatura da CCT 2010/2011 garantiu novas conquistas para os trabalhadores do setor em diversas cláusulas.
           As cláusulas sociais e sindicais desta convenção serão válidas por dois anos, com renegociação em agosto de 2012. Já as cláusulas econômicas, voltarão a ser renegociadas em 1º de agosto de 2011.
           Veja os detalhes da CCT 2010/2011:
           Índice: Concessão de reajuste de 4,44% ( INPC do período de setembro de 2009 a agosto de 2010, calculado pelo IBGE) sobre todas as verbas de natureza salarial.
           Pisos: Os pisos para as funções de contínuo, office-boy, porteiro, serventes e aprendizes serão corrigidos pelo índice aplicado ao piso regional do RS, de 6,9%, totalizando R$ 580,75. Os demais cargos terão piso de ingresso de R$ 685,72.
          Anuênio: R$ 8,73
          Quebra-de-Caixa: R$ 59,57
          Ajuda-Alimentação (refeição): 22 tíquetes de R$ 18,10;
          Comissão de função – Aumentou de 30% para 45%.
          Suplementação por auxílio-doença – Pagamento de 50% da diferença entre o salário do trabalhador e o valor pago pela previdência, desde o 16º até o 45º dia de afastamento do trabalho.
          Cheque-rancho – Passou de R$ 40 para R$ 80,00, constituindo a maior conquista desta campanha. Houve avanço tanto na questão econômica quanto na nomenclatura do benefíci,  que será chamado de Cheque de Negociação Sindical. Concedido pela primeira vez em 2008 como uma cesta de bonificação de Páscoa, após intensas negociações, o benefício foi incorporado à Convenção Coletiva.
           PLR: A forma de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados será linear, com pagamento de valores iguais para todos os empregados. Esta era uma antiga reivindicação do movimento sindical. Desta maneira, todos os trabalhadores receberão o mesmo valor de PLR, independente do cargo que ocupam.
           Plano de Saúde: As empresas que têm menos de 50 empregados também deverão optar por um contrato de plano de saúde ou terão que ressarcir cada funcionário com a importância máxima de R$ 50,00. Isto equivale a reembolso por despesas do empregado com a contratação individual de plano de saúde.
           Avaliação
         
Segundo o diretor da Fetrafi-RS, Luiz Carlos Barbosa, a dinâmica das negociações mudou e houve interesse das duas partes no processo de negociação, que iniciou em janeiro de 2010. “Estes fatores proporcionaram debates mais detalhados sobre todas as cláusulas, avaliando as reais possibilidades de avanços. Foi possível estabelecer novas conquistas como o pagamento linear da PLR e um aumento de 50% na gratificação de função”, salienta Barbosa.
          Os representantes do movimento sindical no processo de negociação foram os diretores da Fetrafi-RS, Luiz Carlos Barbosa, Arnoni Hanke e Régis Tasch Killian; do SindBancários, Antonio Augusto Borges de Borges e o assessor Jurídico da Federação, Milton Fagundes.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

CEF poderá compensar gratificação paga com horas extras devidas

          A Caixa Econômica Federal poderá descontar a gratificação de função paga a empregado bancário para cumprir jornada de oito horas diárias com as horas extras devidas em função da sétima e oitava horas trabalhadas. A decisão é da Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho que, por maioria, acompanhou voto relatado pelo ministro Horácio Senna Pires.
           O relator aplicou ao caso a Orientação Jurisprudencial Transitória nº 70 da SDI-1 que trata da possibilidade de compensação pelo empregador das gratificações de função pagas a bancário para cumprimento de jornada de oito horas, quando o correto seria a carga horária de seis horas, uma vez que não existe o requisito da fidúcia especial de que trata o artigo 224, § 2º, da CLT e que autorizaria a jornada de oito horas.
           O empregado requereu o recebimento de horas extras além da sexta trabalhada, por entender que exercia cargo de técnico de fomento, cuja atividade não estava entre as hipóteses previstas na CLT para excluí-lo do direito às horas extras. No juízo de primeiro grau, a Caixa foi condenada ao pagamento da sétima e oitava horas como extras. Já o Tribunal do Trabalho cearense (7ª Região) entendeu que o trabalhador não tinha direito às horas extras, pois desempenhava função de confiança e optara pela jornada de oito horas com recebimento de gratificação.
           A decisão foi modificada, mais uma vez, na Quinta Turma do TST. O colegiado concluiu que o empregado tinha direito às horas extras, pelo fato de prestar suporte técnico na realização de operações bancárias, e não possuir poderes de mando ou gestão. Para o colegiado, a simples nomenclatura do cargo não é suficiente para configurar o exercício de função de confiança de que trata o artigo 224, §2º, da CLT e, desse modo, afastar o direito do trabalhador às horas extras.
           Nos embargos à SDI-1, a Caixa alegou que as horas extras deveriam ser apuradas com base na gratificação de seis horas e que deveria ser devolvida a diferença entre o valor da comissão paga pela jornada de oito horas, por um lado, e o valor da comissão devida pela jornada de seis horas, por outro. Sustentou ainda que houve má aplicação da Súmula nº 109 do TST ao caso, tendo em vista que o verbete dispõe que o bancário não enquadrado no artigo 224, §2º, da CLT, que recebe gratificação de função, não pode ter o salário relativo a horas extras compensado com o valor daquela vantagem.
           E de acordo com o ministro Horário Pires, a empresa tinha razão, porque as horas extras devidas ao empregado devem ser calculadas com base no valor previsto no plano de cargos e salários para uma jornada de seis horas (na medida em que ficou provado o direito a essa duração de trabalho). Nessas condições, para impedir eventual enriquecimento ilícito do trabalhador, é necessária a dedução dos valores devidos com o que foi efetivamente pago a ele, considerando a diferença entre a gratificação prevista no plano para a jornada de oito horas e a estipulada para a de seis horas.
           Durante o julgamento, ficaram vencidos os ministros Renato de Lacerda Paiva, Rosa Maria Weber, Augusto César Leite de Carvalho, Lelio Bentes Corrêa e Aloysio Corrêa da Veiga, e com ressalva de entendimento, quanto à compensação, o ministro José Roberto Freire Pimenta. Venceu a tese do relator no sentido da compensação dos valores recebidos com os devidos, na forma da OJ nº 70 da SDI-1. (E-ED-RR-189300-10.2004.5.07.0005)
Fonte: TST

Assembléia Campanha Salarial 23/09/2010


FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS EM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DO RS E SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE IJUÍ

EDITAL DE CONVOCAÇÃO 
Assembléia Geral Extraordinária
 A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul, e o SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE IJUÍ, com sede na Rua Sete de Setembro, 345, sala 28, na cidade de Ijuí; por seus representantes legais, CONVOCAM todos os empregados em estabelecimentos bancários (sindicalizados ou não), inclusive empregados dos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banrisul), das cidades que integram as concernentes bases territoriais dos Sindicatos, para reunirem-se em assembleia geral extraordinária nos respectivos endereços supra mencionados, no dia 23 de setembro de 2010, quinta-feira, às 17:00 (dezessete) horas, em primeira convocação, ou às 18:00 (dezoito horas) no mesmo dia, em segunda e última convocação, para discutir e decidir acerca da seguinte ordem do dia:
 1. Avaliar e deliberar sobre a proposta econômica apresentada pela FENABAN e pelos bancos públicos;
2. Deliberação acerca de paralisação por prazo indeterminado a partir da 00h00 do dia 29 de setembro de 2010;
3. Detalhar outros procedimentos a serem adotados na Campanha Salarial 2010;
 4. Manter a assembleia suspensa para ser reconvocada a qualquer momento, mediante simples boletim interno do Sindicato.


Porto Alegre, 20 de setembro de 2010.
 JORGE VIEIRA DA COSTA                              ARNONI HANKE          
                           Diretoria de Política Sindical                             Diretoria Administrativa  

Bancário denuncia prática abusiva do Itaú Unibanco

          A Fetrafi-RS recebeu no dia 16/09, através do site da entidade, uma mensagem de angústia, desabafo e quase um pedido de socorro. Trata-se do relato de um bancário do Itaú Unibanco sobre a rotina de excesso de trabalho, humilhações, constrangimentos e pressão, vivenciada por ele e seus colegas em uma das agências do banco.
           A mensagem recebida pela Fetrafi-RS traz novamente à tona, em plena Campanha Salarial 2010, a precariedade das condições de trabalho nas agências e postos de atendimento bancário. Os trabalhadores estão no limite da produção, do atingimento de metas, da rapidez no atendimento, mas os bancos querem acelerar o ritmo cada vez mais.
           A denúncia abaixo será encaminhada ao Departamento de Saúde da Fetrafi-RS e analisada pelo Comitê da Campanha Tudo Tem Limite: tolerância zero com a violência dos bancos. Outras denúncias semelhantes, ou de quaisquer situações de violência no ambiente de trabalho, podem ser encaminhadas para o endereço eletrônico: tudotemlimite@feebrs.org.br.
           O objetivo da Campanha é estabelecer novas frentes de combate à violência organizacional nos bancos. Além disso, todos os dados recebidos são analisados por profissionais dos Departamentos de Saúde da Fetrafi-RS e SindBancários, que sob orientação das diretorias de Saúde das entidades, encaminharão a resolução dos problemas.
           Confira abaixo a íntegra do relato enviado pelo bancário do Itaú:
           DESABAFO E PEDIDO DE SOCORRO CONTRA O MONSTRO DA PAPELETA DO TEMPO DE FILA
           Trabalho no Itaú Unibanco em uma agência de grande porte, com aproximadamente 15 funcionários na Operacional. Venho por meio desta, mostrar toda minha indignação, sofrimento e desespero diante de situação que caracteriza com grande ênfase o ASSÉDIO MORAL no trabalho.
           Eles vêm colocando os clientes em enormes filas e forçando os caixas a atender essas pessoas em 15 minutos. A tal papeleta vai para o último cliente da fila e ficam os chefes e o gerente operacional por trás dos caixas, forçando os bancários a atenderem em tempo recorde.
           Os funcionários não têm tempo nem para respirar, pois além das metas abusivas em relação à venda de produtos, os caixas são obrigados a largar tudo que estão fazendo no para colocar tais papeletas nas filas. Vejo todos os meses colegas de trabalho adoecendo devido aos métodos abusivos utilizados pela gestão do banco, como a pressão psicológica.
           É feita uma escala mensal com todos os caixas para ver quem ficará responsável pela papeleta no dia. Segundo todos os caixas da agência, este é o pior dia do mês, o dia do massacre, da desmotivação e estresse. No total são 13 marcações, 13 saídas do caixa em apenas 1 dia, seja ele dia de pico ou não, se sujeitando a constrangimentos diante de clientes, diferenças de caixas constantes e o risco de um eventual assalto, pois o funcionário fora do caixa fica vulnerável a virar escudo para bandidos.
          Somos obrigados a vender produtos para auxiliar no cumprimento da meta geral da agência. Embora receba valores ínfimos pelo serviço, o fato de acumular mais uma tarefa, além de ter de atender os clientes em no máximo 18 minutos, leva muitas vezes o caixa a cometer erros. Isso sem contar que as eventuais diferenças são pagas do nosso próprio bolso.
          Estamos trabalhando de modo sub-humano, pois a pressão para se alcançar metas abusivas está fazendo com que os funcionários usem de subterfúgios para aumentar suas vendas, pois o assédio moral é claro e explícito.
           A área operacional, como o próprio nome diz, é operacional e não comercial. Como um caixa pode atender dezenas de pessoas em uma fila de 18 minutos em dias normais e dias de pico, com educação, atenção e preocupação em tratar bem o cliente, se tem de vender e se preocupar em não estourar o tempo de fila?
           Quando os funcionários correm como loucos e ouvem gritos
sobre o tempo corrido da papeleta e quantos clientes faltam para chegar, aumenta o risco para dar uma diferença de caixa. É comum o questionamento dos clientes pela situação e, muitas vezes, no afã de querer ajudar, o próprio cliente tenta passar a papeleta na frente. Ainda temos de explicar que não é possível fazer isso.
           Não está sendo fácil levantar todos os dias e ir trabalhar, sabendo que teremos cobranças absurdas, pois, além de termos metas altíssimas, somos cobrados para cumprir 150% destas metas, pois 100% é obrigação e, para sermos competitivos, é preciso superação e, para isso, os 150% são imprescindíveis.
           O slogan do momento é BRILHO NOS OLHOS. Eu pergunto, de quem? Nosso brilho no olho é devido a lágrimas e desespero... O novo modo Itaú Unibanco de fazer tem dez “mandamentos” que, na teoria, são muito bonitos e éticos, mas que, na prática, não estão funcionando. Saúde física e mental é artigo de luxo para os bancários na atual conjuntura.
Claro que temos medo de perder nossos empregos, mas isso não justifica trabalharmos sob uma pressão insuportável, que faz com que muitos adquiram doenças psíquicas e físicas que os afetarão por toda a vida.
           Caros amigos acredito muito na força do Sindicato dos Bancários e respeito muito o trabalho de todos. 
           Para cumprir a lei do tempo de fila nas agências bancárias, não precisa sacrificar o bancário com tal situação, basta contratar mais funcionários e dar melhores condições de benefícios e condições de trabalho.
         Obrigado pela atenção!
         "Bancário do Itaú"
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Banrisul anuncia que vai seguir Fenaban, mas banrisulenses exigem negociações específicas

          A Diretoria do Banrisul, anunciou na sexta-feira, 17, que irá seguir o acordo que for firmado entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban na Campanha Salarial 2010.  Segundo o BGX, o banco reafirma o seu compromisso de seguir, integralmente, todas as cláusulas que forem acordadas na Convenção.
          O diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza, destaca que não há novidade alguma na informação transmitida através do comunicado. "O que os banrisulenses querem saber é quando será agendada a mesa específica para debater com o movimento sindical as reivindicações da nossa pauta", indaga o sindicalista.
          A pauta específica dos banrisulenses foi entgregue à direção do Banco no dia 25 de agosto. Na ocasião, o diretor da Unidade de Gestão de Pessoas, César Antônio Cechinato, garantiu que haveria diálogo entre a Direção do Banrisul e o movimento sindical nesta Campanha. Entretanto, até agora o banco não se manifestou para agendar o início das negociações com o Comando dos Banrisulenses.
           Os banrisulenses também cobram o pagamento das promoções regulamentares, que está atrasado desde o primeiro semestre. "Convocamos todos os funcionários para as assembleias específicas, que ocorrem no dia 21 em todo o Estado, para definir e organizar a nossa mobilização para consolidar e avançar as conquistas no banco dos gaúchos", finaliza Amaro.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Banco do Brasil adia proposta e frustra expectativas dos funcionários

Foto: Contraf/CUT
          Frustrando as expectativas dos funcionários do Banco do Brasil, a empresa apenas se limitou, na segunda rodada de negociação específica realizada na sexta-feira, dia 17, em São Paulo, a debater todas as reivindicações da categoria e prometeu apresentar propostas na próxima reunião marcada para o dia 23.
          Em uma longa reunião, de mais de três horas de duração, representantes da Contraf-CUT, da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e do banco repassaram cada uma das cláusulas da minuta de reivindicações específicas da categoria.
          A reunião começou com uma manifestação de protesto por parte do coordenador da Comissão de Empresa, Eduardo Araújo, em relação às informações de que o banco está alterando sua missão, com a retirada de menções aos funcionários e à sociedade. "O presidente do banco Aldemir Bendine já havia confirmado que o BB estava alterando a missão da empresa, mas nunca imaginávamos que seria para piorar, indo contra o papel que nós, bancários, e a sociedade esperamos de um banco público, que é a promoção do desenvolvimento do país e o bem estar dos funcionários e da sociedade".
           O diretor da Fetrafi-RS e do SindBancários, Ronaldo Zeni, presente na reunião, avalia que "o extenso debate sobre a pauta que já é conhecida pelo o BB há mais de 6 anos, não trouxe nenhum resultado prático até agora. Queremos uma resposta que contemple à totalidade da nossa pauta já na reunião do dia 23. Vamos nos mobilizar para que a direção do BB se pronuncie imediatamente."
          Criação de novas agências
          A Contraf-CUT solicitou, na sequência, informações sobre a criação de agências complementares, com caixas terceirizados, e a ampliação indiscriminada de correspondentes bancários. Os representantes dos trabalhadores consideram esses planos perniciosos por promoverem a deterioração das relações de trabalho e reclamaram a contratação de mais 5 mil funcionários, além das 10 mil novas vagas acertadas no acordo do passado, em vez de promover a terceirização dos serviços.
          A Contaf-CUT reivindicou agilização nas contratações, especialmente para os estados do Norte e Nordeste, áreas em que não foram abertos novos postos de trabalho, embora o banco informe que já tenha feito mais de 7 mil novas convocações.
          A estratégia do banco se expandir no exterior, sem respeito aos trabalhadores nos países em que vem se instalando e atuando, também foi criticada pelos representantes dos funcionários. Diante desse quadro, cobrou-se do banco a assinatura do Acordo Marco Global, apresentado ao banco em 2006 para que os empregados e dirigentes sindicais do exterior tenham direitos respeitados e o banco tenha responsabilidade social.
          Representação dos bancários no Conselho de Administração
          No entendimento da Contraf-CUT, para que o banco tenha um efetivo papel social, ele precisa também contar com representante dos funcionários no Conselho de Administração, conforme prevê o projeto de lei 3.407/2008, aprovado pela Câmara e que tramita em caráter terminativo no Senado.
          A Contraf-CUT cobrou ainda a ampliação do repasse de recursos à Fundação Banco do Brasil, que possui importantes projetos de caráter social à espera de verbas para serem concretizados. Apesar dos lucros crescentes, o banco tem investido muito aquém do necessário na área social.
          Os representantes do banco ficaram de entrar em contato com as áreas responsáveis pelos temas abordados e apresentar esclarecimentos no próximo encontro.
          Funcionários incorporados
          
Outro assunto importante tratado na reunião desta sexta-feira foi a problemática situação dos funcionários egressos dos bancos incorporados (Besc, BEP e Nossa Caixa). Essas questões começaram a ser discutidas na mesa temática de incorporação, mas ficaram pendentes, à espera de solução nas negociações específicas deste ano.
           Os problemas mais graves são: a indenização da antiga gratificação variável, a parte do salário transformada em Vencimento de Caráter Pessoal Incorporado (VCPI), cobertura de plano de saúde e adesão ao plano de previdência.
           Os representantes do banco informaram que foram solucionados os problemas relacionados à habitualidade (horas extras) e que a empresa pretende discutir no acordo coletivo a questão da gratificação variável. Sobre as outras questões, o banco promete apresentar informações na próxima reunião.
           PCCS
           No primeiro item da minuta de reivindicações, referente ao Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), as partes debateram item por item. A Contraf-CUT ressaltou que o aumento do piso da carreira administrativa é considerado fundamental para a valorização dos funcionários. O banco, no entanto, oferece piso abaixo da média de entrada no mercado, o que tem causado grande insatisfação na categoria.
           No debate sobre carreira, os representantes do funcionalismo reforçaram a necessidade de criação de novo sistema de seleção interna, que vá além do TAO - que se restringe às inscrições nas oportunidades de encarreiramento -, e de estabelecimento de critérios para um processo isento, sem a possibilidade de indicações de caráter pessoal.
           A Contraf-CUT pediu também a instalação de um setor encarregado de criar um programa de promoção de igualdade de condições, de direitos e de oportunidades de encarreiramento, respeitando-se as questões de gênero, raça e orientação sexual e deficiências. Essa área seria responsável pela difusão de conceitos básicos de igualdade de oportunidades e pelo combate à discriminação desses grupos nos processos seletivos.
           Jornada de 6 horas e outras reivindicações
           Outro item importante debatido foi a jornada de seis horas para os cargos técnicos, com inclusão dos 15 minutos de descanso alimentação. O banco se mostrou aberto à discussão, mas entende ser o tema de difícil solução durante a campanha.
           A Contraf-CUT reivindicou a extensão do crescimento horizontal para todas as funções comissionadas, não se limitando apenas ao que é praticado hoje na área de gerência de módulo. Também foram pedidos: a criação de um processo de incorporação de 10% das comissões por ano nos salários; a revisão do valor das comissões da gerência média; o fim da trava de dois anos, com atenção especial para os comissionados nas Centrais de Atendimento (CABBs), onde se verificam alta probabilidade de problemas de saúde, desvios e desvalorização funcionais.
           A representação dos trabalhadores exigiu que fosse transferida para a Gepes a alçada de descomissionamento e que essa medida só ocorra após, no mínimo, três ciclos avaliatórios, garantindo ao funcionário oportunidades de capacitação e tempo para desenvolvimento profissional.
           Foram cobrados do banco o retorno das substituições e o fim da lateralidade em todos os casos de substituição de gestores, incluindo gerência média em todas as unidades.
           Outras reivindicações apresentadas: a criação de um auxílio para reembolsar funcionários com despesas educacionais próprias ou de dependentes; ampliação da licença-paternidade; licença para acompanhamento de filhos deficientes sem limite de idade; aumento do número de delegados sindicais eleitos; revisão dos critérios de concessão de vale-transporte; isenção de todas as tarifas e anuidades de serviços bancários; manutenção do programa PAS; manutenção e revisão do programa de gestão da ética; concessão de licença-prêmio para todos e renovação de diversas cláusulas do acordo de 2009.
           Segurança e portas giratórias
          
Durante o debate sobre a cláusula de indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto, sequestro ou extorsão, foi solicitada ao banco a suspensão imediata da retirada de portas giratórias de algumas agências, medida que faz parte do projeto de ambientação.
          Assessorando a Contraf-CUT e a Comissão de Empresa, Daniel Reis, diretor do Sindicato de São Paulo e membro do Comitê Nacional de Segurança Bancária, expôs os riscos de violência a que todos os bancários e clientes ficam expostos com a facilitação da entrada de pessoas armadas na agência bancária. Após a argumentação, os representantes dos funcionários pediram a ampliação do debate e acesso ao projeto em caráter sigiloso, procedimento fundamental em medidas de segurança.
           Voltou à discussão a questão da instalação de CCPs (CCVs). A Contraf-CUT reafirmou sua posição contrária à assinatura porque o banco quer impedir uma possível nova reclamação daqueles que participaram de alguma conciliação.
           A representação dos trabalhadores pediu ainda a suspensão da reestruturação da Diretoria Comercial anunciada nos últimos dias, durante a campanha, que afeta cerca de 500 funcionários, que serão transferidos ou perderão a função comissionada. Para solucionar essa questão, a Contraf-CUT solicitou uma reunião com o diretor da área.
           Intensificar a mobilização
           Diante do quadro estabelecido nas negociações e da perspectiva de apresentação de propostas efetivas na reunião do dia 23, a Contraf-CUT orienta todos os sindicatos a fortalecerem a mobilização com atividades no dia 21, dia nacional de luta da categoria, para pressionar o banco e a Fenaban a atenderem nossas reivindicações.
          A reunião foi presenciada por uma observadora internacional, ligada à federação dos empregados do banco nacional da Índia, Vijay Alakshmi Manilal Nair, que realiza uma pesquisa sobre as negociações coletivas dos bancários no Brasil.
Fonte: Contraf/CUT e SindBancários