quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Comando Nacional retoma negociação específica com a Caixa nesta sexta, dia 10

          Acontece nesta sexta-feira, dia 10, às 9h, em São Paulo, nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), e a Caixa Econômica Federal. O encontro abordará as reivindicações de segurança bancária, carreira, isonomia e o itens relativos aos aposentados.
          Na última negociação, realizada no dia 3, os bancários discutiram o temas saúde do trabalhador e Saúde Caixa. O encontro terminou sem grandes avanços na avaliação dos trabalhadores.
         Quanto à carreira, os trabalhadores cobrarão pendências relativas ao Plano de Funções Gratificadas (PFG) e ao Plano de Cargos e Salários (PCS), conquistas das duas últimas campanhas salariais. Entre os principais pontos, estão a discriminação da Caixa aos empregados que optaram por permanecer no REG/REPLAN não saldado, problemas de jornada etc.
         Um tema importante será a discussão dos itens restantes da pauta de isonomia: a licença premio e Adicional por Tempo de Serviço (ATS). 
Fonte: Contraf-CUT

Campanha 2010: bancos não querem garantir empregos

Foto: Jailton Garcia - Contraf/CUT
         Emprego foi o tema da terceira rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação dos Bancos (Fenaban) pela Campanha Nacional Unificada 2010. A reunião começou na tarde de quarta 8 e prossegue nesta quinta, 9.
          Não houve qualquer avanço na negociação de hoje. Os representantes da Fenaban não querem debater a geração de postos de trabalho e a garantia de emprego. Tentaram até desqualificar os números divulgados pelo próprio setor, via Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), para evitar a discussão.
          Os integrantes do Comando Nacional disseram que o crescimento do lucro, do volume de crédito e de vários outros indicadores, apontam o aumento do trabalho do bancário e a necessidade de mais contratações. Os sindicalistas também questionaram os negociadores da Fenaban sobre a quantidade de trabalhadores que se desligam dos bancos todos os anos. Somente no primeiro semestre de 2010 houve 18 mil desligamentos no país. Em contrapartida os bancos geraram somente 0,61% dos postos criados no Brasil durante o mesmo período.
         Os negociadores da Fenaban alegam que o tema Emprego deve tratado banco a banco, mas os bancários não aceitam esta proposta.
         Terceirização 
          Outro ponto colocado em debate pelos bancários foi a possibilidade dos bancos agregarem serviços de natureza bancária, que hoje são prestados por terceirizados.
          Segundo o diretor da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional, Arnoni Hanke, a Fenaban agiu novamente de maneira evasiva na negociação. “Não há interesse dos banqueiros em discutir o tema Emprego porque isto afeta diretamente a sua lógica exploratória. No ponto de vista dos bancos não há motivo para ser coerente e justo com os trabalhadores. Os banqueiros se acham no direito de descartar os bancários e reduzir os salários dos novos admitidos, afinal reduzir custos é lucrar mais”, observa.
           O sindicalista diz que os bancários vão insistir neste tema e não aceitarão a postura irresponsável da Fenaban. “Nós vamos romper com esta lógica dos bancos porque temos argumentos e números que sustentam as nossas propostas. A manutenção do emprego e a melhoria das condições de trabalho são essenciais para a categoria”, enfatiza Hanke.
Fonte: Imprensa Seeb São Paulo com edição da Fetrafi-RS

Banrisul anuncia pagamento da remuneração variável para sexta-feira

        O presidente do Banrisul, Mateus Affonso Bandeira, enviou comunicado nesta quarta-feira aos funcionários do banco informando que o pagamento da RV1 – Remuneração Variável - será feito na sexta, dia 10. De acordo com o comunicado, serão distribuídos R$ 7,5 milhões a todo o quadro funcional, provenientes do desempenho do banco no primeiro semestre de 2010.
         O presidente do Banrisul destaca que a RV1 é fruto de uma administração focada em resultados e na melhoria da eficiência, onde os colaboradores são qualificados e comprometidos. O presidente também conclama os funcionários a atingirem as metas propostas pela direção do banco para o segundo semestre deste ano.
        O diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza, destaca que o pagamento da RV1 não pode ser fator de desmobilização entre os banrisulenses. “Estamos iniciando a Campanha Salarial e há muitos objetivos a serem atingidos. Enquanto maior quadro de bancários no Estado, temos um grande poder de pressão e a direção do banco sabe disso. Se o próprio presidente do banco reconhece o nosso valor e nos considera qualificados e comprometidos, não pode ignorar nossas reivindicações”.
          O sindicalista lembra também que o movimento sindical entregou a pauta específica à direção do Banrisul no dia 25 de agosto, mas até agora a direção não se manifestou. “Exigimos que o banco inicie o processo de negociação específica imediatamente. Temos uma pauta extensa e muito importante a debater”, conclui Amaro.
          Já a diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa, observa que o banco ainda não efetuou o pagamento das promoções regulamentares, que está atrasado desde o primeiro semestre. “Ao longo das últimas semanas fizemos diversas manifestações em frente à Direção Geral cobrando o pagamento das promoções, mas o banco não de retorno”.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Negociações sobre emprego entre bancários e banqueiros começam nesta quarta-feira


          Nesta quarta-feira, dia 8 de setembro, em São Paulo (SP), o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) realizam a terceira rodada de negociações da campanha salarial 2010, dessa vez para tratar dos temas do emprego e condições de trabalho. A reunião se estenderá até quinta-feira, dia 9 de setembro.
          Entre as reivindicações previstas para o item do emprego estão mais contratações, garantia e preservação do emprego, qualificação e requalificação profissional e ampliação da contratação de mulheres, negros e pessoas com deficiência, com garantia de igualdade de oportunidades.
         Mais negociações
        
Pelo calendário definido entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban, mais uma rodada será realizada nos dias 15 e 16 de setembro, para tratar do tema da remuneração.

Em um ano e meio, bancos desligam 10,25% dos bancários

          Em um ano e meio (janeiro de 2009 a junho de 2010) os bancos desligaram 48.295 empregados, que representa 10,25% da categoria. Os dados foram apurados com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego. O estoque de emprego nos bancos foi de 471.232 no final do primeiro semestre deste ano.
         "Os bancos desligaram um Pacaembu lotado de pais e mães de famílias em apenas 18 meses, o que mostra a perversidade da rotatividade e do descaso com o emprego", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "No mesmo período as instituições financeiras geraram somente 9.048 novos postos de trabalho", completa Carlos Cordeiro.
           "Muitos trabalhadores foram dispensados porque não cumpriram as metas abusivas para a venda de produtos, enquanto outros pediram demissão porque não suportaram o assédio moral e as precárias condições de trabalho, que tem trazido estresse e adoecimento", salienta o dirigente sindical.
           O emprego bancário é o tema da terceira rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) pela Campanha Nacional dos Bancários 2010. O encontro acontece nesta quarta e quinta-feira, 8 e 9 de setembro, em São Paulo.
           Entre as principais reivindicações dos bancários está a proteção contra demissões imotivadas, mais contratações, melhores condições de trabalho, igualdade na remuneração, reversão das terceirizações e fim dos correspondentes bancários mediante substituição por agências e postos de atendimento. Os sindicatos acompanham a negociação promovendo nesta quarta um dia nacional de luta pelo emprego, pressionando os bancos a atenderem as reivindicações da categoria.
           Nas rodadas anteriores foram discutidas as demandas de saúde, segurança e condições de trabalho, com poucos avanços. As questões de remuneração, que incluem o reajuste salarial de 11%, serão negociadas na próxima semana. A database dos bancários é 1º de setembro.
           "A geração de empregos vem sendo travada pela rotatividade que os bancos praticam para reduzir os custos e turbinar os lucros", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
           "Esse aumento da rotatividade reduziu a massa salarial da categoria, aumentando ainda mais os lucros dos bancos. A remuneração média dos admitidos nos primeiros seis meses de 2010 foi 38,04% inferior à dos desligados e as mulheres continuam recebendo salários inferiores aos dos homens nos bancos", denuncia Carlos Cordeiro.
           Para o dirigente sindical, é necessário acabar com essa rotatividade e ampliar a geração de empregos. "Os bancários querem proteção contra demissões imotivadas, conforme estabelece a Convenção 158 da OIT, mais contratações, melhores condições de trabalho, igualdade na remuneração, reversão das áreas terceirizadas e fim dos correspondentes bancários mediante substituição por agências e postos de atendimento".
Fonte: Contraf-CUT

Correspondente bancário do Banrisul sofre assalto em Entre-Ijuís

          Os correspondentes bancários, postos de atendimento que realizam serviços de banco como depósitos e pagamento de contas, são cada vez mais visados pelos assaltantes. A falta de condições mínimas de segurança nestes locais tornam o espaço vulnerável aos ataques. Na última segunda-feira, 6, um correspondente bancário do Banrisul localizado na rodoviária de Entre-Ijuís foi vítima de assaltantes armados.
           Segundo informações do Sindicato dos Bancários de Santo Ângelo, os funcionários do posto de atendimento não sofreram ferimentos, pois não reagiram durante a ação. Os criminosos fugiram em um Vectra preto, que pode ter sido utilizado em outros assaltos a farmácias na região de Santo Ângelo. A falta de equipamentos de segurança e a facilidade de acesso ao estabelecimento foi tamanha, que os criminosos sequer esconderam o rosto para praticar o roubo.
           A quantia levada não foi significativa, pois os depósitos já haviam sido encaminhados a uma agência bancária. No entanto, o caso traz à tona a situação da falta de segurança nos correspondentes, que são utilizados pelos bancos para precarizar o atendimento ao público.
           Na avaliação do movimento sindical bancário, os correspondentes são utilizados de maneira irresponsável pelas instituições financeiras, que sem se importar com a vida dos funcionários e clientes, miram somente o lucro nas suas ações. 
Por mais segurança 
          
Na próxima semana, dia 14, será realizada mais uma reunião do Grupo Interinstitucional de Trabalho sobre Segurança Bancária. Criado em 2004 pela da Secretaria de Justiça e Segurança do RS, o Grupo tem o objetivo de discutir ações concretas no combate aos ataques a bancos no Estado.
          “Nós estamos alertando os órgãos competentes há muito tempo sobre a necessidade de investir em segurança pública, em especial na segurança bancária. O problema dos correspondentes é similar ao que temos dentro dos bancos.  Aproveitamos este momento de campanha salarial, para cobrar da Fenaban a sua responsabilidade e cobraremos na reunião do GT, a cota do Governo do Estado e das forças policiais. Com base nos índices que comprovam o crescimento deste tipo de ocorrência, continuamos defendemos a vida acima do patrimônio dos bancos”, avalia o titular da Comissão de Segurança Bancária da Fetrafi-RS, Lúcio Paz.
          O dirigente sindical observa que os últimos governos não têm tratado o tema segurança bancária com a devida seriedade. Segundo ele, o trabalho do GT não teve resultados efetivos para coibir a ação das quadrilhas no Rio Grande do Sul.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

RS registra terceiro arrombamento a agências bancárias em quatro dias

          Uma agência bancária do Banrisul foi arrombada na madrugada desta quarta-feira em Porto Alegre. O alvo foi a agência do Banrisul localizada na Avenida João Pessoa. Os suspeitos entraram na sala de auto-atendimento, quebraram uma vidraça e danificaram uma grade. De acordo com o gerente, nada foi levado.
           Esse é o terceiro caso em quatro dias no Estado. Os outros dois ocorreram em São Marcos, na madrugada de domingo, e em Caxias do Sul — em Galópolis —, na madrugada de segunda-feira.
          O primeiro caso foi na madrugada de domingo: um grupo armado tentou assaltar uma agência do Banco do Brasil. Segundo a Brigada Militar (BM), os assaltantes estavam fortemente armados e utilizaram explosivos na ação. Na tentativa de deter o bando, um policial militar foi baleado na mão e outro atingido por estilhaços no rosto.
          Em Galópolis o grupo conseguiu abrir um buraco na parede da subprefeitura que dá acesso ao banco. Se conseguissem levar o caixa eletrônico, não haveria câmeras de segurança flagrando a ação.
          Candiota - Outra tentativa de arrombamento ocorreu na madrugada da última sexta-feira, dia 03. O fato foi comunicado pelo Sindicato dos Bancários de Bagé à Fetrafi-RS. O roubo não foi concretizado e houve apenas danos materiais à agência local do Banrisul.
Fonte: Zero Hora Online com edição da Fetrafi-RS

Gerente de banco sequestrado por assaltantes é indenizado em R$ 500 mil

Divulgação 
          Um gerente do Banco do Brasil, sequestrado durante um assalto à agência de Itabuna (BA), vai receber indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil. A condenação do banco por danos morais foi mantida pela Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou (não conheceu) seu recurso, quanto a esse aspecto.
           O sequestro aconteceu em 17 de janeiro de 2000, por volta das 20h, quando o gerente se dirigia para casa. Ele foi rendido e mantido em cárcere privado, junto com a irmã e a sobrinha de cinco anos, até a abertura da agência na manhã do dia seguinte. Durante esse período, as vítimas foram alvos de todo tipo de intimidação e de terrorismo psicológico, como a ameaça contra os pais do gerente, que, segundo os bandidos, estariam sendo monitorados por outros integrantes em outra cidade.
           No dia seguinte, ele foi obrigado a se dirigir à agência do banco e retirar o dinheiro do cofre, cerca de R$ 134 mil, e entregar aos bandidos, que ainda mantinham a irmã e sobrinha presas em lugar desconhecido.
           Ao condenar o banco por danos morais, o TRT argumentou que “o sofrimento, o desespero, a dor que atingiu o reclamante, assim como os seus familiares, dentre eles, sua sobrinha de apenas cinco anos de idade, poderiam ter sido evitados se o banco tivesse implementado normas eficazes de segurança, o que não ocorreu”.
           Para o TRT, cumpriria ao Banco do Brasil implantar essas normas de segurança, “principalmente em relação aos empregados que possuem as chaves e que têm conhecimento do segredo dos cofres, alvos preferenciais dos criminosos”. A omissão do banco teria causado “graves problemas psicológicos” ao trabalhador, que passou “a sofrer de transtorno de estresse pós-traumático com sintomas de depressão, descontrole, instabilidade, insegurança e perda de identidade pessoal, conforme demonstram os relatórios e o laudo pericial.”
           O Tribunal Regional da Bahia ressaltou ainda que, mesmo após sofrer na mão dos bandidos, o gerente teve que se submeter ao interrogatório no banco, pois foi instaurado inquérito administrativo pelo fato de ele não ter alertado a polícia quando esteve na agência para pegar o dinheiro no cofre, mesmo com a irmã e a sobrinha ainda em poder dos bandidos. Elas só foram liberadas no final da manhã. Além disso, após o assalto, o gerente foi designado para trabalhar como caixa, “sem possuir, contudo, condições físicas e psicológicas para tanto.”
           Além da condenação em danos morais, o TRT condenou o Banco do Brasil no pagamento de indenização por danos materiais para cobrir as despesas médicas e hospitalares do trabalhador. Além disso, o Banco terá que pagar ao gerente, até que este complete 65 anos de idade, a diferença entre o valor da aposentadoria por invalidez aos 47 anos, decorrente dos traumas físicos e psíquicos adquiridos após o sequestro, e do salário que ele receberia se estivesse na ativa.
           Inconformado com o julgamento, o Banco do Brasil interpôs recurso de revista no Tribunal Superior do Trabalho. Em sua defesa, o banco questionou a obrigação de conceder segurança individual aos empregados, pois a segurança pública seria obrigatoriedade do Estado, e solicitou que, caso fosse mantida a indenização por danos morais, que houvesse uma redução no valor, considerado alto pela instituição.
           A ministra Maria de Assis Calsing, relatora do processo na Quarta Turma, ao rejeitar o recurso do banco, não vislumbrou nenhuma violação dos dispositivos legais apontados pela defesa na decisão do TRT. Ela salientou que, quanto ao valor da indenização por danos morais, a matéria em discussão é eminentemente interpretativa, combatível tão somente por meio de divergência de teses jurídicas. (RR—119800-89.2004.5.05.0463)
Fonte: TST

Hoje é dia Dia Nacional de Luta pelo emprego

          Sindicatos e federações de bancários de todo o país promovem nesta quarta-feira, 8 de setembro, um Dia Nacional de Luta em defesa do emprego. As entidades realizam várias atividades de mobilização ao longo do dia. Hoje à tarde, às 15h, começa a terceira rodada de negociação entre o Comando Nacional e Fenaban, em São Paulo, sobre emprego. A rodada continuará na quinta-feira, dia 9.
           Entre as principais reivindicações dos bancários sobre o tema estão: proteção contra demissões imotivadas, mais contratações, melhores condições de trabalho, igualdade na remuneração, reversão das terceirizações e fim dos correspondentes bancários mediante substituição por agências e postos de atendimento.
           O diretor Arnoni Hanke, membro do Comando Nacional dos Bancários, representará a Fetrafi-RS na negociação de hoje. Segundo o dirigente, a questão do Emprego nos bancos continua sendo extremamente importante. “Além da rotatividade e da contratação de novos bancários com salários menores, os bancos não acertaram qualquer garantia de manutenção do emprego nos casos de fusão ou aquisição. Queremos acabar com este clima de insegurança entre os bancários afetados por este tipo de processo entre outras reivindicações”, afirma Hanke.
           Bancos na contramão do emprego
          O aumento nos lucros alcançados pelos bancos, que bateram recorde de R$ 24,7 bilhões no primeiro semestre deste ano, não tem sido acompanhado pelo crescimento das vagas. No mesmo período, foram criados somente 9.048 novos postos de trabalho, conforme a Pesquisa do Emprego Bancário, feita pela Contraf-CUT e Dieese, com base nos dados do Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.
           A geração de empregos vem sendo travada pela rotatividade que os bancos praticam para reduzir os custos e turbinar os lucros. Em um ano e meio (janeiro de 2009 a junho de 2010), a pesquisa mostra que os bancos desligaram 48.295 empregados, o que representa mais de 10% da categoria.
          O aumento da rotatividade reduziu a massa salarial da categoria, aumentando ainda mais os lucros dos bancos. A remuneração média dos admitidos nos primeiros seis meses de 2010 foi 38,04% inferior à dos desligados. E as mulheres continuam recebendo salários inferiores aos dos homens nos bancos.
          "Esse descaso com o emprego é um desrespeito com os trabalhadores e suas famílias e revela falta de contrapartida social dos bancos no momento em que a economia brasileira está crescendo e o PIB do primeiro semestre bateu recorde de 8,9% segundo o IBGE. Em outros países, bancos que aqui desempregam agem de forma diferente, valorizando o emprego", destaca Carlos Cordeiro, presidente da Contraf/CUT.
Fonte: Contraf-CUT com edição da Fetrafi/RS

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Entidades Sindicais do RS se posicionam diante do desvio de recursos do Banrisul

         O SindBancários, a Fetrafi-RS e os sindicatos do Interior emitiram na última sexta-feira, dia 3, um nota às imprensa sobre os acontecimentos envolvendo o Setor de Marketing do Banrisul.
        O esquema envolvendo o banco se daria através de superfaturamento na produção de ações de marketing contratadas junto a agências que terceirizavam o serviço para empresas que, por sua vez, subcontratavam os reais executores a preços muito menores do que os cobrados do Banrisul.
        Confira a nota
        A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do RS, o SindBancários e os sindicatos de bancários do interior vêm a público reafirmar a importância do Banrisul enquanto banco público, essencial para a economia e desenvolvimento do Estado. Diante das investigações, prisões e apreensões feitas pela Polícia Federal na quinta-feira, 2 de setembro, as entidades sindicais reiteram que estes fatos sejam apurados e os envolvidos submetidos ao rigor da lei.
        Não é admissível que uma instituição sob gestão pública, parte do patrimônio do Estado gaúcho, seja usada para atingir objetivos particulares e escusos, causando prejuízos à sociedade e aos trabalhadores do banco.
       Enquanto estes absurdos ocorriam, a direção se concentrava na economia de papel higiênico, luz, água, no corte do café, na manutenção de um quadro funcional reduzido, nas metas abusivas que causam o adoecimento dos bancários e prejudicam o atendimento do número crescente de clientes.
       Essas possíveis irregularidades trazem à tona a necessidade de retomar o debate sobre a efetiva democratização e controle da sociedade sobre as empresas públicas.
       A imagem do Banrisul não pode ser manchada e atreladas a atitudes individuais que caracterizam irregularidades e corrupção.
Fonte: Imprensa SindBancários e Fetrafi-RS

Manifestação em frente à Direção Geral do Banrisul convoca trabalhadores à mobilização

Foto: Marisane Pereira
         A Fetrafi-RS e o SindBancários promoveram mais uma manifestação no início da manhã desta segunda-feira, em frente à Direção Geral do Banrisul, no Centro de Porto Alegre. O objetivo do protesto foi cobrar novamente da direção do banco o pagamento das promoções regulamentares, que deveria ter ocorrido no primeiro semestre, mas até agora não foi efetivado pelo banco. A direção do Banrisul não deu qualquer justificativa para o atraso no pagamento.
          As entidades sindicais também cobraram o início das negociações específicas com o Banrisul. A pauta de reivindicações específicas foi entregue no dia 25 de agosto, entretanto, o banco ainda não se manifestou.
        Passeatão dos Bancários
         Os sindicalistas aproveitaram a oportunidade para convocar os banrisulenses para o tradicional Passeatão dos Bancários, que será realizado no dia 09, quinta-feira. A concentração para a atividade está marcada para as 17h, na Praça da Alfândega. Já às 18h30 haverá assembleia específica dos banrisulenses, no Auditório do Sindbancários, para organizar o Dia Nacional de Luta no Banrisul, que será realizado em 13 de setembro, segunda-feira, um dia após o aniversário de 83 anos do Banrisul.
         O diretor da Fetrafi-RS Amaro Souza, afirma que é hora de aumentar a mobilização para arrancar conquistas junto com a categoria. “Precisamos avançar na negociação da pauta específica dos Banrisulenses. Temos que transformar nossa raiva e indignação com o escândalo no Setor de Marketing do Banrisul em ações concretas. Vamos definir um calendário de lutas para enfrentar os ataques às condições de trabalho e saúde impostas pela Direção do Banco”, salienta Amaro.
         “Só poderemos reverter esta situação com a força da mobilização. Isto é essencial para avançar e consolidar conquistas específicas e gerais durante a Campanha Salarial 2010. A participação massiva dos banrisulenses no passeatão e na assembleia são essenciais para atingirmos nossos objetivos”, observa a diretora do SindBancários Lourdes Rossoni.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Ildo Musskopf é o novo diretor de Marketing do Banrisul

          O presidente do Banrisul, Mateus Bandeira, anunciou nesta segunda, com exclusividade à Rádio Guaíba, o nome do novo diretor de Marketing do banco. Ildo Musskopf, ex-gerente-geral da agência central de Porto Alegre, vai assumir o cargo. Também foi anunciado o nome do gerente de execução de auditoria de rede, Renato Calveti. Em entrevista ao programa Esfera Pública, Bandeira disse que a crise no banco está sob controle.
           O presidente do banco anunciou o início de uma sindicância para investigar a suposta fraude e explicou que o esquema não havia sido identificado até então porque era muito sutil. Segundo Bandeira, o banco havia contratado duas agências de publicidade (DCS e SLM), que, por sua vez, acionavam fornecedores e traziam orçamentos. “O banco sempre escolhe o menor valor, mas quem está atestando o preço fornecido é a agência”, defendeu.
           Bandeira também anunciou que as ações de publicidade estão suspensas por tempo indeterminado até que o departamento seja reestruturado. “Queremos fazer um choque de gestão para dar maior transparência”, explicou.
         Musskopf assume o lugar de Walney Fehlberg, preso na última quinta-feira em uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga o suposto desvio de R$ 10 milhões do banco através de ações de marketing superfaturadas. Além de Fehlberg, estão presos o representante da agência de publicidade DCS Armando D'Elia Neto, o representante da SLM Gilson Stork e o suspeito de operar o esquema, Davi Antunes de Oliveira.
Fonte: Correio do Povo Online

Saúde Caixa marca primeira negociação do Comando Nacional com a Caixa

Foto: Jailton Garcia/ Contraf-CUT
          A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), esteve reunida na sexta-feira, 3, em São Paulo, para a primeira rodada de negociação com a Caixa Econômica Federal na Campanha Nacional 2010. Os trabalhadores discutiram com o banco os temas de saúde do trabalhador e Saúde Caixa. Os itens de segurança bancária ficaram para a próxima reunião, a ser realizada no dia 10, também em São Paulo, que abordará ainda isonomia, carreira e outros temas.
          Segundo o representante dos empregados gaúchos na negociação, o diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Husek Carrión, a Caixa manteve a mesma postura adotada nas últimas campanhas salariais. “A Caixa segue uma estratégia já conhecida de não manifestar qualquer proposta antes da Fenaban se posicionar. Uma das prioridades para a próxima negociação, no dia 10, será a negociação sobre o tema Carreira. Queremos discutir com a Caixa a melhoria do piso, utilizando como referência o piso do Dieese (R$ 2.157,88)”, destaca Marcello.
         "Foi uma negociação sem grandes avanços e que deixou muito a desejar. Como a Caixa já tem a nossa pauta de reivindicações desde o mês passado, esperávamos que trouxesse soluções para os problemas, até porque saúde do trabalhador é um tema importante, mas isso não ocorreu", lamenta Jair Ferreira, coordenador da CEE/Caixa. "
          Saúde Caixa
          Os trabalhadores começaram o debate pelo Saúde Caixa, com foco na utilização do superávit do plano, acumulado em R$ 107 milhões, segundo dados apurados pelo banco após a conclusão da contingência - período de março de 2005 a março de 2007 em que os registros de entrada e saída de recursos do plano de saúde ficaram sem processamento de dados.
         A CEE Caixa destacou a necessidade de uma análise rigorosa dos números para definir a melhor forma de aproveitamento do superávit para melhoria das condições de atendimento aos bancários. A Caixa se comprometeu a fazer alguns levantamentos
         Os bancários propuseram que as discussões sobre os temas sejam encaminhadas para o GT Saúde, o que foi aprovado pela Caixa. As partes ficaram de definir data e pauta da próxima reunião do grupo.
         "Esse é um tema central no debate sobre o Saúde Caixa, uma vez que definirá a quantidade de dinheiro que teremos para promover melhorias no atendimento aos associados sem colocar em risco a sustentabilidade do plano", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT e empregado da Caixa. "É um debate que automaticamente irá se desdobrar em outras ações e deve ser acompanhado de perto", diz.
        Outro ponto abordado foram os limites previstos no Saúde Caixa para a realização de alguns procedimentos, como fisioterapia, RPG, psicanálise, psicologia, acupuntura e outros. O Comando cobrou que todos os trabalhadores tenham garantidas a realização de quantas sessões forem necessárias destes procedimentos. A Caixa afirmou que irá avaliar a possibilidade de ampliação dos limites.
         Os bancários cobraram também uma solução para o problema da falta de médicos credenciados de algumas especialidades em certas regiões do país. Os trabalhadores reivindicam uma alternativa que garanta a livre escolha dos associados e viabilize o tratamento sem a necessidade de longos deslocamentos. Uma proposta apresentada seria o pagamento de reembolso pelo Saúde Caixa nestas situações. O banco se comprometeu a avaliar a questão.
         Outros temas
         A Caixa trouxe respostas positivas para duas reivindicações dos trabalhadores apresentadas na minuta específica. Uma delas é o abono de ausência para que o empregado possa acompanhar ao médico filho com deficiência, sem limite de idade. O banco aceitou a proposta.
         A empresa concordou ainda em aumentar a frequência das reuniões dos Comitês de Acompanhamento do Credenciamento e Descredenciamento do Saúde Caixa. O banco aceitou a reivindicação dos bancários de tornar as reuniões bimestrais - hoje elas ocorrem a cada três meses.
         Os bancários cobraram também a instalação de um guichê específico com proteção nas áreas de trabalho dos avaliadores de penhor. A Caixa informou que já instalou um modelo de para teste na agência Tupinambás, em Belo Horizonte. Além disso, o banco informa que está substituindo os frascos plásticos para novos de 30 ml, visando eliminar do transborde das soluções ácidas.
        Outro ponto abordado foi a criação de unidades específicas para saúde do trabalhador e Saúde Caixa em todas as unidades da federação. A Caixa afirmou que irá avaliar.
        Acordo Coletivo
         O Acordo Coletivo de trabalho dos empregados da Caixa foi prorrogado até o dia 31 de outubro ou a assinatura do novo acordo. Dessa forma, os trabalhadores já podem converter as APIPs e licença-prêmio, dentro do limite de 30 dias previsto no atual acordo.
        Os bancários reforçaram a cobrança ao banco da definição da promoção por mérito, prevista no Plano de Cargos e Salários. A Caixa mais uma vez não apresentou uma solução para o problema.
        Mais uma vez foi cobrada pelos trabalhadores a questão do desconto dos dias parados das campanhas salariais de 2007, nas bases de Belo Horizonte, Bahia e Sergipe, e de 2008, quando a empresa não cumpriu o previsto na Convenção Coletiva da categoria ao descontar dos trabalhadores horas restantes após o período de compensação. Os bancários lembraram que houve compromisso na mesa de negociação em 2009 para a busca de uma solução para os problemas, e até agora não houve avanço.
Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

Lucro dos bancos públicos federais cresce 72% no segundo trimestre

          O lucro dos cinco bancos públicos federais cresceu 72% no segundo trimestre de 2010 -de R$ 6,1 bilhões para R$ 10,5 bilhões- em relação ao mesmo período do ano passado.
          Esse foi o resultado mostrado pelo levantamento da Folha feito com base em dados do Banco Central.
          No mesmo período, o lucro de 122 bancos privados avançou 26% -de R$ 13,8 bilhões para R$ 17,4 bilhões. Com isso, a diferença de ganho caiu pela metade em termos percentuais.
          Para analistas, esse resultado reflete a estratégia dos bancos federais de manter o ritmo forte de liberação de crédito, mesmo após a crise de 2009, e o grande volume de recursos públicos injetados nessas instituições nesses dois anos.
          Isso pode ser visto também no crescimento da carteira de crédito dos bancos federais, que foi praticamente o dobro do registrado entre as instituições privadas no período.
           Limite
          Os números mostram que essa expansão deixou as instituições federais novamente próximas do limite de mínimo de capital exigido pelo BC, o que levou à necessidade de novas capitalizações.
          O Banco do Brasil, por exemplo, realizou em julho uma oferta de ações na qual levantou quase R$ 10 bilhões, com governo e investidores privados. A Caixa Econômica Federal recebeu R$ 8,5 bilhões do governo federal desde o final de 2009.
          No caso do BNDES, houve a liberação de mais R$ 80 bilhões para aumentar os recursos para empréstimos.
         Em relação aos ativos, o indicador mais usado para medir o tamanho das instituições, os bancos federais cresceram 30%, acima dos 12% do setor privado.
         Se forem consideradas apenas as 79 instituições com controle nacional (excluindo os bancos estrangeiros que atuam no Brasil), os ativos públicos já superam os privados com uma folga superior a 10%.
Para o economista João Augusto Salles, da consultoria Lopes Filho, os bancos federais tiveram bons resultados, apesar de terem assumido riscos em 2009 para manter o crescimento do crédito.
         Esse fator, somado à política de fortalecer empresas estatais, levou o governo a reforçar essa ação neste ano, com o repasse de mais recursos do Tesouro aos bancos, apesar da piora das contas públicas.
Como houve melhora no cenário econômico, e uma consequente redução nas provisões contra inadimplência, essas instituições obtiveram lucros ainda maiores neste ano.
        Salles diz, porém, que não há como sustentar essa política por mais um ano sem levar a uma deterioração ainda maior das contas públicas.
          "Até o fim de 2010, os bancos públicos vão manter o pé no acelerador, mas, em 2011, a fonte seca. O governo não tem fôlego fiscal para continuar injetando recursos nessas instituições. Em 2011, os bancos privados voltam."
          Infraestrutura
         Segundo o economista Luis Miguel Santacreu, da Austin Rating, a volta dos bancos privados ao mercado é fundamental para garantir o financiamento das grandes obras de infraestrutura, que incluem ainda os projetos da Copa do Mundo e da Olimpíada do Rio.
         Isso dependerá, segundo ele, do sucesso do pacote que está sendo preparado pelo governo para desonerar e incentivar o crédito de longo prazo.
         "Sem isso, podemos cair no problema de ter bancos públicos esgotados na sua capacidade de crescimento do crédito e bancos privados sem incentivo para dar recursos de longo prazo", disse Santacreu.
O levantamento do BC também mostra que os cem maiores bancos do país lucraram R$ 24,7 bilhões no segundo semestre de 2010.
        No mesmo período do ano anterior, o lucro somou R$ 19,3 bilhões. 
Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Comissão de Empresa abre negociações com BB cobrando melhores condições de saúde

Foto: Contraf/CUT
          Os avanços alcançados na Campanha Nacional de 2009 no Banco do Brasil constituem o patamar mínimo para as negociações deste ano. Esse foi o entendimento que marcou o início das negociações entre o Comando Nacional dos Bancários, e a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB com o Banco do Brasil, durante a rodada específica realizada nesta quinta-feira (2) na sede da instituição, em Brasília.
           Apesar do tom conciliador do debate e das boas perspectivas sinalizadas pelo BB, os bancários cobraram melhorias nas cláusulas relacionadas à saúde do trabalhador e questionaram a remoção das portas giratórias de algumas agências. Inicialmente a Comissão de Empresa dos Funcionários propôs que as próximas negociações fossem realizadas nos dia 10 e 17 de setembro, mas o banco alegou que no dia 10 seria inviável por questões internas. Por isso, os negociadores do BB propuseram que as negociações sejam realizadas nos dias 17 e 21 de setembro.
          Logo depois de assinarem a prorrogação do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) por mais 30 dias, a Comissão de Empresa apresentou uma extensa pauta cobrando melhorias na política do BB para saúde do trabalhador. Sobre a realização do Exame Periódico de Serviço (EPS), o maior problema está relacionado à realização de exames fora da cidade onde o bancário reside. A Comissão de Empresa pediu que, neste caso, o banco faça o ressarcimento de despesas.
           Ainda sobre o EPS, a Comissão de Empresa solicitou a inclusão de perguntas sobre problemas mentais. O atual modelo de exame se limita a abordar, nos itens da questão psicológica, o estresse. Informações preliminares revelam que pelo menos 5% dos bancários que participaram do exame têm alguma doença mental. Por isso, os trabalhadores entendem que é prudente o BB fazer uma análise mais profunda desse tipo de enfermidade na categoria.
          Preocupada com a saúde financeira da Cassi e com o modelo de atendimento, os bancários também cobraram a criação de uma carteira de saúde ocupacional para reduzir os gastos com a Caixa de Assistência e propuseram outro modelo de eleição do Conselho de Usuários da Cassi, com a regulamentação de suas ausências e aprovação de um regimento.
          Assédio moral
          
As metas quase sempre inatingíveis impostas pelo BB voltaram a ser criticadas pela Comissão de Empresa. Segundo os sindicalistas, o BB precisa reavaliar a política de metas para melhorar as relações no ambiente de trabalho.
           A Comissão de Empresa também denunciou o envio de torpedos aos funcionários fora do seu horário de serviço, citando casos de mensagens enviadas às 23h.
           Os sindicalistas pontuaram algumas críticas sobre o processo eleitoral dos Comitês de Ética e reivindicaram, em especial, a paridade entre eleitos e indicados, além de alteração da localização da Ouvidoria na estrutura organizacional do BB.
           Licença-maternidade
           Em relação aos bancários afastados em decorrência de licenças-maternidade e saúde, a Comissão de Empresa pediu a continuidade de pagamento do auxílio-refeição a esses trabalhadores. A representação dos bancários emendou a reivindicação solicitando a extensão da licença-paternidade de cinco para 15 dias.
          Atestados médicos
          A necessidade de homologação dos atestados médicos acima de quatro dias foi outro assunto abordado pelos representantes dos bancários.
          Sobre a divulgação do Certificado Internacional de Doenças (CID) nos atestados, a Comissão de Empresa lembrou ao BB que a atual legislação não obriga o fornecimento do número equivalente ao problema de saúde.
          Transferências
         
Os dirigentes sindicais pediram agilidade nas transferências ocasionadas por problemas de saúde do próprio funcionário ou parente. O banco garantiu que, nos casos das grávidas, a transferência é imediata.
          A Comissão de Empresa exigiu o fim da discriminação no programa antitabagismo. O programa não é oferecido da mesma forma aos bancários pós-98. O banco ficou de corrigir essas e outras distorções nas instruções internas o mais breve possível.
          Descanso
        
Em virtude da rotina estressante dos caixas, a Comissão de Empresa pediu o repouso de 10 minutos a esses bancários, além de incluir os 15 minutos diários em sua jornada de trabalho.
          Ambulatórios
           A Comissão de Empresa não se esqueceu de pedir a volta dos ambulatórios. O banco, por sua vez, explicou que os novos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt) serão dotados de uma nova estrutura, sem os ambulatórios convencionais.
           De acordo com o BB, os Sesmts terão consultórios, inclusive, com orçamento já aprovado. Segundo os negociadores, todo Sesmt vai ter no mínimo um profissional de segurança e de saúde, de acordo com a dotação estadual.
           Democracia nas Cipas
          Insatisfeita com o atual modelo de composição das Comissões Internas de Prevenções de Acidentes (Cipas), a Comissão de Empresa solicitou eleição para todos os cargos do órgão. O banco insistiu na tese de que a Cipa deve ser paritária.
          Portas giratórias
         Preocupados com a retirada de portas giratórias de algumas agências, a Comissão de Empresa pediu explicações ao banco. Em resposta, o BB disse que não se trata da retirada do dispositivo de segurança.
          “A iniciativa faz parte de um projeto do banco, baseado em pesquisas com clientes, de reformulação das agências. O BB havia iniciado essa mudança de layout em 2006, no entanto, suspendeu as mudanças e agora voltou a implementá-las", justificou o negociador.
           Segundo ele, a ideia inicial é reformar 45 agências em todo o país. "A retirada da porta de segurança implica na adoção de outras medidas para garantir a segurança dos bancários e clientes", disse.
          O banco pretende iniciar a mudança em 15 de outubro e não soube explicar se haverá ou não extensão do projeto para outras unidades. De acordo com o banco, o projeto incluiria, inicialmente, as agências que concentram os clientes com alta renda. A estranha prática já é adotada em outros bancos, como o Itaú Unibanco.
          A Comissão de Empresa não concorda com esse projeto e fará manifestações contrárias à iniciativa nos locais onde ocorrer a mudança, mas aceitamos conversar com o banco para saber mais detalhes sobre a ideia.
          Calendário de negociação
           O próximo encontro será no dia 17 de setembro, em São Paulo, e vai ter na pauta assuntos como emprego, cláusulas sociais e também itens relacionados aos funcionários egressos dos bancos incorporados pelo BB, além da discussão principal sobre remuneração e PCS. E no dia 21 de setembro as partes voltam a se reunir para debater assuntos pendentes da rodada do dia 17.
          Outros assuntos
          Os bancários cobraram ainda a garantia da comissão aos funcionários afastados por doenças, a extinção das centrais de cobrança clandestinas, programa de prevenção aos funcionários do teleatendimento, reformulação do BB 2.0, aumento da idade dos filhos que poderão ser acompanhados pelos pais bancários em caso de consulta médica.
          O banco ainda ficou de agendar uma data para apresentar mais detalhes sobre o plano odontológico. Assim que for divulgada, o Sindicato informará em seus veículos de comunicações.
          Avaliação
         O representante dos bancários gaúchos na Comissão de Empresa, Ronaldo Zeni diz que o processo de negociação com o Banco do Brasil precisa ser acelerado para que cada rodada da mesa temática gere resultados práticos. “As negociações sobre os temas saúde e condições de trabalho, em especial, devem apresentar resultados imediatos para as questões que mais afligem o funcionalismo do BB. É o caso da garantia de comissão para quem sai em licença-saúde; da redução da cobrança de metas; da implantação da porta giratória antes do autoatendimento e a extinção das centrais de atendimento irregulares”, observa Zeni.
          O sindicalista também alerta que a demora na apresentação de uma proposta consistente da parte do banco vai gerar mais mobilização. “Isto pode levar o funcionalismo do BB a uma greve prematura”, finaliza.
Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi/RS

Karen D’ávila e Isidoro Grassi Neto são eleitos ao Comitê de Ética do Banco do Brasil

Divuylgação
          A diretora da Fetrafi-RS Káren D’ávila e o diretor do Sindicato de Santa Maria, Isidoro Graci Neto, representarão os bancários no Comitê de Ética que será instalado no Rio Grande do Sul. O resultado das eleições, que ocorreram nos dias 25, 26 e 27, foi divulgada nesta quinta, dia 2, pelo Banco do Brasil.
           Os Comitês de Ética são uma conquista da Campanha Salarial de 2009. Ao todo, serão 27 comitês regionais e um nacional, formado por cinco funcionários, incluindo o representante dos trabalhadores. O canal de entrada das denúncias será a ouvidoria.
           Quem são
          Káren Simone D’Avila é funcionária do Banco do Brasil desde abril de 2000 e titular da chapa. É graduada em Ciências Sociais e foi delegada sindical há nove anos. Atualmente, é diretora da Fetrafi e trabalha na agência Corporate Poa.
          Isidoro Grassi Neto, suplente, trabalha há 28 anos no Banco do Brasil e é formado em Administração de Empresas à Distância na Escola de Administração da UFRGS. É delegado sindical em  Santa Maria e trabalha na agência Presidente Vargas do município. 
 Fonte: Imprensa/SindBancários

Bancos não avançam nas negociações de saúde e segurança

Foto: Contraf
          Começaram mal as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2010. Na segunda rodada de negociações sobre saúde do trabalhador (o que inclui assédio moral e metas abusivas) e segurança bancária, realizada nesta quarta e quinta-feira, dias 1º e 2, em São Paulo, os bancos rejeitaram quase todas as reivindicações apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários.
           A pesquisa sobre emprego na categoria desenvolvida pela Contraf-CUT e pelo Dieese mostrou que a metade dos 18 mil bancários desligados dos bancos no primeiro semestre de 2010 foi por iniciativa dos próprios trabalhadores, fundamentalmente em razão da situação cada vez insuportável no trabalho provocada pelo assédio moral e pelas metas abusivas.
           "Os bancários deixaram muito claro que, além do aumento de salário e de melhorias na PLR, a Campanha Nacional deste ano precisa avançar na direção de relações de trabalho mais humanas, o que passa necessariamente pelo combate ao assédio moral e pelo fim das metas abusivas", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "O resultado das primeiras rodadas de negociação foi ruim nesse sentido. Vamos intensificar a mobilização para pressionar os bancos a atenderem as reivindicações da categoria."
           Na avaliação do diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza, a postura dos bancos é de total omissão. “Os banqueiros não assumem uma responsabilidade que é das suas gestões. Se os trabalhadores adoecem devido ao trabalho é óbvio que isto se deve à precariedade do ambiente das agências e às situações de pressão e constrangimento que estão sendo submetidos. Vamos garantir a organização e mobilização da categoria para obter avanços nas próximas rodadas. Não há dúvida de que teremos um processo de negociação difícil, mas por outro lado, estamos conscientes de que temos condições de atingir nossos objetivos nesta campanha”, finaliza Amaro.
           Assédio moral
           As negociações sobre assédio moral e metas abusivas, nessas primeiras rodadas, partiram dos resultados das discussões na Mesa Temática de Saúde do Trabalhador. Conquistada na campanha nacional do ano passado, esse fórum bipartite já realizou três reuniões este ano.
           A discussão gira em torno da implantação de um programa de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, o que inclui a possibilidade de apuração de denúncias de assédio moral encaminhadas pelos sindicatos. O programa vem sendo debatido desde 2006, mas permanece com uma série de pendências em razão da intransigência dos bancos.
            Metas abusivas
           Os negociadores da Fenaban também rejeitaram as propostas dos bancários para acabar com as metas abusivas, entre elas o fim do ranking individual de vendas de produtos e o fim das metas para os caixas.
           O Comando Nacional reafirmou aos representantes dos bancos que o problema a ser solucionado não é a existência de metas, mas a forma como essas metas são instituídas e cobradas dos trabalhadores, o que tem sido o principal fator gerador do assédio moral e de adoecimento dos bancários.
           Outras reivindicações de saúde
           Os representantes dos banqueiros recusaram ainda uma série de outras reivindicações, como por exemplo a manutenção de salários e a isonomia de direitos para quem está afastado por licença-saúde (cesta-alimentação, tíquete-refeição e PLR). Os bancos também negaram a concessão de abono de falta aos bancários com deficiência para o reparo de aparelhos que precisam usar.
           Segurança bancária
           A Fenaban negou o atendimento das principais reivindicações que tratam de segurança, como a proibição ao transporte de numerário e à guardas das chaves pelos bancários. Também negaram o adicional de risco de vida de 30% para quem trabalha em agências, postos e tesouraria e que está sendo conquistado pelos vigilantes em acordos coletivos e em votações de projetos de lei no Congresso Nacional.
           Os bancos se recusaram ainda a garantir medidas preventivas contra assaltos, como a colocação de portas giratórias em todas as agências e postos, câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real e outros equipamentos. "Denunciamos a irresponsabilidade do Itaú Unibanco, que está retirando portas de segurança em cidades onde não existe legislação municipal que obriga sua instalação, e do Banco do Brasil, que está fazendo um projeto-piloto de retirada dessas portas em várias cidades do país", destaca Carlos Cordeiro.
           Em relação à assistência às vítimas de assaltos, sequestros e extorsões, os bancos se limitaram a garantir atendimento médico ou psicológico no local da ocorrência. Não asseguraram tratamento psicológico, nem aceitaram o fechamento da agência ou posto no dia do assalto, muito menos o acompanhamento de um advogado do banco na identificação de suspeitos na polícia. Além disso, os banqueiros foram contrários à estabilidade provisória de 36 meses para as vítimas de assaltos e sequestros.
          Os negociadores dos banqueiros aceitaram a emissão obrigatória do Boletim de Ocorrência (BO) na polícia para os casos de assaltos, consumados ou não, e sequestros. Também concordaram em fornecer estatísticas semestrais de assaltos a bancos em âmbito nacional. Essas medidas haviam sido discutidas na Mesa Temática de Segurança Bancária.
           Dia Nacional de Luta em defesa do emprego
          Para avançar nas negociações, o Comando Nacional avalia a necessidade de aumentar a mobilização e a pressão da categoria sobre os bancos. Por isso convocou Dia Nacional de Luta em defesa do emprego para a próxima quarta-feira, dia 8.
          No mesmo dia, às 15h, começa a terceira rodada de negociação entre o Comando Nacional e Fenaban, agora sobre emprego e condições de trabalho. A rodada continuará na quinta-feira, dia 9. Entre outras coisas, os bancários reivindicam mais contratações, proibição às demissões imotivadas e reversão das terceirizações.
Fonte: Contraf-CUT com edição da Fetrafi-RS 

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Banrisulenses protestam por abertura de negociações específicas

Foto: Moacir Deves - Seeb Ijuí
Foto: Moacir - Seeb Ijuí
Foto: Moacir - Seeb Ijuí
Foto: Moacir Deves - Seeb Ijuí
         Os banrisulenses vestiram roupas pretas nesta quinta-feira, 2, para manifestar a insatisfação com a direção do banco dos gaúchos. Os trabalhadores cobram negociações específicas, o pagamento imediato das promoções e a melhoria dos benefícios da Fundação/Cabergs, além de melhores condições no ambiente de trabalho.
          Na última terça-feira, 1º, o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza e os diretores do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo e Lourdes Rossoni, percorreram a agência central do Banrisul para salientar a importância da mobilização dos bancários nesta fase da Campanha Salarial. Porém, a mobilização não se restringe apenas às agências da Capital. Os demais sindicatos do Interior, filiados à Federação, também marcaram presença nas agências do Banrisul, incentivando o protesto.
          Os dirigentes sindicais dialogaram com os colegas sobre a importância da participação de todos os trabalhadores nas atividades promovidas pelas entidades durante a Campanha Salarial. Os sindicalistas distribuíram adesivos e panfletos com as principais reivindicações da Campanha Salarial. Os trabalhadores aderiram à manifestação para pressionar o Banrisul a definir um calendário de negociações específicas. A pauta de reivindicações foi entregue no último dia 25, mas até agora o banco não deu retorno ao movimento sindical.
          Veja as principais reivindicações específicas dos banrisulenses
        
Quadro de carreira; saúde e condições de trabalho; segurança bancária; democratização do banco; estagiários; empréstimo retorno férias; prêmio desempenho; auxílio educação; auxílio-refeição e alimentação; Fundação; Cabergs; isonomia; melhoria da remuneração variável; recuperação da perda acumulada Fenaban; fim do assédio moral e assédio sexual; aditivo e concurso público.
Fonte: Fetrafi-RS

Gerente do BB presenteia colegas com trabalho em pleno sábado, Dia do Bancário

Foto: Sindicato dos Bancários de Rio Pardo
          Sindicato dos Bancários de Rio Pardo registrou ocorrência na Delegacia de Polícia Civil.
          Alguns bancários do Banco do Brasil de Rio Pardo receberam um presente indigesto no dia nacional da categoria, 28 de agosto. Eles foram convocados pela gerente da agência Centro, Ana Maria, para trabalhar em pleno sábado.
         A irregularidade foi flagrada pela presidente do Sindicato, Bartira Ferreira de Ferreira e pelo diretor da entidade, Enio Nélio Pfeifer Friedrich, que levaram duas testemunhas até o local. O Sindicato já havia alertado a gerente sobre a irregularidade da convocação para o trabalho aos sábados, mas a gestora ignorou o comunicado.
          A gerente argumentou que estava cumprindo ordens da Superintendência do banco e que sua atitude estava amparada por instrução normativa. Segundo os dirigentes, a gestora disse ainda que não precisava informar o Sindicato nem o Ministério do Trabalho sobre a convocação dos funcionários.
         “Ela disse que vai pagar seus funcionários através de folgas que serão concedidas posteriormente. Entretanto, isto não é permitido tanto pelo Acordo Coletivo de Trabalho da Contec quanto da Contraf. No caso de agências com até 20 funcionários não é permitida a compensação e o pagamento de horas extras deve ser efetuado em dinheiro. Na agência de Rio Pardo trabalham onze bancários”, salienta a presidente do Sindicato.
        Veja o que determina o acordo:

CLÁUSULA QUINTA – HORAS EXTRAORDINÁRIAS
       A jornada diária de trabalho poderá ser prorrogada, eventualmente, observado o limite legal, e em face da necessidade do serviço, assegurando-se o pagamento, bem como a compensação das horas extraordinárias, com adicional de 50% (cinqüenta por cento) sobre a hora normal, nos termos da presente cláusula, observada a seguinte proporção:
a) nas dependências com quadro de até 20 (vinte) funcionários, 100% (cem por cento) das horas extraordinárias serão pagas pelo BANCO;
       Avaliação Jurídica
       Segundo o assessor Jurídico da Fetrafi-RS, Milton Fagundes, a realização de horas extraordinárias somente é permitida legalmente, quando ouver 'necessidade imperiosa' que a justifique. "É assim que diz o artigo 61 da CLT: Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. Portanto, o ato praticado pela gerente trata-se de uma evidente fraude à Lei", afirma o advogado. 
          A diretoria do Sindicato dos Bancários de Rio Pardo repudia a atitude da colega e gerente do Banco do Brasil. “A gerente decidiu dar um presente de grego para os colegas em pleno Dia do Bancário. Esta foi uma atitude muito infeliz e revela a pior face do assédio moral: quando ele corrompe os trabalhadores que possuem cargos de chefia, e estes passam a explorar os seus próprios colegas da mesma maneira que os bancos exploram. Isto ocorre através da reprodução de práticas que caracterizam a violência no ambiente de trabalho. Enquanto dirigentes sindicais, defenderemos os direitos dos trabalhadores de todas as formas possíveis, mas como colegas manifestamos uma profunda decepção com a atitude da gerente do BB”, enfatizam os dirigentes sindicais.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Confirmada negociação específica nesta sexta entre CEE e Caixa

          Um dia depois da segunda rodada de negociações entre bancários e banqueiros, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a Caixa Econômica Federal retomam nesta sexta-feira, dia 3 de setembro, das 11 às 14 horas, em São Paulo (SP), as negociações específicas da campanha salarial 2010.
           Na pauta, saúde e condições de trabalho, podendo ainda entrar outras cláusulas da minuta de reivindicações específicas e da mesa de negociações permanentes. Ainda nesta sexta-feira, às 9 horas, também na capital paulista, os membros da CEE/Caixa estarão reunidos para preparar o encontro com a empresa.
           Na Caixa, o calendário de negociações específicas prevê ainda a realização de outra rodada no dia 10 de setembro. Nessa ocasião, o principal tema da discussão será a isonomia de direitos entre novos e antigos empregados. Posteriormente, outras datas serão definidas de acordo com o andamento da campanha salarial deste ano. 
          O diretor do Sindicato de Santa Maria e membro da CEE/Caixa, Marcelo Carrion, representará os bancários gaúchos na reunião de sexta-feira.
Fonte: Fenae

Bancários discutem assédio moral com a Fenaban

          Na segunda rodada das negociações da Campanha 2010 realizada nesta quarta-feira 1º de setembro, o Comando Nacional dos Bancários aprofundou as discussões com a Fenaban sobre a implantação de um programa de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, que inclui o combate ao assédio moral. As negociações continuam nesta quinta-feira 2 às 10h, em São Paulo, quando também serão discutidas outras questões relativas à saúde do trabalhador e à segurança bancária.
           "O assédio moral é hoje a principal preocupação dos bancários. Aprofundamos bastante o debate nesta quarta-feira e vamos continuar a discussão nesta quinta-feira. A nossa expectativa é que possamos avançar e construir um instrumento para acabar com essa violência organizacional praticada pelos bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
           O diretor de saúde da Fetrafi-RS, Amaro Souza, diz que o movimento sindical vai pressionar os banqueiros para que tenham mais responsabilidade e coíbam a violência organizacional no ambiente de trabalho. “Não estamos falando apenas de assédio moral, mas de todo o tipo de prática nociva às condições de trabalho que já constituem problemas estruturais nos bancos. Queremos garantir mecanismos que rompam com estas práticas impostas pelo sistema financeiro”, afirma Amaro Souza.
           Metas abusivas
           Entre os pontos sobre saúde que serão discutidos com a Fenaban nesta quinta-feira está o fim das metas abusivas. Assim como o assédio moral, a política de metas dos bancos é outra grande queixa dos trabalhadores.
           Também estão na pauta de negociações desta quinta a ampliação dos direitos dos trabalhadores afastados por motivo de doença (tais como manutenção do salário, auxílio-refeição, cesta-alimentação, pagamento da PLR etc.) e abono de falta de bancários com deficiência para manutenção de aparelhos de auxílio.
           Segurança bancária
           A insegurança nas agências, que coloca em risco a vida de bancários, vigilantes e clientes, que provocou a morte de 11 pessoas no primeiro semestre deste ano, é outro tema que será negociado com a Fenaban nesta quinta-feira.
           Pelo calendário definido entre Comando Nacional e Fenaban na primeira rodada de negociação, dia 24 de agosto, o tema emprego e condições de trabalho será discutido nos dias 8 e 9 de agosto e a remuneração nos dias 15 e 16.
Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dia do Preto mobiliza banrisulenses nesta quinta-feira

          Os banrisulenses voltam a protestar nesta quinta-feira, dia 02. Desta vez os funcionários do Banrisul irão usar roupas de cor preta para trabalhar em mais um Dia de Luta. Os trabalhadores cobram a imediata retomada das negociações específicas com a direção do banco. A entrega da pauta de reivindicações ocorreu no dia 25 de agosto, mas até agora o banco não se manifestou.
         O Dia do Preto vai cobrar negociações específicas, o pagamento imediato das promoções e a melhoria dos benefícios da Fundação/Cabergs. A Fetrafi-RS já enviou aos sindicatos filiados os adesivos para utilização durante as atividades do Dia do Preto.
         Nesta terça-feira, os dirigentes da Fetrafi-RS, Amaro Souza e do SindBancários, Lourdes Rossoni e Juberlei Baes Bacelo,  percorreram a Direção Geral do Banrisul para conversar com os colegas e salientar a importância da mobilização dos banrisulenses nesta campanha salarial.


        Veja as principais reivindicações específicas dos banrisulenses:
         Quadro de carreira; saúde e condições de trabalho; segurança bancária; democratização do banco; estagiários; empréstimo retorno férias; prêmio desempenho; auxílio educação; auxílio-refeição e alimentação; Fundação; Cabergs;  isonomia; remuneração variável; perda acumulada Fenaban; assédio moral e assédio sexual; aditivo e concurso público.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Bancários retomam negociação com a Fenaban nesta quarta-feira

          O movimento sindical bancário retorna à mesa de negociações com a Fenaban nesta quarta-feira, 1º. A pauta do encontro de hoje é saúde do trabalhador. Já na quinta-feira (2), haverá reunião sobre segurança bancária.
           Na primeira rodada de negociação, realizada na última terça-feira, dia 23, em São Paulo, o Comando Nacional e a Fenaban definiram o calendário de discussões e iniciaram o debate sobre saúde do trabalhador e condições de trabalho, discutindo o assédio moral. 
          O representante da Fetrafi-RS na reunião de negociação desta semana será o diretor de Saúde, Amaro Souza. Já o SindBancários será representado na negociação pelo diretor, Antônio Carlos Pirotti.
           Banco do Brasil
          A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil retoma as negociações com o banco no dia 02 de setembro, quinta-feira, das 10h às 16h, em Brasília.
           Caixa
          Já foram agendadas duas rodadas de negociação com a Caixa para as próximas semanas. O primeiro encontro ficou marcado para o dia 3 de setembro e terá como foco os temas de Saúde do Trabalhador e Condições de Trabalho, podendo ainda entrar outras cláusulas da pauta de reivindicações específicas. O outro encontro ocorre no dia 10 de setembro, tendo como principal tema a discussão dos itens de Isonomia de Direitos.
           Banrisul
          A pauta específica dos funcionários do Banrisul foi entregue à direção do banco na quarta-feira, 25, mas até agora a instituição não procurou o movimento sindical para agendar o início das negociações. Nesta quinta-feira, os trabalhadores do Banrisul realizam o Dia do Preto, pelas melhores condições de trabalho.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lucro no trimestre de R$ 10,1 bi mostra que bancos podem atender pauta dos bancários

          Os bancos não têm do que reclamar. As 25 instituições financeiras com papéis na Bovespa lucraram R$ 10,1 bilhões só no primeiro trimestre de 2010, o que comprova a possibilidade dos banqueiros em atender as reivindicações dos bancários.
           Argumentos como crise econômica e instabilidade do mercado financeiro não poderão ser usado neste ano. Em comparação ao mesmo período de 2009, o lucro dos bancos subiu 18,38%. O resultado também é positivo em comparação ao segundo trimestre de 2009, quando as 25 instituições haviam ganho R$ 8,5 bilhões. Quanto a economia brasileira, o governo federal estima que o Produto Interno Bruto (PIB) deve subir 7,3% neste ano - a maior alta desde 1986.
           As boas expectativas são confirmadas por pesquisa do Dieese. A análise mostra que cerca de 97% dos acordos trabalhistas realizados entre janeiro e junho deste ano tiveram reajuste salarial igual ou acima da inflação, sendo 88% com aumento de ao menos 0,01% acima da inflação - os melhores resultados em 15 anos. Segundo o Dieese, a tendência é que os acordos realizados no segundo semestre superem os resultados obtidos no primeiro.
         Maiores ganhos
        
Itaú Unibanco R$ 6,4 bi
         Banco do Brasil R$ 5,1 bi
         Bradesco R$ 4,6 bi
         Santander Brasil R$ 2,0 bi
         Caixa R$ 1,7 bi
         Safra R$ 512,2 mi
         Banrisul R$ 305 mi
         Mercantil R$ 120,8 mi
             *Resultados do primeiro semestre

Fonte:Imprensa/SindBancários com Valor Econômico e Folha de S. Paulo