quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Encontro Nacional reforça luta por isonomia nos bancos públicos federais

Os empregados gaúchos foram representados no encontro por uma delegação integrada por 18 dirigentes do SindBancários e dos sindicatos de Santa Maria, Novo Hamburgo e Litoral Norte.
 
O encontro ocorreu para dar desdobramento às discussões em torno da luta pela igualdade de direitos e benefícios entre novos e antigos trabalhadores, buscando assim intensificar a pressão sobre o Congresso Nacional – deputados federais e senadores – pela aprovação do projeto de lei 6.295/2005, que tramita na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados e prevê isonomia entre os trabalhadores da Caixa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste/BNB e Banco da Amazônia/Basa. Isonomia, aliás, é uma das prioridades da campanha salarial unificada 2011 da categoria bancária, sendo considerada imprescindível para corrigir uma grave injustiça da era Fernando Henrique Cardoso.

O propósito de conquistar a isonomia como exigência de valorização e respeito aos trabalhadores da Caixa e dos demais bancos públicos federais, tendo por base um forte processo de mobilização nacional, foi manifestado na abertura do encontro de Brasília por Fabiana Matheus, diretora de Administração e Finanças da Fenae e conselheira deliberativa eleita na Funcef. Ela destacou, na ocasião, a importância do envolvimento de todos os segmentos dos empregados da Caixa na mobilização para sustentar a reivindicação por isonomia em mesa de negociação, de modo a eliminar de vez todas as formas de discriminações. No encontro nacional pela isonomia, Fabiana reafirmou ainda o compromisso da Fenae com essa luta.

Na parte da manhã, o debate no encontro nacional dos empregados da Caixa por isonomia contou com a participação do advogado Paulo Roberto Alves da Silva, do escritório Crivelli Advogados Associados (que presta assessoria jurídica ao movimento sindical bancário), e da deputada federal Érika Kokay (PT/DF), que também é empregada da Caixa.

Paulo Roberto, por exemplo, levou a notícia de que a 10ª Região do Tribunal Regional do Trabalho do Distrito Federal (TRT/DF) julgou inconstitucional as resoluções 10/95 e 9/96 do então Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (CCE/Dest), com base no entendimento de que essas normas estão em conflito com a liberdade de negociação coletiva. A ação que levou à sentença da TRT/DF da 10ª Região foi impetrada pela Federação Nacional dos Portuários.

Tendo como parâmetro a decisão do TRT/DF, o advogado do escritório Crivelli Advogados Associados afirmou não ser possível estabelecer previamente uma lista de temas que não podem ser negociados com o movimento sindical, como faz a Caixa ao se negar sequer a discutir a extensão aos novos empregados da licença-prêmio e do Adicional por Tempo de Serviço (ATS), um procedimento que tolhe a negociação coletiva. Ele criticou ainda a incongruência de uma mesma norma ser inconstitucional para os portuários, e constitucional para os bancários.

A deputada Érika Kokay também foi veemente na critica à falta de isonomia entre os trabalhadores novos e antigos dos bancos públicos federais. Segundo ela, os direitos dos bancários foram usurpados dentro da lógica de destruição das empresas estatais, sempre contestada pelo movimento dos trabalhadores. Nesse caso, segundo a parlamentar, o objetivo era implantar a terceirização indiscriminada no serviço público, com a consequente flexibilização do trabalho.

Ela defendeu a tese de que o Brasil precisa do Estado para acabar com as injustiças sociais, citando como exemplo a situação do Japão, onde a boa remuneração, o emprego vitalício e a promoção por antiguidade fazem parte da relação de fidelização entre a empresa e seus trabalhadores, “realidade rompida no Brasil pelo governo FHC, para dificultar sobremaneira o processo de mobilização dos trabalhadores”.

Érika Kokay salientou a importância da imediata revogação da norma do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), que fere a Constituição Federal e cerceia a livre negociação. Ele disse que pretende entrar na Câmara com Projeto de Decreto Legislativo para sustar ou revogar essas resoluções, dado o seu caráter abusivo. E acrescentou: “O fim dessas medidas não significa a conquista da isonomia, mas sim que essa questão passará a ser definida em mesa de negociação, sem o aval de qualquer entrave burocrático. Não é mais possível, sob qualquer hipótese, permanecer entulhos que foram construídos sob a lógica de privatização da Caixa e de outras empresas estatais”.

Depois dos debates com Paulo Roberto e Érika Kokay, os empregados da Caixa discutiram e aprovaram um manifesto em defesa da isonomia, no qual solicitam aos parlamentares da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara apoio à aprovação do projeto de isonomia, com tramitação acelerada desse processo, “haja vista os prejuízos causados aos trabalhadores dos bancos públicos federais, enfraquecendo por consequência as próprias instituições estatais”.

O manifesto afirma que o fortalecimento das empresas públicas é condição sine qua non para a consolidação de um projeto nacional de desenvolvimento, mas isto esbarra na desvalorização sofrida pelos trabalhadores da Caixa e de outras instituições públicas ao longo da década de 90. Segundo o documento, entregue para o presidente e para o relator da Comissão de Finanças e Tributação, respectivamente, Cláudio Puty (PT/PA) e André Vargas (PT/PR), as resoluções do Dest foram adotadas como parte da política de privatização do patrimônio público, “implicando na retirada de direitos para os que ingressaram a partir de 1998 nos bancos públicos federais”.

O manifesto, por fim, observa ser inconcebível a diferença de tratamento entre trabalhadores de uma mesma e única empresa, sobretudo em um banco público como a Caixa, acrescentando: “Essa discriminação, além de inoportuna, não cabe em um projeto político que tem como objetivo a valorização e a promoção da cidadania. Por isso nossa luta não ocorre só no âmbito da Caixa, mas em conjunto com os trabalhadores de outras estatais”.

Ato na Matriz cobra fim das discriminações
Realizado no início da tarde, o ato na Matriz da Caixa cobrou da direção da empresa a valorização e o respeito aos trabalhadores. A tônica dos protestos estava expressa em faixas que reivindicavam o fim das discriminações e isonomia já, além de salário digno, deixando claro que os bancários estavam mobilizados na campanha salarial 2011.

Foi dito, por exemplo, que chegou a hora do governo federal e da direção da Caixa oferecerem a sua contrapartida ao esforço despendido pelos trabalhadores na construção de um banco cada vez mais público e social. Relevante, nesse caso, é que os empregados precisam ser mais valorizados. O ato na Matriz, além de defender isonomia para os novos bancários, exigiu também o fim da discriminação para o pessoal do REG/Replan não-saldado.

Ponto alto foi a visita ao Congresso Nacional

Como parte da programação do encontro nacional por isonomia, a visita aos parlamentares da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara foi um dos pontos altos das atividades protagonizadas pelos empregados da Caixa. Na conversa com o deputado Cláudio Puty (PT/PA), presidente dessa comissão, uma caravana de trabalhadores da empresa conseguiu arrancar dele o compromisso de convocar uma audiência pública para formar opinião e debater o tema da isonomia. Requerimento com este objetivo será encaminhado na próxima semana, devendo ser convocados para a audiência representantes do Dest e dos bancos públicos federais, além da representação nacional dos trabalhadores dessas empresas.

O manifesto aprovado pelo encontro nacional por isonomia também foi entregue para Puty, que se mostrou receptivo ao pleito dos empregados da Caixa. Outra conversa foi estabelecida com o deputado André Vargas (PT/PR), relator do projeto de lei 6.295/05 na Comissão de Finanças e Tributação. Ele disse que, no caso da isonomia nos bancos públicos federais, existem dificuldades de entendimento para as questões que tiverem impactos econômicos e financeiros nas planilhas do governo federal.

Por outro lado, André Vargas afirmou que, enquanto não forem concluídas as negociações entre as empresas e o movimento sindical, não pretende dar parecer nenhum sobre isonomia, cuja ausência, segundo ele, “é sempre uma injustiça”. Ele defendeu, por fim, um ambiente menos conflituoso entre as partes, alegando ainda que a ferramenta mais decisiva para conquistar isonomia é a mobilização e a negociação sindical.

Ao parlamentar paranaense, o movimento sindical bancário esclareceu que o esforço para superar o imbróglio da isonomia vem desde 1998, época em que os bancos públicos federais estavam sendo preparados para a privatização pelo governo neoliberal de FHC.

Foi dito ainda a André Vargas que, de 2003 para cá e à revelia do Dest, o movimento nacional dos empregados conseguiu, através de diversas lutas, protestos e greves, avançar em pontos como as Apips, o parcelamento do adiantamento de férias, o desconto proporcional ao salário de contribuição mensal do Saúde Caixa, a mudança do REB para o Novo Plano da Funcef e a unificação das tabelas do Plano de Cargos e Salários (PCS), faltando conquistar ainda o ATS, também conhecido como anuênio, e a licença-prêmio.

Fica do encontro nacional por isonomia dos empregados da Caixa a certeza de que essa reivindicação deve ser deflagrada de forma coletiva, com o envolvimento dos trabalhadores de outros bancos públicos federais e de outras empresas estatais, sendo esta a única forma de eliminar os obstáculos que ainda travam a sua efetiva conquista.

A avaliação é de que, diante das circunstâncias, o balanço das atividades dos 90 bancários que se reuniram em Brasília, durante o encontro nacional por isonomia na Caixa, foi bastante positivo. Uma unanimidade: a tramitação de um projeto de lei no Congresso Nacional é sempre tortuosa, sendo preciso trilhar vários caminhos para viabilizá-lo.

Fonte: Agência Fenae com edição da Fetrafi-RS

Bancos propõem 7,8% de reajuste e Comando rejeita


A nova rodada de negociação sobre remuneração da Campanha Salarial 2011 foi concluída na tarde desta terça-feira, 20, com um impasse. Os bancos apresentaram uma proposta de reajuste de 7,8% sobre todas as verbas de natureza salarial, mas os bancários consideraram o índice insuficiente por não representar aumento real e com isso, estar abaixo das expectativas da categoria.
O Comando Nacional dos Bancários, composto por representantes da Contraf/CUT, das federações e maiores sindicatos do país, está reunido para definir as estratégias da categoria para o próximo período da campanha. Uma nova negociação entre Comando e Fenaban foi agendada para o dia 23, sexta-feira, às 14h.
“Temos a grande responsabilidade de atender as expectativas de toda a categoria. Os bancários esperam um reajuste digno e outros avanços importantes da Convenção Coletiva de Trabalho deste ano. Vale a pena lembrar que os bancos que atuam no Brasil estão batendo seus recordes de lucratividade a cada semestre e em 2011 isto não foi diferente. Por isso rejeitamos a proposta apresentada pela Fenaban. Não é justo que os trabalhadores que constroem esta lucratividade não tenham direito a um reajuste decente”, argumenta o diretor da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional dos Bancários, Arnoni Hanke.

Importante

A Fetrafi-RS reitera a convocação da categoria para as assembléias gerais que serão realizadas no fim da tarde desta quinta-feira, dia 22 em todo o Estado. A orientação para as assembleias é de rejeição da proposta dos banqueiros com fortalecimento das mobilizações e preparação dos bancários para a greve a partir do dia 27 de setembro, caso não haja apresentação de uma nova proposta da Fenaban até esta data.

Veja detalhes da proposta apresentada pela Fenaban:
Reajuste salarial: 7,8% sobre os salários praticados em 31 de agosto de 2011;
PLR: Limitada a 15% do lucro líquido obtido no exercício de 2011. A distribuição seria feita da seguinte forma: 90% do salário reajustado m setembro de 2011, acrescido do valor fixo de R$ 1.186,66; limitado ao valor de R$ 7.741,12. A parcela adicional da PLR seria de 2% do lucro líquido de 2011, dividido pelo número total de empregados, em partes iguais, até o nlimite individual de R$ 2.587,20.
O que os bancários querem:

O índice de reajuste salarial reivindicado pelos bancários é de 12,8% (inflação mais 5% de aumento real). No caso da PLR, a reivindicação é de três salários mais valor fixo de R$ 4.500. Os bancários querem ainda o piso do Dieese (R$ 2.297,51 em junho). Também foram definidos outros itens, como Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) em todos os bancos, mais segurança nas agências para bancários e clientes, mais contratações, fim das metas abusivas e do assédio moral, garantia no emprego, fim da rotatividade, ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – proíbe demissões imotivadas e reversão das terceirizações e banco para todos, sem exclusão e sem precarização.

Fonte: Imprensa Fetrafi-RS com foto da Contraf/CUT

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bancários se reúnem com presidente do Santander e cobram mudanças

A Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Fetec-CUT/SP, a Feeb SP/MS e a Afubesp se reuniram pela primeira vez com o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, nesta quinta-feira, dia 15, no prédio da Torre, em São Paulo. A reunião foi solicitada por ele, que começou expondo que ali cumpria um objetivo que estabelecera desde a sua posse: o de dialogar com as entidades sindicais.

Os dirigentes sindicais pediram informações sobre a situação do Santander no Brasil e na Espanha. Portela afirmou que tanto a filial brasileira, quanto a dos demais países funcionam como "subsidiárias independentes" e que têm autonomia em relação à Espanha. Ele também apontou a estratégia da empresa de, em três anos, o Santander ser o melhor banco para se trabalhar.

Sobre a crise internacional, principalmente na Europa, Portela disse que o banco está protegido da crise, pois os investimentos da matriz na dívida pública espanhola têm as mesmas proporções que nos títulos públicos no Brasil. Para ele, não há um cenário de risco na Espanha, nem a possibilidade de respingos da crise no Santander Brasil. O presidente do banco assinalou uma expectativa de crescimento no Brasil, mesmo com redução na demanda de crédito.

Diante deste quadro, de aparente tranquilidade, os dirigentes sindicais indagaram o motivo de tanta remessa de capitais para a Espanha. Portela respondeu que o Santander envia dividendos para os acionistas espalhados pelo mundo.

Os sindicalistas sabem, no entanto, que as remessas não são apenas de dividendos. Quase metade do arrecadado com o a venda de ações (IPO), em outubro de 2009, foi enviado à Espanha, que nesta semana, inclusive, ocorreram outras remessas, conforme noticiou a mídia brasileira.

Desta forma, os dirigentes sindicais alertaram que essa prática poderia resultar, para a filial brasileira, o mesmo desfecho da fábula da galinha dos ovos de ouro.

Quanto à expectativa de crescimento no Brasil, os sindicalistas questionaram o porquê da eliminação de mais de mil postos de trabalho no primeiro semestre deste ano, ressaltando que na América do Sul e na Espanha não há demissões. Também reclamaram da falta de funcionários, da sobrecarga de trabalho e do sufoco no cumprimento de metas abusivas. Eles salientaram, ainda, que essa política adoece os funcionários e não alavanca o banco no mercado, sendo, portanto, necessário mudá-la.

Portela retrucou dizendo que o banco precisa contratar para crescer e que, no mercado, ainda há dificuldades neste sentido. Os sindicalistas apontaram que metade das demissões ocorre porque os próprios trabalhadores pedem para sair.

Os passivos do Banespa, em especial dos aposentados do Banesprev, também foram destacados, como sendo uma das principais fontes de conflitos do Santander nas comunidades, a ponto de ter uma CPI para ser instalada na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Os dirigentes sindicais reafirmaram ainda a intenção de manter sempre o diálogo e a mesa de negociação e, no final, pediram que houvesse valorização da área de RH do banco, para que sejam apoiadas iniciativas que valorizem os trabalhadores, único caminho para o Santander crescer no Brasil.

Ao final da reunião, as entidades entregaram uma carta com as principais questões que preocupam os funcionários e aposentados do banco, como a estratégia de crescimento, a remessa de lucros para a Espanha, o corte de empregos, as condições de trabalho e vida, as relações sindicais e as pendências com os aposentados.

> Clique aqui para ler a íntegra do carta para Portela.

Participaram da reunião o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Belofa, o presidente da Afubesp, Paulo Salvador, o presidente da Fetec-CUT/SP, Luiz César de Freitas (Alemão), o secretário-geral da CUT de São Paulo, Sebastião Cardoso (Tião) e o diretor da Feeb SP/MS, Cristiano Meibach.

Além do presidente do Santander Brasil, estiveram presentes a vice-presidente de RH, Lilian Guimarães, o superintendente de Relações Sindicais, Jerônimo dos Anjos, e a assessoria de Relações Sindicais, Fabiana Ribeiro.

Portela ficou de agendar uma nova reunião com os dirigentes sindicais no final do ano.

Avaliação

O diretor da Contraf-CUT considera que foi importante dialogar com o presidente do banco, mostrar a preocupação dos sindicalistas sobre os rumos do banco no Brasil e na Espanha, destacar os principais problemas dos funcionários e aposentados e apontar a necessidade de mudar o modelo de gestão no Brasil.

"A política de metas abusivas não colocou o banco em primeiro lugar no mercado, como enfatizava sem êxito o ex-presidente Gabriel Jaramillo, mas trouxe muita insatisfação para os funcionários e gerou uma imagem desgastada junto aos clientes e à sociedade brasileira que as campanhas milionárias de marketing não estão revertendo", destacou. "O banco precisa respeitar o Brasil e os brasileiros e trilhar outro caminho para crescer", disse.

"Achamos importante a abertura do canal de diálogo, pois acreditamos na mesa negocial para resolver os problemas dos trabalhadores", afirmou Rita Berlofa. "Vamos usar esse instrumento, pois o Santander é único banco do Brasil onde seu presidente senta para ouvir os trabalhadores. Esperamos que ele realmente se sensibilize com os problemas apresentados e apoie medidas para solucioná-los", destacou.

Na avaliação de Paulo Salvador, a reunião serviu para mostrar a seriedade do trabalho permanente das entidades de acompanhar todas as faces da gestão da empresa. "Mais uma vez colocamos a questão dos aposentados do Banespa na pauta e pedimos soluções", destacou.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo e Afubesp

Em negociação, banrisulenses exigem do banco solução para reivindicações

O Comando dos Banrisulenses voltou a se reunir com o Banrisul nesta sexta, dia 16, dando continuidade aos debates sobre a pauta específica dos trabalhadores. O banco não trouxe respostas sobre os itens discutidos na última negociação como havia se comprometido com o argumento de que não foi realizado, neste tempo, nenhuma reunião da diretoria.
Os representantes dos funcionários reafirmaram que o banco precisa apresentar avanços concretos na pauta. Já os integrantes da comissão de negociação do Banrisul acreditam que em muitos pontos não haverá problema e afirmaram que a discussão ocorrerá em reunião da diretoria nesta segunda, dia 19. Se comprometeram de trazer uma resposta na próxima negociação, na sexta, dia 23, quando serão discutidos itens relativos à saúde e segurança.

Processos seletivos internos

Os banrisulenses exigiram o fim dos critérios subjetivos utilizados atualmente nos processos seletivos internos e na análise de perfil. Lembraram que muitos funcionários não compartilham das mesmas oportunidades de outros. O banco confirmou a existência de problemas no atual processo e concorda que os critérios subjetivos não são bons nem para os trabalhadores, nem para a instituição.

Mesmo assim, o Banrisul alega que não é possível extinguir a análise de perfil, mas admite utilizar critérios como tempo de serviço e formação. Os bancários ficaram de apresentar e discutir, em uma próxima reunião, as diretrizes que deverão ser seguidas nos processos seletivos internos.

Corte de letras

Os banrisulenses cobraram que o tempo de banco seja considerado para concorrer às promoções, para todos os que sofreram sobreposição de letras e estão impedidos ao devido pagamento das diferenças entre as letras que foram extintas.

O banco reconheceu que é uma reivindicação justa, mas só se compromete de evitar que isto ocorra de agora em diante. “Essa é uma das prioridades da Campanha Salarial deste ano e não vamos deixar de lutar pela aprovação da cláusula na íntegra. Se o Banrisul reconhece o problema, precisa enfrentá-lo”, afirmou o presidente do SindBancários, Mauro Salles.

Os bancários consideram a atitude do banco, em 2010, uma grande injustiça, pois as pessoas não foram promovidas e o quadro que teve letras suprimidas. Para os sindicalistas, os funcionários não podem ser prejudicados porque o quadro está estagnado. Quanto ao pagamento do enquadramento de 2010, o banco ficou de levar o assunto à diretoria e realizar uma análise do impacto financeiro.
Pagamento das promoções

O banco se comprometeu de divulgar o pagamento das promoções até março e realizar o pagamento até abril. Entretanto, não houve acordo quanto ao fim da restrição do número de vagas, considerado fundamental para os representantes dos funcionários. Segundo o banco, esse debate será realizado junto ao do Plano de Carreira.

Terceirização e Correspondentes Bancários

O Comando reafirmou a posição de que as terceirizações e os correspondentes precarizam o emprego dos bancários e criam insegurança aos clientes. Lembraram ainda que isto não condiz com o discurso da atual gestão, de priorizar o atendimento.

Segundo o banco, houve um retrocesso nas terceirizações e vários contratos que estão vencendo não serão renovados. Entretanto, não se comprometeu a dar um fim imediato a todas as terceirizações. Quanto aos correspondentes bancários, os negociadores do Banrisul afirmaram que estão abrindo mais agências e este é um assunto que cabe ao Banco Central e ao Sistema Financeiro Nacional.

Estagiários

Os bancários exigiram que o banco cumpra com o piso estipulado na Convenção Nacional dos Bancários para a contratação de estagiários e que eles não sejam mais usados nas retaguardas de caixas e outras funções, que só devem ser realizadas por bancários. Os trabalhadores lembraram que alguns estagiários realizaram operações como TED, pelo Banrifone.

O banco argumentou que novos funcionários estão sendo contratados com este fim. Quanto ao piso, o banco informou que atualmente está com uma ação tramitando no Superior Tribunal Federal (STF) sobre o assunto.

Diversidade de Gênero

O Comando reivindicou a criação de um Grupo de Trabalho para apontar diretrizes que resolvam os problemas de desigualdade de gênero e raça dentro do banco, como também ampla divulgação de pesquisas sobre o assunto realizadas pela Fenaban. O banco concordou com o pedido.

“Aumentou o número de mulheres em cargos de chefia, mas o número ainda é pequeno. Se falarmos dos negros, esse número é ainda menor. Conscientizar as pessoas da desigualdade também é uma forma de combate ao assédio moral e sexual”, explica a diretora da Fetrafi-RS e funcionária do Banrisul, Denise Corrêa.

PROMOVE

O Comando exigiu que o banco crie um sistema mais transparente nas movimentações pelo PROMOVE, pois muitos funcionários ficam anos esperando transferência. Pediram que o Banrisul divulgue, mensalmente, um relatório para conferência das entidades sindicais.

O banco afirmou que as informações serão disponibilizadas futuramente na página do banco e que ficarão disponíveis para todos os funcionários. Se comprometeu a colocar o projeto no ar até novembro.

Democratização do Banrisul

Os bancários cobraram a realização de eleição direta para diretor represente dos funcionários e para o conselho dos representantes. O banco ficou de levar o debate para a diretoria. Os bancários afirmaram que é preciso vontade política do banco para implementar a reivindicação, pois outras estatais já possuem regulamentação semelhante.

Ampliação de licença-paternidade

O movimento sindical trouxe a proposta de ampliação da licença-paternidade de cinco para 30 dias, conforme a minuta nacional. Ficaram de encaminhar o assunto para a diretoria.

Licença para adoção

O movimento também defendeu a licença para adoção de seis meses extensivo para casais homoafetivos, independente do gênero, inclusive para funcionários solteiros. Os negociadores  concordaram com a cláusula, porém irão levar o assunto à diretoria e darão retorno na próxima reunião.

Outros temas

O banco aceitou incluir sogras e sogros nas licenças por falecimentos, mas por um período menor do que o reivindicado pelo movimento sindical, de seis dias.

Sobre a realização de um novo concurso público, o banco disse que está chamando 1350 funcionários e já tem aprovada a contratação de outros mil concursados para 2012. O Banrisul também se mostrou favorável quanto à extensão da licença maternidade para seis meses para casais homoafetivos.

“Na próxima semana, estaremos construindo atividades de mobilização da Campanha, com reuniões nos locais de trabalho, um ato entre a Caixa Econômica Federal e o Banrisul, na Praça da Alfândega e uma assembleia, na Igreja Pompeia. Só com mobilização avançaremos na nossa luta”, concluiu a diretora do SindBancários, Lourdes Rossoni.
Fonte: Imprensa/SindBancários com edição Fetrafi-RS
Fotos: FetrafiRS

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Terceira negociação com o Banrisul ocorre nesta sexta

Os banrisulenses retomam as negociações com o Banrisul nesta sexta-feira, às 14h. O Comando dos Banrisulenses reúne previamente na Fetrafi-RS para preparar estratégias à negociação. Nas duas primeiras reuniões com a  direção do banco, os sindicalistas destacaram a importância da melhoria do piso; a definição de novos critérios para a as metas; melhoria das gratificações para caixas e tesoureiros; criação de uma gratificação fixa para os operadores de negócios e a agilização do processo de elaboração do novo plano de carreira no Banrisul.

Na última negociação, o Comando dos Banrisulenses deixou claro que os bancários preparam uma grande mobilização para esta Campanha Salarial, na qual os funcionários do Banrisul terão papel fundamental. A próxima rodada de negociação com o banco ocorre na segunda-feira, dia 19, às 14h, na Direção Geral, véspera da negociação com a Fenaban.

Veja as principais reivindicações dos banrisulenses na Campanha Salarial 2011:
:: Aumento do piso;
:: Novos critérios para gestão das metas;
:: Resolução dos problemas Fundação Banrisul;
:: Qualificação e ampliação do atendimento da Cabergs;
:: Isonomia de direitos para afastados e, tratamento de saúde e redefinição dos prazos para finalização da proposta de Plano de Carreira.
 
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS
 

Fetrafi-RS convoca assembleias gerais da categoria para o dia 22

A Fetrafi-RS e os sindicatos do interior do Estado convocam os trabalhadores e trabalhadoras em instituições financeiras para assembleias gerais na próxima quinta-feira, 22. O edital de convocação da categoria foi publicado nesta sexta-feira, no jornal Correio do Povo. As assembleias serão realizadas por todas as entidades filiadas à Federação, a partir das 18h, nas sedes dos respectivos sindicatos.

O objetivo da reunião é discutir o andamento da Campanha Nacional dos Bancários 2011. Os bancários irão avaliar e deliberar sobre possíveis contrapropostas que venham a ser apresentadas pela Fenaban e pelos bancos públicos nas negociações, além de debater os detalhes de procedimentos a serem adotados na Campanha. Ainda haverá deliberação sobre a suspensão da assembleia para ser reconvocada a qualquer momento, mediante simples boletim interno do respectivo Sindicato.

Negociações
As mesas de negociação da Campanha Salarial já estão em andamento. No entanto, os banqueiros demonstram descaso com os trabalhadores e não apresentam propostas decentes para a evolução dos diálogos. Nesta semana, ocorreram rodadas de negociação com a Fenaban (dia 12), com o Banrisul e a Caixa (dia 13) e com o BB (dia 14). Nesta sexta-feira, os banrisulenses voltam à mesa para da continuidade à sua pauta específica.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Banrisulenses cobram conclusão do novo Plano de Carreira

A segunda rodada de negociação específica entre o Comando dos Banrisulenses e a direção do Banrisul ocorreu na tarde desta terça-feira, na Direção Geral do Banco, em Porto Alegre. Durante a reunião foram retomados os debates sobre a pauta de reivindicações dos trabalhadores com destaque para a necessidade de conclusão do novo plano de carreira; aumento do piso; valorização das funções de caixa e tesouraria; criação de uma gratificação fixa de R$ 1.000,00 para os operadores de negócios e jornada de 6h para todos os comissionados, sem redução salarial.

Quanto ao Plano de Carreira, os representantes do banco disseram que o prazo para conclusão e implantação será estendido até junho de 2012. O movimento sindical reivindicou a antecipação deste prazo, mas o Banco alegou que será necessária uma análise mais detalhada do impacto financeiro gerado pelo novo plano sobre as receitas da instituição.
Os sindicalistas salientaram que os debates na Comissão Paritária para discussão do Plano de Carreira chegaram a impasses em algumas premissas. O movimento sindical defende que todo reajuste concedido durante as campanhas salariais incida sobre a tabela do novo plano, a fim de evitar a defasagem salarial. “Nosso objetivo é valorizar os trabalhadores do Banrisul, gerando perspectivas de carreira e a motivação de todo o quadro”, observaram os dirigentes sindicais.
Os negociadores do banco concordaram com a necessidade de encontrar um instrumento que permita a proteção do quadro de carreira, evitando sua defasagem. O banco também admitiu que hoje há um cenário financeiro favorável à melhoria do piso. Entretanto, a instituição irá aguardar a proposta de remuneração da Fenaban - que deve ser divulgada na negociação geral da Campanha Salarial, no dia 20 de setembro - para propor algo específico sobre o piso dos banrisulenses.
Gratificações
O Comando dos Banrisulenses insistiu na necessidade de melhoria das gratificações de função para bancários que exercem as funções de caixa e tesouraria. Além disso, os sindicalistas propuseram ao Banco a criação de uma gratificação específica e fixa para os operadores de negócios, no valor de R$ 1.000,00. Os sindicalistas explicaram que os operadores são responsáveis por 75% dos negócios do Banco, são os funcionários mais cobrados e sofrem mais assédio moral para o cumprimento de metas, mas nem sempre obtêm a remuneração variável.
“Queremos corrigir esta distorção e lembramos que em outros bancos, a função dos ONs recebe a nomenclatura de gerente de contas, entretanto a remuneração chega a ser três vezes superior à recebida por um operador do Banrisul”, afirmaram os dirigentes sindicais.
Combate às metas abusivas
O Comando dos Banrisulenses voltou a cobrar dos representantes do Banco a definição de novos critérios para a gestão das metas. Os sindicalistas reafirmaram que os critérios atuais tem foco individual e geram grande pressão sobre os bancários, levando ao adoecimento físico e psíquico.
A comissão de negociação do Banrisul disse que as reivindicações apresentadas nesta rodada serão avaliadas pela diretoria do Banco, pois a palavra final não depende dos negociadores.
O Comando dos Banrisulenses deixou claro que os bancários preparam uma grande mobilização para esta Campanha Salarial, na qual os funcionários do Banrisul terão papel fundamental. “Temos certeza de que não haverá avanços gerais na campanha sem um amplo movimento de bancários de bancos públicos e privados. Os banrisulenses estão prontos para lutar por seus objetivos”, afirmaram os sindicalistas.
As próximas reuniões de negociação com a direção do Banrisul foram marcadas para os dias 16 e 23 de setembro, às 14, na Direção Geral.
 
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS
Fotos: Marisane Pereira, Mtb/RS9519

CEE cobra da Caixa quadro de 100 mil empregados

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa realizou nesta terça-feira (13), com a direção da Caixa Econômica Federal, em São Paulo, a terceira rodada de negociação das reivindicações específicas dos empregados. No centro da mesa de debates estiveram três pontos principais: carreira, jornada de seis horas e isonomia. O diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Husek Carrion, representou os empregados gaúchos nesta rodada.

Os empregados da Caixa reivindicam que até 2012 a Caixa atinja o quadro de 100 mil empregados. O banco reconhece que houve aumento da demanda de trabalho, mas relega novas contratações à autorização de órgãos controladores. Enquanto a empresa coloca empecilhos, na prática os bancários vivem as consequências da sobrecarga de trabalho, o que gera adoecimento.

Carreira

O movimento sindical reivindicou transparência no Processo Seletivo Interno (PSI). Os sindicatos recebem reclamações constantes de que o processo é baseado principalmente em questões subjetivas e há situações em que os PSIs são dirigidos. Os bancários também reivindicaram a criação de cargos específicos na área de tecnologia da informação.

A CEE Caixa ainda reivindicou a mudança de postura em relação aos participantes do REG/Replan não-saldado, que vêm sofrendo inúmeras discriminações por parte da empresa. Esses empregados ficaram, por exemplo, impossibilitados de aderir à tabela salarial unificada do PCS de 2008 e, em 2010, sendo excluídos do Plano de Funções Gratificados, entre outros prejuízos.
Outro ponto abordado sobre carreira foi em relação ao poder arbitrário dos gestores de destituir os empregados de suas funções. Os sindicalistas questionaram o fato de uma pessoa, que passa por processo de seleção complexo, ser de uma hora para outra, seja destituída de suas funções.
Jornada

A jornada de seis horas esteve também na mesa de debates e foi negada pela Caixa. Segundo os dirigentes sindicais, a Caixa a desrespeita não só impondo aos gerentes jornada de oito horas, mas também aos chefes de unidade a jornada sem limite, e aos técnicos, horas extras.

Ainda quanto à jornada de trabalho foi pautado o fim das horas negativas no Sipon. Na avaliação dos sindicalistas, o sistema de ponto eletrônico existe para minimizar as fraudes que podem acontecer e as horas negativas abrem portas para a fraude.

Caixa nega isonomia

A isonomia de direitos entre novos e antigos empregados com extensão da licença prêmio e normatização dos pontos já conquistados no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi outro ponto reivindicado pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa.

Desde 1998, a partir dos novos empregados contratados, os bancários avançaram em vários itens da isonomia, como a ausência permitida por interesse particular, parcelamento da devolução do adiantamento das férias, plano de saúde e nova tabela do PCS. Ainda resta conquistar a licença prêmio e em relação aos adicionais de tempo de serviço.
Em reunião na última quinta-feira (8), a CEE/Caixa decidiu pela realização do Encontro Nacional sobre Isonomia na próxima terça-feira, dia 20 de setembro, em Brasília, em cumprimento à deliberação do 27º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef). As delegações que participarão do evento serão definidas a critério de cada sindicato. Serão realizadas atividades na Matriz da Caixa e no Congresso Nacional.

Valorização do piso

Houve, em função da valorização do piso salarial, um acerto da curva salarial no valor de R$ 39, reajuste concedido para todos os empregados. Mas os bancários participantes do REG/Replan não saldados foram deixados de fora. Por isso, o movimento sindical reivindicou sua inclusão, em uma demonstração de um início do processo de superação da discriminação em relação a estes empregados.

Rodadas anteriores

As duas primeiras rodadas das negociações das reivindicações específicas dos empregados da Caixa foram realizadas nos dias 2 e 8 de setembro, nas quais foram discutidas Funcef e aposentados, Saúde Caixa e condições de trabalho, respectivamente.

Proposta

A CEE e o Comando Nacional dos Bancários devem se reunir novamente com a Caixa na próxima quarta-feira, dia 21, em Brasília, quando o banco apresentará proposta às reivindicações.
 
Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Comando cobra melhorias da Caixa na proteção e na assistência à saúde

Durante a segunda rodada de negociações específicas da Campanha Nacional 2011, realizada nesta quinta-feira, dia 8, em Brasília, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, cobrou da Caixa Econômica Federal o atendimento das reivindicações relativas ao temas Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa. Os representantes dos empregados frisaram a necessidade de avanços por parte da empresa no trato dos problemas existentes nessa área. O diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e representante gaúcho na CEE/Caixa, Marcello Carrion, participou da reunião.

Foi destaque entre as propostas apresentadas pelo Comando a criação de unidades específicas para Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa - no mínimo uma por estado -, vinculadas diretamente à área de saúde da Matriz, com estrutura técnica e administrativa. A empresa ficou de aprofundar a discussão que vem fazendo internamente sobre o assunto e responder posteriormente às entidades sindicais.

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora o Comando nas negociações, defendeu ainda a participação dos sindicatos nas comissões eleitorais das Cipas e na organização de cursos de cipeiros, assim como na organização das Semanas Internas de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT). Houve concordância da empresa com a necessidade de se focar os assuntos que de fato dizem respeito à saúde do trabalhador, tanto nos cursos das Cipas como nas Sipat. As partes buscarão construir conjuntamente os eventos, a partir de convergências na definição de temas a serem abordados.

A Caixa ficou de levantar mais dados para posicionamento acerca da proposta de incorporação da função, do valor da comissão de cargo e de CTVA aos salários, para empregados que forem obrigados a abandonar determinada atividade em razão de problemas de saúde.

Quanto ao pagamento de Adicional de Periculosidade aos empregados que trabalham em locais considerados como áreas de risco de assalto e sequestro, a empresa lembrou que o assunto foi tratado na mesa da Fenaban e que não houve concordância dos bancos, posição por ela mantida.

Sobre as questões relativas às condições de trabalho nos postos de Penhor, ficou acertada a realização de um debate técnico, para o qual será solicitada assessoria da Fundacentro, órgão ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego.

A Caixa disse que ainda irá analisar a reivindicação de custeio do tratamento de doenças do trabalho, inclusive para aposentados por acidente de trabalho, abarcando as terapias alternativas e também tratamento psicológicos.

Saúde Caixa

No tocante ao Saúde Caixa, o Comando defendeu, entre outras coisas, utilizar o superávit anual, com o devido aporte da Caixa (70%), para a melhoria do plano. A empresa comprometeu-se em aprofundar o debate, inclusive no âmbito do GT Saúde Caixa, sobre todos os itens relacionados pelos empregados como importantes para a melhoria do programa.

A empresa concordou em definir com as entidades sindicais formas de se promover o fortalecimento dos comitês de acompanhamento da rede credenciada do Saúde Caixa.

A proposta de transformar o caráter do Conselho de Usuários de consultivo para deliberativo seguirá em discussão, para posterior manifestação da empresa.

Encontro de Isonomia

Em reunião no início da tarde desta quinta-feira, a CEE/Caixa decidiu pela realização do Encontro Nacional sobre Isonomia no próximo dia 20 de setembro, em Brasília, em cumprimento à deliberação do 27º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef).

As delegações que participarão do evento serão definidas a critério de cada sindicato. Serão realizadas atividades na Matriz da Caixa e no Congresso Nacional.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

Banrisulenses voltam à mesa negociação nesta terça-feira

O Comando dos Banrisulenses retoma as negociações específicas da Campanha Salarial 2011 nesta terça-feira, 13, às 15h, na sede do banco, em Porto Alegre. Na primeira reunião, ocorrida na última sexta-feira, 09, o Comando foi recebido pelo presidente do banco, Túlio Zamin e diretores das áreas Operacional, Controle de Risco, Tecnologia da Informação e Administração de Pessoal. Os banrisuluenses reiteraram as reivindicações da pauta específica, com ênfase para a adoção de novos critérios para a gestão das metas cobradas pelo Banrisul e distribuição da remuneração variável.

Outra crítica feita pelos representantes dos funcionários foi a exacerbada política de redução de custos adotada pelo banco. A chamada GMD (Gestão de Metas e Despesas) tem sido alvo de reclamações dos banrisulenses devido à redução de horas extras, redução no fornecimento de materiais de expediente e até controle sobre a utilização de condicionadores de ar. Segundo o movimento sindical, a postura do banco tem gerado descontentamento por desqualificar o ambiente de trabalho.
Nesta primeira reunião, o Banrisul não se posicionou sobre as reivindicações apresentadas pelo Comando. Veja as principais demandas específicas dos banrisulenses nesta Campanha Salarial:
:: Aumento do piso;
:: Novos critérios para gestão das metas;
:: Resolução dos problemas Fundação Banrisul;
:: Qualificação e ampliação do atendimento da Cabergs;
:: Isonomia de direitos para afastados e, tratamento de saúde e redefinição dos prazos para finalização da proposta de Plano de Carreira.

Reunião preparatória
A Fetrafi-RS reúne o Comando Nacional dos Banrisulenses nesta terça-feira, às 9h, na sede da Federação para preparar estratégias à negociação que ocorre à tarde.
 
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Comando exige novos critérios para metas em negociação com o Banrisul

Próxima reunião será dia 13, na Direção Geral
.
Na abertura das negociações entre a direção do Banrisul e o movimento sindical nesta sexta-feira, dia 9,os banrisulenses apresentarama sua pauta específica de reivindicações. O segundo encontro será na terça-feira, dia 13, às 15h, na Direção Geral.O Comando apontou a necessidade de resolver antigos problemas como a melhoria das condições de trabalho e saúde; a valorização das funções (caixa, plataformistas, operadores e gerente de negócios); o fim das metas abusivas; piso do Dieese; novo Plano de Carreira e Fundação Banrisul e Cabergs.

Os dirigentes sindicais salientaram os quatro pilares do planejamento estratégico do banco: o aumento do crédito; a priorização do atendimento ao cliente; a inovação tecnológica, mas criticaram a redução de despesas.

Os banrisulenses apontam que o corte de despesas chegou a uma situação insustentável e precisa ser revisto pela atual gestão. A GMD (Gestão de Metas e Despesas) tem desagradado ao funcionalismo, pois a política adotada reduz as horas extras, corta o fornecimento de material de expediente, obriga o desligamento de equipamentos importantes para o bem estar dos trabalhadores e clientes como condicionadores de ar.

Já os representantes do banco ainda não se posicionaram sobre os itens da pauta. Na próxima reunião serão discutidos dois temas (metas e remuneração variável), além da definição deum calendário de negociações. O objetivo é debater todos os pontos da minuta de reivindicações.
 
O movimento sindical esteve representado por diretores da Fetrafi-RS, Denise Corrêa e Carlos Augusto Rocha, pelo presidente e diretores do SindBancários, por membros do Comando dos Banrisulenses e além de delegados sindicais. O presidente Tulio Zamin, o vice, Flavio Luiz Lammel, o diretor de crédito, Guilherme Cassel, o diretor operacional e de atendimento, Ivandre de Jesus Medeiros, o diretor de controle e risco, Luiz Carlos Morlin, o diretor de tecnologia da informação, Joel Raymundo, o superintendente da unidade de gestão de pessoas, Gaspar Saikoski e o gerente executivo da gerência de administração de pessoal, Luiz Fernando Spader, representaram o Banrisul.
 
Fonte: Imprensa SindBancários com edição da Fetrafi-RS

BB nega reivindicações, bancários devem se mobilizar



A participação de todo o funcionalismo, sem exceção, sobretudo dos comissionados, nas atividades organizadas pelos sindicatos será decisiva para o êxito da Campanha Nacional 2011. A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CE-BB), chegou a essa conclusão logo depois do encerramento da primeira rodada de negociação específica com o BB, realizada na última sexta-feira (9) no edifício Sede III, em Brasília. Na reunião, o BB rejeitou reivindicações importantes sobre jornada de trabalho e emprego, saúde, condições de trabalho e previdência.

Os primeiro itens debatidos foram emprego, terceirização de serviços e ampliação dos correspondentes bancários em todo o país pelo BB. Coordenador da CEBB e diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo lembrou que o banco praticamente dobrou sua rede de correspondentes. Além disso, de acordo com Araújo, os administradores do CSOs anunciaram há poucos dias a terceirização do monitoramento dos TAAs.



Em resposta, José Roberto, um dos negociadores do banco, ressaltou que o BB convocou, treinou e empossou nos últimos anos aproximadamente 15 mil funcionários. "Grande parte desse pessoal foi chamado para o projeto BB 2.0, que está sendo avaliado. Por isso, não será simples chegar para o governo e pedir mais 5 mil bancários.

Ao insistir na reivindicação, a CEBB afirmou que o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), autor de projeto que limita as funções dos correspondentes bancários, foi procurado pelo Banco Central logo depois da lavagem simbólica da rampa principal do BC, em Brasília, em protesto contra as diversas resoluções da autoridade monetária que vem prejudicando a categoria bancária. O protesto, organizado pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, no dia 16 de agosto, com a participação da Contraf-CUT e dos sindicatos, reuniu mais de 700 bancários de todo o país.

Apesar de o negociador do banco ter dado a entender que o BB pode abrir novo concurso, José Roberto disse que não há precisão de contratar mais bancários este ano. "Podemos chegar à conclusão de que precisamos contratar mais, mas isso não será negociado na campanha deste ano", observou.

BB 2.0

Em relação ao BB 2.0, os bancários frisaram que a crítica do movimento sindical mais contundente é sobre a segmentação. Na avaliação do movimento sindical, o BB 2.0, que prioriza os clientes com renda superior a R$ 4 mil, tira o cidadão das agências e os encaminha para os correspondentes bancários, excluindo os clientes de baixa renda da rede bancária oficial.

Logo após o debate sobre os correspondentes, os representantes do funcionalismo cobraram que todos os aplicativos de trabalho no BB devem ser vinculados ao ponto eletrônico. O BB aceitou discutir a questão e prometeu levar adiante o debate.

Jornada de 6 horas

A jornada legal de 6 horas sem redução de salário - outra importante reivindicação aprovada durante o 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, realizado nos dias 9 e 10 de julho, em São Paulo - também foi cobrada na primeira rodada de negociação com o banco.

Em mais uma negativa, os representantes do BB afirmaram que o banco não vai debater o tema durante a Campanha Nacional. "Como é um assunto de gestão do banco, não vamos tratar disso na campanha deste ano", afirmou um dos negociadores. Mesmo com o 'não' inicial, o banco garantiu que está concluindo estudo sobre a redução da jornada.

"Estamos em processo de finalização de estudo. No entanto, já podemos adiantar que nem todas as comissões precisam ser 6 horas. Aguardamos parecer externo e, em breve, teremos uma definição. "Mas não vamos clausular isso em campanha", acrescentaram os negociadores.

A CEBB repassou toda a expectativa do funcionalismo em relação à redução da jornada de seis horas sem redução de salário e afirmou que os bancários pretendem avançar na questão, aprovada tanto no 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB quanto na 13ª Conferência Nacional dos Bancários.

Descomissionamentos

Outro item que mereceu destaque na negociação, que durou quase cinco horas, foi os descomissionamentos por 'conduto incompatível'. A CEBB quer que o banco coíba a prática. A justificativa do BB para a manutenção da orientação é de que a conduta incompatível deve ser punida.

O representante do BB adiantou dados de estudo sobre os descomissionamentos. Num universo de aproximadamente 60 mil comissionados, de acordo com ele, o número de funcionários descomissionados é muito pequeno. A CEBB aceitou fazer debate interno sobre as competências e pediu mais transparência e objetividade nos descomissionamentos por conduta incompatível, algo ainda muito subjetivo, atualmente vinculado ao código de ética e conduta.
15 minutos de intervalo

A integração de 15 minutos de intervalo na jornada também foi prontamente negada pelo banco. Segundo integrante da assessoria jurídica do banco, o assunto confronta com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), na medida em que seriam 15 minutos a menos na jornada de trabalho. José Roberto completou o assessor e afirmou que o BB não se dispõe a discutir essa reivindicação.

Citando decisões desfavoráveis aos trabalhadores dos tribunais sobre o tema, a CEEBB frisou que a jornada é extenuante até para quem faz 6 horas, especialmente no atendimento ao público e nas funções de caixa e centrais de atendimento. Por isso, segundo ele, a pausa de 15 minutos é muito importante, além dos intervalos de descanso de 10 minutos para os caixas.

Ao tentar explicar a negativa do banco, os representantes do banco afirmaram que a proposta precisa ser avaliada em pacote. "A média de ausências no BB é de 45 dias por funcionário, incluindo as férias", informou, frisando que o dado não é uma resposta para a reivindicação dos 15 minutos.

Na avaliação dos bancários, o banco precisa dar mais qualidade de vida para seu funcionário ficar mais tempo na ativa. A relação que o banco deve ter com os bancários é de longo prazo (aposentadoria), e não para descartá-los em três anos, criticaram os sindicalistas.

CABB

Pauta do 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, a integração de 20 minutos de descanso na jornada dos bancários que trabalham no CABB também foi negada pelo banco. Sobre os rumores de enxugamento do setor, José Roberto negou a informação. "Queremos mudar a estrutura do CABB, e não enxugá-la. Também queremos discutir a trava".

Folgas

Quanto à concessão de uma folga para provas de certificação, o BB negou o pedido justificando que o processo de ascensão é legítimo, embora seja um processo pessoal.

Em sua argumentação, os representantes dos funcionários reforçaram a reivindicação dos trabalhadores, solicitando a inclusão do custeio dos cursos de CPA 10 e CPA 20 na verba de aprimoramento.

O negociador do BB aceitou discutir o assunto e prometeu aprofundar o tema no bojo da Campanha Nacional. "Podemos dar uma resposta até o fechamento da mobilização", disse José Roberto.

Já sobre a garantia de estudo para certificações dentro do horário de expediente, o banco rejeitou a proposta dos trabalhadores.

Horas extras

Em relação às horas extras com pagamento de 125% da hora normal e ao fim da compensação de banco de horas do SISBB, os representantes do BB também disseram não concordar com as reivindicações. "Não queremos acabar com a compensação do banco de horas. Grande parcela do funcionalismo opta pela compensação", tentou justificar o negociador.

Assédio moral

Também cobrado na negociação, o combate ao assédio moral e às metas abusivas mereceram pouca atenção do BB. Na visão do banco, os instrumentos (comitês de ética) estão dados e não vai fazer essa discussão na campanha deste ano.

A CEBB aproveitou a oportunidade para apresentar aos negociadores a Declaração sobre a Venda Responsável de Produtos Financeiros, aprovada pelo Comitê Diretivo da UNI Finanças, em junho de 2010, durante reunião realizada em Copenhague, na Dinamarca.

O documento, traduzido pela Contraf-CUT, discute a Venda Responsável de Produtos. O texto é uma declaração da UNI Finanças para garantir maior responsabilidade com a venda dos produtos.
Em relação aos comitês de ética, a CEBB cobrou a ampliação das eleições de representantes. "Para os comitês de ética avançarem é preciso eleger seus integrantes e ampliar as suas tarefas", reivindicaram os sindicalistas.

Cassi e Previ

Sobre a reivindicação de garantir a todos os funcionários de bancos incorporados o direito de se associar à Cassi, os representantes do BB disseram que não irão negociar o tema na campanha deste ano. "Cassi para todos não existe. Quem já se aposentou por um banco incorporado pelo BB não pode ter Cassi", disse José Roberto.

Em relação aos planos de saúde dos funcionários incorporados pelo BB, o banco afirmou que está prestes a assinar acordo de reciprocidade com o Fusesc (Besc), garantido atendimento da rede credenciada da Cassi fora de Santa Catarina, a exemplo do texto assinado com os bancários da Nossa Caixa.

Depois de um impasse na mesa de negociação, onde os representantes do banco se negaram a discutir o assunto na mesa específica, ficou acordado a realização de reuniões para aprofundar os temas saúde e previdência e procurar soluções para os bancários.
Plano odontológico

Diante das inúmeras reclamações contra o plano odontológico, o Comando Nacional dos Bancários e a CEBB cobraram a ampliação do nível do plano e também da rede conveniada em todo o país.

Em resposta, José Roberto informou que o BB tem cobrado da Diretoria de Seguridade a expansão da rede no interior.

Questionado sobre a extensão do plano odontológico aos aposentados, o banco afirmou que ainda não tem posição sobre o assunto.

Sesmt

Mais uma vez, os dirigentes sindicais cobraram a implantação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt).

O negociador do BB afirmou que todos os funcionários aprovados na seleção interna já foram nomeados. A maioria, segundo José Roberto, nas áreas de segurança e engenharia. "Faltam médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, vagas que serão preenchidas com a realização de concurso externo ainda neste ano".

Garantia da comissão

A garantia da comissão após o retorno da licença-saúde foi outro item negado pelo banco. "Acho muito difícil resolver essa reivindicação", afirmou um dos negociadores do BB.

os bancários insistiram na reivindicação e cobraram o debate do assunto junto com as questões relacionadas ao Plano de Cargos Comissionados/Substituições e lembrou que no início de 2011 já haviam apresentado a reivindicação da ampliação do VCP aos funcionários afastados por acidente de trabalho, licença-trabalho e licença-saúde. Os funcionários que se encontram nessas situações têm direito a apenas quatro meses de VCP.

Fim da trava

A negativa do BB também para o fim da trava de dois anos fez o Comando Nacional dos Bancários e a CEBB pedirem alternativas para o assunto. Para os sindicalistas a trava de 24 meses é muito longa e engessa a transferência de funcionários, muitas vezes importantes para o bom funcionamento dos setores.

O negociador do BB garantiu que o assunto está sendo analisado pelo banco. "O BB ainda não tem estudo sobre o retorno da trava de dois anos. Acreditamos que podemos avançar. No entanto, não haverá o fim da trava para transferência", afirmou José Roberto.

Portas giratórias

Após constatar que algumas agências do BB funcionam sem portas giratórias, os representantes pediram que o banco disponibilize o item de segurança o mais rápido possível. O banco, por sua vez, garantiu que vai atender a reivindicação o mais breve possível.

Transferências

O fim das transferências unilaterais em Santa Catarina, conforme denúncia da CEBB, também foi negado com veemência pelos negociadores do BB. "Não aceitamos discutir isso".

Mobilização pode reverter postura do banco

Segundo o representante dos bancários gaúchos na negociação, o diretor da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni, o BB deu mais negativas do que de costume para uma primeira negociação. “O banco chegou a afirmar que o lucro já teria destinação e que o gasto em reformas de agências seria muito grande, dando a entender que não sobraria muita coisa para os trabalhadores. Precisamos fazer o Banco entender que o maior investimento necessário para o momentoé nas pessoas como fim dos descomissionamentos, a criação de um PCS e um PCR que valorizem a carreira. Também é preciso condições de trabalho que viabilizem a verdadeira função de um banco público, que é atender a população brasileira sem discriminação. Só vamos conquistar isto com mobilização. Agora é a hora da luta”, afirma Ronaldo.
Próximas negociações
A segunda rodada de negociação será na próxima quarta-feira (14), às 10h, em Brasília, e vai discutir os demais itens da pauta específica. A terceira rodada de negociação, onde o banco provavelmente trará respostas efetivas, será dia 20 de setembro (terça-feira), em São Paulo, por volta das 16h.

Fonte: Contraf-CUT, Seeb Brasília com edição da Fetrafi-RS

Bancos desrespeitam bancários e não apresentam proposta de remuneração

Em mais uma demonstração de desrespeito e enrolação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) negou todas as reivindicações apresentadas pelos bancários em relação aos itens de remuneração da pauta da categoria. Na reunião ocorrida nesta segunda-feira (12), o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, cobrou, entre outros pontos prioritários, reajuste salarial de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%), PLR de três salários mais R$ 4.500, piso do Dieese (R$ 2.297,51 em junho).

A Fenaban também recusou a valorização do vale-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio creche/babá, no valor do salário mínimo, hoje em R$ 545, bem como rejeitou a implantação de Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) e de planos de previdência complementar em todos os bancos. Como se não bastasse, os banqueiros negaram o pagamento de salário substituto e a gratificação semestral de 1,5 salários para todos os bancários.

"É inadmissível que setor financeiro com ganhos tão elevados se negue a valorizar os seus funcionários, enquanto altos executivos ganham até 400 vezes mais do que o piso do bancário. O Brasil está entre os dez países com a pior distribuição de renda do mundo e, para mudar essa situação, é necessário aumentar salários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "O discurso de que os bancos não podem elevar os seus custos não convence ninguém. Os maiores bancos do país lucraram mais de R$ 25 bilhões somente no primeiro semestre de 2011", sustenta.

Essa foi a terceira rodada de negociações da Campanha Nacional 2011. Nas duas primeiras rodadas, foram discutidos os temas de emprego, igualdade de oportunidades, saúde do trabalhador, segurança bancária e questões sociais.

Uma nova rodada de negociação ficou agendada para o próximo dia 20, terça-feira, em São Paulo. A Fenaban prometeu apresentar uma proposta global para a categoria.
Mobilização cresce em todo Brasil

O Comando Nacional orientou a realização de três dias nacionais de mobilização nesta semana para discutir com a categoria os temas da minuta de reivindicações discutidos nas três reuniões realizadas entre bancários e Fenaban. Novamente a participação é determinante, pois precede a apresentação de propostas pelos bancos.
A postura intransigente dos bancos, que não apresentaram propostas para garantir emprego decente, aposentadoria digna, aumento real, mais empregos, fim da rotatividade e combate à terceirização, dentre outras demandas, está aumentando a insatisfação dos bancários e intensificando a mobilização e a unidade nacional da categoria. Em vista disso, os bancos têm apelado para práticas antissindicais e ameaças de descontar os dias parados em caso de greve, como forma de tentar desmobilizar a categoria que desde 2004 conquista aumento real de salários com mobilização e greves.

O diretor da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, que representou os bancários gaúchos na negociação, salienta que os bancos estão subestimando a categoria. “É lamentável que a Fenaban reafirme o seu descaso em cada rodada. Até agora não houve qualquer avanço nas negociações, o que torna o embate com os banqueiros inevitável. No fim da rodada, os representantes dos bancos ainda tentaram intimidar os bancários dizendo que este ano não irão aceitar compensação dos dias parados em caso de greve. Deixamos claro que iremos construir uma grande mobilização porque não temos perspectivas de resolver os impasses desta campanha sem pressão. Estamos lutando pelos nossos direitos e não aceitaremos intimidações”, afirma Juberlei.

Confira o calendário das negociações:

Dia 13 - negociação específica com a Caixa
Dia 13 - negociação específica com o Banco do Nordeste
Dia 14 - negociação específica com o Banco do Brasil
Dia 16 - negociação específica com o Banco da Amazônia
Dia 20 - quarta rodada de negociação com a Fenaban
Dia 20 - negociação específica com o Banco do Brasil
Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE IJUÍ REALIZA ATIVIDADE DA CAMPANHA SALARIAL

Com o propósito de informar a comunidade sobre o início das atividades de mobilização da Campanha Salarial dos Bancários, os colegas do Sindicato dos Bancários  de Ijuí realizaram atividade na manha deste dia 12 de setembro, em frente a agência do Bradesco de Ijuí.
A atividade distribuiu material sobre a campanha salarial além de  camisetas e cachorro-quente à comunidade.
Com cobertura da mídia local a atividade repercutiu na cidade e preparou para as próximas atividades de mobilização da categoria.

Este material foi distribuído durante o ato.

Prezado(a) cidadão(a).

                        Estamos em campanha salarial dos bancários, na luta por melhores condições de trabalho e remuneração. Mas nossa campanha não se resume a estes temas. Reivindicamos  mais bancários o que proporcionará melhor atendimento e menos filas. Queremos mais segurança nas agências, o que resultará em mais tranqüilidade e menos riscos aos bancários e também aos clientes.  Também pautamos nossa campanha por temas como fim de metas abusivas, o que obriga o colega bancário a oferecer e vincular venda casada de produtos e serviços que não são de interesse dos clientes. Lutamos por menores tarifas e juros nas instituições bancárias, para que todos tenhamos acesso ao sistema bancário brasileiro sem ter que pagar valores elevados por isso.
                        Enfim, nossa campanha salarial busca melhores condições para todos, bancários e comunidade e por isso estamos realizando atividades em nossa cidade pedindo o teu apoio.



BASTA!
A GANÂNCIA DOS BANCOS TEM QUE ACABAR.
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE IJUÍ E REGIÃO.