segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Relação entre Planalto e centrais sindicais é a pior da era petista

por Raymundo Costa, de Brasília, Valor Econômico

A relação entre o Palácio do Planalto e o movimento sindical nunca esteve tão mal, desde que o PT assumiu o governo federal, em janeiro de 2003. Diante da necessidade de cortar gastos e minimizar os efeitos da crise externa no país, a presidente Dilma Rousseff determinou rigor nas negociações salariais, o que deixou  contrariados setores importantes da base política de apoio governamental. O PT, estuário dos interesses dos dois lados, fez apenas um pedido à presidente da República – não derrotar o movimento sindical.

Criado no solo do sindicalismo do ABC, o PT vê-se na contingência de defender o governo e tentar impedir que os sindicalistas sejam atropelados nas negociações, como aponta a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que determinou o fim da greve nos Correios e o desconto dos dias parados.

Na sexta-feira, os servidores do Banco do Brasil (BB) e da Caixa, bancos oficiais que participam da greve da categoria, já se sentaram à mesa de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sabendo o preço a pagar caso decidissem fazer braço de ferro com o governo.

“A gente defende sempre que o governo tenha uma política econômica rigorosa, como está tendo, no combate à inflação, mas que não derrote o movimento sindical”, disse ao Valor o presidente do PT, Rui Falcão. “A nossa orientação é receber sempre e dialogar, o que não te obriga necessariamente a aceitar”.
A preocupação do governo com as negociações em curso é com janeiro de 2012, quando terá de aplicar ao salário mínimo um aumento igual ou superior a 14%, se a inflação fechar o ano no atual patamar.
Para o governo e o PT trata-se de um percentual “inegociável” politicamente. Na realidade, trata-se apenas de cumprir a lei do salário mínimo, cujas bases foram lançadas no governo Lula, mas somente transformadas em texto legal agora, com Dilma presidente.

De acordo com as regras estabelecidas na lei, o reajuste de janeiro de 2012 será o equivalente ao IPCA de 2011 mais a variação do PIB de 2010, que foi de 7,5%. Hoje isso dá um reajuste de 14,38% – pode ser mais ou menos, dependendo do comportamento da inflação.

Quando a lei foi aprovada, previa-se algo em torno de 12%, o que já causava calafrios nos mais ortodoxos. O que importa, agora, é que não há como escapar ao aumento, e o temor do governo é que ele se espalhe pela economia numa reação em cadeia capaz de provocar ainda mais inflação.

Isso explica em parte o jogo duro do governo com as greves no serviço público e as reclamações dos sindicalistas. Há quem registre também uma certa “nostalgia” no movimento sindical em relação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva, quando não foram raras as vezes em que o presidente em pessoa se envolveu em negociações.

Lula tinha – e ainda tem – relação direta com os sindicalistas, cultivada ao longo de uma vida. Dilma “terceirizou” as negociações para os ministérios e estatais responsáveis por cada categoria.

Foi assim nos Correios, era assim no fim de semana passado em relação ao Banco do Brasil e à Caixa, em greve desde o dia 27 (os trabalhadores nos bancos privados também cruzaram os braços). Desde então bancários e banqueiros somente voltaram a se sentar em torno da mesa de negociação na quinta-feira, depois de uma tensa rodada de conversas do presidente da CUT, Artur Henrique, com ministros e assessores diretos da presidente.

Artur Henrique conversou, entre outros, com o ministro Guido Mantega, da Fazenda, e com Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República. Ele ainda trocou ideias com o chefe de gabinete da presidente, Gilles Azevedo. Aborrecido com a falta de iniciativa dos banqueiros em relação à proposta dos grevistas, Artur queria que o governo ajudasse a romper o impasse por meio dos bancos estatais, pois se BB e Caixa voltassem à mesa de negociação, pelo peso de ambos na Fenaban, influenciariam também os bancos privados a negociar.

Por mais de uma vez, nessa rodada de conversas, Artur Henrique repetiu que ministros e dirigentes de estatais chegaram aos cargos que hoje ocupam graças às greves que fizeram no passado. Citou um exemplo, especificamente: Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento atualmente nas Comunicações, que é funcionário de carreira do BB.

Segundo o presidente da CUT, a central também fez greves no governo Lula. E no governo passado também foram descontados dias parados, como ocorreu em 2009 e 2010 com servidores do Ministério do Trabalho, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

A diferença, segundo o sindicalista, é que à época a CUT decidiu negociar e conseguiu reverter a medida, trocando o desconto dos dias parados pela reposição de serviço – assim como os Correios, agora, já começaram a fazer desde que o TST determinou a volta ao serviço.

Para Artur Henrique, o mal-estar na relação entre governo e sindicalistas não passaria de uma tentativa – da imprensa e das oposições – de “descolar” o governo Dilma do de Lula e com isso passar a impressão de que o movimento sindical é tratado diferentemente.

Nem todo o PT concorda com a visão do presidente da CUT. Setores influentes do partido avaliam que a central teve “sorte” com o fato de a primeira greve a ser arbitrada pelo TST ser a dos Correios, uma categoria dividida em mais de 30 sindicatos, nos quais o consórcio PT-CUT não é hegemônico – o controle do movimento sindical é disputado também, entre outros, por PSTU, PSOL, PCO e PCdoB.

A greve dos Correios teve efeito pedagógico para os bancários e para outras categorias que ameaçam fazer greve como a dos aeroviários, já marcada para o dia 20, e a dos petroleiros, que, por enquanto, preferiram a mesa de negociação.

A paralisação dos carteiros também livrou a presidente Dilma do desgaste de medir forças com uma central aliada: se o dissídio do Banco do Brasil tivesse entrado antes no TST, certamente a postura do governo teria sido a mesma que a adotada em relação aos servidores dos Correios, apesar de a Confederação Nacional dos Bancários ser vinculada à CUT e, consequentemente, ao PT.

Na prática, os temores de Artur Henrique são infundados: não há como dizer que Dilma trata pior os trabalhadores que o ex-presidente Lula. Em oito meses de governo, Dilma Rousseff fez pelos trabalhadores talvez até mais que o antecessor. Foi em seu governo que o acordo para o aumento do salário mínimo se transformou efetivamente em lei. O mesmo ocorreu em relação à correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), nos mesmos parâmetros do salário mínimo.

A presidente que endureceu o jogo é a mesma que sancionou recentemente duas leis de grande alcance sindical: uma exige certidão negativa de débito trabalhista de toda empresa que prestar serviços ao governo; a outra amplia o aviso prévio do trabalhador demitido, que pode chegar a até 90 dias, dependendo dos anos trabalhados.

Lula sem dúvida tinha uma relação mais paternalista com os trabalhadores e até costumava hospedar sindicalistas na Granja do Torto. A relação de Dilma é mais distante, mas nem por isso menos efetiva em termos trabalhistas, até agora.

sábado, 15 de outubro de 2011

CAIXA apresenta contraproposta

A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL apresentou na noite desta sexta-feira (14/10) à Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação - CEBNN/CONTEC a contraproposta para as reivindicações de seus empregados.

O resumo da proposta feita segue os seguintes termos:

1 - Reajuste salarial de 9% ;
2 - Menor salário - carreira administrativa - Terá início na ref.202, que é de R$ 1.785,00. Em 90dias, passando para ref.203, ou seja, R$ 1.826,00;
3 - Menor salário - carreira profissional - Terá início na ref.802, que é de R$ 7.932,00. Em 90 dias, passando para ref.803, ou seja, R$ 8.128,00;
4 - PLR = Regra Fenaban + PRL EXTRAORDINÁRIA CAIXA
. PLR EXTRAORDINÁRIA CAIXA - 4% do lucro Líquido distribuído linear a todos os empreagos elegíveis. Primeira parcela - calculada em função do lucro do 1 semestre (aproximadamente R$ 2,3 bi), distribuído linearmente;
. REGRA BÁSICA FENABAN - 90% do salário base mais R$ 1.400,00;
- Primeira parcela PLR (REGRA FENABAN) - 54% do salário base reajustado em setembro/2011 mais valor fixo de R$ 840,00, limitado a R$ 4.696,37;
- Parcela Adicional FENABAN - 2% do Lucro líquido distribuido linear, limitado a R$ 2.800,00;
- Primeira parcela - 2% do Lucro Líquido apurado no 1º semestre (mais ou menos R$ 2,3 bi) linear a todos os empregados, limitado a R$ 1.400,00;
5 - Dias parados não serão descontados. Serão compensados até 15 de dezembro;
6 - Realizará sistemática de avaliação para promoção por mérito em 2012, referente ao ano base 2011;
7 - Participarão da avaliação os empregados ativos em 31/12/2011, com no mínimo 180 dias de efetivo exercício em 2011, integrantes da Parte Permanente do Quadro de Pessoal, inclusive cedidos, liberados para sindicatos e os licenciados, sem suspensão do Contrato de Trabalho, conforme regras negociadas com entidades representativas dos empregados.
8 - Ampliação do quadro em no mínimo mais 5 mil novos postos de trabalho.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

PROPOSTA BB

Reajuste: 9%

Piso: R$ 1.760,00

Mérito retroativo a 1998

NEGOCIAÇÃO COMO CAIXA E BB

Acontecerão amanhã 15/10.

PROPOSTA NA ÍNTEGRA

FENABAN PLR

FENABAN ÍNDICE

Banqueiros apresentam nova proposta ao Comando Nacional

Após dar um literal “chá de banco” no Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban finalmente apresentou uma nova proposta à categoria no fim da tarde desta sexta-feira. Os banqueiros propõem um reajuste de 9% sobre todas as verbas de natureza salarial; piso de R$ 1.400; aumento da parcela fixa da PLR de R$ 1.100,00 para R$ 1.400,00 e aumento da parcela adicional da PLR de R$ 2.400 para R$ 2.800,00.

Em relação à parcela adicional houve um aumento de 16,66% em comparação ao valor pago em 2010.

A Fetrafi-RS orienta que os sindicatos façam assembleias gerais nesta segunda-feira para avaliar e deliberar sobre a proposta dos bancos. A Federação irá comunicar qualquer novidade no processo de negociação através do sistema de SMS e do site da entidade. Caso haja apresentação de propostas da parte das direções dos bancos públicos - cujas negociações iniciam após a finalização da rodada com a Fenaban - também serão enviadas orientações para realização das assembleias em todo o Estado, na segunda-feira.
 
*Imprensa Fetrafi-RS

PROPOSTA FENABAN 14/10

REAJUSTE 9%
PISO R$ 1.400,00 reajuste 12%
PLR valor fixo R$ 1.400,00
PLR adicional 2% limite de R$ 2.800,00

NEGOICAÇÃO INICIOU ÁS 19:20

Negociação fenaban 14/10

Reunião marcada paras hoje às 10 horas foi transferida para às 14 horas e até o momento 19 horas ainda não iniciou.

Negociação com a Fenaban ainda não começou

A reunião de negociação com a Fenaban agendada para esta sexta-feira ainda não começou. Segundo informações do diretor da Fetrafi-RS e representante dos bancários gaúchos no Comando Nacional, Arnoni Hanke, os sindicalistas aguardam um posicionamento dos banqueiros para retomar o processo de discussão da campanha salarial.

A proposta apresentada nesta quinta-feira pelos banqueiros foi considerada insuficiente, por isso a categoria espera com grande expectativa pelos resultados da reunião de hoje. 
 
Fonte: Fetrafi

Informe aos clientes e usuários dos bancos

Greve dos bancários é culpa dos banqueiros que lucraram mais de 20% este ano, mas querem pagar
0,56% de aumento aos seus funcionários.

A greve dos bancários incomoda muita gente, mas os donos dos bancos parecem não se importar. Os trabalhadores estão parados desde 27 de setembro porque os bancos, que somente nos primeiros seis
meses deste ano viram o lucro líquido crescer mais de 20%, propõem pagar somente 0,56% de aumento real aos seus funcionários.

Os bancários também estão parados para melhorar as condições de trabalho e consequentemente o atendimento aos clientes, com mais funcionários nas agências para reduzir as filas e ampliar a qualidade do contato com a população.

Os bancos, no entanto, só dizem não a tudo que os bancários reivindicam, como mais contratações, essencial para melhorar a rotina de trabalho e atendimento aos clientes. Só os banqueiros querem ganhar, sem nada retribuir à sociedade.

Pagam toda a folha de pagamento com o que cobram de tarifas e ainda sobra muito. Ou seja, os salários dos bancários são pagos totalmente, com folga, pelo que você cliente paga ao banco pelos serviços. Claro que o
cliente tem direito de ser recebido por um bancário com tempo disponível, sem filas, saudável e bem preparado.

Isso é o que os bancários querem e contam com o apoio da população para avançar e arrancar dos banqueiros o que eles têm plenas condições de atender. Temos de dar um basta na ganância dos donos de
bancos e forçá-los a retribuir à sociedade uma parte do que tiram dela. Chega de só os bancos ganharem no Brasil. São os ganhos dos trabalhadores que fazem forte a economia do país.

Reclame para as Ouvidorias dos Bancos:

Federação dos Bancos: 0800 772 8050

Bradesco: 0800 727 9933
 
Banco do Brasil: 0800 72 95678

Banrisul: 0800 644 2200
 
Santander: 0800 726 0322
 
Caixa : 0800 725 7474

HSBC: 0800 701 3904
 

Itaú: 0800 570 0011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Bancos não avançam e negociação continua nesta sexta-feira. Greve permanece forte em todo o país

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos darão continuidade nesta sexta-feira, 14 de outubro, a negociação iniciada nesta quinta-feira(13), em São Paulo. A primeira reunião, após a deflagração da greve nacional dos bancários deflagrada em 27 de setembro, foi interrompida, após quatro horas de muito debate, porque os bancos não avançaram no sentindo de atender às reivindicações da categoria.

A Fenaban apresentou proposta de reajuste salarial insuficiente de 8,4%, o que representa aumento real de apenas 0,93%. Também não houve avanços em relação a outros pontos como valorização do piso salarial, melhor PLR e melhorias nas condições de trabalho.

Com a interrupção da negociação com a Fenaban não foi realizada a reunião específica com a Caixa Econômica Federal, que só deverá acontecer após a conclusão das negociações com a Federação dos Bancos.

“Os trabalhadores devem continuar mobilizados, intensificando o movimento grevista e ampliando os protestos por todo o país, até que os bancos apresentem uma proposta condizente às reivindicações da categoria”, enfatizou o diretor vice-presidente da Fenae e coordenador da Comissão Executiva de Empregados(CEE/Caixa), Jair Pedro Ferreira, que integra o Comando Nacional dos Bancários.

A greve nacional dos bancários fica mantida e permanece forte com 9254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados paralisados em todo país. Jair Pedro lembra que foi por conta da força do movimento grevista, considerado o maior dos últimos 20 anos, que a Federação Nacional dos Bancos voltou à mesa de negociação.

Os bancários reivindicam aumento real de 5% mais inflação do período, valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Fonte: Fenae

Encerrada negociação 13/10 com Fenaban

Encerrada negociação de hoje 13/10 com a Fenaban sem avanços. Reunião será retomada amanhã sexta-feira às 10 horas. Manter e ampliar a greve.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Força da greve nacional arranca negociação com Fenaban nesta quint

Após 16 dias de greve nacional, a Fenaban rompeu nesta quarta-feira (12) o silêncio e decidiu retomar as negociações com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, marcando nova rodada para esta quinta-feira (13), às 16 horas, em São Paulo. O agendamento ocorre um dia depois da reunião do Comando Nacional, em São Paulo, que decidiu fortalecer e ampliar ainda mais as paralisações.

"Foi a força da greve, que paralisa mais de 9 mil agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, que reabriu finalmente o diálogo e agora esperamos que os bancos venham para a mesa de negociações com uma proposta decente que atenda as justas reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

A greve, que já é a maior da categoria nos últimos 20 anos, foi deflagrada no dia 27 de setembro, depois que as assembleias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, o que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

"Os bancos brasileiros são os que mais lucram na América Latina. No entanto pagam um piso salarial menor do que o recebido por argentinos e uruguaios, mas pagam bônus milionários para seus altos executivos, os maiores do continente", aponta Cordeiro. Conforme pesquisa do Dieese e da Contraf-CUT, o salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

"Um país em que os altos executivos dos bancos chegam a ganhar até 400 vezes mais que o piso da categoria não pode ser chamado de justo", sustenta o dirigente sindical. "Além disso, os bancos utilizam a alta rotatividade do mercado de trabalho, muito maior que em outros países, para reduzir a massa salarial dos bancários", denuncia.

"Com os lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre, os bancos têm plenas condições de trazer uma nova proposta com conquistas econômicas e sociais para os bancários, além de prestar melhores serviços para os clientes e a sociedade brasileira, contribuindo para o desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda", ressalta o presidente da Contraf-CUT.

Reunião do Comando Nacional

Os integrantes do Comando Nacional se reúnem antes da negociação nesta quinta-feira, às 15 horas, nas dependências do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.


Fonte: Contraf-CUT

NEGOCIAÇÃO FENABAN AMANHÃ 13/10

Negociação Fenaban nesta quinta 13/10 às 16 horas.

Manter e ampliar a greve.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sem nova proposta da Fenaban, greve cresce e para 9.090 agências no 14º dia

Os bancários paralisaram 9.090 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, nesta segunda-feira (10), 14º dia da greve nacional da categoria. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h. A greve, que já é a maior da categoria nos últimos vinte anos em termos de adesão, caminha para se tornar também a mais longa. A paralisação do ano passado durou 15 dias.

"Enquanto os bancos e o governo ameaçam os bancários, a greve segue crescendo, mostrando a enorme indignação diante da falta de negociações e de uma proposta decente para a categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Em vez de usar práticas antissindicais, como os interditos proibitórios, e intimidar os bancários com a divulgação de informações falsas e com a utilização de helicópteros para transportar funcionários, os bancos deveriam se preocupar em retomar o diálogo e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações econômicas e sociais da categoria", sustenta.

Cordeiro lembra que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não respondeu à carta enviada pela Contraf-CUT na última terça-feira (5) solicitando a retomada das negociações. "Enquanto seguimos reafirmando nossa disposição para o diálogo, os bancos e o governo enrolam e tentam confundir os bancários e a sociedade. A tática deles não vai funcionar", declara.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne nesta terça-feira (11), às 10 horas, em São Paulo, para avaliar a greve e ampliar ainda mais o movimento. "Nossas reivindicações são justas e os bancos têm todas as condições de atendê-las, como mostra o lucro estrondoso de R$ 27,4 bilhões acumulado no primeiro semestre. Vamos intensificar a mobilização para pressionar os bancos e arrancar novas conquistas", ressalta Cordeiro.

A greve da categoria já é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

 
Fonte: Contraf/CUT
 

Fetrafi-RS consegue evitar PSIs na Caixa durante a greve

A Fetrafi-RS entrou com Ação Coletiva nesta quinta-feira, 06, na Justiça do Trabalho de Porto Alegre, a fim de evitar a convocação de processos de seleção interna na Caixa durante a greve da categoria.

O Juiz da 10ª Vara do Trabalho despachou na manhã desta sexta-feira, 07, o processo nº 0001227-76.2011.5.04.0010, mandando cancelar os processos seletivos internos enquanto durar a greve, para evitar a discriminação dos grevistas que estão fora do local de trabalho. 
 
A liminar determina a Caixa que cancele a realização de todos os processos seletivos internos que estão em andamento no Estado do Rio Grande do Sul e que se abstenha de convocar novo processo até o final da greve atualmente em curso. O cancelamento deverá ocorrer em 48 horas a partir da intimação da decisão.
 
O Juiz do Trabalho Substituto Elson Rodrigues da Silva Junior fixou multa diária de R$200.000,00 por dia de atraso no cumprimento da determinação.
 
A Fetrafi-RS orienta os empregados e empregadas da Caixa selecionados para o PSI que denunciem aos sindicatos e a Federação caso haja o descumprimento da liminar.
 
Confira detalhes da sentença estabelecida pelo juiz:

"Ainda que não se possa presumir que o móvel de tal certame seja frustrar a greve, o fato é que, objetivamente, o processo seletivo interno em curso, por representar vantagem considerável aos empregados que nele forem selecionados, constrange, ainda que indiretamente, os empregados a abandonar a greve para poder participar do referido certame".

Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Bancários se preparam para continuidade da greve na próxima semana

A greve no Rio Grande do Sul assumiu a maior proporção das últimas décadas nesta Campanha Salarial. Segundo levantamento da Fetrafi-RS, obtido através de informações fornecidas pelos sindicatos filiados à entidade, a greve atingiu 882 unidades, incluindo agências, departamentos e postos de atendimento.
O caos no atendimento bancário também reflete na superlotação dos correspondentes, que não atendem a todas as necessidades dos clientes. Enquanto isso, Fenaban e direções da Caixa e do BB seguem caladas, fugindo da responsabilidade nas negociações da Campanha Salarial 2011.
Segundo o diretor da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional, Arnoni Hanke, a intransigência dos bancos fica cada vez mais evidente e revoltante. “Os bancos estão mostrando sua verdadeira face nesta campanha, deixando bancários e clientes à deriva. Os discursos de responsabilidade social e sustentabilidade das instituições financeiras caem por terra diante de suas ações mesquinhas e arrogantes. A categoria não vai retroceder”, garante o dirigente sindical.
Banrisul
No caso do Banrisul, todas as assembleias promovidas pelos sindicatos gaúchos mantiveram o movimento paredista nesta sexta-feira. Após o impasse nas negociações desta semana, que culminaram com a apresentação de uma proposta considerada insuficiente pelas assembleias de todo o Estado, os trabalhadores se preparam para começar a próxima semana em greve.
Tanto em Porto Alegre quanto o Interior, o clima de indignação e a mobilização dos banrisulenses cresce a passos largos. Os trabalhadores não aceitam a postura da Direção e exigem a retomada imediata do processo de negociação específica. O Comando dos Banrisulenses chegou a apresentar uma contraproposta ao Banco na manhã de quinta-feira, mas a instituição não quis retomar o debate sobre as reivindicações.
 
A Fetrafi-RS orienta que os sindicatos organizem suas bases para a continuidade da greve com muita força na próxima semana.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Banrisulenses decidem rumos da greve

Os banrisulenses rejeitaram a proposta do Banrisul em todas as assembleias promovidas pelos sindicatos, no fim da tarde desta quinta-feira. Em Porto Alegre, a assembleia realizada pelo SindBancários também rejeitou a proposta do Banco e manteve a greve por tempo indeterminado.

A Fetrafi-RS e Comando Nacional dos Banrisulenses orientam que os sindicatos intensifiquem a organização dos piquetes, fortalecendo a greve no Banrisul e nos demais bancos. A Federação informa ainda que não há negociações agendadas com a Fenaban, Banco do Brasil, Caixa e Banrisul.
A negociação
A partir da avaliação inicial da proposta do Banrisul, apresentada na negociação da quarta-feira, o Comando decidiu encaminhar uma contraproposta à Comissão de Negociação do banco na manhã de hoje, na tentativa de avançar em alguns itens. Entretanto, o Banrisul rechaçou qualquer possibilidade de mudança na sua última proposta.
Histórico das negociações
O processo de negociação específica com o Banrisul iniciou no dia 09 de setembro, com a entrega da pauta de reivindicações ao presidente do Banco, Túlio Zamin. As rodadas seguintes foram realizadas nos dias 13, 16, 19, 23 e 26 de setembro, agregando debates sobre remuneração; democratização das relações; saúde; condições de trabalho; situação da Fundação Banrisul e Cabergs, entre outros temas.
No dia 27 de setembro, os banrisulenses aderiram à greve nacional da categoria,  em um movimento crescente que levou ao fechamento de mais de 60% da rede de atendimento da instituição. As negociações com o Banco foram retomadas nesta quarta-feira, dia 05 e culminaram com a apresentação de uma nova proposta.
Veja os resultados das assembleias promovidas pelos Sindicatos:
Rejeitaram a proposta e mantêm a Greve:

Alegrete
Bagé
Caxias do Sul
Frederico Westphalen
Guaporé
Horizontina
Litoral Norte
Novo Hamburgo
Passo Fundo
Pelotas
Porto Alegre
Rio Grande
Rio Pardo
Rosário do Sul
Santa Cruz do Sul
Santa Maria
São Gabriel
São Luiz Gonzaga
Soledade
Vacaria
Vale do Caí
Vale do Paranhana
Realizarão assembleias na sexta-feira, 07, pela manhã:

Bento Gonçalves
Cachoeira do Sul
Camaquã
Carazinho
Cruz Alta
Ijuí
Lajeado
Santa Rosa
Santana do Livramento
Santo Ângelo
Santiago
São Borja

Confira na íntegra a proposta do Banrisul:

- Reajuste geral (segue Fenaban);
- Reajuste de 12% para o piso salarial (sobe para R$1.400,00);
- Aumento no abono e gratificação dos caixas para R$ 600,00 (acréscimo de 17,87%);
- Criar a gratificação de Operador de Negócios no valor de R$ 300,00 mensais;
- Remuneração Variável 3 (RV3): pagamento com desempenho mínimo de 85% da meta de captação;

Obs.: O Banco garante para os próximos dois semestres o pagamento de R$ 100,00 para os Operadores de Negócios que não atingirem o mínimo de 85% da meta de captação.

- Remuneração Variável 2 (RV2): aumento no percentual a ser distribuído de 1,25% para 1,30% (equivalente ao acréscimo de R$ 2 milhões);
- Cadastramento de todos os empregados que atuam na Plataforma de Serviços das agências para o recebimento da RV2;
- PLR: antecipação do pagamento da PLR, regra básica e específica, em parcela única, com base nos números apurados até agosto de 2011, 10 dias após o fechamento do acordo salarial;
- Cesta-alimentação: estender aos empregados afastados por motivo de doença o pagamento da cesta alimentação para mais seis meses (total de 12 meses);
- Descontos dos dias parados: compensação até o mês de fevereiro de 2012.
Confira os compromissos assumidos pelo banco nas negociações dos dias 13,16,19,23 e 26 de setembro:
- Ampliar de 35% para 40% o custeamento de despesas com educação dos funcionários em cursos de graduação, mestrado e doutorado, limitado a R$ 3 mil por semestre, em áreas fins;
- Divulgar o pagamento das promoções até fins de março e efetuar o pagamento até fins de abril;
- Licença para adoção de 30 dias, extensiva aos casais homoafetivos e solteiros, independente de gênero;
- Licença paternidade de cinco dias úteis;
- Licença em caso de morte de sogro ou sogra de dois dias;
- Realizar análise ergonômica na rede de agências e Direção Geral com acompanhamento das entidades sindicais para resolver os problemas de mobiliário inadequado;
- Reavaliar o direito a receber ABAS, apesar do bancário ter se afastado das atividades por mais de 15 dias, via INSS, para tratamento médico;
- Pagar custos com cursos CPA 10 e 20 e deslocamento mesmo em caso de reprovação;
- Prazo para os trabalhos da Comissão Paritário sobre o Plano de Carreira para junho de 2012;
- Atualizar anualmente o valor pago por km rodado ao funcionário que usa veículo para o trabalho;
- Para o empréstimo retorno férias, reduzir para 1% os juros para empréstimo no cheque especial;
- Reduzir para o valor de custo as tarifas nos empréstimos imobiliários;
- Suprimir qualquer contribuição dos empregados sobre auxilia alimentação (cesta alimentação);
- Para funcionários lotados em agências fora do RS, o valor de 13ª cesta alimentação será pago pelo maior valor praticado ao longo dos 12 meses do ano;
- Garantia de transparência nas movimentações de pessoal do PROMOVE, de gerências e de comissionados entregue mensalmente às entidades sindicais;
- Se houver sobreposição de letras, o banco considerará o tempo de banco para concorrer às promoções, mas sem retroativo dos que foram enquadrados em 2010;
- Incentivos e prêmios serão pagos pelo banco a todos os empregados, sem discriminação a qualquer segmento (não considera RV);
- Realizar eleições diretas de CIPA’s em agências “casas A” com menos de cem funcionários
- Permitir visitas de profissionais de SESMT continuamente;
- Fornecer mensalmente às entidades sindicais listagem com nome dos empregados que retornaram de licença médica, indicando onde voltaram a desempenhar suas atividades, além da relação de CAT’s emitidas mensalmente;
- Manter a Comissão Paritária de Saúde ;
- Predefinir por todo ano um calendário para a Comissão Paritária de Saúde, não cabendo a nenhuma das partes desmarcar ou faltar reuniões sem justificativa relevante;
- Abordar nos processos de formação internos e capacitação de gestores assédio moral, violência organizacional e discriminação de gênero;
- Cumprir a lei federal que garante acessibilidade nos locais de trabalho e condições de trabalho para pessoas com deficiência;
- Realizar campanhas que expliquem e conscientizem funcionários e gestores sobre o que é o assédio moral e sexual;
- Bancários ficam proibidos de transportar numerário ou valor, ficando esse tipo de transporte a cargo de empresas especializadas;
- Retorno imediato da ginástica laboral;
- Manter e incluir em Instrução Normativa Interna (IN) a Comissão Paritária de Segurança, quanto as metas de transporte de valores, estão estudando o redirecionamento das mesas;
- Se compromete a garantir periodicamente cursos de prevenção a assaltos e seqüestros;
- Fundação e Cabergs: debates serão feitos na comissão tripartite.
 
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

Número de agências bancárias fechadas supera o total da greve de 2010

O número de agências bancárias fechadas supera o total da greve de 2010. O balanço foi divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Segundo a entidade, 8.556 agências fecharam as portas na quarta-feira no país. O total supera o dia de maior adesão na greve do ano passado.

Os bancários estão parados desde a terça-feira da semana passada e esperam nova proposta salarial da Federação Nacional dos Bancos.

Fonte: RÁDIO GAÚCHA e CLIC RBS

Bancários param 8.556 agências durante o nono dia de greve

A greve nacional dos bancários de 2011 já é a mais forte dos últimos 20 anos. A categoria fechou 8.556 agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal nesta quarta-feira (5), nono dia de paralisação, superando o pico da greve de 2010, quando os trabalhadores pararam 8.278 unidades em todo país.

O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 19h.

"A força da greve é fruto da insatisfação cada vez maior dos bancários com o silêncio da Fenaban, que se mantém intransigente e não retoma o processo de negociações", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Que os bancos não se enganem: a greve continuará crescendo ainda mais se eles teimarem em não dialogar e fazer uma proposta decente, que atenda as justas reivindicações dos bancários", completa.

Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

A Contraf-CUT não recebeu até agora resposta para a carta enviada na terça-feira (4) à Fenaban. "Cobramos responsabilidade e coerência dos bancos, que prometem disposição para dar continuidade às negociações, mas não retomam o diálogo com as entidades sindicais. Enquanto eles não saírem da sua inércia, os bancários irão ampliar e fortalecer ainda mais a greve em todo país", conclui Cordeiro.
 
Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Proposta apresentada pelo Banrisul em negociação dia 05/10/11

Principais itens da proposta:


- Reajuste geral (segue Fenaban);

- Reajuste de 12% para o piso salarial (sobe para R$1.400,00);

- Aumento no abono e gratificação dos caixas para R$ 600,00 (acréscimo de 17,87%);

- Criar a gratificação de Operador de Negócios no valor de R$ 300,00 mensais;

- Remuneração Variável 3 (RV3): pagamento com desempenho mínimo de 85% da meta de captação;

Obs.: O Banco garante para os próximos dois semestres o pagamento de R$ 100,00 para os Operadores de Negócios que não atingirem o mínimo de 85% da meta de captação.

- Remuneração Variável 2 (RV2): aumento no percentual a ser distribuído de 1,25% para 1,30% (equivalente ao acréscimo de R$ 2 milhões);

- Cadastramento de todos os empregados que atuam na Plataforma de Serviços das agências para o recebimento da RV2;

- PLR: antecipação do pagamento da PLR, regra básica e específica, em parcela única, com base nos números apurados até agosto de 2011, 10 dias após o fechamento do acordo salarial;

- Cesta alimentação: estender aos empregados afastados por motivo de doença o pagamento da cesta alimentação para mais seis meses (total de 12 meses);

- Descontos dos dias parados: compensação até o mês de fevereiro de 2012.

Em carta à direção do BB, bancária denuncia terror psicológico

O Sindicato de Brasília recebeu na quarta-feira, dia 28, carta de uma bancária endereçada à direção do Banco do Brasil em que alerta sobre os efeitos do terror psicológico da empresa sobre os funcionários para que não adiram à greve.
 
Em tom de desabafo, a bancária questiona na carta o modelo de gestão do BB baseado na imposição do medo para enfraquecer o movimento nacional da categoria, do qual participa, segundo ela, para evitar o retrocesso. “Eu faço greve contra as ameaças e o desrespeito”, dispara ela.
Leia a seguir a íntegra da carta:

“Até que ponto uma estratégia de ameaça aos funcionários e funcionárias pode afetar os rumos de uma empresa que mantém um lucro altíssimo?

Vocês, presi dente e vice-presidentes do Banco do Brasil, estão adotando perigosa estratégia tentando evitar a adesão de seus funcionários e funcionárias à justíssima greve nacional deflagrada nesta segunda feira: a tática do terror psicológico.

Vivemos num tempo em que se tenta controlar as pessoas através da psique. Nesta greve estamos vendo isso de forma clara. Primeiro, vocês vêm ameaçando cortar o ponto desde antes da greve, tratando de algo que sequer foi negociado e que só é definido no momento de assinatura do acordo. Será que vocês não querem assinar o acordo coletivo, instaurando retrocesso histórico e punido quem trabalhou para lhe trazer lucro?

Outra ameaça é a de não renovar a cláusula que estabelece que o descomissionamento só pode acontecer com três avaliações negativas, uma cláusula que representa maturidade da empresa no tocante à gestão, cláusula que vocês aceitaram ano passado para acabar com nossa greve. Parece qu e vocês não se importam muito com a gestão. Parece que vocês se importam mesmo é com seus cargos. E ainda quando saírem vão engordar suas contas bancárias com o Plano de Desligamento de Executivos. Será que é isso que vocês estão buscando?

Eu me importo com o Banco. Por isso eu faço greve contra o retrocesso. Eu faço greve contra as ameaças. Eu faço greve contra o desrespeito. Eu faço greve contra os covardes. Eu faço greve contra tudo isso. Eu faço greve contra o Plano de Desligamento de Executivos. Mesmo que me corte o ponto. Porque, antes de mais nada, vocês me devem respeito por eu cumprir suas metas abusivas, por vocês estarem me fazendo tomar remédio tarja preta, por pagar suas PLRs astronômicas, por trabalhar duas horas de graça todos os dias. Vocês vão embora e eu vou continuar, por isso eu faço greve.”
 
NR: Pelo Plano de Desligamento de Executivos, esses profissionais, quando deixam a empresa, rece bem mais de R$ 1 milhão.
 
Fonte: Seeb/Brasília

Assédio moral no Banco do Brasil leva gerente ao infarto

A prática do assédio moral nas dependências do Banco do Brasil levou um de seus funcionários para o hospital. O bancário, que desempenha o cargo de Gerente de Serviços da Agência Independência, sofreu um infarto na sexta-feira, dia 30, e está internado no Moinhos de Vento.
 
O gerente havia ingressado na greve na terça-feira, dia 27, juntamente com o restante da categoria no Rio Grande e no Brasil. Pressionado por seus gestores para retornar ao trabalho, o bancário voltou na sexta-feira e sofreu o mal súbito.

“Será que este caso não será encaminhado para apuração do Comitê de Ética? Quantos mais terão que acontecer para que o Comitê passe a funcionar e saia, efetivamente, da inércia?”, questiona a diretora de Saúde do SindBancários, Karen D’Avila, eleita pelos colegas do BB para representá-los no Comitê de Ética em agosto de 2010. Até a presente data a dirigente jamais foi convocada para uma reunião.

Contrariando os acordos assinados entre os bancos e os sindicatos para combater o assédio moral, verificou-se que essa prática de violência organizacional continua nos locais de trabalho. Uma pesquisa sobre clima organizacional realizada pelo Sindicato de Brasília revela que dos 428 bancários de bancos públicos e privados do DF que responderam à pesquisa, 31% afirmam sofrer assédio dos chefes e 53% dizem conhecer alguém que está nessa situação.

Se os bancos viram as costas para a situação, o SindBancários mantém um canal direto para acolher a categoria. A campanha Tudo Tem Limite! Tolerância Zero com a Violência dos Bancos funciona para os bancários fazerem suas denúncias de assédio moral, sexual ou qualquer outra forma de violência e irregularidade que estejam ocorrendo em agências, postos de atendimento bancário ou departamentos. 
 
Fonte:  Imprensa SindBancários

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Bancários paralisam 8.328 agências em todo o país no oitavo dia da greve

O silêncio dos bancos está aumentando a insatisfação dos bancários e fortalecendo a greve nacional da categoria, que cresceu e fechou 8.328 agências de bancos públicos e privados em todos os estados e no Distrito Federal nesta terça-feira (4), oitavo dia de paralisação. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30.

O Comando Nacional dos Bancários, reunido em São Paulo, divulgou nesta terça uma Nota Oficial repudiando o silêncio dos bancos, que não retomaram as negociações para apresentar nova proposta aos trabalhadores após oito dias de greve nacional. "Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações", denuncia o texto.

Nota do Comando Nacional dos Bancários

"Silêncio dos bancos amplia greve nacional dos bancários

Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações. Essa postura das instituições financeiras irá ampliar ainda mais a greve nacional da categoria, que completa nesta terça-feira (4) oito dias de paralisações em bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.


Desde segunda-feira (3), o Comando Nacional dos Bancários esteve reunido em São Paulo avaliando a paralisação, o que foi amplamente divulgado pela imprensa. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) também enviou uma carta à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), comunicando que os integrantes do Comando Nacional estavam de plantão, na capital paulista, aguardando a retomada das negociações.


No documento, foi cobrado o compromisso público assumido pela Fenaban em pronunciamento divulgado na última quinta-feira, dia 29 de setembro, onde promete "disposição em dar continuidade às negociações com as representações dos bancários". Entretanto, nenhuma negociação foi marcada até agora, contradizendo o discurso dos bancos para os bancários, os clientes e a sociedade brasileira.


A intransigência dos bancos aumenta ainda mais a insatisfação da categoria e incentiva o crescimento da greve em todo Brasil. Os bancários rejeitaram o reajuste de 8%, que representa apenas 0,56% de aumento real, e reivindicam 12,8% (5% de aumento real mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento aos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.


As reivindicações são justas, principalmente em face dos lucros estrondosos dos bancos nos últimos anos. Somente nos primeiros seis meses de 2011, as maiores instituições acumularam R$ 27,4 bilhões. É um dos setores mais rentáveis de economia e tem a obrigação de valorizar seus funcionários, gerar empregos, distribuir renda e contribuir para o desenvolvimento do país.


Os bancários reiteram que permanecem abertos ao diálogo e manifestam a disposição para a retomada imediata das negociações com a apresentação pelos bancos de uma proposta decente que venha a atender as reivindicações da categoria.


A culpa da greve é dos bancos. Os bancários querem respeito, dignidade e compromisso com o Brasil e os brasileiros.


São Paulo, 4 de outubro de 2011.


Comando Nacional dos Bancários
Contraf-CUT, Sindicatos e Federações de Bancários"



"Desde o início reafirmamos nossa disposição para o diálogo, que consideramos o melhor caminho para resolver o impasse", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Todos os integrantes do Comando estiveram de plantão nesta terça em São Paulo para retomar as conversas e a Contraf-CUT enviou uma carta à Fenaban com o mesmo objetivo. Mas não tivemos qualquer resposta dos bancos", afirma o dirigente.

A greve começou na última terça-feira (27), após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa apenas 0,56% de aumento real.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização. "Queremos uma proposta decente que atenda as reivindicações da categoria", conclui Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT

Negociação com o Banrisul será retomada nesta quarta-feira

A direção do Banrisul finalmente agendou uma nova rodada de negociação específica com o Comando dos Banrisulenses. Após a ampliação da greve no Rio Grande do Sul, que atinge mais de 280 unidades do Banrisul, incluindo agências, postos de atendimento e departamentos, o banco fez contato com a Fetrafi-RS, agendando uma reunião de negociação para esta quarta-feira, dia 05, às 10h, na Direção Geral, em Porto Alegre.

A Fetrafi-RS orienta que os membros do Comando dos Banrisulenses estejam em frente ao prédio da Direção Geral,  às 9h30, para participar de manifestações que serão realizadas no local.
 
O processo de negociação teve a última reunião no dia 23 de setembro, quando o banco apresentou uma proposta global às reivindicações, que foi rejeitada pelos banrisulenses nas assembleias gerais da categoria.
 
Veja as principais reivindicações dos banrisulenses:
 
Os banrisulenses reivindicam plano de carreira; valorização das funções de caixa e tesouraria; gratificação fixa para os operadores de negócios; novos critérios para os processos de seleção interna; qualificação dos serviços da Cabergs; resolução do déficit da Fundação Banrisul; pagamento das promoções; fim das terceirizações; diversidade de gênero; ampliação da licença paternidade e licença após adoção entre outros temas.
 
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Passeata reúne bancários, comerciários e funcionários dos Correios

A passeata teve início na Caixa Econômica Federal passando pelos Bancos que estão em greve, pelo comércio ijuiense e nos Correios. Os funcionários dos Correios e bancários que estão greve se juntaram aos comerciários na manhã desta segunda-feira, 03, para um ato conjunto para a reivindicação de melhores salários e melhores condições de trabalho.

A passeata teve início na Caixa Econômica Federal passando pelos Bancos que estão em greve, pelo comércio ijuiense e nos Correios.
De acordo com o Diretor do Sindicato dos Bancários de Ijuí e Região, Paulo Scherer este ato em conjunto tem um significado especial.

“Estamos reunidos o setor público e privado, pois temos uma luta em comum que é a reivindicação de melhores salários e melhores condições de trabalho”, disse.
 
Ele destacou a necessidade dos funcionários dos Correios, dos Bancários e dos trabalhadores do comércio terem seus pedidos atendidos. “Queremos que a comunidade entenda que esta manifestação é um ato por melhorias para os trabalhadores de Ijuí”, destaca.
 
Fonte: ijui.com

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ag Centro do Banco do Brasil de Ijuí adere a Greve

Os colegas da Ag. Centro do Banco do Brasil de Ijuí aderiram a greve a partir de hoje 30/09/2011.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Caixa Federal de Panambi adere a Greve Nacional

Os bancários da Caixa de Panambi aderiram a Greve no dia de hoje (29/09)

Bancários de Ijuí aderem à greve nacional

Estimativa é que 100 bancários estejam em greve.

Nesta quinta-feira, 29, os bancários de Ijuí aderiram à greve nacional dos bancários. Agências do Itaú, HSBC, Caixa Econômica Federal e Banrisul estão paradas na cidade. De acordo com o sindicato da categoria 530 agências aderiram à paralisação em todo o estado, sendo que em Ijuí dos 180 bancários, estima-se que 100 estão parados.
Dentre as reivindicações estão um reajuste de 12,8% no salário, a valorização do piso, maior participação dos lucros, mais contratações, mais segurança, entre outros.
Segundo Paulo Scherer, diretor do Sindicato dos Bancários de Ijuí e Região, além do reajuste salarial, a categoria também reivindica melhores condições de trabalho. De acordo com Paulo, os bancários são pressionados a cumprir metas para vender produtos aos clientes. Além disso, segundo ele, há poucos funcionários para o atendimento nos bancos, provocando assim, as enormes filas.
Já a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) considera a greve injustificada, pois alega que já apresentou propostas. A Fenaban ofereceu 8% de reajuste, o que não foi aceito pelo Sindicato dos Bancários, que por sua vez, diz que esse aumento significa 0,56% de aumento real.
Em comunicado, a Fenaban se dispõe a novas reuniões para voltar a negociar esse aumento. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Ijuí, ainda não foi comunicado nenhuma reunião.
Opções para quem precisa utilizar serviços bancários
Quem precisa utilizar os serviços bancários pode recorrer a caixas eletrônicos, internet, operações por telefone, além correspondentes bancários (como casas lotéricas, agências dos correios e outros estabelecimentos comerciais credenciados).
Além disso, é possível aderir os serviços de débito automático para pagamento de contas de consumo (água, luz e telefone).

Fonte: ijui.com