quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Passeata reúne mais de 800 bancários em greve em Porto Alegre
Caminhada iniciou em frente à Direção Geral do Banrisul e seguiu pelas ruas do Centro da Capital. Bancários encerraram ato em frente ao Palácio Piratini.
Com cornetas, apitos e gritando palavras de ordem, mais de 800 bancários fizeram muito barulho e protestaram contra o silêncio da Fenaban e dos bancos públicos em um passeatão, que percorreu as principais ruas do Centro de Porto Alegre no fim da manhã desta quarta-feira. A marcha, iniciada na Caldas Júnior, em frente ao prédio da Direção Geral do Banrisul, culminou em um ato em frente ao Palácio Piratini, onde a categoria denunciou a truculência da Brigada Militar contra os grevistas."Bancário, na rua / banqueiro a culpa é tua", cantavam os grevistas. À frente da passeata, dirigentes citavam as reivindicações e refutavam a postura gananciosa dos bancos. O barulho dos motores, buzinas de carros e gritos dos vendedores ambulantes eram abafados nos locais em que a marcha passava. Já em frente ao Palácio Piratini, os bancários condenaram a postura da Brigada Militar, que tem coagido os grevistas e agido de forma truculênta nos piquetes. Ao fim do ato, os participantes entoaram o hino do Rio Grande do Sul. Diversas entidades demonstraram apoio à greve, entre elas a CUT-RS e o Sindjus-RS. O deputado estadual Ronaldo Zulke também participou da manifestação e prestou sua solidariedade à paralisação dos bancários.
Avaliação
O presidente do SindBancários, Juberlei Bacelo, louvou a disposição e a vontade dos bancários, que fizeram do passeatão desta quarta a maior manifestação da greve de 2010 até agora. “Os bancos nos deram o caminho da greve e estão vendo que cada vez mais trabalhadores aderem ao movimento. Eles estão perdendo tempo quando não apresentam novas propostas. Os bancários estão cada vez mais indignados e o movimento cresce diante dessa intransigência”, alertou. Juberlei ainda condenou a posição dos bancos públicos, que suspenderam as negociações, enquanto poderiam estar evoluindo na discussão das pautas específicas. “A Fenaban está virando uma moita para os bancos públicos. Eles simplesmente se escondem atrás da mesa de negociação e não apresentam propostas aos bancários”, lamentou.
O presidente do SindBancários, Juberlei Bacelo, louvou a disposição e a vontade dos bancários, que fizeram do passeatão desta quarta a maior manifestação da greve de 2010 até agora. “Os bancos nos deram o caminho da greve e estão vendo que cada vez mais trabalhadores aderem ao movimento. Eles estão perdendo tempo quando não apresentam novas propostas. Os bancários estão cada vez mais indignados e o movimento cresce diante dessa intransigência”, alertou. Juberlei ainda condenou a posição dos bancos públicos, que suspenderam as negociações, enquanto poderiam estar evoluindo na discussão das pautas específicas. “A Fenaban está virando uma moita para os bancos públicos. Eles simplesmente se escondem atrás da mesa de negociação e não apresentam propostas aos bancários”, lamentou.
Fonte: Imprensa SindBancários com edição da Fetrafi-RS
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Campanha Salarial 2010
Juíza indefere liminar de interdito proibitório ao Bradesco de Rio Grande
A juíza Carolina Taoldo Duarte da Silva, da 2ª Vara do Trabalho de Rio Grande, indeferiu na última segunda-feira (4) uma liminar de interdito proibitório movida pelo Bradesco. Através da sentença, a juíza destaca que o Sindicato dos Bancários de Rio Grande utiliza meios legais de persuasão e convencimento com os bancários, observando os limites da lei de greve.
Na semana passada o Bradesco determinou que os bancários que não estavam em greve aguardassem por um oficial de justiça no autoatendimento da agência. Na ocasião, os dirigentes sindicais convenceram os colegas, de forma pacífica, a esperar fora da agência.
Veja o que diz a juíza sobre a situação: “A permanência dos empregados no setor de autoatendimento do banco, poderia importar em tumulto e, em conseqüência, ameaça ou dano à propriedade do autor e à pessoa dos empregados e clientes, razão pela qual a ação do dirigente sindical ao impedir que os colegas permanecessem no local, em verdade, vai ao encontro das determinações da lei de greve”.
A magistrada destacou ainda em sua argumentação, que o Sindicato dos Bancários de Rio Grande empregou meios pacíficos para aliciar os colegas a aderirem à greve e que não está causando qualquer ameaça à propriedade do banco.
A diretoria do Sindicato dos Bancários considerou o indeferimento da liminar ao Bradesco mais uma vitória contra a intransigência e o desrespeito dos bancos. “Os trabalhadores têm o direito de fazer greve para garantir melhores condições de remuneração e trabalho. Nossa luta é digna. Viva a greve nacional da categoria”, frisam os dirigentes sindicais.
Na semana passada o Bradesco determinou que os bancários que não estavam em greve aguardassem por um oficial de justiça no autoatendimento da agência. Na ocasião, os dirigentes sindicais convenceram os colegas, de forma pacífica, a esperar fora da agência.
Veja o que diz a juíza sobre a situação: “A permanência dos empregados no setor de autoatendimento do banco, poderia importar em tumulto e, em conseqüência, ameaça ou dano à propriedade do autor e à pessoa dos empregados e clientes, razão pela qual a ação do dirigente sindical ao impedir que os colegas permanecessem no local, em verdade, vai ao encontro das determinações da lei de greve”.
A magistrada destacou ainda em sua argumentação, que o Sindicato dos Bancários de Rio Grande empregou meios pacíficos para aliciar os colegas a aderirem à greve e que não está causando qualquer ameaça à propriedade do banco.
A diretoria do Sindicato dos Bancários considerou o indeferimento da liminar ao Bradesco mais uma vitória contra a intransigência e o desrespeito dos bancos. “Os trabalhadores têm o direito de fazer greve para garantir melhores condições de remuneração e trabalho. Nossa luta é digna. Viva a greve nacional da categoria”, frisam os dirigentes sindicais.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS
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Campanha Salarial 2010
Banrisul chama negociação, mas não apresenta proposta
Apesar das expectativas dos banrisulenses de apresentação de uma possível proposta, a direção do Banrisul levou apenas boa vontade para a primeira rodada de negociação específica da Campanha Salarial 2010. O encontro entre o movimento sindical e representantes do banco ocorreu na manhã desta quarta-feira, na Direção Geral, em Porto Alegre.
Durante toda a negociação, cerca de 800 banrisulenses que trabalham na DG e em agências em greve na Capital, fecharam a Rua Caldas Júnior, em frente ao prédio, numa manifestação de força e pressão para que o banco atenda à pauta específica dos trabalhadores.
Enquanto isso, no 4º andar da DG, os dirigentes da Fetrafi-RS, Amaro Souza, Carlos Augusto Rocha e do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, Lourdes Rossoni e Fábio Alves negociavam com os diretores do banco, Bruno Fronza (Crédito) e César Antônio Cechinato (Gestão de Pessoas). Também participaram da reunião o gerente de Administração, Gaspar Saikoski e o superintendente de Gestão de Pessoas do Banrisul, Ademar Sartori.
Enquanto isso, no 4º andar da DG, os dirigentes da Fetrafi-RS, Amaro Souza, Carlos Augusto Rocha e do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, Lourdes Rossoni e Fábio Alves negociavam com os diretores do banco, Bruno Fronza (Crédito) e César Antônio Cechinato (Gestão de Pessoas). Também participaram da reunião o gerente de Administração, Gaspar Saikoski e o superintendente de Gestão de Pessoas do Banrisul, Ademar Sartori.
Durante a negociação, os dirigentes sindicais enfatizaram que a responsabilidade pelas dimensões da greve agora está nas mãos da direção do Banrisul.
“Nós entregamos a pauta há 40 dias e estamos aqui para saber se a diretoria de fato está interessada em estabelecer uma negociação séria e resolver os problemas de maneira efetiva. Queremos discutir temas que representem ganhos para as pessoas”, salientou o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha.
O diretor de Crédito do banco, Bruno Fronza, sugeriu a elaboração de uma pauta pontual para construir soluções. “O principal agora é voltar à normalidade”, disse Fronza.
“A greve mostra que os problemas estão no organismo da empresa. São questões internas que a Fenaban não pode resolver. Os problemas das pessoas que estão lá fora devem ser resolvidos pela direção do Banrisul. Já tentamos negociar, mas o banco não quis. O banco forçou os banrisulenses à greve”, argumentou Fabio Alves.
A diretora do SindBancários, Lourdes Rossoni destacou que a conjuntura econômica dos bancos estaduais, principalmente do Banrisul, permite o avanço nas negociações específicas. “Tivemos agora o exemplo do BRB e do Banpará, que apresentaram propostas mais vantajosas aos trabalhadores. No caso do BRB, os bancários aceitaram a proposta e saíram da greve. O Banrisul também pode fazer diferente nesta Campanha”, observou Lourdes.
“O anúncio feito pelo banco, informando que irá cumprir o que for acordado com a Fenaban não representa nada. Isto nós já sabemos. A greve que está lá fora mostra que os banrisulenses querem mais e estão cansados da postura da direção do Banrisul. Vocês poderiam ter iniciado o processo negociação específica mais cedo, afinal há questões importantes e que não são de ordem econômica, que já poderiam ter sido resolvidas”, afirmou o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza.
O diretor da área de Gestão de Pessoas, César Antônio Cechinato disse que demora na apresentação de uma proposta da Fenaban causa desconforto ao banco. “Precisamos saber os termos da proposta principal. Reconheço que os 4,29% oferecidos estão aquém dos reajustes do mercado”.
Já o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, enfatizou que o Banrisul precisa dar uma demonstração de iniciativa. “Nós podemos achar uma saída para a greve do Banrisul. Agora isto depende da vontade da direção do banco de fazer uma proposta para tirar os banrisulenses da greve, como fizeram outros bancos”.
Assédio moral contra grevistas
Os dirigentes sindicais também relataram aos diretores do banco uma série de práticas de coação, pressão e ameaças feitas por superintendentes, na tentativa de obrigar os trabalhadores a retornarem ao trabalho.
“Não vamos tolerar este tipo de assédio, a greve é um direito sagrado nosso e o banco tem que respeitar”, avisou o diretor Amaro Souza.
Os representantes do banco negaram que este tipo de prática seja fruto de orientações da direção do Banrisul. “Tragam à direção os casos concretos de assédio moral. Todos os desvios de conduta dentro do banco devem ser investigados com rigor”, disse César Cechinato.
Nova reunião
Devido à ausência do presidente do banco, que está nos EUA, os representantes do Banrisul pediram um prazo ao movimento sindical, para dar retorno aos banrisulenses em greve. Uma nova reunião de negociação foi agendada para a sexta-feira, 8, às 10h30, na Direção Geral.
Os dirigentes sindicais concederam o prazo solicitado, mas deixaram claro que a greve dos banrisulenses vai continuar até que haja uma proposta do banco. Os sindicalistas disseram ainda, que é preciso avançar em questões como a melhoria do piso, da quebra-de-caixa, quadro de carreira e aumento da RV para garantir avanços nas negociações específicas.
Na saída da negociação, os dirigentes sindicais subiram no carro de som para dar informes da negociação aos banrisulenses e convocar todos os grevistas para a próxima negociação, que ocorre na sexta-feira, no mesmo local. A orientação geral para os banrisulenses é pela ampliação da greve em toda a rede do Banrisul. A pressão continua até a direção do Banrisul apresentar uma proposta concreta.
“Nós entregamos a pauta há 40 dias e estamos aqui para saber se a diretoria de fato está interessada em estabelecer uma negociação séria e resolver os problemas de maneira efetiva. Queremos discutir temas que representem ganhos para as pessoas”, salientou o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha.
O diretor de Crédito do banco, Bruno Fronza, sugeriu a elaboração de uma pauta pontual para construir soluções. “O principal agora é voltar à normalidade”, disse Fronza.
“A greve mostra que os problemas estão no organismo da empresa. São questões internas que a Fenaban não pode resolver. Os problemas das pessoas que estão lá fora devem ser resolvidos pela direção do Banrisul. Já tentamos negociar, mas o banco não quis. O banco forçou os banrisulenses à greve”, argumentou Fabio Alves.
A diretora do SindBancários, Lourdes Rossoni destacou que a conjuntura econômica dos bancos estaduais, principalmente do Banrisul, permite o avanço nas negociações específicas. “Tivemos agora o exemplo do BRB e do Banpará, que apresentaram propostas mais vantajosas aos trabalhadores. No caso do BRB, os bancários aceitaram a proposta e saíram da greve. O Banrisul também pode fazer diferente nesta Campanha”, observou Lourdes.
“O anúncio feito pelo banco, informando que irá cumprir o que for acordado com a Fenaban não representa nada. Isto nós já sabemos. A greve que está lá fora mostra que os banrisulenses querem mais e estão cansados da postura da direção do Banrisul. Vocês poderiam ter iniciado o processo negociação específica mais cedo, afinal há questões importantes e que não são de ordem econômica, que já poderiam ter sido resolvidas”, afirmou o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza.
O diretor da área de Gestão de Pessoas, César Antônio Cechinato disse que demora na apresentação de uma proposta da Fenaban causa desconforto ao banco. “Precisamos saber os termos da proposta principal. Reconheço que os 4,29% oferecidos estão aquém dos reajustes do mercado”.
Já o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, enfatizou que o Banrisul precisa dar uma demonstração de iniciativa. “Nós podemos achar uma saída para a greve do Banrisul. Agora isto depende da vontade da direção do banco de fazer uma proposta para tirar os banrisulenses da greve, como fizeram outros bancos”.
Assédio moral contra grevistas
Os dirigentes sindicais também relataram aos diretores do banco uma série de práticas de coação, pressão e ameaças feitas por superintendentes, na tentativa de obrigar os trabalhadores a retornarem ao trabalho.
“Não vamos tolerar este tipo de assédio, a greve é um direito sagrado nosso e o banco tem que respeitar”, avisou o diretor Amaro Souza.
Os representantes do banco negaram que este tipo de prática seja fruto de orientações da direção do Banrisul. “Tragam à direção os casos concretos de assédio moral. Todos os desvios de conduta dentro do banco devem ser investigados com rigor”, disse César Cechinato.
Nova reunião
Devido à ausência do presidente do banco, que está nos EUA, os representantes do Banrisul pediram um prazo ao movimento sindical, para dar retorno aos banrisulenses em greve. Uma nova reunião de negociação foi agendada para a sexta-feira, 8, às 10h30, na Direção Geral.
Os dirigentes sindicais concederam o prazo solicitado, mas deixaram claro que a greve dos banrisulenses vai continuar até que haja uma proposta do banco. Os sindicalistas disseram ainda, que é preciso avançar em questões como a melhoria do piso, da quebra-de-caixa, quadro de carreira e aumento da RV para garantir avanços nas negociações específicas.
Na saída da negociação, os dirigentes sindicais subiram no carro de som para dar informes da negociação aos banrisulenses e convocar todos os grevistas para a próxima negociação, que ocorre na sexta-feira, no mesmo local. A orientação geral para os banrisulenses é pela ampliação da greve em toda a rede do Banrisul. A pressão continua até a direção do Banrisul apresentar uma proposta concreta.
Fonte: Marisane Pereira - Fetrafi/RS
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Campanha Salarial 2010
Greve dos bancários cresce, paralisa 7.437 agências e já é maior que 2009
A greve nacional dos bancários de 2010 já superou o número de agências fechadas no movimento do ano passado. Conforme dados enviados pelos sindicatos e federações até as 18h para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), nesta terça-feira, 5, sétimo dia da paralisação, 7.437 agências de bancos públicos e privados não abriram suas portas nos 26 Estados e no Distrito Federal. Em 2009, os bancários paralisaram 7.222 unidades no dia de maior mobilização da greve.
São 910 agências fechadas a mais do que nesta segunda-feira, um aumento de 14%. Em relação ao primeiro dia da greve, iniciada na última quarta-feira, 29 de setembro, o crescimento é de 92,5%. Ainda foram paralisados centros administrativos e outras dependências dos bancos em todo país.
"O fechamento de agências cresceu todos os dias desde o início da greve, mostrando o aumento da adesão dos bancários e a força do movimento, apesar das práticas antissindicais adotadas pelos bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
"Os bancos empurraram os bancários para a greve, com uma postura intransigente e uma proposta rebaixada de reajuste. Agora, eles não aguentam a pressão da categoria e apelam para práticas antissindicais, em vez de retomar as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria", destaca o dirigente sindical. "Com lucros bilionários, os bancos não têm motivos para não atender a pauta de reivindicações dos bancários", justifica.
Ele denuncia a utilização de medidas autoritárias pelos bancos em todo país, como o interdito proibitório para impedir o convencimento dos trabalhadores, o uso da polícia para tentar abrir agências, a convocação de funcionários para entrar na madrugada nos locais de trabalho e a utilização de helicópteros para transporte de empregados, dentre outras. "O exercício da greve é um direito constitucional do trabalhador e não pode ser cerceado pelos bancos", aponta o dirigente sindical.
"Mas a greve está crescendo cada vez mais, demonstrando a insatisfação dos bancários. A Fenaban deveria ouvir esse recado, acabar com o silêncio, aproveitar a disposição de negociar do Comando Nacional e apresentar uma proposta decente que atenda às reivindicações da categoria", sustenta Cordeiro.
Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, mais segurança, previdência complementar para todos e fim da precarização via correspondentes bancários. Os bancos propuseram apenas reajuste de 4,29% (inflação do período) e rejeitaram as demais reivindicações.
Disposição de negociar
O Comando Nacional enviou nesta segunda-feira, 4, uma carta ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, reafirmando a disposição de negociar para buscar um acordo "que atenda à expectativa" da categoria e repudiando a postura das instituições financeiras, que apostam no confronto ao adotar práticas antissindicais para tentar enfraquecer o movimento dos trabalhadores. O documento foi remetido após a reunião do Comando Nacional, ocorrida em São Paulo.
"Lembramos que a greve é instrumento legal e que a lei nº 7.783/89 prevê em seu artigo 6º a realização de piquetes como meio de convencimento dos trabalhadores frente à intransigência das instituições financeiras, que se recusam em apreciar com seriedade as reivindicações levadas pela categoria", destaca o ofício.
São 910 agências fechadas a mais do que nesta segunda-feira, um aumento de 14%. Em relação ao primeiro dia da greve, iniciada na última quarta-feira, 29 de setembro, o crescimento é de 92,5%. Ainda foram paralisados centros administrativos e outras dependências dos bancos em todo país.
"O fechamento de agências cresceu todos os dias desde o início da greve, mostrando o aumento da adesão dos bancários e a força do movimento, apesar das práticas antissindicais adotadas pelos bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
"Os bancos empurraram os bancários para a greve, com uma postura intransigente e uma proposta rebaixada de reajuste. Agora, eles não aguentam a pressão da categoria e apelam para práticas antissindicais, em vez de retomar as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria", destaca o dirigente sindical. "Com lucros bilionários, os bancos não têm motivos para não atender a pauta de reivindicações dos bancários", justifica.
Ele denuncia a utilização de medidas autoritárias pelos bancos em todo país, como o interdito proibitório para impedir o convencimento dos trabalhadores, o uso da polícia para tentar abrir agências, a convocação de funcionários para entrar na madrugada nos locais de trabalho e a utilização de helicópteros para transporte de empregados, dentre outras. "O exercício da greve é um direito constitucional do trabalhador e não pode ser cerceado pelos bancos", aponta o dirigente sindical.
"Mas a greve está crescendo cada vez mais, demonstrando a insatisfação dos bancários. A Fenaban deveria ouvir esse recado, acabar com o silêncio, aproveitar a disposição de negociar do Comando Nacional e apresentar uma proposta decente que atenda às reivindicações da categoria", sustenta Cordeiro.
Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, mais segurança, previdência complementar para todos e fim da precarização via correspondentes bancários. Os bancos propuseram apenas reajuste de 4,29% (inflação do período) e rejeitaram as demais reivindicações.
Disposição de negociar
O Comando Nacional enviou nesta segunda-feira, 4, uma carta ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, reafirmando a disposição de negociar para buscar um acordo "que atenda à expectativa" da categoria e repudiando a postura das instituições financeiras, que apostam no confronto ao adotar práticas antissindicais para tentar enfraquecer o movimento dos trabalhadores. O documento foi remetido após a reunião do Comando Nacional, ocorrida em São Paulo.
"Lembramos que a greve é instrumento legal e que a lei nº 7.783/89 prevê em seu artigo 6º a realização de piquetes como meio de convencimento dos trabalhadores frente à intransigência das instituições financeiras, que se recusam em apreciar com seriedade as reivindicações levadas pela categoria", destaca o ofício.
Fonte: Contraf-CUT
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Campanha Salarial 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Banrisul tenta coibir greve da categoria com pressão e assédio moral
Foto: Gabriel Marquez |
A Fetrafi-RS recebeu nesta segunda-feira, 04, mais uma denúncia de que a direção do Banrisul está pressionando os funcionários da instituição a retornarem ao trabalho. A denúncia veio de um bancário paulista.
Segundo o banrisulense, em São Paulo há cinco agências do Banrisul e desde o início da greve, três delas paralisaram as atividades, com destaque para a unidade da Lapa, onde 100% do quadro aderiu ao movimento. O bancário relata que desde segunda-feira, os gerentes geral e administrativo da agência, orientados pela Superintendência do banco, começaram a ligar para as residências dos bancários em greve, para pressionar pelo retorno imediato ao trabalho.
Uma denúncia similar também foi encaminhada à Fetrafi-RS pelo Sindicato dos Bancários de Santo Ângelo, no Noroeste do Estado. Segundo os dirigentes sindicais, os gerentes das agências da base do Sindicato também foram instruídos pela direção do banco a pressionar os colegas em greve para o retorno ao trabalho nesta terça-feira.
A diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa, salienta que todas as formas de constrangimento usadas pelo banco para tentar, de maneira inútil, sufocar a greve não serão aceitas. “A direção do Banrisul não pode cercear o direito de livre manifestação dos trabalhadores na luta por suas reivindicações. A greve é um direito garantido por lei. A direção do banco está apavorada com a dimensão da greve dos banrisulenses em todo o país. Não vamos recuar agora. A greve só termina com nova proposta da Fenaban e avanços na negociação da pauta específica dos banrisulenses”, afirma Denise.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS
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Campanha Salarial 2010
Confira o vídeo sobre a prisão do diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre
A greve dos bancários está forte e mobilizada. Na sexta-feira, dia 1º, o diretor Everton Gimenis foi detido pela Brigada Militar. Ele estava na agência Navegantes do Santander, paralisada em razão da greve dos bancários. No ato da prisão, um advogado do banco estava coagindo os trabalhadores e ameaçando o direito de greve - assegurado pela Constituição - com um interdito proibitório.
Clicar aqui para ver o Vídeo
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Greve dos bancários gaúchos atinge 597 unidades no sexto dia de movimento
A greve nacional dos bancários continua a crescer em todo o país. No Rio Grande do Sul o movimento já é o maior registrado nos últimos anos, com adesão de 597 agências, postos de atendimento e departamentos de bancos públicos e privados. O Banrisul continua liderando o ranking de adesões, com 197 unidades paralisadas, seguido pela Caixa, com 155. A greve também cresceu no Banco do Brasil, atingindo 72 unidades. Os bancos privados somam 171 unidades em greve.
A segunda-feira foi marcada pela ampliação do movimento de greve nas bases de 37 dos 38 sindicatos filiados à Fetrafi-RS. A novidade foi a adesão de agências na base do Sindicato dos Bancários de Soledade.
No período da manhã, os bancários de Santa Maria deram uma grande manifestação de força e mobilização. O Sindicato dos Bancários realizou uma caminhada pelas principais ruas do Centro da cidade, que envolveu cerca de 200 trabalhadores em greve. A manifestação foi encerrada com mais um tradicional salchipão, em frente à Superintendência do Banrisul.
Porto Alegre
Em assembleia realizada na tarde desta segunda, no Clube do Comércio, os bancários da Capital mantiveram a greve por tempo indeterminado. Nesta terça-feira o SindBancários promove ato-show seguido de almoço na Praça da Alfândega, a partir das 12h. Já na quarta-feira, os bancários de Porto Alegre farão mais uma passeata pelas ruas do Centro.
Reivindicações
Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades para todos e mais segurança.
A segunda-feira foi marcada pela ampliação do movimento de greve nas bases de 37 dos 38 sindicatos filiados à Fetrafi-RS. A novidade foi a adesão de agências na base do Sindicato dos Bancários de Soledade.
No período da manhã, os bancários de Santa Maria deram uma grande manifestação de força e mobilização. O Sindicato dos Bancários realizou uma caminhada pelas principais ruas do Centro da cidade, que envolveu cerca de 200 trabalhadores em greve. A manifestação foi encerrada com mais um tradicional salchipão, em frente à Superintendência do Banrisul.
Porto Alegre
Em assembleia realizada na tarde desta segunda, no Clube do Comércio, os bancários da Capital mantiveram a greve por tempo indeterminado. Nesta terça-feira o SindBancários promove ato-show seguido de almoço na Praça da Alfândega, a partir das 12h. Já na quarta-feira, os bancários de Porto Alegre farão mais uma passeata pelas ruas do Centro.
Reivindicações
Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades para todos e mais segurança.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS
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Banrisul marca negociação específica após grande participação dos banrisulenses na greve
A adesão massiva dos banrisulenses à greve nacional da categoria, iniciada na última quarta-feira, 29, levou a direção do Banrisul a agendar a primeira rodada de negociação da pauta específica. A reunião foi marcada para quarta-feira, dia 6, às 10h30min, na Direção Geral do Banrisul, em Porto Alegre.
O anúncio da negociação foi feito na tarde desta segunda-feira, pelo gerente de Administração do Banrisul, Gaspar Saikoski. A reunião da próxima quarta-feira deve envolver ainda o superintendente da Unidade de Gestão de Pessoas, Ademar Sartori e o diretor de Crédito do Banrisul, Bruno Fronza.
Segundo o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza, a primeira negociação só foi obtida graças à mobilização dos banrisulenses, que entraram com toda força e disposição na greve nacional. "Temos certeza que este processo de negociação é fruto de toda a pressão que fizemos desde a entrega da pauta específica. Infelizmente, a direção do banco se fez de surda por um longo período da Campanha Salarial", enfatiza o diretor.
O dirigente salienta que o movimento sindical sempre buscou o diálogo com o Banco. "Após a entrega da pauta, no dia 25 de agosto, buscamos espaços de negociação com a direção. Temos muitas questões a discutir e todas são importantes para os banrisulenses. Vamos continuar mobilizados para garantir avanços nas negociações. A caminhada rumo ao fechamento do acordo está apenas começando", conclui Amaro.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Violência contra grevistas leva Sindbancários a reunir-se com o Comando de Polícia da Capital
Nesta segunda-feira (4), após nova ação truculenta dos bancos contra os bancários, utilizando a força da Brigada Militar, o SindBancários reuniu-se com o Coronel Antero Batista Homem, chefe do Comando de Polícia da Capital. No encontro os sindicalistas solicitaram que o acompanhamento das ações de greve seja feito sem o uso de violência. O coronel prontificou-se a verificar a atuação do efetivo e destacou: “greve não é assunto de policia”. O comandante condenou também a atitude dos advogados dos bancos, ao ser informado de que estes representantes dos bancos têm sido conduzidos por viaturas policiais aos locais de greve.
Prisão de sindicalista deu início a violência
O diretor do SindBancários Everton Gimenis foi detido na manhã da sexta (01/10,) na calçada em frente a agência Navegantes do Santander, paralisada em razão da greve dos bancários. No ato da prisão, um advogado do banco estava coagindo os trabalhadores e ameaçando o direito de greve – assegurado pela Constituição – com um interdito proibitório.
O advogado acionou a Brigada Militar – mesmo portando um documento que não lhe dava tais poderes. A polícia agiu de forma truculenta, desrespeitando o cidadão. Após ser abordado e reivindicar seu direito de livre manifestação, Gimenis foi algemado e detido. Foi ouvido no posto policial e liberado após preencher um termo circunstanciado.
O fotógrafo do SindBancários, que fazia a cobertura da manifestação, também foi abordado e obrigado a deletar as fotos de um dos cartões de memória que trazia consigo, onde guardava algumas das fotos do ato de violência dos policiais. Após o episódio, o direito de greve prevaleceu, e a agência permaneceu fechada.
O presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, condena a atitude do banco de chamar a força policial para coibir o exercício do direito constitucional de greve. Acrescenta que a truculência usada pelos policiais foi totalmente desnecessária, uma vez que se tratava de uma manifestação pacífica, ordeira e legítima dos bancários em greve por melhores salários e condições de trabalho.
Fonte: Imprensa SindBancários
Prisão de sindicalista deu início a violência
O diretor do SindBancários Everton Gimenis foi detido na manhã da sexta (01/10,) na calçada em frente a agência Navegantes do Santander, paralisada em razão da greve dos bancários. No ato da prisão, um advogado do banco estava coagindo os trabalhadores e ameaçando o direito de greve – assegurado pela Constituição – com um interdito proibitório.
O advogado acionou a Brigada Militar – mesmo portando um documento que não lhe dava tais poderes. A polícia agiu de forma truculenta, desrespeitando o cidadão. Após ser abordado e reivindicar seu direito de livre manifestação, Gimenis foi algemado e detido. Foi ouvido no posto policial e liberado após preencher um termo circunstanciado.
O fotógrafo do SindBancários, que fazia a cobertura da manifestação, também foi abordado e obrigado a deletar as fotos de um dos cartões de memória que trazia consigo, onde guardava algumas das fotos do ato de violência dos policiais. Após o episódio, o direito de greve prevaleceu, e a agência permaneceu fechada.
O presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, condena a atitude do banco de chamar a força policial para coibir o exercício do direito constitucional de greve. Acrescenta que a truculência usada pelos policiais foi totalmente desnecessária, uma vez que se tratava de uma manifestação pacífica, ordeira e legítima dos bancários em greve por melhores salários e condições de trabalho.
Fonte: Imprensa SindBancários
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Advogados contratados por bancos tentam enfraquecer movimento
Os bancários paralisados dos bancos Santander e Itaú Unibanco vêm recebendo desde a quinta, dia 30, uma visita nada agradável. Advogados contratados pelos bancos, munidos de interditos proibitórios, tentam coagir os funcionários a encerrar a greve.
Os advogados tentam utilizar o dispositivo judicial - que tem como finalidade garantir aos proprietários a posse de terras ameaçadas de serem ocupadas - até mesmo para impedir que a categoria faça piquetes em frente às agências.
Os bancários que aderem ao movimento o fazem livremente, é uma decisão pessoal. A greve também está prevista pela Constituição, garantindo que o trabalhador integre uma luta que visa tão somente a valorização da categoria. Coagir os funcionários a voltarem ao trabalho por meio do interdito proibitório se constitui em assédio moral.
A manobra dos bancos mostra que a greve dos bancários está atingindo seus objetivos. As instituições tentam de todas as formas desmobilizar os bancários, que a cada dia recebem novas adesões.
Truculência
Em dois episódios ocorridos na sexta, 1º de outubro, a polícia foi acionada, agindo com violência contra dirigentes sindicais que nada mais faziam a não ser exercer seu direito à greve. Pela manhã, o diretor do SindBancários Everton Gimenis foi detido na agência Navegantes, do Santander. Mesmo sem apresentar resistência, foi algemado e levado para uma delegacia. Alguns bancários foram empurrados, e o fotógrafo que cobria a greve para a entidade, obrigado a deletar as fotos de um dos seus cartões de memória.
Em outro episódio, ocorrido de tarde em frente ao Itaú localizado na esquina das ruas Borges de Medeiros e Andradas, o diretor de Políticas Sindicais e Cidadania do SindBancários, Mauro Salles, foi imobilizado por um dos policiais.
Na ação, vários bancários foram empurrados e ameaçados pela força policial, que deveria defender a população.
Os advogados tentam utilizar o dispositivo judicial - que tem como finalidade garantir aos proprietários a posse de terras ameaçadas de serem ocupadas - até mesmo para impedir que a categoria faça piquetes em frente às agências.
Os bancários que aderem ao movimento o fazem livremente, é uma decisão pessoal. A greve também está prevista pela Constituição, garantindo que o trabalhador integre uma luta que visa tão somente a valorização da categoria. Coagir os funcionários a voltarem ao trabalho por meio do interdito proibitório se constitui em assédio moral.
A manobra dos bancos mostra que a greve dos bancários está atingindo seus objetivos. As instituições tentam de todas as formas desmobilizar os bancários, que a cada dia recebem novas adesões.
Truculência
Em dois episódios ocorridos na sexta, 1º de outubro, a polícia foi acionada, agindo com violência contra dirigentes sindicais que nada mais faziam a não ser exercer seu direito à greve. Pela manhã, o diretor do SindBancários Everton Gimenis foi detido na agência Navegantes, do Santander. Mesmo sem apresentar resistência, foi algemado e levado para uma delegacia. Alguns bancários foram empurrados, e o fotógrafo que cobria a greve para a entidade, obrigado a deletar as fotos de um dos seus cartões de memória.
Em outro episódio, ocorrido de tarde em frente ao Itaú localizado na esquina das ruas Borges de Medeiros e Andradas, o diretor de Políticas Sindicais e Cidadania do SindBancários, Mauro Salles, foi imobilizado por um dos policiais.
Na ação, vários bancários foram empurrados e ameaçados pela força policial, que deveria defender a população.
Fonte: Imprensa SindBancários
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sábado, 2 de outubro de 2010
Greve dos bancários cresce nesta sexta-feira e atinge 538 unidades no RS
No terceiro dia de greve no Rio Grande do Sul a Fetrafi-RS registrou a adesão de 538 unidades ao movimento, com crescimento de 25% em relação aos números registrados na quinta-feira, quando foram contabilizadas 405 unidades em greve no Estado.
Há greve nas bases territoriais de 36 dos 38 sindicatos filiados à Fetrafi-RS. A Caixa liderou o ranking de adesões até quinta-feira, mas nesta sexta foram os banrisulenses que tomaram a frente no movimento, com 157 unidades paralisadas no RS.
Na avaliação do diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke, a evolução dos números da greve reflete o sentimento de indignação dos bancários nesta campanha. “Os trabalhadores do setor sabem que os bancos têm plenas condições de conceder um reajuste real, de acordo com os lucros obtidos, mas não fazem isso por pura ganância. Estamos muito satisfeitos e acreditamos na unidade dos bancários de bancos públicos e privados para conquistarmos uma nova proposta da Fenaban”, enfatiza o sindicalista.
Há greve nas bases territoriais de 36 dos 38 sindicatos filiados à Fetrafi-RS. A Caixa liderou o ranking de adesões até quinta-feira, mas nesta sexta foram os banrisulenses que tomaram a frente no movimento, com 157 unidades paralisadas no RS.
Na avaliação do diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke, a evolução dos números da greve reflete o sentimento de indignação dos bancários nesta campanha. “Os trabalhadores do setor sabem que os bancos têm plenas condições de conceder um reajuste real, de acordo com os lucros obtidos, mas não fazem isso por pura ganância. Estamos muito satisfeitos e acreditamos na unidade dos bancários de bancos públicos e privados para conquistarmos uma nova proposta da Fenaban”, enfatiza o sindicalista.
Reunião do Comando
A Contraf/CUT convocou os membros do Comando Nacional dos Bancários para reunião na próxima segunda-feira, às 17h, na sede da entidade. O objetivo da reunião é avaliar a greve nacional iniciada na quarta-feira, 29, e definir novas estratégias para o movimento. Os representantes dos bancários gaúchos na reunião do Comando serão o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke e o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo.
A Contraf/CUT convocou os membros do Comando Nacional dos Bancários para reunião na próxima segunda-feira, às 17h, na sede da entidade. O objetivo da reunião é avaliar a greve nacional iniciada na quarta-feira, 29, e definir novas estratégias para o movimento. Os representantes dos bancários gaúchos na reunião do Comando serão o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke e o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS
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Diretor do SindBancários é preso durante greve em agência do Santander
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| Foto: Imprensa SindBancários |
O diretor do SindBancários Everton Gimenis foi detido na manhã da sexta, dia 1º de outubro. Ele estava na agência Navegantes do Santander, paralisada em razão da greve dos bancários. No ato da prisão, um advogado do banco estava coagindo os trabalhadores e ameaçando o direito de greve – assegurado pela Constituição – com um interdito proibitório.
O advogado acionou a Brigada Militar – mesmo que o documento não lhe desse tais poderes. A polícia agiu de forma truculenta e sem respeitar o cidadão. Após ser abordado, Gimenis, que não apresentou resistência, foi algemado e detido. Depois de ser ouvido no posto policial e preencher um termo circunstanciado, o dirigente foi liberado. O fotógrafo do SindBancários, que fazia a cobertura da manifestação, também foi abordado, sendo obrigado a deletar todas as fotos de um dos cartões de memória que trazia consigo. Após o episódio, o direito de greve prevaleceu, e a agência permaneceu fechada.
O presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, condena a atitude do banco de chamar a força policial para cumprir um interdito proibitório, coibindo o exercício do direito constitucional de greve. Acrescenta que a truculência usada pelos policiais foi totalmente desnecessária, uma vez que se tratava de uma manifestação pacífica, ordeira e legítima dos bancários em greve por melhores salários e condições de trabalho. “Mais uma vez usaram algemas para os bancários, reprimindo o direito de greve dos trabalhadores”, conclui.
Fonte: Imprensa SindBancários
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01/10/10 - 4º Quadro de Greve RS
4º Quadro de Greve RS 01/10/10 com informações recebidas até 16:00
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
3º Quadro de Greve RS 01/10/10
3º Quadro de Greve RS 01/10/10 com informações recebidas até 13:45
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Agência Central do Banrisul para e mostra força da greve dos bancários gaúchos
A Agência Central, principal unidade do Banrisul aderiu à greve por tempo indeterminado nesta sexta-feira pela manhã, dia 1º. A adesão ganhou o reforço dos caixas, que cruzaram os braços e entraram no movimento que vem crescendo a cada dia. Sem proposta, a greve continua. A direção também segue em silêncio em relação à pauta específica.
No final da manhã de quinta, dirigentes do SindBancários e da Fetrafi-RS estiveram no prédio, chamando os banrisulenses para entrarem no movimento, que decidiram por engrossar a greve. Os sindicalistas conversaram com os caixas, todo o pessoal da plataforma de serviços e ONs (Operadores de Negócios). A mobilização obteve adesão imediata de 11 ON"s da agência.
Para o secretário Geral do SindBancários, Fabio Soares Alves, o ingresso da greve na agência Central é importantíssima, significando um símbolo de poder, onde está a direção do banco. “A agência parando sinaliza para as demais unidades do Banrisul que o clima está forte e cresce em todo o Estado. O atendimento é precário nesta unidade”, informa o dirigente.
Para o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Silva de Souza, o ingresso dos banrisulenses têm um significado muito importante, sendo um modelo a seguir para os demais colegas. “A DG é uma vitrina para o Banrisul. A adesão dos colegas sinaliza para aquelas unidades que ainda estão trabalhando, que não resta outra alternativa a não ser entrar na greve. Nesta sexta-feira, nossos piquetes móveis fecharam as agências Cidade Baixa, Protásio Alves, Floresta, Redenção. Isto revela que a ação organizada, surpreendendo de forma positiva. Hoje já chegamos a mais de 40 agências paradas”, afirma o dirigente.
No final da manhã de quinta, dirigentes do SindBancários e da Fetrafi-RS estiveram no prédio, chamando os banrisulenses para entrarem no movimento, que decidiram por engrossar a greve. Os sindicalistas conversaram com os caixas, todo o pessoal da plataforma de serviços e ONs (Operadores de Negócios). A mobilização obteve adesão imediata de 11 ON"s da agência.
Para o secretário Geral do SindBancários, Fabio Soares Alves, o ingresso da greve na agência Central é importantíssima, significando um símbolo de poder, onde está a direção do banco. “A agência parando sinaliza para as demais unidades do Banrisul que o clima está forte e cresce em todo o Estado. O atendimento é precário nesta unidade”, informa o dirigente.
Para o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Silva de Souza, o ingresso dos banrisulenses têm um significado muito importante, sendo um modelo a seguir para os demais colegas. “A DG é uma vitrina para o Banrisul. A adesão dos colegas sinaliza para aquelas unidades que ainda estão trabalhando, que não resta outra alternativa a não ser entrar na greve. Nesta sexta-feira, nossos piquetes móveis fecharam as agências Cidade Baixa, Protásio Alves, Floresta, Redenção. Isto revela que a ação organizada, surpreendendo de forma positiva. Hoje já chegamos a mais de 40 agências paradas”, afirma o dirigente.
Fonte: Imprensa SindBancários
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2º Quadro de Greve RS 01/10/10
2º Quadro de Greve RS 01/10/10 com informações recebidas até 11:45
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01/10/10 - 2º Quadro de Greve RS
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01/10/10 - 2º Quadro de Greve RS
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01/10/10 - 1º Quadro de Greve RS
1º Quadro de Greve RS 01/10/10 com informações recebidas até 09:45
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Bancários ampliam greve e paralisam 4.895 agências em todo o país
A greve dos bancários cresce em todo o país. No segundo dia de paralisação, 4.895 agências de bancos públicos e privados ficaram fechadas em todos os 26 estados e no Distrito Federal, segundo levantamentos enviados pelos sindicatos à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) até as 18h desta quinta-feira, dia 30 de setembro. Isto representa um aumento na adesão de 26% em comparação com o primeiro dia, quando os bancários fecharam 3.864 agências, além de inúmeros centros administrativos de todos os bancos nas capitais.
Os trabalhadores realizaram manifestações por todo o país, em protesto contra intransigência dos banqueiros, e para reafirmar as reivindicações por melhores condições de trabalho e aumento real de salário.
Em São Paulo, os bancários se concentraram na Praça do Patriarca e depois saíram em caminhada pelas ruas do centro da cidade. Na capital paulista, Osasco e região a paralisação atingiu mais de 28 mil bancários,deixando 645 agências bancárias e 14 centros administrativos com as atividades paralisadas.
Já na capital gaúcha, os bancários participaram de ato-show na Praça da Alfândega, entre as agências da Caixa e do Banrisul e depois seguiram em caminhada pelas ruas de Porto Alegre, no fim da manhã.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não se dispôs a retornar à mesa de negociação com Comando Nacional dos Bancários. A categoria exige nova proposta dos bancos com atendimento às suas reivindicações.
Os bancários reivindicam aumento real de salários, melhoria na Participação dos Lucros e Resultados (PLR), valorização dos pisos salariais e elevação do auxílio-refeição / cesta-alimentação / 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá, além de previdência complementar para todos os bancários. Lutam também por melhores condições de trabalho e emprego, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança contra assaltos e sequestros, proteção ao emprego, mais contratações, reversão das terceirizações e fim dos correspondentes bancários.
Os trabalhadores realizaram manifestações por todo o país, em protesto contra intransigência dos banqueiros, e para reafirmar as reivindicações por melhores condições de trabalho e aumento real de salário.
Em São Paulo, os bancários se concentraram na Praça do Patriarca e depois saíram em caminhada pelas ruas do centro da cidade. Na capital paulista, Osasco e região a paralisação atingiu mais de 28 mil bancários,deixando 645 agências bancárias e 14 centros administrativos com as atividades paralisadas.
Já na capital gaúcha, os bancários participaram de ato-show na Praça da Alfândega, entre as agências da Caixa e do Banrisul e depois seguiram em caminhada pelas ruas de Porto Alegre, no fim da manhã.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não se dispôs a retornar à mesa de negociação com Comando Nacional dos Bancários. A categoria exige nova proposta dos bancos com atendimento às suas reivindicações.
Os bancários reivindicam aumento real de salários, melhoria na Participação dos Lucros e Resultados (PLR), valorização dos pisos salariais e elevação do auxílio-refeição / cesta-alimentação / 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá, além de previdência complementar para todos os bancários. Lutam também por melhores condições de trabalho e emprego, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança contra assaltos e sequestros, proteção ao emprego, mais contratações, reversão das terceirizações e fim dos correspondentes bancários.
Fonte: Fenae
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HSBC pressiona funcionários na tentativa de enfraquecer movimento de greve
A direção do HSBC está coagindo os seus funcionários a irem até um cartório para fazerem uma declaração pública de que estão sendo proibidos de entrarem em suas unidades. “Isto é uma coação e uma tentativa de enfraquecer o nosso movimento, que está forte e crescente”, afirma o diretor Jurídico do SindBancários e funcionários do HSBC, Lucio Mauro Paz.
O diretor disse que ligou para a direção do banco e afirmou que tal tentativa de impedir o ingresso dos funcionários ao banco não é verdade. “Relatei para a diretoria de que a coação é um assédio moral”, acrescentou o dirigente.
Lucio Mauro disse que os dirigentes estão na frente das agências fazendo o piquete de convencimento junto aos bancários. “Não é verdade que estamos impedindo o ingresso dos bancários às unidades. Entrar na greve é uma decisão pessoal”, relata.
A intenção do banco com essas declarações públicas é obter um interdito proibitório e, consequentemente, abrir suas unidades. “Vamos tomar as medidas cabíveis, inclusive denunciando o HSBC junto ao Ministério Público do Trabalho.”
O diretor disse que ligou para a direção do banco e afirmou que tal tentativa de impedir o ingresso dos funcionários ao banco não é verdade. “Relatei para a diretoria de que a coação é um assédio moral”, acrescentou o dirigente.
Lucio Mauro disse que os dirigentes estão na frente das agências fazendo o piquete de convencimento junto aos bancários. “Não é verdade que estamos impedindo o ingresso dos bancários às unidades. Entrar na greve é uma decisão pessoal”, relata.
A intenção do banco com essas declarações públicas é obter um interdito proibitório e, consequentemente, abrir suas unidades. “Vamos tomar as medidas cabíveis, inclusive denunciando o HSBC junto ao Ministério Público do Trabalho.”
Fonte: Imprensa SindBancários
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30/09/10 - 4º Quadro de Greve
4º Quadro de Greve RS 30/09/10 com informações recebidas até 15:45
30/09/10 - 4º Quadro de Greve RS
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30/09/10 - 4º Quadro de Greve RS
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Banrisulenses ampliam participação na greve da categoria
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| Fotos: Cristiano Estrela |
Os banrisulenses prometem engrossar a greve nacional da categoria nesta sexta-feira. Dirigentes sindicais da Capital visitaram a agência Central do banco para convocar os colegas que ainda estão trabalhando a aderirem à greve. Os sindicalistas conversaram com os caixas, todo o pessoal da plataforma de serviços e ONs. A mobilização obteve adesão imediata de onze operadores de negócios da agência.
Os ONs, representam um dos segmentos mais afetados pela rotina de metas e cobranças abusivas. Em edição do Jornal Nossa Voz, veiculada no mês de julho um operador relata o drama destes bancários, que são responsáveis por 70% do faturamento total da rede de agências do Banrisul, mas vivem uma rotina extenuante na venda de produtos e serviços.
Segundo o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, os funcionários do Banrisul estão muito descontentes com a postura do banco nesta Campanha Salarial. “Entregamos a pauta específica de reivindicações no dia 25 de agosto, mas o banco não viabilizou o início das negociações. A greve é uma resposta imediata diante da omissão do Banrisul”, explica Juberlei.
O movimento sindical recebeu denúncias de que a Direção do Banrisul já começou a distribuir ameaças veladas para coibir a participação dos banrisulenses na greve. “Não aceitamos qualquer forma de pressão neste sentido. O trabalhador tem todo o direito, que inclusive garantido por lei, de fazer greve para lutar pelos seus direitos”, enfatiza o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza.
Os ONs, representam um dos segmentos mais afetados pela rotina de metas e cobranças abusivas. Em edição do Jornal Nossa Voz, veiculada no mês de julho um operador relata o drama destes bancários, que são responsáveis por 70% do faturamento total da rede de agências do Banrisul, mas vivem uma rotina extenuante na venda de produtos e serviços.
Segundo o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, os funcionários do Banrisul estão muito descontentes com a postura do banco nesta Campanha Salarial. “Entregamos a pauta específica de reivindicações no dia 25 de agosto, mas o banco não viabilizou o início das negociações. A greve é uma resposta imediata diante da omissão do Banrisul”, explica Juberlei.
O movimento sindical recebeu denúncias de que a Direção do Banrisul já começou a distribuir ameaças veladas para coibir a participação dos banrisulenses na greve. “Não aceitamos qualquer forma de pressão neste sentido. O trabalhador tem todo o direito, que inclusive garantido por lei, de fazer greve para lutar pelos seus direitos”, enfatiza o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza.
Participaram da mobilização na Agência Central o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza; o presidente do SindBancários, Juberlei Bases Bacelo; os diretores da entidade, Lourdes Rossoni, Fábio Alves, Hélio César Rodrigues e a delegada sindical da agência, Rejane Michelski.
Apoio – Em Santo Ângelo os banrisulenses receberam um apoio especial à greve da categoria. O candidato a governador do Estado, Tarso Genro (PT) visitou o piquete dos grevistas e manifestou total solidariedade ao movimento. A greve na base territorial do Sindicato dos Bancários de Santo Ângelo é fortíssima, estão paralisados os bancários das agências e postos de atendimento das cidades de Santo Ângelo, Cerro Largo, Entre Ijuís, Vitória das missões. Permanece aberta apenas a agência de Giruá e o posto de São Miguel das Missões.
Fonte: Imprensa Fetrafi-RS
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